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A sabujice visceral da mídia brasileira em defesa dos EUA e Israel

O comportamento da mídia brasileira no ataque brutal dos EUA e Israel ao Irã, desafia a matemática, a física da forma mais dogmática do que os neopentecostais que barbarizam o psique coleitco das camadas mais pobres da população.

Não se pode sequer classificar de vulgar a mídia brasileira, tal o gigantesco e despudorado sabujismo que alimenta a correria desabotinada em defesa cega de um pedófilo que comanda os EUA e de um neonazista que comanda Israel.

A conta traspassa qualquer sinal mínimo de humanidade. Banaliza a ideia de fragilidade de 167 meninas iranianas mortas numa escola por um bombardeio feroz e covarde dos EUA e Israel.

Já contra o Irã, deitam as velhas falações, terrorismo, ditadura e toda aquela baba de quiabo para justificar o sequestro da Venezuela, assim como foi feito no Iraque, na Líbia e onde mais tiver petróleo em abundância.

O detalhe é que a gloriosa mídia brasileira, cada dia mais choldra, faz questão de deletar os assuntos relacionados às carnificinas promovidas pelos bombardeios norte-americanos e israelenses, vide Gaza.

É asqueroso ver alguém que porta um crachá de jornalista sujeitar-se a esse sabujismo jornalístico em troca sei lá do quê.

O fato é que essa mídia, que tenta se erguer das próprias ruínas morais, está cada dia mais explícito o pardieiro velho em que se transformou.

Pior, isso é uma cartilha de bolsonarismo para as classes média e alta, o que explica bem o Brasil atual, a incultura e o antinacionalismo  generalizados de uma faixa social que consome cada vez mais lixo editorializado por encomenda para naturalizar a crueldade, as armas, sem ao menos temperar a linguagem para insuflar a brutalidade nas relações humanas movidas por interesses e oportunismos.

Ninguém quer associar isso à própria máscara que a enxurrada peçonhenta de estrupros, coletivos ou individuais, de uma masculinidade cada dia mais tóxica tem a ver com as linhas sangrentas pró-oligarquia que se vomitam hoje nos periódicos mais proeminentes.

A única coisa que nos vem à mente é, como essa gente chegou a isso sem qualquer filtro ou biombo?


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Por Carlos Henrique Machado

Compositor, bandolinista e pesquisador da música brasileira

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