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Esporte Mundo

Vídeos: “Parece a Carreta Furacão”: abertura da Copa 2026 é detonada nas redes

A cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026, realizada nesta quinta-feira (11) no Estádio Azteca, na Cidade do México, movimentou as redes sociais antes mesmo de a bola rolar para México x África do Sul. Com apresentações de Shakira e do cantor nigeriano Burna Boy, intérpretes da música oficial do torneio, “Dai Dai”, o evento recebeu reações variadas do público, mas as críticas acabaram dominando boa parte dos comentários online.

A abertura marcou o início do primeiro Mundial sediado por três países: México, Estados Unidos e Canadá. Apesar da expectativa em torno do espetáculo, muitos internautas demonstraram decepção com a produção. Comparações com eventos anteriores surgiram rapidamente, especialmente com a cerimônia realizada no Brasil em 2014, que teve uma produção maior e voltou aos assuntos mais comentados nas redes sociais.

Entre os comentários publicados nas redes sociais, diversos internautas fizeram críticas à produção da cerimônia. “Tá parecendo a Carreta Furacão”, escreveu um usuário. Outro ironizou: “Amei a ref carreta furacão + terno do Didi Mocó”. “Eu prefiro ver o filme do Pelé”, comentou um perfil.

Outros espectadores compararam a apresentação a eventos escolares. “Parece uma gincana de colégio do ensino fundamental”, publicou um internauta, em uma das mensagens que repercutiram durante a abertura da Copa do Mundo de 2026.

As críticas também foram direcionadas ao formato da cerimônia e à execução artística. “Achei um 8. Esperando por nossa Álvaro Cabral: Anitta”, publicou um usuário. A presença de personagens Labubu durante uma das apresentações também chamou atenção e provocou reações bem-humoradas. “Do nada os labubu na abertura da copa do mundo”, escreveu outro internauta.

A comparação com a Copa de 2014 apareceu em diversas publicações. Muitos usuários relembraram a cerimônia realizada no Brasil como referência de espetáculo. “a abertura da copa do mundo no brasil sempre será superior”, afirmou um comentário. Outro destacou: “Falem bem ou fale mal, mas todo mundo sabe que a abertura da copa do mundo de 2014, foi incrível e inesquecível! We Are One, você sempre terá um lugar no meu coração!”

Mesmo com a repercussão negativa predominante, parte do público elogiou algumas atrações musicais. Shakira foi um dos nomes mais citados positivamente pelos espectadores. A cantora colombiana participou pela terceira vez de uma cerimônia oficial de Copa do Mundo e recebeu elogios de fãs durante toda a apresentação.

“O look polêmico” da artista também esteve entre os assuntos mais comentados nas redes sociais. Além da discussão sobre o figurino, muitos usuários apontaram a presença da cantora como um dos pontos altos da festa. “Shakira salvou mais uma vez”, resumiu um internauta.

*DCM


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Política

O apodrecimento solitário de Flavio Bolsonaro

Em menos de duas semanas, a candidatura de Flavio envelheceu, apodreceu e caiu do galho, mas o que é melhor percebido é que seus aliados mais próximos já o abandonaram e desapareceram, assim como suas amizades.

Todos sabem que o bolsonarismo foi nutrido e baseado em interesses de oportunistas de plantão. Para essa gente, se nada há de vantagem em determinada aliança ou amizade, é muito pior quando a pessoa se torna tóxica, radioativa, capaz de contaminar a imagem de quem a ela está associado.

Isso é pior do que um comportamento inimigo, pois é traiçoeiro, falso. Mas o bolsonarismo se nutriu disso o tempo inteiro, não tem bobo na parada.

Detalhe, não são exatamente as pesquisas, como a Atlas/Intel, que Flavio mandou Nunes Marques censurar, na tentativa de cercar a manada de eleitores que vão abandonando essa canoa furada.

Os próprios ratos do PL sentem o cheiro de queimado de Flavio nas pesquisas internas, porque ninguém quer associar sua imagem à de Flavio que, hoje, associa-se não só a Vorcaro, mas também com a de TH Joias e Rodrigo Bacellar, sem falar que sua imagem também está atrelada à entrega do Pix, terras raras brasileiras e a volta das tarifas contra o Brasil, impostas por Trump.

Tudo isso junto, dá no que dá e os laços políticos, construídos ao longo dos quatro anos de governo Bolsonaro vão sendo desfeitos, como já aconteceu na derrota de Jair e, sobretudo, a partir de sua condenação e prisão por tentativa de golpe de Estado.

São esses vínculos, que dependiam exclusivamente do poder do pai de Flavio na Presidência da República, que produzem seu maior desgaste para inviabilizar a existência de sua própra candidatura, a ponto de muitos responsabilizá-lo pelo ambuente ambiente eleitoral hostil que enfrenta nas intenções de voto, sem oferecer qualquer suporte para tentar investir e criar uma ilusão de que seu eleitorado tinha fidelidade duradoura, o que se constata é que, na verdade, está se dando o oposto.

Isso está absolutamente evidente, assim como a incapacidade da campanha de Flavio reagir para estancar a sangria dos próprios correligionários.

Quem viu a entrevista do senador Girão num podcast, percebe que aquela traição explícita, desavergonhada do bufão, não é um ato isolado, mas de muitos que estão se blindando de Flavio Bolsonaro.


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Política

Governo Lula registra Pix como propriedade intelectual em meio a disputa com os EUA

Sistema de pagamentos brasileiro ganha status de marca de alto renome

O ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou na quarta-feira (10) que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) concedeu ao Pix o status de marca de alto renome, com associação formal ao Banco Central. A classificação representa um nível elevado de proteção jurídica no país e impede o uso indevido da marca em qualquer segmento, mesmo fora do setor financeiro.

Segundo o ministro, trata-se de um reconhecimento raro e com forte peso institucional. Marcas de alto renome são aquelas amplamente conhecidas pelo público e que acumulam, ao longo do tempo, reputação, confiança e prestígio, garantindo proteção reforçada pela legislação brasileira de propriedade industrial.

Proteção ampliada e caráter institucional
Com o novo status, o Pix passa a ter salvaguardas mais amplas contra usos não autorizados, independentemente do ramo de atividade. De acordo com o Ministério da Indústria e Comércio, esta é a primeira vez que uma marca vinculada a um órgão governamental recebe essa classificação no país.

A formalização deve ser publicada na próxima semana. O anúncio foi feito durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, o chamado Conselhão, realizada no Ministério das Relações Exteriores.

Durante o encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participou de um momento simbólico em que posou com uma bandeira estilizada em homenagem ao sistema de pagamentos, com a frase “O Pix é do Brasil” no centro de um círculo azul.

Contexto político e disputa narrativa
A decisão ocorre em um cenário em que o Pix tem sido alvo de disputas políticas e debates públicos mais intensos desde o fim de 2024. Naquele período, mudanças em regras de monitoramento de transações pela Receita Federal geraram reação da oposição, que chegou a afirmar, de forma incorreta, que haveria taxação do sistema.

As declarações contribuíram para desgaste político do governo, levando à revogação das medidas após forte repercussão negativa, impulsionada inclusive por conteúdos virais nas redes sociais.

Pressões externas e críticas internacionais
Além do ambiente doméstico, o Pix também passou a ser mencionado em discussões internacionais.

Recentemente, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos publicou críticas ao sistema de pagamentos brasileiro em relatório sobre práticas econômicas.

Nesse contexto, o governo brasileiro tem reforçado o discurso de defesa do Pix como infraestrutura pública estratégica e símbolo de soberania digital, argumento que ganhou ainda mais espaço diante de tensões comerciais e políticas com os Estados Unidos.

A valorização do sistema de pagamentos também se insere na estratégia do governo de reforçar a imagem de políticas públicas digitais bem-sucedidas.

O Pix, lançado pelo Banco Central, consolidou-se rapidamente como o principal meio de transferência financeira instantânea no país, tornando-se um dos projetos mais populares da administração pública recente.

*ICL


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Política

Flavio não tem como se livrar do seu pior adversário, ele mesmo

Se há um provérbio africano que cai como luva para Flavio Bolsonaro, é o que diz que, “quando não tem um inimigo dentro de você, os inimigos de fora não podem te ferir”.

Ou seja, mesmo que um dos seus anjos protetores do STF meta uma frase enviesada de que dinheiro não é ambição, como fez André Mendonça, a xaropada não dá para ser adaptada na folha corrida do mais ambicioso dos filhos vigaristas de Bolsonaro.

Flavio é um corrupto ostentação e faz questão de mostrar para o povo como ele enxerga os brasileiros, mas não só isso, como ele acredita na impunidade, na inexistência das instituições, assim como fez a vida inteira seu pai, inclusive quando foi das Forças Armadas e acabou lhe custando a expulsão e, junto, a maior desonra que um militar pode receber por sua conduta criminosa como traidor da pátria.

O problema é que o que é ético ou não para o conjunto da sociedade, tem caráter totalmente oposto ao que Jair Bolsonaro carrega consigo. Flavio só replica seu pai.

Por isso sua candidatura está enfrentando resistência para ampliar seu eleitorado e reverter a queda nas pesquisas. Os escândalos são muitos e múltiplos e vai muito além do dinheiro que pediu e recebeu de Vorcaro, do Banco Master. Ou seja, não é simplesmente o barulho do áudio dele para Vorcaro, mas suas raízes profundas nas práticas de corrupção mais severas.

O peso do Banco Master é grande, a repercussão de suas conversas com Vorcaro, divulgadas pelo Intercept, somado à questão que envolve as tarifas de Trump contra o Brasil e a obsessão em acabar com o Pix, mais a entrega de mãos beijadas aos EUA as terras raras brasileiras, dá a Flavio a pecha de pior criminoso em atividade no Brsil.

Ainda tem seu esquema de peculato e formação de quadrilha na Alerj. Sem falar do que ainda será revelado do seu esquema pesado com Claudio Castro, in clui do oss R$ 3 bilhões de recursos públicos que Castro colocou no Master, evidenciando que a coisa tem a mão de Flavio nesse emaranhado de corrupção.

Não há estratégia de campanha possível diante desse cenário de rejeição medido por levantamentos, inclusive de sua própria equipe.

Hoje, a fidelidade de seu eleitorado está cadqa vez mais sarcopência, independente de não conseguir tração para consolidar uma imagem menos desfavorável fora de sua bolha, Flavio enfrenta seu pior obstáculo de campanha, que são seus próprios seguidores.

Não há narrativa possível que impeça o avanço de sua derrocada, mesmo que ele mire eleitores fora da sua bolha, Flavio assiste a uma boa fração de seu eleitorado, supostamente fiel, escorrer pelo ralo.

Por isso o 01 se afunda no caso Dark Horse, o que é corroborado com o desânimo que as pesquisas estão prloduzindo dos que ainda seguem com ele.

Os levantamentos mais recentes confirmam o desgaste contínuo em sua pré-candidatura. O impacto direto do vazamento de suas conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, somado ao apelido que colou nas redes, tariflávio, consolidam sua trajetória de declínio. Sua rejeição dispara, passando de 56%, liderando isolado um indicador negativo entre os principais postulantes à Presidência da República.

Flavio teve, ao mesmo tempo, encoklhimento no prim eiro e no segun do turnos, enquanto Lula aparece isolado na liderança com até 10 pontos na frente, enquanto as mesmas pesuisas m ostravam antes o empate técnico entre Lula e Flavio.

Essa batalha jurídica em que Flavio transformou Nunes Marques em seu general, fez avançar ainda mais o desgaste e fortes reações tanto nos bastidores políticos quanto na sociedade.

Ou seja, se ficar parado, Flavio afunda; se se move, afunda também.

Até aqui o caso Master é o seu principal obstáulo na campanha eleitoral, mas quando se aprofunda numa análise, o que se vê é o impacto desse cenário com a própria folha corrida de Flavio, mas também de todo o clã familiar.

O jogo político político mudou rapidamente para Flavio nas últimas semanas, porque Flavio Bolsonaro não tem como descolar de Flavio Bolsonaro, tornando-se seu pior adversário.


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Política

Conselho de Direitos Humanos pede rejeição de projeto que criminaliza críticas a Israel

Parecer do CNDH afirma que PL 1424, promovido pela deputada Tábata Amaral, restringe a liberdade de expressão e censura vozes críticas ao governo de Netanyahu

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) emitiu parecer recomendando a rejeição do Projeto de Lei 1424/2026, de autoria da deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) que pretende categorizar críticas a Israel como crime de “antissemitismo”.

Segundo o posicionamento do CNDH, o projeto, se implementado, poderia criar uma confusão entre expressões de discriminação ao povo judeu e críticas legítimas a Israel e seu governo, o que levaria à criminalização, por exemplo das ações promovidas pelo exército israelense contra o povo da Palestina – incluindo o recente massacre na Faixa de Gaza, onde mais de 70 mil civis foram mortos entre outubro de 2023 e outubro de 2025.

A proposta promovida por Tábata defende que o Brasil adote a definição de “antissemitismo” defendida pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), com a desculpa de combater o racismo e proteger as instituições judaicas.

No entanto, entre os argumentos pelos quais o CNDH defendeu a rejeição do projeto está uma lista de exemplos factuais sobre a aplicação da definição da IHRA em diferentes países, mostrando que, em muitos casos, essa medida resultou em perseguição judicial a figuras críticas ao sionismo e denunciantes de crimes contra os direitos humanos cometidos por Israel.

Tal conceitualização também é criticada por entidades que lutam pelos direitos humanos dos palestinos no Brasil, e atuam denunciando as violações cometidas por Tel Aviv em Gaza e na Cisjordânia.

Entre essas entidades está a Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), que apelidou o projeto da deputada paulistana como “Lei da Mordaça Sionista” – em referência à ideologia sionista, o ultranacionalismo israelense, que orienta o governo do premiê Benjamin Netanyahu.

De acordo com a entidade, o PL 1424/2026 restringe a liberdade de expressão e censura vozes críticas ao governo de Israel – argumento similar ao exibido no parecer do CNDH.

Vale lembrar que o CNDH é um órgão ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. O parecer contrário ao projeto de lei de Tábata Amaral deve ser encaminhado ao Congresso Nacional.

*Opera Mundi


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Política

Michelle dá um perdido em Flavio Bolsonaro: ‘No momento certo, eu o apoiarei’

Michelle ignora solenemente a campanha de Flavio Bolsonaro e frustra os estrategistas que queriam usá-la para atrair o eleitorado feminino.

No bom português, deu um chocolate amargo com pimenta para o clã, deixando claro que a república da milícia não pode contar com a figuraça que, segundo Mauro Cid, tem um passado podre, dando uma visão geral que, desde já, Michelle está de costas para Flavio e, consequentemente, para o maridão, Jair Bolsonaro.

O filho mais velho de Jair não pode contar com a ex-primeira dama do genocida.

Flavio, que despenca como paraquedista sem paraquedas, direto para se esborrachar no chão, numa velocidade supersônica, não pode contar com os cabelos de Michelle para se agarrar ao eleitorado feminino, muito menos mostra sinal de resgate de um eleitorado que quer cada vez mais distância do 01.

Falando em distância, o senador Girão meteu-lhe um alinha de impedimento dando um passo largo para frente, dizendo que não há como defender o rei do chocolate, afinal, a delação que o brasileiro viu, foi exercida pelo próprio Flavio contra si no vazamento do áudio caça-níquel com Daniel Vorcaro do Banco Master.

A essa altura dos fatos, além da repercussão das tarifas de Trump contra o Brasil, a entrega do Pix do pela-saco Eduardo ao laranjão americano, a cúpula sabe que os caminhos tortuosos que trilhou junto com Claudio Castro, seu office boy, ainda dará muita lã para o novelo do histórico de crimes do rei das mansões hollywoodianas.

De nada adianta a censura que Jair Bolsonaro, através de Nunes Marques, impôs sobre a pesquisa Atlas/Intel, porque a dispersão dos “fieis”, em busca de salvar a própria pele ainda mais de uma família de traidores, é inevitável, melhor dizendo, incondicional.

Na verdade, é onde Flavio está sofrendo com seus principais carrascos fantasiados de aliados.


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Política

Lei do silêncio de Nunes Marques para esquisas que detonam Flavio Bolsonaro, não mudará o destino de sua derrocada eleitoral

O próprio presidente do Instituto de pesquisas, Atlas/Intel, Andrei Roman, disse que não há reparo possível na campanha de Flavio Bolsonaro que o faça ser um candidato da direita competitivo, declarando que ele já está derrotado, em entrevista com William Waack.

Nós que achávamos que o filhote do genocida estava à beira do barranco, deparamo-nos com um experiente presidente do instituto de pesquisas, que atende vários países, dizendo textualmente que “a direita terá que escolher entre Caiado e Zema, porque Flavio agora é carta fora do baralho”.

Ou seja, ou a direita faz uma limpeza profunda para verificação de uma porta de segurança, do contrário, a direita terá o triplo de risco de ver Lula bombando e vencendo a eleição já no primeiro turno, sem dizer que, no radar da PF, há uma investigação que desembocará na formação de um tsunami ainda mais arrasador para todo o clã Bolsonaro.

As notícias são péssimas e ficam piores a cada dia para Flavio Bolsonaro e sua gangue.

A advertência de Andrei Roman tem um custo de realidade em que o cenário eleitoral no Brasil nunca esteve tão trágico para a direita.

Essa censura inútil de Nunes Marques, obecendo o seu patrão, é somente mais um tiro no pé na campanha do rei da milísica carioca.


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Pesquisa

Quaest: Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno

Na simulação de 1º turno, o atual presidente chega a 10 pontos de vantagem sobre o presidenciável do PL

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) indica que o presidente Lula aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno das eleições presidenciais. Segundo o levantamento, Lula registra 44% das intenções de voto, enquanto o parlamentar alcança 38%.

O resultado representa uma mudança em relação aos levantamentos anteriores. Em maio, Lula aparecia com 42%, contra 41% de Flávio. Já em abril, o senador tinha vantagem numérica, com 42% ante 40% do presidente. Em março, ambos registravam 41%, configurando empate.

Com os números atuais, Lula passa a abrir uma vantagem de seis pontos percentuais sobre o adversário, encerrando uma sequência de pesquisas marcadas por empate técnico ou diferenças mínimas entre os dois.

A pesquisa mostra o presidente Lula na liderança das intenções de voto para o primeiro turno da eleição presidencial, com 39%. O senador Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 29%.

No levantamento anterior da Quaest, divulgado em maio, Lula também aparecia com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 33%.

Naquele momento, o cenário pesquisado incluía 10 pré-candidatos. Agora, a pesquisa considera 13 nomes na disputa.

Na sequência do levantamento, surgem o fundador do MBL Renan Santos (Missão) e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 3% das intenções de voto.

O deputado federal Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador Romeu Zema (Novo) registram 2% cada.

Esta foi a primeira vez que a Quaest incluiu os nomes de Aécio Neves e Joaquim Barbosa entre os possíveis candidatos à Presidência.

Aécio, que disputou o Planalto em 2014 e foi derrotado por Dilma Rousseff, volta a ser testado como opção do PSDB. Já Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), aparece como possível candidato do Democracia Cristã, substituindo o nome de Aldo Rebelo nas simulações do instituto.

Metodologia
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.

*ICL


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Política

Ministros do TSE detonam Nunes Marques por censurar pesquisa para ajudar Flávio

A decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, de suspender a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg provocou divergências dentro da corte. Segundo o Estadão, ao menos dois magistrados reclamaram da liminar que interrompeu a circulação do levantamento que apontava queda de seis pontos percentuais nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL).

O caso será analisado pelo plenário do TSE ainda nesta semana. A expectativa é que a decisão sirva de referência para futuras disputas envolvendo pesquisas eleitorais e candidaturas durante a campanha de 2026.

Um terceiro ministro, ouvido sob reserva, afirmou não ver problemas na medida adotada pelo presidente da corte. Nos bastidores, integrantes do tribunal lembram que uma resolução aprovada pelo próprio TSE em 2024 estabelece que alegações de deficiência técnica ou manipulação de pesquisas devem ser acompanhadas por elementos de prova ou por pedido formal para produção de laudo técnico.

Segundo um dos ministros, a ausência desse tipo de comprovação torna a liminar questionável. O mesmo magistrado afirmou que a decisão é “muito preocupante” e declarou que o instituto responsável pelo levantamento é reconhecido no mercado e atende às exigências previstas na legislação eleitoral. A avaliação ocorre enquanto o tribunal discute os limites para contestação judicial de pesquisas registradas.

A ação que resultou na suspensão foi apresentada pelo Partido Liberal, que contestou a metodologia utilizada pela AtlasIntel. A legenda argumentou que a formulação das perguntas poderia influenciar as respostas dos entrevistados e causar prejuízo à imagem de Flávio Bolsonaro.

Ao conceder a liminar, Nunes Marques afirmou que havia indícios de comprometimento metodológico. Segundo o ministro, os elementos apresentados levantavam dúvidas sobre a regularidade da pesquisa e indicavam possível “contaminação das respostas”.

“Nos elementos trazidos aos autos após manifestação da representada reforçam, em juízo de cognição sumária, os indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada, inclusive no cotejo com o questionários de outras pesquisas registradas no TSE pela mesma empresa”, escreveu o magistrado na decisão.

Aliados de Nunes Marques avaliam que a liminar poderá ser mantida pelo plenário do TSE. De acordo com o DCM, caso isso ocorra, a tendência é que a discussão seja levada ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde poderá haver nova análise sobre a validade da suspensão e os critérios para contestação de pesquisas eleitorais.


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Política

Nunes Marques mudou regra do TSE para censurar pesquisa um dia após Flávio Bolsonaro entrar com ação

Menos de 10 dias após assumir a Presidência do TSE, Nunes Marques mudou as regras e assumiu, em lugar de Estela Aranha, a relatoria da ação proposta por Flávio Bolsonaro para censurar pesquisa que mostrava derretimento da pré-candidatura após áudio com Vorcaro. Entenda.

Alçado à Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com André Mendonça como vice, em 12 de maio, o ministro Kássio Nunes Marques fez uma dobradinha e mudou o regramento da corte para beneficiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) menos de 10 dias depois, na primeira representação sobre propaganda eleitoral irregular de um pré-candidato à Presidência em sua gestão.

A defesa de Flávio Bolsonaro (PL) entrou com representação no dia 19 de maio contra o Instituto AtlasIntel, no mesmo dia em que pesquisa mostrou sua pré-candidatura derretendo sob efeito do áudio e das mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, revelados pelo site The Intercept no dia 13 do mesmo mês.

A jogada ensaiada, que passou pelo ecossistema bolsonarista, começou no dia anterior, quando Cláudio Dantas divulgou uma fake News em seu site dizendo que a “AtlasIntel reproduz áudio de Flávio em pesquisa eleitoral”.

Prontamente, Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, explicou que o áudio foi “reproduzido depois da conclusão do questionário da pesquisa e portanto não tem nenhum impacto sobre os cenários eleitorais”

“A ideia é entender em tempo real o impacto do áudio sobre a percepção do eleitorado, com segmentação demográfica. AtlasIntel sempre mantém uma postura imparcial, que caracteriza nosso trabalho não apenas no Brasil mas a nível global”, explicou Roman no mesmo dia 18.

No entanto, Dantas havia comunicado o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN), que já antecipou, antes mesmo da divulgação da pesquisa, que iria “entrar com uma ação pedindo multa ao instituto que está fazendo uma indução negativa da pesquisa, para que isso não se repita”.

Protocolo no TSE
Assim que a pesquisa foi divulgada, confirmando o derretimento imprescindível de Flávio Bolsonaro nas pesquisas em razão do envolvimento fisiológico no escândalo do Banco Master, advogados que atuam na pré-campanha protocolaram a representação pedindo censura aos dados – somente entre evangélicos, a queda foi de 15 pontos, revelando o estrago. A ação foi direcionada a Nunes Marques.

No entanto, por se tratar de um processo de suposta “propaganda eleitoral”, a ação foi distribuída para ser relatada pela ministra Estela Aranha. Indicada por Lula para a corte eleitoral em razão do conhecimento em direito digital e fake news, Estela Aranha foi designada pela ex-presidente, Cármen Lúcia, como relatora natural das ações sobre propaganda eleitoral.

No entanto, menos de 24 horas depois, em 20 de maio, Nunes Marques editou uma portaria para designar, além da ministra, ele próprio e André Mendonça como possíveis relatores de ações sobre propagandas eleitorais.

A portaria nº 235, de 20 de Maio de 2026, foi a primeira mudança determinada por Nunes Marques, que determinou a designação “para exercer as funções de juiz auxiliar da propaganda eleitoral, além da Ministra Estela Aranha, anteriormente designada, e da Presidência que também participará da distribuição”, o “ministro Vice-Presidente André Luiz de Almeida Mendonça”.

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Nunes Marques ainda resolveu dar efeito retroativo à nova regra e tirou Estela Aranha da relatoria da ação protocolada por Flávio Bolsonaro. A representação foi sorteada entre os três e o próprio presidente do TSE ganhou a disputa, passando a relatar o caso a partir de então.

Em nota, o TSE confirmou a mudança da regra anterior e confirmou que Nunes Marques seria o relator do caso.

“A partir da chegada de uma petição endereçada à Presidência no processo sobre a pesquisa Atlas, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, analisou a distribuição dos casos sobre propaganda e designou os ministros que ficarão responsáveis por examinar ações nas eleições de 2026: o presidente, o vice André Mendonça e a ministra Estela Aranha. Houve a decisão de redistribuição do pedido do PL aos três, e a relatoria ficou com o presidente da Corte”, confirmou a assessoria à época.

O resultado foi visto nesta segunda-feira (8), quando Nunes Marques decidiu, em decisão monocrática, censurar a pesquisa em regime de urgência, atendendo ao pedido de Flávio Bolsonaro.

Tentativa de inibição
Na decisão, Nunes Marques busca inibir a análise das pesquisas que são feitas pelos diretores dos institutos ao citar uma entrevista de Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, à CNN Brasil para justificar a censura.

Segundo o presidente do TSE, ao comentar as trocas de mensagens de Flávio Bolsonaro com Vorcaro, Roman teria reconhecido “o viés
político do conteúdo submetido aos entrevistados e externou juízo valorativo acerca do potencial de desgaste eleitoral do pré-candidato mencionado na representação”.

“Na ocasião, afirmou que o áudio envolvendo Flávio Bolsonaro seria “muito problemático para a imagem” do pré-candidato e revelaria “fatos extremamente graves”, capazes de comprometer “a viabilidade dele neste ciclo eleitoral e a permanência dele na corrida”, defendendo, ainda, a formulação das perguntas que associavam grupos políticos ao denominado “esquema de fraudes financeiras do Banco Master”, diz na decisão.

De acordo com Nunes Marques, a análise de Roman “corrobora os argumentos deduzidos” na ação movida por Flávio Bolsonaro.

A decisão monocrática atendeu a um pedido do Partido Liberal, que alegou indução de entrevistados, e proibiu o instituto de divulgar, impulsionar ou republicar o levantamento até nova deliberação da Corte.

O caso ainda precisa ser analisada pelos outros ministros e o plenário do TSE deve julgar o caso nesta terça-feira (9). O resultado é aguardado como uma prévia do perfil que a nova composição da Corte adotará ao longo do processo eleitoral.

Quem é Estela Aranha
Quando assumiu uma cadeira no Tribunal Superior Eleitoral em 1º de agosto de 2025, indicada pelo presidente Lula, a ministra Estela Aranha já carregava um currículo incomum para os padrões da Justiça Eleitoral.

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Advogada especializada em direitos digitais, proteção de dados e regulação de plataformas, ela construiu sua trajetória profissional muito mais próxima dos debates sobre tecnologia, desinformação e inteligência artificial do que dos tradicionais corredores do direito eleitoral. Foi justamente essa especialização que a transformou em uma das principais referências do país no enfrentamento à manipulação informacional nas redes.

A projeção nacional veio durante o terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva. No Ministério da Justiça, sob o comando de Flávio Dino, Estela assumiu papel central na formulação das políticas públicas voltadas ao combate à desinformação, aos discursos de ódio e à violência digital.

Foi a primeira titular da Secretaria de Direitos Digitais, criada em meio ao debate sobre a responsabilização das plataformas e à necessidade de respostas institucionais após os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Seu trabalho a colocou no centro das negociações entre o governo brasileiro e as gigantes da tecnologia, tornando-a uma das vozes mais influentes do país na discussão sobre regulação das redes sociais.

A chegada de Estela ao TSE ocorreu justamente quando a Justiça Eleitoral passou a encarar um novo campo de batalha. Se nas eleições anteriores a preocupação era o disparo em massa de mensagens e a disseminação de fake news, o pleito de 2026 passou a ser marcado pelo avanço da inteligência artificial, da manipulação audiovisual e das campanhas digitais altamente segmentadas.

Nesse contexto, sua presença na Corte foi interpretada como uma aposta na especialização técnica para enfrentar os desafios da era digital. Não por acaso, tornou-se uma das magistradas mais acionadas em processos envolvendo propaganda eleitoral na internet, desinformação e uso de tecnologias emergentes na disputa política, transformando-se em personagem central de uma das frentes mais sensíveis da democracia brasileira contemporânea.

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