2 de julho de 2020
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Nas três semanas entre 13 de maio e 3 de junho, número de pessoas contaminadas cresceu mais de 500% nas regiões de saúde da Baía da Ilha Grande, do Norte, do Noroeste.

Apesar do início da reabertura da capital e da expectativa de que o governador Wilson Witzel comece o relaxar as medidas restritivas até 15 de junho, alguns municípios do Rio vivem agora a explosão dos casos da Covid-19, e a pandemia avança de forma desigual pelo estado. De acordo com levantamento do GLOBO com base nos dados do Ministério da Saúde, entre 13 de maio e 3 de junho, as confirmações da doença cresceram mais que 500% em três das nove regiões de saúde em que o território fluminense é dividido. O número de infectados disparou, sobretudo, no Noroeste (aumento de 763%), no Norte (520%) e na Baía da Ilha Grande (516%), onde estão localizados centros importantes do interior, como Itaperuna, Campos dos Goytacazes e Angra dos Reis, respectivamente.

Em maior ou menor grau, a curva de casos se manteve ascendente nas nove regiões. Já as mortes, chegaram a 6.011 nesta quarta-feira. No Norte fluminense, apenas na última semana da análise, elas passaram de 35 para 90, um incremento de 73%. É um quadro que, para especialistas, indica que o isolamento social no Rio deve ser mantido e qualquer afrouxamento precisará levar em conta as diferenças regionais, a exemplo do que ocorreu em estados como São Paulo.

— Cada cidade tem um período epidêmico diferente. No entanto, o que vemos são municípios do interior retomando as atividades econômicas pautados pelas capitais, onde a doença chegou primeiro. No Rio, havendo um aumento de casos nessas áreas, é provável que parte dos doentes impacte, inclusive, a rede de saúde da cidade do Rio — afirma o epidemiologista Diego Xavier, do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz) e um dos responsáveis pela ferramenta on-line MonitoraCovid-19.

Diego Xavier defende que é prematuro promover a reabertura, mesmo gradual, neste momento:

— No Brasil, considerando o exemplo da Itália, só poderíamos começar a falar em reabertura a partir da segunda quinzena de junho. Esse processo deveria ocorrer de forma coordenada, considerando as redes de cidades, em vez de deixar as decisões a cargo de cada prefeito — completa ele.

Em termos de casos confirmados, os números do Ministério da Saúde mostram que, proporcionalmente, nas três semanas entre 13 de maio e 3 de junho, as região de saúde do Médio Paraíba foi a que apresentou menor velocidade de disseminação do vírus, com aumento de 138%. Nas cidades do Noroeste, no entanto, os que receberam o diagnóstico positivo saltaram de 89 para 768.

Um dos principais municípios da região, Santo Antônio de Pádua criou seu próprio hospital de campanha, instalou uma cabine de higienização na porta do Hospital Municipal Helio Montezano e distribuiu máscaras à população. Três semanas atrás tinha só oito doentes. Na quarta-feira, eles já tinham se multiplicado, para 127. Diante desse cenário, o decreto que estabelece as medidas de distanciamento social no município não tem prazo para expirar. E depois de ter que fechar temporariamente um supermercado ao identificar um caso entre os funcionários, a prefeitura determinou regras mais rígidas até para esses estabelecimentos, como a distribuição de senhas para acessá-los.

Na uma outra ponta do estado, em Angra dos Reis, Paraty e Mangaratiba — as três cidades que compõem a região de saúde da Baía da Ilha Grande —, as confirmações pularam de 210 para 1.293 nas semanas analisadas. Com isso, a taxa de incidência da doença nesses municípios se tornou a mais alta do estado: 443,7 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

 

 

 

*Com informações de O Globo

 

Celeste Silveira

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