6 de agosto de 2020
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Bolsonaro ficou caro.

Essa é a percepção da direita, sobretudo depois da pressão internacional de investidores que não querem saber de casar um centavo no país enquanto Bolsonaro estiver no comando da nação.

Pouco adianta Mourão assumir o lugar de Salles na questão da Amazônia. Mourão, que anda saracoteando nos holofotes da mídia, não tem capacidade sequer de dar uma explicação, mesmo esfarrapada, sobre o desastre ambiental que esse governo, inclui-se aí Mourão, em parceria com Ricardo Salles, promoveu na Amazônia. Sem falar no extermínio dos índios.

Como a arrogância de Bolsonaro deu a ele a sensação de que a boiada passaria sem qualquer reação, não há rabisco qualquer de seus comandados para servir de contraponto à tempestade de críticas que os donos da grana pesada que investem no Brasil possam considerar.

Isso significa que Bolsonaro ultrapassou os limites das lambanças caseiras, mesmo que Guedes tenha cumprido à risca o que queria a direita tradicional no Brasil e não tinha coragem de enfiar a mão no próprio esgoto para enriquecer os ricos e empobrecer os pobres com as reformas que, em última análise, estão condenando o país à falência múltipla dos órgãos.

Soma-se a isso o que está mais evidente para a sociedade, o comportamento genocida de um presidente que não tem a mínima empatia com as milhares de vítimas fatais do coronavírus e seus familiares, ao contrário, Bolsonaro, como um psicopata que vive em sua própria órbita, dobra a aposta na Cloroquina, fazendo produções para vender um remédio rejeitado no mundo por sua ineficácia contra a Covid-19 e ainda usa a suposta contaminação para vender o embuste farmacêutico por algum motivo indecoroso, sublinha que, pelo menos 90% das vítimas fatais no Brasil, têm as suas digitais.

O fato é que, quando Gilmar Mendes sacudiu a poeira da lambança e botou o dedo na principal ferida de quem ainda sustenta Bolsonaro no poder, do ponto de vista institucional, que são as Forças Armadas, a gritaria mostrou que essa gente está muito enfiada nesse buraco do que se imagina.

Pior ainda, com Bolsonaro mandando o general Pazuello fazer um rapapé com o ministro do STF, preparando o terreno para Bolsonaro contornar a crise com quem está com a relatoria do caso do seu filho Flávio nas mãos, a coisa ficou escancarada, a ponto de mostrar como Bolsonaro está politicamente anêmico, como está refém do próprio imbróglio em que meteu seus filhos na relação com o miliciano Queiroz e o quanto ele percebe que não tem mais controle de nada e que todo o seu esforço de se agachar para cercar o frango, foi inútil.

Isso fez com que, diante da população, o “mito” se transformou num camundongo amedrontado, escondido no escuro de um quarto dos fundos do Palácio do Planalto.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

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