6 de agosto de 2020
  • 20:29 Ato falho: subprocuradora diz que sentença de caso Lula será ‘condenatória’
  • 19:10 Merval esculacha STF e diz que a Suprema Corte do Brasil não é para amadores
  • 14:33 Flávio Bolsonaro quer trocar promotores de sua investigação e, junto, quer trocar Queiroz pelo Papa
  • 12:28 Para Moro, Lula chefiou o maior roubo da história em troca de um muquifo e uma reforma meia sola no sítio
  • 10:53 A continuar assim, teremos togados em liquidação no OLX

Um juiz que falava em combater corrupção, abandona a toga exclusivamente para se tornar ministro do clã Bolsonaro, presta?

Isso é o mesmo que dizer que foi trabalhar com Fernandinho Beira-mar para combater o tráfico na reconstrução do Brasil. Por isso, aqui, vou me ater à mentira chamada Sergio Moro.

É interessante como Moro tenta construir a ideia de que foi ingenuamente parar no governo errado sem ter a mínima ideia do lamaçal ao qual estava se enterrando. Ele quer fazer crer que a nossa memória é tão atrofiada quanto a de Carlos Fernando e Deltan Dallagnol, parceirões da Lava Jato, que hoje sofrem ataques de amnésia e, de intocáveis, transformaram-se em esquecidos. Dallagnol diz não se lembrar da atuação do FBI no Brasil. Carlos Fernando, com a mesma cara dura, diz que fez numerosos grampos de procuradores, jornalistas e investigados para se precaver, mas não sabe aonde foi parar o material gravado.

Assim é Moro, que não sabia que Bolsonaro havia sido eleito pelo PP, partido que teve mais políticos denunciados pela Lava Jato, menos ainda se lembra que, já como ministro, pintou o caneco para blindar o clã Bolsonaro, fazendo tudo o que podia e o que não podia para livrar a cara dos patrões.

Mas, agora, este homem de caráter zero está tentando um nostálgico reencontro com o ex-herói criado pela Globo no combate à corrupção com uma narrativa que, de tão imbeciloide, duvida-se que um demente desse tenha de fato passado na prova para juiz.

Moro quer o tempo todo passar a ideia de que não conhecia profundamente o presidente da República a quem serviria junto com uma família carregada denúncias de todo o tipo de crime. E sempre que teve oportunidade, enquanto ministro, deu declarações afirmativas de que todos da família eram inocentes de todas as acusações.

E nesse discurso sem recursos retóricos, Moro apela para o cinismo em estado puro, tentando passar uma massa de parede em sua história recente como capanga da milícia.

E aqui nesse julgamento nem está toda a cretinice que um juiz vigarista pode produzir para condenar uma pessoa sem um cisco de prova, como fez com Lula. Mas está ele lá em seu twitter, agora como capacho de Mainardi, tentando catar os cacos daquele personagem elaborado pela Globo para, em parceria com os Marinho, demolir a democracia brasileira, a economia e milhões de empregos.

Um sujeito como esse não pode ficar impune. E se a justiça não o condenar, que a história contada reiteradas vezes por brasileiros que tenham um mínimo de decência, seja repetida à exaustão contra essa figura inclassificável.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas.

 

Celeste Silveira

RELATED ARTICLES
LEAVE A COMMENT

Comente

%d blogueiros gostam disto: