6 de agosto de 2020
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A história é um processo contínuo do que se fez no passado com o objetivo de nortear o futuro. O que se vive hoje foi desenhado no passado na memória pública, escrito de próprio punho pelo STF a mando da Globo.

Se faltou coragem ou excesso de ideologia, ainda não se sabe, mas a memória dos brasileiros não silencia quando revisa a selvageria linguística que ministros do STF, tratados como instrumento da grande mídia, expressaram o que existia de pior na imaginação para subsidiar uma história tosca de linguagem podre, mas que comovesse a população contra o Partido dos Trabalhadores.

Sim, fala-se aqui da selvagem farsa do mensalão em busca de domesticar os ímpetos de uma sociedade que sonhava com uma visão única de conjunto e capaz de mudar a história do país.

Ali foi rabiscado o esboço do que se assiste hoje.

Na verdade, naquela farsa, ficou estabelecida a conquista do poder pela oligarquia através do terreno do judiciário.

Hoje, quando se vê idiotas vestidos de verde e amarelo entoando o hino nacional em praça pública, orgulhosos de sua burrice, defendendo um tradicionalismo feroz da era da casa grande, pensa-se e crava-se, nasceu ali uma nova colonização que fez brotar da terra essa coisa chamada Bolsonaro, com toda a energia e espiritualidade do inferno. Um sujeito que cheira a enxofre e figura entre os que colecionam glórias em nome da religião não é outra coisa, senão o próprio fôlego daquilo iniciado não por um tosco, mas um burlesco afetado como Ayres Britto ou quem de fato introduziu o ódio no Brasil via judiciário naquela febre de ira que Joaquim Barbosa produziu como o grande artista que a Globo procurava para lhe fazer as honras oficiais.

A Lava Jato, esse fenômeno de mídia, somente repetiu os clichês da fase criadora dessa personalidade jurídica que imitou o próprio estômago da Globo. Ou seja, a Suprema Corte foi a escola dos mestres que deram a natureza e a variedade de ilegalidade que nasceram na república de Curitiba.

Hoje, moribunda e diante das próprias trevas, sem função perante a paisagem reacionária que a própria Lava Jato ajudou a construir, não há qualquer artifício que possa reverter esse quadro de falência generalizada que ocorre com o náufrago lavajatismo, tanto que até abandonaram a receita para defender a honra dessa escumalha curitibana que fundiu o que existe de mais podre no judiciário com o mais fétido na política, que foi a junção de Bolsonaro com Moro.

O resultado disso materializou-se nessa guerra a que se assiste entre dois sujeitos que têm o mesmo valor de caráter, nenhum, e que hoje produzem azia coletiva no país pelo espetáculo trágico que produziram, juntos, resultando até aqui na morte de quase 100 mil brasileiros por Covid-19 por um genocida saído de tudo aquilo que se assiste no aparelho judiciário do Estado brasileiro, ditado pela redação da Globo.

Não há como reduzir esse momento em si e viver mais de uma forma alheia a todo o esforço que os palácios midiáticos, de forma coletiva, construiram desde a farsa da Lava Jato.

É exatamente desse ponto que deve ser o de partida para produzir um outro entendimento do Brasil para tentar consertar o estrago feito contra os brasileiros, de lá para cá ou se patinará andando em círculos, eternamente.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

 

Celeste Silveira

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