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Política

Por que o Movimento Estudantil colocou uma multidão nas ruas pela reeleição de Lula

Em todo o país, uma nova geração de estudantes começa a ocupar espaços que, durante muito tempo, pareceram reservados a poucos.
Nas universidades, nas escolas, nos institutos federais e nos movimentos estudantis, esses jovens não estão apenas chegando a novos espaços, estão aprendendo a transformar esses espaços.

Assumem seus lugares de fala, apresentam suas experiências, questionam desigualdades, constroem projetos e passam a participar de forma mais ativa das decisões que dizem respeito ao seu futuro e ao futuro do país.

No terceiro mandato de Lula, políticas de acesso, permanência e inclusão educacional recolocam no centro do debate uma questão fundamental: quem tem o direito de estudar, chegar à universidade, desenvolver seus talentos e construir seu próprio futuro?

Mais do que números, existem histórias de vida. Filhos de trabalhadores, estudantes das periferias, jovens negros, indígenas e de famílias que muitas vezes não tinham em sua trajetória a experiência do ensino superior passam a ocupar salas de aula, laboratórios, bibliotecas, centros acadêmicos e espaços de produção do conhecimento.

E existe uma mudança fundamental quando esses estudantes deixam de ser vistos apenas como beneficiários de políticas públicas e passam a se reconhecer como sujeitos da própria transformação.

O protagonismo estudantil nasce justamente dessa autonomia. É a capacidade de aprender, questionar, criar, organizar, empreender e participar. É compreender que educação não significa apenas conquistar um diploma, mas adquirir ferramentas para interpretar a realidade e intervir nela.

Por isso, investir em educação é também investir em autonomia.

Um estudante que tem acesso ao conhecimento pode desenvolver uma profissão, criar uma pesquisa, fundar uma empresa, desenvolver uma tecnologia, criar uma iniciativa social, organizar sua comunidade ou simplesmente encontrar condições para imaginar um futuro diferente daquele que as circunstâncias econômicas de sua família pareciam determinar.

A educação é um dos investimentos mais profundos em empreendedorismo que um país pode fazer, porque antes de empreender é preciso desenvolver capacidade de pensar, resolver problemas, identificar oportunidades, assumir responsabilidades e transformar ideias em projetos.

Empreendedorismo, nesse sentido, não deve ser compreendido apenas como abrir uma empresa. É também a capacidade de criar soluções, gerar conhecimento, desenvolver tecnologias, produzir cultura e encontrar novos caminhos para problemas antigos.

É aí que o protagonismo estudantil ganha uma dimensão nacional.

Quando milhões de jovens têm melhores condições para estudar, pesquisar, criar e participar, o investimento não retorna apenas para cada indivíduo. Ele pode retornar para a sociedade na forma de conhecimento, inovação, trabalho qualificado, novos negócios, produção científica, cultura e participação cidadã.

A universidade e a escola deixam, portanto, de ser apenas lugares de transmissão de conhecimento. Tornam-se espaços de experimentação da própria democracia e de construção de possibilidades.

E quando uma juventude historicamente afastada desses espaços passa a ocupá-los, sua presença também muda o que é produzido dentro deles. Novas perguntas aparecem. Novas pesquisas são realizadas. Novas experiências entram em circulação. Novas vozes passam a fazer parte da construção do conhecimento.

É por isso que o protagonismo estudantil merece ser compreendido para além da sala de aula.

É o jovem que aprende e ensina. Que pesquisa e questiona. Que cria e empreende. Que participa e lidera. Que transforma sua própria trajetória e, ao fazer isso, pode ajudar a transformar sua comunidade.
Educação, nesse sentido, não é apenas preparação para o futuro. É uma ferramenta de construção do presente.

E uma nação que amplia o acesso ao conhecimento amplia também sua capacidade de produzir autonomia, inovação e desenvolvimento.

O que se vê nas diferentes regiões do Brasil é, portanto, mais do que uma nova geração chegando à escola ou à universidade. É uma geração aprendendo a ocupar seu espaço, assumir sua voz e compreender que o conhecimento também é uma forma de poder — o poder de criar, escolher, participar e construir novos caminhos.

Quando o estudante se torna protagonista, a política de inclusão deixa de terminar no momento em que ele entra pela porta da universidade.

Ela começa, ali, uma nova etapa, a possibilidade de formar cidadãos capazes de construir suas próprias histórias e contribuir para construir o país que desejam.

Por tudo isso, os estudanes tomaram as ruas do país, prometendo agigantar ainda mais o movimento em defesa da reeleição do presidente Lula que tanto benefício trouxe para a sociedade brasileira, sobretudo para os estudantes.


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Política

Vídeo: A denúncia de Luana Piovani sobre relação entre Neymar, Flávio Bolsonaro e PEC das Praias

A atriz Luana Piovani criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por defender a chamada PEC das Praias e retomou a discussão que teve com Neymar sobre a proposta. Em vídeo para o canal Revelando, projeto de reportagens políticas no YouTube, ela alertou para o que considera riscos de restrição do acesso público ao litoral.

Piovani afirmou que havia limitado o foco da crítica ao jogador quando o caso ganhou repercussão, há dois anos. “Eu errei! Há dois anos, eu arrumei uma briga com o Neymar. Eu achei que ele queria privatizar as nossas praias. O meu erro não foi brigar com ele, foi brigar só com ele. Eu não sabia que essa história era bem maior que o Neymar”, disse.

A atriz descreveu um cenário em que frequentadores poderiam enfrentar barreiras para chegar à areia e ao mar. “Esse projeto pode mudar a praia que você frequenta, impedir que você chegue até a sua areia e mergulhe no mar, que poste a sua foto bonita, pode criar a praia com área VIP e lista na entrada. Já pensou?”, afirmou.

A Proposta de Emenda à Constituição nº 3 de 2022, conhecida como PEC das Praias, trata dos terrenos de marinha. Esses imóveis ficam em uma faixa que começa 33 metros após o ponto mais alto alcançado pela maré.


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Política

Perguntado se, num eventual governo, Flavio Bolsonaro tentaria um golpe, Valdemar responde: “sei lá”

Perguntado sobre quem garantiria que uma nova tentativa de ruptura institucional não aconteceria em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, não respondeu com um “não”. Não disse que seria impossível. Não disse que o partido rejeitaria qualquer aventura contra a democracia.

Respondeu: “Sei lá, sei lá. Pode haver planejamento.”

A declaração ganha ainda mais peso porque veio acompanhada de outra admissão: Valdemar reconheceu que houve discussões e planejamento para um golpe no final do governo Jair Bolsonaro. E, em vez de tratar a tentativa de ruptura institucional como algo incompatível com a democracia, procurou minimizá-la, perguntando: “Discutiram de dar o golpe. E daí?”

O problema, portanto, não é apenas o “sei lá”. É o que existe por trás dele.

Quando o presidente do partido de Flávio Bolsonaro é questionado sobre a possibilidade de uma nova tentativa de ruptura institucional e não oferece uma garantia inequívoca de que isso não acontecerá, a pergunta deixa de ser hipotética e passa a ser política: qual é o compromisso efetivo dessa candidatura com a preservação das instituições e com a aceitação dos resultados eleitorais?

E há um agravante: na mesma entrevista, Valdemar defendeu anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e afirmou acreditar que Jair Bolsonaro poderia deixar a prisão domiciliar em um eventual governo de Flávio.

Não é preciso inventar uma ameaça onde não existe declaração explícita de que Flávio tentaria um golpe. Flávio não disse isso nessa entrevista. Mas também não se pode ignorar o significado político de seu principal dirigente partidário ser incapaz de oferecer um compromisso categórico quando perguntado sobre uma nova tentativa de ruptura.

Em democracia, diante dessa pergunta, a resposta deveria ser inequívoca: não haverá golpe, não haverá ruptura e o resultado das urnas será respeitado.

“Sei lá” não é exatamente uma garantia.


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Plano de Flávio Bolsonaro ameaça ajuda a gestantes, saúde mental e outros direitos

Programa promete “ampla revisão normativa infralegal”, sem detalhar quais regras pretende mudar; medida pode afetar direitos trabalhistas e previdenciários

O plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abre caminho para uma ampla revisão de decretos, portarias e outras normas que hoje regulamentam direitos trabalhistas e previdenciários, mas não informa quais regras pretende alterar ou revogar caso ele seja eleito presidente.

A proposta aparece na página 69 do programa, em um capítulo dedicado à redução da estrutura do Estado. Flávio promete fazer uma “ampla revisão normativa infralegal” na gestão pública e nas áreas tributária, previdenciária e trabalhista para eliminar o que classifica como “excesso de regras que trava a economia e encarece a máquina”.

O alcance potencial da medida vai além da reorganização administrativa. Normas infralegais são atos como decretos, portarias, instruções normativas e regulamentos editados para detalhar e executar aquilo que está previsto em lei.

Isso significa que parte dessas regras pode ser modificada pelo próprio Poder Executivo, dentro dos limites estabelecidos pela legislação, sem a necessidade de aprovar uma nova lei no Congresso.

É nesse conjunto de normas que estão regulamentadas atualmente medidas relacionadas à saúde mental no ambiente de trabalho, proteção de jovens aprendizes e procedimentos para concessão de benefícios previdenciários, entre outras.

O plano de Flávio, no entanto, não apresenta uma relação dos atos considerados excessivos nem estabelece quais critérios seriam utilizados para decidir o que seria mantido, alterado ou revogado.

Saúde mental entrou nas regras em maio
Um dos exemplos está na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece regras gerais de saúde e segurança no trabalho.

Desde 26 de maio deste ano, o gerenciamento de riscos ocupacionais passou a incluir expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. A mudança foi estabelecida pela Portaria 1.419, publicada pelo Ministério do Trabalho em 2024.

Entre os fatores que devem ser considerados estão sobrecarga de trabalho, assédio e falta de suporte aos trabalhadores.

A obrigação está inserida justamente em uma norma infralegal. A NR-1 já passou por sucessivas alterações por portarias do Ministério do Trabalho ao longo dos anos e sua redação atual regulamenta dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O plano de Flávio não informa se as mudanças recentes da NR-1 serão preservadas durante a revisão prometida.

© Arquivo/MDS

Gestantes de alto risco tiveram proteção ampliada neste ano
Na Previdência, uma mudança ainda mais recente mostra o alcance que atos administrativos podem ter sobre o acesso aos benefícios.

Em julho deste ano, uma portaria conjunta dos ministérios da Previdência e da Saúde incluiu a gestação de alto risco entre as situações que dispensam a carência mínima de 12 contribuições para a concessão de benefícios por incapacidade.

Com a mudança, uma trabalhadora que mantenha a qualidade de segurada do INSS e tenha a incapacidade reconhecida não precisa completar as 12 contribuições normalmente exigidas para ter acesso ao benefício nos casos de gestação de alto risco.

A alteração foi feita pela Portaria Interministerial MPS/MS nº 15, sem necessidade de aprovação de uma nova lei pelo Congresso.

A lista atualmente inclui outras condições graves, como câncer, Parkinson, esclerose múltipla, cardiopatia grave e acidente vascular encefálico agudo. O programa de Flávio também não esclarece se essa regulamentação está entre as normas que pretende revisar.

Bolsonaro fez revisão ampla de normas trabalhistas
A proposta de Flávio tem um precedente no governo de seu pai. Em novembro de 2021, Jair Bolsonaro editou o Decreto 10.854, que instituiu o Programa Permanente de Consolidação, Simplificação e Desburocratização de Normas Trabalhistas Infralegais.

O decreto reuniu em um único marco regras que alcançavam fiscalização trabalhista, saúde e segurança no trabalho, elaboração e revisão das Normas Regulamentadoras, equipamentos de proteção individual, registro eletrônico de jornada e outros temas.

Naquele processo, o governo trabalhou sobre um universo de mais de mil decretos, portarias e instruções normativas trabalhistas. O decreto estabeleceu entre as diretrizes para revisão das normas de saúde e segurança a “simplificação e desburocratização” e a intervenção “subsidiária e excepcional” do Estado sobre atividades econômicas.

O governo Bolsonaro também promoveu uma revisão das próprias Normas Regulamentadoras. A NR-1, por exemplo, passou por uma revisão iniciada em 2019. Outras normas foram alteradas ao longo do mandato. Em 2022, a NR-37, que disciplina segurança e saúde em plataformas de petróleo, teve exigências documentais retiradas e regras de treinamento flexibilizadas dentro do processo de simplificação.

A aprendizagem profissional foi outra área modificada por ato do Executivo. Em maio de 2022, Bolsonaro publicou o Decreto 11.061, que alterou a regulamentação da contratação de aprendizes.

Entre as mudanças, o decreto permitiu que determinados aprendizes fossem contabilizados em dobro para o cumprimento da cota e que jovens contratados por prazo indeterminado depois da aprendizagem continuassem sendo contabilizados por até 12 meses. Também excluiu trabalhadores intermitentes e empregados afastados por benefício previdenciário da base de cálculo da cota.

No ano seguinte, o governo Lula publicou o Decreto 11.479 e revogou esses dispositivos.

O episódio mostra o alcance de mudanças infralegais: embora a obrigação de contratação de aprendizes esteja prevista na CLT, regras que interferem na forma de calcular e cumprir essa cota foram modificadas pelo governo Bolsonaro e, posteriormente, novamente alteradas pelo governo seguinte, sem mudança da lei pelo Congresso.

Revisão não permite apagar direitos previstos em lei
A promessa feita no programa não significa que um eventual governo Flávio poderia eliminar, por decreto ou portaria, direitos assegurados diretamente pela Constituição ou por leis aprovadas pelo Congresso.

Atos infralegais precisam respeitar a legislação que regulamentam. Um presidente não poderia, por exemplo, extinguir por decreto um direito criado expressamente por lei.

A margem do Executivo está na regulamentação: critérios, procedimentos, fiscalização, enquadramentos e formas de execução de políticas podem estar estabelecidos em decretos, portarias, instruções normativas e Normas Regulamentadoras. É justamente esse conjunto que o programa coloca sob uma “ampla revisão”.

A dimensão da mudança dependeria, portanto, de quais normas seriam selecionadas e de quais dispositivos seriam modificados. Essa lista não aparece no plano de governo.

Campanha é questionada sobre alcance da revisão
O ICL Notícias procurou a campanha de Flávio Bolsonaro para saber quais normas, decretos e portarias pretende revisar ou revogar.

Também questionou se a revisão poderá atingir regras sobre saúde e segurança do trabalhador, riscos psicossociais, aprendizagem profissional e benefícios previdenciários, como a dispensa de carência para gestantes de alto risco.

A campanha foi perguntada ainda se assume o compromisso de preservar as atuais proteções e direitos trabalhistas e previdenciários.

*Cleber Lourenço/ICL


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Vídeos: Pela reeleição de Lula, milhares de estudantes vão às ruas do Rio

A União Nacional dos Estudantes (UNE) levou milhares de estudantes secundaristas e universitários às ruas do centro do Rio de Janeiro nesta quarta (7), em um ato pela reeleição do presidente Lula (PT). A passeata saiu da Igreja da Candelária e seguiu até a Cinelândia.

Os manifestantes defenderam a gratuidade e a expansão das escolas públicas, a continuidade do programa Pé-de-Meia e o fim dos cortes no orçamento da educação. O ato ocupou parte da avenida Presidente Vargas e da Cinelândia durante a tarde.

Entidades que representam alunos de escolas públicas organizaram a mobilização. A UNE pretende repetir os atos em outras capitais e cidades brasileiras ao longo da campanha do segundo turno.

Em nota, a entidade cobrou universidades e institutos federais fortalecidos, com recursos compatíveis com suas necessidades. “Queremos assistência estudantil suficiente para que nenhum jovem precise abandonar o sonho de se formar porque não tem dinheiro para comer, morar ou chegar à universidade”, afirmou.

UNE planeja mobilizações até o segundo turno
A UNE declarou que quer ocupar as ruas e as universidades públicas até a véspera do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Para a organização, a continuidade do governo Lula mantém a educação no centro de um projeto nacional de desenvolvimento.

A entidade também associou uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro à ameaça a direitos ligados a emprego, renda, alimentação, educação, ciência e perspectivas para a juventude. A nota cita ainda a democracia entre os temas em disputa na eleição presidencial.

No Rio Grande do Norte, estudantes planejam uma plenária antes do ato que Lula realizará nesta quinta-feira (08), na Praça Cívica de Natal. A reunião deve organizar a participação estudantil na agenda do presidente na capital potiguar.

Em São Paulo, o primeiro encontro da mobilização está marcado para domingo (11), na avenida Paulista. A UNE busca ampliar a participação de estudantes nas atividades de campanha antes da votação do segundo turno.

*DCM


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Alerta: Especialista vê risco em plano de Flávio. ‘Pessoas não foram às urnas para mudar de Constituição’

Diego Arguelhes alerta para concentração de poder após candidato do PL afirmar que pretende usar maioria no Congresso para alterar a Carta e ‘redemocratizar’ o país

Advogado constitucionalista e diretor da Faculdade de Direito do Insper, Diego Werneck Arguelhes alerta, em entre para os riscos da proposta do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de usar a maioria conquistada pela direita e extrema direita no Congresso Nacional para promover mudanças na Constituição.

Para o especialista, embora alterações por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) façam parte do funcionamento institucional do país, uma eventual tentativa de substituir a Carta de 1988 exigiria uma legitimidade popular que não foi concedida nas eleições de 2026.

“As pessoas não foram às urnas para mudar de Constituição. As pessoas foram às urnas para escolher representantes dentro das regras que existem na Constituição e que limitam esses representantes”, afirmou Arguelhes.

Nesta terça-feira (6), Flávio disse que pretende aproveitar a nova composição do Congresso para eleger os presidentes da Câmara e do Senado e alterar a Carta.

“Elegemos um Congresso muito mais à direita do que ele é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara, pra gente mudar a Constituição, pra gente redemocratizar esse país”, declarou.

Arguelhes ressalta que mudanças constitucionais foram realizadas por diferentes governos desde a década de 1990, mas a preocupação, segundo ele, está na concentração de força política conquistada pelo Partido Liberal (PL) e seus aliados.

“A gente está jogando um jogo novo. Estamos jogando um jogo que a gente não viu nesses termos desde a democratização, que é um único partido com tanta força na Câmara, no Congresso e na própria Presidência”, afirmou.

Segundo o especialista, uma maioria ampla reduz a necessidade de negociação e moderação para aprovar mudanças na Constituição. “Em termos de emendar a Constituição, isso cria menos necessidade para esse partido de ter que moderar suas visões para conquistar apoio, de negociar mais para chegar em um texto de uma emenda que seja mais palatável para vários setores da sociedade”, explicou.

‘Redemocratizar’ acende alerta
Arguelhes também chamou atenção para o uso da expressão “redemocratizar esse país” por Flávio. Segundo ele, a própria Constituição de 1988 é resultado do processo de redemocratização após a ditadura militar. “Quando ele fala ‘mudar a Constituição para redemocratizar o país’, será que ele está falando algo além? Mudar de Constituição?”, questionou.

O professor diferencia mudanças feitas por PECs, previstas na própria Carta, de uma eventual tentativa de substituir a Constituição ou ultrapassar as cláusulas pétreas. “A Constituição brasileira não prevê mecanismos para sua substituição. O que ela prevê é um mecanismo de emenda, sujeito, inclusive, a cláusulas pétreas”, explicou.

Para Arguelhes, a maioria conquistada nas eleições não representa autorização para elaborar uma nova Constituição. “Eles podem ter propostas de fazer uma nova Constituição, mas, em termos de mobilização política necessária para ter essa conversa, para legitimar essa mudança, não é a maioria que o PL conquistou nas eleições que os legitima para isso.”

O especialista lembra que, no processo que resultou na Constituição de 1988, os brasileiros foram às urnas sabendo que deputados e senadores eleitos também teriam a missão de elaborar uma nova Carta. Para ele, esse tipo de participação popular é o que diferencia um processo constituinte legítimo de uma tentativa de simplesmente “mudar as regras do jogo no meio do jogo”.

“A gente não teve essa conversa. Não era isso que estava em discussão nas eleições”, afirmou. “Essa pergunta não foi feita. Ela pode até ser feita no futuro, mas não tenho a menor dúvida de que ela não foi feita agora.”

*Chico Alves e Gabriel Gomes/ICL


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Política

A engrenagem de que se cercou Flavio Bolsonaro

A fusão que se formou em torno da campanha de Flávio Bolsonaro — entre interesses políticos, setores do sistema financeiro, alto empresariado, grande mídia, grupos religiosos e personagens associados ao universo das milícias e das organizações criminosas — não pode ser tratada como uma simples coincidência de interesses. Ela revela uma engrenagem de poder. E essa engrenagem ajuda a entender como Daniel Vorcaro e o Banco Master conseguiram chegar tão longe.

O caso Master deixou de ser apenas a história de um banqueiro cercado por suspeitas e passou a expor algo muito mais profundo: as relações entre dinheiro, política, influência institucional e proteção de interesses privados.

As investigações da Polícia Federal revelaram que Vorcaro transitava com desenvoltura por diferentes ambientes de poder. Há registros de proximidade com políticos de alto escalão, interlocuções com integrantes de instituições públicas e relações que estão sendo examinadas pelos investigadores. Também surgiram suspeitas sobre a atuação de servidores do Banco Central que, segundo a PF, teriam repassado informações privilegiadas e atendido a interesses do banqueiro enquanto o próprio Master estava sob fiscalização.

E há um ponto politicamente explosivo: Flávio Bolsonaro aparece nas investigações como interlocutor direto de Vorcaro nas negociações envolvendo o filme Dark Horse. Segundo a PF, houve mensagens, reuniões presenciais, cobranças de pagamentos e acompanhamento da produção. A investigação apura a origem, o trânsito e a destinação dos recursos envolvidos.

Isso não significa, por si só, que toda pessoa que manteve contato com Vorcaro tenha cometido crime. Mas significa algo que a política brasileira deveria levar muito a sério: Vorcaro não operava no vazio.

Ele circulava.

Ele negociava.

Ele construía pontes.

Ele estabelecia relações.

E, segundo as investigações, buscava influência justamente onde decisões capazes de afetar seus negócios eram tomadas.

É nesse ponto que a história do Banco Master deixa de ser apenas financeira e passa a ser essencialmente política.

Porque um esquema de tamanha dimensão não depende apenas de um banqueiro. Depende de portas abertas, interlocutores disponíveis, relações privilegiadas, silêncio conveniente e uma rede de proteção capaz de retardar ou dificultar a reação das instituições.

As próprias investigações indicam uma impressionante amplitude dessa rede. Mensagens obtidas pela PF mostram relações próximas de Vorcaro com figuras do Congresso, enquanto outras apurações examinam sua influência sobre órgãos reguladores e sua proximidade com agentes públicos.

E é justamente por isso que a pergunta central não deveria ser apenas:

“O que Daniel Vorcaro fez?”

A pergunta mais importante é:

“Quem permitiu que Daniel Vorcaro chegasse tão longe?”

Porque banqueiro nenhum constrói sozinho uma rede dessa magnitude.

Nenhum banco opera durante anos sem passar por órgãos de fiscalização.

Nenhuma operação financeira de grande porte acontece sem deixar rastros.

E nenhuma estrutura de poder se sustenta apenas pela vontade de um indivíduo.

É preciso haver conexões.

É preciso haver acesso.

É preciso haver gente disposta a abrir portas.

É preciso haver uma atmosfera política em que determinadas relações sejam naturalizadas enquanto outras sejam imediatamente transformadas em escândalo.

É aí que a fusão em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro ganha um significado que ultrapassa a eleição.

Ela revela a tentativa de juntar, sob uma mesma estrutura de poder, interesses que normalmente aparecem separados: o dinheiro do grande capital, a influência política, a força eleitoral do chamado evangelistão, a máquina de comunicação da grande mídia e setores historicamente associados à política subterrânea do Rio de Janeiro.

Não é necessário afirmar que todos esses grupos formem uma organização criminosa — isso seria uma conclusão que cabe às investigações e à Justiça.

Mas é perfeitamente legítimo perguntar que projeto de poder emerge quando tantos interesses diferentes encontram um mesmo candidato como ponto de convergência.

E talvez seja justamente essa pergunta que incomode tanto.

Porque, quando se olha apenas para cada escândalo isoladamente, tudo parece fragmentado.

Um episódio no Banco Master. Outro envolvendo Vorcaro. Outro no sistema financeiro. Outro no Congresso. Outro envolvendo agentes públicos. Outro envolvendo o Dark Horse. Outro relacionado à campanha.

Mas, quando se coloca tudo sobre a mesma mesa, aparece uma paisagem muito mais perturbadora:

dinheiro, influência, política e poder circulando pelos mesmos corredores.

É por isso que o caso Master precisa ser investigado até o fim, sem blindagens políticas, sem seletividade e sem transformar nenhum personagem em intocável.

Porque a questão já não é apenas descobrir o tamanho do buraco financeiro.

É descobrir o tamanho da rede de relações que permitiu que esse buraco existisse.

E, sobretudo, quem estava ao redor dele quando tudo acontecia.

Vorcaro pode ser apenas o nome mais visível de uma engrenagem muito maior.

E quanto mais essa engrenagem aparece, mais difícil fica sustentar a narrativa de que o Banco Master foi apenas a aventura de um banqueiro que perdeu o controle.

Talvez o verdadeiro escândalo seja justamente este:

não é apenas saber até onde Vorcaro chegou. É descobrir quantas portas precisaram ser abertas para que ele chegasse lá, e quem as abriu.

A mídia protege André Mendonça para que este proteja Flavio Bolsonaro.


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Documentos ligam lobby de Eduardo Bolsonaro a fundo secreto de Trump contra o STF

Programa de US$ 1 milhão foi criado pelo Departamento de Estado norte-americano para financiar ações no Brasil contra Corte Suprema

Documentos do governo de Donald Trump e do Congresso norte-americano revelam a existência de um fundo secreto de US$ 1 milhão liberado pelo Departamento de Estado para financiar ações contra o Supremo Tribunal Federal (STF). O programa, batizado de Countering Lawfare and Censorship in Brazil, teve os recursos liberados em 30 de outubro, cinco dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras. As informações são do UOL.

Os mesmos documentos registram o lobby do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) junto a autoridades americanas pela aplicação de sanções ao ministro Alexandre de Moraes, com o objetivo declarado de forçar uma anistia ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Fundo secreto dos EUA contra o STF
Segundo documentos obtidos pelo UOL, o Departamento de Estado dos EUA patrocinou o programa Countering Lawfare and Censorship in Brazil, algo como “Enfrentando o lawfare e a censura no Brasil”, com dotação de US$ 1 milhão, equivalente a R$ 5 milhões.

Os recursos foram liberados em 30 de outubro, cinco dias antes do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil, em um momento de intensa polarização política no país.

Os documentos descrevem o fundo como uma ferramenta para “apoiar a sociedade civil para combater o ativismo judicial excessivo e a censura no Brasil”.

Um dos textos é mais explícito e afirma que “o prêmio visa mirar o Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF) e a percepção de que a Corte está atacando a liberdade de expressão nos EUA”.

O documento também menciona ordens para “remoção de uma publicação sobre Trump” nas redes sociais, em possível referência às decisões do inquérito das fake news, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, que atingiram residentes americanos.

O fundo havia sido revelado pelo jornal britânico The Guardian, que o identificou como parte de uma lista de 43 programas do Departamento de Estado.

O enquadramento adotado pelos documentos americanos, ao descrever decisões soberanas do STF como “censura” e “ativismo judicial excessivo”, reproduz a narrativa construída pela direita bolsonarista desde que Moraes passou a atuar nos inquéritos sobre desinformação e a tentativa de golpe de Estado.

A adoção dessa narrativa como justificativa oficial para um fundo governamental americano evidencia a aproximação entre o discurso defendido por aliados de Jair Bolsonaro e as ações adotadas pelo governo dos Estados Unidos em relação ao Brasil.

O lobby de Eduardo Bolsonaro
Os documentos vão além de descrever o fundo e registram nominalmente a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

“O deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, está fazendo lobby junto ao governo dos EUA para que sanções sejam impostas ao ministro Moraes”, afirma um dos trechos, segundo a apuração do UOL.

Nos documentos acessados pela reportagem, não há confirmação de que Eduardo tenha recebido recursos do fundo. Procurado por mensagem e telefonema, ele não se manifestou até a publicação.

Eduardo se mudou para o Texas em fevereiro de 2025 e, desde então, conduziu uma campanha junto a autoridades americanas pela aplicação de punições a autoridades brasileiras, com foco em Alexandre de Moraes.

O objetivo declarado seria forçar algum tipo de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista.

A campanha produziu resultados concretos. Moraes chegou a ser alvo de sanção pela “Lei Global Magnitsky”, enquanto outros ministros do STF foram incluídos em uma lista de restrição de vistos para os Estados Unidos pelo governo Trump.

A atuação também teve consequências para o próprio Eduardo Bolsonaro: ele foi condenado pelo STF a 4 anos e 2 meses de prisão por sua atuação no caso.

O registro do lobby de Eduardo nos documentos do fundo americano indica que a campanha do ex-deputado passou a integrar a justificativa oficial de um programa governamental dos Estados Unidos.

Os documentos, dessa forma, revelam uma sobreposição entre a agenda política defendida pela família Bolsonaro e as ações adotadas pelo governo Trump em relação ao Brasil.

Controvérsias e sigilo
O programa passou por uma mudança relevante em seus termos. Inicialmente descrito como de “concorrência aberta”, com chamamento público a indivíduos ou entidades interessadas, o fundo foi posteriormente convertido para “concorrência restrita”, direcionada a poucos selecionados.

Um dos documentos justifica a mudança afirmando que “a divulgação pública do programa comprometeria sua eficácia, prejudicaria os interesses diplomáticos dos EUA no Brasil e exporia os executores ao risco de ações judiciais”.

A menção ao risco jurídico para os executores chama atenção por indicar que os responsáveis pelo programa consideraram a possibilidade de implicações legais decorrentes das atividades realizadas no Brasil.

O sigilo vai além da mudança de modalidade.

A identidade dos beneficiários dos recursos é mantida em segredo até mesmo de membros do Congresso americano e de servidores públicos que normalmente teriam acesso a esse tipo de informação.

O Departamento de Estado não respondeu à reportagem sobre quem são os destinatários finais dos valores.

Com recursos públicos, objetivos políticos declarados, beneficiários mantidos sob sigilo e uma justificativa baseada em interesses diplomáticos, o programa permanece distante do escrutínio de integrantes das próprias instituições americanas responsáveis por acompanhar esse tipo de iniciativa.

*Opera Mundi


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Em eleição presidencial, sobretudo com Lula, não vale a escrita

Em eleição, sobretudo quando Lula está no jogo, não existe “escrita” capaz de antecipar o resultado. Essa mistificação supersticiosa que circula na mídia — segundo a qual quem vence o primeiro turno inevitavelmente vencerá o segundo — não passa de uma construção simplista apresentada como se fosse uma lei da política.

A tese é ainda mais frágil quando se tenta transformá-la em argumento para afirmar que uma eventual vantagem de Flávio Bolsonaro no primeiro turno significaria uma espécie de sentença definitiva sobre o segundo. Não significa.

Há um detalhe histórico que costuma ser convenientemente esquecido nessa narrativa: até 2022, nenhum presidente brasileiro que disputara a reeleição havia sido derrotado na tentativa de permanecer no cargo. Jair Bolsonaro rompeu essa sequência ao perder a reeleição para Lula. No segundo turno de 2022, Lula recebeu 60.345.999 votos, contra 58.206.354 de Bolsonaro, segundo a totalização oficial do TSE.

Ou seja: a própria história recente mostrou que uma regularidade eleitoral pode ser quebrada.

Por isso, vender ao PT a ideia de “terra arrasada” simplesmente porque Flávio teria terminado o primeiro turno à frente, ainda que por uma margem estreita, é transformar estatística em superstição. Primeiro turno e segundo turno são momentos distintos da mesma eleição, mas não são a mesma eleição.

Entre uma votação e outra, mudam as alianças, mudam os discursos, mudam as estratégias, muda a distribuição dos votos dos candidatos eliminados, muda o comportamento do eleitor e podem mudar até as prioridades que orientam a escolha de milhões de pessoas.

Não existe piloto automático eleitoral.

O fato de determinada característica ter se repetido em dez eleições não concede a ela autorização para se repetir automaticamente na décima primeira. Eleição não é uma fórmula matemática em que se apertam os mesmos botões e se obtém necessariamente o mesmo resultado.

Cada eleição tem sua própria voltagem. Cada disputa é determinada pelas circunstâncias políticas, econômicas e sociais do seu tempo. O eleitor também não é uma peça imóvel de um tabuleiro: ele pode mudar de posição, rever sua escolha e redefinir suas prioridades entre um turno e outro.

Foi justamente 2022 que deixou isso ainda mais evidente no plano da reeleição: uma sequência histórica que parecia consolidada foi interrompida.

Portanto, transformar uma vantagem de primeiro turno em garantia de vitória no segundo é muito mais do que uma análise eleitoral simplificada: é confundir recorrência histórica com destino.

E eleição não é destino.

Nostalgia não ganha jogo. Estatística passada não vota. E uma eleição não é obrigada a repetir a anterior apenas porque alguém encontrou uma sequência que parece conveniente para sustentar sua narrativa.

O segundo turno começa quando o primeiro termina. E é ali, diante de novas circunstâncias e de um novo cálculo do eleitor, que a disputa efetivamente recomeça.


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Se Flávio Bolsonaro for ao debate com Lula, afunda. Se não for, afunda também

Flávio chegou ao segundo turno carregando um problema que nenhum treinamento de televisão consegue esconder: agora não haverá candidatos para dividir os ataques, nem espaço para discursos genéricos, nem a possibilidade de transformar adversários ausentes em espantalhos.

Será Lula contra Flávio. Um contra um.

Se Flávio for ao debate, terá de encarar Lula de frente, responder perguntas, sustentar suas propostas e explicar contradições, alianças e episódios que sua campanha preferiria manter longe dos holofotes. E, sobretudo, terá de demonstrar que existe por trás do sobrenome Bolsonaro alguma coisa além da herança política do pai.

Se fugir, o problema muda de forma, mas não desaparece. A ausência será interpretada como medo do confronto, incapacidade de sustentar suas próprias ideias e falta de preparo para ocupar a Presidência da República.

É o clássico dilema: se correr, o eleitor vê a fuga; se ficar, o eleitor vê o despreparo.

Flávio pode até escolher não comparecer. Pode tentar transformar a ausência em estratégia. Pode produzir lives, vídeos, discursos e acusações. Mas nada disso substitui o teste mais elementar de uma eleição presidencial: sentar diante do adversário e explicar, olho no olho, por que o país deveria entregar a ele o comando da República.

Por isso, o debate com Lula é uma armadilha política para Flávio.

Se for, corre o risco de afundar diante das câmeras.
Se não for, corre o risco de afundar pela covardia.

E talvez seja justamente essa a maior fragilidade de sua candidatura: Flávio precisa desesperadamente do debate para provar que está preparado, mas o próprio debate pode provar o contrário.


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