12 de julho de 2020
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Douglas Garcia e Gil Diniz foram removidos de atividades partidárias e comissões da Casa por um ano.

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Cauê Macris (PSDB-SP), determinou o afastamento, por um ano, dos deputados bolsonaristas Douglas Garcia e Gil Diniz (PSL-SP) de atividades partidárias e em comissões da Casa. A decisão foi publicada em edição do Diário Oficial do estado desta terça (30).

A ação ocorre um mês depois de o PSL comunicar a Assembleia sobre a suspensão de Gil e Douglas do partido, feita em fevereiro, mas que não havia sido colocada em prática até agora.

Com a decisão de Cauê Macris, os deputados estão oficialmente afastados de funções de liderança ou vice-liderança e impedidos de orientar a bancada em nome do partido e de participar da escolha do líder do PSL.

Os parlamentares ainda foram removidos da composição das Comissões Permanentes e Temporárias da Casa, bem como do Conselho de Defesa das Prerrogativas Parlamentares.

“Irei agravar, recursar, brigar até a última instância do poder Judiciário para que a representatividade de parcela do povo paulista que votou em mim seja respeitada”, escreveu o deputado Douglas Garcia nas redes sociais.

Douglas, até então, integrava como suplente a CPI das Fake News da Assembleia, que terá os trabalhos iniciados nesta terça (30) e o tem como um de seus alvos.

Em maio, a Polícia Federal fez busca e apreensão em seu gabinete no âmbito do inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), mirando seu chefe de gabinete, Edson Salomão, e um assessor.

Salomão é presidente nacional do Movimento Conservador, bastante presente em manifestações de rua pró-Bolsonaro, e é acusado de chefiar uma espécie de filial paulista do “gabinete do ódio”.

O assessor Rodrigo Barbosa Ribeiro, que também foi alvo da operação, coordena o Movimento Conservador na região de Araraquara, interior do estado de São Paulo.

O deputado estadual Gil Diniz (PSL), igualmente aliado de Jair Bolsonaro e defensor do presidente na tribuna, também é investigado pelo STF, embora não tenha sido alvo da operação.

Em outubro de 2019, a Folha mostrou que Diniz montou uma central de fabricação e distribuição de dossiês e memes contra adversários.

 

 

*Monica Bergamo/Folha

 

Celeste Silveira

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