6 de agosto de 2020
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No jargão do futebol, o que Gilmar Mendes fez, como político habilidoso que é, foi um nó tático na relação do casamento das Forças Armadas com o governo Bolsonaro.

Independente de alguns acharem exagero o termo “genocídio”, usado por Gilmar Mendes, o que, na verdade não é, já que, por culpa do genocida que comanda o Brasil, o país vive o extermínio de mais 74 mil vidas e, nesse sentido, a escolha da palavra está perfeita.

Imediatamente, os militares, apesar da reação, colocaram-se na defensiva, mostrando que Gilmar colocou em seus coturnos um pedregulho do tamanho de um paralelepípedo, já que não é segredo para ninguém que eles são sim, sócios da política de saúde proposta por Bolsonaro, tanto que aceitaram que um general da ativa fosse o ministro da pasta, mesmo que Bolsonaro o usasse como fantasia para ele próprio reger a tragédia que esse ministério tem provocado com um custo altíssimo em vidas para toda a sociedade brasileira.

Isso, sem falar que, contrariando todas as políticas indígenas de outros governos, Bolsonaro, seja pela pandemia ou pelo desmatamento, queimadas e assassinatos na Amazônia, está provocando o genocídio também dos povos indígenas.

E mais, por inúmeras vezes, Bolsonaro disse como alguém que está bebendo um suco, que morreriam muitos brasileiros de Covid-19 e que ele era Messias, mas não fazia milagres, dando literalmente de ombros para esse quadro trágico em que o Brasil chegou com mais de mil mortes por dia e há muito tempo, totalizando mais de 74 mil.

O que Gilmar Mendes fez, e por querer, com plena consciência de suas palavras, foi abrir as cortinas e expor quem está por trás do ator principal dessa tragédia. o que, naturalmente não estava no script, provocando a reação dos militares, não de Bolsonaro como quem abona as palavras do ministro do STF.

Não há interpretação para se construir um bom termo para a sua afirmação de que os militares são parte de uma política genocida comandada por Bolsonaro que já vitimou milhares de brasileiros e, pior, não tem hora para acabar.

 

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

 

Celeste Silveira

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