13 de julho de 2020
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Um dos principais ministros do núcleo ideológico de Bolsonaro, o do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sofreu uma derrota bastante significativa. A justiça de São Paulo decretou a quebra de sigilo bancário do seu escritório de advocacia, assim como de sua mãe, Diva Carvalho de Aquino.

Na decisão proferia pelo juiz Marcos de Lima Porta atendeu ao pedido do Ministério Público de São Paulo e solicitou acesso aos documentos no âmbito de uma investigação sobre enriquecimento ilícito de Salles.

A investigação apura o saldo patrimonial do ministro que foi de R$ 1,4 para R$ 8,8 milhões em seis anos, quando Salles foi secretário particular do, então governador, Geraldo Alckmin e chefiou também a Secretaria do Meio Ambiente do tucano entre os anos de 2013 a 2017.

Segundo o Ministério Público, o ministro movimentou, entre 2012 e 2017, R$ 2,8 milhões da conta de seu escritório de advocacia, Carvalho de Aquino e Salles Advogados, para sua conta pessoal em 58 transações. Considerando apenas o período em que integrou o governo de São Paulo, o valor é de R$ 2,75 milhões.

Ainda de acordo com o MP, os valores declarados pelo ministro no Imposto de Renda não são correspondentes às transações financeiras executadas por Salles neste período.

Diz o documento referente à quebra de sigilo:

“Por meio das declarações de imposto de renda do requerido no período de interesse para a investigação descrita na petição inicial, verifica-se ter ele declarado ao fisco federal o recebimento de rendimentos não muito vultosos da sociedade de advogados que integra, a Carvalho de Aquino e Salles Advogados”.

“Da análise da movimentação bancária do requerido, percebe-se, com facilidade, que ocultou vultosa movimentação financeira proveniente de recebimento de diversas transferências a crédito dessa sociedade de advogados, estando tal fato a indicar, no mínimo, a existência de indícios de sonegação fiscal, num primeiro momento, e também de recebimento de valores não declarados por intermédio dessa pessoa jurídica aptos a caracterizar provável enriquecimento ilícito e até mesmo crimes de lavagem de dinheiro”, disse ainda o Ministério Público.

 

*Da redação.

 

Celeste Silveira

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