2 de julho de 2020
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O Brasil registrou o maior um número maior de novos casos da covid-19 e de mortes no mundo nos últimos sete dias. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que o Brasil registrou 6821 mortes na última semana, contra 6777 nos EUA.

Em termos de novos casos, o Brasil também liderou. Foram 151 mil casos no período avaliado, contra 141,4 mil nos EUA.

Os americanos continuam liderando em números absolutos desde o começo da crise, com 1,7 milhão de casos. No Brasil, os dados oficiais da OMS registram ainda 498,4 mil.

No domingo pela noite, o Ministério da Saúde atualizou os números sobre o país, apontando para 514.849 diagnósticos.

Por ter de compilar os registros de todos os 193 países, a OMS publica os dados defasados. Ainda assim, trata-se do único registro oficial de todos os casos do mundo, submetidos pelos próprios governos.

Em termos diários, o Brasil também é o líder. No dia 31 de maio, todos os países da UE somaram, juntos, 20 mil novos casos da covid-19.

No Brasil, foram 33 mil. No mundo, foram 119 mil.

Dados do Centro Europeu para o Controle de Doenças, uma agência da UE, também traz o Brasil no primeiro lugar na tabela com o maior número de novos casos nos últimos sete dias.

Tanto na OMS como na agência europeia, a avaliação dos últimos sete dias é considerada como uma métrica importante para saber onde está o epicentro dos casos no mundo e a curva atual.

Fontes dentro da OMS apontam que a situação brasileira desperta “enorme preocupação”, inclusive por conta da dificuldade de o governo estabelecer uma estratégia coerente.

Mas a atuação diplomática do país pelo mundo tem sido a de abafar a crise, que mergulhou o Brasil num abalo inédito de sua reputação internacional, já afetada nos últimos meses.

Em reuniões internacionais, o governo tem evitado falar da situação do país. Na sexta-feira, a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, fez um discurso durante o lançamento de uma iniciativa internacional por vacinas. Mas se limitou a apontar que o acesso à tecnologia é a única forma de superar a crise.

Embaixadores em diferentes capitais ainda têm usado seu tempo para escrever cartas aos principais jornais europeus para reportagens e editoriais da imprensa estrangeira, criticando a resposta do Brasil à crise.

O Itamaraty, ainda em abril e maio, disparou cartas para alguns dos principais órgãos da ONU e mesmo para a OMS para explicar o que o governo estava fazendo.

Itamaraty diz que Brasil está “bem posicionado”

A semana terminou com um anúncio do Itamaraty de que “o governo dos EUA entregou dois milhões de doses de hidroxicloroquina (HCQ) para a população do Brasil”.

“A HCQ será usada como profilático para ajudar a defender enfermeiros, médicos e profissionais de saúde do Brasil contra o vírus. Ela também será utilizada no tratamento de brasileiros infectados”, afirmou. A OMS aponta que o remédio não é recomendado e que teme por efeitos colaterais.

“Além disso, como continuação da colaboração de longa data dos dois países em questões de saúde, também estamos anunciando um esforço de pesquisa conjunto Brasil-Estados Unidos, que incluirá testes clínicos controlados randomizados. Esses testes ajudarão em avaliações adicionais sobre a segurança e a eficácia da HCQ tanto para a profilaxia quanto para o tratamento precoce do coronavírus”, afirmou o Itamaraty. A OMS, na semana passada, suspendeu os testes com o produto.

 

 

*Jamil Chade/Uol

Celeste Silveira

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1 COMMENTS

  1. Afonso Schroeder Posted on 1 de junho de 2020 at 10:06

    Bozó cópia de Hitler tentar ser ídolo pode, mas Brasileiros clamam pela volta da ESQUERDAS na gestão pública com (Lula) presidente.

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