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Política

Milei é denunciado na Argentina por usar dinheiro público em apoio a Flávio Bolsonaro

Presidente argentino é alvo de denúncia e críticas por usar recursos do Estado em ato do PL; liberal inicia agenda para fortalecer articulação da extrema direita na América do Sul

A participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência do Brasil ultrapassou a esfera política e passou a produzir efeitos também na Justiça argentina. Dois advogados protocolaram uma denúncia criminal acusando o mandatário de utilizar recursos públicos para participar de um ato eleitoral em outro país, o que, segundo eles, configuraria desvio de finalidade e malversação de verbas estatais.

A ação foi apresentada pelos advogados José Magioncalda e Juan Martín Fazio. Eles sustentam que Milei empregou o avião presidencial, estrutura de segurança, comitiva oficial e demais recursos do Estado argentino para comparecer a um evento partidário destinado a impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Na avaliação dos denunciantes, bens e recursos públicos não poderiam ser utilizados para favorecer interesses político-eleitorais fora do território argentino.

A denúncia afirma ainda que a viagem extrapolou as atribuições institucionais do presidente argentino e teria provocado desgaste diplomático entre Buenos Aires e Brasília. Durante o evento do PL, Milei fez ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, aprofundando a crise entre os dois governos.

Segundo os autores da ação, cabe à Justiça argentina apurar os custos da viagem, o emprego da aeronave presidencial, das equipes de apoio e dos demais recursos públicos mobilizados para a agenda no Brasil. Eles pedem que seja investigado se houve violação das normas que disciplinam o uso do patrimônio estatal por autoridades públicas.

A presença de Milei na campanha de Flávio Bolsonaro provocou forte repercussão política em ambos os países. No Brasil, o episódio alimentou críticas de adversários do senador, que classificaram a participação do presidente argentino como uma tentativa de interferência nas eleições brasileiras. Na Argentina, opositores acusam Milei de priorizar disputas ideológicas internacionais enquanto o país enfrenta dificuldades econômicas e sociais.

Até o momento, a denúncia representa o início de um procedimento e não implica condenação ou reconhecimento de culpa. Caberá às autoridades judiciais argentinas decidir se a representação reúne elementos suficientes para dar prosseguimento à investigação.


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Pesquisa

O estado que humilha Flávio Bolsonaro e Lula vence de lavada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com ampla vantagem a disputa presidencial em Pernambuco, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (28). Lula aparece com 55% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 21%. A diferença entre os dois chega a 34 pontos percentuais no estado natal do presidente.

Na sequência aparecem Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), ambos com 2%. Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 1% cada. Outros candidatos não pontuaram. Os indecisos representam 8% dos entrevistados, enquanto 10% afirmam que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer.

A vantagem de Lula aumenta nas simulações de segundo turno. Contra Flávio Bolsonaro, o petista marca 58%, ante 24% do senador. Em um confronto com Ronaldo Caiado, Lula também aparece com 58%, enquanto o governador de Goiás fica com 16%. Contra Romeu Zema, o presidente alcança 60% e o mineiro, 15%. Já diante de Renan Santos, o placar é de 59% a 15%.

O levantamento mostra ainda que o voto presidencial está bastante consolidado no estado. Para 69% dos pernambucanos entrevistados, a escolha para presidente já é definitiva. Outros 30% afirmam que ainda podem mudar de candidato. Em abril, 44% diziam admitir uma mudança de voto.

A rejeição também evidencia a dificuldade enfrentada por Flávio Bolsonaro em Pernambuco. Segundo a Quaest, 67% dos entrevistados afirmam conhecer o senador e não votar nele, ante 63% na pesquisa anterior. Lula tem rejeição de 37%. Ao mesmo tempo, 61% dos eleitores pernambucanos aprovam o governo federal, enquanto 34% desaprovam.

O cenário presidencial ocorre em meio a uma disputa estadual acirrada. Raquel Lyra (PSD) aparece com 43% das intenções de voto para o governo de Pernambuco e João Campos (PSB), com 37%. Embora o PSD tenha Ronaldo Caiado como candidato ao Planalto, Raquel mantém uma relação próxima com o governo federal e procura destacar parcerias administrativas com Lula. DCM.


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Pesquisa

Datafolha mostra que Flávio Bolsonaro mantém dificuldade para conquistar o voto feminino

A mais recente pesquisa Datafolha confirma que um dos principais desafios da candidatura de Flávio Bolsonaro continua sendo o eleitorado feminino. Segundo o levantamento, no cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a diferença entre os dois entre as mulheres permanece significativamente maior do que a registrada no eleitorado masculino.

Na pesquisa realizada em junho, Lula aparecia com uma vantagem de 15 pontos percentuais entre as eleitoras, evidenciando uma resistência persistente ao candidato do PL nesse segmento. O novo levantamento indica que esse quadro não sofreu mudanças relevantes, reforçando que Flávio ainda não conseguiu reduzir a distância entre as mulheres.

O eleitorado feminino representa cerca de 53% dos votantes brasileiros, tornando-se decisivo em qualquer eleição presidencial. Analistas políticos avaliam que a dificuldade de Flávio nesse grupo limita seu potencial de crescimento, mesmo quando mantém desempenho competitivo entre os homens e entre eleitores mais identificados com a direita.

A pesquisa Datafolha divulgada na última semana mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro por 48% a 43% em um eventual segundo turno, resultado praticamente estável em relação ao levantamento anterior. A persistência da vantagem do presidente está diretamente associada ao desempenho superior entre as mulheres, segmento no qual o petista mantém uma vantagem mais ampla.

50% das mulheres dizem que não votariam em Flávio de jeito nenhum no primeiro turno. No caso de segundo turno entre Lula e Flávio, 50% das mulheres dizem que votarão em Lula 40%, no Flavio.

Especialistas apontam que o desgaste histórico do bolsonarismo junto ao eleitorado feminino, intensificado por declarações controversas ao longo dos últimos anos e por conflitos internos envolvendo lideranças do próprio grupo político, continua dificultando a ampliação da candidatura de Flávio nesse público. A ausência de uma recuperação consistente entre as mulheres é vista como um dos principais obstáculos para que o senador consiga transformar a disputa em um cenário mais favorável.

As mulheres apresentam maior aversão a discursos políticos agressivos e à percepção de conflito permanente, características frequentemente associadas ao estilo político do bolsonarismo.

Com a campanha entrando em sua fase decisiva, a capacidade de reduzir essa diferença poderá ser determinante para o desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro. Até o momento, porém, os números do Datafolha indicam que a resistência feminina permanece como uma barreira relevante para sua candidatura.


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Política

Sob Tarcísio, população em situação de rua praticamente dobra em São Paulo

Explosão da população em situação de rua expõe também o fracasso social na gestão Tarcísio

Na capital, o número ultrapassa 96 mil pessoas e mais de 143 mil em todo o estado, conforme dados oficiais recentes. O total representa cerca de 27% de todas as pessoas sem teto no Brasil.

O crescimento acelerado da população em situação de rua em São Paulo tornou-se um dos mais contundentes retratos da crise social enfrentada pelo estado. Dados recentes mostram que o número de pessoas vivendo nas ruas praticamente dobrou durante a gestão de Tarcísio de Freitas, evidenciando que o problema está longe de ser resolvido, como prometeu o governador A ausência de uma política pública robusta de prevenção, acolhimento e reinserção social tem agravado um cenário que já era preocupante.

A realidade é visível nas ruas da capital e de diversas cidades do interior. Barracas improvisadas, ocupação de praças, viadutos e calçadas passaram a fazer parte da paisagem urbana, enquanto cresce também a demanda por alimentação, atendimento médico, assistência social e moradia. Organizações que atuam diretamente com essa população relatam aumento constante na procura por ajuda, ao mesmo tempo em que denunciam insuficiência da rede de atendimento.

Especialistas apontam que o fenômeno resulta da combinação de fatores como desemprego, perda de renda, aumento do custo da moradia, dependência química, problemas de saúde mental e rompimento de vínculos familiares. Diante desse quadro complexo, políticas centradas apenas na retirada de pessoas das ruas ou em ações pontuais tendem a produzir resultados limitados, sem enfrentar as causas estruturais da exclusão.

Críticos da administração de Tarcísio afirmam que faltou prioridade política para enfrentar a questão. Em vez de ampliar programas de habitação social, atendimento multidisciplinar e reinserção no mercado de trabalho, o governo teria concentrado esforços em medidas de impacto imediato, incapazes de alterar a trajetória de crescimento da população em situação de rua.

O aumento desse contingente representa não apenas um drama humanitário, mas também um indicador do enfraquecimento das políticas de proteção social. Quando milhares de pessoas passam a viver sem acesso à moradia, alimentação adequada e serviços básicos, evidencia-se uma falha coletiva do poder público em garantir direitos fundamentais previstos na Constituição.

Mais do que números, a expansão da população em situação de rua revela histórias de perda, vulnerabilidade e abandono. Enfrentar esse desafio exige planejamento, investimento contínuo e integração entre políticas de assistência social, saúde, emprego e habitação. Sem uma estratégia consistente, a tendência é que o problema continue crescendo, aprofundando a desigualdade e tornando cada vez mais difícil a reconstrução da dignidade dessas pessoas.


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Mundo

Explodem casos de suicídio na falida Argentina de Milei

Saúde mental entra em colapso na Argentina sob Milei e casos de suicídio disparam

A crise social provocada pelo duro ajuste econômico implementado pelo governo de Javier Milei começa a revelar um de seus efeitos mais dramáticos: o agravamento da saúde mental da população. Dados oficiais argentinos apontam um aumento expressivo das tentativas e dos casos de suicídio, em meio ao desemprego, à perda do poder de compra, ao fechamento de serviços públicos e ao crescimento da insegurança econômica.

Segundo o Boletim Epidemiológico Nacional da Argentina, somente até 31 de outubro de 2025 foram registradas 11.799 tentativas de suicídio, uma média superior a 33 ocorrências por dia. O próprio boletim classificou o suicídio como um problema prioritário de saúde pública e reforçou que a maioria desses casos poderia ser evitada com políticas adequadas de prevenção e assistência.

Especialistas em saúde mental alertam que crises econômicas prolongadas costumam estar associadas ao aumento de depressão, ansiedade e comportamento suicida, sobretudo quando são acompanhadas pela redução da proteção social. Na Argentina, o ajuste fiscal promovido pelo governo Milei coincidiu com cortes de gastos públicos e um ambiente de forte instabilidade para milhões de famílias.

Profissionais da área afirmam que o contexto de deterioração das condições de vida e de sofrimento psicológico constitui um fator de risco importante. O aumento das notificações levou autoridades sanitárias e organizações sociais a defenderem maior investimento em prevenção, atendimento psicológico e fortalecimento da rede pública de saúde mental.


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Pesquisa

Pesquisa Nexus/BTG: Lula amplia vantagem para 9 pontos no 1º turno

Presidente lidera entre mulheres, nordestinos e mais pobres; Flávio Bolsonaro mantém rejeição de 50%, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira

A nova rodada da pesquisa Nexus/BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira (27), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua liderança na disputa pelo primeiro turno das eleições de 2026. No cenário estimulado, o petista alcançou 42% das intenções de voto, frente a 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Com esse resultado, a diferença entre os dois principais concorrentes, que era de seis pontos percentuais no levantamento anterior realizado em 13 de julho, subiu para nove pontos.

O levantamento estatístico entrevistou 2.004 eleitores por telefone entre os dias 24 e 26 de julho. A pesquisa apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está devidamente cadastrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o registro BR-01489/2026.

Na comparação em um intervalo de 15 dias, a evolução das intenções de voto mostra que Lula cresceu de 40% para 42%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou negativamente de 34% para 33%. Os demais pré-candidatos testados mantiveram pontuações em patamares reduzidos: Ronaldo Caiado (PSD) registrou 6%, seguido por Renan Santos (Missão) com 5%, Romeu Zema (Novo) com 3%, Augusto Cury (Avante) com 2% e Cabo Daciolo (Mobiliza) acumulando 1%.

Rejeição dos pré-candidatos

Além do cenário de intenção de voto, os dados sobre a rejeição aos nomes apresentados permanecem como um dos recortes mais relevantes do levantamento. Exatamente metade dos entrevistados, somando 50%, declarou que não votaria de jeito nenhum no senador Flávio Bolsonaro, mantendo o mesmo patamar apurado na rodada anterior da pesquisa. Por outro lado, a taxa de rejeição ao presidente Lula passou de 46% para 48%. Apesar da leve variação dentro da margem de erro, o chefe do Executivo permanece com índice de rejeição inferior ao do principal pré-candidato do bloco da extrema direita.

Leia mais: Datafolha: Lula mantém boa vantagem sobre Flávio Bolsonaro nos dois turnos

Bases de sustentação e aspectos regionais

A análise dos dados por recortes sociodemográficos detalha onde se concentram os principais apoios do eleitorado. A liderança do presidente Lula é sustentada por vantagem expressiva entre o eleitorado feminino (47% a 28%), na parcela da população com renda familiar de até um salário mínimo (58% a 24%) e entre as pessoas com ensino fundamental completo ou incompleto (53% a 29%). O petista também apresenta desempenho superior no segmento de eleitores com mais de 60 anos (54% a 29%) e entre os católicos (49% a 27%).

Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro apresenta melhores percentuais de preferência entre o eleitorado masculino (39% a 37%), entre cidadãos com ensino médio (39% a 35%) e, de maneira destacada, junto ao público evangélico, onde marca 50% contra 28% atribuídos a Lula.

A divisão geográfica das intenções de voto expõe o quadro de polarização regional no país. Na região Nordeste, Lula mantém larga vantagem ao somar 57% das preferências ante 24% atribuídos a Flávio Bolsonaro. No Sudeste, o presidente lidera com 41% contra 32% do senador. Já na região Sul, o parlamentar do PL aparece na frente com 47% das intenções de voto contra 31% do petista, enquanto no agrupamento Norte e Centro-Oeste o senador registra 39% frente a 33% de Lula.

Simulações para o segundo turno

Em um eventual cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa indica Lula registrando 47% das intenções de voto e o senador somando 43%. Na comparação com o levantamento de 13 de julho, quando o placar marcava 47% a 44%, Flávio caiu um ponto para baixo.

O detalhamento do segundo turno reproduz dinâmicas semelhantes às observadas no primeiro turno. Lula vence com folga entre as mulheres (54% a 36%), no Nordeste (62% a 30%) e no segmento de menor renda, onde chega a 62% contra 28% de Flávio na faixa de até um salário mínimo. Já o senador do PL lidera entre homens (50% a 41%), no Sul (57% a 36%) e entre os eleitores evangélicos (62% a 30%). Nas outras hipóteses de segundo turno testadas, Lula figura numericamente à frente de Ronaldo Caiado (45% a 43%), Romeu Zema (46% a 42%) e Renan Santos (47% a 39%).

Avaliação da gestão federal

O levantamento mensurou ainda a percepção pública sobre a atuação do governo federal. A aprovação da gestão Lula registrou 47%, enquanto a desaprovação ficou em 49%. Na avaliação qualitativa do governo, 36% dos entrevistados classificam a administração como ótima ou boa, 20% a avaliam como regular e 43% a consideram ruim ou péssima. A aprovação é mais expressiva no Nordeste e na faixa de renda de até um salário mínimo, ambas com 62%, ao passo que a desaprovação atinge seus maiores índices na região Sul, com 64%, e nas parcelas de maior poder aquisitivo.

A captação desses dados ocorreu poucos dias após o anúncio do novo tarifaço promovido pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Mesmo diante desse contexto internacional, o levantamento indica consolidação da vantagem de Lula na corrida presencial, ancorada nos segmentos populares e regionais que compõem sua base histórica de apoio. Vermelho.


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Política

Ex-ministro do TSE vê indícios de crime eleitoral em convenção do PL com Milei e IA de Bolsonaro

Convenção do PL com Milei e Bolsonaro por IA entra na mira da Justiça Eleitoral

A participação do presidente argentino Javier Milei e a utilização de uma imagem gerada por inteligência artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a convenção nacional do PL passaram a ser alvo de questionamentos jurídicos. Segundo um ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há indícios de possíveis irregularidades que podem caracterizar crime eleitoral ou abuso de poder político e econômico, dependendo da apuração dos fatos e das circunstâncias em que os episódios ocorreram.

A avaliação é de que a presença de uma autoridade estrangeira em um evento de natureza eminentemente eleitoral, associada ao uso de recursos tecnológicos para inserir virtualmente um líder político impedido de participar presencialmente, levanta dúvidas sobre os limites impostos pela legislação eleitoral brasileira. Especialistas destacam que a Justiça Eleitoral costuma analisar não apenas atos isolados, mas também o contexto, o alcance da divulgação e o eventual benefício obtido por candidaturas.

No caso da inteligência artificial, o uso de imagens sintéticas em campanhas tornou-se um dos principais desafios das eleições contemporâneas. A legislação brasileira exige transparência quanto ao emprego desse tipo de tecnologia, justamente para evitar que o eleitor seja induzido a erro ou que conteúdos artificiais sejam apresentados como autênticos.

Já a participação de Milei reacendeu o debate sobre a influência de agentes estrangeiros no processo político brasileiro. Embora manifestações públicas de líderes internacionais não sejam, por si só, proibidas, sua presença em atos de campanha pode ser analisada à luz das normas que protegem a soberania do processo eleitoral e vedam práticas capazes de desequilibrar a disputa.

As declarações do ex-ministro não representam um julgamento definitivo, mas indicam que os fatos, caso sejam formalmente levados à Justiça Eleitoral, poderão ser examinados para verificar eventual violação da legislação. Caberá ao Ministério Público Eleitoral e, posteriormente, ao TSE, avaliar se há elementos suficientes para a abertura de investigação e eventual responsabilização dos envolvidos.


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Brasil Mundo

Flavio é apoiado por Trump? Lula tem apoio de Xi Jinping

Xi Jinping reafirma apoio ao Brasil e endurece discurso contra ingerência dos EUA e destaca a soberania brasileira

A China elevou o tom em defesa do Brasil diante das recentes tensões com os Estados Unidos. Em conversa telefônica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que Pequim apoia o Brasil na defesa de sua soberania e independência e se opõe a qualquer forma de “interferência externa”, em uma declaração amplamente interpretada como um recado direto a Washington.

Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, Xi destacou que a China considera o Brasil um parceiro estratégico de peso e está disposta a ampliar a coordenação política entre os dois países em temas bilaterais e multilaterais. O líder chinês também manifestou apoio ao papel brasileiro na promoção da paz e da estabilidade regional e global.

Do lado brasileiro, Lula informou que a conversa, que durou mais de uma hora, tratou do fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países, da ampliação da cooperação em áreas como inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes, além da aceleração das negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e a China.

A manifestação de Xi ocorre em um contexto de crescente atrito entre Brasília e Washington, marcado por disputas comerciais e diplomáticas. Ao reiterar seu apoio à soberania brasileira e condenar “interferências externas”, Pequim reforça sua aproximação com o governo Lula e sinaliza disposição para aprofundar a parceria com o Brasil em um cenário internacional cada vez mais polarizado.

A disputa política brasileira passou a refletir, cada vez mais, alinhamentos internacionais. De um lado, Flávio Bolsonaro procura associar sua imagem ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apostando na afinidade ideológica construída pelo bolsonarismo com o movimento trumpista. De outro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforça a relação estratégica com a China diante das pressões dos EUA.


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Política

Ser de direita aos 20 anos, é ser alienado, aos 30 anos, patético, a partir dos 40, um idiota completo

Quando a idade deixa de ser desculpa

Há quem diga que ser de direita aos 20 anos é apenas um reflexo da inexperiência. Nessa fase da vida, é comum que convicções políticas sejam moldadas mais por slogans, redes sociais e discursos simplificados do que por uma compreensão mais profunda da realidade. A alienação, nesse contexto, pode ser fruto da falta de vivência ou de inteligência.

Aos 30 anos, porém, a situação muda. Espera-se que a experiência profissional, o contato com diferentes realidades e a maturidade intelectual tenham ampliado a capacidade de análise. Permanecer preso a discursos rasos, que ignoram desigualdades, negam evidências ou transformam preconceitos em programa político, torna-se algo difícil de justificar. O que antes podia ser ingenuidade passa a soar como uma escolha consciente de ignorar a complexidade do mundo.

Depois dos 40 anos, quando a vida já ofereceu oportunidades suficientes para aprender com a história, compreender o funcionamento das instituições e reconhecer os efeitos concretos de determinadas políticas, insistir em posições sustentadas por desinformação, fanatismo ou culto à personalidade, revela, no mínimo, uma profunda recusa ao pensamento crítico. Não se trata apenas de uma divergência ideológica, mas da opção por fechar os olhos para fatos, evidências e consequências.

Naturalmente, a inteligência e a capacidade de reflexão apontam sim para uma corrente política específica. O verdadeiro problema, além de estar à direita, é abrir mão do senso crítico, da honestidade intelectual e da disposição para rever as próprias convicções diante da realidade.

A maturidade deveria ampliar a capacidade de compreender o mundo, não estreitá-la. Quando isso não acontece, a idade deixa de ser justificativa e passa a evidenciar uma escolha, a de ser de direita.


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Política

Milei veio ao Brasil servir de mata-burro da campanha de Flavio

Milei cruzou a fronteira para servir de escada à campanha de Flávio Bolsonaro

Para quem levou seu povo a comer carne de burro, derrubar mais um como o Flavio, é fácil.

A passagem do presidente argentino Javier Milei pelo Brasil teve um objetivo que extrapolou em muito a agenda diplomática. Ao escolher participar de um evento de caráter eminentemente político, Milei acabou assumindo o papel de “mata-burro” da campanha de Flávio Bolsonaro: uma tentativa de criar impacto midiático e mobilizar a militância, mas que dificilmente amplia o apoio eleitoral para além do núcleo já convencido.

Em vez de fortalecer a candidatura de Flávio, a presença do argentino reforçou a percepção de que o bolsonarismo continua dependente de figuras estrangeiras e de pautas importadas para tentar recuperar protagonismo. Em um momento em que os eleitores brasileiros estão mais preocupados com questões como a que o Brasil siga no compasso de crescimento, estabilidade da economia e pleno emprego, a aposta em um espetáculo ideológico cai no ridículo, sem falar nas ofensas de Milei ao judiciário braileiro, isso dentro do Brasil.

Milei também assumiu um risco político considerável. Ao se envolver diretamente em uma disputa eleitoral brasileira, rompeu com a tradição de prudência esperada nas relações entre chefes de Estado. O gesto inevitavelmente produz desgaste diplomático e alimenta tensões desnecessárias entre dois países que possuem uma das mais importantes relações econômicas da América do Sul.

Para Flávio Bolsonaro, o cálculo parece claro: transformar o apoio de Milei em um símbolo de resistência da direita internacional. O problema é que símbolos não substituem propostas, nem resolvem dificuldades de uma campanha que enfrenta questionamentos políticos e obstáculos para ampliar sua base de apoio.

No fim das contas, a visita serviu mais para produzir imagens e manchetes do que para alterar o cenário eleitoral. Se havia a expectativa de que Milei funcionasse como um grande cabo eleitoral, o efeito pode ter sido o oposto, o de reforçar a narrativa de que a candidatura de Flávio ainda depende mais do prestígio alheio do que da própria capacidade de convencer o eleitor brasileiro.


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