2 de julho de 2020
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Logo que foi anunciada a saída de Moro do ministério, a ex-tucana, Ana Paula do Vôlei, sentenciou o governo Bolsonaro.

Chefe do fã clube de Moro, por ter condenado Lula sem provas, Ana Paula o tinha em sua conta como a maior de todas as vacas sagradas vivas. Diria mais, seus louvores eram tantos que quase se comparavam com suas palpitações quando vê Trump dizer qualquer besteira.

Na verdade, Ana Paula do Vôlei é uma postulante a defender posições que ela julga serem liberais e faz, como todo torcedor bolsonarista, um mingau com argumentos na base do pastiche.

Agora, vem a notícia de que Trump está enamorando Maduro, pior, está pedindo para Xi Jinping ajudá-lo na reeleição. Numa hora dessa não tem como esquecer do sócio de Ana Paula na revista Oeste, Augusto Nunes, que também pegou a rota de anunciar o naufrágio do governo Bolsonaro com a queda de Moro.

Abre-se aqui um parêntese, pois fiz questão de acompanhar de perto uma das maiores metamorfoses do jornalismo brasileiro. Guilherme Fiuza deu o grito de dependência financeira do governo Bolsonaro, seguido de JR Guzzo para que Augusto Nunes e Ana Paula lembrassem que, quem paga a orquestra é que escolhe o repertório.

A partir de então, as quatro cabeças “pensantes da Oeste” seguiram em uníssono sendo anti-Moro desde criancinha, dando um nó na cabeça do gado que segue a sinetinha das figuras.

Não é fácil, afinal, Augusto Nunes, para defender Moro, depois de sua baixaria contra os filhos de Glenn Greenwald, chegou a agredi-lo fisicamente durante um debate na Jovem Pan. Mas sabe como é, né, a grana falou mais alto e, entre Moro e Bolsonaro, ele preferiu a grana que o bolsonarismo rende à revista.

Se Trump, agora, é quase um chinês e quer ter um bigode igual ao do Maduro, os quatro Oestes vão bater tambor em comemoração a essa confraternização, porque Bolsonaro será o pajem desse casamento. E esse papo de vírus chinês vai desaparecer da boca desses fariseus, o que, com certeza, provocará gargalhadas em Ana Moser pelas “convicções” de sua ex-colega de quadra na seleção.

É assim que funciona a direita brasileira, seu material humano é o mesmo de uma massa de modelar, daquelas que jamais enrijecem e, sempre no balcão, está pronta para mudar, dependendo da oferta que foi tratada na nova linha de pensamento.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

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1 COMMENTS

  1. Hilton Ferreira Magalhães Posted on 22 de junho de 2020 at 10:33

    Como o nosso presidente é fã de carteirinha do Sr. Trump e que o despreza, mesmo o tendo como um puxa saco mor, agora nos bastidores traça plano para que a outrora China, bombardada pelo chefe maior do sr. Bolsonaro, lança um lenço branco visando a se reeleger. Não se incomode que o pode acontecer com a odiada Venezuela e com isso o cachorrinho de estimação pode novamente fica com um mico na mão. Para o sr. Bolsnoraro vale: ” O que o nosso rei mandar faremos todos!”.

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