12 de agosto de 2020
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Com um impeachment na marca do pênalti, Witzel viu seu inferno se agigantar. Em delação, ex-secretário de Saúde do estado do Rio entregou provas contra Witzel, governador eleito na calda do cometa bolsonarista. Tanto que está aí na foto de campanha ao lado de Rodrigo Amorim e Daniel Silveira quebrando a placa da Marielle para a plateia de selvagens que ajudou a eleger Witzel.

No acordo de delação firmado com a PGR e revelado pelo Radar nesta segunda, o ex-secretário de Saúde do Rio, Edmar Santos, entrega um conjunto de provas materiais que revelariam em detalhes, segundo investigadores ouvidos pelo Radar, a participação do governador Wilson Witzel no esquema de corrupção na Saúde do estado.

Com isso, não desmorona somente uma encosta do bolsonarismo, pois o que está em ruína e se despedaçando é o contexto que produziu, certamente, a maior histeria coletiva da classe média, ao que se pode chamar de complexo bolsonarista. Além das guerras internas dessa cabana que está desabando entre Bolsonaro e Witzel, a crise do bolsonarismo aniquila por completo o pensamento fascista do Brasil.

Witzel mesmo foi, logo no início do seu governo, para o lado mais expressivo dessa violência policial que representa o governo Bolsonaro por um motivo que ainda não se sabe qual é, já que nada nesse submundo tem clareza, a queda e talvez até a prisão de Witzel represente uma derrota política muito maior do que se imagina para Bolsonaro, porque este, que é praticamente um sinônimo da mesquinhez e daquilo que é mais amoral no universo político, fez a vida toda baseada no contexto que o associou a figuras repugnantes como Witzel.

Por isso o inferno do governador do Rio de Janeiro é também um pouco o inferno de Bolsonaro.

 

*Da redação

 

Celeste Silveira

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