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Funcionários da Meta denunciam favorecimento à família Bolsonaro na eleição brasileira

Trabalhadores da Meta responsabilizam direção da Big Tech por decisões que, segundo eles, podem comprometer credibilidade do processo democrático

Funcionários da Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, manifestaram preocupação com o que classificam como favorecimento “óbvio” e “enviesado” a integrantes da família Bolsonaro nas eleições brasileiras de 2026. Em um pronunciamento, trabalhadores da companhia responsabilizaram a direção da big tech por decisões que, segundo eles, podem comprometer a credibilidade do processo democrático.

A manifestação foi assinada por integrantes da seção de trabalhadores da tecnologia do Sindicato dos Trabalhadores da Comunicação do Reino Unido (Communication Workers Union, CWU). No texto, os funcionários afirmam estar preocupados com as revelações recentes envolvendo a gestão da empresa e apontam o risco de interferência nas eleições de outros países.

“Desde 2016, as inclinações políticas dos executivos e líderes da Meta não são segredo”, afirma o documento, em tradução do inglês.

Os trabalhadores ressaltam, porém, que consideram inédita a aplicação de supostos benefícios políticos de maneira sistemática e perceptível aos usuários. “Mas, até onde sabemos, esta é a primeira vez que favores a políticos como os Bolsonaro são aplicados de forma programática e visível ao usuário, em um grau tão óbvio e enviesado”, diz o pronunciamento.

O texto também expressa receio de que a atuação da empresa prejudique a confiança da população nas instituições democráticas e nas próprias plataformas digitais.

“A última coisa que queremos é assistir de braços cruzados ao nosso empregador interferindo nos processos democráticos de países como o Brasil”, afirmam os funcionários.

Segundo o grupo, a perda de credibilidade das eleições e dos políticos também pode afetar a confiança nas tecnologias desenvolvidas pela companhia. Os trabalhadores avaliam que esse cenário abre um precedente perigoso para o futuro.

“Nós, funcionários da Meta, queremos construir tecnologias e plataformas que milhões de pessoas usem e apreciem”, diz o texto. “Ao minar a credibilidade das eleições e dos políticos, isso também mina injustamente a credibilidade do que construímos e abre um precedente extremamente perigoso para o futuro”.

Ao final do pronunciamento, os empregados pedem que a empresa respeite os princípios democráticos. “Pedimos que a justiça e a democracia sejam respeitadas”, conclui o documento.

Neste sábado (24), um protesto contra as intervenções da Meta nas eleições brasileiras foi realizado em frente à sede da empresa em King’s Cross, no centro de Londres. A manifestação foi organizada pela “Aliança pela Democracia e Soberania Brasileira”, um coletivo de movimentos que reúne brasileiros na Inglaterra.

Pronunciamento na íntegra traduzido do inglês
“Como funcionários da Meta, estamos preocupados com as revelações dos últimos dias e semanas a respeito da nossa direção.

“Desde 2016, as inclinações políticas dos executivos e líderes da Meta não são segredo.

“Mas, até onde sabemos, esta é a primeira vez que favorecimentos a políticos como os Bolsonaro são implementados de forma sistemática e visível aos usuários em um grau tão evidente e enviesado.

“Nós, funcionários da Meta, queremos construir tecnologias e plataformas que milhões de pessoas usem e apreciem.

“A última coisa que queremos é ficar de braços cruzados, assistindo ao nosso empregador interferir nos processos democráticos de países como o Brasil.

“Ao minar a credibilidade das eleições e dos políticos, a empresa também prejudica injustamente a credibilidade daquilo que construímos e estabelece um precedente extremamente perigoso para o futuro.

“Pedimos que a imparcialidade e a democracia sejam respeitadas.”

*ICL


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E não é que Flavio, na Globo, correu da pauta da corrupção depois do contra-ataque de Lula na Band

Flávio Bolsonaro passou dias prometendo esfregar na cara de Lula suas acusações de corrupção. Mas bastou o presidente propor o desafio e abrir seus sigilos bancário e telefônico para a conversa mudar de rumo.

Agora, quando a cobrança se volta para ele, Flávio recua e evita o terreno que ele próprio escolheu como campo de batalha. A pergunta que fica é inevitável: se cobra transparência de Lula, por que não aceita submeter a si mesmo ao mesmo escrutínio?

O discurso de valentia tem prazo de validade quando a transparência deixa de ser uma arma contra o adversário e passa a ser uma exigência sobre o próprio candidato.

Corrupção não se combate com bravatas, mas com transparência, e esta não pode valer apenas para os outros.


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Flavio Bolsonaro não é direita, é banditismo em estado puro

A forma missrável e arrogante com que Flavio Bolsonaro tratou a mãe da menina Ana Clara, assassinada por um PM com um tiro de fuzil, caso em que Flavio usa sua influência como senador para impedir que o assassino sequer seja julgado, é seu projeto de futuro para a Segurança Pública do Brasil.

Ou seja, é a milicianilização e, logicamente, com efeito geral contra a sociedade brasileira de barrar o judiciário e generalizar a força contra o povo.

A maneira com que tratou, de forma superficial, o assassinato da criança de 5 anos, dizendo que se dirigia à mãe da menina quando, na verdade, olhava para a câmera, de maneira proposital, foi um paralelismo com as práticas mais comuns da milícia.

Ou seja, haverá sim um intercâmbio direto entre o Palácio do Planalto e as milícias, caso Flavio ocupe a cadeira da Presidência.

Não há nada da direita tradicional na candidatura de Flavio Bolsonaro, mas sim, aquilo que se viu ontem, no debate presidencial na Globo, inclusive utilizando contra Lula a perda de um dedo, coloca sob luz plena que tipo de caráter um bandido, apoiado por um rebanho de idiotas, pretende impor ao Brasil.

Flavio não respondeu nada sobre economia, porque nada sabe. Nada sobre Saúde, porque trata o SUS como seu pai tratava de forma escandalosa. Nada sobre a soberania nacional. Nada sobre desenvolvimento industrial, tecnológico, científico, nada de nada sobre o país.

Seu serelepismo vem do quintal das casas da morte, comuns na ditadura, sendo a mais famosa, a de Petrópoles, comandada pelo torturador e pedófilo, Brilhante Ustra, ídolo da família Bolsonaro.

Em síntese, é esse lamaçal de barro e sangue que Flavio sonha operar no Brasil no momento seguinte em que assumir o poder.

Isso nada tem de direita, é pura bandidagem, é pura milícia. é puro submundo do crime organizado e suas ramificações no tráfico de drogas e armas, porque é isso que Flavio tem a oferecer à sociedade brasileira.


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Vídeo: Globo desmente Flávio sobre deboche de Bolsonaro a vítimas da Covid

Durante o debate presidencial transmitido pela Rede Globo nesta sexta-feira (23), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mentiu para defender a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O cruzamento de dados com checagens feitas por agências de fatos e veículos da imprensa profissional, como o serviço Fato ou Fake, do g1, e o Estadão Verifica, desmente as afirmações do parlamentar sobre a atuação do ex-governo na pandemia da covid-19 e o valor do programa Bolsa Família.

Ao responder sobre a postura do ex-presidente durante a crise sanitária, Flávio afirmou que um vídeo em que Jair Bolsonaro aparece “suspirando” não se tratava de um deboche sobre pacientes em estado grave.

O senador solicitou que sua equipe publicasse no Instagram a “versão real” do trecho, alegando que o pai apenas criticava a orientação médica de esperar sentir falta de ar para procurar um hospital em um momento em que “não havia vacinas”. A checagem do Fato ou Fake classificou a declaração como falsa.

A gravação divulgada pela equipe do senador foi editada, omitindo cerca de 30 segundos do material original transmitido em uma live oficial de 18 de março de 2021. Agências de checagem relembraram que Bolsonaro imitou publicamente cidadãos sufocando por falta de ar em mais de uma oportunidade durante transmissões ao vivo naquele ano.

A alegação de que não havia imunizantes no período também é falsa: a campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil teve início oficialmente em 17 de janeiro de 2021, com a aplicação da CoronaVac em São Paulo, dois meses antes da transmissão citada, quando o país já acumulava centenas de milhares de mortes pela doença. DCM.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relembrou durante o debate o vídeo no qual o então ocupante do Planalto imitou sons de pessoas com falta de ar em decorrência da covid-19.

“Ele não conhece o Brasil. Acho que ele só ouviu falar de Manaus e da região Norte quando o pai dele apareceu na televisão rindo e imitando uma pessoa asfixiada porque não tinha oxigênio”, disse Lula.

Flávio rebateu: “Aí esse vídeo, eu peço que a minha equipe coloque agora no meu Instagram o vídeo real sobre o Bolsonaro ter aquele vídeo dele suspirando e ele fala que estava debochando das pessoas que estavam sem ar. É mentira”.

Em transmissão ao vivo em março de 2020, no começo da pandemia, o então presidente imitou o som de uma pessoa com insuficiência respiratória ao defender que a população procurasse unidades de saúde apenas se apresentasse sintomas mais graves, argumento pregado pelo então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

A negativa de Flávio foi feita pouco depois de o então presidente ter negado que houve falta de oxigênio em Manaus, no pico da Ômicron, quando a ausência de estoques levou à morte de pacientes e gerou investigação.


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ONU julgará vínculos de Flávio Bolsonaro com milícias

Os documentos que a ONU dispõe para julgar o caso da morte da garota Ana Clara Machado sugerem vínculos de Flávio Bolsonaro com a milícia carioca.

No final de dezembro, a entidade vai examinar o caso, apresentado pelo advogado Raphael Costa. O acusado, o policial Bruno Dias Delaroli, é réu pelo assassinato da criança. Mas foi a atuação de Flávio Bolsonaro que garantiu que ele pudesse permanecer fora da prisão até agora.

O caso veio à tona em março, em reportagem de Alice Maciel publicada pelo ICL Notícias. Em 2021, com apenas 5 anos de idade, ela foi morta por um tiro de fuzil disparado por um policial militar em Niterói.

A família aguarda até hoje o julgamento do assassino de sua filha. Uma primeira data havia sido estabelecida para o último dia 14 de abril. Mas foi adiado para 21 de outubro. Em agosto, o julgamento foi reagendado para 5 de maio de 2027.

Enquanto isso, Costa fez a denúncia às Nações Unidas. Nela, ele aponta o papel de Flávio Bolsonaro para impedir que o policial fosse mantido preso e sua defesa no processo.

“A alegação central da comunicação de 2022 é que organizações paramilitares criminosas, comumente conhecidas como “milícias”, expandiram seu controle territorial, político e econômico sobre comunidades no Estado do Rio de Janeiro, supostamente com a participação, tolerância, proteção ou anuência de agentes públicos, incluindo membros das forças de segurança e autoridades políticas de alto escalão”, explica a peça entregue às Nações Unidas.

“Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, figura entre as autoridades identificadas na comunicação original. O denunciante alega que tal envolvimento ou anuência do Estado permitiu que essas organizações milicianas consolidassem seu controle territorial e influência econômica, enquanto os moradores enfrentavam detenções arbitrárias, execuções extrajudiciais, assassinatos de civis e outras graves violações dos direitos humanos”, apontou.

No documento seguinte, o material documental adicional serve como “prova que corrobora essa alegação central, servindo de base para examinar se a proteção política e institucional facilitou a expansão das milícias”.

A queixa aponta que, no acórdão publicado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), Flávio Nantes Bolsonaro (OAB/DF 67.599) é mencionado entre os advogados de defesa.

“O recurso principal contestava a decisão que submeteu o réu a julgamento pelo tribunal do júri e suscitava, entre outras questões, pontos relativos à cadeia de custódia e à suficiência probatória; o agravo interno visava à admissão e ao julgamento do recurso especial”, disse.

Segundo a queixa, em 9 de abril de 2024, a Quinta Turma negou provimento ao agravo interno, por maioria, com base em fundamentos processuais, mantendo a decisão de pronúncia e sem emitir qualquer juízo sobre a culpa.

O autor da denúncia sustenta que o registro, no STJ, da atuação do senador como advogado de defesa constitui” prova relevante para examinar se figuras políticas de alto escalão têm intervindo em processos que envolvem integrantes das forças de segurança, e se tais intervenções contribuem para o cenário mais amplo de proteção institucional e impunidade alegado na denúncia”.

No informe entregue para a ONU, outros elementos incluem homenagens públicas e relações institucionais associadas a Flávio Bolsonaro durante seu mandato na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), bem como constatações judiciais e investigativas posteriores envolvendo policiais.

O texto cita o fato de que, em 2014, um júri condenou o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira por seu papel no assassinato da juíza Patrícia Acioli, ocorrido em 2011. Relatos da imprensa da época indicam que Bolsonaro questionou a conduta da magistrada após o seu homicídio; a publicação original em rede social não foi localizada para esta atualização.

Registros da ALERJ apontam Bolsonaro como autor do Projeto de Resolução nº 1.067/2005 — aprovado como Resolução nº 931/2005 —, que concedeu a Medalha Tiradentes ao então primeiro-tenente Adriano Magalhães da Nóbrega.

“Documentos investigativos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) descreveram, posteriormente, Adriano como um dos líderes da milícia de Rio das Pedras e como figura influente no grupo conhecido como “Escritório do Crime”. Trata-se de caracterizações de natureza investigativa, e não de sentenças judiciais de culpa; Adriano faleceu antes que as acusações fossem julgadas”, disse.

O documento aponta como sua mãe, Raimunda Veras Magalhães, e sua então esposa, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ocuparam cargos no gabinete de Bolsonaro na ALERJ. “O autor da denúncia aponta a concessão da honraria legislativa e os vínculos empregatícios mencionados como indícios de proximidade política, justificando uma investigação sobre um possível reconhecimento ou proteção institucional a indivíduos que, posteriormente, foram associados a crimes graves ou a investigações sobre milícias”, afirma.

A queixa apresenta, ainda, a transcrição de sessão da ALERJ na qual, em 7 de fevereiro de 2007, Flávio Bolsonaro argumenta “que as milícias não deveriam ser estigmatizadas, descrevendo suas atividades como uma forma de policiamento e uma fonte de segurança nas comunidades”.

“Em outubro de 2015, a juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza foi agredida durante uma inspeção no antigo Batalhão Especial Prisional (BEP), onde estavam detidos policiais militares — incluindo indivíduos que, à época, eram apontados como suspeitos de ligação com milícias”, disse. “Relatos daquele período indicam que Bolsonaro esteve no local e questionou publicamente o relato e a conduta da magistrada. Esses mesmos relatos atribuem à juíza a afirmação de que Bolsonaro não teria entrado na unidade, mas sim conversado com os detentos por telefone”, alertou.

Na avaliação de Costa, as declarações e presenças são “relevantes para analisar se o apoio político contribuiu para legitimar a atividade de milícias ou para proteger agentes de segurança da responsabilização”.

O documento submetido às Nações Unidas ainda concluiu que “esses episódios constituem um conjunto de indícios que reforçam a tese central: a de que a expansão territorial, política e econômica das milícias no Rio de Janeiro foi facilitada pela participação, proteção, tolerância ou anuência do Estado”.

O denunciante fundamenta-se em quatro categorias de elementos que, à primeira vista, justificam um exame minucioso:

  • A identificação, em decisão do STJ, do senador como advogado de defesa de um policial acusado do homicídio de uma criança;
  • As declarações públicas do senador favoráveis ​​à atividade de milícias;
  • A concessão de honraria legislativa a Adriano da Nóbrega;
  • Relatos de que familiares de Adriano ocuparam cargos no gabinete do senador.

“Considerados cumulativamente, esses elementos justificam uma investigação sobre a possível proteção política e institucional a organizações milicianas”, disse. “O denunciante solicita que o Conselho avalie as alegações à luz das obrigações do Brasil de prevenir graves violações de direitos humanos, investigá-las de forma eficaz, garantir a responsabilização e assegurar a reparação — inclusive em casos em que grupos privados atuam com a participação, anuência ou tolerância do Estado”, completa.

O caso
Nesta quinta-feira, nas redes sociais, Costa explicou que era o secretário de Direitos Humanos de Niterói, em 2021. “Na mesma hora, ouvimos testemunhas e conseguimos evitar que o criminoso fosse liberado”, disse. Ele foi preso em flagrante. Mas, no final de 2021, Costa recebeu a notícia que o policial havia sido solto.

“Fui informado em off que um senador da República estaria atuando nos bastidores para proteger o assassino. O nome do senador é Flávio Bolsonaro”, disse.

No mês seguinte, Costa levou o caso às autoridades federais e apontou para o avanço das milícias, protegidos pelos agentes do próprio estado. Em 2022, protocolou a denúncia no Alto Comissariado de Direitos Humanos.

Em 2024, ele enviou um relatório atualizado, apontando até mesmo para o envolvimento de Flávio Bolsonaro, que oficialmente havia também assumido o caso. “Isso indicava o envolvimento da alta cúpula da política nacional com milicianos”, denunciou.

O senador que está sendo apurado pela ONU é, agora, candidato à presidência.

Segundo Costa, a carta diz que reunião está marcada para ocorrer entre os dias 18 e 24 de dezembro, em Genebra. “Resta saber se o Brasil vai receber decisão como Flávio como investigado ou presidente”, completou.

O ICL Notícias apurou que, de fato, reuniões estão agendadas para ocorrer sobre as comunicações recebidas pela ONU, no final de dezembro, em Genebra.

*Jamil Chade/ICL


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Está com medo? Flávio convida ex de Janones para tentar barrá-lo em debate

O Partido Liberal convidou a prefeita de Ituiutaba, Leandra Guedes (Avante), ex-mulher do deputado federal André Janones (Rede-MG), para comparecer ao debate presidencial da Rede Globo nesta sexta-feira (23), no Rio de Janeiro. A iniciativa ocorreu em nome da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o Metrópoles.

O convite busca impedir a presença de Janones no evento. A estratégia do PL se apoia em uma medida protetiva concedida à prefeita contra o deputado, seu ex-marido.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) concedeu a medida em abril de 2025, após denúncias de ameaças de exposição de fotos íntimas. Leandra afirmou que estava em viagem quando recebeu contato sobre o convite e ainda tomaria conhecimento de seu conteúdo.

Ela não disse se aceitará participar do debate e disse que pretende se posicionar durante a tarde.

Leandra Guedes (Avante), prefeita de Ituiutaba e ex de Janones. Foto: Reprodução

Aliados de Janones dizem que caso não é foco do deputado
Questionados sobre a movimentação do PL, aliados de Janones disseram que a situação “não é o foco” do parlamentar neste momento.

Janones coordena o principal canal de WhatsApp de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que reúne 8,8 milhões de seguidores.

Do lado bolsonarista, o canal é capitaneado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e conta com 2,1 milhões de apoiadores.

A diferença entre os dois canais chega a 6,7 milhões de seguidores, segundo os números informados pelas campanhas.


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Pesquisa

Vox Brasil: Lula tem 50,6% dos votos válidos; Flávio, 49,4%

Pesquisa ouviu 2.100 eleitores de todo o Brasil entre os dias 20 e 22 de outubro, com uma margem de erro de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos

Segundo a pesquisa Vox Radar divulgada nesta sexta-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente de Flávio Bolsonaro (PL) nos votos válidos no segundo turno à Presidência.

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Ameaça de censura: Kássio amplia investigação sobre o Exército do Lula

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, atendeu nesta quinta-feira (22) a um pedido de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e abriu uma nova frente de investigação sobre o canal Exército do Lula, administrado por André Janones. A decisão amplia a fiscalização para o Google e o X, além da Meta, e determina que as empresas examinem até mesmo pesquisas realizadas por apoiadores do presidente Lula na internet.

A medida foi adotada às vésperas do segundo turno, embora o próprio ministro reconheça que ainda não existem elementos suficientes para decidir sobre as providências solicitadas pela campanha de Flávio.

A nova investida judicial começou depois que a defesa de Flávio acusou Janones de organizar uma operação digital envolvendo mensagens prontas, hashtags e comentários publicados simultaneamente em diferentes plataformas. O objetivo do pedido é verificar se essa mobilização ultrapassou os limites da participação política legítima e configurou alguma forma de manipulação artificial.

O episódio que levou à ampliação do procedimento ocorreu em 20 de outubro. Segundo a campanha de Flávio, Janones orientou participantes do canal a pesquisar no Google a expressão “Bolsonaro mandou matar Lula” e a promover hashtags no X.

A partir dessa acusação, a defesa pediu que o TSE estendesse sua fiscalização aos mecanismos de busca e aos assuntos mais comentados das redes sociais. Nunes Marques concordou.

“A mesma razão justifica a extensão da instrução à Google e à X, pois o fato superveniente aponta amplificação coordenada dirigida aos seus indicadores orgânicos”, escreveu o ministro.

Na prática, a decisão coloca sob escrutínio judicial uma estratégia de mobilização política que inclui incentivar eleitores a pesquisar determinados assuntos na internet. O ponto sensível é que uma ação coletiva de apoiadores não representa, necessariamente, uma tentativa ilegal de manipular plataformas.

TSE exige análise de pesquisas, hashtags e circulação de mensagens
A decisão determina que Google e X informem, no prazo de 24 horas, se identificaram alguma amplificação coordenada dos termos mencionados pela campanha de Flávio entre 18 e 20 de outubro.

O despacho especifica que a análise deverá alcançar “buscas em alta, sugestões de busca e Assuntos do Momento”, além das políticas aplicáveis e das eventuais providências adotadas pelas empresas.

Nunes Marques fundamentou a determinação nas regras de integridade apresentadas pelas próprias plataformas à Justiça Eleitoral. Segundo o ministro, o plano do Google proíbe técnicas destinadas a “manipular os sistemas de pesquisa” e comportamentos coordenados para “enganar, fraudar ou confundir”.

Em relação ao X, o despacho menciona mecanismos para identificar atividades destinadas a “inflar hashtags, tendências e narrativas”, incluindo a possibilidade de bloqueio de termos nos assuntos do momento, prevista nas políticas da plataforma.

A referência a esses mecanismos, contudo, não significa que Nunes Marques tenha determinado o bloqueio de qualquer expressão. Até agora, o ministro exigiu informações técnicas.

A Meta recebeu uma determinação ainda mais abrangente.

A empresa deverá apresentar um relatório sobre a existência de “padrões de atuação coordenada, sincronização de atividades, replicação sistemática de conteúdos e articulação entre contas, canais e plataformas”.

O despacho também exige uma análise dos indicadores de alcance, compartilhamento e propagação das publicações, com atenção a “eventuais anomalias estatísticas, padrões atípicos de comportamento e mecanismos suscetíveis de produzir amplificação artificial de visibilidade ou repercussão”.

A fiscalização deverá alcançar Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp, incluindo possíveis conexões entre canais, grupos e perfis.

Outra determinação é a verificação de mecanismos de promoção paga e impulsionamento associados aos conteúdos examinados. A Meta terá de esclarecer se identificou publicidade irregular ou formas de distribuição patrocinada relacionadas às estruturas digitais apontadas pela campanha de Flávio.

Decisão reconhece que mobilização de apoiadores é legal
A amplitude das determinações contrasta com uma ressalva expressa feita pelo próprio presidente do TSE: a participação organizada de eleitores em campanhas políticas é permitida.

“A mobilização de apoiadores é lícita e somente perde proteção quando empregada para fins ilícitos”, afirmou Nunes Marques.

O ministro também reconheceu que as informações disponíveis ainda não permitem avaliar as medidas pretendidas pela campanha de Flávio.

“De plano, verifico que no estado atual dos autos, não há elementos suficientes para o exame das medidas postuladas”, escreveu.

Os dois trechos são centrais para compreender os limites da decisão. Embora tenha determinado uma extensa coleta de informações sobre as atividades do canal, Nunes Marques não concluiu que Janones ou os participantes do grupo tenham cometido qualquer irregularidade.

O próprio despacho ressalta que os provedores precisam distinguir expressamente a “atuação coordenada legítima” das chamadas redes inautênticas.

A decisão também reconhece que “a não detecção de determinada operação coordenada não configura, por si só, descumprimento” das obrigações das plataformas.

Isso significa que o simples fato de milhares de pessoas compartilharem uma mensagem, utilizarem a mesma hashtag ou pesquisarem determinada expressão não basta para caracterizar uma infração.

Ainda assim, a determinação abre espaço para uma análise detalhada da organização, do alcance e dos mecanismos de circulação de conteúdos políticos produzidos ou compartilhados por apoiadores de Lula.

Meta já havia informado não encontrar coordenação irregular
A iniciativa de Flávio também questiona uma manifestação anterior da Meta, apresentada em outro procedimento no TSE.

Na ocasião, a empresa informou que “o WhatsApp não identificou sinais de comportamento coordenado”.

A campanha contestou a resposta, alegando que a plataforma não havia esclarecido quais critérios, períodos e aplicativos foram considerados.

Nunes Marques acolheu a necessidade de aprofundar a análise.

“Saber o que foi examinado, com que critério e com que resultado é pressuposto de qualquer juízo sobre a aderência ao plano, e essa informação está em poder do provedor”, afirmou.

O ministro determinou que a empresa apresente a metodologia utilizada, os resultados encontrados e as limitações técnicas da investigação.

A Meta também deverá esclarecer quais medidas de preservação de evidências estão disponíveis, inclusive em relação a conteúdos excluídos ou modificados.

Nunes Marques ordenou que os registros relacionados aos fatos sejam preservados até nova deliberação. Informações sensíveis deverão ser apresentadas sob sigilo.

Janones contesta acusações e questiona provas
André Janones contestou o procedimento e pediu para ser ouvido antes da adoção de qualquer medida contra o canal.

Em sua manifestação, sustentou que a orientação para pesquisar a expressão envolvendo Bolsonaro e Lula consistia em uma pergunta, e não em uma afirmação de fato.

A coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia Lula, também questionou a iniciativa da campanha adversária. A defesa impugnou a origem das provas, levantou objeções processuais e solicitou que nenhuma providência fosse apreciada sem ouvir os interessados.

Nunes Marques admitiu Janones e a coligação no processo.

“Nenhuma das medidas requeridas será apreciada antes das informações dos provedores e da oitiva dos interessados”, estabeleceu o ministro.

A decisão, portanto, ainda não determina a retirada de publicações, o bloqueio de contas ou a suspensão do canal. Os demais pedidos da campanha de Flávio ficaram para análise posterior.

Depois que Meta, Google e X apresentarem suas informações, as partes, os interessados e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão prazo comum de 24 horas para se manifestar.

Nunes Marques justificou a urgência pela proximidade do segundo turno presidencial.

O resultado dessa nova etapa poderá definir se a fiscalização ficará restrita à análise técnica das plataformas ou se o TSE examinará medidas adicionais contra o canal de Janones. Por enquanto, o que existe é uma investigação ampliada a pedido de Flávio, sem constatação judicial de irregularidade na mobilização dos apoiadores de Lula.

*Cleber Lourenço/ICL


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Política

São dois projetos antagônicos, o de Flavio Bolsonaro, colocou 34 milhões de brasileiros na fila do osso e no mapa da fome. O de Lula, acabou com a fila do osso e tirou por duas vezes o Brasil do mapa da fome

Dois projetos opostos: a fome como herança de Bolsonaro, a dignidade como prioridade de Lula.

São dois projetos de país que se chocam frontalmente. O projeto bolsonarista, que Flávio Bolsonaro representa, deixou milhões de brasileiros entregues à fome, à miséria e à humilhação de enfrentar a fila do osso para conseguir o que comer. Sob Jair Bolsonaro, o Brasil voltou ao mapa da fome, enquanto 33,1 milhões de pessoas enfrentavam a insegurança alimentar grave, segundo dados divulgados em 2022.

O projeto de Lula segue na direção oposta: combater a fome, recuperar o poder de compra dos trabalhadores e devolver dignidade a quem foi abandonado pelo Estado. Foi assim que o Brasil saiu do mapa da fome em 2014, voltou a esse cenário sob Bolsonaro e, com Lula novamente na Presidência, conseguiu sair outra vez em 2025, segundo os critérios da ONU.

A diferença não é apenas econômica: é política, social e, acima de tudo, humana. De um lado, um projeto que produziu retrocesso social e tratou a miséria como se fosse uma fatalidade. Do outro, um governo que fez do combate à fome uma prioridade nacional.

Flávio Bolsonaro precisa explicar por que defende um modelo que levou o Brasil de volta à fome. Lula, por sua vez, tem resultados concretos a apresentar. Porque a fome não é uma abstração estatística: é o prato vazio de uma criança, a angústia de uma mãe e a dignidade roubada de milhões de brasileiros.

No fim, a escolha é entre dois Brasis: o da fila do osso e o da comida na mesa; o da exclusão e o da inclusão; o da indiferença diante da miséria e o da luta para vencê-la.


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