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Debate na Band: Nas redes, Lula teve 62% de avaliações favoráveis; Flavio 31%

Na verdade, foram analisados 5,07 milhões de comentários, o que de certa forma explica que basicamente todos os índices sobre os resultados de determinados pontos do debate da Band são amplamente favoráveis a Lula.

Vox Radar: 51% dos comentários nas redes foram favoráveis a Lula após debate na Band.

Ao todo, a pesquisa fez um mapeamento de 5,07 milhões de comentários em 2.146 posts de 486 contas no Instagram, entre meia noite de domingo e 08h02 desta segunda-feira (19).

Um levantamento da Vox Radar, obtido pela Itatiaia e pela CNN Brasil, mostra que 51% dos comentários nas redes sociais após o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na TV Band, nesse domingo (19), foram favoráveis ao candidato petista. Outros 36% foram pró-Flávio, enquanto 6,5% são neutros e 2,5% indefinidos.

Durante uma troca de acusações no debate, Lula desafiou Flávio a quebrar espontaneamente seus sigilos telefônico e bancário “para saber quem é ladrão”. O desafio foi bem recebido na pesquisa qualitativa. E o corte desse trecho já começou a ser explorado pela campanha de Lula na linha do ditado popular “quem não deve, não teme”.


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Coordenadora da campanha de Flavio anuncia fim do Bolsa Família

A coordenadora do núcleo econômico da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, afirmou nesta segunda (19) que um eventual governo do candidato estabelecerá uma transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família antes do desligamento do programa. Flávio disputa a Presidência contra o presidente Lula (PT) nas eleições de 2026.

Em entrevista à CBN Bahia, Marques disse que o período daria alternativas às famílias. “Vai ter regra de transição de dois anos para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado”, afirmou.

A economista alegou que os beneficiários não podem ficar indefinidamente no programa. “As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”, declarou.

Marques também afirmou que a campanha planeja criar um Ministério da Prosperidade. A estrutura ofereceria crédito para quem quiser abrir um negócio, capacitação profissional e parcerias com empresas privadas para cursos livres.

Bolsa Família tem regra de proteção de até 18 meses
O Bolsa Família já prevê uma regra de proteção para famílias que aumentam a renda. Quando o rendimento mensal por pessoa ultrapassa R$ 218, a família não deixa imediatamente o programa, desde que a renda não passe de R$ 706 por integrante.

Nessa situação, o governo mantém o pagamento de 50% do benefício por até 18 meses. A regra busca evitar que a conquista de um emprego ou uma elevação temporária da renda provoque o corte imediato da transferência.

Estudo internacional destaca impactos positivos do Bolsa Família – Partido  dos Trabalhadores

Relançado por Lula em março de 2023, o programa teve reajuste de cerca de 15,04% anunciado em setembro. O piso passou de R$ 600 para R$ 691, e os pagamentos de outubro terão calendário unificado a partir desta quarta (21).

Em agosto, cerca de 19,3 milhões de famílias receberam o benefício. Para entrar no programa, a renda mensal por pessoa deve ser de até R$ 218, os dados do Cadastro Único precisam estar atualizados e a família deve cumprir compromissos nas áreas de saúde e educação.


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Eleitores indecisos reprovam comportamento agressivo de Flávio em debate da Band, diz pesquisa

A reação dos eleitores indecisos ao comportamento agressivo de Flávio Bolsonaro no debate da Band pode se tornar um problema sério para sua candidatura. Em uma disputa apertada, não basta tentar encurralar o adversário: é preciso convencer quem ainda não decidiu o voto. Quando a agressividade se sobrepõe às propostas, o candidato corre o risco de transmitir nervosismo, despreparo e falta de equilíbrio justamente para o público que mais precisa conquistar.

A agressividade de Flávio assusta os indecisos e expõe o desespero da candidatura

Flávio Bolsonaro entrou no debate da Band com a velha receita bolsonarista: provocação, deboche, intimidação e ataques pessoais. Achou que transformar o palco em ringue seria suficiente para encurralar Lula. O problema é que eleitor indeciso não é plateia cativa de comício, muito menos militância disposta a aplaudir qualquer grosseria.

A pesquisa qualitativa revelou o preço dessa estratégia: a agressividade do senador assustou justamente quem ele precisa conquistar. Fazer caras e bocas atrás do adversário, interromper o raciocínio alheio e apostar na provocação pode render vídeos para as redes sociais, mas não demonstra equilíbrio, grandeza nem preparo para governar um país.

E houve um momento especialmente revelador: quando Lula propôs que ambos abrissem seus sigilos bancário e telefônico, a discussão mudou de rumo. A provocação atingiu Flávio em um terreno politicamente delicado, e a reação dos indecisos indicou que transparência e coerência podem pesar mais do que encenações agressivas.

Flávio pode até confundir barulho com força e arrogância com autoridade. Mas a Presidência da República não é um palco para bravatas. Quem precisa demonstrar capacidade para governar não pode passar o debate inteiro tentando desestabilizar o adversário, diz a Forum.

No fim, a agressividade que deveria intimidar Lula pode ter acabado intimidando os próprios eleitores que Flavio precisava convencer.


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Lula aumenta chance de virada, apontam pesquisas BTG/Nexus e Atlas/Intel

Levantamentos BTG/Nexus e AtlasIntel mostram avanço do presidente a menos de uma semana do segundo turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou terreno na disputa pela reeleição e reduziu a distância para Flávio Bolsonaro (PL) em duas pesquisas eleitorais divulgadas nesta segunda-feira (19). A seis dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, os levantamentos BTG/Nexus e AtlasIntel apontam crescimento do petista e diminuição da vantagem numérica do candidato do PL, indicando uma disputa mais acirrada na reta final da campanha.

Na pesquisa BTG/Nexus, Flávio Bolsonaro aparece com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% de Lula. Os dois estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Na rodada anterior, divulgada em 13 de outubro, o senador registrava 51,6%, enquanto o presidente tinha 48,4%.

Com os novos números, Lula avançou 1,3 ponto percentual, enquanto Flávio recuou na mesma proporção. A diferença entre os candidatos, que era de 3,2 pontos percentuais, caiu para apenas 0,6 ponto. As variações individuais, no entanto, ocorreram dentro da margem de erro.

Na intenção de voto espontânea, quando os entrevistados indicam seu candidato preferido sem receber uma lista de nomes, a pesquisa BTG/Nexus mostra Lula e Flávio Bolsonaro numericamente empatados, ambos com 44,5% das intenções de voto. Outros 4,7% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 6,2% não souberam ou não responderam.

O movimento de aproximação também aparece na pesquisa AtlasIntel. No levantamento divulgado nesta segunda-feira, Flávio registra 51,1% dos votos válidos, enquanto Lula alcança 48,9%. Na pesquisa anterior, de 9 de outubro, o candidato do PL tinha 52,8%, contra 47,2% do petista.

Nesse intervalo, o presidente cresceu 1,7 ponto percentual, enquanto o adversário perdeu 1,7 ponto. A vantagem de Flávio, que chegava a 5,6 pontos percentuais, foi reduzida para 2,2 pontos. As variações entre as duas rodadas superam a margem de erro de um ponto percentual informada pelo instituto para cada levantamento.

Diferença entre Lula e Flávio diminui nas duas pesquisas
Considerando os votos totais, que incluem eleitores indecisos e aqueles que pretendem votar em branco ou nulo, a pesquisa BTG/Nexus mostra Flávio com 46,5% e Lula com 45,9%. Na semana anterior, os percentuais eram de 47,9% e 45,1%, respectivamente. Outros 4,7% afirmam que votarão em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 2,9% não souberam responder.

Na AtlasIntel, o cenário também mostra redução da distância. Flávio passou de 51,1% para 49,8% dos votos totais, enquanto Lula avançou de 45,7% para 47,6%. Os votos brancos, nulos e as respostas de indecisão somam 2,6%, ante 3,2% no levantamento anterior.

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 16 e 18 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04499/2026.

Já a AtlasIntel entrevistou 4.998 eleitores, por meio de recrutamento digital aleatório, entre 13 e 18 de outubro. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-02418/2026.

Com a votação marcada para o próximo domingo (25), os dois levantamentos mostram que a vantagem de Flávio Bolsonaro diminuiu e que Lula chega à última semana de campanha mais próximo do adversário. A redução das diferenças amplia a possibilidade de uma virada eleitoral.

*ICL


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Lula dá um mata-leão em Flavio ao propor abrir sigilo telefônico e bancário dos dois para ver quem é ladrão; Flavio emudece

O candidato que adora posar de valentão, distribuir acusações e prometer que vai revelar os supostos crimes dos adversários encontrou, de repente, uma pergunta que não cabia em seu repertório de bravatas. Acostumado a atacar, não esperava ser desafiado a colocar as próprias cartas na mesa. E, quando a proposta veio, a fanfarronice perdeu o fôlego.

Foi um mata-leão político no gogó da pose de valentão. Lula não precisou levantar a voz, fazer teatro ou transformar o debate num espetáculo de histeria. Bastou colocar a transparência na mesa e esperar pela reação.

O sorriso do presidente contrastou com o desconforto de Flávio, que, segundo a leitura daquele momento, não conseguiu dar uma resposta.

E não foi um episódio isolado. Na dinâmica do confronto, Lula só bateu onde doia e Flávio voltou a demonstrar dificuldade para responder diretamente às provocações e perguntas de Lula.

É muito fácil posar de paladino da moralidade quando se está apenas acusando os outros. Difícil é sustentar a pose do garganta quando o adversário devolve o desafio e exige que o discurso seja acompanhado de atos.

Afinal, quem faz da acusação uma arma eleitoral precisa estar preparado para encarar um contra-ataque com o mesmo rigor que exige dos outros. Não dá para querer o sigilo alheio escancarado enquanto se foge de um confronto sobre a própria transparência. Não dá para vender uma imagem de destemor e, diante de um desafio que descadera os hipócritas, refugiar-se no silêncio ou mudar de assunto.

Lula entendeu o momento e acertou onde mais dói: na contradição entre a valentia encenada e a disposição real de enfrentar um teste de transparência. Flávio foi ao debate querendo encurralar o presidente, mas acabou nocauteado diante de uma situação que não estava no roteiro de sua campanha.

O problema de Flávio Bolsonaro é que a bravata funciona até encontrar uma pergunta que não pode ser respondida com outra bravata. Na Band, Lula fez essa pergunta. E, por alguns instantes, o sorriso de quem lançou o desafio falou mais alto que a pose de quem não esperava recebê-lo.

No fim, ficou a imagem de um Lula tranquilo, que sabe explorar o momento, diante de um Flávio acuado pelo próprio desafio que não esperava ouvir. Para quem vive de vender a imagem de durão, poucas coisas são mais constrangedoras do que descobrir, ao vivo, que o adversário não está disposto a jogar apenas no terreno das acusações.

E com isso, o presidente Lula apagou Flavio, ao vivo e a cores, diante de milhões de espectadores, fazendo do ronca e fuça um meme que será explorado até o dia da eleição.


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Vídeo – Flávio Bolsonaro: um miliciano na Presidência

Flávio Bolsonaro quer chegar à Presidência da República carregando nas costas o peso político de um clã marcado por acusações, denúncias e relações que exigem explicações públicas. Seu projeto de poder não pode ser analisado sem levar em conta a trajetória da família Bolsonaro, as suspeitas envolvendo rachadinhas, as conexões políticas com personagens ligados às milícias do Rio de Janeiro e a tentativa permanente de transformar adversários em inimigos para escapar do escrutínio sobre si mesmos.

O Brasil não pode tratar como uma candidatura qualquer a de um herdeiro político que pretende converter o sobrenome Bolsonaro em passaporte para o Palácio do Planalto. A Presidência não é patrimônio de família, muito menos escudo contra investigações, questionamentos ou responsabilidades políticas.

Flávio aposta na velha receita bolsonarista: gritar contra a corrupção alheia, posar de perseguido e apontar o dedo para Lula, como se a repetição de acusações fosse capaz de apagar as contradições do próprio campo político. É a moral seletiva elevada à condição de programa eleitoral.

E há algo ainda mais grave: quando um candidato pretende governar um país marcado pela violência das milícias, precisa esclarecer suas próprias relações políticas e responder, sem subterfúgios, às perguntas sobre esse universo. Não basta vestir a fantasia de defensor da lei enquanto as sombras de seu entorno continuam exigindo sérias investigações.

O Brasil não precisa de um presidente que transforme o Estado em instrumento de uma guerra política permanente. Precisa de alguém comprometido com a democracia, a transparência e a igualdade perante a lei.

Flávio Bolsonaro quer a faixa presidencial. Mas o país tem o direito de perguntar se, por trás da candidatura, existe um projeto para governar o Brasil ou apenas a ambição de perpetuar o poder de um clã.

Porque o Palácio do Planalto não pode se transformar em extensão de uma dinastia política cercada de crimes diversos. A democracia brasileira merece muito mais do que a simples transferência de um sobrenome de pai para filho. A coisa é muito mais séria.

Assista ao excelente vídeo de Anelize Moreira de Camargo, do Meio.


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Hoje, no debate da Band, tudo indica que Lula liquidará a fatura

Não foram poucas as vezes que, diante de uma pergunta de Renata Lo Prete, Flavio perdeu a fala e se agarrou ao nome de Lula como boia salva-vidas.

Desde então, Flavio se transformou em alvo de piada, inclusive, em veículos tradicionalmente de direita, por sua total incapacidade de dizer ao menos uma frase que não fosse uma mentira como slogan de campanha, parecendo pedir para que elas o libertassem daquele sulício de momento.

A ciência política não é matéria simples, não vive de amarras incapazes de impedir corrupios numa disputa eleitoral. Isso ocorre como um rodamoínho de maneira mais frequente do que se imagina.

Mas na atual conjuntura, uma campanha bem manejad nas redes sociais e nas ruas, pode sim, mesmo diante de muitas variantes, traçar rumos das candidaturas.

Hoje, especialmente, em que tudo indica que o Exército de Lula, criado por Janones, com cada vez mais milhões de brasileiros progressistas aderindo ao movimento, a vantagem digital de Lula, se não é o núcleo central nas redes é, no mínimo, uma ferramenta de uso igual à da direita.

Se tirar o que os bolsonaristas utilizaram de cortes da sabatina de Lo Prete com Flavio, comparado aos memes produzidos pela campanha do PT o filho do golpista, pode-se cravar que se transformou numa humilhação tal a disparidade de compartilhamentos e novos conteúdos críticos a um candidato sem qualquer cintura para sair de uma pergunta incômoda.

Sim, Flavio conseguiu um feito e tanto, ser pior falando do que dançando.

Algumas respostas do candidato são verdadeiras pérolas de desconexão com o que o tema exige. Certamente, a mais galhofada nas ruas é a sua fala contrária ao fim da escala 6×1 a qual o próprio votou a favor, pela pressão dos trabalhadores, justificando que, com mais um dia de descanso, o trabalhador pegaria um ônibus e seria assaltado.

Isso serviu de carvão para Flavio ser fritado nas redes, com  muita gente chamando o candidato de chulé dos bolsonaristas.

As bicadas de Flavio em Lula, no famoso “mas o Lula”, produziram uma enorme romaria de piadas digitais que lhe renderam uma desmoralização sem prececdentes na história da disputa presidencial.

A avaliação que se faz é a de que Lula teve uma participação impecável com Renata Lo Prete e, que Flavio, ao contrário de Lula, teve uma avaliação desastrosa sem uma resposta que prestasse de apito de cachorro para o seu gado mais tradicional.

Tenho que concordar com o artigo de Elio Gaspari, em O Globo de hoje, intitulado “Os debates decidirão a parada”, mas vou um pouco mais longe, acredito que hoje, no debate da Band, Lula liquida a fatura.


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Flavio Bolsonaro e sua defesa sombria ao golpe e à ditadura

A história que não pode ser apagada

Com base na coluna de Bernardo Mello Franco, publicada em O Globo.

O passado autoritário de Flávio Bolsonaro não é um detalhe incômodo que possa ser escondido debaixo do tapete eleitoral. Como resgata Bernardo Mello Franco, o senador deixou registros públicos de sua defesa do regime militar, de sua rejeição à caracterização de 1964 como golpe e de seu elogio a agentes da repressão.

Em seu livro Mito ou verdade, lançado em 2017, Flávio também exaltou o coronel Brilhante Ustra, reconhecido judicialmente como torturador, e atacou a Comissão Nacional da Verdade.

Eis o problema central: quem faz apologia da ditadura precisa explicar o que pensa sobre a democracia de hoje.

Não adianta vestir a fantasia de moderado durante a campanha, ensaiar discursos para conquistar o eleitor de centro e tentar apagar as próprias declarações. A história política de um candidato não desaparece porque seus marqueteiros decidiram mudar o figurino.

O Brasil não precisa de herdeiros políticos de uma tradição autoritária que trata torturadores como heróis e tenta reescrever um dos períodos mais sombrios de sua história. Precisa de compromisso com a liberdade, com o voto popular e com o direito de discordar sem ser perseguido.

A democracia não pode ser defendida apenas quando convém. E a ditadura não pode ser reabilitada como se seus crimes fossem uma nota de rodapé da história brasileira.


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