9 de julho de 2020
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Quem não se lembra da principal frase dita na ação penal 470 no STF? Sim, é da farsa do mensalão que aqui se fala. A frase foi proferida por Rosa Weber para condenar Zé Dirceu, “Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”.

Ok, mas o que Moro tem a ver com isso? Muitos devem perguntar. E a resposta é que Moro era da equipe de assistentes de Rosa Weber e, certamente, nascia ali a semente da Lava Jato, tal a facilidade com que Moro viu que, através da Rede Globo, podia-se condenar quem ele quisesse não por um crime praticado, mas por parecer ter sido praticado.

O importante era estabelecer uma confusão na cabeça dos brasileiros e, a partir daí, construir uma narrativa desconsiderando qualquer contradição, e foram muitas, em nome da opinião publicada e do “clamor nacional”.

Pouco antes da farsa do mensalão, a Globo tinha amargado a primeira das quatro derrotas para Lula, coisa que ela nunca aceitou. Só que Lula aplicou-lhe mais três derrotas consecutivas e emplacaria a quinta e mais acachapante delas, vencendo a eleição de 2018 no primeiro turno e, com isso, desmantelaria o golpe aplicado em Dilma, comandado pela mesma Globo que já não suportava mais colecionar derrotas eleitorais para o PT.

Lógico, quando se fala aqui da Globo, fala-se de um conjunto de interesses do grande capital que ela representa. Isso ficou flagrante na perda substancial de direitos e renda dos trabalhadores brasileiros depois do golpe e da larga margem de ganhos que a elite saboreou, tanto com Temer quanto com Bolsonaro, independente da situação econômica do país, o que é mais surpreendente.

O fato é que a Lava Jato foi o elo entre o início de todo esse processo, começando com “mensalão”, através de Moro que chegou à condição de ministro do governo Bolsonaro numa negociata escancarada em que a cabeça de Lula, a qualquer preço, representava a sua diplomação.

O resultado está aí, Queiroz, clã Bolsonaro, Frederick Wassef, assassinato de Adriano da Nóbrega e tantos outros fatos, incluindo a surpreendente notícia de que Ronnie Lessa, assassino de Marielle e maior traficante de armas do Rio de Janeiro morava a 50 metros da casa de Bolsonaro.

Seja como for, três coisas não caminharam durante a gestão de Moro no ministério da Justiça e Segurança Pública, quem mandou matar Marielle, o sumiço de Queiroz e os 39 kg de cocaína encontrados no avião da comitiva do presidente da República em sua viagem para o Japão.

Moro sai do ministério da Justiça, Queiroz é preso, o advogado de Bolsonaro que emprestou a casa para cativeiro do miliciano deve ter o mesmo destino de Queiroz, a cadeia. Flávio Bolsonaro, idem, o que, consequentemente levaria à prisão do pai.

Mas como fica Moro nessa história? Tem como sair ileso e ser candidato à presidência em 2022? Provavelmente não, é possível que tenha o mesmo destino de Queiroz que ele tanto blindou.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

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1 COMMENTS

  1. Afonso Schroeder Posted on 21 de junho de 2020 at 15:54

    Moro vemos omissões da briga de quadrilha c/ o “Bozó” fala tudo vai! É notório uma parcela dos Brasileiros gostam de bandidos, melecianos “Bozó” é chefão de quadrilha com seus filhos lamentável bandidos terrem adeptos!

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