14 de agosto de 2020
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Não haverá golpe, ele já foi dado em Dilma e Lula. O que a direita quer é manter o golpe.

Em termos de golpe, tudo que tinha que ser feito, já foi.

O Brasil não vive uma democracia, mas um estado permanente de exceção cordial.

Os golpistas, agora, são os mesmos que gritam contra Bolsonaro, mas na disputa pelo poder, porque, na verdade, eles não querem que ele caia, querem manter as coisas como estão. As “instituições funcionando” exclusivamente para eles.

As instituições brasileiras estão totalmente cupinizadas pelas classes dominantes. E isso é a espinha dorsal do golpe, e não aquele militar clássico, apesar dos militares terem feito parte dos golpes em Dilma e Lula. Sim, a prisão de Lula foi um golpe preventivo para não ter que repetir a mesma receita que usaram contra Dilma.

O Brasil está podre nas mãos de uma escumalha, quanto a isso, não há ilusões. O povo está cativo de um sistema que se interfecunda e se alimenta dentro do próprio corpo do Estado e quer se perpetuar no comando do país para assaltar o povo de forma sistêmica.

Na realidade, o Estado não existe mais no Brasil e, muito menos cidadania. O que existe é uma junta de tecnocratas, juízes, procuradores, militares, etc., que, transformados em uma casta medieval, formam guarda pretoriana do capital internacional e das elites do país contra os cidadãos.

Moro não fez o que fez e Bolsonaro não chegou aonde chegou por obra do destino, eles são peças de um quebra-cabeças de domínio institucional que lhes garantiu pista livre para avançar.

Pouco importa se Bolsonaro e Moro, em disputa pelo cadeira presidencial, estão às turras. Eles estão aonde sempre estiveram, naquilo que importa para os donos do dinheiro grosso. Do lado deles, do lado da plutocracia. O resto é um grande teatro.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

 

Celeste Silveira

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