11 de julho de 2020
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Ministros compararam iniciativa à do último dia 7, quando presidente foi à corte a pé com um grupo de empresários.

Investigado pelo suposto cometimento de seis crimes, o presidente Jair Bolsonaro aproveitou cerimônia realizada nesta segunda-feira (25) para fazer uma visita surpresa à PGR (Procuradoria-Geral da República), órgão que pode vir a denunciá-lo sob a acusação de violar a autonomia da Polícia Federal.

O chefe do Executivo participava por videoconferência da posse de Carlos Alberto Vilhena na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão quando, em um gesto interpretado como sendo de pressão, convidou a si mesmo para ir à PGR cumprimentar pessoalmente o recém-empossado no cargo.

No local, Bolsonaro esteve por cerca de dez minutos com o procurador-geral da República, Augusto Aras, que será o responsável por denunciá-lo ou, então, por pedir o arquivamento do inquérito que apura as acusações do ex-ministro Sergio Moro contra o chefe do Executivo.

No STF, ministros reprovaram a iniciativa de Bolsonaro e a compararam ao gesto do último dia 7, quando o chefe do Executivo atravessou a Praça dos Três Poderes a pé com um grupo de empresários para fazer uma visita ao Supremo.

Na avaliação de integrantes da corte, o objetivo do presidente, assim como no começo do mês, foi pressionar uma instituição que pode impor limites à atuação dele.

Magistrados alertaram, porém, que a iniciativa desta segunda-feira tem um componente adicional de pressão: no STF, os ministros têm cargo vitalício, enquanto o PGR tem mandato de dois anos e depende do presidente para ser reconduzido no posto.

Na visão de ministros, o gesto ocorre no momento mais importante para definição do futuro de Aras, seja para seguir no cargo, seja para alçar voos mais altos e ser indicado, por exemplo, a uma vaga no STF.

O entendimento é que a atuação do PGR no inquérito contra Bolsonaro será um divisor de águas na relação com o presidente. E apenas o arquivamento do inquérito deixaria Bolsonaro satisfeito com o desempenho de Aras à frente da instituição.

Aras foi indicado pelo presidente à chefia da PGR mesmo tendo ficado de fora da lista tríplice eleita pela categoria para o cargo e depois de fazer declarações públicas alinhadas a Bolsonaro.

A Constituição não obriga o presidente a respeitar a lista, mas, desde 2003, em um sinal de prestígio e independência à classe, a praxe era indicar o mais votado.

Em 2017, o então presidente Michel Temer quebrou a tradição e nomeou Raquel Dodge, a segunda mais votada.

Bolsonaro, no entanto, foi além e indicou Aras, que não esteve nem entre os três finalistas da disputa realizada pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).

O presidente pegou todos de surpresa e disse: “Se me permite a ousadia, se me convidar vou agora aí apertar a mão desse nosso novo integrante desse colegiado maravilhoso da Procuradoria-Geral da República”, disse, na transmissão por vídeo. “Estaremos esperando vossa excelência com a alegria de sempre”, respondeu Aras.

Na PGR, Bolsonaro e Aras se cumprimentaram e fizeram fotos. O evento não contou com a participação da imprensa.

Ao dar posse a Vilhena na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão para o biênio 2020-2022, o procurador-geral destacou a necessidade de harmonia entre os Poderes para que a “independência não se transforme no caos”.

“República Federativa do Brasil, constituída em Estado democrático de Direito, e com isso, todos os interesses sociais que nos cabe zelar. Como entes autônomos, com independência. Mas, acima de tudo, com harmonia para que a independência não se transforme no caos”, disse Aras.

“Porque é a harmonia que mantém o tecido social forte, unido em torno dos valores supremos da nação”, completou o procurador-geral da República.

 

 

*Daniel Carvalho, Matheus Teixeira, Talita Fernandes/Folha

Celeste Silveira

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2 COMMENTS

  1. heritagedark Posted on 26 de maio de 2020 at 00:53

    Sujeito medíocre. Palhaço BOZO!!

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  2. heritagedark Posted on 26 de maio de 2020 at 00:55

    Sujeitinho medíocre!! Palhaç BOZO. AFF.

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