6 de agosto de 2020
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Se Cora Rónai diz que a Lava-Jato acabou no momento em que Moro aceitou o convite para a pasta da Justiça do governo Bolsonaro, é porque Moro morreu para a Globo.

Para a jornalista, uma das maiores antipetistas do Globo, o julgamento de Lula não se discute, porém, sua veneta mudou completamente em relação a Moro depois de calcular os efeitos da fala de Aras.

Na realidade, Cora Rónai reproduz o que já se percebe em toda a mídia, aquele convencionalismo fácil criador do herói na base da histeria movediça, perdeu o espaço, mas não o tempo.

Seu balão de supremo estalão, tem método, entregar os anéis para salvar os dedos. Ou seja, o que ela quer dizer é que Moro, depois que foi picado pela mosca azul, perdeu o encanto quando, na verdade, até as paredes das redações da Globo sempre souberam que a Lava Jato nunca foi uma operação técnica, sempre se utilizou das condições políticas das colônias das bananas para colocar no tronco as maiores lideranças do PT e, com isso, o sonho de ser presidente da República se cristalizaria.

A respeitável jornalista construiu uma distância funesta para imitar a Ana Paula do Vôlei, que era morista até Moro brigar com Bolsonaro, este que paga a conta do jantar da Oeste, revista da qual Ana Paula é sócia com Augusto Nunes e outros trastes.

Já Cora descobriu que Moro não presta depois que se associou, de forma oficial, ao governo Bolsonaro.

Sobre a prisão de Lula feita pelo vigarista, pois é o que elas, hoje, também acham sobre Moro, a prisão foi justa e dentro da lei. Mas isso é uma bobagem, porque não passa de um acorde de passagem, uma espécie de pinguela tosca, de um papagaio que tem que parar de repetir, de forma continuada, um refrão e passar a repetir outro.

Por isso, a travessia desonra as duas ex-lavajatetes, o que revela, através dessas notinhas, que a guerra da grande mídia contra o PT, agora, está mais para o PT do que para a mídia, porque não há imaginação possível que enfrente um calhamaço de documentos que enterra de vez a mácula do lavajatismo.

 

*Da redação

*Foto destaque: Innovare/Marco Zaobone

 

 

 

Celeste Silveira

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