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Vídeo: Joice Hasselmann vence Michelle Bolsonaro na Justiça e manda: ‘Tadinha!”

A juíza Vivian Lins, da 17ª Vara Cível de Brasília, julgou improcedente o pedido de Michelle Bolsonaro (PL) contra a ex-deputada Joice Hasselmann (Podemos) e manteve no ar um conteúdo em que a ex-parlamentar critica a ex-primeira-dama.

Michelle queria a retirada do vídeo e uma indenização por danos morais. A sentença, assinada na terça-feira (21), negou os dois pedidos e enquadrou as falas de Joice no campo da crítica política.

No conteúdo questionado, Joice chamou Michelle de “santa do pau oco” e “uma grande farsa”. Para a magistrada, as expressões aparecem dentro de uma disputa pública ligada ao ambiente ideológico e político no qual a ex-primeira-dama atua.

“Embora algumas das manifestações externadas pela ré Joice Hasselmann possam ser consideradas ásperas, contundentes ou mesmo grosseiras, verifica-se que, em sua essência, se inserem no âmbito da crítica política e da disputa narrativa relacionada ao universo ideológico e ao público ao qual a autora está associada”, afirmou a juíza na decisão.

Depois da sentença, Joice publicou um vídeo nas redes sociais e comemorou o resultado. “Voltei e com boas notícias. Michelle Bolsonaro perdeu para mim mais uma vez. Ah, tadinha da Michelle”, disse a ex-deputada.

A ex-parlamentar também voltou a acusar Michelle de construir uma imagem pública para obter apoio político. “O que me interessa é a Michelle enganar as pessoas com aquela carinha de santa do pau oco que ela tem”, afirmou.

Joice associou essa imagem à atuação eleitoral da família Bolsonaro e à própria trajetória política de Michelle. “Ela tem essa personagem para conseguir votos e apoio para a família Bolsonaro e agora para ela, que vai ser candidata”, completou.

A decisão saiu em primeira instância, o que permite recurso. Michelle Bolsonaro ainda pode tentar reverter a sentença no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

@metropolesoficial

➡️ JOICE DEBOCHA DE MICHELLE A juíza Vivian Lins, da 17ª Vara Cível de Brasília, julgou improcedente o pedido de #MichelleBolsonaro (PL) para que um conteúdo da ex-deputada #JoiceHasselmann (Podemos) fosse retirado do ar. Na sentença, assinada na terça-feira (21/7), a magistrada considerou que expressões utilizadas por Joice para se referir a ex-primeira-dama como “santa do pau oco” e “uma grande farsa” se inserem no âmbito da crítica política e da disputa narrativa. Joice comentou a decisão nas redes sociais. “Voltei e com boas notícias. Michelle Bolsonaro perdeu para mim mais uma vez. Ah, tadinha da Michelle“, disse a ex-deputada. Michelle Bolsonaro pediu que o vídeo em que Joice fala dela fosse retirado do ar, além de uma indenização por danos morais. O pedido foi negado. “Embora algumas das manifestações externadas pela ré Joice Hasselmann possam ser consideradas ásperas, contundentes ou mesmo grosseiras, verifica-se que, em sua essência, se inserem no âmbito da crítica política e da disputa narrativa relacionada ao universo ideológico e ao público ao qual a autora está associada”, afirmou a juíza na decisão. Nas redes sociais, Joice comemorou a “vitória” sobre Michelle. “Eu não tenho nada a ver se a Michelle Bolsonaro foi corrimão do PP, se foi amante de um monte de gente. Não tenho nada a ver com isso. O que me interessa é a Michelle enganar as pessoas com aquela carinha de santa do pau oco que ela tem”, disse a ex-deputada. “Ela tem essa personagem para conseguir votos e apoio para a família Bolsonaro e agora para ela, que vai ser candidata”, completou. Como a sentença foi proferida em primeira instância, ainda cabe recurso da decisão. #Metrópoles 🤳 Reprodução / Redes Sociais

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*DCM


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Política

PF investiga onde termina Vorcaro e começa Flavio na relação das emendas com os R$ 61 milhões

PF amplia apuração ao cruzar R$ 61 milhões de Vorcaro com emendas de Flávio Bolsonaro

Quando Flavio se negou a responder à pergunta do jornalista do Intercept, em frente ao STF, o cínico o classificou como um paranóico que vive de alucinações. O resto do que aconteceu horas depois, todo sabem.

Agora, a PF investiga quem esculpiu essa trama que deveria vender a imagem de legalidade numa simples relação entre patrocinador e patroci nado, para dar tudo errado.

A investigação da Polícia Federal ganhou um novo capítulo ao cruzar movimentações financeiras atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, que somariam R$ 61 milhões, com emendas parlamentares destinadas pelo senador Flávio Bolsonaro. O avanço das apurações amplia o foco sobre a relação espúria entre recursos públicos, interesses privados e a atuação política de aliados do empresário.

Segundo as linhas investigativas, os investigadores buscam identificar se houve coincidência temporal e operacional entre a liberação das emendas e movimentações financeiras relacionadas ao grupo empresarial de Vorcaro. O objetivo é verificar se os recursos públicos foram utilizados dentro dos critérios legais ou se existiu algum tipo de favorecimento indevido.

Embora o cruzamento de informações não represente, por si só, prova de irregularidade, o fato de a Polícia Federal dedicar esforços a essa conexão evidencia que as suspeitas ultrapassaram o campo das especulações políticas e passaram a integrar uma investigação formal.

O caso aumenta a pressão sobre Flávio Bolsonaro, que já enfrenta questionamentos por sua proximidade política com Vorcaro. Para muitos analistas, a investigação reforça a necessidade de esclarecer os critérios adotados para a destinação das emendas e a natureza da relação entre o senador e o empresário. Aliados, por sua vez, sustentam que a indicação de recursos parlamentares seguiu os procedimentos legais e negam qualquer favorecimento.

Independentemente do desfecho das investigações, o episódio evidencia um problema recorrente da política brasileira: a dificuldade de separar, de forma absolutamente transparente, o interesse público das relações de influência entre agentes políticos e grupos econômicos. Quando milhões de reais em recursos públicos passam a ser examinados sob a suspeita de beneficiar interesses privados, a credibilidade das instituições e da representação política inevitavelmente entra em xeque.

A investigação segue em andamento, e caberá à Polícia Federal e ao Ministério Público determinar se os elementos reunidos configuram apenas coincidências administrativas ou indicam práticas ilícitas que justifiquem eventual responsabilização de Flavio Bolsonaro e Daniel Vorcaro..


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Brasil Mundo

Trump amplia “TariFlávio” em mais 12,5% e agrava desgaste da imagem do clã Bolsonaro

A decisão de Donald Trump de acrescentar mais 12,5% às tarifas impostas sobre produtos brasileiros aprofunda a crise política em torno do chamado TariFlávio e amplia o desgaste da família Bolsonaro. O episódio reforça a percepção de que a estratégia de buscar apoio no ex-presidente americano acabou produzindo o efeito oposto ao pretendido: em vez de fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro, passou a associá-la a medidas que atingem diretamente a economia brasileira.

O aumento das tarifas afeta setores exportadores, gera preocupação entre empresários e alimenta críticas de que interesses políticos foram colocados acima dos interesses nacionais. Adversários exploram o episódio para sustentar que a aproximação do clã Bolsonaro com Trump não trouxe benefícios concretos ao país e, ao contrário, contribuiu para ampliar as tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

No ambiente político, o novo anúncio fortalece a narrativa de isolamento da campanha de Flávio Bolsonaro. Aliados avaliam que a insistência em vincular sua imagem à de Trump passou a representar um custo crescente, especialmente diante da repercussão negativa entre setores produtivos e do eleitorado preocupado com emprego, exportações e crescimento econômico.

A cada nova rodada de tarifas, o chamado TariFlávio ganha mais força no debate público, transformando-se em um símbolo da dificuldade da campanha em desvincular sua imagem dos impactos políticos e econômicos provocados pela escalada da disputa comercial. O resultado é um desgaste que ultrapassa a esfera diplomática e passa a influenciar diretamente a percepção sobre o clã Bolsonaro em um momento decisivo do cenário eleitoral.


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Política

Vídeo – Ópera bufa em nome do pai: Com direção de Damares, Flávio e Michelle interpretam uma cena trash de reconciliação política

Em meio ao isolamento político crescente e à dificuldade de consolidar alianças, Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro protagonizaram mais um capítulo da dramaturgia eleitoral do bolsonarismo. Sob a condução política da senadora Damares Alves, ambos tentaram encenar um gesto de unidade e conciliação que, para muitos observadores, soou mais como um espetáculo improvisado do que como uma demonstração genuína de coesão.

A tentativa de transmitir a imagem de um grupo pacificado ocorre justamente quando os sinais de desgaste se acumulam. Divergências internas, dificuldades para atrair aliados e a necessidade permanente de recorrer à figura de Jair Bolsonaro transformam qualquer movimento político da família em um exercício de sobrevivência eleitoral. O roteiro parece sempre o mesmo: quando a crise aperta, entra em cena uma demonstração pública de harmonia.

Nesse contexto, a participação de Damares ganha um papel simbólico. Cabe a ela atuar como diretora de uma encenação destinada a convencer a base de que não há fissuras e de que todos caminham na mesma direção. O problema é que, quando a realidade insiste em desmentir o discurso, a performance perde força e passa a produzir o efeito contrário.

Flávio, pressionado por dificuldades políticas e pela busca de apoios, aparece cada vez mais dependente da capacidade de mobilização do sobrenome Bolsonaro. Michelle, por sua vez, é convocada a exercer o papel de fiadora da unidade familiar e política, reforçando uma narrativa de lealdade e continuidade. O resultado, porém, lembra mais uma montagem apressada do que um movimento estratégico consistente.

A encenação pode até servir para produzir imagens e alimentar redes sociais, mas dificilmente elimina os problemas que motivaram sua realização. Conciliação política se constrói com confiança, negociação e capacidade de agregar diferentes setores — não apenas com gestos cuidadosamente coreografados diante das câmeras.

Quando o palco substitui a articulação e a estética toma o lugar da estratégia, a política corre o risco de se transformar em espetáculo. E, nesse caso, a ópera acaba adquirindo contornos de comédia involuntária: muito figurino, muita interpretação e pouca capacidade de alterar o enredo real da disputa política.


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Política

Vídeo – Arregou: Desesperado, Flávio Bolsonaro pede socorro à Michelle

Diante do avanço da crise em sua campanha e da dificuldade para conter o desgaste político, Flávio Bolsonaro passou a recorrer à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na tentativa de recuperar fôlego eleitoral. Aliados afirmam que o senador acredita que Michelle ainda é um dos nomes mais capazes de mobilizar a base conservadora e de reanimar setores do eleitorado que demonstram crescente desânimo com sua candidatura.

Nos bastidores, a avaliação é de que Flávio enfrenta um cenário cada vez mais delicado. A dificuldade para consolidar alianças, a resistência de partidos do Centrão e a sucessão de episódios negativos alimentaram a percepção de isolamento político. Nesse contexto, Michelle voltou a ser vista como uma peça importante para tentar reduzir os danos e reforçar a ligação da campanha com o eleitorado bolsonarista mais fiel.

A expectativa é que a ex-primeira-dama intensifique sua participação em eventos, gravações para as redes sociais e agendas públicas ao lado de Flávio, emprestando seu capital político e sua popularidade entre segmentos conservadores, especialmente o eleitorado evangélico e feminino. Integrantes da campanha acreditam que sua presença pode ajudar a mudar o foco das discussões e recuperar parte da narrativa perdida nas últimas semanas.

Apesar da aposta, interlocutores próximos ao grupo admitem que a estratégia dificilmente resolverá os problemas estruturais da candidatura. A avaliação é que Michelle pode fortalecer a militância e estimular apoiadores já convencidos, mas terá dificuldades para atrair eleitores moderados ou reverter o desgaste provocado pelas sucessivas crises políticas.

Assim, o pedido de socorro a Michelle é interpretado por adversários e até por aliados como um sinal de que Flávio Bolsonaro reconhece as dificuldades de sua campanha e busca, na figura mais popular do núcleo familiar, uma tentativa de evitar que o cenário eleitoral continue se deteriorando.


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Não é por não ter vice que Flávio está derretendo. Ele não consegue um vice justamente por derreter dia após dia

Antes tratada como um problema de articulação política, a dificuldade de Flávio Bolsonaro para encontrar um candidato a vice passou a ser vista por aliados como um sintoma de uma crise muito maior. A avaliação nos bastidores é que a ausência de um companheiro de chapa não é a causa da perda de força de sua candidatura, mas a consequência direta de um projeto eleitoral que perde apoio e credibilidade a cada nova pesquisa e a cada novo desgaste político.

Na prática, partidos e lideranças evitam se comprometer com uma candidatura cuja viabilidade é cada vez mais questionada. Ninguém quer assumir o risco de vincular sua imagem a uma campanha que enfrenta dificuldades para crescer, acumula crises e encontra resistência até entre antigos aliados. Em política, a lógica costuma ser simples: candidatos competitivos atraem parceiros; candidatos em declínio veem esses parceiros desaparecerem.

Por isso, a falta de um vice acaba reforçando a percepção de isolamento. O problema não começou porque Flávio não encontrou um nome para completar a chapa. Ele não encontra um nome justamente porque sua candidatura vem derretendo dia após dia, tornando-se um investimento de alto risco para qualquer partido ou liderança que ainda tenha capital político a preservar.

Nesse cenário, o vazio ao lado de Flávio na chapa tornou-se um retrato da própria campanha: quanto mais ela perde força, menos interessados aparecem para embarcar nela. Não é a ausência de um vice que explica o enfraquecimento eleitoral; é o enfraquecimento eleitoral que explica por que ninguém quer ser vice.


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Pressionado e isolado, Flávio enfrenta o abandono do PP e do União Brasil

A campanha de Flávio Bolsonaro atravessa um de seus momentos mais delicados. Sob crescente pressão política e diante de sucessivas dificuldades para consolidar alianças, o candidato vê aumentar o risco de perder o apoio de duas das principais legendas do chamado Centrão: União Brasil e Progressistas (PP).

Nos bastidores, dirigentes das duas siglas avaliam que a permanência ao lado de Flávio pode representar um custo político elevado. A percepção é de que a campanha enfrenta dificuldades para ganhar tração, enquanto episódios recentes ampliaram o desgaste da candidatura e alimentaram dúvidas sobre sua viabilidade eleitoral.

A possível debandada de União Brasil e PP representa mais do que uma perda simbólica. Os partidos são peças importantes na montagem de palanques regionais, na distribuição de tempo de propaganda e na mobilização de estruturas políticas em diversas cidades do estado. Sem esse respaldo, a campanha tende a enfrentar ainda mais obstáculos para ampliar sua competitividade.

O isolamento também evidencia uma mudança no comportamento de antigos aliados. Lideranças que antes demonstravam disposição para caminhar ao lado do candidato passaram a adotar uma postura mais cautelosa, aguardando a evolução das pesquisas e o desenrolar das negociações políticas antes de assumir qualquer compromisso definitivo.

Integrantes da campanha reconhecem reservadamente que o cenário se tornou mais complexo. Além da dificuldade para atrair novos apoios, cresce a preocupação com o efeito dominó que uma eventual saída de União Brasil e PP pode provocar, estimulando outras legendas e lideranças a reavaliar sua permanência na coligação.

Caso a ruptura se confirme, Flávio Bolsonaro poderá entrar na fase decisiva da disputa com uma base política significativamente menor do que a planejada, reduzindo sua capacidade de articulação e aumentando a pressão para buscar novos aliados em um ambiente cada vez mais adverso.

Enquanto isso, dirigentes do Centrão seguem adotando uma estratégia pragmática. Mais do que fidelidade a projetos individuais, prevalece a busca por alianças consideradas eleitoralmente mais competitivas. Nesse contexto, o distanciamento de União Brasil e PP é visto por analistas como mais um sinal do crescente isolamento político enfrentado por Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral.


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Política

Os gráficos da campanha de Flavio apontam para o abismo

Flavio está tentando de tudo, falar com a Faria Lima e com o MST no mesmo dia.

O fato é que sua deterioração nas pesquisas, a cada resultado, rasga os acordos feitos com os caciques da direita. Dá no que dá. Na segunda, Flavio é liberal; na terça é socialista contra a Faria Lima; na quarta, ele é o que a pesquisa mandar; na quinta, diz ao eleitor que é confuso, instável, oportunista e, na sexta, vè-se diante de uma campanha de terra arrasada que, em resumo, sobrou somente a mãe e três assessores trapalhões, Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Allan dos Santos.

Flavio sofre a síndrome de “rebranding acelerado” (estratégia de marketing voltada para alterar ou redefinir o posicionamento, os valores, o tom de voz e a identidade visual de uma marca).

O fato é que Flavio não sabe se volta para o básico ou se  lança uma espécie de Flavio 4.0, porque esta última versão saiu da própria cachola, ninguém de sua campanha pediu para instalar.

Dizem as más línguas que sua próxima lambança será a contratação de um guru espiritual e seu QG virará um templo com Flavio sentado no chão de olhos fechados diante de algum mago com turbante, bola de cristal e insenso, mandando ele voltar para 2018, pior dizendo, voltar a ser o próprio Bolsonaro de 2018. Misturar-se com o lixo para ter a volta dos piores ratos da política brasileira em sua campanha.

Talvez ele tente reescrever o mito do Whatsapp, mas isso não explica o Banco Master carimbado em sua testa para o resto do mundo.

A verdade é que Flavio está no estágio final de deterioração. Com isso, o dinheiro da campanha míngua, o discurso acaba e sobra astrologia, num ritual de fim de festa com bêbados que sobraram no botequim às 5h da manhã.

Lembrem-se, sua campanha ainda nem foi oficializada e o produto já está podre com o prazo de validade vencido.

Suas únicas táticas agora serão, frases de efeito e nada de entrevista, somadas à nota de repúdio para qualquer pergunta difícil. Lógico, não abrirá a boca para falar do seu áudio a Vorcaro, muito menos em tarifas e, menos ainda, de TariFlavio e Michelle.

O nome disso é downgrade oficial. É o rebaixamento do rebaixamento. Em bom português, é quando nada dá certo e a campanha buga.

Trocando em miúdos, seus gurus chegaram à conclusão de que a campanha de Flavio só funciona se ele desligar as notícias, numa espécie de versão beta de suas lambanças.

Ou seja, o candidato Flavio Bolsonaro se transformou numa charge pronta com bateria que dura, no máximo, dois dias.


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Reinaldo Azevedo – Flávio golpista: o moderado é cabeça de bacalhau da “zelite” sem miolo

Bastou o filho de Bolsonaro cair do “Dark Horse” e tropeçar nas pesquisas para voltar a fazer discurso extremista. Quem está surpreso?

E não é que o senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL, segue sendo o mesmo golpista que concedeu uma entrevista à Folha em 14 de junho do ano passado, jamais retirada, em que ameaçou o STF com o uso da força? Então não é verdade que essa jaca caiu da jaqueira Jair Bolsonaro? Por incrível que possa parecer, ou nem tanto, Flávio repetiu, nesta terça, as mentiras contadas pelo pai então presidente, em 18 de julho de 2022, pondo em dúvida o sistema eleitoral brasileiro. Até o público é o mesmo: diplomatas estrangeiros. Quem está surpreso? Eu não.

Parte considerável “dazelite” no Brasil é, para empregar uma expressão que eu mesmo criei, “extremista de centro”. De verdade, compartilha valores da direita mais rombuda e antipovo, mas ou descobriu que isso não pega muito bem em certos círculos ou serve de elemento de mobilização “dessa gente morena” — que ainda desperta medo, mesmo em tempos em que tudo está tão formidavelmente diluído.

Tão diluído, diga-se numa nota à margem, que os dois grandes defensores do capitalismo globalizado são hoje Xi Jinping, disputando a liderança desse tal mundo, e, ora vejam!, Luiz Inácio Lula da Silva — no caso, entre as grandes economias menores. Fim da nota. Retomo.

Sabem como é: extremistas de centro precisam de um extremista de direita moderado… Flávio tentou caber nesse figurino apertado. Não deu. Uma lembrança antes que avance: o candidato ideal dessa turma era Tarcísio de Freitas. Seu nome, note-se, já está sendo (re)lançado para 2030 pelos devotos da Igreja da Cabeça de Bacalhau dos Últimos Dias: o “bolsonarismo moderado”. Dizem existir, mas ninguém viu. O governador de São Paulo é, sim, “um deles”, mas bem mais articulado do que Jair e com mais admiradores “nazelites” do que a “famiglia”.

Por isso Eduardo, espertamente, o alvejou. Escrevi no UOL em 7 de julho do ano passado que o candidato do “Mito” seria alguém do seu sangue porque essa estirpe de valentes preferia perder para Lula a ungir um sucessor fora da linhagem. Sabem como são os nobres… Bingo! “Uzmercáduz” erraram feio e perderam dinheiro. Quem mandou não acreditar neste pobrezinho, não é mesmo?

Pré-“Dark Horse”, tudo caminhava bem para Flávio e mal para Lula, que faz um governo muito melhor do que apontam as pesquisas. Tempos de redes sociais… Mas aí o Zero Um caiu do cavalo.

Aquele que comandava uma súcia que tentava jogar o caso Master no colo do PT e que fingia nem saber direito quem era o dono do banco teve revelado o imbróglio em que pediu nada menos do que e R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro para supostamente fazer um filme — tendo, comprovadamente, em companhia de Eduardo, recebido R$ 62 milhões.

A coisa toda desandou. E ele não tinha sido fiel aos aliados. Quando o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, foi alvo de mandado de busca e apreensão, o impoluto Flávio aproveitou para pisar no seu pescoço. E, Agora, não parece que vá arrastar esse partido para a sua aliança. O União Brasil também não quer saber — as duas legendas estão unidas numa federação. Tem-se mostrado um trapalhão. E não! Isso não quer dizer que já é um derrotado. As eleições ainda estão distantes.

MAIS EXTREMISMO

O “Dark Horse” derrubou Flávio à beira da derrota. O diagnóstico da turma barra-pesada da extrema direita é um só: ele está muito manso, muito lhano, muito cordato. Faltaria “bolsonarismo-raiz” nas mensagens que chegam aos eleitores. A tentativa de parecer moderado não estaria dando resultado — como se ele vivesse a má jornada de agora em razão disso.

E Flávio, como se nota, parece ter cedido. Acuado pela pesquisa e por uma massa expressiva de eleitores que cultuam, sim, o vale-tudo, acabou o papo do extremismo de centro.

O pré-candidato voltou a pôr em dúvida o resultado das eleições de 2022, em evento no Espírito Santo (“aqui é Bolsonaro, porra!”); conclamou a que se vote em senadores que façam o impeachment de ministros do STF e, nesta terça, contou mentiras em um evento sobre a compra de urnas, que nunca aconteceu, da Smartmatic, que já foi relacionada a suposta fraude de eleições na Venezuela, o que nem a CIA confirma. Ele está mentindo.

Repete, assim, o discurso do pai — aquele mesmo que, dada a iminência de uma derrota eleitoral, preferiu articular um golpe de estado. Alguma surpresa?

Não para mim. O bolsonarismo é a primeira corrente de opinião de extrema direita da história brasileira verdadeiramente internacionalista. O integralismo se inspirava, sem dúvida, nos fascismos europeus, mas era também bastante “nacional”, fosse porque expressava uma forma de regressismo do capitalismo tardio, fosse porque misturava elementos nativistas a seu ideário que o distanciaram, ainda que não pelo caminho da virtude, de seus inspiradores do Velho Continente. Para ler: “O Integralismo de Plínio Salgado”, de J. Chasin.

O bolsonarismo reproduz o ideário do extremismo reacionário que ainda assombra as democracias mundo afora. Seus respectivos alvos são as instituições, que estariam todas corrompidas e precisariam ser reinventadas.

Ecos desse niilismo retrógrado e com endereço certo — “azelites” oportunistas — estão também, na imprensa. Há alguns editoriais que remontam à Idade da Pedra de qualquer senso de moralidade…

Antes de ser acuado pelo seu passado, Flávio estava em pleno processo de adoção por essas elites. Mas aí veio também o tarifaço. E o que se viu foi a família de joelhos, a oferecer tudo a Donald Trump: das terras raras ao Pix.

Ah, que grande ironia! Coube ou “execrável” (para elas…) Lula defender os interesses da indústria e do agro brasileiros. A família Bolsonaro está é de olho no “green card” e poderia cantarolar o poema de Paulo Leminsky, que Caetano musicou:
“De repente vendi meus filhos/
Pra uma família americana/
eles têm carro, eles têm grana/
Eles têm casa e a grama é bacana/
Só assim eles podem voltar/
E pegar um sol em Copacabana”.

Entreguismo assim nunca se viu nem nos dias que precederam o golpe de 1964. Os militares praticaram todos os crimes que o “anticomunismo de época” os levaram a praticar, mas, ora vejam, a exemplo dos integralistas, conservavam um viés nacionalista. Essa gente começa por vender a honra. Depois dela, resta o quê?

*Reinaldo Azevedo/Metrópoles


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