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Operação da PF destampa o bueiro do Dark Horse — e o bafio já tomou conta do ar

A operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro Flávio Dino fez aquilo que tanta gente parecia empenhada em evitar: destampou o bueiro do Dark Horse. E quando a tampa começa a sair do lugar, não aparece apenas o filme sobre Jair Bolsonaro. Aparecem dinheiro, emendas, empresas, personagens, transferências e uma sucessão de conexões que tornam cada vez mais difícil vender a história como um simples projeto cinematográfico.

A PF investiga suspeitas de uso irregular de recursos públicos destinados por meio de emendas parlamentares para financiar a produção do filme. Entre os alvos estão o deputado Mário Frias e pessoas ligadas à produtora e às entidades envolvidas no projeto. Segundo a investigação, houve movimentações financeiras consideradas suspeitas, inclusive transferências incompatíveis com a renda de alguns envolvidos.

E há um detalhe que torna o cheiro ainda mais forte: o nome de Flávio Bolsonaro aparece no entorno dessa história não por acaso. Ele não é alvo da operação autorizada por Dino, mas é investigado em outro procedimento relacionado ao financiamento do Dark Horse e às tratativas com Daniel Vorcaro. A própria campanha de Flávio já tentou transformar o episódio em “página virada”. Só que investigação policial não respeita roteiro de campanha eleitoral.

O que está vindo à tona é justamente aquilo que o discurso político tenta esconder: Dark Horse não é apenas um filme. É uma trilha financeira que passa por personagens, empresas, emendas e pelo universo do Banco Master e de Daniel Vorcaro.

E o quadro ficou ainda mais incômodo depois que a PF identificou que um ex-marqueteiro da campanha de Flávio transferiu R$ 1 milhão para a produtora do filme. A investigação também aponta que a empresa responsável pela produção movimentou R$ 19 milhões em apenas dois meses.

Como se não bastasse, a delação homologada por André Mendonça envolve um operador ligado a Vorcaro e menciona recursos destinados ao fundo americano que financiou o Dark Horse. Segundo a reportagem, a colaboração também trata de transferências milionárias relacionadas ao projeto.

É por isso que a operação de Dino tem potencial para mudar o tamanho do escândalo.

O bueiro foi destampado.

E, quando se destampa um bueiro, não adianta pintar a tampa, trocar a placa ou mandar o marqueteiro dizer que não existe mau cheiro. O que interessa agora é saber o que estava escondido lá dentro, quem colocou cada coisa ali e para onde foi o dinheiro.

Flávio pode acusar Dino de interferência política. Pode dizer que tudo não passa de uma tentativa de atingir sua candidatura. Mas existe uma resposta muito simples para isso: as suspeitas precisam ser investigadas, e investigação não se faz com discurso de palanque.

O mais explosivo é que o Dark Horse começa a deixar de ser uma história isolada para se transformar em uma espécie de fio desencapado dentro do emaranhado Bolsonaro–Vorcaro–Banco Master.

E é justamente por isso que o cheiro incomoda tanto.

Porque, se as investigações confirmarem as suspeitas, não estaremos diante de uma simples produção cinematográfica mal explicada.

Estaremos diante de uma história de dinheiro público, interesses políticos, financiamento privado e relações financeiras que precisam ser explicadas centavo por centavo.

A operação da PF não encerra o caso.

Ela abre a porta do bueiro.

Agora é esperar para ver o que mais vai sair de lá.

A operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro Flávio Dino fez aquilo que tanta gente parecia empenhada em evitar: destampou o bueiro do Dark Horse. E quando a tampa começa a sair do lugar, não aparece apenas o filme sobre Jair Bolsonaro. Aparecem dinheiro, emendas, empresas, personagens, transferências e uma sucessão de conexões que tornam cada vez mais difícil vender a história como um simples projeto cinematográfico.

A PF investiga suspeitas de uso irregular de recursos públicos destinados por meio de emendas parlamentares para financiar a produção do filme. Entre os alvos estão o deputado Mário Frias e pessoas ligadas à produtora e às entidades envolvidas no projeto. Segundo a investigação, houve movimentações financeiras consideradas suspeitas, inclusive transferências incompatíveis com a renda de alguns envolvidos.

E há um detalhe que torna o cheiro ainda mais forte: o nome de Flávio Bolsonaro aparece no entorno dessa história não por acaso. Ele não é alvo da operação autorizada por Dino, mas é investigado em outro procedimento relacionado ao financiamento do Dark Horse e às tratativas com Daniel Vorcaro. A própria campanha de Flávio já tentou transformar o episódio em “página virada”. Só que investigação policial não respeita roteiro de campanha eleitoral.

O que está vindo à tona é justamente aquilo que o discurso político tenta esconder: Dark Horse não é apenas um filme. É uma trilha financeira que passa por personagens, empresas, emendas e pelo universo do Banco Master e de Daniel Vorcaro.

E o quadro ficou ainda mais incômodo depois que a PF identificou que um ex-marqueteiro da campanha de Flávio transferiu R$ 1 milhão para a produtora do filme. A investigação também aponta que a empresa responsável pela produção movimentou R$ 19 milhões em apenas dois meses.

Como se não bastasse, a delação homologada por André Mendonça envolve um operador ligado a Vorcaro e menciona recursos destinados ao fundo americano que financiou o Dark Horse. Segundo a reportagem, a colaboração também trata de transferências milionárias relacionadas ao projeto.

É por isso que a operação de Dino tem potencial para mudar o tamanho do escândalo.

O bueiro foi destampado.

E, quando se destampa um bueiro, não adianta pintar a tampa, trocar a placa ou mandar o marqueteiro dizer que não existe mau cheiro. O que interessa agora é saber o que estava escondido lá dentro, quem colocou cada coisa ali e para onde foi o dinheiro.

Flávio pode acusar Dino de interferência política. Pode dizer que tudo não passa de uma tentativa de atingir sua candidatura. Mas existe uma resposta muito simples para isso: as suspeitas precisam ser investigadas, e investigação não se faz com discurso de palanque.

O mais explosivo é que o Dark Horse começa a deixar de ser uma história isolada para se transformar em uma espécie de fio desencapado dentro do emaranhado Bolsonaro–Vorcaro–Banco Master.

E é justamente por isso que o cheiro incomoda tanto.

Porque, se as investigações confirmarem as suspeitas, não estaremos diante de uma simples produção cinematográfica mal explicada.

Estaremos diante de uma história de dinheiro público, interesses políticos, financiamento privado e relações financeiras que precisam ser explicadas centavo por centavo.

A operação da PF não encerra o caso.

Ela abre a porta do bueiro.

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Política

Dark Horse: Dino derruba sigilo de ação da PF e impede Frias de sair do Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo da decisão que autorizou uma operação da Polícia Federal no caso do filme “Dark Horse” e determinou medidas cautelares que impedem o deputado federal Mario Frias (PL-SP) de deixar o país.

Operação da PF mira suspeitas sobre o uso de emendas parlamentares na produção de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). Um dos alvos foi Mario Frias, aliado da família Bolsonaro e produtor-executivo e roteirista do filme. Karina Gama, dona do ICB (Instituto Conhecer Brasil) e produtora do filme, também foi um dos alvos de busca. O UOL tentou contato com a assessoria de Mario Frias e de Karina Gama, mas não teve resposta.

Frias e Karina estão proibidos de deixar o país e de ter contato entre si —a determinação vale para os demais citados. “Elementos colhidos apontam risco concreto de alinhamento de versões, combinação de depoimentos, ocultação ou destruição de provas e interferência na colheita dos elementos probatórios ainda pendentes de arrecadação”, argumentou o ministro.

Este é um dos inquéritos que investigam os repasses para o filme. Um outro processo, relatado por André Mendonça, apura transferências feitas pelo banco Master para a produção do filme a pedido de Flávio Bolsonaro (PL.

PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira. Os alvos são ligados ao ICB (Instituto Conhecer Brasil) e à ANC (Academia Nacional de Cultura), organizações envolvidas na produção do filme.

Decisão que impôs as cautelares é de 3 de setembro e teve o sigilo derrubado hoje. Dino proibiu Frias e outros investigados de deixar o país e de manter contato entre si, com recolhimento de passaportes.

Ministro citou risco de interferência na apuração ao justi

ficar as restrições. “Elementos colhidos apontam risco concreto de alinhamento de versões, combinação de depoimentos, ocultação ou destruição de provas e interferência na colheita dos elementos probatórios ainda pendentes de arrecadação”, escreveu Dino.

Karina Gama é citada como responsável pela gestão de contratos e pela transferência de valores para empresas privadas, como a Go Up Entertainment. Para a PF, “há fortes indícios de uma única organização criminosa, estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos provenientes de verbas públicas”

Frias destinou emenda de R$ 1 milhão ao ICB para um programa de empreendedorismo em Pirassununga (SP). O projeto não saiu do papel e a suspeita é que o dinheiro tenha sido desviado para a produção do filme.

Investigação aponta indícios de crimes como peculato e lavagem de dinheiro. A apuração também cita suspeitas de fraude contratual, falsidade documental e organização criminosa, a partir de contratações e fluxos financeiros analisados.

CGU (Controladoria-Geral da União) apontou falhas estruturais e falta de capacidade técnica na entidade beneficiada. O relatório cita insuficiência operacional, dependência de terceiros para executar projetos e fragilidades nos planos de trabalho.

PF também apontou que Mario Frias fez transferências diretas de R$ 645,4 mil para a produtora do filme “Dark Horse”. Para a polícia, os repasses são “incompatíveis” com renda do deputado federa. Segundo a investigação, o valor não é compatível também com os “créditos identificados” nas contas bancárias de Frias.

*Uol


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Política

Fachin tira as fake news de Moraes, mas mantém o Master com Mendonça

A decisão de Edson Fachin de retirar das mãos de Alexandre de Moraes o inquérito das fake news produz uma pergunta inevitável: se a preocupação é preservar a imparcialidade, a segurança jurídica e a credibilidade do Supremo, por que o mesmo rigor não aparece quando o assunto é a relatoria do caso Banco Master nas mãos de André Mendonça?

Fachin assumiu a relatoria do inquérito das fake news e retirou do processo as acusações que Moraes havia apresentado contra Mendonça. A medida ocorre justamente no momento em que os dois ministros estão em rota de colisão por causa do caso Master e das revelações envolvendo Daniel Vorcaro.

O problema político, portanto, está no contraste.

De um lado, Moraes é afastado de um inquérito que conduziu por anos. De outro, Mendonça permanece à frente de uma investigação de enorme repercussão política, financeira e eleitoral, na qual aparecem personagens diretamente relacionados ao campo bolsonarista — inclusive Flávio Bolsonaro. A própria imprensa internacional já registra que o caso Master tem implicações sobre a disputa presidencial de 2026 e que Flávio está entre os políticos atingidos pelas suspeitas relacionadas ao escândalo.

É justamente aí que nasce a suspeita política de seletividade.

Se o argumento é impedir que ministros investiguem uns aos outros em meio a uma guerra interna no Supremo, então a lógica deveria valer para todos. Não basta tirar uma investigação das mãos de Moraes e deixar intacto o poder de Mendonça sobre o processo que pode atingir adversários e aliados políticos em plena campanha eleitoral.

E há um agravante, Mendonça foi indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro e se tornou uma figura central do campo conservador na atual crise da Corte. Reuters observa que suas decisões passaram a ter peso direto no cenário eleitoral e que ele é visto por setores da direita como uma espécie de referência dentro da disputa ideológica do Supremo.

Não é preciso afirmar que Fachin esteja deliberadamente protegendo Flávio Bolsonaro para enxergar o problema. Basta olhar para a arquitetura das decisões.

Moraes perde o controle do inquérito das fake news. Mendonça continua com o Master. E o principal beneficiário político desse rearranjo, aos olhos da oposição, é justamente o candidato bolsonarista que aparece no entorno do escândalo.

É uma equação que precisa ser explicada.

Porque, quando um caso envolve Moraes, a palavra de ordem é afastamento, redistribuição e controle institucional. Quando envolve Mendonça e uma investigação que alcança figuras do bolsonarismo, a régua parece ser outra.

E é justamente essa diferença de tratamento que alimenta a percepção de que o Supremo está diante de algo maior do que uma simples disputa entre ministros.

O Banco Master não é uma briga particular entre Moraes e Mendonça. É uma investigação com ramificações financeiras, políticas e eleitorais. Vorcaro está no centro do escândalo; mensagens e relações com autoridades provocaram uma crise inédita no STF; e a disputa entre os ministros passou a interferir diretamente na condução das investigações.

Por isso, retirar Moraes do inquérito das fake news sem resolver de maneira igualmente transparente a questão da relatoria do Master, não encerra a crise.

Apenas muda o eixo da crise.

E deixa no ar uma pergunta incômoda:

Fachin está realmente colocando ordem na casa ou apenas redistribuindo o poder dentro dela — com Mendonça preservado justamente onde isso pode produzir consequências eleitorais favoráveis a Flávio Bolsonaro?

Enquanto essa pergunta não tiver uma resposta convincente, qualquer discurso sobre neutralidade institucional continuará esbarrando na realidade.

Porque não basta parecer imparcial.

O Supremo precisa ser imparcial — e, sobretudo, precisa parecer imparcial para todos.


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Política

Polícia Federal faz buscas contra Mário Frias e produtora do filme Dark Horse

Produtora Karina Gama e deputado Mario Frias são alvos de buscas; investigação apura possível uso irregular de emendas e recursos públicos

A Polícia Federal (PF) cumpre mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (10/9) em uma operação que investiga o financiamento de “Dark Horse”, filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os alvos estão a produtora Karina Gama e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), além de outras 20 pessoas. Não há mandados de prisão.

A investigação está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito tramitava inicialmente em São Paulo e foi posteriormente assumido pela Corte. A apuração se concentra no possível uso irregular de emendas parlamentares e de recursos públicos destinados a entidades e empresas ligadas à produtora responsável pelo filme.

A operação, batizada de Make Up, foi deflagrada pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e investiga o suposto desvio de cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas a uma organização da sociedade civil ligada à produção do filme.

Ao todo, são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

Segundo a PF, os recursos públicos foram repassados por meio de termo de fomento. A investigação aponta a suspeita de atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, que teria direcionado os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação de parte dos serviços contratados.

A corporação afirma ainda que as tentativas de ocultar os supostos desvios teriam continuado até julho deste ano. Levantamentos financeiros identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas que integram o esquema investigado.

Os envolvidos são investigados por suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

O financiamento de “Dark Horse” também é alvo de uma segunda investigação no STF. Sob relatoria do ministro André Mendonça, esse inquérito apura repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência da República, além do destino do dinheiro.

*EM


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Política

“O Brasil precisa saber a verdade”: Lula defende quebra de sigilo no caso Banco Master

Presidente cobra transparência nas investigações, critica vazamentos seletivos e defende que informações sobre todos os envolvidos sejam tornadas públicas, “doa a quem doer”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (9), a quebra completa dos sigilos relacionados às investigações do caso Banco Master. Segundo o presidente, a medida é necessária diante da gravidade das denúncias e da crise institucional envolvendo o Poder Judiciário.

“Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, escreveu Lula em publicação no X (antigo Twitter).

O presidente também criticou o que classificou como “vazamentos seletivos” de informações das investigações, afirmando que eles estariam impactando a disputa eleitoral.

“Por isso, é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”, afirmou.

Para Lula, a transparência sobre as investigações é fundamental para que a sociedade tenha acesso às informações e para que eventuais responsabilidades sejam apuradas sem distinção entre os envolvidos.

*CTB


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Vídeo: Haddad alerta, numa eventual vitória de Flavio, Vorcaro é solto na hora

Veja esta fala fundamental de Haddad no caso de vitória de Flavio Bolsonaro:


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Vídeos: Na GloboNews, Malu Gaspar dá chilique e ataca Dino por decisão que contraria Mendonça

Malu Gaspar deu um chilique com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino na manhã desta quarta-feira (9). A comentarista da GloboNews não se conforma com o fato de que a realidade teima em não se ajustar ao universo paralelo construída pelo lavajatismo, seita política e midiática que durante anos distribuiu seus próprios “feijões mágicos”, como os do pastor Valdemiro Santiago.

O motivo da indignação foi a decisão de Dino que reintegrou Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal. O diretor-geral havia sido afastado por determinação do ministro André Mendonça. Andrei é justamente o chefe da PF que comandou a operação que levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e está à frente das investigações que alcançaram o filme “Dark Horse”.

“O STF virou uma várzea. Entra o ministro Dino no meio do caminho, atravessando o campo de jogo. Isso é mais um capítulo de um bangue-bangue judicial que tem muito pouco a ver com a Constituição. E ninguém explica as mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro”, disse.

A fala é reveladora menos pelo que diz sobre Dino do que pelo papel que Malu Gaspar escolheu desempenhar. A jornalista se notabiliza cada vez mais por um tipo de udenismo canhestro, herdeiro da tradição inaugurada por Carlos Lacerda: indignação permanente, linguagem de escândalo e a pretensão de falar em nome de uma classe média que precisa estar sempre revoltada com alguma coisa.

É um personagem conhecido da história política brasileira. Os mesmos personagens de sempre, em busca de encontrar uma crise institucional a cada esquina e apresentá-la como prova de que o país está à beira do abismo. O resultado é Flávio Bolsonaro.

O lavajatismo prosperou exatamente nesse ambiente. Durante anos, procedimentos excepcionais foram apresentados como necessários em nome de uma causa maior. Garantias legais tornaram-se detalhes incômodos. Vazamentos ilegais, que serviram para a extrema-direita reagir, são normalizados. E dane-se o país.

Malu não tem nem o talento de Lacerda. Sua presença entre os colegas é sempre condescendente. Ela sabe mais que todo mundo. Num determinado momento, vai ter de sair de cena, em nome da sobrevivência da própria Globo no teatro trágico que ela oferece aos brasileiros.

*DCM


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Política

Mendonça desungido: Ministro Flávio Dino reintegra o chefe da PF, Andrei Rodrigues

O chefe da PF tinha sido afastado por decisão do ministro André Mendonça

O ministro Flávio Dino decidiu nesta quarta-feira, 9, reintegrar o chefe da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, e o chefe da diretoria de inteligência, Leandro Almada. A decisão do ministro se deu dentro do caso em que se apura o uso de emendas parlamentares para a realização do filme Dark Horse. Para ele, o Partido Novo não tinha legitimidade para fazer o pedido. Dino é o relator desse caso no STF. O pedido examinado por Dino foi formulado pelo diretor da PF. Após a decisão, Dino submeteu a decisão ao plenário do STF.

Ao decidir, o ministro disse: “não se afirma o caráter doloso da conduta de qualquer agente público, mas é evidente que, objetivamente, a interrupção dos trabalhos de direção de investigações policiais interessa, sobretudo, aos investigados. Do mesmo modo, a semeadura de nulidades processuais, decorrentes do descumprimento de formalidades legais essenciais, embaraça a adequada conclusão dos processos penais, com julgamentos tempestivos e amparados em provas, proferidos com a ponderação e a sobriedade que devem caracterizar a atividade judicante.”

Dino afirmou também que “o digno Ministro André Mendonça tenha suas divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal e possa defender os seus direitos perante a instância própria. Mas tais direitos — inerentes a qualquer parte que se sinta prejudicada — não podem converter-se em fundamento para a prolação de decisão em causa própria, com o efeito de paralisar investigações e os trabalhos policiais”.

Dino escreveu “ao Exmo. Presidente da República, autoridade competente para a nomeação do Diretor-Geral da Polícia Federal (art. 2º-C da Lei nº. 9.266/1996 c/c art. 1º, parágrafo único, do Decreto nº. 9.794/2019), que assegure a imediata reintegração de ANDREI AUGUSTO PASSOS RODRIGUES aos cargos de Delegado e de Diretor-Geral da Polícia Federal e de LEANDRO ALMADA DA COSTA aos cargos de Delegado e Diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal, com o restabelecimento integral de suas respectivas atribuições funcionais. Esta determinação ficará vigente até o integral cumprimento, pela Polícia Federal, das medidas determinadas por esta Relatoria, em autos a mim distribuídos, sem interrupção decorrente de interferência externa;”

O ministro afirmou que não devem ser colocadas novas medidas cautelares “de natureza pessoal fundadas exclusivamente em atos praticados no regular exercício de suas atribuições funcionais, em cumprimento a determinações judiciais. Ficam ressalvadas eventuais apurações disciplinares, de competência dos respectivos superiores hierárquicos, se for o caso, observados, em qualquer hipótese, o devido processo legal, as regras de competência e a legitimidade para a formulação do correspondente requerimento”.

Além disso, o Dino determinou o restabelecimento “do regular funcionamento da Diretoria de Inteligência Policial da Polícia Federal, com o pleno exercício de suas atribuições legais e administrativas, nos termos das normas vigentes, inclusive para o cumprimento das decisões judiciais que lhe sejam dirigidas, observadas as competências e os procedimentos legalmente estabelecidos”.

*Juliana Dal Piva/ICL


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Brasil Mundo

Planalto acende alerta para movimentações dos EUA antes da eleição

Governo monitora possíveis articulações de aliados de Bolsonaro em Washington e teme questionamentos sobre o processo eleitoral diante de crise no Judiciário.

O agravamento da tensão no Judiciário acendeu um novo sinal de alerta no Palácio do Planalto. Integrantes do governo avaliam que a crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pode ser explorada por setores bolsonaristas com interlocução em Washington para ampliar a pressão sobre o Brasil às vésperas da eleição.

O cenário acompanhado pelo governo vai além das articulações nos Estados Unidos. Há projeções, segundo interlocutores do Planalto, de que integrantes da administração de Donald Trump tentem vir ao Brasil na semana que antecede a votação.

A eventual movimentação, seus objetivos e possíveis interlocutores no país estão sendo monitorados pelo governo brasileiro diante do receio de que a visita seja utilizada para lançar questionamentos sobre o processo eleitoral ou alimentar o ambiente de instabilidade.

A preocupação se concentra, sobretudo, em grupos brasileiros com trânsito junto a setores do Departamento de Estado que, na avaliação de auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tentam transformar problemas internos das instituições em argumentos para estimular uma reação de Washington.

Nos bastidores, um interlocutor do governo resume a inquietação de maneira mais dura: há brasileiros dispostos a “entregar a nação a Trump” para tentar produzir algum tipo de pressão externa capaz de repercutir no ambiente político doméstico. O temor ganhou força com o aprofundamento da crise no Supremo e a proximidade das urnas.

O Planalto já vinha acompanhando essa movimentação. Como mostrou o Correio na semana passada, auxiliares de Lula identificaram uma tentativa de brasileiros radicados nos Estados Unidos de aproveitar a instabilidade política para pressionar integrantes da administração Trump.

*Correio Braziliense


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Pesquisa

Atlas/Intel: Lula 9 pontos à Frente de Flavio em Minas Gerais

Levantamento AtlasIntel ouviu 1.804 eleitores no Estado; margem de erro é de 2 pontos percentuais

1º TURNO

O levantamento também mediu as intenções de voto em um cenário de 1º turno da disputa presidencial.

Eis os resultados:

  • Lula (PT) – 44,3%;
  • Flávio Bolsonaro (PL) – 35,4%;
  • Augusto Cury (Avante) – 8,9%;
  • Renan Santos (Missão) – 6,2%;
  • Romeu Zema (Novo) – 1,9%;
  • Ronaldo Caiado (PSD) – 1,4%;
  • Samara (UP) – 0,6%;
  • Edmilson Costa (PCB) – 0,1%;
  • branco/nulo – 0,7%;
  • não sabe – 0,4%

No cenário de 2º turno, Lula também aparece à frente de Flávio, com 48,7% contra 42,1%, uma diferença de 6,6 pontos percentuais. Em votos válidos, o presidente teria 53,7%, contra 46,3% do senador. Lula também lidera os confrontos contra Ronaldo Caiado (PSD), por 48,4% a 41,5%, e Renan Santos, por 48,6% a 30,5%. O cenário mais equilibrado é contra Romeu Zema (Novo): 47,6% para Lula e 46,4% para o ex-governador, uma diferença de 1,2 ponto percentual.


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