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Política

Vídeo: Bolsonaro deve culpar Flavio por vídeo de IA: “Não sabia”

Moraes apontou risco de retorno ao regime fechado
Flávio Bolsonaro não pode visitar o pai desde que leu uma carta aberta dele destinada aos eleitores. Condenado por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro está impedido de fazer manifestações políticas, de forma direta ou por intermédio de terceiros.

No despacho, Moraes afirmou que uma eventual concordância de Bolsonaro com a divulgação do vídeo poderia levar à reversão da prisão domiciliar humanitária para o regime fechado. O ministro destacou que a peça circulou amplamente nas redes sociais e continha declarações de caráter político-eleitoral.

“A eventual concordância de Jair Messias Bolsonaro com a divulgação de um vídeo produzido por IA, e amplamente divulgado nas redes sociais, contendo sua imagem e declarações ostensivamente político-eleitorais constituiria nova e grave transgressão à decisão judicial”, escreveu o relator.

O ministro também citou a decisão anterior que proibiu a divulgação de manifestos político-eleitorais por Bolsonaro, inclusive por terceiros e qualquer meio de comunicação. O despacho ainda menciona a vedação eleitoral ao uso de imagem sem autorização.

Se a defesa negar que Bolsonaro autorizou ou conhecia o vídeo, a apuração sobre a produção e a veiculação da peça pode se concentrar em Flávio Bolsonaro e no PL, já que a legislação eleitoral proíbe o uso de deepfake.

*DCM


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Política

Cavalo de Troia: Milei usou a convenção de Flávio para se promover

A presença do presidente argentino Javier Milei na convenção do PL foi vendida como uma demonstração de força internacional da candidatura de Flávio Bolsonaro. Na prática, porém, o saldo político parece ter sido outro: quem mais lucrou com o evento foi o próprio Milei.

Em meio ao desgaste de seu governo na Argentina, marcado por dificuldades econômicas, protestos e perda de popularidade, Milei encontrou na política brasileira um palco para reposicionar sua imagem junto à direita internacional. Transformou a convenção em uma vitrine para reafirmar seu discurso ideológico, posar como liderança continental do campo ultraconservador e alimentar sua projeção externa.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, assumiu um papel secundário. O foco da cobertura acabou dividido entre o visitante estrangeiro e a família Bolsonaro, enquanto as propostas do pré-candidato permaneceram em segundo plano. Em vez de fortalecer sua identidade política, a convenção reforçou a impressão de que sua campanha depende da mobilização de personagens externos e do capital político herdado do pai.

A estratégia também traz riscos diplomáticos. A participação ostensiva de um chefe de Estado estrangeiro em um evento de natureza eleitoral inevitavelmente suscita questionamentos sobre os limites da interferência internacional em disputas políticas nacionais. Ainda que cada país tenha suas próprias regras, a imagem transmitida foi a de uma tentativa de importar conflitos ideológicos para o cenário brasileiro.

Sob esse aspecto, a metáfora do “Cavalo de Troia” faz sentido. A promessa era de que Milei chegaria para impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Mas, uma vez aberto o “presente”, quem ocupou o centro do palco foi o argentino. Seu discurso, sua agenda e sua própria projeção passaram a dominar o noticiário, enquanto a campanha brasileira ficou em segundo plano.

No fim, a convenção revelou uma inversão de papéis. Em vez de servir aos interesses eleitorais de Flávio Bolsonaro, o evento ofereceu a Milei uma oportunidade de reconstruir sua imagem perante sua base internacional, ampliar sua visibilidade e reafirmar seu protagonismo político. O convidado acabou se tornando o principal beneficiário da festa.

Se havia a expectativa de um impulso decisivo para a candidatura bolsonarista, o resultado foi ambíguo. Milei saiu com mais exposição; Flávio, com mais uma demonstração de que sua campanha ainda busca um discurso e um protagonismo próprios.

Trocando em miúdos, Milei agiu como amigo da onça do  clã Bolsonaro.


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Pesquisa

Atlas/Intel: Lula amplia vantagem e chega mais forte ao segundo turno contra Flávio Bolsonaro

A mais recente pesquisa AtlasIntel/Bloomberg reforça uma tendência que vem se consolidando ao longo da corrida presidencial: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma vantagem consistente sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Segundo o levantamento divulgado nesta terça-feira, Lula aparece com 49,2% das intenções de voto, contra 42,9% de Flávio Bolsonaro, ampliando ligeiramente a diferença em relação à pesquisa anterior.

Os números mostram que, apesar da forte polarização da disputa, Flávio ainda encontra dificuldades para romper o teto eleitoral e conquistar segmentos decisivos do eleitorado. A vantagem de Lula permanece acima da margem de erro do levantamento, indicando um cenário favorável ao atual presidente neste momento da campanha.

O resultado também sugere que a estratégia de nacionalizar a campanha em torno do legado do bolsonarismo ainda não foi suficiente para reduzir a distância. Nas últimas semanas, Flávio buscou reforçar sua candidatura com apoios internacionais e intensificou o discurso voltado ao eleitorado conservador. Ainda assim, a pesquisa indica que esse movimento não se traduziu em crescimento capaz de ameaçar a liderança de Lula.

Em comparação com levantamentos anteriores da própria AtlasIntel, observa-se estabilidade na intenção de voto de Lula e um crescimento insuficiente de Flávio para alterar o quadro geral. O cenário confirma uma tendência observada desde julho: o presidente preserva uma vantagem confortável na simulação de segundo turno.

Embora a campanha ainda tenha espaço para mudanças, especialmente diante da intensificação da propaganda eleitoral e dos debates, o levantamento reforça que Lula inicia a fase decisiva da disputa em posição mais favorável. Para Flávio Bolsonaro, o desafio passa a ser ampliar seu alcance para além do eleitorado já identificado com o bolsonarismo e reduzir sua rejeição entre os eleitores moderados, condição considerada fundamental para tornar a disputa mais competitiva.

  • Lula (PT): 49,2%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 42,9%
  • Voto nulo/branco/não sei: 7,9%

De acordo com a sondagem, o petista tem vantagem de 6,3 pontos percentuais sobre Flávio. Na pesquisa anterior, realizada no fim de junho, o presidente brasileiro tinha 48,8%, enquanto Flávio pontuava 42,3% — a diferença era de 6,5 pontos percentuais.

O levantamento foi feito entre os dias 22 e 27 de julho, com 5 mil entrevistados. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.


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Pesquisa

Lula lidera em 12 estados e Flávio em 7

Cinco estados seguem indefinidos

Levantamentos estaduais mostram maior alcance territorial do presidente, enquanto o Datafolha aponta vantagem de dez pontos para Lula entre as mulheres em eventual segundo turno. Entre os homens, os dois aparecem empatados dentro da margem de erro.

A corrida pela Presidência da República entra em uma fase decisiva com um cenário marcado pela divisão regional e por diferenças importantes entre os segmentos do eleitorado. Levantamento realizado pelo Poder360 a partir das pesquisas mais recentes de cada Unidade da Federação mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, à frente em 12 estados. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, lidera em sete.

Os estados em que Lula aparece na primeira posição concentram aproximadamente 67,13 milhões de eleitores, o equivalente a 42,29% do eleitorado brasileiro. Já as unidades lideradas por Flávio Bolsonaro reúnem 29,42 milhões de votantes, correspondentes a 18,53% do total nacional.

Lula lidera no Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. O resultado evidencia a força do presidente no Nordeste, onde aparece à frente em oito dos nove estados, além de sua vantagem em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, lidera em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Acre. O desempenho mostra maior presença do candidato do PL no Sul, no Centro-Oeste e em parte da Região Norte.

Ronaldo Caiado, do PSD, aparece na liderança apenas em Goiás. O estado reúne cerca de 5,08 milhões de eleitores e representa 3,2% do eleitorado nacional. É a única Unidade da Federação em que um nome fora da polarização entre PT e PL ocupa isoladamente a primeira posição nas pesquisas analisadas.

Cinco estados permanecem sem favorito definido
Espírito Santo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins apresentam empate técnico entre os dois candidatos numericamente mais bem colocados. A indefinição em São Paulo e no Rio de Janeiro ganha especial importância devido ao peso eleitoral desses estados e à necessidade de os candidatos ampliarem suas votações fora de seus redutos tradicionais.

Alagoas e Roraima ficaram fora do levantamento porque não havia pesquisas recentes com íntegra e metodologia disponíveis para consulta no banco de dados da Justiça Eleitoral.

Em dez estados, o candidato que ocupa a liderança aparece com mais de 50% dos votos válidos no cenário local. O dado, porém, não significa que a eleição esteja definida. A escolha do presidente é feita pela soma nacional dos votos válidos, e não pela quantidade de estados conquistados. Para vencer no primeiro turno, uma candidatura precisa alcançar mais da metade dos votos válidos em todo o país.

Datafolha aponta vantagem nacional de Lula
No levantamento nacional mais recente do Datafolha, Lula aparece com 48% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registra 43%. Outros 9% afirmaram que votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos dois, enquanto 1% não soube responder.

No cenário de primeiro turno, Lula tem 40% e Flávio aparece com 32%. Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos, os percentuais ficam em 45% para o presidente e 36% para o senador. Os demais candidatos aparecem com 4% ou menos.

Os números mostram que Lula mantém vantagem nacional, mas ainda abaixo do patamar necessário para encerrar a disputa no primeiro turno. A existência de cinco estados em empate técnico também indica que a distribuição regional dos votos poderá sofrer alterações durante a campanha.

Eleitorado feminino amplia diferença
O principal desequilíbrio entre Lula e Flávio aparece no recorte por gênero. Em um eventual segundo turno, 50% das mulheres dizem que votariam em Lula, enquanto 40% escolheriam Flávio Bolsonaro. A diferença é de dez pontos percentuais.

Entre os homens, o cenário é diferente. Flávio aparece com 46%, enquanto Lula registra 45%. Como a margem de erro desse recorte é de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados no eleitorado masculino.

A resistência também aparece nos índices de rejeição. Metade das mulheres entrevistadas afirmou que não votaria em Flávio de maneira alguma no primeiro turno. A rejeição feminina a Lula é de 44%. No conjunto do eleitorado, Flávio tem rejeição de 48% e Lula, de 46%, diferença que representa empate técnico.

Apesar da desvantagem, Flávio reduziu parte da distância nesse segmento. Em junho, Lula tinha uma vantagem de 15 pontos entre as mulheres no cenário de segundo turno. No levantamento de julho, a diferença caiu para dez pontos. A distância na rejeição feminina também diminuiu de 13 para seis pontos.

Campanhas disputam aproximação com as mulheres
Diante dos números, a campanha de Flávio Bolsonaro passou a priorizar a possibilidade de escolher uma mulher como candidata a vice-presidente. O senador também apresentou o programa Brasil por Elas, com propostas voltadas a creches, conectividade e empreendedorismo feminino, além de ampliar a presença de sua mulher, Fernanda Bolsonaro, em eventos públicos.

Lula também intensificou ações destinadas ao eleitorado feminino, com discursos sobre o combate ao feminicídio, aumento de punições e medidas de proteção às vítimas. Ronaldo Caiado adotou estratégia semelhante ao apresentar propostas direcionadas às mulheres durante a convenção do PSD.

O movimento das campanhas mostra que o voto feminino deverá ocupar uma posição central na disputa. Como as diferenças nacionais permanecem relativamente estreitas, alterações de poucos pontos nesse segmento podem provocar impacto relevante no resultado final.

Pesquisas exigem leitura cuidadosa
O levantamento estadual do Poder360 não é uma única pesquisa nacional. Trata-se de uma compilação dos estudos mais recentes disponíveis em cada estado, realizados por institutos diferentes, em períodos distintos e com metodologias próprias. Por esse motivo, o mapa deve ser interpretado como um retrato da distribuição geográfica das forças políticas, e não como uma projeção direta do resultado nacional.

Já o Datafolha entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em 139 municípios, nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Nos recortes entre homens e mulheres, a margem sobe para três pontos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01166/2026. Diário de SP.


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Política

Curtiu: Flávio Bolsonaro repostou vídeo de visita do presidente da Coreia do Sul a Lula

Os dois faziam o sinal das mãos, unindo as pontas do polegar com o dedo indicador, formando um coração, o gesto chamado “finger heart”

O candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, repostou em sua conta no Instagram um vídeo do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, no Palácio da Alvorada, posando com o presidente Lula (PT).

Os dois faziam uniam as pontas do polegar com o dedo indicador, formando um coração, no gesto chamado “finger heart”, que viralizou no mundo devido à influência do k-pop, gênero musical vindo da Coréia do Sul.

A coluna viu a repostagem do vídeo postado pelo presidente sul-coreano no perfil oficial de Flávio . No entanto, alguns minutos depois, o vídeo desapareceu de sua lista.

O presidente da Coreia do Sul fez uma visita de Estado voltada ao aprofundamento das relações bilaterais entre os dois países. A programação começou às 10h, com cerimônia oficial de chegada e assinatura de atos, seguida de reunião bilateral e declaração conjunta à imprensa a partir das 13h20. À tarde, os chefes de Estado se encontram novamente em recepção no Palácio do Itamaraty.

Lula chegou a mencionar doramas e o filme “Guerreiras do K-Pop” durante a declaração ao lado de Lee Jae-myung. Os doramas são séries de TV do leste asiático. Já a animação “Guerreiras do K-Pop” explora a cultura pop e o folclore da Coreia do Sul. No Brasil, ambas as produções conquistaram um amplo público.

*Juliana Dal Pica/ICL


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Política

Milei é denunciado na Argentina por usar dinheiro público em apoio a Flávio Bolsonaro

Presidente argentino é alvo de denúncia e críticas por usar recursos do Estado em ato do PL; liberal inicia agenda para fortalecer articulação da extrema direita na América do Sul

A participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência do Brasil ultrapassou a esfera política e passou a produzir efeitos também na Justiça argentina. Dois advogados protocolaram uma denúncia criminal acusando o mandatário de utilizar recursos públicos para participar de um ato eleitoral em outro país, o que, segundo eles, configuraria desvio de finalidade e malversação de verbas estatais.

A ação foi apresentada pelos advogados José Magioncalda e Juan Martín Fazio. Eles sustentam que Milei empregou o avião presidencial, estrutura de segurança, comitiva oficial e demais recursos do Estado argentino para comparecer a um evento partidário destinado a impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Na avaliação dos denunciantes, bens e recursos públicos não poderiam ser utilizados para favorecer interesses político-eleitorais fora do território argentino.

A denúncia afirma ainda que a viagem extrapolou as atribuições institucionais do presidente argentino e teria provocado desgaste diplomático entre Buenos Aires e Brasília. Durante o evento do PL, Milei fez ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, aprofundando a crise entre os dois governos.

Segundo os autores da ação, cabe à Justiça argentina apurar os custos da viagem, o emprego da aeronave presidencial, das equipes de apoio e dos demais recursos públicos mobilizados para a agenda no Brasil. Eles pedem que seja investigado se houve violação das normas que disciplinam o uso do patrimônio estatal por autoridades públicas.

A presença de Milei na campanha de Flávio Bolsonaro provocou forte repercussão política em ambos os países. No Brasil, o episódio alimentou críticas de adversários do senador, que classificaram a participação do presidente argentino como uma tentativa de interferência nas eleições brasileiras. Na Argentina, opositores acusam Milei de priorizar disputas ideológicas internacionais enquanto o país enfrenta dificuldades econômicas e sociais.

Até o momento, a denúncia representa o início de um procedimento e não implica condenação ou reconhecimento de culpa. Caberá às autoridades judiciais argentinas decidir se a representação reúne elementos suficientes para dar prosseguimento à investigação.


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Pesquisa

O estado que humilha Flávio Bolsonaro e Lula vence de lavada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com ampla vantagem a disputa presidencial em Pernambuco, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (28). Lula aparece com 55% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 21%. A diferença entre os dois chega a 34 pontos percentuais no estado natal do presidente.

Na sequência aparecem Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), ambos com 2%. Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 1% cada. Outros candidatos não pontuaram. Os indecisos representam 8% dos entrevistados, enquanto 10% afirmam que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer.

A vantagem de Lula aumenta nas simulações de segundo turno. Contra Flávio Bolsonaro, o petista marca 58%, ante 24% do senador. Em um confronto com Ronaldo Caiado, Lula também aparece com 58%, enquanto o governador de Goiás fica com 16%. Contra Romeu Zema, o presidente alcança 60% e o mineiro, 15%. Já diante de Renan Santos, o placar é de 59% a 15%.

O levantamento mostra ainda que o voto presidencial está bastante consolidado no estado. Para 69% dos pernambucanos entrevistados, a escolha para presidente já é definitiva. Outros 30% afirmam que ainda podem mudar de candidato. Em abril, 44% diziam admitir uma mudança de voto.

A rejeição também evidencia a dificuldade enfrentada por Flávio Bolsonaro em Pernambuco. Segundo a Quaest, 67% dos entrevistados afirmam conhecer o senador e não votar nele, ante 63% na pesquisa anterior. Lula tem rejeição de 37%. Ao mesmo tempo, 61% dos eleitores pernambucanos aprovam o governo federal, enquanto 34% desaprovam.

O cenário presidencial ocorre em meio a uma disputa estadual acirrada. Raquel Lyra (PSD) aparece com 43% das intenções de voto para o governo de Pernambuco e João Campos (PSB), com 37%. Embora o PSD tenha Ronaldo Caiado como candidato ao Planalto, Raquel mantém uma relação próxima com o governo federal e procura destacar parcerias administrativas com Lula. DCM.


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Pesquisa

Datafolha mostra que Flávio Bolsonaro mantém dificuldade para conquistar o voto feminino

A mais recente pesquisa Datafolha confirma que um dos principais desafios da candidatura de Flávio Bolsonaro continua sendo o eleitorado feminino. Segundo o levantamento, no cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a diferença entre os dois entre as mulheres permanece significativamente maior do que a registrada no eleitorado masculino.

Na pesquisa realizada em junho, Lula aparecia com uma vantagem de 15 pontos percentuais entre as eleitoras, evidenciando uma resistência persistente ao candidato do PL nesse segmento. O novo levantamento indica que esse quadro não sofreu mudanças relevantes, reforçando que Flávio ainda não conseguiu reduzir a distância entre as mulheres.

O eleitorado feminino representa cerca de 53% dos votantes brasileiros, tornando-se decisivo em qualquer eleição presidencial. Analistas políticos avaliam que a dificuldade de Flávio nesse grupo limita seu potencial de crescimento, mesmo quando mantém desempenho competitivo entre os homens e entre eleitores mais identificados com a direita.

A pesquisa Datafolha divulgada na última semana mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro por 48% a 43% em um eventual segundo turno, resultado praticamente estável em relação ao levantamento anterior. A persistência da vantagem do presidente está diretamente associada ao desempenho superior entre as mulheres, segmento no qual o petista mantém uma vantagem mais ampla.

50% das mulheres dizem que não votariam em Flávio de jeito nenhum no primeiro turno. No caso de segundo turno entre Lula e Flávio, 50% das mulheres dizem que votarão em Lula 40%, no Flavio.

Especialistas apontam que o desgaste histórico do bolsonarismo junto ao eleitorado feminino, intensificado por declarações controversas ao longo dos últimos anos e por conflitos internos envolvendo lideranças do próprio grupo político, continua dificultando a ampliação da candidatura de Flávio nesse público. A ausência de uma recuperação consistente entre as mulheres é vista como um dos principais obstáculos para que o senador consiga transformar a disputa em um cenário mais favorável.

As mulheres apresentam maior aversão a discursos políticos agressivos e à percepção de conflito permanente, características frequentemente associadas ao estilo político do bolsonarismo.

Com a campanha entrando em sua fase decisiva, a capacidade de reduzir essa diferença poderá ser determinante para o desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro. Até o momento, porém, os números do Datafolha indicam que a resistência feminina permanece como uma barreira relevante para sua candidatura.


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Política

Sob Tarcísio, população em situação de rua praticamente dobra em São Paulo

Explosão da população em situação de rua expõe também o fracasso social na gestão Tarcísio

Na capital, o número ultrapassa 96 mil pessoas e mais de 143 mil em todo o estado, conforme dados oficiais recentes. O total representa cerca de 27% de todas as pessoas sem teto no Brasil.

O crescimento acelerado da população em situação de rua em São Paulo tornou-se um dos mais contundentes retratos da crise social enfrentada pelo estado. Dados recentes mostram que o número de pessoas vivendo nas ruas praticamente dobrou durante a gestão de Tarcísio de Freitas, evidenciando que o problema está longe de ser resolvido, como prometeu o governador A ausência de uma política pública robusta de prevenção, acolhimento e reinserção social tem agravado um cenário que já era preocupante.

A realidade é visível nas ruas da capital e de diversas cidades do interior. Barracas improvisadas, ocupação de praças, viadutos e calçadas passaram a fazer parte da paisagem urbana, enquanto cresce também a demanda por alimentação, atendimento médico, assistência social e moradia. Organizações que atuam diretamente com essa população relatam aumento constante na procura por ajuda, ao mesmo tempo em que denunciam insuficiência da rede de atendimento.

Especialistas apontam que o fenômeno resulta da combinação de fatores como desemprego, perda de renda, aumento do custo da moradia, dependência química, problemas de saúde mental e rompimento de vínculos familiares. Diante desse quadro complexo, políticas centradas apenas na retirada de pessoas das ruas ou em ações pontuais tendem a produzir resultados limitados, sem enfrentar as causas estruturais da exclusão.

Críticos da administração de Tarcísio afirmam que faltou prioridade política para enfrentar a questão. Em vez de ampliar programas de habitação social, atendimento multidisciplinar e reinserção no mercado de trabalho, o governo teria concentrado esforços em medidas de impacto imediato, incapazes de alterar a trajetória de crescimento da população em situação de rua.

O aumento desse contingente representa não apenas um drama humanitário, mas também um indicador do enfraquecimento das políticas de proteção social. Quando milhares de pessoas passam a viver sem acesso à moradia, alimentação adequada e serviços básicos, evidencia-se uma falha coletiva do poder público em garantir direitos fundamentais previstos na Constituição.

Mais do que números, a expansão da população em situação de rua revela histórias de perda, vulnerabilidade e abandono. Enfrentar esse desafio exige planejamento, investimento contínuo e integração entre políticas de assistência social, saúde, emprego e habitação. Sem uma estratégia consistente, a tendência é que o problema continue crescendo, aprofundando a desigualdade e tornando cada vez mais difícil a reconstrução da dignidade dessas pessoas.


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Mundo

Explodem casos de suicídio na falida Argentina de Milei

Saúde mental entra em colapso na Argentina sob Milei e casos de suicídio disparam

A crise social provocada pelo duro ajuste econômico implementado pelo governo de Javier Milei começa a revelar um de seus efeitos mais dramáticos: o agravamento da saúde mental da população. Dados oficiais argentinos apontam um aumento expressivo das tentativas e dos casos de suicídio, em meio ao desemprego, à perda do poder de compra, ao fechamento de serviços públicos e ao crescimento da insegurança econômica.

Segundo o Boletim Epidemiológico Nacional da Argentina, somente até 31 de outubro de 2025 foram registradas 11.799 tentativas de suicídio, uma média superior a 33 ocorrências por dia. O próprio boletim classificou o suicídio como um problema prioritário de saúde pública e reforçou que a maioria desses casos poderia ser evitada com políticas adequadas de prevenção e assistência.

Especialistas em saúde mental alertam que crises econômicas prolongadas costumam estar associadas ao aumento de depressão, ansiedade e comportamento suicida, sobretudo quando são acompanhadas pela redução da proteção social. Na Argentina, o ajuste fiscal promovido pelo governo Milei coincidiu com cortes de gastos públicos e um ambiente de forte instabilidade para milhões de famílias.

Profissionais da área afirmam que o contexto de deterioração das condições de vida e de sofrimento psicológico constitui um fator de risco importante. O aumento das notificações levou autoridades sanitárias e organizações sociais a defenderem maior investimento em prevenção, atendimento psicológico e fortalecimento da rede pública de saúde mental.


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