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Alguém acredita na transparência pública de Flávio Bolsonaro quando as promessas de esclarecimento sobre o Dark Horse continuam sendo cobradas?

Flávio Bolsonaro promete transparência financeira, mas, quando o assunto é o financiamento do filme Dark Horse, a transparência anunciada esbarra em uma pergunta que continua sem resposta pública satisfatória: onde estão as planilhas que detalham a origem, o percurso e a destinação de cada centavo envolvido no projeto?

A contradição é evidente. Em maio de 2026, Flávio afirmou estar disposto a tornar públicos os contratos de investimento do filme. Depois, prometeu uma prestação de contas em prazo determinado. Em agosto, porém, passou a atribuir à produtora a responsabilidade pelos esclarecimentos, alegando que as contas já haviam sido apresentadas. Reportagens da CNN Brasil e da Folha de S.Paulo registraram a mudança de posição e a ausência de detalhamento público dos financiadores e dos pagamentos.

A questão não é simplesmente declarar compromisso com a transparência. É praticá-la. Uma promessa de abertura das contas não substitui a apresentação de documentos que permitam conferir os valores recebidos, os contratos firmados, os pagamentos realizados e o destino dos recursos.

O caso ganhou ainda mais relevância com a investigação sobre o financiamento de Dark Horse e as movimentações relacionadas a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A Polícia Federal apura possíveis irregularidades, e as suspeitas ainda precisam ser esclarecidas no âmbito da investigação. Não se trata de antecipar culpa, mas de exigir explicações verificáveis diante de fatos de interesse público.

Quem promete transparência não pode transformar a prestação de contas em um jogo de empurra-empurra. Se os documentos existem e esclarecem integralmente a operação, sua divulgação permitiria confrontar as declarações públicas com os registros financeiros. Se há impedimentos legais ou contratuais, eles também precisam ser explicados de maneira objetiva.

No discurso político, transparência é uma palavra conveniente. Na prática, ela exige documentos, números conferíveis e respostas diretas. No caso Dark Horse, é justamente essa diferença entre prometer e demonstrar que mantém a cobrança por esclarecimentos.


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Política

DEMOCRACIA OU BARBÁRIE?

O Brasil está diante de uma escolha que ultrapassa a disputa entre candidatos, partidos e projetos eleitorais. O que está em jogo é o próprio sentido da democracia: de um lado, a defesa das liberdades, dos direitos sociais, da soberania popular e das instituições; de outro, o risco de normalizar o autoritarismo, a intolerância, a mudança na constituição, a violência política e a impunidade.

A história ensina que a democracia raramente é destruída de uma só vez. Ela começa a ser corroída quando a mentira se transforma em método, quando o ódio passa a ser instrumento de mobilização, quando a violência é relativizada e quando instituições e direitos são tratados como obstáculos aos interesses de quem deseja concentrar poder.

É nesse terreno que a sociedade precisa estar atenta. Não basta que a palavra democracia apareça nos discursos. É necessário observar as práticas, respeitar os resultados eleitorais, defender a liberdade de imprensa, garantir os direitos fundamentais e cobrar responsabilidade de quem exerce o poder.

Também é preciso denunciar a hipocrisia de quem invoca a liberdade apenas quando ela favorece os próprios interesses e despreza as regras democráticas quando o resultado das urnas contraria suas expectativas.

Uma democracia sólida não exige unanimidade. Exige convivência entre diferentes, respeito às leis, igualdade de direitos e compromisso com a solução pacífica dos conflitos.

A barbárie começa quando o adversário deixa de ser reconhecido como cidadão e passa a ser tratado como inimigo a ser eliminado da vida pública. E a democracia se enfraquece quando a sociedade se acostuma a isso.

Por isso, a pergunta não é retórica. É um chamado à consciência nacional: que país queremos construir? Um Brasil em que os direitos sejam garantias para todos ou um país em que prevaleçam a força, o medo e os privilégios?

A resposta não pertence a um único partido, líder ou instituição. Pertence à sociedade brasileira, que tem o dever de vigiar o poder, defender as liberdades e impedir que conquistas democráticas sejam tratadas como descartáveis.

Democracia ou barbárie? A escolha exige consciência, participação e compromisso com o Estado de Direito. Porque nenhuma democracia sobrevive por inércia — ela precisa ser defendida todos os dias.

Então, que a demoracia seja defendida pelo povo brasileiro!


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Pesquisa

Pesquisa Vox Brasil: Lula tem 44,2% e Flávio Bolsonaro, 42,7% no segundo turno

Pesquisa mostra Lula liderando numericamente por 1,5 ponto percentual

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44,2% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registra 42,7%. Os números indicam um empate técnico entre os dois candidatos, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais.

Os dados são de uma pesquisa do Instituto Vox Brasil, divulgada nesta sexta-feira (9). O levantamento ouviu 2.100 eleitores entre os dias 5 e 7 de outubro de 2026 e aponta uma vantagem numérica de 1,5 ponto percentual para Lula.

Na simulação estimulada de segundo turno, 3,4% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos candidatos. Outros 9,7% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Mais de 76% dos eleitores afirmam ter voto definido
A pesquisa também investigou o grau de convicção dos brasileiros em relação à escolha para o segundo turno. Segundo o levantamento, 76,2% dos entrevistados afirmaram estar totalmente decididos sobre seu voto, enquanto 13,4% admitiram a possibilidade de mudar de candidato.

Outro indicador analisado foi a disposição dos eleitores de seguir orientações políticas de candidatos derrotados no primeiro turno. Apenas 17,2% disseram que acompanhariam a indicação de voto de seu candidato original.

Em contrapartida, 63,4% afirmaram que manteriam uma decisão independente, sem necessariamente seguir o posicionamento da liderança política apoiada anteriormente.

Os resultados indicam que a transferência de votos por meio de apoios políticos pode encontrar resistência entre parte expressiva do eleitorado, em um cenário no qual os dois candidatos aparecem separados por uma diferença inferior à margem de erro.

Lula e Flávio Bolsonaro apresentam índices semelhantes de rejeição
A pesquisa Vox Brasil também identificou um equilíbrio nos índices de rejeição dos dois candidatos à Presidência.

Lula registra rejeição de 45,2%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 44,2%. A diferença entre os dois é de apenas um ponto percentual.

Além disso, 7% dos entrevistados declararam rejeitar ambos os candidatos.

Os números mostram que os dois principais nomes da disputa enfrentam resistência de parcelas semelhantes do eleitorado. A rejeição elevada também representa um obstáculo para a conquista de novos votos em uma eventual disputa de segundo turno.

Metodologia da pesquisa Vox Brasil
O levantamento foi realizado pelo Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas entre 5 e 7 de outubro de 2026, com entrevistas presenciais domiciliares de 2.100 eleitores.

A margem de erro informada é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo próprio Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas Ltda. e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09623/2026.

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Política

Após euforia com o resultado do primeiro turno, mercado se frustra com pesquisa do segundo turno que mostra empate técnico entre Lula e Flavio

A euforia do mercado com o resultado do primeiro turno revela como setores do poder econômico acompanham as eleições presidenciais de olho nas próprias expectativas. Quando uma pesquisa de segundo turno apresenta um cenário diferente daquele celebrado após a primeira votação, o entusiasmo dá lugar à frustração — e a narrativa construída em torno do resultado inicial começa a perder força.

O ponto central é que o primeiro turno não encerra a disputa nem determina o resultado do segundo. São momentos distintos, com novas estratégias, alianças, debates e movimentos do eleitorado. Transformar uma fotografia eleitoral em certeza antecipada é confundir expectativa com realidade.

O mercado comemorou antes da hora?

A reação foi expressiva: após o primeiro turno, a Bolsa brasileira subiu 7,7% e o dólar caiu 4,13%, refletindo as expectativas de investidores diante do desempenho de Flávio Bolsonaro.

Mas a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta (8) mostra Flávio com 52% e Lula com 48% dos votos válidos, dentro de uma margem de erro de dois pontos percentuais, o que representa empate técnico.

A mensagem política e econômica é clara: a euforia dos investidores não é resultado eleitoral, assim como a reação negativa a uma pesquisa não significa que a disputa esteja decidida. O mercado reage às expectativas de lucro, às projeções fiscais e às perspectivas de governo. O eleitor, por sua vez, ainda precisa decidir seu voto.

E é justamente aí que mora o risco de transformar a Bolsa em torcida eleitoral: comemorar antecipadamente um cenário não faz com que ele se concretize. O segundo turno continua sendo uma disputa aberta, e os números das pesquisas devem ser lidos com atenção à margem de erro, à metodologia e às mudanças que podem ocorrer durante a campanha.


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UFPE EM CHAMAS: ameaças de explosão, grupos “Anti-Lula” e suspeitas de ação criminosa colocam extrema direita no radar da investigação

O incêndio que devastou um dos principais prédios de pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, ganhou contornos ainda mais graves diante de uma sequência de ameaças políticas que teria antecedido o fogo. O prédio atingido na noite de quarta-feira (7) concentrava laboratórios de fármacos, genética e informática, além de equipamentos, amostras e pesquisas científicas. O incêndio provocou prejuízos milionários e destruiu materiais que representam anos de trabalho de pesquisadores e estudantes.

Agora, além de descobrir como o fogo começou, as autoridades terão de responder a uma pergunta ainda mais grave: houve uma ação criminosa motivada por extremismo político contra a universidade pública?

A hipótese ainda não foi comprovada, mas os elementos que vieram a público levaram o caso à mira das autoridades federais.

Ameaças de explosão horas antes do incêndio
O deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL-PE) afirmou ter recebido relatos de estudantes da UFPE que teriam sido ameaçados poucas horas antes do incêndio.

Nas mensagens que circulam nas redes sociais, aparecem referências à possibilidade de “explodir o departamento”, além de menções à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

A autoria e a autenticidade dos registros ainda precisam ser confirmadas pela investigação. Mas a coincidência temporal entre as ameaças e a destruição do prédio fez aumentar a preocupação dentro da comunidade acadêmica.

Jones Manoel anunciou que pretende levar os registros à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, além de pedir que estudantes que tenham recebido ameaças semelhantes apresentem as provas às autoridades.

Deputado eleito é apontado como administrador de grupos “Anti-Lula”

A investigação também ganhou outro elemento explosivo.

O vereador do Recife e deputado federal eleito Thiago Medina (PL-PE) foi apontado, em denúncias divulgadas pelo portal Fala News, como um dos administradores de grupos virtuais intitulados “UFPE ANTI-LULA” e “UNINASSAU BV ANTI-LULA”.

Capturas de tela divulgadas publicamente mostram Medina identificado como administrador dos grupos. Em uma das conversas, ele aparece questionando sobre uma manifestação de esquerda na UFPE e propondo uma manifestação do grupo na universidade.

Mais grave: outros registros atribuídos aos grupos reúnem mensagens de conteúdo violento, ataques políticos, além de manifestações racistas e xenofóbicas.

Em uma das mensagens reproduzidas nas denúncias, um integrante identificado como “Micael” teria escrito:

“Tenho bombas na mala do carro.”

A existência dessas mensagens não prova que Medina ou qualquer integrante dos grupos tenha provocado o incêndio. O próprio deputado eleito negou envolvimento nas acusações e classificou as denúncias como “fake news”.

Mas a gravidade dos registros exige que sejam submetidos à perícia e incorporados à investigação, caso confirmados.

A pergunta que precisa ser respondida
O incêndio ocorreu justamente em um espaço dedicado à pesquisa científica, em uma universidade pública que vinha sendo alvo de intensa disputa política, por isso, não basta descobrir onde começou o fogo.

É preciso saber quem ameaçou estudantes, por que ameaçou, quem produziu ou compartilhou as mensagens, se houve planejamento, se existiu algum vínculo entre os autores das ameaças e o incêndio e se grupos políticos foram utilizados para estimular ataques contra a comunidade acadêmica. Qualquer tentativa de destruir uma universidade ou intimidar seus estudantes e pesquisadores por razões políticas representa uma agressão direta à democracia brasileira.

Terceiro incêndio em pouco mais de uma semana
A gravidade aumenta diante de outro dado: o incêndio desta quarta-feira foi o terceiro registrado na UFPE em pouco mais de uma semana.

Em 30 de setembro, um laboratório do Departamento de Física foi atingido por fogo durante a manipulação de uma substância em um equipamento de alta temperatura. No domingo (4), outro incêndio ocorreu no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Agora, o fogo destruiu o prédio que abrigava laboratórios vinculados ao Núcleo de Inovação Terapêutica, além de estruturas de informática e genética. Não houve vítimas, mas o patrimônio científico foi atingido de forma devastadora.

Ciência sob ataque
O que está em jogo vai muito além das paredes destruídas; são pesquisas, equipamentos, amostras, documentos, dados científicos e anos de trabalho acadêmico que podem ter sido perdidos. A universidade pública é responsável por uma parcela decisiva da produção científica brasileira. Seus laboratórios desenvolvem pesquisas que podem resultar em medicamentos, tecnologias e soluções para problemas que afetam milhões de brasileiros.

Destruir esse patrimônio, caso seja comprovada uma ação criminosa, não seria apenas um ataque contra a UFPE, seria um ataque contra a ciência brasileira. E, se a motivação tiver sido política, o episódio assumiria uma dimensão ainda mais grave: significaria a utilização da violência para tentar calar um espaço histórico de produção de conhecimento, debate e pensamento crítico.

PF e MPF precisam investigar até o fim
A Polícia Federal abriu investigação sobre o incêndio e deverá analisar todas as circunstâncias do caso. A Advocacia-Geral da União também determinou o acompanhamento das apurações, enquanto o Ministério da Educação acompanha a situação. Para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), não há espaço para tolerância com ameaças, intimidação ou violência política.

A Central defende uma investigação completa, transparente e independente, com a identificação e responsabilização de todos os envolvidos, seja quem for. Os fatos precisam ser esclarecidos. As mensagens precisam ser periciadas. Os suspeitos precisam ser investigados. E qualquer responsável por ameaças ou ataques contra a universidade pública deve responder perante a Justiça.

Não se pode normalizar a violência política. Não se pode permitir que grupos extremistas transformem universidades em alvos. E não se pode aceitar que laboratórios onde se produz ciência para o povo brasileiro sejam destruídos pela intolerância. O incêndio da UFPE deixa uma mensagem que não pode ser ignorada: quando a ameaça política chega aos laboratórios, a democracia inteira está sob ameaça.

A CTB defende a universidade pública, a ciência, os trabalhadores da educação e a liberdade de pensamento. A resposta à violência deve ser investigação rigorosa, mobilização democrática e defesa intransigente do patrimônio científico brasileiro.

*CTB


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Moraes manda prender Eduardo Bolsonaro e iniciar pena de 4 anos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta (7) o início do cumprimento da pena de Eduardo Bolsonaro, condenado a 4 anos e 2 meses de prisão em regime inicial semiaberto por coação no curso do processo. Moraes também ordenou a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado.

A decisão registra que a condenação transitou em julgado em 3 de outubro, encerrando as possibilidades de recurso e permitindo a execução da pena. A Secretaria Judiciária do STF certificou o trânsito em julgado em 5 de outubro.

A Primeira Turma do STF condenou Eduardo por unanimidade em junho. Os ministros concluíram que ele atuou para interferir no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na ação sobre a trama golpista.

Na condenação, o Supremo apontou que Eduardo usou o mandato de deputado federal para buscar sanções de um país estrangeiro contra autoridades brasileiras, entre elas ministros da Corte e o procurador-geral da República. Para os ministros, a iniciativa buscava constranger autoridades e dificultar o julgamento de Jair Bolsonaro.

Passaportes cancelados e comunicação à Polícia Federal
Moraes mandou encaminhar o mandado à Polícia Federal e incluí-lo no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões. O ministro também determinou a expedição da guia de recolhimento, documento que formaliza a execução penal.

A decisão cancelou todos os passaportes brasileiros emitidos em nome de Eduardo Bolsonaro. Ele vive nos Estados Unidos desde 2025, e os documentos brasileiros passam a não ter validade.

O STF abriu o procedimento de execução penal e enviará à Procuradoria-Geral da República a documentação para cobrança da multa imposta na sentença: 50 dias-multa, cada um no valor de dois salários mínimos.

De acordo com o DCM, Moraes ainda mandou comunicar o Tribunal Superior Eleitoral sobre a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem os efeitos da condenação.

O ministro também determinou que o diretor-geral da Polícia Federal adote providências sobre a perda do cargo de escrivão da corporação, efeito previsto na condenação. A Defensoria Pública da União, responsável pela defesa de Eduardo no processo, pediu absolvição e alegou proteção das manifestações pela liberdade de expressão; os embargos apresentados após a sentença foram rejeitados por unanimidade pela Primeira Turma em setembro.


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Por que o Movimento Estudantil colocou uma multidão nas ruas pela reeleição de Lula

Em todo o país, uma nova geração de estudantes começa a ocupar espaços que, durante muito tempo, pareceram reservados a poucos.
Nas universidades, nas escolas, nos institutos federais e nos movimentos estudantis, esses jovens não estão apenas chegando a novos espaços, estão aprendendo a transformar esses espaços.

Assumem seus lugares de fala, apresentam suas experiências, questionam desigualdades, constroem projetos e passam a participar de forma mais ativa das decisões que dizem respeito ao seu futuro e ao futuro do país.

No terceiro mandato de Lula, políticas de acesso, permanência e inclusão educacional recolocam no centro do debate uma questão fundamental: quem tem o direito de estudar, chegar à universidade, desenvolver seus talentos e construir seu próprio futuro?

Mais do que números, existem histórias de vida. Filhos de trabalhadores, estudantes das periferias, jovens negros, indígenas e de famílias que muitas vezes não tinham em sua trajetória a experiência do ensino superior passam a ocupar salas de aula, laboratórios, bibliotecas, centros acadêmicos e espaços de produção do conhecimento.

E existe uma mudança fundamental quando esses estudantes deixam de ser vistos apenas como beneficiários de políticas públicas e passam a se reconhecer como sujeitos da própria transformação.

O protagonismo estudantil nasce justamente dessa autonomia. É a capacidade de aprender, questionar, criar, organizar, empreender e participar. É compreender que educação não significa apenas conquistar um diploma, mas adquirir ferramentas para interpretar a realidade e intervir nela.

Por isso, investir em educação é também investir em autonomia.

Um estudante que tem acesso ao conhecimento pode desenvolver uma profissão, criar uma pesquisa, fundar uma empresa, desenvolver uma tecnologia, criar uma iniciativa social, organizar sua comunidade ou simplesmente encontrar condições para imaginar um futuro diferente daquele que as circunstâncias econômicas de sua família pareciam determinar.

A educação é um dos investimentos mais profundos em empreendedorismo que um país pode fazer, porque antes de empreender é preciso desenvolver capacidade de pensar, resolver problemas, identificar oportunidades, assumir responsabilidades e transformar ideias em projetos.

Empreendedorismo, nesse sentido, não deve ser compreendido apenas como abrir uma empresa. É também a capacidade de criar soluções, gerar conhecimento, desenvolver tecnologias, produzir cultura e encontrar novos caminhos para problemas antigos.

É aí que o protagonismo estudantil ganha uma dimensão nacional.

Quando milhões de jovens têm melhores condições para estudar, pesquisar, criar e participar, o investimento não retorna apenas para cada indivíduo. Ele pode retornar para a sociedade na forma de conhecimento, inovação, trabalho qualificado, novos negócios, produção científica, cultura e participação cidadã.

A universidade e a escola deixam, portanto, de ser apenas lugares de transmissão de conhecimento. Tornam-se espaços de experimentação da própria democracia e de construção de possibilidades.

E quando uma juventude historicamente afastada desses espaços passa a ocupá-los, sua presença também muda o que é produzido dentro deles. Novas perguntas aparecem. Novas pesquisas são realizadas. Novas experiências entram em circulação. Novas vozes passam a fazer parte da construção do conhecimento.

É por isso que o protagonismo estudantil merece ser compreendido para além da sala de aula.

É o jovem que aprende e ensina. Que pesquisa e questiona. Que cria e empreende. Que participa e lidera. Que transforma sua própria trajetória e, ao fazer isso, pode ajudar a transformar sua comunidade.
Educação, nesse sentido, não é apenas preparação para o futuro. É uma ferramenta de construção do presente.

E uma nação que amplia o acesso ao conhecimento amplia também sua capacidade de produzir autonomia, inovação e desenvolvimento.

O que se vê nas diferentes regiões do Brasil é, portanto, mais do que uma nova geração chegando à escola ou à universidade. É uma geração aprendendo a ocupar seu espaço, assumir sua voz e compreender que o conhecimento também é uma forma de poder — o poder de criar, escolher, participar e construir novos caminhos.

Quando o estudante se torna protagonista, a política de inclusão deixa de terminar no momento em que ele entra pela porta da universidade.

Ela começa, ali, uma nova etapa, a possibilidade de formar cidadãos capazes de construir suas próprias histórias e contribuir para construir o país que desejam.

Por tudo isso, os estudanes tomaram as ruas do país, prometendo agigantar ainda mais o movimento em defesa da reeleição do presidente Lula que tanto benefício trouxe para a sociedade brasileira, sobretudo para os estudantes.


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Vídeo: A denúncia de Luana Piovani sobre relação entre Neymar, Flávio Bolsonaro e PEC das Praias

A atriz Luana Piovani criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por defender a chamada PEC das Praias e retomou a discussão que teve com Neymar sobre a proposta. Em vídeo para o canal Revelando, projeto de reportagens políticas no YouTube, ela alertou para o que considera riscos de restrição do acesso público ao litoral.

Piovani afirmou que havia limitado o foco da crítica ao jogador quando o caso ganhou repercussão, há dois anos. “Eu errei! Há dois anos, eu arrumei uma briga com o Neymar. Eu achei que ele queria privatizar as nossas praias. O meu erro não foi brigar com ele, foi brigar só com ele. Eu não sabia que essa história era bem maior que o Neymar”, disse.

A atriz descreveu um cenário em que frequentadores poderiam enfrentar barreiras para chegar à areia e ao mar. “Esse projeto pode mudar a praia que você frequenta, impedir que você chegue até a sua areia e mergulhe no mar, que poste a sua foto bonita, pode criar a praia com área VIP e lista na entrada. Já pensou?”, afirmou.

A Proposta de Emenda à Constituição nº 3 de 2022, conhecida como PEC das Praias, trata dos terrenos de marinha. Esses imóveis ficam em uma faixa que começa 33 metros após o ponto mais alto alcançado pela maré.


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Perguntado se, num eventual governo, Flavio Bolsonaro tentaria um golpe, Valdemar responde: “sei lá”

Perguntado sobre quem garantiria que uma nova tentativa de ruptura institucional não aconteceria em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, não respondeu com um “não”. Não disse que seria impossível. Não disse que o partido rejeitaria qualquer aventura contra a democracia.

Respondeu: “Sei lá, sei lá. Pode haver planejamento.”

A declaração ganha ainda mais peso porque veio acompanhada de outra admissão: Valdemar reconheceu que houve discussões e planejamento para um golpe no final do governo Jair Bolsonaro. E, em vez de tratar a tentativa de ruptura institucional como algo incompatível com a democracia, procurou minimizá-la, perguntando: “Discutiram de dar o golpe. E daí?”

O problema, portanto, não é apenas o “sei lá”. É o que existe por trás dele.

Quando o presidente do partido de Flávio Bolsonaro é questionado sobre a possibilidade de uma nova tentativa de ruptura institucional e não oferece uma garantia inequívoca de que isso não acontecerá, a pergunta deixa de ser hipotética e passa a ser política: qual é o compromisso efetivo dessa candidatura com a preservação das instituições e com a aceitação dos resultados eleitorais?

E há um agravante: na mesma entrevista, Valdemar defendeu anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e afirmou acreditar que Jair Bolsonaro poderia deixar a prisão domiciliar em um eventual governo de Flávio.

Não é preciso inventar uma ameaça onde não existe declaração explícita de que Flávio tentaria um golpe. Flávio não disse isso nessa entrevista. Mas também não se pode ignorar o significado político de seu principal dirigente partidário ser incapaz de oferecer um compromisso categórico quando perguntado sobre uma nova tentativa de ruptura.

Em democracia, diante dessa pergunta, a resposta deveria ser inequívoca: não haverá golpe, não haverá ruptura e o resultado das urnas será respeitado.

“Sei lá” não é exatamente uma garantia.


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