16 de julho de 2020
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Estamos diante de um impasse. Bolsonaro já é um defunto político e a direita não quer enterrá-lo enquanto não arrumar alguma coisa para substituí-lo pra que a esquerda não volte ao poder. Isso é fato.

Depois que a frente reacionária se juntou para dar o golpe em Dilma, prender Lula e eleger Bolsonaro, levando o país ao absoluto caos político, econômico, social e sanitário, agora, com a bala de prata chamada Queiroz, não há como ressuscitar um Bolsonaro estatelado na lona. Mas a direita quer continuar batendo gongo, mesmo que seja um milhão de vezes para ver se coloca alguma coisa nessa cratera que se abriu no mundo dos golpistas.

Moro, a cada dia, torna-se mais improvável. Ele conseguiu a repulsa de, praticamente, todo o universo político. Até mesmo a Globo, se ainda o mantém protegido debaixo do guarda-chuva dos Marinho, não aposta nele de fato como alguém que deva ter investimentos como candidato em 2022.

Se Bolsonaro cair agora e Mourão assumir, a direita ficará ainda mais desarticulada e a esquerda terá campo para avançar ainda mais.

A direita sabe que a esquerda está dando uma coça de 7 a 1 no debate político. E isso é só o começo, porque do discurso da moralidade da direita, não há sequer sobra de campanha, já que não bastasse Queiroz para infernizar a vida dos Bolsonaro, Frederick Wassef, o advogado da família, anabolizou o escândalo com suas versões estapafúrdias sobre os esconderijos de Queiroz e a obstrução de justiça que a família Bolsonaro e seu advogado praticaram.

O fato é que ninguém sabe quanto tempo esse planador ainda sobrevoará em círculos para manter mais lenta a velocidade da queda do governo, se é que conseguirá isso por muito mais tempo, porque a economia, melhor dizendo, os lucros, que é o que interessa aos golpistas, já entrou na faixa da bancarrota. Sem falar que a pandemia, ao invés de atenuar, só piora e por culpa exclusiva de Bolsonaro.

Assim, o tempo não para e não há caminho de volta. Sobrou somente a tentativa de encontrar alguma coisa que sirva de bucha de canhão para que a direita não desapareça da noite para o dia do cenário político brasileiro.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

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