4 de agosto de 2020
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Os problemas de Bolsonaro não começaram agora, mas logo no início de seu governo quando o Coaf, que ele destruiu, mostrou um depósito do miliciano Queiroz na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Bastou isso para que o “fenômeno eleitoral” se tornasse uma decepção para muitos, inclusive que votaram nele.

Na verdade, isso traduz uma devastadora consequência que desembocou no gabinete de Flávio Bolsonaro onde que Queiroz operava o esquema de corrupção da rachadinha.

Nesse ínterim, o mágico Queiroz tentou explicar sua renda, piorando ainda mais a situação, pior foi ele explicar como ganhava tanto dinheiro e precisou pegar empréstimo com Bolsonaro, como disse depois que o seu depósito na conta de Michelle veio à tona.

Ocorre que Queiroz se autoexilou no Rio de Janeiro, mais precisamente em Rio das Pedras aonde a milícia, que era comandada por Adriano da Nóbrega, deu-lhe proteção. Adriano, como se sabe, tinha esposa e mãe lotadas no gabinete de Flávio participando do esquema da rachadinha. Isso, sem falar na condecoração da maior honraria do Rio de Janeiro que Flávio concedeu ao miliciano que Bolsonaro disse ter sido com sua ordem.

Com isso, a lambança foi ficando cada dia mais exposta e com odor mais fétido. Para piorar, descobre-se que o assassino de Marielle, Ronnie Lessa, considerado o maior traficante de armas do Rio de Janeiro, era vizinho de Bolsonaro, sócio de Adriano no escritório do crime e fornecedor de armas das milícias da zona oeste.

Isso foi suficiente para jogar Bolsonaro no inferno político e, a partir de então, à medida em que as investigações avançam, Queiroz continua desaparecido. Por outro lado, na defesa de um governo que já derretia a olhos vistos por incapacidade de governar e se transformar num governo genocida contra o isolamento social em plena pandemia da Covid-19, o gabinete do ódio, que já enfrentava uma CPMI, intensificou seus ataques às instituições e adversários, ao passo que, em queda de braço com Moro, Bolsonaro abre outra frente de crise, por confessar que quer ter o controle total da Polícia Federal.

Bolsonaro não tem saída, a não ser estimular conflitos, gerando mais reação contra ele e dobrando a aposta, simplesmente porque sabe que não tem caminho de volta.

O confronto é a única saída que lhe resta.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

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