Categorias
Política

“DOMINADO AQUI”

Pagamentos a empresa ligada ao filho de Kassio Nunes Marques coincidem com julgamento em que ministro tomou decisão favorável aos negócios de Vorcaro

Trecho da troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e seu advogado de confiança, Luiz Rennó - Crédito: Reprodução

Trecho da troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e seu advogado de confiança, Luiz Rennó – Crédito: Reprodução

Às 16h48 de 8 de agosto de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro recebeu uma mensagem de Luiz Rennó, seu advogado de confiança, que atuava como assessor jurídico do Banco Master. “Dos pagamentos essenciais está faltando a consult”, alertou Rennó. Ele se referia à Consult Inteligência Tributária, empresa criada em 2022 por Francisco Craveiro, um contador que é amigo de longa data de Kassio Nunes Marques, ministro do STF.

As transações entre o Master e a Consult são conhecidas desde março deste ano. Um relatório do Coaf detectou que, entre agosto de 2024 e julho de 2025, o banco de Vorcaro fez catorze transferências para a empresa, somando 6,632 milhões de reais. A Consult, por sua vez, transferiu nesse mesmo período 282 mil reais para Kevin Marques, filho do ministro do STF – levantando a suspeita de que a empresa fosse apenas uma intermediária por meio da qual ele recebia dinheiro do Master. Kevin sempre negou.

Agora, novas mensagens extraídas do celular de Vorcaro agravam essa suspeita. No dia 8 de agosto, segundos depois de alertar o banqueiro sobre o pagamento “essencial” que precisava ser feito, Rennó mostrou para ele o cartão de contato de Kevin e escreveu: “Aqui.” Vorcaro respondeu com um “Oi”, e o advogado prosseguiu: “Esse aí.” “Único ‘meu’ que faltou.” Meia-hora depois, ele retornou para avisar ao chefe: “Foi pago.”

Não foi o único diálogo em que o nome de Kevin Marques apareceu associado a pagamentos. Um mês antes, no dia 4 de julho, o assessor jurídico do Master havia perguntado a Vorcaro: “Esse aqui – 500 mil mês – mantém?” A mensagem, novamente, marcava o cartão de contato de Kevin, para deixar claro de quem Rennó estava falando. Na sequência, o advogado deu uma risada – “Kkkkkkkkk” – e disse: “Então esse aqui já era né”. O banqueiro respondeu um minuto depois, também com um “Kkkk”.

A troca de mensagens veio à tona na terça-feira (15), depois que o conteúdo do celular de Vorcaro foi compartilhado com o gabinete de alguns ministros do STF, a pedido deles. O diálogo acrescenta uma nova camada às revelações que já haviam sido feitas sobre a relação entre Kevin e o Master, detalhadas em reportagens da piauí em março e abril.

A primeira novidade é o fato de que, nas mensagens de Vorcaro, o pagamento para a Consult está diretamente associado ao filho do ministro. A segunda novidade é a referência aos “500 mil mês”. Divididos em catorze transferências ao longo de um ano, os 6,6 milhões de reais que o Master transferiu para a empresa resultam em 474 mil reais por transferência, em média. É um valor próximo aos 500 mil mencionados por Vorcaro, embora não haja elementos para afirmar se as parcelas obedeceram a essa média e se os dois valores estão relacionados. Também não se sabe se, depois do “Kkkk”, Vorcaro respondeu à pergunta de seu advogado (“Esse aqui – 500 mil mês – mantém?”).

Mas há ainda uma terceira novidade. As transferências de dinheiro do Master para a Consult coincidem com o período em que a Segunda Turma do STF – à qual pertence Nunes Marques – julgava um processo de grande importância para o banco. Era o caso da Destilaria Alcídia, que cobrava da União a reparação de prejuízos causados na década de 1980. Como mostrou uma reportagem da piauí, a decisão do Supremo teria impacto direto sobre a carteira de precatórios do setor sucroalcooleiro no balanço do Master, que somava mais de 10 bilhões de reais, segundo as estimativas da PF. Para Vorcaro – que naquele momento precisava de liquidez para evitar a falência –, era crucial que a Alcídia ganhasse, já que a decisão também impactaria processos de interesse do seu banco.

Foi o que aconteceu – e com um voto decisivo de Nunes Marques.

O ministro, num primeiro momento, não participou do julgamento. Na sessão virtual que transcorreu entre 9 e 20 de fevereiro de 2024, a certidão emitida pelo STF registra: “Impedido o ministro Nunes Marques.” Ele não votou. Justificou o impedimento afirmando que, em outubro de 2018, quando era desembargador do TRF-1, havia julgado um recurso do caso Alcídia, inclusive presidindo a sessão e assinando o acórdão. É uma medida prevista no Código de Processo Civil: para garantir um julgamento imparcial, recomenda-se que um mesmo juiz não decida sobre um processo em duas instâncias.

Mas, rapidamente, Nunes Marques voltou atrás na decisão. No mês seguinte, em março de 2024, produziu um despacho afirmando que seu impedimento havia sido registrado “por equívoco da assessoria do gabinete”. Afirmou que, na sua interpretação, o recurso julgado no TRF-1 não interferia no julgamento do STF. “Afasto o impedimento lançado no sistema, declarando-me habilitado a votar”, concluiu. Determinou que a decisão fosse comunicada ao presidente da Segunda Turma, ministro Dias Toffoli, e assim foi feito.

O processo, àquela altura, estava empatado em 2 a 2 (Toffoli e Fachin haviam votado a favor da Destilaria Alcídia; Gilmar Mendes e André Mendonça, contra). Depois da reabilitação de Nunes Marques, o caso demorou a voltar à pauta. Por um tempo, ficou empacado nas mãos de Gilmar, e em 17 de setembro foi liberado para uma sessão presencial. Em seguida, Nunes Marques pediu vista. Finalmente, em 1º de outubro, ele devolveu o processo à Turma e apresentou um voto de dez páginas, no qual conclui: “Acompanho o Ministro Relator, pedindo vênia aos que divergem de Sua Excelência.”

Com seu voto, o placar foi de 3 a 2 em favor da Alcídia, como Vorcaro queria. Na conversa de WhatsApp, Luiz Rennó não tardou a comemorar. “Ganhamos alcidia”, escreveu em mensagem a Vorcaro, às 16h58 daquele dia. Enviou o placar – “3 (Fachin/Tofoli/Cassio) x 2 (Gilmar e André)”, ao que Vorcaro respondeu com um emoji: “👍🏻”. Quatro minutos depois, Rennó retornou à conversa e, sinalizando novamente o cartão de contato de Kevin Marques, escreveu para o chefe: “Dominado aqui.”

Indagado pela piauí sobre sua participação no julgamento da Destilaria Alcídia, Nunes Marques afirmou, por meio de sua assessoria, que “compreendeu que tecnicamente não estava impedido, por se tratar de tese ampla”, e que “votou diversas vezes no mesmo sentido enquanto estava no TRF-1”. Segundo ele, relacionar o julgamento e os repasses da Consult é uma “ilação maldosa”, já que “o recurso julgado não era do Master e o serviço prestado pelo filho do ministro foi efetivo e devidamente declarado, tendo ele recebido 10 parcelas de cerca de R$ 28 mil cada”. Sobre o diálogo de Vorcaro e Rennó, a assessoria de Nunes Marques afirmou: “Embora na mensagem eles estivessem comemorando o resultado, não se tratava de ação sobre o Master, era uma tese que se aplicaria a diversas empresas. O ministro nunca votou a favor do Banco Master, e o filho nunca recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro.”

Kevin Marques seguiu a vocação do pai. Tornou-se advogado e, embora não tenha ainda completado três anos de carreira, já acumulou uma pequena fortuna. Em julho, a Folha de S.Paulo revelou que ele acumulava 27,7 milhões de reais aplicados em fundos de investimento. Na Consult, o filho do ministro não possuiu participação formal, mas mantém relações financeiras e societárias com os donos da empresa, que foi criada em março de 2022, no endereço de uma loja na Asa Sul, em Brasília. Inicialmente, o contador Francisco Craveiro, velho amigo de Kassio Nunes Marques, dividia as cotas com um irmão. Meses depois, passou a maior parte delas para o filho, Gabriel Campelo de Carvalho.

Em 9 de maio de 2024 – antes de Nunes Marques votar no caso Alcídia, mas depois de ter se declarado apto para tal –, a Consult passou por duas alterações societárias. Primeiro: seu capital social, que até então era de 10 mil reais, saltou para 500 mil reais. O documento não informou a origem dos 490 mil reais que entraram. Segundo: o controle da empresa mudou de mãos. Gabriel, que antes tinha 95% das cotas, passou a ter apenas 5%. Seu pai, Francisco Craveiro, fez o caminho inverso: de 5%, subiu para 95%.

A mudança se consumou de vez em 30 de julho. Nesse dia, Gabriel deixou formalmente a Consult, e Craveiro, com isso, tornou-se o único dono. No mês seguinte, a empresa começou a receber as transferências vultosas que chamaram a atenção do Coaf. No decorrer de um ano, o cofre da Consult foi abastecido com 11,38 milhões da JBS, a empresa dos irmãos Batista, e 6,62 milhões do Master. As cifras milionárias contrastam com o faturamento modesto declarado pela empresa, de apenas 25.555,56 reais por mês.

A Consult, enquanto isso, fazia os repasses a Kevin Marques. Ao todo, foram 282 mil reais, divididos em onze operações, segundo o relatório do Coaf. Em nota enviada à piauí, Kevin afirmou que os pagamentos foram uma remuneração por “serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa”. Disse também que “não prestou serviço ao banco Master nem recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro”, e que sua atuação junto à Consult “não tem qualquer relação com o Supremo Tribunal Federal”.

Mas os laços de Kevin com a Consult vão além dos repasses detectados pelo Coaf e das mensagens trocadas entre Vorcaro e Luiz Rennó. Em 2 de outubro, dia seguinte ao voto de Nunes Marques que favoreceu a Alcídia – e, por tabela, o Master –, a sede da Consult foi transferida de Brasília para um escritório em um condomínio empresarial de Alphaville, Barueri. No mês seguinte, nesse mesmo endereço, Kevin e Gabriel Campelo – que tem parte da Consult – criaram outra empresa, chamada Instituto de Pesquisa e Gestão Tributária (IPGT). Kevin ficou com 70% das cotas, e Gabriel, encarregado de ser o administrador legal, com 30%. Francisco Craveiro foi escolhido como contador.

As transações da Consult não são o único ponto de contato entre Nunes Marques e o Master. A investigação da PF se deparou com uma conversa de WhatsApp, com a data de 5 de dezembro de 2024, em que Leo Serrano Giunchetti, empresário e agente de viagens, pergunta para Daniel Vorcaro: “Dani… veio de você este? E se sim, é pra atender ele independente ou faço e faturo pra vc?” Giunchetti estava se referindo a um print que acabara de compartilhar com Vorcaro, no qual aparecia uma mensagem enviada por um usuário com o nome e o número de Nunes Marques. A mensagem dizia assim:

Bom dia Leo

Ministro Kassio

Preciso da sua ajuda para formatar uma viagem uns 10 dias, entre 8 e 18 de janeiro, para 5 pessoas.

De preferência com guias e motoristas de Vans que falem português ou espanhol.

Inicialmente imaginei Viena, com bate volta nas cidades próximas como Bratislava, Budapeste, Graz ou Salzburgo.

Outra opção seria o Peru.

Mas estou aberto a outras opções se tiverem algum roteiro pré-programado.

Muito obrigado.

Vorcaro não respondeu. Uma hora depois, Giunchetti mandou nova mensagem para ele: “Me avisa Dani! So pra eu saber como responde-lo please.” Três horas depois, ainda sem resposta, o agente de viagens enviou cinco interrogações seguidas. Os trechos divulgados nesta terça-feira (15) não permitem saber se Vorcaro respondeu e se a viagem, afinal, aconteceu. O ministro Nunes Marques nega. Por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que “apenas cotou preços e nunca utilizou os serviços da agência mencionada”. Giunchetti, por meio de seu advogado, Rogerio Cury, também afirmou à piauí que a viagem não se concretizou. Nenhum dos dois negou a autenticidade da mensagem.

Também vazou, nesta terça-feira (15), uma conversa de Vorcaro com uma mulher identificada apenas como Rayanna. Em 7 de março de 2025, ela apresentou ao banqueiro uma cobrança em nome de uma amiga. “Ela disse que ficou com o Kassio. Ela tá me cobrando aqui”, escreveu. Vorcaro respondeu: “Me manda aqui. Dados e valor.” Ao que Rayanna respondeu “10 né!”, enviando, em seguida, o nome e o e-mail da amiga. A piauí procurou Rayanna, que afirmou desconhecer o episódio. As mensagens não permitem estabelecer quem era “Kassio” nem se houve pagamento. A assessoria de Nunes Marques afirmou que “o ministro não tem conhecimento sobre o contexto” dessas mensagens.

Há, por fim, um outro indicativo da proximidade entre Nunes Marques e Vorcaro. Em 12 de novembro de 2025, seis dias antes de ser preso, o banqueiro enviou à advogada Camilla Ewerton Ramos, que atuava para o Master em processos de recuperação de créditos do setor de álcool, o contato de uma profissional de aviação executiva. Naquela mesma noite, a profissional informou diretamente a Vorcaro que “confirmaram [uma viagem] no [jato] Legacy” para o voo “da Sra Camila”, que sairia de Brasília, e perguntou se havia “alguma recomendação extra” além do champanhe e do uísque já solicitados. “Coloca dom perignon e whiskey macallan e um japones”, respondeu o banqueiro.

A troca de mensagens não cita passageiros. O que se sabe é que, dois dias depois, Nunes Marques e sua mulher embarcaram num Legacy 650 saindo de Brasília rumo a Maceió, onde compareceram à festa de aniversário de Camilla. O jatinho era operado pela Prime Aviation, empresa da qual Vorcaro foi sócio até setembro de 2025. A viagem foi revelada pelo Estadão em abril. O gabinete do ministro confirmou que Camilla “ficou responsável pelo voo e detalhes da viagem”. A advogada afirmou ter contratado o jato pessoalmente.

Desde 26 de março, Kassio Nunes Marques é relator de um mandado de segurança que pede ao STF que obrigue o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a instalar uma CPI do Banco Master. O requerimento reuniu 53 assinaturas de senadores, quase o dobro das 27 exigidas pela Constituição. Até agora, passados quase seis meses, o ministro não assinou sequer um despacho no processo. No mesmo período, porém, votou pela manutenção da prisão preventiva de Vorcaro e de outros investigados do caso.

Nesta terça-feira (15), na abertura da sessão extraordinária para avaliar o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes, Nunes Marques pediu a palavra para fazer o que chamou de “um esclarecimento e um registro”. Disse que nunca havia usado a tribuna do Supremo para dar explicações, mas que “hoje o dia é relevante e a gravidade das circunstâncias merece”. E reforçou, em seguida, o que já havia dito em notas à imprensa: “Em relação a mensagens que circulam de ontem, de hoje e que sempre vão rondar autoridade no Brasil, eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master.”

O ministro defendeu a própria atuação e a do filho. Afirmou que Kevin nunca prestou serviços nem foi remunerado pelo Master e sustentou ter “absoluta isenção” nos processos que julgou. Também negou ter trocado mensagens diretamente com Vorcaro. Ao final da fala, declarou-se impedido de participar do julgamento. Mas o motivo, segundo ele, era de outra natureza: como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), achou que a decisão daquele dia poderia conflitar com sua atuação nas eleições. Quanto aos possíveis conflitos de interesses com o Master, não disse nenhuma palavra.

*Breno Pires/Piauí,Uol


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Por onde passa, Lula arrasta multidões. A realidade das ruas desmente o roteiro da velha mídia

Por onde passa, Lula arrasta multidões, desperta entusiasmo e mostra que sua força política não se resume às manchetes dos grandes veículos de comunicação. É gente que chega, que se aproxima, que quer ouvir e demonstrar seu apoio. Uma mobilização que não se fabrica em estúdio, não se compra com propaganda e não se sustenta apenas em algoritmos.

Enquanto parte da velha mídia se empenha em construir narrativas favoráveis à candidatura de Flávio Bolsonaro e tenta apresentar o bolsonarismo como uma força inevitável, Lula encontra o povo nas ruas. E é justamente aí que a disputa política ganha uma dimensão que nenhuma manchete pode apagar: a relação direta entre um líder político e a população.

Lula não precisa de uma realidade artificialmente produzida por manchetes seletivas. Sua trajetória, suas políticas públicas e sua capacidade de mobilização fazem parte de um debate que precisa ser enfrentado com fatos, não com manipulação da informação.

As multidões que acompanham o presidente não encerram, por si só, uma eleição. Mas revelam um fenômeno político que merece ser noticiado com seriedade, sem filtros partidários e sem o esforço permanente de diminuir a presença popular de Lula.

A rua também fala. E quando o povo se reúne em torno de Lula, não há operação de marketing da velha mídia capaz de simplesmente fazer essa imagem desaparecer.

Lula é um fenômeno. Não há termo de comparação.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Brasil Mundo

Abin alerta governo para nível ‘crítico’ de pressão dos EUA sobre eleições no Brasil

Relatório reservado enviado ao Planalto e ao TSE aponta escalada das ações de Washington e apoio à ascensão de governos conservadores na América Latina

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elevou para “nível crítico” o risco de influência e interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras deste ano. A avaliação consta de um relatório reservado, encaminhado em agosto à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça.

O conteúdo do documento foi revelado, neste sábado (19/09), pela jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo. Nele, a Abin identifica uma “tendência de escalada de pressão sobre o Brasil” e alerta para a “intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA” sobre o país, “sem ruptura de um padrão estrutural de influência já existente”.

O relatório aponta a orientação do segundo governo Trump em reafirmar “a hegemonia dos EUA na América Latina”, visando diminuir a influência de potências rivais de Washington na região. Para isso, destaca o documento, o governo Trump vem pressionando pela “negação do acesso dessas potências a ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região, em favor de seu controle, direto ou indireto, pelo governo dos EUA ou pelo capital privado estadunidense”.

O documento lembra que o Brasil se destaca por ter um “governo com maior disposição política e meios para defender sua autonomia estratégica, ante as pressões estadunidenses por concessões e realinhamento geopolítico”.

Escalada das pressões
A Abin destaca que em julho deste ano, Washington anunciou sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma em Portugal, por supostos vínculos com redes de lavagem de dinheiro associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Na avaliação da agência, a medida “representa mudança de fase na escalada de sanções e interferência estadunidense”.

A partir daí, ressalta o documento, a pressão passou a “incidir diretamente sobre relações financeiras, reputação empresarial, acesso ao dólar, operações internacionais e exposição de terceiros a riscos de sanções secundárias”.

Na avaliação da agência, a interferência “ocorre de modo gradual, combinado e adaptativo”. O documento cita a sequência dessas ações: “enquadramento de organização criminosa brasileira como ameaça à segurança nacional dos EUA; construção de narrativa sobre sua atuação transnacional; vinculação do tema ao sistema financeiro estadunidense; e adoção de medidas sancionatórias específicas contra indivíduos e empresas brasileiras”.

A agência também menciona que essas medidas “ampliam o potencial de efeitos extraterritoriais sobre bancos, fintechs, empresas, prestadores de serviços e cadeias produtivas brasileiras”. E prevê que as sanções também poderiam “induzir agentes econômicos nacionais e estrangeiros a adotar condutas preventivas baseadas em risco reputacional, acesso ao sistema financeiro estadunidense ou receio de sanções secundárias”.

Marco Rubio
As declarações do secretário de Estado e assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Marco Rubio, também ganham destaca no relatório da agência brasileira. Rubio “atribuiu ao presidente brasileiro [Lula] a responsabilidade pela imposição de tarifas, sob o argumento de que o Brasil não teria ‘negociado de boa fé’”, salienta.

Segundo a Abin, a afirmação de Rubio “insere caráter personalista à ação política estadunidense e tem potencial de impactar o debate público sobre o tema no Brasil, uma vez que a narrativa passou a ser reproduzida e amplificada por veículos de comunicação, agentes econômicos, analistas e atores políticos nacionais”.

A Abin observa, ainda, que a atuação do secretário de Estado norte-americano apresenta componente ideológico e “busca influenciar e reorientar a política externa dos países da região [América Latina]”. Lembra, ainda, que durante audiência no Senado, em junho, Rubio relacionou diretamente a recuperação da hegemonia norte-americana na América Latina “à ascensão de governos alinhados aos EUA”.

Na época, “os governos de Brasil, Colômbia (então sob Gustavo Petro), Cuba, Nicarágua e Venezuela” foram citados como não integrantes na lista de países amigáveis.

*Opera Mundi


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Apoie o Antropofagista hoje com qualquer valor

O apoio dos nossos leitores via PIX, é fundamental para manter a independência e a qualidade do jornalismo.

O Antropofagista valoriza a liberdade de expressão e o compromisso com a verdade, sem influências externas que possam comprometer a imparcialidade das notícias.


Apoie com qualquer valor
PIX: 65725972704 e 24981274823
Agradecemos aos nossos leitores


 

Categorias
Política

O bolsonarismo passivo virou cobaia da manipulação da velha mídia e das big techs a serviço dos interesses dos EUA no Brasil

O bolsonarismo passivo não é apenas um eleitorado fiel: é também um público submetido diariamente a uma operação de influência que combina desinformação, manipulação emocional e interesses econômicos e geopolíticos. De um lado, a velha mídia seleciona os assuntos que merecem destaque, define os personagens que devem ser protegidos e escolhe aqueles que serão submetidos ao desgaste permanente. Do outro, as big techs controlam plataformas cujos algoritmos podem ampliar determinados conteúdos, reforçar bolhas e transformar propaganda política em aparente opinião espontânea.

O resultado é um eleitorado frequentemente conduzido a reagir mais pelo medo, pelo ódio e pela repetição de slogans do que pela análise concreta dos fatos. Enquanto isso, questões fundamentais para o Brasil — soberania nacional, desenvolvimento econômico, empregos, saúde pública e proteção dos recursos estratégicos — são empurradas para segundo plano.

A situação se torna ainda mais preocupante quando setores da direita brasileira passam a tratar interesses estrangeiros como se fossem automaticamente interesses nacionais. A defesa de pressões externas, sanções ou interferências políticas em nome de uma suposta luta pela liberdade pode acabar colocando a soberania brasileira em segundo plano.

O problema não é a existência de opiniões conservadoras, mas a transformação de cidadãos em instrumentos de projetos políticos que nem sempre atendem às necessidades do próprio povo brasileiro.

A velha mídia pode apresentar seus editoriais como jornalismo imparcial. As plataformas digitais podem se vender como espaços neutros de livre expressão. Mas nenhuma dessas estruturas está acima de interesses econômicos, disputas de poder e escolhas editoriais ou algorítmicas. Isso exige fiscalização, transparência e senso crítico — não submissão.

O Brasil não pode ser tratado como território de experimentação para estratégias de influência estrangeira, nem seu povo como massa de manobra de grupos políticos, empresariais ou midiáticos.

A soberania popular começa quando o cidadão deixa de aceitar passivamente a narrativa que lhe entregam e passa a perguntar: quem está se beneficiando dessa campanha, quem está pagando a conta e quais interesses estão sendo defendidos em nome do Brasil?

Na prática, esse é  o royal street flush arquitetônico que a direita brasileira, sobretudo a direita miliciana tenta operar com suas cartas marcadas nessa eleição.

Nesse momento, o STF está na berlinda. Tudo é feito numa faixa elástica da narrativa dos manipuladores, mas a coisa acabou sobrando pesadamente para André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Fux, mesmo que a mídia insista em usar apenas Alexandre de Moraes como Cristo, quando, na verdade, esses personagens, incluindo Toffoli, estão a bordo de uma espécie de naufrágio do titanic jurídico que o Brasil assiste.

Está longe, bem longe de ser verdade que isso atingiu a imagem do presidente Lula, simplesmente porque ele não tem a ver com essa história.

Quem deu aval para a criação do Banco Master foi Bolsonaro. Tudo indica que, em troca, recebeu uma parcela de sociedade na empreitada do submundo do crime.

Talvez esteja aí o motivo dos R$ 134 milhões do suposto financiamento do filme Dark Horse para servir como lavanderia desse esquema.

O fato é que a coisa não parou aí e a lavra de todos os personagens marcantes nesse alto bordo faz parte justamente do universo bolsonarista. Isso já foi percebido pela sociedade, mesmo a mídia utilizando palavras ajeitadoras para livrar a cara de aliados e dar maior visibildade ao envolvimento de quem ela considera inimigo do bolsonarismo.

Seja como for, Flavio Bolsonaro tem como madrinhas de sua campanha a mídia e as big techs, tão corruptas quanto ele e seu clã  para atender interesses dos EUA ou da Faria Lima.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Pesquisa

CNT/MDA: Lula abre caminho para vitória no 1° turno

Lula passa de 51% dos votos válidos na espontânea e abre caminho para vitória no 1° turno

A nova pesquisa CNT/MDA coloca Lula em posição de destaque na corrida presidencial. Na pesquisa espontânea, quando o eleitor declara seu voto sem receber uma lista de candidatos, o presidente aparece com 36,6%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 26,7%.

Na conversão para votos válidos, Lula ultrapassa a marca de 51%, um dado que reforça a dimensão de sua vantagem entre os eleitores que já manifestam espontaneamente uma escolha.

No cenário estimulado, Lula também aparece à frente, com 40,6% contra 30,4% de Flávio Bolsonaro.

O dado não significa que a eleição esteja decidida — pesquisas não substituem o voto das urnas. Mas, politicamente, o retrato apresentado pela CNT/MDA coloca no horizonte uma possibilidade concreta: Lula vencer no primeiro turno, caso consiga manter e ampliar esse nível de apoio até a eleição.

Lula acima de 51% dos votos válidos na espontânea. A disputa pelo Planalto ganha cada vez mais contornos de primeiro turno.

Só um lembrete. Este foi o instituto de pesquisa que nais acertou na eleição de 2022.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Pesquisa

Agregador de pesquisas para a Presidência no primeiro turno: Lula 39%, Flávio 33%

O agregador de pesquisas para o primeiro turno da eleição presidencial traz um cenário que merece atenção: Lula aparece com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%. Uma diferença de seis pontos percentuais que coloca frente a frente dois projetos políticos distintos e revela uma disputa ainda marcada por forte polarização.

O número não é apenas uma fotografia estatística. Ele representa o resultado da combinação de pesquisas eleitorais e oferece uma referência para acompanhar a evolução das intenções de voto. Mas é fundamental considerar as margens de erro, as datas de realização dos levantamentos e as diferenças metodológicas entre os institutos.

Para Flávio Bolsonaro, o percentual de 33% não elimina a necessidade de ampliar sua base eleitoral, especialmente entre os eleitores que ainda não definiram seu voto. Já Lula, com 39%, mantém uma posição numericamente superior nesse recorte, sem que isso permita antecipar o resultado das urnas.

A disputa está aberta ao movimento dos eleitores, às alianças, aos debates e aos acontecimentos que podem alterar o cenário até o dia da votação. Pesquisa não é eleição, mas o agregador ajuda a revelar a temperatura do momento político.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Flávio é Vorcaro e Vorcaro é Flávio: a conexão que exige respostas, não blindagem

Se há uma coisa que o escândalo envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro deixou evidente é que as relações entre o poder político, o dinheiro e os interesses privados precisam ser investigadas com rigor, sem privilégios e sem proteção institucional.

A conexão entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, quando examinada à luz dos documentos, movimentações financeiras e possíveis interesses cruzados, levanta questões que não podem ser varridas para debaixo do tapete. Mas é fundamental distinguir relações documentadas, suspeitas investigadas e responsabilidades criminais comprovadas — cada uma exige evidências próprias.

A investigação que coloca o discurso à prova

Relatórios divulgados pela Polícia Federal apontam que Flávio Bolsonaro atuou como interlocutor direto de Daniel Vorcaro nas negociações de financiamento do filme Dark Horse. O senador é investigado por suspeitas que incluem lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Flávio nega irregularidades.

Isso não autoriza afirmar, neste momento, que os dois sejam comprovadamente sócios de uma organização criminosa ou que tenham cometido conjuntamente os crimes mencionados. Mas torna legítima a cobrança pública por transparência, esclarecimentos e responsabilização, caso as provas confirmem ilícitos.

O ponto central é que nenhuma candidatura, sobrenome político ou influência institucional pode substituir a investigação independente.

Se os recursos de Vorcaro financiaram interesses políticos, se houve desvio de dinheiro ou se agentes públicos atuaram para favorecer negócios privados, tudo precisa ser esclarecido. E, se houver provas de crimes, os responsáveis devem responder perante a Justiça, independentemente de sua posição política.

O Brasil não precisa de versões cuidadosamente embaladas para proteger poderosos. Precisa de documentos, perícias, investigação e verdade.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Globo parte para cima dos pobres: a campanha por Flávio Bolsonaro passa pelo ataque ao Bolsa Família

Há momentos em que o jornalismo deixa de ser apenas jornalismo e passa a revelar quais interesses e quais projetos de sociedade estão em disputa. Quando o debate sobre o Bolsa Família é reduzido a uma crítica ao aumento de R$ 90 destinado aos beneficiários mais pobres, a pergunta que se impõe é: por que a renda de quem está na base da pirâmide incomoda tanto?

O Bolsa Família não é um privilégio. É uma política pública voltada à redução da pobreza e à garantia de condições mínimas de sobrevivência para milhões de brasileiros. Transformar um reajuste destinado aos mais vulneráveis em motivo de ataque político exige uma discussão séria sobre prioridades, desigualdade e o papel do Estado.

O discurso da austeridade seletiva

O reajuste anunciado pelo governo Lula eleva o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691, uma correção de 15,04% baseada na inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026. O governo afirma que a medida busca preservar o poder de compra das famílias.
Serviços e Informações do Brasil

É legítimo questionar o momento do reajuste, seus impactos fiscais e eventuais efeitos eleitorais. O que não pode acontecer é transformar a população pobre em alvo de uma disputa política na qual seus direitos são tratados como moeda de troca.

Flávio Bolsonaro classificou o reajuste como uma ação de desespero e questionou sua finalidade eleitoral. Ao mesmo tempo, o aumento realizado pelo governo Bolsonaro em 2022, que elevou o benefício de R$ 400 para R$ 600, também é parte do histórico desse debate.

A discussão precisa ser coerente: o critério para avaliar políticas sociais deve ser o impacto sobre a população, a legalidade, o financiamento e os resultados — não a conveniência eleitoral de quem está no governo.

E, quando veículos de comunicação criticam medidas de transferência de renda, vale examinar concretamente o conteúdo da cobertura: quais argumentos são apresentados, quais fontes são ouvidas e se existe tratamento equivalente para políticas de diferentes governos.

Seja como for, o caso é sério, porque mostra como operam as classes economicamente dominantes no Brasil, classificadas como direita, unsem-se e se protegem para um único propósito, manter o próprio monumento que sempre fez do Estado moradia paa seus próprios interesses.

O Grupo Globo é o próprio busto de uma lavra de gerações dos Marinho que se confunde com a história da desigualdade social desse país.

Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

O caso dos cemitérios: por que André Mendonça entrou no radar de Dino?

O caso Banco Master vai deixando de ser apenas uma investigação sobre operações financeiras para se transformar em um verdadeiro teste de resistência das instituições brasileiras. A determinação de Flávio Dino para que a Polícia Federal investigue possíveis conexões do esquema com cemitérios de São Paulo amplia o alcance das apurações e mostra que, quando a investigação avança, podem surgir ramificações que ultrapassam os limites inicialmente conhecidos.

E é justamente nesse cenário que a atuação de André Mendonça continua sob questionamento. Não se trata de transformar suspeitas em condenações, mas de reconhecer que a transparência sobre decisões, encontros e eventuais interferências no andamento das investigações é indispensável. Nenhuma autoridade, por mais elevada que seja sua posição, pode estar acima do escrutínio público e institucional.

O problema não termina nos cemitérios

Segundo as informações divulgadas em 17 de setembro, as operações investigadas envolvem R$ 78 milhões em financiamentos do Banco Master para uma concessionária ligada ao Grupo Maya, com ações da empresa oferecidas como garantia. Dino determinou a apuração pela PF e pela CVM, incluindo a análise das relações financeiras entre o grupo e as concessionárias.

O ponto central da controvérsia é a combinação de três elementos: uma reunião com Daniel Vorcaro, a atuação de Mendonça em um processo sobre concessões funerárias e os vínculos familiares e institucionais mencionados na apuração.

A seguir, o que foi divulgado e por que esses fatos levantam questionamentos.

A reunião com Vorcaro antes do julgamento

Em 14 de março de 2025, André Mendonça recebeu Daniel Vorcaro, então banqueiro do Banco Master, na sede do Instituto Iter, em São Paulo. Segundo as informações divulgadas, o encontro ocorreu um dia antes de Mendonça pedir vista e suspender julgamento sobre limites de preços cobrados pelas concessionárias de cemitérios da capital.

Essa proximidade temporal é o que alimenta o questionamento: havia algum conhecimento prévio sobre interesses econômicos relacionados ao processo? O encontro, por si só, não comprova que houve favorecimento ou irregularidade. A questão é saber se existiam vínculos relevantes que deveriam ter sido declarados e examinados.

O vínculo com a concessionária Cortel

O nome de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, aparece na apuração porque ele teria ligação com a Igreja Batista da Lagoinha e exercido cargo diretivo na Cortel, concessionária de cemitérios em São Paulo. Dino relacionou esses elementos ao encontro de Mendonça com Vorcaro.

Esse é um ponto que precisa ser investigado documentalmente: a estrutura societária das empresas, os financiamentos, os contratos e eventuais relações com agentes públicos.

O irmão de Mendonça e a SP Regula

Outro elemento mencionado por Dino é Alexandre de Almeida Mendonça, irmão de André Mendonça, que atua na SP Regula, agência responsável pela regulação dos serviços públicos de São Paulo. A atuação do irmão na área funerária foi citada no contexto da investigação sobre as concessões.

É importante distinguir duas coisas: o vínculo familiar e a existência de eventual conflito de interesses. A presença de um parente em uma agência reguladora não demonstra, automaticamente, que o ministro tenha agido de maneira irregular. O que deve ser esclarecido é se houve alguma influência indevida, benefício particular ou circunstância que exigisse impedimento.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D