14 de agosto de 2020
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Eu não gosto de usar o termo “desgoverno”, mas abro uma exceção porque aqui não cabe outro termo. Bolsonaro, em parceria com Paulo Guedes, de forma proposital, desgovernou o país durante a pandemia.

Ou seja, a coisa foi feita com método, não foi simplesmente a incapacidade de governar, mas de enxergar o mundo em que os dois habitam além dos interesses pessoais que eles olharam para a grave crise econômica, o drama humano e o desmonte do país.

Resumindo, Bolsonaro, como presidente, é culpado pelas 60 mil mortes, assim como também é sua culpa a quebradeira das empresas e a consequente perda de milhões de empregos no país, sejam eles formais ou informais. Motivo, salvar as cabeças dos três filhos delinquentes e do próprio da cadeia, por um leque de crimes praticados sob o seu comando.

Sobre as milhares de mortes, a Folha apresentou uma pesquisa divulgada na segunda-feira (30) que revela que os redutos do país em que Bolsonaro teve mais votos foram justamente aonde ocorreram mais mortes por coronavírus, porque as pessoas que acreditaram nele durante a campanha, passaram a acreditar que, como presidente, não seria irresponsável, como foi, de dizer que a pandemia não passava de uma histeria, o que se comprovou uma mentira, que a Covid-19 era apenas uma gripezinha, fato totalmente descartado, tendo em vista a gravidade da doença e que apenas pessoas do grupo de risco poderiam desenvolver os casos mais graves da doença, o que também se revelou uma grande mentira.

Assim, Bolsonaro praticamente induziu essas pessoas ao suicídio, a se exporem, colocando-as em risco e não somente elas, mas também os seus familiares e quem mais cruzasse o caminho delas no seu cotidiano, fazendo desse discurso negacionista, genocida, o principal gerador de mortes e casos de contaminação por coronavírus no país.

Dito isso, pula-se para aquela pornográfica reunião ministerial que, em determinado momento, Paulo Guedes dá a senha da política econômica que adotariam diante da crise gerada pela pandemia, “Nós vamos ganhar dinheiro usando recursos públicos pra salvar grandes companhias. Agora, nós vamos perder dinheiro salvando empresas pequenininhas”.

Ali estava selada a frase mais indecorosa que o Brasil já ouviu de um ministro da Economia em toda a sua história. Mas como Paulo Guedes é a última vaca sagrada do neoliberalismo, a mídia brasileira, como tem verdadeira tara por bezerros de ouro, fez questão de desaparecer com essa fala imoral de Guedes. Mais que isso, escondeu da população que, assim que o vírus se estabeleceu no país, o mesmo Paulo Guedes liberou para os banqueiros R$ 1,2 trilhão em menos de 48 horas.

Resultado, essas micro, pequenas e médias empresas, que mais geram empregos no país, quebraram no atacado, porque milhares delas, assim como em 2008, correram para os bancos privados na crise americana e os bancos negaram crédito, fizeram o mesmo agora e receberam um não.

Aí entra a diferença de um grande estadista como Lula e um monstro como Bolsonaro. Lula, primeiro sentenciou, “aqui a crise vai chegar como marolinha”. Disse isso e provou, porque, depois de suas medidas, o PIB brasileiro cresceu quase 8% no ano e calou a boca daqueles que o criticavam por essa declaração, principalmente os tucanos, especialistas em quebrar o Brasil.

Lula fez mais, com a autoridade que tinha de um grande chefe de Estado, foi para a televisão e anunciou um crédito subsidiado pelos bancos públicos para segurar o tranco das empresas e o crédito do consumo, além de explicar para a população, de forma didática, que ela deveria consumir para garantir o fortalecimento das empresas e, consequentemente a manutenção dos empregos dos trabalhadores brasileiros. Como disse o ex-ministro Delfim Neto, “esse é um caso inédito e que somente Lula seria capaz de um feito desse por sua credibilidade com o povo” e “Lula é o único economista que presta no Brasil”.

E o que fez Bolsonaro com sua política macabra? Tirou qualquer responsabilidade do governo em ajudar o país a sair da crise e proteger a vida dos brasileiros e salvar as empresas e os empregos.

A fórmula Bolsonaro e de Guedes foi simples, mas como eu disse, com método. Primeiro, nega-se de forma massiva a gravidade do coronavírus, depois, joga a população na arena dos leões por conta e risco dela própria, fala que o risco de morte é só para quem está fora do mercado de trabalho, ou seja, pessoas acima dos 60 anos e que o restante da população assuma o próprio risco, prevenindo-se com as medidas de higiene necessárias.

Tudo isso acontece acompanhado de várias frases fatalistas, típicas dos irresponsáveis, “sou Messias, mas não faço milagre”, “e daí? Não sou coveiro”. Ou seja, o presidente da República do Brasil lavou as mãos para não acudir o próprio povo que é, em última análise, o dono dos recursos do governo, porque é ele, com sua mão de obra, quem gera riqueza, mas socorreu de imediato os banqueiros, justamente os parasitas do país, aqueles que não produzem um parafuso sequer e vivem de sugar a população. Por isso mesmo não perderam nada durante a pandemia, ao contrário, estão ganhando como nunca, captando dinheiro com as menores taxas e emprestando ou financiando o consumo com as mais imorais taxas de juros do mundo.

E assim, chega-se a esse estado de calamidade pública, do ponto de vista sanitário, econômico e trabalhista.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

Celeste Silveira

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2 COMMENTS

  1. Azarias Esaú dos Santos Posted on 1 de julho de 2020 at 18:51

    Muita ingenuidade citar só os dois, não dando nomes aos verdadeiros bois que foi a grande mídia, indo a reboque das organizações Globo e o derrame de dólares, em nosso legislativo e judiciário, realizado pelos EUA; tudo sob o beneplácito da burguesia e do agro-negócio.

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  2. Rusuco Posted on 1 de julho de 2020 at 20:48

    JAIR, O IRRESPONSÁVEL RESPONSÁVEL PELO O HOLOCAUSTO BRASILEIRO.

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