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Intervenção dos EUA na Argentina, voo recusado e 20 horas de carro: Clarín expõe bastidores da fuga de Flávio

A fuga do candidato derrotado rumo a Miami teria envolvido uma operação internacional com despistes e mudanças de plano, jornal argentino reconstrói a fuga e revela o que aconteceu longe das câmeras

Agentes de segurança supostamente ligados ao governo dos Estados Unidos teriam assumido temporariamente o controle de parte do aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, para organizar a fuga de Flávio Bolsonaro e sua família para Miami.

. O presidente Javier Milei também teria enviado seu principal assessor, Santiago Caputo, a Misiones, em uma missão confidencial para garantir o sucesso da operação.

Assinada por Nicolás Wiñazki, a reportagem apresenta novos detalhes sobre a participação norte-americana na saída do candidato derrotado à presidência do Brasil, que estava proibido pela Justiça de deixar o país. A reconstrução se baseia em fontes que participaram da trama e testemunhas diretas, mantidas sob anonimato.

Agentes afastaram policiais e funcionários argentinos
De acordo com o Clarín, representantes dos Estados Unidos afastaram integrantes da Polícia de Segurança Aeroportuária, além de funcionários da imigração e da alfândega. Os agentes coordenaram os procedimentos para a partida e garantiram o embarque da família no Gulfstream IV, matrícula LV-JQW, alugado à empresa Baires Fly por intermediários norte-americanos, segundo a Forum.

A família teria chegado ao aeroporto por uma entrada secreta, com acesso direto à pista, cerca de uma hora antes da caminhonete branca cuja chegada foi registrada pelas câmeras de televisão. Já dentro do avião, os Bolsonaro aguardaram mais de quarenta minutos pela autorização para decolar.

A ordem de Milei a Caputo, segundo a reportagem, era garantir tudo o que fosse necessário para que o plano funcionasse. O jornal também relata a preparação de “zonas liberadas” no aeroporto e nos arredores, além de canais de comunicação entre agentes de inteligência argentinos e estrangeiros.

Viagem de 1.600 quilômetro e voo recusado
O trajeto até a fronteira teria sido feito por terra: mais de 1.600 quilômetros entre Brasília e a região de Foz do Iguaçu, em uma viagem de mais de vinte horas. Segundo as fontes ouvidas pelo Clarín, veículos coordenados pelos Estados Unidos deram apoio ao deslocamento.

A alternativa rodoviária foi adotada depois que o proprietário de um jato particular se recusou a transportar a família. A decisão ocorreu após a divulgação da proibição judicial de que Flávio saísse do Brasil.

Para dificultar um eventual acompanhamento, seis veículos partiram, um atrás do outro, da residência da família em Brasília. O jornal questiona como o comboio conseguiu percorrer uma distância tão longa sem ser detectado pela polícia brasileira.

Vários jatos e alternativa pelo Paraguai
A operação teria mobilizado pelo menos três, possivelmente quatro jatos particulares. As aeronaves foram posicionadas para oferecer alternativas de saída caso o plano principal fracassasse, incluindo uma opção pelo Paraguai.

O Clarín descreve movimentações entre aeroportos argentinos, os Estados Unidos e Assunção. Segundo a reportagem, um dos aviões com matrícula norte-americana apresentou um plano de voo enganoso, e a movimentação também serviu para desviar a atenção da rota efetivamente utilizada pela família.

O texto cita ainda uma revelação do The New York Times, que apontou Jason Miller, da área de comunicação da administração Trump, como organizador de parte da missão.

A participação norte-americana passou a ser alvo de questionamentos de parlamentares democratas. Eles enviaram perguntas ao secretário de Estado, Marco Rubio, sobre o apoio da Casa Branca e a atuação de funcionários dos EUA no Brasil, na Argentina e no Equador, onde o avião fez escala. O prazo estabelecido para as respostas é 13 de novembro.


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Lula impôs duas derrotas consecutivas ao fascismo paratatá

Ao fim e ao cabo, Lula impôs duas derrotas consecutivas ao fascismo paratatá. Bolsonaro perdeu duas eleições seguidas para Lula e assistiu, impotente, ao projeto político que construiu em torno do ódio, da mentira e da perseguição ser derrotado nas urnas.

A história reservou a Bolsonaro uma ironia difícil de engolir: depois de transformar Lula em seu principal adversário, passou a vida política tentando derrotá-lo e terminou acumulando duas derrotas consecutivas para o mesmo homem. Não conseguiu dar o troco, não conseguiu reverter o resultado e tampouco conseguiu impedir que Lula seguisse ocupando o centro da política brasileira.

O bolsonarismo apostou na intimidação, no ressentimento, na desinformação e na destruição dos adversários. Acreditou que o ódio seria uma força eleitoral inesgotável. Mas encontrou um limite nas urnas.

Bolsonaro queria entrar para a história como o homem que derrotou Lula. Acabou marcado como aquele que perdeu duas vezes para ele. E, dessa vez, não haverá revanche eleitoral. A conta chegou, e a história não costuma oferecer prorrogação para quem se recusa a aprender com as próprias derrotas.

Dois fatos inéditos nas duas vitórias de Lula sobre Bolsonaro: Bolsonaro é o primeiro presidente da Repúbica a não se reeleger ao perder para Lula. Lula, por sua vez, inaugurou uma virada histórica no segundo turno.


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Dark Horse caiu do galho junto com a derrota de Flávio Bolsonaro

O filme Dark Horse parece ter perdido o cavalo antes mesmo da estreia. Caiu do galho junto com a derrota de Flávio Bolsonaro. Pelo visto, a produção apostou tanto no personagem que esqueceu de combinar o roteiro com a realidade. Agora, sem o embalo político do clã, o filme corre o risco de ir para um lugar que ninguém queria, para a lata do lixo. Até o cavalo pediu para sair de cena!.

Parece que o destino resolveu antecipar a crítica cinematográfica: o lançamento do filme Dark Horse perdeu o embalo justamente quando Flávio Bolsonaro perdeu o seu. Uma coincidência e tanto para uma produção que, ao que tudo indica, apostava no ambiente político do bolsonarismo para ganhar projeção. Ganhou muitos escândalos a derrota.

O problema é que o roteiro da vida real resolveu atropelar o roteiro do cinema. O personagem que deveria funcionar como combustível para a promoção do filme acabou associado a uma derrota política que deixou pelo caminho boa parte da estrutura de sustentação do clã Bolsonaro.

Agora, os produtores terão de descobrir como vender um filme cuja principal aposta de marketing perdeu o protagonismo. Afinal, não é todo dia que uma produção cinematográfica precisa enfrentar uma crise de bilheteria antes mesmo de chegar às salas de exibição.

O cavalo, que deveria representar uma promessa de sucesso, acabou despencando do galho junto com seu padrinho político. E o mais curioso é que nem precisou de crítica especializada: a realidade já fez a primeira sessão, e o público jamais comprará o ingresso.

O personagem principal do filme continuará preso, o “patrocinador”, idem e o captador de recursos fugiu para não ser ser preso. A realidade é que ganhou projeção.


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A nova decisão de Moraes sobre minuta do golpe

Ministro analisou pedidos relacionados a materiais apreendidos durante as investigações sobre a trama golpista

Oministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de devolução da “minuta do golpe” e determinou que o documento permaneça sob a guarda da Polícia Federal (PF) como prova na investigação sobre a tentativa de subverter o resultado das eleições de 2022.

No despacho desta sexta-feira (30), Moraes classificou o texto como “elemento de prova relevante para a persecução penal” e também ordenou o perdimento e a destruição de armas apreendidas com o ex-ministro Anderson Torres e dois ex-coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), todos condenados pelo STF por participação na trama golpista.

Segundo Moraes, o documento “constituiu elemento de prova relevante para a persecução penal” e, por isso, deve permanecer sob custódia da Polícia Federal enquanto houver interesse processual.

O ministro também definiu o destino de outros materiais apreendidos durante as investigações.

Dois passaportes continuarão retidos como prova, enquanto armas, munições e outros objetos deverão ser destruídos.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia se manifestado favoravelmente à destruição das armas, posição acolhida por Moraes.

Moraes determina destruição de armas apreendidas
Na mesma decisão, Moraes decretou o perdimento e a destruição de armas, carregadores e munições apreendidos com Anderson Torres e com os ex-coronéis da PMDF Fábio Augusto Vieira, então comandante-geral da corporação, e Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra, diz a Forum.

Entre os materiais que deverão ser destruídos estão duas pistolas Glock, um revólver calibre .357 Magnum, uma pistola institucional da PMDF e mais de 200 munições de diferentes calibres.

A Polícia Federal terá prazo de 48 horas para encaminhar o material à destruição e deverá comprovar o cumprimento da determinação nos autos do processo.

Vieira e Bezerra foram condenados a 16 anos de prisão por omissão da cúpula da Polícia Militar diante da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

Já Anderson Torres foi condenado pela Primeira Turma do STF a 24 anos de prisão por participação na trama golpista.

Além de ministro da Justiça no governo Bolsonaro, Torres também ocupou o cargo de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.


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Cachorro morto: Três entre quatro parlamentares eleitos pelo PL querem distância de Flavio Bolsonaro

Três em cada quatro parlamentares eleitos do PL não endossam texto golpista e ampliam isolamento de Flávio após fuga para os EUA

Em meio às dúvidas sobre o futuro político do senador, o Partido Liberal tenta seguir em frente e não deixar a crise afetar articulações, especialmente para a presidência do Senado.

Aliados de Flávio Bolsonaro no Brasil ainda buscam respostas para as várias interrogações sobre a estratégia da direita e sobre quem vai efetivamente conduzir as articulações do grupo daqui para frente. Mas uma coisa é certa, três entre quatro parlamentares eleitos pelo PL querem distância de Flavio.

O isolamento de Flávio Bolsonaro dentro do próprio PL é um sinal político que merece atenção. Quando três de cada quatro parlamentares eleitos pela legenda procuram manter distância do senador, a questão deixa de ser apenas eleitoral e passa a revelar um problema de articulação e identidade política dentro do próprio partido.

O afastamento de aliados que antes orbitavam o bolsonarismo mostra que nem todos estão dispostos a carregar o peso político de Flávio ou a vincular seus próprios projetos ao destino de sua candidatura.

O dado mais expressivo vem de levantamento divulgado neste sábado (31): dos 155 parlamentares e governadores eleitos pelo PL, 117 ignoraram a carta de Flávio Bolsonaro que contestava o resultado das eleições. Apenas 38 a endossaram.

O recado é claro: uma coisa é compartilhar o sobrenome Bolsonaro; outra, é assumir o custo político de suas derrotas e decisões equivocadas. O PL começa a fazer suas próprias contas, e Flávio já não consegue transformar o partido inteiro em extensão de seu projeto pessoal.

Quando até os próprios aliados começam a se afastar, o isolamento deixa de ser apenas uma impressão e ganha dimensão política.

O rodopio pandêmico, propositadamente, tira Flavio da condição de monumento e o coloca numa berlinda como um mero personagem derrotado.


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A direita perdeu a eleição porque acreditou nas próprias mentiras

A direita perdeu a eleição para a Presidência da República por inúmeros motivos. Mas o principal deles foi acreditar nas próprias mentiras, a começar pelo candidato.

De tanto fabricar narrativas, distorcer fatos e alimentar uma realidade paralela, acabou prisioneira do próprio discurso. Passou a confundir propaganda com realidade, barulho nas redes sociais com apoio popular e ataques sistemáticos a Lula com capacidade de apresentar alguma alternativa concreta ao país.

Acreditou que bastava demonizar Lula, transformar o PT em inimigo permanente, espalhar desinformação e apostar no desgaste das instituições para conquistar o poder. Imaginou que o eleitorado brasileiro continuaria refém do medo, do ressentimento e do ódio. Não percebeu que a política não se resume ao universo fechado das redes sociais, nem que repetir uma mentira milhares de vezes a transforma em verdade.

O problema da direita foi também a incapacidade de olhar para o Brasil real. Enquanto se dedicava a alimentar guerras ideológicas, esqueceu-se de discutir o país, suas desigualdades, seus desafios e as necessidades concretas da população. Apostou na força dos algoritmos, na proteção de setores da mídia, no poder econômico e na repetição de velhos slogans, como se tudo isso pudesse substituir um projeto nacional.

Foi uma sucessão de erros políticos, mas havia um erro maior por trás de todos eles: a convicção de que sua própria versão dos acontecimentos era a única realidade possível. Cercada por bajuladores, comentaristas que reproduziam suas certezas e militantes incapazes de questionar a própria bolha, a direita perdeu a capacidade de perceber o que acontecia fora dela.

E quando a realidade bateu à porta, não havia narrativa capaz de salvá-la.

A direita não pode culpar apenas seus adversários pelo resultado. Foi derrotada também pela arrogância, pela desconexão com o país e pela incapacidade de distinguir seus desejos dos fatos. Acreditou tanto nas próprias mentiras que deixou de enxergar a realidade. E a realidade, como se viu, não costuma perdoar quem insiste em ignorá-la.

No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho.


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Recorde histórico: Desemprego cai a 5,2% e Brasil registra menor taxa para o terceiro trimestre em 14 anos

Dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (30) mostram que o país alcançou 103,6 milhões de trabalhadores ocupados, maior contingente da série histórica iniciada em 2012

A taxa de desocupação para o terceiro trimestre caiu para 5,2%, a menor já registrada para esse período desde 2012. O desemprego era de 5,4% no segundo trimestre deste ano e de 5,6% no terceiro trimestre de 2025.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população desocupada (5,6 milhões) diminuiu 4% (menos 234 mil pessoas) na comparação com o trimestre de abril a junho (5,9 milhões). Em comparação com igual trimestre do ano anterior (6 milhões), houve queda de 6,9% (menos 417 mil pessoas).

População ocupada
A população ocupada, que totaliza 103,6 milhões de pessoa, foi a maior da série histórica, com alta de 0,6% no trimestre (mais 581 mil) e aumento de 1,2% no ano (mais 1,2 milhão).

O nível da ocupação – percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar – também foi recorde, ao alcançar 59%. Além disso, houve variação de 0,2 pontos percentuais frente ao trimestre anterior (58,8%) e estabilidade em relação a igual trimestre do ano anterior (58,7%).

Informalidade
Segundo a pesquisa, a taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais), contra 37,4% (ou 38,6 milhões) no trimestre e 37,8% (ou 38,7 milhões) no ano.

Rendimento
O IBGE informou que o rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.790) ficou estável no trimestre e cresceu 3,6% no ano (mais R$ 131). A massa de rendimento real habitual (R$ 387,5 bilhões) foi a maior da série, com alta de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões). ICL.


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Se o time escala Pablo Marçal como craque da estratégia, não precisa nem esperar o apito final: a derrota já entrou em campo!

É difícil imaginar uma escolha mais desastrosa para quem pretende levar uma disputa política a sério. Pablo Marçal, apresentado como o grande estrategista da campanha de Flavio Bolsonaro, parece ter a capacidade extraordinária de transformar qualquer movimento em um tropeço e qualquer tentativa de articulação em um espetáculo de improviso.

É o tipo de reforço que dispensa a ação dos adversários. Não é preciso marcar, pressionar ou montar uma grande operação para desestabilizar o time. Basta deixar Marçal trabalhar, vide sua candidatura à prefeitura de São Paulo, sequer chegou ao segundo turno.

Quando a estratégia vira um festival de exibicionismo, bravatas e decisões atravessadas, o resultado é uma campanha que passa mais tempo tentando administrar os próprios estragos do que apresentando propostas.

No fim das contas, colocar Pablo Marçal no comando da estratégia é como entregar o mapa a alguém que faz questão de conduzir o time na direção contrária. A oposição agradece, os adversários comemoram e a derrota ganha ares de planejamento.


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