Categorias
Política

André Mendonça fez discurso de juiz terrivelmente pobre e até a mídia amiga não perdoou

O discurso de um juiz terrivelmente pobre — e a conta milionária paga pelo contribuinte

André Mendonça conseguiu produzir uma daquelas cenas que dispensam qualquer comentário de adversário político: fez um discurso de juiz “terrivelmente pobre” e acabou recebendo críticas até de setores da mídia que, em outras circunstâncias, costumam lhe oferecer tratamento bastante mais generoso.

A contradição é difícil de ignorar. O discurso pode até tentar vender a imagem de um Judiciário austero, sacrificado e incompreendido, mas ela esbarra numa realidade muito mais prosaica: magistrados no Brasil estão entre os servidores mais bem remunerados do país, e a remuneração pode ser turbinada por uma impressionante coleção de benefícios e penduricalhos.

É justamente aí que a retórica perde força. Falar em dificuldades e sacrifícios quando se está sentado sobre uma estrutura de privilégios remuneratórios soa, no mínimo, desconectado da vida de milhões de brasileiros que precisam sobreviver com salários infinitamente menores, sem auxílio, verba indenizatória, gratificações especiais ou qualquer mecanismo capaz de transformar uma remuneração já elevada em algo ainda mais distante da realidade nacional.

E o mais curioso foi a reação da própria mídia amiga. Quando até aqueles que normalmente fazem contorcionismo para proteger determinadas figuras do Judiciário resolvem “sentar o bambu”, é sinal de que o discurso ultrapassou uma fronteira particularmente sensível. A imagem de austeridade simplesmente não combinou com a realidade de quem recebe remuneração e vantagens que, para a esmagadora maioria da população, pertencem ao universo dos reis e rainhas.

Não se trata de defender que juiz receba pouco. Magistrados exercem uma função de enorme responsabilidade e precisam ser adequadamente remunerados. A questão é outra: qual é o limite entre remuneração compatível com a função e um sistema de privilégios que parece existir em uma dimensão paralela à do país real?

Enquanto isso, o trabalhador comum enfrenta inflação, aluguel, impostos, jornadas exaustivas e, para milhões, a escala 6×1. Não existe “penduricalho” para compensar o custo de vida. Não há verba especial para pagar supermercado, combustível ou escola dos filhos. Muito menos uma estrutura capaz de transformar um salário em uma pequena fortuna.

Por isso, o problema do discurso de Mendonça não está apenas no que ele disse, mas na distância entre a narrativa e a realidade. Pobreza, no Brasil, definitivamente não é um conceito que possa ser utilizado com a mesma liberdade por quem recebe remuneração de elite.

No fim, talvez a melhor síntese tenha vindo justamente da reação que o discurso provocou: quando até a mídia que costuma ser complacente resolveu puxar o freio, ficou evidente que havia alguma coisa profundamente fora do lugar.

E não era o salário do trabalhador.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Negociador: Lula fecha acordo com Motta e Alcolumbre e destrava fim da 6×1, ‘taxa das blusinhas’ e terras raras

Lula retoma a iniciativa e fecha pacto no Congresso para destravar 6×1, blusinhas e terras raras

O almoço de Lula com Hugo Motta e Davi Alcolumbre, nesta quarta-feira, produziu algo politicamente relevante: um acordo para tirar da gaveta uma série de pautas que estavam emperradas no Congresso e colocá-las no centro do esforço concentrado da próxima semana. Entre elas estão o fim da escala 6×1, a derrubada da chamada “taxa das blusinhas” e o marco legal dos minerais críticos e terras raras.

Não é pouca coisa. É justamente no Congresso que muitas das propostas de maior impacto social e econômico acabam paralisadas por disputas partidárias, interesses corporativos e cálculos eleitorais. Ao reunir os presidentes das duas Casas e arrancar deles um compromisso de tramitação, Lula demonstra que ainda dispõe de capacidade de articulação política — e que, quando Executivo e Legislativo decidem colocar determinadas matérias na pauta, a engrenagem anda.

O fim da escala 6×1 é o ponto de maior impacto social. A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, preservando os salários e ampliando o descanso dos trabalhadores. A PEC já avançou na Câmara e chegou à CCJ do Senado, onde o senador Omar Aziz foi escolhido relator. A previsão é que o relatório seja apresentado no início de setembro.

É exatamente aí que aparece o contraste político com a oposição. Enquanto Lula transforma a redução da jornada e o direito a mais tempo de descanso em uma bandeira concreta, setores ligados ao bolsonarismo tentam sustentar alternativas que preservam maior flexibilidade para patrões e empregados. A disputa, portanto, não é apenas regimental: é uma disputa sobre que projeto de país será apresentado ao trabalhador brasileiro.

A “taxa das blusinhas” também tem enorme potencial de repercussão popular. O acordo prevê acelerar a votação da MP que suspende a cobrança federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida precisa avançar rapidamente para não perder validade.

Já a discussão sobre minerais críticos e terras raras coloca o debate em outro patamar: soberania econômica. O governo quer estabelecer regras para proteger riquezas estratégicas brasileiras diante da crescente disputa internacional por esses recursos. Lula foi direto ao defender que riquezas existentes no território nacional não sejam simplesmente exploradas por interesses estrangeiros sem uma legislação capaz de garantir benefícios ao Brasil.

E há ainda a PEC da Segurança Pública e o projeto Redata, voltado à atração de investimentos em data centers. Ou seja, o acordo não se limita a uma única bandeira eleitoral: envolve trabalho, consumo, soberania mineral, segurança e desenvolvimento tecnológico.

Politicamente, a fotografia de Lula, Motta e Alcolumbre juntos também fala alto. Depois de períodos de tensão e travamentos, o presidente conseguiu sentar à mesa com os comandantes da Câmara e do Senado e estabelecer uma agenda comum. O resultado é uma demonstração de que a política institucional pode funcionar quando há negociação e disposição para construir maioria.

Há que se reconhecer a dimensão eleitoral do movimento não diminui a importância das medidas. Se uma proposta é boa para o trabalhador, reduz uma cobrança que pesa no bolso ou protege riquezas estratégicas do país, sua aprovação continua sendo positiva independentemente da data em que ocorrer.

O que o acordo revela, sobretudo, é uma mudança de cenário: Lula saiu da posição de quem apenas cobra o Congresso e passou a comandar uma articulação capaz de colocar suas principais pautas na fila de votação.

E isso explica por que o movimento incomoda tanto a oposição. Se o Congresso efetivamente aprovar o fim da 6×1, avançar sobre a “taxa das blusinhas” e estabelecer regras para proteger minerais críticos e terras raras, Lula poderá chegar à campanha apresentando não apenas promessas, mas resultados concretos.

No fundo, é essa a batalha que começa a se desenhar: de um lado, quem quer transformar direitos, renda, tempo livre e soberania nacional em políticas públicas; de outro, quem terá de explicar ao eleitor por que determinadas pautas populares deveriam continuar esperando.

O almoço no Alvorada pode ter sido servido à mesa, mas o prato principal é político: Lula conseguiu colocar novamente o Congresso para votar aquilo que interessa diretamente à vida dos brasileiros.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Vídeo: Merval questiona Valdo Cruz e jornalistas que guardam documentos sobre Flávio e “Dark Horse”

Uma discussão entre os comentaristas da GloboNews expôs uma questão incômoda sobre o tratamento jornalístico de informações capazes de afetar a eleição presidencial de 2026.

O comentarista Valdo Cruz afirmou que jornalistas já têm documentos e informações relacionados a Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o escândalo do filme picareta “Dark Horse”.

“Tem jornalistas que têm dados sobre isso e estão esperando o momento para divulgar”, disse Valdo. “Tem gente que já tá com documento, mas tá aguardando o momento ali que considera mais adequado para divulgar. Que hora vai sair algo? Como vai sair algo?”

Talvez para limpar a barra da casa, Merval contestou frontalmente o colega. “O jornalista que tem documento, que tem informação e que guarda para um momento oportuno não é um jornalista profissional”, afirmou.

“Esse deve ser interessado em um ou outro político, um ou outro candidato. Porque não é possível. Qual é o momento ideal para soltar uma notícia?. Não tem momento ideal. O momento ideal é quando as notícias aparecem, né?”

O decano insistiu. “Não vejo muita lógica em jornalista sério que guarda informação para o melhor momento. Melhor momento para quem, cara pálida? Não vejo isso com bons olhos, não”, declarou.

Nos últimos meses, vazamentos da Polícia Federal relacionados ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a alimentar o noticiário da Globo sem qualquer contextualização, apenas com interesse eleitoral em desgastar o governo.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Flávio Bolsonaro e PL tentam manter escala 6×1 e partido sugere emendas à PEC

Presidenciável orientou senadores de seu partido a defender remuneração por horas de trabalho

Enquanto a PEC de derrubada da escala de trabalho 6×1 avança no Senado, depois que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), liberou o tema para votação, o presidenciável Flávio Bolsonaro e seu partido, o PL, se articulam para tentar mudar o texto original ou adiar a votação para depois das eleições. Na noite desta terça-feira (25), senadores da legenda apresentaram cinco emendas à PEC: duas são de autoria de Hermes Klann e outras três emendas foram apresentadas por Izalci Lucas para manter o limite de 44h, condicionando a jornada à negociação com os patrões, além de permitir a contratação por horas trabalhadas.

“Tudo isso é parte da tentativa de Flávio Bolsonaro de passar a boiada e deixar o trabalhador com sensação de ‘ganhou, mas não vai levar’”, critica Rick Azevedo, vereador carioca que lidera o movimento Vida Além do Trabalho (VAT), responsável pela mobilização em torno da mudança da jornada de trabalho.

Na segunda-feira (24), após reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Flávio mais uma vez afirmou ser contra o fim da escala 6×1 e propôs alternativas ainda mais desfavoráveis ao trabalhador. Depois de dizer que a PEC contém “grande carga de hipocrisia” e classificar como avanços para o Brasil a existência de aplicativos de entrega e de transporte, ele explicou qual proposta defende.

“Foi passado aqui para a nossa bancada essa sugestão, essa alternativa, que seria a remuneração por horas de trabalho”, revelou o candidato. É justamente esta ideia a base das emendas apresentadas nesta terça-feira.

“Não aceitaremos essas propostas e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para derrotá-las novamente”, afirmou nas redes sociais a deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

Omar Aziz quer manter texto que veio da Câmara
Relator no Senado da PEC do fim da 6×1, Omar Aziz (PSD-AM) deu entrevista na manhã de terça-feira ao programa ICL Notícias 1ª Edição e disse que pretende manter o texto aprovado pela Câmara, embora parlamentares possam apresentar emendas. Entre os pontos que deverão ser discutidos estão regras de transição e adequações para categorias com regimes específicos de trabalho, como profissionais que atuam em plataformas de petróleo, além dos setores de comércio, serviços e hotelaria.

Aziz também rebateu o argumento de que a redução da jornada poderia prejudicar a economia. Para ele, o Brasil já passou por mudanças semelhantes no passado, como a redução da carga semanal e a criação do 13º salário, sem que as previsões de colapso econômico se confirmassem. O senador defendeu ainda que as transformações no comércio e nos serviços exigem adaptações diante de mudanças nos hábitos de consumo e do avanço das novas tecnologias.

Ao comentar a defesa de uma maior liberdade para que trabalhadores escolham jornadas mais longas, como defende Flávio Bolsonaro, Aziz afirmou que é preciso considerar os limites impostos à saúde. Como exemplo, citou profissionais da saúde que enfrentam longos plantões e disse que jornadas extensas podem comprometer a saúde mental, sem necessariamente aumentar a produtividade.

“Olha, eu não vou polemizar com o Flávio, mas eu acho que não tem coisa mais importante que a convivência familiar. Não tem coisa mais importante, e o Brasil tem que entender isso, que é as pessoas”, afirmou Aziz.

O senador também citou profissionais da saúde que enfrentam longos plantões como exemplo dos impactos das jornadas extensas. Segundo ele, há estudos que mostram que o aumento da quantidade de horas trabalhadas não significa necessariamente maior produtividade, enquanto a saúde mental pode ser afetada.

“A gente está falando de seres humanos, não estou falando de máquina”, afirmou.

*ICL


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Recordar é viver: a mídia recicla a velha fórmula das farsas do mensalão e da Lava Jato contra Lulinha

Recordar é viver: na pantomima que setores da mídia estão construindo em torno de Lulinha, há pelo menos um aspecto revelador: ela permite reconhecer, quase em tempo real, o velho padrão de manipulação utilizado pelo chamado jornalismo industrial nas farsas midiáticas que marcaram o mensalão e, posteriormente, a Lava Jato, com o protagonismo Joaquim Barbosa e de Sergio Moro.

A fórmula é conhecida. Primeiro, escolhe-se um personagem que precisa ser transformado em vilão. Depois, insinuam-se conexões, levantam-se suspeitas, selecionam-se informações convenientes e, sobretudo, repete-se exaustivamente a narrativa até que a suspeita passe a ocupar o lugar da prova. O método é simples, mas poderoso: quando a manchete é reproduzida milhares de vezes, a dúvida cuidadosamente fabricada começa a adquirir aparência de verdade.

Foi assim que parte da imprensa construiu, durante anos, uma espécie de tribunal paralelo. O jornalismo deixou de ser, em muitos momentos, instrumento de investigação para assumir o papel de acusador, julgador e propagador de versões. A diferença entre fato comprovado, hipótese, ilação e opinião tornou-se convenientemente nebulosa.

O mais curioso é que a atual ofensiva contra Lulinha parece ressuscitar justamente esse mecanismo. Em vez de esclarecer, contextualizar e separar evidências de especulações, setores da mídia parecem interessados em produzir um ambiente de suspeição permanente. E há uma razão política evidente para questionar esse movimento: Lulinha não é candidato a presidente, não disputa eleição e não ocupa cargo público — mas seu nome vem sendo explorado como se fosse uma arma eleitoral contra Lula.

É aí que a comparação histórica se torna inevitável. Durante o mensalão e, sobretudo, na Lava Jato, a exposição seletiva de informações, o vazamento estrategicamente utilizado, a repetição incessante de acusações e a transformação de suspeitas em certezas contribuíram para criar uma atmosfera política na qual determinados personagens já chegavam ao noticiário previamente condenados.

A questão não é impedir que ninguém seja investigado. Ao contrário: qualquer pessoa deve responder por eventuais irregularidades, com provas, contraditório e devido processo legal. O problema começa quando o jornalismo abandona esses critérios e passa a trabalhar com a lógica da insinuação: se existe uma suspeita, ela vira manchete; se não há prova suficiente, acrescenta-se uma nova suspeita; se a narrativa perde força, resgata-se outra.

É justamente por isso que “recordar é viver”. Porque quem acompanhou aqueles episódios reconhece os sinais. Reconhece a linguagem, o enquadramento, a seleção das fontes, a insistência desproporcional e, principalmente, a tentativa de transformar uma narrativa política em fato consumado.

A história recente deveria ter ensinado alguma coisa. O jornalismo não pode repetir os mesmos vícios que ajudaram a produzir algumas das maiores distorções da política brasileira. Se há fatos contra Lulinha, que sejam apresentados com documentos, provas e contexto. Se existem crimes, que sejam investigados. Se não existem provas, a imprensa deveria ter a responsabilidade de dizer exatamente isso.

Porque a diferença entre jornalismo e propaganda não está no tamanho da manchete. Está na capacidade de resistir à tentação de fabricar certezas onde existem apenas suspeitas.

E talvez seja justamente esse o lado “bom” da atual pantomima: ela permite reconhecer a velha fórmula antes que ela seja completamente naturalizada. Ao repetir os mesmos métodos do passado, parte da mídia acaba revelando não apenas sua narrativa atual, mas também o padrão de operação que utilizou em momentos decisivos da história política brasileira.

Desta vez, porém, há uma diferença importante: muita gente já conhece o roteiro. E quando o público reconhece a fórmula, fica muito mais difícil vender a velha manipulação como se fosse jornalismo novo.

Em última análise, Comparar o caso de Lulinha com o esquema pesado de corrupção de Flávio, como faz a velha mídia, fala muito mais sobre como funciona a imprensa industrial no Brasil.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Apoie o Antropofagista hoje com qualquer valor

O apoio dos nossos leitores via PIX, é fundamental para manter a independência e a qualidade do jornalismo.

O Antropofagista valoriza a liberdade de expressão e o compromisso com a verdade, sem influências externas que possam comprometer a imparcialidade das notícias.


Apoie com qualquer valor
PIX: 65725972704 e 24981274823
Agradecemos aos nossos leitores


 

Categorias
Mundo

Vídeos: Terremoto seguido de repentina enchente no Nepal deixa muitos mortos e 400 desaparecidos

Forte e devastadora inundação repentina deixou mortos, desabrigados e desaparecidos

Uma forte e devastadora inundação repentina deixou 95 mortos, centenas de desabrigados e causou destruição em larga escala em vilas localizadas na região de fronteira entre o Nepal e a região autônoma do Tibete, na China, nesta quarta-feira (26). Forças de resgate alertam que o número de vítimas fatais deve aumentar significativamente nas próximas horas à medida que as buscas avançam.

Um terremoto de magnitude 4,4, registrado a apenas 10 quilômetros de profundidade pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), pode ter desempenhado um papel central no desencadeamento da enchente repentina.

*247


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Dark Horse: Decisão de Dino dá ‘xeque-mate’ em Mendonça no STF

Decisão permite à PF acessar material apreendido na investigação sobre a produtora do filme.

Uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, criou uma ponte entre duas investigações que, até agora, corriam separadamente — e colocar nas mãos da Polícia Federal e do ministro André Mendonça alguns dos documentos mais importantes para desvendar o caminho do dinheiro do Dark Horse.

No último dia 21, Dino autorizou a PF a acessar o material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo na investigação que atingiu Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme sobre Jair Bolsonaro. O compartilhamento havia sido solicitado pela própria PF. A investigação é diferente daquela relatada por Mendonça, que apura os milhões negociados por Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro para financiar o projeto. Mas as duas têm um ponto óbvio de encontro: a produtora e o dinheiro que passou por ela.

A coincidência da data é especialmente interessante. No mesmo 21 de agosto em que Dino assinou sua decisão, publiquei na minha newsletter e depois revelei no ICL uma entrevista com o perito responsável pelo laudo usado pela Go Up para sustentar a regularidade das contas do filme. E o que ele me contou ajuda a dimensionar o potencial da decisão de Dino.

O perito admitiu uma série de limitações no trabalho. Disse que não verificou se os valores pagos pela produção estavam de acordo com os preços de mercado e que não sabe o que os fornecedores fizeram com o dinheiro depois de recebê-lo. Ou seja: o laudo pode demonstrar contabilmente que determinado valor saiu de um lugar e chegou a outro, mas não responde sozinho à pergunta mais importante da investigação: qual foi o destino final do dinheiro?

Ao mesmo tempo, porém, ele revelou algo fundamental: as notas fiscais existem e estão em seu poder. Disse ainda que a Polícia Federal determinou a apresentação de comprovantes relacionados aos gastos. É aí que a decisão de Dino pode se transformar numa espécie de tacada de mestre investigativa.

O inquérito sob sua relatoria não é o principal processo sobre os milhões de Vorcaro. Mas, ao permitir que a PF acesse o material obtido pela Polícia Civil, Dino abre caminho para que documentos financeiros, computadores, celulares e registros relacionados à Go Up sejam cruzados com a investigação que realmente alcança a negociação entre Flávio e o dono do Banco Master.

E essa segunda investigação está com André Mendonça. É justamente a frente que mais preocupa a campanha de Flávio, diante da suspeita investigada de que recursos destinados ao fundo usado para financiar o projeto captado com Daniel Vorcaro, do Banco Master, possam ter bancado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Isso torna ainda mais curiosa a estratégia adotada agora pelo candidato. Segundo uma reportagem d’O Globo, a orientação do QG de Flávio é parar de responder sobre o Dark Horse, transferir as explicações para a produtora e para as autoridades e tentar deslocar o debate eleitoral para as suspeitas envolvendo Lulinha. Em maio, Flávio havia prometido apresentar uma prestação de contas em 30 dias. Agora diz que viu as contas, mas que não é ele quem precisa apresentá-las.

A estratégia pode até funcionar eleitoralmente. Investigativamente, porém, acontece num momento ruim. Porque a produtora para a qual Flávio agora manda as perguntas é justamente aquela cujo material apreendido Dino acaba de colocar ao alcance da Polícia Federal.

E as notas fiscais que Flávio não apresentou publicamente podem estar entre os documentos capazes de responder às perguntas que continuam abertas: quem efetivamente recebeu os milhões do Dark Horse, por quais serviços e, sobretudo, onde esse dinheiro terminou.

Dino abriu a porta. Agora resta saber se André Mendonça vai atravessá-la.

*Paulo Motoryn/ICL


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Dino mexe as placas tectônicas do Dark Horse

A movimentação de Flávio Dino tem potencial para mexer nas placas tectônicas de uma engrenagem política que vinha tentando se consolidar nos bastidores. Ao colocar o peso institucional do STF em determinadas frentes e avançar sobre áreas sensíveis, Dino altera o terreno onde alguns personagens imaginavam poder caminhar sem maiores obstáculos.

O efeito é especialmente forte porque o chamado Dark Horse depende, por definição, de zonas de sombra, acordos silenciosos e movimentos que não aparecem imediatamente no radar público. Quando Dino desloca essas peças, o que parecia estável começa a tremer.

Não se trata apenas de mais uma decisão ou de mais um capítulo da disputa política. É uma mudança de ambiente. E, quando o ambiente muda, estratégias cuidadosamente montadas podem perder valor em questão de horas.

Para quem apostava na acomodação, o recado é incômodo: Dino está mexendo no tabuleiro antes que os jogadores consigam sequer entender completamente as novas regras. As placas tectônicas se movem lentamente — mas, quando finalmente se deslocam, ninguém consegue fingir que nada aconteceu.

E é justamente aí que está o perigo para o Dark Horse: o que parecia uma corrida previsível pode estar entrando numa fase completamente diferente, na qual as velhas proteções, os velhos cálculos e as velhas certezas deixam de funcionar.

Fato é que, Flávio Dino deu um sacode bonito nas placas tectônicas do Dark Horse e Flávio Bolsonaro sentiu o tranco, porque, por essa o cínico não esperava.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Apoie o Antropofagista com qualquer valor

O apoio dos nossos leitores via PIX, é fundamental para manter a independência e a qualidade do jornalismo.

O Antropofagista valoriza a liberdade de expressão e o compromisso com a verdade, sem influências externas que possam comprometer a imparcialidade das notícias.


Apoie com qualquer valor
PIX: 65725972704 e 24981274823
Agradecemos aos nossos leitores