5 de julho de 2020
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Josias de Souza pode se orgulhar de dizer que não foi um tucano de momento. O mordomo da casa grande é daqueles que se apaixonam de verdade pelos patrões e não abandonam seus túmulos. E assim está Josias de Souza, na Folha, com aquela pose ereta de uma impávida múmia tucana como quem ainda sonha com as noites de gala na casa rosada do tucanistão.

Seu artigo dizendo que Bolsonaro e Lula são iguais porque os dois atacam Moro, é um colosso de originalidade, porque reproduz o mesmo discurso da direita que criou tanto Moro quanto Bolsonaro, resultando na famosa “uma mão lava a outra”, que culminou na prisão de Lula pelo ex-juiz herói para que o miliciano Bolsonaro assumisse o poder que, por sua vez, reservava a cadeira e trampolim político de Moro no super ministério da Justiça e Segurança Pública.

Mas Josias, com aquela criatividade ritmada, própria da mídia tucana, resolveu que Lula é um monstro e o povo que deu a ele a maior aprovação e votaria novamente nele, é gentinha, é sem classe, é sem sobrenome.

Então, ele resolveu dar sua cambalhota retórica dizendo que Bolsonaro e Lula são iguais e que os dois atacam o coitado do Moro.

Nesse caso, temos três plágios na praça em uma semana, o de Moro, de Locatelli e, agora, o de Josias de Souza decalcando o discurso dos patrões tucanos que apoiaram a campanha de Bolsonaro, votaram junto com o governo no Congresso contra o povo, guardando a coerência dos tucanos, pois afinal, Guedes plagiou FHC, mas para Josias, o último remanescente do tucanato puro sangue, Lula e Bolsonaro estavam do mesmo lado e os tucanos e, consequentemente Moro, estavam do outro.

Da próxima, quando Queiroz abrir o bico, não se duvida de Josias dizer que Queiroz era capanga de Lula e não de Bolsonaro e que qualquer outro petista era capanga do capanga, como foi Moro como ministro que trabalhou incessantemente na  proteção de Queiroz e de todo clã com quem hoje anda às turras.

É admirável essa fidelidade canina de um clássico mordomo da casa grande. Pode-se dizer tudo de Josias de Souza, menos que ele tenha traído a orientação dos patrões, mesmo depois de terem sido embalsamados e transformados em crápulas empalhados.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

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1 COMMENTS

  1. João Vieira Posted on 29 de junho de 2020 at 12:49

    Não há como continuar tergiversando com a escumalha que pensa que faz jornalismo. Temos que chamar escumalha aquilo que é escumalha e não arranjar um apelido asséptico. O Josias, o nome já descreve as fuças, sempre foi um verme desde que entrou na folha. Faz um ‘jornalismo que é o primado da vassalagem. A faxina moral da qual o pais precisa, passa por varrer para os lixões essas coisas.

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