15 de agosto de 2020
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“Há uma responsabilidade direta dos EUA pelo fato de o ex-presidente Lula ter sido condenado injustamente, ilegalmente e ter sido colocado por 580 dias na prisão”, declarou o advogado de defesa de Lula, Cristiano Zanin. “O presidente Lula foi vítima de uma perseguição”, disse Zanin.

Cristiano Zanin, advogado de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou em participação no programa Bom Dia 247 desta quinta-feira (2) que as provas apresentadas na defesa do ex-presidente, somadas às novas revelações da Vaza Jato de interferência estadunidense na operação Lava Jato evidenciam “uma responsabilidade direta dos EUA pelo fato de Lula ter sido condenado injustamente, ilegalmente e ter sido colocado por 580 dias na prisão”. Ele “foi vítima de uma perseguição”, afirmou.

Zanin disse que chegou a pedir ao ministério da Justiça informações a respeito dos diálogos entre os EUA e a Lava Jato, mas até o momento, “todas as informações foram negadas”.

A Agência Pública e o The Intercept Brasil publicaram nesta quarta-feira (1) novos diálogos vazados que mostram a intimidade entre a Polícia Federal e o FBI durante as investigações da operação conduzida formalmente por Deltan Dallagnol, então coordenador da operação. A reportagem também divulgou nesta quinta (2) os nomes de 13 agentes do FBI que atuaram na operação que abalou a soberania nacional. Confira os nomes aqui.

Zanin explicou como se deram as relações escusas envolvendo Polícia Federal e os agentes da justiça estadunidense. Segundo ele, a atuação sigilosa ocorreu através do “Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) [Lei de Práticas de Corrupção no Exterior], uma lei anti-suborno criada em 1977, nos EUA”.

“Em princípio era uma lei destinada a punir empresas americanas que praticassem suborno no exterior. No entanto, esta lei se tornou uma poderosa arma para os EUA ampliarem sua jurisdição para outros países”, elucidou Zanin.

“Hoje, o FCPA é usado, por exemplo, para punir empresas brasileiras, mesmo aquelas que não tenham relação direta com os EUA. Basta um email com um servidor norte-americano, ou uma reunião em solo norte-americano para se criar essa conexão, para se expandir a jurisdição americana para o território estrangeiro”, acrescentou.

O advogado explicou que “tal tática foi largamente utilizada pela Lava Jato” e que a “operação indicava empresas aos EUA que poderiam ser alcançadas pelo FCPA”. “Houve uma cooperação intensa com as autoridades americanas. Essa cooperação foi informal, à margem da lei, fora dos canais oficiais”, alertou.

Ao longo da operação Lava Jato, grandes empresas brasileiras, como Odebrecht e JBS, foram alvos e tiveram perdas de R$ 6,2 bilhões e R$ 3,5 bilhões de reais, respectivamente.

“Hoje nós sabemos que, seja pelas provas que nós apresentamos, seja pelas revelações da Vaza Jato, nunca existiu teoria da conspiração”, concluiu Zanin, referindo-se ao argumento utilizado várias vezes pelo ex-juiz da operação, Sergio Moro, quando questionado sobre a interferência dos EUA nos rumos da operação.

 

 

*Com informações do 247

Celeste Silveira

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2 COMMENTS

  1. Hilton Ferreira Magalhães Posted on 2 de julho de 2020 at 16:34

    São denúncias muito graves e devem ser apuradas. A famosa lei de que a justiça é cega tem que valer em qualquer circunstância. Sabemos que a história é contada pelos vencedores mas, por enquanto, acho que ainda não houve vencedores. Assim espera todo cidadão brasileiro.

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  2. Jandyra Abranches Posted on 2 de julho de 2020 at 17:45

    Até quando será permitido que esses ianques imperialistas, belicosos, desrespeitosos, se arvorem em donos do mundo? Eca, mil vezes.

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