4 de julho de 2020
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Em meio a uma pandemia sem precedentes ao menos nos últimos 80 anos, que implica num implacável nível de pioras absolutas nas qualidades de vida dos mais pobres, com um aumento exponencial da massa de desempregados, Petrobras anuncia mais um “Programa de Desligamento Voluntário”, desta vez exclusivo para a área de transportes localizada na Transpetro, visando desligar 557 trabalhadores. Em sua maior parte, a Petrobras pretende com este PDV, desligar os trabalhadores que estão incapazes de trabalhar embarcados devido às condições árduas do trabalho nos navios. A empresa desumaniza os trabalhadores tratando como peças de uma máquina, peças que precisam ser trocadas par seguir buscando o lucro.

O setor do trabalho da frota marítima é estrategicamente o mais atacado em projetos de privatização, desde o governo Collor até os dias de hoje. O projeto de entrega do nosso petróleo para monopólios capitalistas estrangeiros passa diretamente por entregar o controle marítimo as estes grupos capitalistas de rapina.

A Petrobras afirma que a medida foi aprovada pelo Conselho de Administração. Aos olhos dos gerentes empresariais “mandados” de Paulo Guedes, a empresa espera evitar um “custo” de R$ 552 milhões até 2025. Como custo, se referem aos gastos como o pouco de autonomia que ainda resta à empresa, assim como subsistência dos trabalhadores, que, com o desligamento, terão os postos de trabalho transferidos para a área privada, que pratica o trabalho terceirizado, com alta rotatividade e menos direitos. Ou seja, o custo são as vidas de centenas de trabalhadores e famílias, que estarão engrossando os números das estatísticas de trabalhadores precários, por um lado, e de desempregados e trabalhos informais por outro.

As demissões têm previsão para entrarem em vigor em setembro deste ano a julho de 2021. Com isso, Bolsonaro e Paulo Guedes avançam no ataque aos trabalhadores no plano de privatizações em meio à pandemia, e o fazem ainda em um contexto em que o estado brasileiro, em meio à pandemia, sustenta os sistema financeiro, os grandes bancos, direcionando a maior parte do seu orçamento para sustentar estas instituições que só aumentam seus lucros enquanto que à população pobre e aos desempregados, reservam o trabalho precário, um auxílio emergencial insuficiente e humilhante devido à dificuldade de acessá-lo, fazendo ainda por cima piada por cima de uma pilha de cadáveres vítimas da Covid-19.

Frente à esta situação, a única saída para os trabalhadores é a organização, a exigência de melhores condições de trabalho na empresa, em especial nos navios, a luta por uma Petrobras 100% estatal que atenda aos interesses do povo e não do mercado financeiro. As riquezas produzidas por esta empresa, se estivesse colocadas à serviço da população trabalhadora, seriam uma importante arma no combate à pandemia da Covid-19 e também na conjuntura de crise econômica gerada pela pandemia com avanço do desemprego e da precarização do trabalho. É preciso defender os postos de trabalho defendendo uma lei que proíba as demissões, sem cortes salariais, e lutando pelo controle operário da produção, única maneira de fazer a estatal atender as expectativas do povo.

 

 

*Com informações do Esquerda Diário

Celeste Silveira

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