11 de julho de 2020
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Relatório do Ministério Público Estadual que levou à prisão do ex-assessor reforça senador no topo de alvo do inquérito das rachadinhas.

Na representação enviada à Justiça, com os pedidos de prisão do ex-PM Fabrício Queiroz e de sua mulher Márcia Oliveira de Aguiar, o Ministério Público do Rio fez diferentes referências ao senador Flávio Bolsonaro, cinco como “líder da organização criminosa” instalada em seu gabinete quando deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio. As indicações tratam de depósitos fracionados em espécie na conta do parlamentar, pagamento de boletos do então deputado por Queiroz e supostos crimes cometidos por seu advogado à época.

Flávio e Queiroz estão no centro das investigações do MP do Rio sobre supostos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro praticados entre 2007 e 2018. As apurações miram a pratica de rachadinha – desvios de salários dos assessores da Alerj que, segundo a Promotoria, ocorriam “de forma reiterada e estruturada” – e tiveram início após a revelação do relatório do Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) no qual Queiroz foi citado por movimentar R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira “atípica”.

Quebra de sigilo

De início, a representação do MP pela abertura da segunda ofensiva no caso das rachadinhas, batizada como “Anjo”, apresenta um histórico das investigações do caso Queiroz, citando etapas importantes como a quebra de sigilo de 103 pessoas em 2019 e o compartilhamento de provas com a Operação Intocáveis, que mirou o Capitão Adriano, miliciano morto em fevereiro.

A Promotoria rememora ainda da primeira ofensiva do caso Queiroz, que cumpriu 24 mandados de buscas em dezembro de 2019, parte deles em endereços ligados a Flávio Bolsonaro, a Queiroz e a Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro.

Foi a partir do resultado de tais buscas, mais precisamente do celular de Márcia Oliveira de Aguiar apreendido durante a operação, que os investigadores chegaram ao “esconderijo” de Queiroz em Atibaia, em imóvel do ex-advogado de Flávio Bolsonaro, Frederick Wassef. Também alvo de mandado de prisão preventiva, a mulher do ex-PM esta foragida.

Na primeira ofensiva no caso, em dezembro de 2019, o Ministério Público do Rio revelou seis “núcleos” ligados à Flávio sob investigação. Já na manifestação da Operação Anjo, a Promotoria indicou que Capitão Adriano, chefe do Escritório do Crime, integrava o “núcleo executivo da organização criminosa” liderada por Flávio Bolsonaro.

 

 

*Com informações do Metrópoles

Celeste Silveira

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