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De olho: Lula teve maioria dos votos nas seções com mudança de local para o 2º turno

Nas 441 seções que constam na lista do TSE desta terça-feira, presidente somou 50,7% dos votos nominais no primeiro turno, contra 42,8% de Flávio Bolsonaro

A cinco dias da votação, o número de seções eleitorais que terão mudança de local no segundo turno caiu de 1.106 na manhã de segunda-feira (19) para 441 nesta terça-feira (20). Nas seções que permanecem na lista, Lula (PT) recebeu 50,7% dos votos nominais no primeiro turno, contra 42,8% de Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de 7.846 votos a favor do petista.

As mudanças atingem cerca de 126 mil eleitores — 0,08% do eleitorado brasileiro. Sudeste e Nordeste concentram a maior parte: 302 das 441 seções afetadas.

O Sudeste aparece na frente, com 163 alterações, onde o candidato do PL recebeu 18.139 votos, ou 50,1% dos votos nominais, ante 15.247 de Lula, com 42,1%.

No Nordeste, que reúne 139 seções alteradas, o cenário se inverte e com diferença maior: Lula teve 20.831 votos, ou 68,7%, contra 8.087 de Flávio, ou 26,7%.

A lista de mudanças de seções reduziu em quase 90% em poucos dias. Na semana passada, a Justiça Eleitoral informava que 4.352 seções teriam o endereço alterado.

Segundo o TSE, a oscilação se deve a ajustes nos sistemas das zonas eleitorais. A Corte afirma que as mudanças de endereço são de competência dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e só são adotadas quando consideradas necessárias, como em casos de danos causados por chuvas, problemas estruturais ou questões de segurança.

Na segunda-feira (19), o Ministério Público Eleitoral recomendou ao TSE oito medidas para ampliar a divulgação das mudanças, entre elas avisos pelo e-Título, WhatsApp e SMS e cartazes nos locais afetados. (Leia abaixo como conferir seu local de votação)

Minas e Piauí com mais alterações
Minas Gerais lidera a lista de mudanças de seções para o segundo turno, com 118 das 441 seções distribuídas por 23 municípios. Flávio Bolsonaro teve 12.150 votos nominais nessas seções no primeiro turno, contra 11.606 de Lula — diferença de 544 votos. Araguari, com 16 seções, e Januária, com 13, são as cidades mineiras mais afetadas.

O TRE-MG afirma que mudanças entre os turnos são feitas apenas em situações excepcionais, como danos provocados por chuvas e vendavais ou problemas de infraestrutura que não possam ser resolvidos até a votação. O tribunal, porém, não justificou cada uma das alterações que permanecem na lista.

Segundo estado com mais mudanças, o Piauí tem 41 seções alteradas em nove municípios. Lula venceu em todas elas e somou 5.433 votos nominais, ou 72,3%, contra 1.767 de Flávio Bolsonaro, ou 23,5%.

No primeiro turno, Minas Gerais registrou 22,82% de abstenção. No Piauí, a taxa foi de 17,15%, a terceira menor do país. No Brasil, 33.469.244 eleitores deixaram de votar, o equivalente a 21,08% do eleitorado.

Como saber onde votar no segundo turno
A Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor confira o endereço antes de sair de casa no domingo (25), mesmo que tenha votado normalmente no primeiro turno. A consulta informa endereço, zona e seção eleitoral e também é indicada para quem pediu transferência temporária de local de votação.

Uma das opções é o e-Título: depois de entrar no aplicativo, basta acessar a opção “Onde votar”. O endereço também pode ser conferido pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no site do TSE e dos TREs.

Outra alternativa é o ChatVote, assistente virtual disponível no site do TSE, no ícone localizado no canto inferior direito da página. O tribunal orienta o eleitor a usar os canais oficiais e fazer a consulta com antecedência para evitar deslocamentos ao endereço errado no dia da votação. (TSE)

*Guilherme Pavarin/ICL


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VÍDEO – Fábio Porchat expõe “República dos Laranjas” ligada a Flávio Bolsonaro

O ator e roteirista Fábio Porchat apresenta “República dos Laranjas”, novo episódio da série jornalística “Revelando” que aborda conexões envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o empresário Daniel Vorcaro e outras figuras do poder. O programa foi lançado nesta terça (20).

O episódio amplia temas tratados em “Grandes Igrejas, Master Negócios”, produção anterior da série que se dedicou à rede de contatos em torno do Banco Master. A nova reportagem se volta a pessoas e empresas que, segundo o apresentador, ficaram fora daquela edição.

“O primeiro erro foi deixar de fora gente que merecia reconhecimento. Muito reconhecimento”, afirmou Porchat. Ele citou o advogado brasiliense Willer Tomaz, amigo de Flávio, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ao mencionar Tomaz, Porchat afirmou que o advogado “tinha dinheiro escondido dentro de livro e movimentou cinco bilhões de reais em site de aposta”. O apresentador também relacionou os personagens a sociedades empresariais que serão detalhadas na reportagem.

O que o episódio chama de “grande laranjal”
O título “República dos Laranjas” parte da distinção entre os nomes que constam formalmente em documentos e quem exerce o controle dos bens e negócios. “As empresas são da doméstica, as contas são de offshore e as casas são de outra empresa”, disse Porchat.

“Essa é a história de um grande laranjal”, afirmou o ator. A investigação da série busca a origem das sociedades tratadas como incomuns no episódio.

Porchat diz que esse percurso exige olhar para o Rio de Janeiro, definido por ele como “a grande escola do crime organizado do Brasil, a Harvard da bandidagem”.

“Revelando” é uma iniciativa da equipe do podcast “Calma Urgente”, com apoio de ICL Notícias, Mídia Ninja, 342 Artes e Intercept Brasil. As contas oficiais da série já somam mais de 538 milhões de visualizações com os seis episódios publicados.

*DCM


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Flavio Bolsonaro escolheu os modelos econômicos de Trump e Milei, os mais fracassados e rejeitados no mundo

Flávio Bolsonaro escolhe os modelos econômicos de Trump e Milei: um salto no escuro para o Brasil

Flávio Bolsonaro parece convencido de que o Brasil precisa importar justamente as receitas econômicas que transformam a vida dos trabalhadores num verdadeiro caos para satisfazer o mercado financeiro. Seu horizonte é o trumpismo e o ultraliberalismo de Javier Milei: menos Estado, cortes de gastos, desregulamentação e uma fé quase religiosa de que o mercado resolverá os problemas que ele próprio não se dispõe a enfrentar. Não resolverá e ainda provocará a miséria em que se trasnformou a Argentina de Milei.

O problema é que a propaganda não paga supermercado, não cria empregos por decreto e não garante dignidade a quem vive do próprio trabalho.

Na Argentina de Milei, a pobreza voltou a subir para 32,3% no primeiro semestre de 2026, enquanto o desemprego cresce assustadoramente. São números que colocam em xeque a promessa de que o sacrifício imposto à população produziria prosperidade para todos.

É esse modelo que a equipe econômica de Flávio já apontou como inspiração. Portanto, não se trata de mera especulação: a própria coordenadora econômica da campanha elogiou Milei e defendeu medidas inspiradas em seu governo. Acabar com o Bolsa Família é uma delas, como diz o próprio Flavio Bolsonaro, Bolsa Farelo.

O Brasil não precisa de uma motosserra contra os direitos sociais, nem de uma política econômica subordinada aos interesses de Trump e da especulação financeira. Precisa de crescimento sustentável, indústria forte, salários dignos, investimento público e oportunidades para quem trabalha.

Flávio Bolsonaro quer vender como modernidade uma receita que pode cobrar uma conta brutal dos brasileiros. E a pergunta que sua candidatura precisa responder é simples: quem pagará o preço dessa experiência, os poderosos que a defendem ou a população que terá de sobreviver às suas consequências?


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Vídeo: Na GloboNews, Andreia Sadi defende fervorosamente Flavio Bolsonaro; Miriam Leitão rebate

Na GloboNews, a análise do debate da Band expôs uma divergência que diz muito sobre a disputa política em curso. Andréia Sadi insistiu em destacar a preparação de Flávio Bolsonaro e avaliou que Lula desperdiçou oportunidades de pressionar o adversário. Míriam Leitão, porém, rebateu: para ela, Lula conseguiu, sim, levar informações importantes ao conhecimento de quem ainda não conhecia os episódios levantados durante o confronto.

O ponto central é justamente esse: uma coisa é Flávio Bolsonaro ter sido treinado para escapar das perguntas; outra, muito diferente, é transformar essa preparação em mérito político.

Ao enfatizar que Flávio entregou o que havia sido treinado para fazer, Sadi praticamente reconheceu o caráter ensaiado de sua atuação. Mas será que um candidato deve ser avaliado pela capacidade de produzir cenas para as redes sociais ou pelo conteúdo de suas respostas, pela consistência de suas propostas e pela disposição de esclarecer questões em que está encolvido?

Míriam Leitão tocou numa questão essencial ao argumentar que Lula poderia ter alcançado eleitores que desconheciam as informações apresentadas. É justamente aí que a análise de um debate não pode se limitar à contagem de gols, como se a política fosse uma partida de futebol.

Há perguntas que produzem efeitos para além dos minutos de confronto: colocam assuntos na agenda pública e obrigam o eleitor a prestar atenção ao que antes passava despercebido.

Flávio pode ter chegado preparado para encenar, provocar e tentar desestabilizar o adversário. Isso, entretanto, não equivale a demonstrar preparo para governar o Brasil, absolutamente.

E fica a pergunta: quando a performance passa a valer mais do que o conteúdo, quem está sendo efetivamente avaliado — o candidato ou a qualidade de sua encenação? Fkavio saiu rebaixado do debate, Lula cresceu.

O embate entre Sadi e Míriam mostra que nem sequer existe consenso sobre o significado de uma vitória no debate. O eleitor, por sua vez, tem o direito de ir além do espetáculo e cobrar que um profissional da emissora seja imparcial ou ao menos que não demonstre tão escancaradamente que tem lado.


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Flávio Bolsonaro apaga posts atacando Bolsa Família, que ele chamou de ‘bolsa-farelo’

Postagens antigas associavam benefícios sociais à compra de votos e defendiam limitar sua duração

Publicações antigas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atacando o Bolsa Família e outros programas sociais tiveram sua exclusão denunciada nesta segunda-feira (19), a seis dias do segundo turno presidencial. Nas mensagens, o candidato associa a transferência de renda à compra de votos, acusa o PT de manter famílias na pobreza para garantir apoio eleitoral e defende limitar a dois anos o recebimento de um benefício estadual. A denúncia surgiu no mesmo dia em que Daniella Marques, coordenadora econômica de sua campanha, chamou a dependência de programas sociais de “prisão assistencialista”.

Uma das publicações mais contundentes é de 5 de abril de 2010, quando Flávio associou o Bolsa Família à compra de votos:

“Enquanto se trocar voto por cesta básica, bolsa-família e esmola o Brasil não vai para frente.”

Em 24 de junho de 2013, o então deputado estadual voltou a atacar os programas sociais, acusando o PT de perpetuar a pobreza por meio do que chamou de “bolsa-farelo”. Na mensagem, sustentou que a manutenção da dependência econômica das famílias serviria para preservar o apoio eleitoral ao partido.

Em 25 de agosto de 2011, Flávio também criticou um reajuste de benefício social, classificando a medida como uma forma de financiamento público da campanha do PT.

As publicações mostram que suas críticas não se limitavam à gestão dos programas. O parlamentar associava a transferência de renda à dependência política e atribuía motivações eleitorais à assistência prestada às famílias mais pobres.

As capturas de tela dessas mensagens voltaram a circular nesta segunda-feira. Embora existam registros anteriores de parte das publicações, ainda não foi possível confirmar de forma independente quando teriam sido excluídas do X, antigo Twitter.

Flávio tentou limitar benefício social a dois anos
As críticas também se traduziram em atuação parlamentar. Em 23 de novembro de 2011, Flávio Bolsonaro foi o único deputado estadual a votar contra o programa Renda Melhor, aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro por 54 votos a um.

Na ocasião, publicou uma mensagem chamando a iniciativa de “bolsa-farelo estadual”.

O programa complementava a renda de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza no Rio de Janeiro.

No dia seguinte, 24 de novembro de 2011, Flávio afirmou nas redes sociais que havia apresentado emendas ao projeto para restringir o período de recebimento: “Fiz emendas ao projeto […] para limitar em 2 anos.”

Em outra publicação da mesma data, argumentou que a ausência de um prazo máximo para recebimento poderia estimular a dependência dos beneficiários em relação ao Estado.

A proposta defendida pelo então deputado pretendia estabelecer um limite temporal para um programa de transferência de renda, independentemente da discussão atual sobre as regras do Bolsa Família.

Daniella Marques chama assistência social de “prisão assistencialista”
Nesta segunda-feira (19), Daniella Marques retomou a discussão sobre dependência de programas sociais durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan.

Ao defender a criação de um Ministério da Prosperidade, a coordenadora econômica da campanha de Flávio afirmou que a proposta seria:

“Libertar o Brasil dessa prisão assistencialista.”

Daniella também afirmou que programas sociais podem estabelecer uma relação “tóxica e abusiva” quando utilizados politicamente para provocar medo entre os beneficiários.

No mesmo dia, apresentou uma proposta de transição de dois anos para famílias do Bolsa Família que consigam emprego formal ou decidam abrir um negócio.

“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família, aquilo é uma proteção mas é o início de uma jornada e todo mundo merece sonhar com mais oportunidade, mais dignidade”, afirmou.

Segundo Daniella, a proposta permitiria que beneficiários buscassem autonomia financeira durante o período de transição. Caso perdessem a renda ou não conseguissem se manter, teriam direito ao retorno automático ao programa.

A coordenadora afirmou que não pretende promover cortes nos programas sociais e defendeu medidas de qualificação profissional, acesso ao crédito e estímulo ao empreendedorismo.

A proposta atual não é idêntica à defendida por Flávio em 2011. Naquele momento, ele pretendia limitar a duração de um programa estadual. Atualmente, Daniella fala em uma regra de transição para pessoas que ingressem no mercado de trabalho ou abram negócios, com possibilidade de retorno ao Bolsa Família.

Ainda assim, ambas as posições utilizam o período de dois anos como referência para discutir a permanência de famílias em programas de transferência de renda.

*Cleber Lourenço/ICL


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Vídeo: Lula vai abrir sigilo bancário: ‘Chega de chamar gente honesta de ladrão’

O presidente Lula afirmou em evento no Rio Grande do Sul que amanhã vai liberar seu sigilo bancário e fiscal e de toda a sua família ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

#AbreOSigiloFlavio

Assista:


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Coordenadora de Flávio sugere trocar servidores públicos por inteligência artificial

Daniella Marques defendeu substituir aposentados por sistemas de IA, em vez de realizar novos concursos; nesta segunda-feira, reagiu às críticas à proposta

A coordenadora da área econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, defendeu a substituição gradual de servidores públicos por inteligência artificial, em vez da realização de novos concursos para repor profissionais aposentados. A proposta foi apresentada em entrevista ao podcast G4, em 30 de setembro, e voltou a repercutir nesta segunda-feira (19), quando a economista tentou justificar suas declarações durante participação no programa Pânico, da Jovem Pan.

Na entrevista ao G4, Daniella sugeriu que vagas abertas com a aposentadoria de servidores deixassem de ser preenchidas por novos funcionários e fossem gradualmente substituídas por sistemas de inteligência artificial.

“E aí substitui e faz outro concurso pra gente pagar? Ou dá pra ir substituindo por inteligência artificial no tempo?”, questionou.

A proposta abre caminho para uma redução progressiva do funcionalismo público. Em vez de realizar concursos para repor parte dos trabalhadores que se aposentam, o governo poderia transferir suas atribuições para sistemas automatizados, diminuindo o número de servidores ao longo dos anos.

A economista não apresentou, na declaração, uma estimativa de quantos cargos poderiam ser substituídos, quais carreiras seriam afetadas ou como seria garantida a continuidade dos serviços prestados à população.

Daniella já havia defendido redução do funcionalismo em agosto
A entrevista de 30 de setembro não foi a primeira ocasião em que Daniella apresentou a possibilidade de substituir servidores públicos por inteligência artificial.

Em 6 de agosto, durante participação no programa Pânico, da Jovem Pan, a economista já havia questionado quantas carreiras administrativas poderiam ser substituídas por tecnologia nos próximos cinco ou dez anos. A ideia foi apresentada como uma forma de reduzir os custos da máquina pública.

Ainda em agosto, durante o 25º Fórum Empresarial do Grupo Lide, Daniella voltou ao assunto diante de empresários. Na ocasião, defendeu a revisão de carreiras administrativas e operacionais em razão dos avanços da inteligência artificial, relacionando a medida ao enxugamento da estrutura estatal.

No podcast G4, a economista avançou na explicação de como essa redução poderia ocorrer: por meio da substituição gradual dos servidores que se aposentassem, sem a realização de novos concursos para determinados postos.

A proposta provocou críticas de entidades representativas do funcionalismo. Em 9 de outubro, o Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro (Sisejufe) publicou um texto sobre os riscos da substituição de servidores por inteligência artificial.

Após repercussão, coordenadora tenta justificar proposta
Nesta segunda-feira (19), durante nova participação no Pânico, Daniella reclamou das críticas que vem recebendo e afirmou que suas declarações estariam sendo distorcidas.

“Eles fazem vídeo me ridicularizando de que todas as carreiras, os servidores serão substituídos por inteligência artificial”, afirmou.

A explicação, entretanto, não esclareceu quais categorias poderiam deixar de ter vagas preenchidas por novos concursos públicos. Daniella também não apresentou critérios para determinar quais atividades seriam transferidas para sistemas de inteligência artificial.

A economista voltou a relacionar o tamanho da máquina pública aos custos do Estado e à remuneração dos funcionários.

“Quando é um inchaço, uma ineficiência, uma coisa perdulária, fica todo mundo ganhando mal”, afirmou.

Segundo ela, uma administração mais eficiente permitiria melhorar os salários de determinadas carreiras. Daniella também argumentou que o excesso de gastos públicos pressiona os impostos pagos pela população.

“O imposto cada vez mais alto, vai subindo imposto para pagar a conta”, declarou.

Proposta pode reduzir concursos e afetar serviços públicos
A ideia apresentada pela coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro não se limita ao uso da inteligência artificial para agilizar procedimentos administrativos. Ao defender a substituição de servidores aposentados por tecnologia, Daniella coloca em discussão a manutenção de determinados cargos públicos.

A diferença é significativa. A inteligência artificial pode auxiliar profissionais, automatizar tarefas repetitivas e acelerar atendimentos. Já deixar de repor servidores aposentados significa reduzir o quadro de funcionários, caso as vagas sejam extintas ou permaneçam desocupadas.

A medida poderia afetar diretamente as oportunidades de ingresso no serviço público e a capacidade de atendimento dos órgãos, dependendo das funções atingidas.

Também permanecem dúvidas sobre quem seria responsável por supervisionar decisões automatizadas, corrigir eventuais erros e atender cidadãos em situações que exigem análise individualizada.

A Constituição estabelece o concurso público como regra para o ingresso em cargos efetivos, mas não determina a reposição automática de todas as vagas abertas por aposentadoria.

Apesar de defender a preservação de algumas carreiras na entrevista desta segunda-feira, Daniella não abandonou expressamente a proposta de substituir parte do funcionalismo por inteligência artificial.

A campanha de Flávio Bolsonaro ainda não detalhou se pretende incorporar a medida a um eventual programa de governo, quais concursos seriam afetados ou quantos cargos públicos poderiam deixar de existir.

*Cleber Lourenço/ICL


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Debate na Band: Nas redes, Lula teve 62% de avaliações favoráveis; Flavio 31%

Na verdade, foram analisados 5,07 milhões de comentários, o que de certa forma explica que basicamente todos os índices sobre os resultados de determinados pontos do debate da Band são amplamente favoráveis a Lula.

Vox Radar: 51% dos comentários nas redes foram favoráveis a Lula após debate na Band.

Ao todo, a pesquisa fez um mapeamento de 5,07 milhões de comentários em 2.146 posts de 486 contas no Instagram, entre meia noite de domingo e 08h02 desta segunda-feira (19).

Um levantamento da Vox Radar, obtido pela Itatiaia e pela CNN Brasil, mostra que 51% dos comentários nas redes sociais após o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na TV Band, nesse domingo (19), foram favoráveis ao candidato petista. Outros 36% foram pró-Flávio, enquanto 6,5% são neutros e 2,5% indefinidos.

Durante uma troca de acusações no debate, Lula desafiou Flávio a quebrar espontaneamente seus sigilos telefônico e bancário “para saber quem é ladrão”. O desafio foi bem recebido na pesquisa qualitativa. E o corte desse trecho já começou a ser explorado pela campanha de Lula na linha do ditado popular “quem não deve, não teme”.


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