6 de agosto de 2020
  • 12:28 Para Moro, Lula chefiou o maior roubo da história em troca de um muquifo e uma reforma meia sola no sítio
  • 10:53 A continuar assim, teremos togados em liquidação no OLX
  • 09:43 A mão invisível de Bolsonaro: Bretas, juiz da Lava Jato no Rio, prende secretário de Dória em São Paulo
  • 08:42 A direita, através da mídia, consegue produzir símbolos, mas não sustentá-los
  • 21:16 Bolsonaro tentou dar um golpe militar em maio, revela matéria da Piauí

Investigadores reúnem dados de localização do envio de imagens feitas pelo filho do ex-assessor de Flávio Bolsonaro em endereço de Maria Cristina Boner Leo.

Mensagens encontradas nos celulares apreendidos da família de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, revelam que ele e seu filho também usaram um apartamento em São Paulo da empresária Maria Cristina Boner, ex-mulher do advogado Frederick Wassef. Até agora, os investigadores só haviam descoberto dois endereços de Wassef utilizados como refúgio do ex-assessor de Flávio durante o ano passado – o sítio, em Atibaia, onde Queiroz foi preso, e apartamentos no Guarujá.

Obtidas pelo GLOBO, as mensagens que comprovam a localização começaram a ser trocadas na madrugada de 24 de novembro do ano passado. No dia, às 00h15, Queiroz escreveu para Márcia Oliveira de Aguiar, sua esposa, via Whatsapp, que estava indo “para a casa do Anjo (codinome que as investigações apontam como sendo de Wassef). A mulher respondeu: “Felipe também? Tomara que tenha boas notícias”, questionou em referência ao filho do casal. Em seguida, Queiroz enviou para Márcia uma foto do filho sentado em um sofá branco com uma ampla sala ao fundo.

Naquele mesmo dia, horas depois, o filho de Queiroz tirou uma série de cinco fotos de si próprio na mesma sala da foto enviada por Queiroz para Márcia. Depois, a enviou para um amigo elogiando o apartamento. Foi justamente esse movimento que indicou o endereço das fotos.

Ao enviar suas imagens no Whatsapp, o celular registrou que os dados foram enviados da rua Jerônimo da Veiga esquina com a rua Manuel Kant, no bairro Chácara Itaim, exato endereço do prédio onde Maria Cristina Boner possui um apartamento na capital paulista.

Nessa época, o casal estava apreensivo com o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o compartilhamento de dados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e o MP, o que gerou a abertura da investigação sobre Queiroz e Flávio. Dias depois, o STF decidiu que era constitucional o compartilhamento e a investigação sobre o senador foi liberada depois de quatro cinco meses paralisada por decisão judicial.

Contratos no governo Bolsonaro

Em junho, o portal Uol mostrou que o governo de Jair Bolsonaro fechou, desde o ano passado, novos contratos em um total de R$ 53 milhões com a Globalweb Outsourcing, fundada por Maria Cristina Boner Leo, ex-companheira de Wassef, e administrada por sua filha, Bruna Boner Leo. Reportagem do GLOBO mostrou que a empresa pública Dataprev suspendeu em 15 de março do ano passado uma multa de R$ 27 milhões aplicada a um consórcio de empresas, que contava com a Globalweb, pela não entrega de um serviço até 2015. A Dataprev diz que o caso ainda está em análise e nega interferência política na decisão.

Sem contestar a titularidade da propriedade, a empresária Maria Cristina Boner disse que “mora em Brasília, não estava em São Paulo nesta data, desconhece estes fatos e só vai se manifestar após ter acesso aos autos do procedimento por meio de seu advogado”. Maria Cristina Boner, porém, não é investigada no procedimento.

 

 

*Com informações de O Globo

Celeste Silveira

RELATED ARTICLES
LEAVE A COMMENT

Comente

%d blogueiros gostam disto: