14 de agosto de 2020
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É preciso colocar uma lente de aumento na trajetória política de Sergio Moro.

Domingo, na Globonews, Rodrigo Maia sugeriu aos seus entrevistadores que, em seguida, entrevistariam Moro, que eles cobrassem de Moro uma explicação sobre a tentativa de desvios de 2,5 bilhões de reais da Petrobras para a criação de uma fundação privada que seria administrada pelos espertos da Lava Jato.

Muita gente aposta que essa era mais uma estratégia de Moro para sua candidatura à presidência da República em 2022.

Com um fundo desses nas mãos, Moro compraria apoio de meio mundo.

Isso faz da fala de Haddad, no Roda Viva, em que acusou Moro de não cumprir a sua função de juiz, e sim de usar seu cargo de juiz para dar início à sua vida pública na política, algo muito mais sério e, sobretudo mais complexo.

É preciso dar a dimensão exata da ambição política de Moro e do limite nenhum que ele e os capangas de seu bando de Curitiba têm há muito tempo como projeto para chegarem ao poder máximo da República.

Gilmar Mendes, em plenária do STF, já havia alertado sobre o uso da Força-tarefa da Lava Jato nas práticas de uma organização criminosa na transformação de um potente partido político, contando, inclusive, com o desvio de R$ 2,5 bilhões da Petrobras, valor, à época, já depositado na conta pessoal de Dallagnol que, por sua vez, buscava no mercado financeiro quem pagava a melhor taxa de juros para os “heróis” de Curitiba aplicarem a milionária verba pública tungada por eles.

Isso significa que esse projeto de Moro vem de longe, não é uma oportunidade de ocasião, assim como, ainda hoje, trabalha para não deixar que Lula volte a disputar a eleição e, para tanto, quer que o Congresso mude a lei sobre prisão após condenação em 2ª instância que, aprovada, como Moro quer, valeria retroativamente para alcançar Lula.

Então, é bom o PT colocar uma lente bem potente nos próximos passos de Moro. Seus crimes foram todos premeditados com bastante antecedência para alcançar seu maior objetivo, ser o próximo presidente do Brasil, na base do custe o que custar.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

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