16 de julho de 2020
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Para Bolsonaro, dar destaque à biografia de personalidades negras importantes para a história do país é caso de censura sistêmica e não pode, em hipótese alguma, estar no site da Fundação Palmares, justamente porque a instituição federal tem como objetivo zelar por essa memória. Não há nada mais eficaz para o conceito de um racista que suprimir qualquer forma de memória da história do país em que haja papel de destaque de um negro.

Funcionários da Fundação e pesquisadores acusam Sergio Camargo, o chefe do órgão, escolhido a dedo por Bolsonaro para negar a importância dessas figuras históricas que se projetaram na história do país pelas enormes contribuições que deram para o seu desenvolvimento.

Por isso, desde que Camargo assumiu a presidência da Fundação, com a nítida intenção de destruí-la para tirar sua importância do cenário cultural brasileiro, a mando dos ímpetos racistas de Bolsonaro, esse tipo de atitude vem acontecendo de forma coordenada.

Lógico que Camargo é um tarefeiro disposto a cumprir a agenda racista de Bolsonaro. Por isso ordenou que a página fosse apagada do site da Fundação.

O site na internet mostrava um lindo mosaico com fotografias e nomes de diversas personalidades negras e, através dele, tinha-se acesso a vários artigos sobre a vida e obra de mulheres e homens negros que marcaram a história do país, como Zumbi dos Palmares, considerado o principal líder negro do Brasil.

Por isso Camargo, usado como boneco de ventríloquo por Bolsonaro, tem atacado tão fortemente a biografia de Zumbi para reescrevê-la a modo e gosto de Bolsonaro.

Essa sordidez racista que Bolsonaro, ao contrário de esconder, fez grandes esforços para promover na construção de sua candidatura, vide seu discurso fascista contra quilombolas proferido na Hebraica, é parte da personalidade indissociável de Bolsonaro. Ele é racista e faz questão de dobrar a aposta em cada feição, em cada fala e em cada atitude.

Claro que ele não tem o menor medo do ridículo quando demoniza a figura do Zumbi e exalta a coroa imperial como o ponto alto da escravatura no Brasil.

Para Bolsonaro, o importante é apagar a história de qualquer liderança negra, mostrando que seu racismo é carregado de ódio. Mas como o racismo no Brasil pode lhe render uma cadeia, ele usa Sergio Camargo, que é negro e que se presta a esse papel ultrajante para declarar guerra a tudo o que vem promover a história de construção dos negros no Brasil.

E fará isso na Fundação Palmares porque o principal objetivo de Bolsonaro é destruí-la, como quem estivesse destruindo um quilombo que ele odeia, como já declarou.

 

*Da redação

 

Celeste Silveira

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