4 de julho de 2020
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Coincidentemente, as reações de oposição da Lava Jato de Curitiba à PGR de Aras tornaram-se visíveis desde que Sérgio Moro deixou o governo de Jair Bolsonaro.

Um novo embate está sendo fomentado dentro do Ministério Público Federal (MPF) de Augusto Aras. Se o procurador-Geral da República já enfrentava oposições internas por suas polêmicas decisões, quase de forma unânime para atuar em defesa do presidente Jair Bolsonaro, a frente da Lava Jato de Curitiba decidiu ampliar este espaço de embate, desde que o ex-juiz Sérgio Moro abandonou o governo Bolsonaro.

Recentemente, três procuradores da Lava Jato de Brasília pediram demissão, em reação à subprocuradora Lindora Araújo, apontada como próxima de Aras, que comanda a Operação em Brasília e que tentou obter dados sigilosos das investigações de Curitiba.

Mas não foi somente este fato que motivou o pedido de demissão dos integrantes da Lava Jato. Araújo teria se posicionado em confronto às posições da Lava Jato de Curitiba em diversas ocasiões.

Coincidentemente, as reações de oposição dos defensores da Lava Jato de Curitiba tornaram-se visíveis desde que o ex-juiz e então ministro da Justiça, Sérgio Moro, deixou o governo de Jair Bolsonaro com fortes críticas ao mandatário e acusação de interferência na Polícia Federal (PF). Em seus últimos movimentos, Moro também demonstrou que ampliará as críticas e estampará posições com vistas ao pleito presidencial de 2022.

Mas dentro do MPF de Brasília, a revista Piauí divulgou que os confrontos entre integrantes da Lava Jato e a escolhida por Aras para comandar a Operação ocorreram em diversas ocasiões. E o primeiro embate ocorreu em abril, novamente coincidindo com o mês que Moro abandonou o governo.

Naquela ocasião, a subprocuradora sugeriu que a Lava Jato desbloqueasse os recursos do empresário Jacob Barata, conhecido como o “Rei do Ônibus”, na Suíça. Ele foi preso duas vezes em 2017, pela Lava Jato, e foi condenado no último ano a 12 anos de prisão, relacionado a pagamento de propina a membros da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

Em outra suposta interferência de Lindora Araújo é apontada pelos membros da Lava Jato de Brasília sobre a delação premiada de Rodrigo Tacla Duran. Após diversas barreiras apresentadas tanto a nível da Procuradoria-Geral da República, desde 2017, as acusações de Duran contra o próprio ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro poderiam voltar a ser investigadas.

O último movimento feito pela Lava Jato foi de novamente tentar arquivar as apurações por considerar os argumentos contra Moro “fracos”. Mas a subprocuradora encaminhou a proposta de delação de Tacla Duran da Lava Jato e encaminhou ao assessor especial de Augusto Aras, o procurador João Paulo Lordelo.

No caso específico sobre a tentativa de Araújo acessar os dados da Lava Jato de Curitiba, a Procuradoria-Geral negou o suposto ato, e informou que outros membros assumirão o GT da Lava Jato em Brasília e que as investigações não irão ser prejudicadas.

Paralelamente a este conflito exposto pelos próprios procuradores lavajatistas, há ainda informações de que os membros da Lava Jato de Brasília estavam sendo investigados por suspeitas de desvios. De acordo com reportagem do Consultor Jurídico da última sexta (26), haveria mais de mil inquéritos paralisados em Curitiba. A Lava Jato de Curitiba nega.

 

 

*Com informações do GGN

 

 

Celeste Silveira

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1 COMMENTS

  1. João Vieira Posted on 30 de junho de 2020 at 14:55

    É obvio que alguém, Lindora Araujo, capataz do Aras, que defende as baratas cariocas não é flor que se possa cheirar. Por outro lado a tróica, capatazes do ex juiz ladrão moro, que pediram demissão, são indiscutivelmente, “bandidinho vagabundos” Sendo assim, faço torcida pela briga e que ela seja tão sanguinária quanto possível.

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