12 de agosto de 2020
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Não espere um Ciro criterioso, ele está em plena missão de se comportar como uma direita moderada, regrada e temperada nos moldes do mercado. Isso ficou evidente no voto de Cid Gomes pela privatização da água, logicamente com o aval do irmão.

Ciro sinaliza para a parcela endinheirada da sociedade que pretende construir um capitalismo brasileiro aos moldes de Paulo Guedes, que é um profundo desastre socioeconômico, navegando numa retórica desenvolvida para seu manequim, não que ele vá defender a morte do Estado ou que pretenda fazer um corte brutal de recursos públicos, mas não vai se opor ao desmonte do que resta do setor público.

Ou seja, Ciro vai cuspir no prato em que se lambuzou, não atacando o Estado, mas também não salvando o mesmo da crise econômica em que o Brasil se encontra.

Será uma outra forma de vender a mentira neoliberal de um Estado incompetente repleto de funcionários públicos incapazes. Ciro, com sua posição pela privatização da água, tirando o Estado como parte da solução para o saneamento básico no país, pretende trabalhar para abrir a economia sinalizando para o mercado que não declinará e fará um esforço para levar o país no sentido que ele dita.

Mas não para aí. Para mostrar que aprendeu a lição com o bolsonarismo, o antipetismo e o antilulismo será sempre a primeira providência que Ciro Gomes apresentará na praça por onde passeiam tanto o baronato midiático quanto o financeiro e, assim, transformar-se, senão no preferido do mercado, num nome amigo dos donos do dinheiro.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

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