16 de julho de 2020
  • 19:52 Entenda o relatório que acusa os EUA de cooperação ilegal na Lava Jato
  • 18:21 Em vídeo, Felipe Neto diz para o NYT que Bolsonaro é o pior presidente do mundo no combate à Covid-19
  • 15:58 Gilmar pôs um pedregulho no coturno dos militares e ficou mais cara a relação incestuosa entre Forças Armadas e governo
  • 14:55 Queiroz usou apartamento de ex-mulher de Wassef em SP, apontam mensagens obtidas pelo MP
  • 14:20 Bolsonaro, o verdadeiro ministro da Saúde, manda Pazuello se desculpar com Gilmar Mendes, relator do caso de Flávio

A maneira com que Bolsonaro manda seus recados racistas não é direta contra os negros, mas contra as suas conquistas. Por isso ataca os quilombolas, as cotas, o movimento negro, entre outras representações negras no país.

E por que ele não faz esses ataques frontalmente com seu racismo, preconceito e discriminação contra os negros? Porque nas Forças Armadas, nas guardas patrimoniais e, sobretudo na PM, há um grande contingente de negros.

Bolsonaro tem a preocupação cirúrgica de atacar as representações institucionais para que pareça que está contra não os negros, mas os esquerdistas, comunistas e outros artifícios que ele usa para justificar seus ataques.

O uso de Sergio Camargo, presidente da Fundação Palmares, tem esse objetivo, o de, através dele, implodir a Fundação. É uma forma rasteira de utilizar a imagem de um negro, explorar a sua corporalidade, assim como faz com o deputado Hélio Negão para que não seja acusado do que ele de fato é, racista.

Não resta a menor dúvida de que o vazamento da conversa de Sergio Camargo xingando o Zumbi, o movimento negro e os próprios funcionários da Fundação Palmares, foi missa encomendada por Bolsonaro.

Isso ocorre justamente no momento em que há um levante antirracista nos EUA pelo brutal assassinato de George Floyd por um policial branco, o que ocorre muito tanto lá quanto cá, com a força policial sendo o principal braço de repressão contra os negros, o que provocou uma erupção de protestos que varre os EUA, parte da Europa e influencia sim o ativismo dos negros no Brasil.

Na gravação, percebe-se que a armação é tão grosseira que a linguagem usada por Sergio é própria de Bolsonaro. Ou seja, o próprio fez a gravação e cuidou do vazamento.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

RELATED ARTICLES
LEAVE A COMMENT

Comente

%d blogueiros gostam disto: