6 de agosto de 2020
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Muitas das 88 contas bolsonaristas bloqueadas nesta quarta-feira pelo Facebook já estavam em operação desde a eleição presidencial de 2018. Produzindo e compartilhando memes atacando os adversários de Jair Bolsonaro, eles usavam perfis duplicados e falsos para evitar a fiscalização da plataforma.

Segundo análise da equipe do Digital Forensic Research Lab (DRFLab), ligado ao Atlantic Council, coordenada pela pesquisadora Luiza Bandeira, essa é primeira vez que se consegue provar que aliados do presidente Bolsonaro usam contas falsas nas redes sociais para atacar adversários do presidente. Para o Facebook, o conjunto removido agia para enganar sistematicamente o público, sem informar a verdadeira identidade dos administradores.

O trabalho,que apontou o envolvimento de ao menos cinco funcionários da Presidência e dos gabinetes do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), além de membros das equipes dos deputados Alana Passos e Anderson Moraes, ambos do PSL no Rio de Janeiro, identificou o assédio online direcionado ainda no processo eleitoral.

Uma nota divulgada pelo Facebook para justificar a remoção dos conteúdos brasileiros diz que o esquema envolvia a combinação de contas duplicadas e falsas, cujo objetivo era evitar a fiscalização da plataforma. Elas representavam pessoas fictícias que publicavam conteúdos em páginas que simulavam a atividade de veículos de imprensa. Entre as publicações, havia tópicos sobre política; eleições; críticas a opositores e a jornalistas e organizações de mídia e informações sobre a pandemia da Covid-19. Ainda segundo o texto, parte desse material já havia sido removido por violar normas de uso, incluindo discurso de ódio. Foram encontrados também, pelo DRFLab, ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio das hashtags #STFVergonhaNacional e #STFEscritórioDoCrime.

O perfil ‘Bolsonewsss’, que pertencia a Tercio Arnaud Tomaz, assessor especial de Jair Bolsonaro, que também já trabalhou no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), teve como principal alvo em 2018 o candidato do PT, Fernando Haddad (PT), que disputou o segundo turno contra Bolsonaro. Em uma das publicações ele comprara o candidato petista ao ditador italiano Benito Mussolini.

 

 

*Com informações de O Globo

Celeste Silveira

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