Categorias
Mundo Política

A alcateia dos lobos infernos e o admirável mundo dos gênios da extrema direita

No Paraguai, Flávio Bolsonaro teria recebido 87% dos votos, contra 13% de Lula. O sopro de genialidade da extrema direita realmente elevou a autoestima das antas, capivaras, com ou sem asas. Diante da realidade, uma disputa com outra para saber quem consegue ser mais genial no berrante das excrescências. É um verdadeiro festival de inteligência artificial sem inteligência e sem artificialidade: apenas a estupidez em estado bruto.

Mas existe um traço particularmente curioso nessa confraria de iluminados: Flávio Bolsonaro, Trump, Netanyahu, Milei e Santiago Peña, integrantes dessa espécie de aliança dos infernos, têm em comum a proximidade com os grandes interesses financeiros e a concentração de fortunas. É uma coincidência esteticamente extraordinária. Os supostos salvadores dos povos parecem ter encontrado, antes de qualquer coisa, uma maneira bastante eficiente de salvar a própria riqueza.

Os gênios do neoliberalismo fizeram fortuna vendendo dogmas econômicos a uma multidão de tolos convencidos de que o mercado resolveria todos os problemas da humanidade. Privatização, austeridade, desmonte do Estado e submissão aos grandes capitais foram vendidos como a receita infalível da prosperidade. O resultado, porém, é conhecido: poucos acumulam fortunas enquanto milhões pagam a conta.

No Paraguai, a fantasia da Suíça latino-americana e do eldorado guarani começa a mostrar sua face mais cruel. Brasileiros atraídos pelas promessas de segurança financeira e vantagens econômicas descobriram que o paraíso também pode ter bancos evaporando, dinheiro desaparecendo e uma crise política de proporções consideráveis. O sonho de prosperidade virou pesadelo para quem acreditou na propaganda.

É a velha fórmula neoliberal: quando tudo vai bem, os gênios reivindicam o mérito; quando o sistema desmorona, a conta é entregue ao povo.

E Flávio Bolsonaro, depois de sua derrota, aparece nesse cenário como mais um representante de uma extrema direita que parece não encontrar outro caminho senão o da fuga, do isolamento e da desmoralização política. A mesma cartilha que une esses personagens começa a produzir resultados cada vez mais constrangedores para seus próprios autores.

Trump, Milei, Netanyahu, Peña e os Bolsonaro não são episódios isolados. São expressões de um projeto internacional que transformou o ressentimento popular em mercadoria, a política em negócio e a soberania dos países em balcão de interesses.

O problema dessa alcateia é que seus integrantes passaram tempo demais acreditando na própria propaganda. Confundiram dinheiro com inteligência, poder com legitimidade e manipulação com liderança.

Mas a realidade tem uma inconveniente mania: mais cedo ou mais tarde, cobra a conta.

E quando a conta chega, não há berrante, bilionário ou guru neoliberal capaz de convocar o povo para pagar eternamente a festa dos predadores.

Por isso ou foram massacrados nas urnas ou depostos de seus governos.


Compartilhe, curta e apoie o Antropofagista via Pix com qualquer valor: 65725972704 ou 24981274823


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Política

Brasil vê mais espaço para investigação contra família Bolsonaro nos EUA

Mauro Vieira e Marco Rubio se encontrarão na próxima semana; Brasil espera normalização e pragmatismo na relação bilateral

A derrota de Donald Trump nas eleições desta semana é também uma derrota para o espaço político da família Bolsonaro nos EUA. A avaliação de membros do governo brasileiro é de que, com a onda democrata no Congresso, um dos abalos pode ser o enfraquecimento da capacidade da extrema direita brasileira de conseguir apoios que sejam traduzidos em ações contra o país.

Com uma maioria de democratas na Câmara de Deputados e Senado, Eduardo Bolsonaro e outros interlocutores podem ter mais dificuldades para encontrar porta-vozes no Legislativo americano e que, ao longo dos últimos meses, foram considerados como “caixas de ressonância” das posições bolsonaristas.

Mesmo deputados republicanos da Flórida que conseguiram se manter em seus cargos tiveram dificuldades para serem reeleitos. A consequência pode ser a perda de espaço político para a extrema direita brasileira.

O protagonismo, na avaliação do governo brasileiro, muda de lado e com a oportunidade de que os democratas pressionem por investigações, inclusive sobre a família Bolsonaro.

Outro impacto foi a derrota dos republicanos no Texas, estado onde Eduardo Bolsonaro se fixou nos EUA. O governo Lula espera que haja maior disposição para uma potencial investigação sobre o destino do dinheiro usado supostamente para financiar o filme Dark Horse.

O Ministério da Justiça chegou a fazer um pedido de cooperação, que jamais foi respondida pelos EUA.

O governo brasileiro, porém, não vê espaço no curto prazo para uma retirada de vistos para a família Bolsonaro. A projeção é de que isso apenas poderia ocorrer depois da eleição presidencial em 2028 e no caso de uma vitória dos democratas.

Normalização possível?
O governo brasileiro ainda aguarda para entender impacto da derrota de Trump na política externa para a região. Um dos riscos, porém, pode ser uma retomada da ofensiva dos EUA na América Latina, inclusive contra Cuba.

Mas, na relação com o Brasil, a esperança é de que possa existir um espaço para uma normalização das relações bilaterais. Nos dias 9 e 10 de novembro, o chanceler Mauro Vieira se reunirá com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. O encontro ocorrerá em Paris, às margens do G7.

A tendência seria a normalização da relação e um pragmatismo. A avaliação do governo Lula é que a motivação para o assédio contra o Brasil vinha da possibilidade de influenciar o resultado da eleição no país. Com o voto superado e a vitória de Lula, a esperança é de que haja uma acomodação.

Primeiro teste: vistos e embaixadores
O primeiro teste para essa normalização seria a retomada do fluxo de funcionários, embaixadores e ministros de ambos os países. A previsão é de que, no encontro na semana que vem, um primeiro gesto seja a avaliação da aprovação do embaixador dos EUA no Brasil, Daniel Perez.

Para isso, porém, o governo brasileiro insiste que precisa haver um fim para a “Guerra Fria de vistos”. Ou seja: o fim de sanções contra a embaixadora brasileira em Washington e a retomada de vistos para ministros e autoridades nacionais nos EUA. A meta do Brasil é a de retomar o acesso desimpedido de funcionários e ministros.

Mas, para que haja essa normalização e a autorização do fluxo de embaixadores, o Brasil espera que Donald Trump deixe de questionar os resultados da eleição de Lula. Para Brasília, isso cria “ruído” no esforço de normalização.

O Brasil não espera que Trump faça uma retratação. Mas apenas que deixe de falar do assunto. Se isso ocorrer, o caminho está colocado para uma normalização.

Acordo comercial
Outro passo seria a retomada do acordo comercial com os EUA e uma redefinição de tarifas. O Brasil aguarda um rascunho de um pacto e a esperança é de que Trump suavize suas barreiras, diante do impacto que elas tiveram para o custo de vida dos americanos.

Na eleição nesta semana, os republicanos foram sancionados por conta justamente do custo de vida para milhões de americanos. Retirar as tarifas, portanto, pode ser um caminho.

O Brasil, porém, não aceitará qualquer acordo e vai insistir que precisa de um entendimento equilibrado. Para a diplomacia brasileira, se não houver espaço para uma negociação, não se descarta esperar dois anos até um eventual novo governo americano.

*Jamil Chade/ICL


Compartilhe, curta e apoie o Antropofagista via Pix com qualquer valor: 65725972704 ou 24981274823


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Política

As big techs e o tecnofascismo brejeiro

O tiro de misericórdia no neoliberalismo globalizado e a resistência contra o banditismo digital

Se fosse necessário traduzir em uma síntese política o que aconteceu nos últimos 11 dias — a vitória de Lula, a derrota de Flávio Bolsonaro, a derrota de Trump nas eleições de meio de mandato e a renúncia de Santiago Peña, presidente do Paraguai —, eu definiria esse conjunto de acontecimentos como um duro golpe, talvez o tiro de misericórdia, na arquitetura política do neoliberalismo globalizado.

Mas há um elemento que atravessa todos esses episódios e merece um capítulo à parte: o tecnofascismo. Ele operou como braço tecnológico e propagandístico dos interesses do grande capital globalizado, numa ofensiva contra a democracia, a soberania popular e o próprio Estado de Direito. Uma engrenagem sofisticada de manipulação da informação, fabricação de consensos, silenciamento de vozes dissidentes e controle do debate público, em proporções jamais vistas na história da humanidade.

E vejam bem: isso não começou agora no Brasil. Certamente se intensificou durante o processo eleitoral, mas vem de muito antes. Desde a chegada de Bolsonaro ao poder, em 2018, matérias, vídeos, opiniões e conteúdos publicados por blogs e redes progressistas passaram a enfrentar diferentes níveis de restrição, invisibilidade e censura algorítmica. Não se trata de um fenômeno isolado, mas de uma estrutura de poder digital que, historicamente, tem demonstrado enorme afinidade com os interesses da direita e do grande capital.

Nós, do Antropofagista, fomos e continuamos sendo vítimas dessa perversidade tecnocrática. Desde 2018, assistimos à frequência de acesso ao blog despencar gradualmente, mas de maneira brutal, à medida que os algoritmos passaram a restringir nossa circulação e a reduzir nossa capacidade de alcançar leitores. Não foi uma mudança natural de comportamento do público. Foi um processo de asfixia digital que atingiu, sobretudo, veículos independentes, progressistas e comprometidos com uma visão crítica da sociedade.

O mais grave é que essa realidade não mudou. Pelo contrário: as big techs continuam fiéis ao mesmo projeto de concentração de poder, controle da informação e proteção dos interesses políticos e econômicos que as sustentam. A derrota eleitoral de seus aliados não significou qualquer recuo na estrutura de censura e manipulação que ajudaram a consolidar.

Mesmo depois das derrotas da direita no Brasil, nos Estados Unidos e do abalo político no Paraguai, seguimos enfrentando uma censura implacável. As plataformas continuam dobrando a aposta contra a liberdade de expressão, a liberdade de pensamento e a pluralidade ideológica. Parece que, para essas corporações, a vontade popular pode até prevalecer nas urnas, desde que não ameace o poder que elas exercem sobre a circulação das ideias.

É justamente aí que está o tamanho do problema. Não basta derrotar eleitoralmente o fascismo se permanecem intactas as estruturas tecnológicas e econômicas que alimentam sua reprodução. Não basta vencer nas urnas se o debate público continua submetido aos interesses privados de meia dúzia de conglomerados digitais que se comportam como donos da informação, da visibilidade e, em última instância, da própria democracia.

Mas seguimos aqui. A duras penas, enfrentando a asfixia financeira, a invisibilidade algorítmica e todas as formas de sabotagem digital. Seguimos porque o Antropofagista não nasceu para se curvar aos interesses dos poderosos, muito menos para pedir licença aos donos das plataformas para exercer o direito de pensar, criticar e informar.

O que esperamos é uma decisão soberana do Brasil, com regulação democrática e responsabilização das plataformas, que coloque limites ao verdadeiro banditismo digital e devolva à sociedade o direito de decidir livremente o que deve circular no espaço público.

Por isso, fazemos um chamado aos nossos leitores: compartilhem nossas publicações, ajudem a romper o bloqueio algorítmico e apoiem financeiramente o Antropofagista. Cada compartilhamento é uma brecha na censura. Cada contribuição é um gesto concreto de resistência.

Porque, se os poderosos têm dinheiro, algoritmos e máquinas de propaganda, nós temos a palavra, a consciência crítica e a disposição de não abandonar a luta.

O Antropofagista resiste. E resistir, neste momento, também é um ato de liberdade.


Compartilhe, curta e apoie o Antropofagista via Pix com qualquer valor: 65725972704 ou 24981274823


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Política

“Vou levar isso para o túmulo”: diz Flávio Bolsonaro sobre cúmplices da sua fuga

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou em Miami que esconderá os detalhes de sua saída do Brasil após a derrota eleitoral para o presidente Lula (PT). “Como cheguei aqui, vou levar isso para o túmulo”, declarou em entrevista ao New York Times.

Autoridades dos Estados Unidos disseram que um integrante da Casa Branca providenciou o jato que levou Flávio a Miami e que o presidente Donald Trump autorizou diretamente sua entrada no país. O senador negou participação de governos na viagem. O próprio jornal americano revelou que Santiago Caputo, assessor de Javier Milei, ajudou o brasileiro na fuga.

“Foi tudo por mim. Não houve ajuda de ninguém, de nenhum governo”, alegou. Ele ainda disse que decidiu deixar o país na manhã seguinte à eleição, depois de autoridades determinarem a entrega de seus passaportes em 24 horas.

O senador é alvo de investigações sobre lavagem de dinheiro e corrupção, mas ainda não recebeu denúncia. Seu mandato no Senado termina no início de 2027, quando perderá a imunidade parlamentar.

Flávio alegou que seria condenado caso permanecesse no Brasil e voltou a atacar o Judiciário. “Já sei que o resultado final será a minha prisão”, afirmou, ao dizer que considera politicamente motivadas as ações contra sua família.

Derrota de Flávio Bolsonaro e alegações sem provas
Mesmo com seu partido aceitando o resultado, Flávio Bolsonaro insistiu, sem apresentar provas, que a vitória de Lula foi “matematicamente impossível”. A Justiça Eleitoral rejeitou as alegações de fraude, e observadores independentes certificaram a integridade da votação.

Uma de suas queixas envolve a extensão do horário de votação por chuvas intensas e atrasos de ônibus em algumas regiões. Os dois candidatos pediram a medida, que alcançou 34 mil votos, número muito inferior à vantagem de 4,4 milhões de votos obtida por Lula.

Dos Estados Unidos, Flávio afirmou que pretende contestar judicialmente a eleição, embora tenha reconhecido que a iniciativa tem pouca chance de prosperar. De acordo com o DCM, ele também disse que apoiará aliados no Brasil em propostas para reduzir a maioridade penal e conceder anistia a Jair Bolsonaro e aos golpistas do ato terrorista de 8 de Janeiro.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado, enquanto Eduardo Bolsonaro também vive nos Estados Unidos após condenação no Brasil. Flávio, a mulher e as duas filhas receberam autorização para permanecer no país por ao menos um ano; ele disse que pode disputar uma nova eleição caso ela ocorra.


Compartilhe, curta e apoie o Antropofagista via Pix com qualquer valor: 65725972704 ou 24981274823


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Mundo Política

Bolsonarismo pé frio: Após crise bancária e pressão por impeachment, presidente do Paraguai renuncia

Santiago Peña deixou o cargo nesta quinta-feira (5), após pressão política e avanço de processo de impeachment no Congresso

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, apresentou nesta quinta-feira (5) um pedido de renúncia do cargo. A decisão vem após um pedido de impeachment no Congresso e uma crise envolvendo a liquidação do banco Ueno, instituição controlada pelo Grupo Vázquez e da qual Peña foi acionista até março de 2025.

De acordo com a imprensa local, o pedido ainda precisa do aceite do Congresso do país . Uma sessão sobre o assunto deve ser convocada ainda esta semana.

Nas redes sociais, Peña se manifestou informando a decisão de deixar o poder, destacando que este é um dos momentos “mais difíceis da minha vida”.

“Tomei a decisão de apresentar a minha renúncia à Presidência da República. Faço isso pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar as nossas instituições democráticas”, afirmou.

“Faço-o com absoluto respeito à nossa Constituição Nacional e aos mecanismos institucionais e democráticos que estabelecemos para nós mesmos como Nação. Estou convencido de que nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai”, completou.

Em meio à tamanha crie, bolsonaristas indo morar no Paraguai.

Confira na íntegra:


Compartilhe, curta e apoie o Antropofagista via Pix com qualquer valor: 65725972704 ou 24981274823


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Política

Bolsonarismo perdeu em português, em inglês e em paraguaio

A família Bolsonaro conseguiu uma proeza internacional: transformar seu projeto de poder em motivo de constrangimento em mais de um idioma. Perdeu no Brasil, viu Trump enfrentar uma reação eleitoral nos Estados Unidos e agora assiste ao esvaziamento de suas apostas políticas também no Paraguai. A internacionalização do bolsonarismo, que pretendia ser uma demonstração de força, virou um roteiro de filme de terror e constrangimentos.

Eduardo e Flávio Bolsonaro apostaram todas as fichas na articulação com a extrema direita internacional. Trump era o padrinho, Milei o modelo, os aliados estrangeiros seriam a retaguarda e a velha mídia brasileira faria o serviço de vender essa engrenagem como uma onda irresistível. Só esqueceram de combinar com as urnas, com a realidade política de cada país e, principalmente, com os eleitores.

O problema é que não adianta importar discursos, copiar estratégias, desfilar com figurões estrangeiros nem tentar transformar o Brasil em território subordinado aos interesses de uma direita internacional. Política não se faz por procuração, e a soberania de um país não é mercadoria para ser negociada em gabinetes estrangeiros.

O mais curioso é assistir ao clã Bolsonaro, que sempre vendeu a imagem de uma família poderosa e influente, descobrir que seus padrinhos internacionais não são capazes de garantir sequer a própria estabilidade política.

A aventura internacional bolsonarista virou uma espécie de comédia de erros com legendas em três idiomas. Perdeu em português, perdeu em inglês e perdeu em paraguaio. E, pelo andar da carruagem, está ficando difícil encontrar um idioma em que essa família consiga traduzir sua ambição de poder em apoio.

Agora o sentido da frase fica ainda mais claro: a ironia está na coincidência entre a fuga anunciada de bolsonaristas para o Paraguai, apresentado como refúgio econômico e político, e a intervenção no Ueno Bank, que deixou milhões de correntistas sem acesso às contas, incluindo os brasileiros bolsonaristas.

Agora, resta ao clã explicar aos seus aliados que a derrota não foi problema de comunicação, de idioma ou de tradução. Foi o resultado de um projeto político que encontrou resistência em diferentes países e contextos.

O bolsonarismo queria falar com o mundo. O mundo respondeu em várias línguas: não é por aí!


Compartilhe, curta e apoie o Antropofagista via Pix com qualquer valor: 65725972704 ou 24981274823


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Mundo Política

Eduardo e Flávio Bolsonaro: com a vitória acachapante dos democratas, fugirão para onde?

Eduardo e Flávio Bolsonaro diante da nova realidade política americana: se até o território que servia de refúgio e palanque começa a mudar de configuração, qual será o próximo endereço da família?

A pergunta ganha força porque a relação política com os Estados Unidos sempre foi apresentada pelo bolsonarismo como uma espécie de seguro internacional.

A questão, porém, não é tão simples: a vitória democrata não cancela automaticamente a residência americana de Eduardo nem a autorização migratória de Flávio. Essas decisões dependem do governo federal, não do governo do Texas.

Mas há um elemento político importante: os democratas conquistaram o controle das duas casas do Congresso americano e obtiveram vitórias históricas no Texas. Isso abre espaço para maior fiscalização das relações entre o governo Trump e a família Bolsonaro, o que complica  a vida dos dois fujões.

O Texas deixou de ser aquele porto politicamente confortável que os bolsonaristas imaginavam. E Miami, pelo visto, também pode deixar de ser um esconderijo tão conveniente.


Compartilhe, curta e apoie o Antropofagista via Pix com qualquer valor: 65725972704 ou 24981274823


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Brasil Mundo

Derrota acachapante de Trump pega mídia antilulista no contrapé

A mídia, que passou 2 anos vendendo que Trump era invencível e que Lula estava isolado, acordou hoje com a cara no chão.

Na noite de ontem, 03/11, os democratas tomaram tudo nos EUA:

*- Câmara:* 228 x 139
*- Senado:* 54 x 44
*- Governos:* Texas, Iowa, Ohio, Kansas viraram azul

Não foi vitória apertada. Foi lavada.

ONDE DOEU MAIS

Texas: Gina Hinojosa derrubou o todo-poderoso Greg Abbott e virou a 1ª governadora latina. James Talarico tomou o Senado que era republicano desde 1988.

Kansas: 1º senador democrata desde a Grande Depressão, há 94 anos.

Carolina do Sul: onde Trump ganhou por 18 pontos em 2024, a democrata Annie Andrews atropelou a indicada dele.

POR QUE O POVO VOTOU ASSIM?

Custo de vida, tarifaço e a guerra contra o Irã que fez a gasolina explodir. Trump está com *32% de aprovação e 66% de desaprovação* — pior que qualquer presidente em midterm.

E ele ainda tentou disfrçar: _”Eu não estava na cédula, se estivesse teria ganho de lavada”_. Aceitou o resultado na Fox, mas já chamou de fraude velada nos bastidores.

*E O CONTRAPÉ NO BRASIL?

A Globo, Jovem Pan e companhia passaram o ano inteiro dizendo: _”Lula vai ficar sozinho, Trump vai sancionar o Brasil, Bolsonaro vai voltar com ajuda americana”_.

Só que agora:

1. Trump perdeu o Congresso. Vai ficar travado até 2028, sem poder aprovar nada e sob investigação.
2. Lula acaba de gabaritar a PEC da Segurança com 75 votos no Senado.
3. Eduardo e Flávio Bolsonaro, que fugiram pra lá achando que iam ter proteção, agora estão sob um Congresso democrata que vai investigar justamente a famiglia Trump e seus aliados.

A narrativa do “Trump forte, Lula fraco” derreteu em uma noite.

O recado das urnas americanas foi o mesmo das urnas brasileiras: *povo cansado de quem governa pra bilionário e faz guerra pra esconder o preço do feijão.


Compartilhe, curta e apoie o Antropofagista via Pix com qualquer valor: 65725972704 ou 24981274823


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Política

Dê uma força ao blog Antropofagista com qualquer valor

O apoio dos nossos leitores via PIX, é fundamental para manter a independência e a qualidade do jornalismo.

O Antropofagista valoriza a liberdade de expressão e o compromisso com a verdade, sem influências externas que possam comprometer a imparcialidade das notícias.


Apoie com qualquer valor
PIX: 65725972704 e 24981274823
Agradecemos aos nossos leitores


 

Categorias
Mundo Política

“Mau presságio”: vitória democrata pode atrapalhar Flávio e Eduardo nos EUA

A vitória dos democratas no Congresso dos Estados Unidos deve aumentar a pressão sobre Flávio e Eduardo Bolsonaro, que contam com o abrigo do governo de Donald Trump no país. Diplomatas brasileiros avaliam que a nova maioria parlamentar abrirá espaço para pressão direta contra a presença dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro em território americano, segundo a coluna de Bela Megale no jornal O Globo.

Integrantes do Itamaraty consideram o resultado eleitoral especialmente negativo para os Bolsonaros. “Haverá pouca paciência dos parlamentares com Trump e seus intentos de interferir nos processos democráticos na América do Sul e no Brasil, em particular”, afirmou uma fonte diplomática.

Os democratas passarão a comandar comissões voltadas a temas internacionais na Câmara e no Senado. Esses colegiados poderão usar audiências, requerimentos e investigações para questionar a política externa de Trump e o acolhimento dado a aliados brasileiros do presidente americano.

Diplomatas também preveem cobranças sobre a postura de Trump diante de condenados pela Justiça brasileira e de defensores de golpe de Estado, além das sanções comerciais impostas por meio de tarifas. Uma das fontes classificou a mudança no Congresso como “um mau presságio para os Bolsonaros”.

Comissões devem fiscalizar política externa de Trump
A eleição de maiorias democratas na Câmara e no Senado representa, na avaliação de diplomatas brasileiros, a maior derrota política da carreira de Trump. O governo enfrenta forte impopularidade e terá de negociar com um Congresso hostil em temas que dependem diretamente do Legislativo.

Trump declarou que pretende vetar sistematicamente propostas dos democratas, mas não pode prescindir da relação com o Congresso, sobretudo na discussão do Orçamento. A oposição também deve ampliar a fiscalização sobre decisões e falhas da Casa Branca na política internacional.

Entre os alvos de críticas estão o Escudo das Américas, coalizão de segurança liderada pelos Estados Unidos que pode ampliar a interferência de Washington na região, e a Doutrina Monroe. A política americana contra intervenções europeias no continente alimenta debates sobre o intervencionismo dos EUA na América Latina. DCM.

Apesar do cenário adverso, diplomatas veem a possibilidade de Trump buscar uma acomodação na relação bilateral com o Brasil para evitar que o embate com o Congresso se aprofunde. Uma fonte afirmou que, se o trumpismo perder a eleição presidencial de 2028, os Bolsonaros talvez tenham de considerar pedir “asilo” em outro país.


Compartilhe, curta e apoie o Antropofagista via Pix com qualquer valor: 65725972704 ou 24981274823


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?