14 de agosto de 2020
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Levantamento inédito mostra perfil dos brasileiros que perderam a vida em maior número por causa da pandemia. Em comum, eles têm a cor, a idade e a falta de oportunidades.

Adelson José da Silva, de 67 anos, morreu em decorrência da Covid-19 no dia 5 de maio. Ele era pardo, havia cursado até o ensino médio e vivia em área urbana. Essas características, somadas à idade e à presença de ao menos uma comorbidade, diabetes, o colocam no grupo em que, segundo dados coletados no Sistema Sivep-Gripe, do OpenDataSUS, mantido pelo Sistema Único de Saúde, está a vítima-padrão da Covid-19 no Brasil.

Um levantamento exclusivo encomendado por ÉPOCA à consultoria Lagom Data, em que foram analisados dados de 54.488 vítimas, mostra o que dizem os mortos sobre a pandemia no Brasil. A conclusão é que, por razões socioeconômicas e sociodemográficas, a doença matou mais pobres e pardos, mais homens que mulheres e mais jovens do que em outros países onde a pandemia inviabilizou sistemas de saúde, como na Itália e na Espanha.

Por meio do Sistema Sivep-Gripe, é possível ler o que cada profissional da saúde escreveu na ficha de cada paciente infectado pelo novo coronavírus no Brasil. A inserção tem uma certa defasagem: na terça-feira 30, última coleta feita pela reportagem, eram contabilizadas 54.488 mortes, enquanto os números do Ministério da Saúde estavam em 60 mil.

Foto: Dados do Brasil: Sivep Gripe / Opendatasus

Sexo, idade e localização são as informações mais completas nas fichas pesquisadas. Com isso, é possível saber que 96% dos pacientes que morreram de Covid-19 após serem internados no Brasil viviam em zonas urbanas e quase seis em cada dez eram homens. A cor da pele é preenchida em cerca de dois terços das fichas e, apesar das lacunas, os números evidenciam o impacto da desigualdade.

 

 

*Com informações da Época

Celeste Silveira

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1 COMMENTS

  1. Hilton Ferreira Magalhães Posted on 4 de julho de 2020 at 14:50

    A Covid-19 no momento de infectar não escolhe classes sociais mas, a sua propagação se dá de foram desigual, visto que nas comunidades mais pobres o distanciamento social é uma peça de ficção. Isso explica, de foram muito simples, porque morrem muita mais pessoais afrodescendentes. Historicamente, são elas que ocupam a base da pirâmide sócio-econômica. Além do mais, tem um contingente enorme na informalidade e, portanto, precisam ganhar o pão de cada dia. Não nenhuma novidade que a pratica comprove esses números. A pandemia apenas desnudou pela forma mais dramática o que todos sabemos!

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