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Lula retoma obra de fábrica de fertilizantes paralisada há 12 anos

Com investimento de R$ 5 bilhões, UFN-3 em Três Lagoas (MS) deve entrar em operação até 2029 e elevar a produção nacional de ureia, reduzindo a dependência de importações

O presidente Lula esteve nesta quinta-feira (25) na cerimônia de retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 (UFN-3), em Três Lagoas (MS). O empreendimento da Petrobras é estratégico para ampliar a produção nacional de fertilizantes, o que permite fortalecer a segurança alimentar do país, com a redução da necessidade de importação de produtos cruciais para a agricultura.

São cerca de R$ 5 bilhões em investimentos para a unidade, paralisada desde 2015, entrar em produção como parte da retomada de investimentos da Petrobras até 2030. O investimento conta com recursos do Novo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento).

Em seu discurso, Lula disse que não abre mão de debater estrategicamente o papel da Petrobras para o país.

“Eu estou orgulhoso porque eu ainda sonho que a gente vai ter, não sei quando, mas a gente vai ter acima de setenta por cento de todo fertilizante que nós precisamos nesse país. Porque um país jamais será soberano se ele não for dono de sua produção”, afirmou.

Leia mais: Brasil busca suprir 35% do mercado interno de fertilizantes

O presidente ainda criticou os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, que adotaram uma agenda privatista e entreguista para as principais empresas nacionais.

“Não tem explicação porque uma empresa desta magnitude, que ia produzir fertilizante para ajudar no barateamento e na qualidade dos alimentos produzidos nesse país, ficou parada doze anos. Uma coisa é não começar. Não se começa por várias razões: porque não quer fazer, porque não tem projeto, porque não tem dinheiro. Outra coisa é começar, ter dinheiro, projeto e necessidade, mas quando chega a quase 85% da estrutura, de repente as obras param e ficam doze anos paradas. E o Brasil pagando preços absurdos de fertilizante que poderiam ser produzidos”, criticou Lula.

A presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que o país e a estatal saíram de uma produção que não existia para produzir 25% da demanda nacional por fertilizantes em menos de um ano e que chegará a 35% com a UFN-3.

“A Petrobras segue crescendo. Nesse primeiro trimestre, só para vocês terem uma ideia, a Petrobras investiu no Brasil R$ 26,8 bilhões. A gente cresce porque nós estamos investindo. É 25,6% a mais do que investimos no mesmo período do ano passado”, disse Chambriard, que destacou que a estatal produz cerca de 31% de toda a energia primária consumida no país.

Leia mais: Petrobras investe R$ 72,5 bilhões em Sergipe e gera 28 mil empregos

Na ocasião, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que já foi prefeita de Três Lagoas, confirmou que será pré-candidata ao Senado pelo estado de São Paulo, por indicação do presidente Lula. Também estiveram presentes no ato o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e a ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli.

De acordo com a Petrobras, as obras na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 irão gerar cerca de 8 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Quando a planta entrar em operação, em 2029 [Magda acredita que poderá ser um ano antes, em 2028], serão produzidas 3.600 toneladas diárias de ureia granulada e 2.200 toneladas diárias de amônia. Em um ano, serão produzidos 1,3 milhão de toneladas de ureia, o que equivale a 16% da demanda brasileira.

A retomada da UFN-3 faz parte da estratégia da Petrobras e do governo Lula, que compreende outras três unidades: Fafen-BA, Fafen-SE e ANSA. Com todas as quatro fábricas em operação, o país produzirá cerca de 35% da ureia que consome, antes da retomada dessas unidades, o país dependia totalmente de importações

Com a guerra entre Ucrânia e Rússia, o preço do insumo disparou nos últimos anos e expôs países dependentes de importação. Para reverter esse cenário e fortalecer a soberania nacional, o presidente Lula adotou a iniciativa para fazer o setor de fertilizantes voltar a produzir no país, contrariando a lógica entreguista que paralisou obras e vendeu patrimônios nacionais adotada nos governos Temer-Bolsonaro.


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Política

Inferno em chamas: Michelle deixa indefinida sua presença em evento com Flávio e gera incômodo na campanha do senador

A equipe da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficou incomodada depois que Michelle Bolsonaro evitou confirmar de forma clara quando participaria da campanha do enteado e manteve em aberto sua entrada mais ativa nas agendas eleitorais. Aliados interpretaram a postura como falta de apoio explícito ao projeto de Flávio.

O desconforto aumentou porque Michelle já vinha participando e apoiando publicamente algumas candidaturas estaduais e ao Senado, enquanto afirmava que ajudaria a campanha presidencial de Flávio apenas “no momento certo”. Nos bastidores, integrantes do PL passaram a especular se ela estaria preservando seu próprio capital político como alternativa para uma eventual mudança de candidatura.

Mais recentemente, houve expectativa de que Michelle e Flávio dividissem palanque em um evento no Ceará, mas divergências políticas locais e tensões internas entre grupos bolsonaristas mantiveram as especulações sobre o grau de alinhamento entre ambos.

Apesar dos atritos noticiados, Michelle declarou publicamente que pretende trabalhar junto com Flávio e negou que exista uma ruptura definitiva entre eles.

Em resumo, o incômodo na campanha de Flávio decorre da percepção de que Michelle demorou a oferecer apoio público e inequívoco ao senador, alimentando dúvidas dentro do próprio campo bolsonarista sobre o futuro da candidatura presidencial.


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Política

Estamos assistindo ao vivo e a cores o fim da grotesca mentira chamada bolsonarismo

Jamais se esqueçam que Michelle era a primeira-dama da rachadinha do clã.

Até hoje, nada disse dos depósitos de Queiroz em sua conta.

Não me venham falar que ela não sabe medir as consequências de sua fala. Por isso mesmo ela está esperando sua expulsão do PL, como querem muitos do partido larápio de Bolsonaro por alta traição à pátria da milícia.

Michelle sabe exatamente por que testemunhou, in loco, o próprio esquema da cúpula bolsonarista para chegar ao poder, e dele, formar uma verdadeira comissão de caça ao tesouro, assim foi feito.

A santa está amarrada nessa história até a medula e será arrastada até o buraco que o clã que, nem com oferta na bacia das almas, terá espaço para qualquer voo solo.

Na verdade, o que Michelle está deixando claro é que o bolsonarismo já deu o que tinha que dar e o próprio Bolsonaro está, assim como Michel Temer, com valor de mercado negativo.

Sem poder e, consequentemente, sem aquela montanha de dinheiro que esquematizou com uma falange de oportunistas, nunca antes vista na história do Brasil, o “mito” volta à condição de aspirante de baixo clero.

É o que está escancarado no sincericídio da ex-primeira-dama para provocar uma crise que, praticamente, degola a candidatura à presidência do seu enteado.

É uma crise familiar? Sim, afinal ela é casada com o líder máximo da facção terrorista chamada clã Bolsonaro, mas isso não é causa, é consequência de uma realidade estabelecida com o debacle de Flavio nas pesquisas que, na verdade, coloca Lula a 1,2% de vencer a eleição já no primeiro turno, isso antes da mais recente crise michellina.

Na verdade, segundo O Globo, Bolsonaro sabia que Michelle daria essa declaração pública.

Trocando em miúdos, Michelle não está pulando fora do barco por conta do furdunço armado por ela no Ceará contra Ciro Gomes, aliadão de Flavio, a quem ele de fato chamou de corrupto. Mas Moro não fez o mesmo, não saiu do governo Bolsonaro atirando, dizendo que são todos corruptos?

Por que Michelle não se indignou com a recente aliança de Flavio com o juiz vigarista?

Na realidade, a esperta só está vendo os últimos suspiros do moribundo bolsonarismo, criado e sustentado por um número incontável de mentiras, inclusive, sobre  sua suposta força, que já havia sido desmascarada com a derrota de Bolsonaro para Lula, mesmo comprando mais de uma dezena de milhões de votos.

Só para refrescar a memória do que está acontecendo e mostrar que não tem santo nesse pardieiro. Mauro Cid, em troca de mensagens com Fabio Wejngarten, disse que “Michelle tem um passado podre”.

Em delação premiada, o mesmo Mauro Cid disse que Michelle e Eduardo Bolsonaro comandavam o núcleo mais duro da tentativa de golpe.


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Política

O que significou o “QUASE” em caixa alta que Michelle usou para ameaçar Flavio Bolsonaro

Que Michelle quis expor publicamente o racha em família, não resta dúvida.

A desvalorização que sofria no PL por parte de Flavio, sendo desrespeitada e maltratada como prática recorrente de humilhação, não deixa dúvida de que o recado em forma de desabafo em suas redes sociais, funcionou como uma forte pressão política, já que, hoje, ela é o principal cabo eleitoral do PL.

Não foi isso que forçou o senador miliciano a pedir penico pra ela nas redes, mas sim o “QUASE” que ela escreveu para dizer que tem um estoque de denúncias ameaçando o enteado, afirmando que mostrou apenas a cabeça do prego longo e com ponta xtremamente afiado para reduzi-lo a pó.

É uma situação grave, e Flavio entendeu o recado.

Claro que a campanha de Flavio, que vem capotando desde o vazamento do Intercept, ficou ainda mais conflitada.

Agora, todos querem saber que segredos de Flavio e de todo o resto do clã, Michelle guarda consigo ara serem usados na hora certa.

Na verdade, Michelle fez uma oferta relâmpago da cabeça de Flavio nas redes sociais, deixando claro que tem foco e disposição para desequilibrá-lo ainda mais revelando suas verdades.

É isso que, subliminarmente, está escrito em sua fala quando usa o termo QUASE tudo o que precisava ser dito.

Flavio mordeu a isca dessa espécie de pré-delação de Michelle, e pipocou imediatamente e caiu naquela velha lógica de que, quem tem c*, tem medo.


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Política

Moraes cobra PGR e defesa sobre prisão domiciliar de Bolsonaro após identificação de porte de arma

STF deu 48 horas à PGR e à defesa após episódio envolvendo arma do ex-presidente

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de Jair Bolsonaro (PL) se manifestem, no prazo de 48 horas, sobre a possibilidade de prisão domiciliar temporária do ex-presidente.

A medida ocorre em meio ao acompanhamento do cumprimento das cautelares impostas a Bolsonaro e leva em conta novos elementos relacionados ao caso. No despacho, Moraes cita o episódio da pistola registrada em nome do ex-presidente e encontrada no carro de um militar que integrava sua segurança, caso que amplia a pressão judicial sobre o dirigente da extrema direita.

O ministro também ressalta que o regime de cumprimento de pena pode ser endurecido caso haja descumprimento das medidas cautelares, inclusive com retorno ao regime fechado. A sinalização reforça o cerco judicial sobre Bolsonaro, que acumula investigações e se vê cada vez mais acuado diante do avanço das apurações.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por participar da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 e obteve o direito de cumprir a pena em casa devido às suas condições de saúde.

Ao prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito aberto para apurar o caso da arma de fogo apreendida com um de seus seguranças, Bolsonaro disse que em momento algum houve intenção de descumprir a lei.

Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o depoimento realizado na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, Bolsonaro confirmou que pediu ao militar ajuda para consertar a arma, após constatar que ela não funcionava.

*BdF


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Política

O Brasil já entendeu que a briga entre Michelle e Flavio é pelo espólio eleitoral de Bolsonaro

O Brasil já entendeu que a briga entre Michelle e Flavio é pelo espólio eleitoral de Bolsonaro, que é carta fora do baralho.

Isso seria uma sátira se não fosse uma tragédia para a campanha de Flavio, mas também para a própria Michelle e, consequentemente, para Bolsonaro.

Para quem, como Flavio, andou dizendo que Lula dividiu o país, essa implosão, que transformou o bolsonarismo em canibalismo familiar, mostra que sua apunhalada na madrasta, promoverá uma divisão que implodirá aos cacos sua campanha.

No caso de Michelle, o comando do PL diz que a quer fora da presidência do PL Mulher, mas, na verdade, quer vê-la pelas costas bem longe do partido.

O fato é que nada é pior para a imagem de Flavio do que ser acusado por gente da família, mais precisamente pela mulher do seu pai, de “punhalada pelas costas”. Ou seja, uma dupla covardia.

Em 25 minutos de vídeo, Michelle provocou uma hecatombe na já hecatõmbica campanha de Flavio pós-áudio, revelado pelo Intercep, dele com o irmãozão Vorcaro do Master.

Michelle sapateou nas costas do enlameado Flavio, acausando-o de maltratrá-la, desrespeitá-la de forma ríspida e grosseira, justamente no mesmo dia em que Flavio lançou uma campanha “em favor das mulheres”, para o público feminimo, prometendo total respeito e duro combate aos homens.

O fato é que Michelle é tão perigosa quanto Jair Bolsonaro e, certamente, dividirá opiniões e posições  o curral da milícia, o que pode provocar uma autofagia já em curso ainda maior, o que seria ainda mais trágica para Jair que esperamos que, de fato, volte para a cadeia.


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Terremoto na Venezuela: Número de mortos já passa de 160 após terremoto devastador na Venezuela; mais de 900 ficaram feridos

A presidente encarregada especificou que os números ainda não incluem dados do estado de La Guaira, declarado zona de desastre devido ao desabamento de dezenas de edifícios.

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou nesta quinta-feira (25) que o número de mortos pelos dois terremotos consecutivos de grande magnitude subiu para 164 e que o número de feridos ultrapassa 971 pessoas.

Rodríguez especificou que os números ainda não incluem dados do estado de La Guaira, declarado zona de desastre devido ao desabamento de dezenas de edifícios.

Segundo a presidente encarregada, ocorreram 30 réplicas após os dois grandes terremotos consecutivos de 24 de junho.

Dois fortes terremotos atingiram a Venezuela na quarta-feira (24), pouco depois das 18h, causando o desabamento de prédios, danos à infraestrutura crítica e provocando a evacuação às pressas de milhares de pessoas.

O primeiro terremoto registrou magnitude 7,2, com epicentro a cerca de 21 quilômetros da cidade de Montalbán, no estado de Carabobo. O segundo, de magnitude 7,5, foi localizado a 23 quilômetros da cidade de Yumare, no estado de Yaracuy. Vídeos dos terremotos e suas consequências estão circulando nas redes sociais.

De acordo com a RT Brasil, a presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou estado de emergência no país.


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Política

Fogo no parquinho: Michelle critica Flávio Bolsonaro e diz que foi maltratada e desrespeitada

Ex-primeira-dama, Michelle diz que Flávio a criticou nas redes sociais e não atendeu o telefone

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (24) que seu enteado mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a desrespeitou, maltratou e deixou subentendido que não queria o apoio dela para sua pré-candidatura a presidente da República.

Michelle publicou dois vídeos nas redes sociais. A ex-primeira-dama critica a aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato a governador do Ceará, e fala dos ataques feitos pelos enteados após o apoio dela ao senador Eduardo Girão (Novo-CE).

A ex-primeira-dama diz que Flávio a criticou nas redes sociais antes de falar com ela e não atendeu o telefone. Depois, retornou a ligação de forma ríspida, dizendo que ela deveria ficar de fora das decisões do partido e não entendia nada de política.

“Voltando ao Flávio, telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas depois da postagem, ele retornou à ligação. Mas sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou o telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, afirmou.

Ela continuou: “Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha -e assim permaneço”.

A briga entre Michelle e os filhos de Bolsonaro pelo palanque do Ceará ocorreu em dezembro, depois que ela criticou o apoio costurado pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE) a Ciro. Flávio e os irmãos Eduardo, Carlos Bolsonaro e Jair Renan criticaram a madrasta nas redes sociais e defenderam Fernandes.

Nos vídeos divulgados nesta quarta, a ex-primeira-dama critica Ciro, defende o apoio do PL a Girão (a quem chamou de único candidato verdadeiramente de direita) e reivindica que uma das candidaturas do partido no Senado seja da vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), de quem é aliada.

“Ele [Ciro] chamou o meu marido de ladrão de galinhas, de corrupto, de burro, de jumento. Disse que Bolsonaro roubava gasolina. Disse que as esposas de Bolsonaro seriam todas ladras. Disse que os filhos do meu marido -os meus enteados- eram corruptos, que eram ladrões. E deu a eles um apelido: ovos de serpentes nazistóides”, disse Michelle.

“Tenho o direito de achar errado uma aliança com quem sempre se declarou inimigo do pai deles. Tenho o direito de ser coerente com os valores que eu acredito. Eu não vou trocar valores por pragmatismo político oportunista. Também não estou impedindo ninguém de fazê-lo, mas acho errado fazê-lo no primeiro turno”.

*ICL


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Política

Moraes pede manifestação da PGR, antes de mandar Bolsonaro de volta à prisão

O caso é sobre a arma registrada em nome do ex-presidente estava no carro de um militar responsável por sua segurança

Na decisão, Moraes citou a Lei de Execuções Penais. O trecho mencionado prevê que comete falta grave o condenado que possui, de forma indevida, instrumento capaz de colocar em risco a integridade física de terceiros. Com isso, o ministro quer saber se a presença da arma durante o cumprimento da medida cautelar pode gerar consequências para Bolsonaro.

A apreensão da pistola
O caso ganhou repercussão após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 mm durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, realizada na última segunda-feira (15). A arma, registrada em nome do ex-presidente, estava no carro de um militar responsável por sua segurança. Ela foi recolhida por não estar acompanhada do certificado de registro.

Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, Bolsonaro reconheceu ser o proprietário da pistola. Segundo documento enviado ao STF, ele afirmou que a arma permanecia em sua residência enquanto cumpre prisão domiciliar. Também teria dito que não poderia ficar desarmado porque havia “três mulheres em casa”.

Depoimento sob sigilo
A oitiva foi conduzida pelo delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia. O policial permaneceu por cerca de 40 minutos no condomínio onde Bolsonaro mora. Em nota, a Polícia Civil informou que o ex-presidente respondeu a todas as perguntas, mas destacou que o conteúdo do depoimento está sob sigilo.

O advogado Paulo Cunha Bueno acompanhou a oitiva. Segundo ele, Bolsonaro repetiu a versão já apresentada ao Supremo. A defesa sustenta que o ex-presidente apenas pediu a um militar da equipe de segurança que verificasse o funcionamento da arma, após suspeitar de uma falha. Também nega que tenha determinado a retirada da pistola para conserto.

Paulo Bueno afirmou ainda que as medidas impostas a Bolsonaro não incluíam a entrega das armas registradas em seu nome. Por isso, considera improvável que o episódio influencie uma eventual decisão de Moraes sobre a manutenção da prisão domiciliar.

Pistola com militar da GSI
A pistola apreendida estava em poder de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), atualmente vinculado à Casa Civil. O órgão é responsável pela segurança dos ex-presidentes da República. O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal e acompanhado pelo STF.

Especialistas apontam que o episódio pode resultar em sanções administrativas. Também avaliam a possibilidade de questionamentos com base no Estatuto do Desarmamento, a depender das conclusões das investigações.


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Brasil Mundo

Itamaraty: Chanceler brasileiro soa alerta contra ingerência dos EUA

Em discurso na Assembleia da OEA, Mauro Vieira alertou para risco em eleições, denunciou ingerência e sugeriu que classificar crime como terrorismo abre a risco de intervenção

O chanceler Mauro Vieira usou seu discurso na Assembleia Geral da OEA, no Panamá, para mandar recados contundentes ao governo norte-americano e reafirmar a posição do Brasil sobre temas como a defesa da soberania.

Numa região que vem sofrendo uma ofensiva por parte do governo de Donald Trump e uma pressão sobre eleições, a postura do chefe da diplomacia brasileira foi a de soar o alerta sobre os riscos de ingerência estrangeira, abalo nos processos eleitorais e mesmo ataques contra a soberania.

A mensagem ocorre no mesmo dia em que Trump usou as redes sociais para divulgar um artigo no qual citava o avanço dos EUA na região como ele tem o Brasil como seu próximo foco de desestabilização.

Num dos trechos do discurso realizado nesta terça-feira, Vieira apontou como o sistema interamericano foi fundamental na defesa de princípios do direito internacional como a igualdade soberana das nações, a autodeterminação nacional e a não-intervenção em assuntos de outros países.

O recado estava claro: a ingerência será rejeitada. “O Brasil está convicto de que esses princípios sempre indicarão o bom caminho da convivência pacífica no âmbito interamericano”, avisou.

Para ele, a igualdade soberana, a autodeterminação e a não-intervenção serão “sempre melhores do que o caminho marcado pelas tentações do unilateralismo, da uniformidade e das esferas de influência”.

Na avaliação do brasileiro, “medidas coercitivas e grupos excludentes não resolverão os problemas que afligem muitos de nossos países”.

Crime não pode ser pretexto para atacar outro país
Um dos alertas de Vieira se referiu ao uso do suposto combate contra o crime organizado para justificar incursões em outros países.

O chanceler admitiu que “o crime organizado não respeita fronteiras e tem se revelado um dos problemas mais graves a afetar as diferentes regiões que conformam o âmbito interamericano”. Ele também insistiu que o governo brasileiro confere a “mais alta prioridade” ao combate ao crime organizado.

Mas mandou seu recado, diante da pressão de Trump para converter grupos criminosos em entidades terroristas.

Para ele, esses grupos são “estruturas criminosas movidos pelo lucro, que buscam controlar territórios e mercados ilícitos”.

“Nesse sentido, devemos resistir à tentação de reclassifica-lo sob rótulos que confundem fenômenos de naturezas distintas”, alertou.

“Categorias importadas de outros contextos não contribuem para desmantelar as redes criminosas. Ao contrário: limitam o fundamental intercâmbio de inteligência e podem converter-se em pretexto para respostas que ignoram fronteiras, jurisdições e a igualdade soberana das nações”, disse.

Eleição sob risco
Outro alerta do chanceler brasileiro foi direcionado ao impacto da desinformação nas eleições pela América Latina. “A estabilidade de nossa região depende, da mesma maneira, de democracias fortes, construídas a partir de eleições transparentes, justas e participativas”, disse.

Ele lembrou que, em 2026, vários países da região passaram ou passarão por pleitos importantes, inclusive o Brasil.

“É essencial reforçar nossa capacidade de garantir a integridade da informação e evitar o uso de meios digitais para disseminar notícias falsas, minar a confiança na democracia e interferir indevidamente em processos eleitorais”, defendeu.

“Nesse momento em que a difusão deliberada de informações falsas e o avanço da desinformação ameaça a integridade do voto em nossos países, cumpre-nos intensificar a troca de experiências para lidar com esse desafio”, reivindicou.

Sem dono único
Num contexto de um debate sobre a influência cada vez maior de grupos de extrema direita nos trabalhos da OEA e da pressão dos EUA, o Brasil também saiu em defesa de uma instituição que seja capaz de manter sua autonomia.

“Continuamos resolvidos a seguir a órbita independente ditada pelos nossos interesses nacionais. Continuamos, ao mesmo tempo, a atuar pela conservação do patrimônio coletivo da OEA na concertação política e na construção de consensos interamericanos”, disse.

“Mas essa Organização não tem, nem terá, dono único; ela pertence a todos”, alertou.

“Daí, justamente, advém a credibilidade que ela não deve descartar em troca de tentações ou ambições passageiras”, completou Vieira.

*Jamil Chade/ICL


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