6 de agosto de 2020
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Que Moro tenha sido o homem que se transformou, para a Globo, na base do sopapo, a bala de prata contra Lula, todos nós sabíamos.

Que Dallagnol tenha recebido cachê da XP Investimentos para, em manto de palestrante, confidenciar garantias a banqueiros nacionais e internacionais que a Lava Jato teria êxito em tirar Lula das eleições para Bolsonaro ser presidente,  todos nós também já sabíamos.

Mas essa acusação, comprovada de Aras, de um banco de dados clandestino de mais de 38 mil brasileiros investigados pela Força-tarefa da Lava Jato sem autorização judicial é crime que tem que ser punido com cadeia para os envolvidos.

Não basta o silêncio do STF e da mídia diante da tentativa dos procuradores de Curitiba de embolsar 2,5 bilhões da Petrobras, em nome de uma suposta fundação privada de combate a corrupção, o que por sua própria natureza já revela crime contra os cofres públicos praticados por agentes do Estado?

Não interessa aqui, saber se Aras é aliado de Bolsonaro, interessa saber se os documentos apresentados por ele contra os procuradores da Lava Jato são reais, e são.

Nesse caso, pouco importa as intenções de Aras, na verdade, elas são nulas diante de provas robustas de crime dessa organização criminosa que, em nome do combate à corrupção, criou uma constituição paralela como as dos tribunais do crime iguais aos do tráfico ou das milícias. Coisa de gente bandida.

É disso que se trata. Até porque todos sabem que a Lava Jato prendeu Lula para que Bolsonaro ocupasse a cadeira da presidência da República e Moro a cadeira do super ministério da Justiça e da Segurança Pública.

Então o papo aqui é outro, a gravidade também.

As questões que envolvem os crimes praticados pela Força-tarefa da Lava Jato nada têm a ver com a guerra entre Moro e Bolsonaro, e se tivesse não seriam menores os crimes praticados pelo Menudos de Curitiba.

Quando o Intercept denunciou a farsa da Lava Jato, o que não foi negado por ninguém da Força-tarefa e pelo próprio Moro, o negocio foi buscar a criminalização da fonte dizendo, em outras palavras, que o que a Vaza Jato revelou era verdade, ma foi obtida através de crime de um hacker.

Agora, o papo é outro e não se limita a Aras, muito menos à PGR, mas ao próprio Ministério Público como instituição.

O MP deve querer saber como uma Força-tarefa em Curitiba tem um banco de dados 9 vezes maior que todo o Ministério Público brasileiro. Pior, reunido em cinco anos de operação.

Quais foram os brasileiros investigados? Quem controlava essa verdadeira lista negra paralela? Quem deu autorização e, sobretudo, quem deu ordens para um disparate como esse?

Nós, aqui no blog, voltaremos muito a esse assunto, até por cumprimento de dever com o objetivo de desbaratar a novelesca Lava Jato, que é, no silêncio, muito mais perigosa do que se imagina. Isso permite falar com independência do juízo que se faça de Augusto Aras.

O que se precisa, na realidade, é ter coragem para aplicar o senso de justiça aonde haja injustiças e crimes para bani-los da vida nacional, ainda mais quando esses documentos oficiais revelam que a ardilosa organização de gangsters de Curitiba tinha ou tem um projeto de poder que faz o governo fascista de Bolsonaro parecer coisa de trombadinha.

É a isso que a Globo quer manter o seu apoio e o STF o seu silêncio para seguir fingindo que Lula foi condenado e preso de forma justa e imparcial?

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

 

Celeste Silveira

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1 COMMENTS

  1. JOAO CUSTODIO VIEIRA FILHO Posted on 1 de agosto de 2020 at 22:06

    A organização criminosa lava jato ganhou musculatura de proporção x, que o MP-PR passou a ser uma salinha anexa sua. Pobre PCC que arrisca a vida de seus membros para tomar de volva o dinheiro que os bancos nos roubam. Enquanto isso a lava jato comete crimes “legalizados”sob o guarda chuva do estado. Há que se investigar, também, as relações do Aécio Neves com lava jato. Não se sabe se ainda, mas houve um tempo em que ele tinha significância na banda podre da polícia. Ambos, Aécio e Moro, foram os pivôs da mixórdia em que se transformou o Brasil

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