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Política

Moraes suspende visitas de Flávio e exige explicações de Bolsonaro

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender as visitas de Flávio Bolsonaro e exigir explicações do ex-presidente Jair Bolsonaro amplia a pressão judicial sobre o núcleo político e familiar do bolsonarismo. A medida sinaliza que o Supremo Tribunal Federal pretende acompanhar com rigor o cumprimento das determinações impostas aos investigados e não tolerará possíveis tentativas de contornar restrições estabelecidas pela Justiça.

Ao cobrar esclarecimentos de Bolsonaro, Moraes demonstra preocupação com eventuais condutas que possam interferir no andamento das investigações ou descumprir medidas cautelares. O episódio reforça a percepção de que o ex-presidente continua no centro das atenções das autoridades responsáveis por apurar fatos relacionados às diversas frentes de investigação que envolvem seu entorno político.

A suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro também possui forte peso simbólico. Como um dos principais articuladores políticos da família, o senador exerce papel relevante na defesa pública do pai e na mobilização de aliados. Qualquer restrição a esse contato é vista como uma tentativa de preservar a integridade das apurações e evitar a circulação de informações que possam comprometer a eficácia das medidas determinadas pelo Judiciário.

Politicamente, o episódio ocorre em um momento de crescente desgaste para o grupo bolsonarista. Enquanto aliados tentam construir uma narrativa de perseguição política, as decisões judiciais indicam que as autoridades seguem encontrando elementos considerados suficientes para manter o monitoramento e a adoção de medidas cautelares. A cada nova determinação, torna-se mais difícil para o ex-presidente afastar-se do foco das investigações e sustentar a imagem de vítima de uma suposta ofensiva institucional.

A decisão de Moraes reforça, sobretudo, que o cumprimento das ordens judiciais não é facultativo. Em um Estado Democrático de Direito, a condição de ex-presidente, senador ou liderança partidária não confere privilégios diante da lei. O recado do Supremo é claro: qualquer indício de descumprimento ou tentativa de driblar determinações judiciais poderá resultar em novas restrições e em consequências ainda mais severas.


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Política

Pode isso, Arnaldo?: De Bic na mão, Bolsonaro escreve cartinha Para o JN digital ler para o gado premiado

Bolsonaro escreveu, Flavio leu.

Isso é o mesmo que estar com o celular dando as cartas para a campanha do seu primogênito, de dentro de sua prisão fofa em seu spá de luxo particular, com direito à piscina, churrascada e outras coisitas mais, além da visita constante da campanha de Flavio e suas confabulações constantes com Michelle.

Qual outro condenado nesse país tem essa regalia, de ir, vir, voar e voltar?

As cartinhas que Bolsonaro anda escrevendo não são meros papéis, mas sim legendas em cadeia, lidas em horário nobre pelo irmãozão de Vorcaro, Flávio Bolsonaro.

Essa é a verdeira cadeia que Bolsonaro está, cadeia nacional. Agora, é o JN das redes com a mesma caneta de sempre e menos gravatas.

Na verdade, Bolsonaro escreve no comforto de seu pijama em papel pautado para pautar a estratégia de sua campanha via Flavio. A edição é feita em sua luxuosa mansão. E ainda tem gente que acredita que ele está preso.

Na realidade, suas cartinhas são verdadeiros twitters disfarçados de papel, no rodapé vai um “apoie o bolsonarismo”, “apoie Flavio”. Nem precisa ler a cartinha, basta fingir que leu e repassar o ramerrão em forma de artigo fascista.

Com isso, Bolsonaro acaba fazendo de sua prisão uma charge do próprio sistema de justiça. Nela, para variar, diz-se perseguido, carregando as tintas no vitimismo vigarista e fazendo os celulares vibrarem em todo o cenário bolsonarista como um aviãozinho de papel digital para acertar direto na timeline do adversário, no caso, Lula.

O fato é que a cartinha fofa tem alcance nacional, a autoria na base do, “sem querer”, é de um suposto presidiário com o velho drama, agora, com mais aerodinâmica.

Missão que deveria ter sido abortada já na saída, mas chegou ao seu destino final, mesmo que na caixa do spam. Assim, o aviãozinho pousa tranquilo para promover a campanha do pelelequeiro 01 com o carimbo oficial do genocida a partir do grupo da família.

Então, fica a pergunta, pode isso, Arnaldo?


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Brasil Mundo

Vídeo – Lula diz que Trump praticará “pirataria” se EUA cobrarem 20% no Estreito de Ormuz

O presidente Lula afirmou nesta segunda-feira (13) que Donald Trump praticará “pirataria” se os Estados Unidos cobrarem 20% sobre cargas transportadas por navios que cruzam o Estreito de Ormuz. A declaração ocorreu durante visita a laboratórios do Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo, após o presidente norte-americano defender uma cobrança pela segurança da rota marítima.

Trump disse à Fox News que os EUA serão “os guardiões do estreito” e que deveriam receber “reembolso” caso liberem a passagem. Na Truth Social, ele afirmou que pretende cobrar 20% de toda a carga transportada pela região, ponto estratégico para o comércio global de petróleo e gás.

“Hoje, tem um tuíte de Trump dizendo que vai desobstruir o Estreito de Ormuz, dizendo que vai desobstruir, mas cada navio, o dono do petróleo tem que pagar 20% pra ele”, disse Lula.

Em seguida, o brasileiro criticou a cobrança: “Antigamente, isso se chamava pirataria, um estado importante como os EUA, por muito tempo combateu a pirataria, não volte agora a virar pirata, não tem que cobrar, é da responsabilidade deles, não estava fechado, não foi o Brasil que inventou a guerra, foi ele [Trump] que inventou a guerra”.

Lula também classificou como “anormal” a tentativa de lucrar com os efeitos do conflito. “É muito delicado a gente perceber que os EUA provocam uma guerra e agora começam a cobrar pelo navio que vai atravessar pela segurança dele, não é comum, não é normal, não é democrático, não é civilizatório. É uma coisa anormal, alguém aproveitar a desgraça pra ganhar dinheiro as custas da desgraça”, afirmou. DCM.


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Política

Caminhoneiros cruzam os braços em paralisação e apontam Alcolumbre como responsável pela crise

A greve de caminhoneiros em defesa da MP do Frete expõe mais uma crise política produzida pela incapacidade do Congresso de dar respostas a demandas que afetam diretamente milhões de trabalhadores. À medida que a paralisação ganha adesão em diferentes regiões do país, lideranças da categoria apontam um responsável pelo impasse: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Para os caminhoneiros, a situação não surgiu por acaso. A demora na tramitação da medida e a falta de definição sobre seu futuro alimentaram a insatisfação de um setor que já convive com custos elevados, fretes pressionados e crescente insegurança econômica. Na avaliação dos manifestantes, a omissão do Senado transformou um problema político em uma crise nacional com potencial de afetar a logística e o abastecimento.

O desgaste é ainda maior porque a MP do Frete vinha sendo tratada como uma demanda prioritária para a categoria. Ao deixar a proposta em compasso de espera, o Congresso abriu espaço para o aumento da tensão e para a radicalização do movimento. Não por acaso, lideranças dos caminhoneiros afirmam que a paralisação poderia ter sido evitada caso houvesse vontade política para enfrentar o tema.

A crise também reforça a imagem de um Senado cada vez mais distante dos problemas concretos da população. Enquanto disputas de poder e negociações de bastidores ocupam o centro da agenda política, trabalhadores que dependem da estrada para sobreviver veem suas reivindicações empurradas para segundo plano.

Agora, com caminhões parados e a ameaça de prejuízos à economia, cresce a pressão sobre Alcolumbre e sobre os líderes do Congresso. O custo político da inação começa a aparecer, e a conta pode ser cobrada não apenas pelos caminhoneiros, mas por toda a cadeia produtiva afetada pela paralisação.


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Pesquisa

Pesquisa BTG/Pactual: Lula mantém vantagem e venceria Flávio Bolsonaro no 1º e 2º turnos

O instituto também mediu a rejeição dos candidatos; Aécio Neves aparece como o nome mais rejeitado, com 61%; o filho de Bolsonaro está em segundo também, com 50% de rejeição

Opresidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Nexus encomendada pelo BTG Pactual e divulgada nesta segunda-feira (13). O levantamento aponta vantagem do petista tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada e indica que ele venceria todos os adversários testados em eventuais cenários de segundo turno.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Lula registra 35% das intenções de voto. Em seguida aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 24%.

Espontaneo BTG

Já no cenário estimulado, em que os nomes dos possíveis candidatos são apresentados aos eleitores, Lula alcança 40%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 34%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, e Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), ambos com 4%.

Estimulado BTG

Segundo turno
O instituto também simulou confrontos de segundo turno. No embate entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente teria 47% das intenções de voto, contra 44% do senador, mantendo a liderança. Segundo a pesquisa, Lula também supera os demais adversários avaliados.

BTG Segundo Turno

Rejeição
Além das intenções de voto, o levantamento mediu a rejeição aos potenciais candidatos. O ex-governador Aécio Neves (PSDB) aparece como o nome mais rejeitado, com 61%. Flávio Bolsonaro registra 50% de rejeição, enquanto Lula tem índice de 46%.

Aprovação do governo
A pesquisa Nexus também mediu a aprovação do governo Lula. Segundo o levantamento, pela primeira vez desde março, há um empate entre os que aprovam (47%) e os que desaprovam (47%) o governo.

Aprovacao BTG

A pesquisa Nexus entrevistou 2.003 eleitores entre os dias 10 e 12 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07981/2026. Forum.


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Política

Republicanos recua de aproximação com Flávio Bolsonaro e mantém distância da pré-candidatura

A tentativa de Flávio Bolsonaro de consolidar sua pré-candidatura à Presidência sofreu um revés neste domingo (12). Em nota oficial, o Republicanos desmentiu as informações de que teria fechado um acordo para apoiar o senador do PL e também negou qualquer negociação envolvendo a indicação de seu presidente, Marcos Pereira, para uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Mais do que afastar rumores de um acerto político, a legenda revelou um cenário pouco favorável ao projeto de Flávio. Segundo o partido, as primeiras consultas internas apontaram um sentimento de frustração entre dirigentes e lideranças em relação à pré-candidatura do senador, enquanto cresce a preferência pela manutenção da neutralidade na disputa presidencial. A decisão definitiva ficará para a convenção nacional da sigla, mas, por ora, o Republicanos afirma que seguirá ouvindo suas bases estaduais.

A nota representa um duro golpe para a estratégia de Flávio Bolsonaro, que buscava ampliar sua base de apoio entre partidos do campo conservador. Sem o endosso imediato do Republicanos, sua articulação enfrenta mais um obstáculo justamente no momento em que tenta demonstrar força política e viabilidade eleitoral.

O episódio também evidencia que, apesar do alinhamento ideológico de parte da legenda com o bolsonarismo, o Republicanos prefere preservar margem de negociação antes de assumir qualquer compromisso com a candidatura de Flávio. Ao rejeitar o suposto acordo e admitir a insatisfação de suas bases, o partido sinaliza que a construção de uma aliança está longe de ser consenso.

Consulta interna indica preferência por neutralidade, o que dificulta ainda mais para Flavio

Levantamentos realizados pelo Republicanos junto a dirigentes e lideranças estaduais apontam uma tendência crescente pela neutralidade na disputa presidencial de 2026. O resultado contraria as expectativas de Flávio Bolsonaro, que buscava consolidar o apoio da legenda como parte de sua estratégia para ampliar alianças no campo conservador.

Segundo integrantes do partido, a consulta interna revelou resistência a um alinhamento antecipado com a candidatura do senador. A avaliação predominante é que o Republicanos deve preservar sua autonomia política e evitar compromissos que possam limitar futuras negociações eleitorais.

O diagnóstico também expõe um cenário de cautela dentro da legenda. Em vez de embarcar imediatamente no projeto de Flávio Bolsonaro, lideranças defendem aguardar a evolução do quadro eleitoral antes de definir posicionamentos. A preferência pela neutralidade, portanto, surge como um sinal de que a candidatura ainda enfrenta dificuldades para conquistar apoios considerados estratégicos.

Para aliados de Flávio, o resultado representa um alerta. Sem conseguir atrair de forma consistente partidos que orbitam o campo conservador, sua pré-candidatura encontra obstáculos para demonstrar força política e viabilidade eleitoral. Já para o Republicanos, a neutralidade aparece como a opção mais segura enquanto o cenário para 2026 permanece indefinido.


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Política

Vídeo – A emenda saiu pior que o soneto: Valdemar usa Tiririca para explicar trambique com emendas clandestinas

Até tu, Tiririca?

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, revelou detalhes sobre a relação entre a direção do partido e as emendas parlamentares de deputados. Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou que deputados como o humorista deixavam parte dos recursos para que ele, mesmo sem mandato, decidisse onde seriam aplicados.

“O Tiririca não tem contato com o prefeito. Então acertei com o Tiririca quando ele foi eleito: você deixa essas emendas para a gente atender os municípios nossos. E ele fazia isso direitinho”, declarou.

A declaração ocorre após a Polícia Federal investigar uma suposta estrutura informal de direcionamento de recursos públicos dentro da Câmara dos Deputados. Na sexta-feira (10), a apuração levou o ministro Flávio Dino, do STF, a determinar bloqueio de bens de Valdemar e suspender a execução de emendas que, segundo a investigação, chegariam a R$ 119 milhões.

Segundo Valdemar, o deputado seguia a orientação e dividia os recursos conforme as demandas apresentadas pelo partido. “Eu usava as emendas dele e sugeria que ele desse para tal lugar, tal lugar, e você faz isso”, disse. A declaração foi dada em meio às investigações sobre a atuação do dirigente no direcionamento de emendas parlamentares.

https://twitter.com/i/status/2076345533107470813

Valdemar se notabilizou por ter inventado Tiririca. O deputado que se elegeu com o bordão “pior que tá não fica” revelou, ao longo do processo, que nunca passou de uma marionete na mão de seu criador. Ainda assim Valdemar negou irregularidades e afirmou que esse tipo de articulação faz parte da rotina política dos partidos. “Isso é normal em todo partido político”, disse.

A Polícia Federal aponta que tais práticas ocorreram enquanto ele ocupava a presidência do PL, em paralelo ao acompanhamento do orçamento parlamentar.

O dirigente afirmou que as emendas de deputados eram aplicadas em municípios indicados pela direção partidária e que o procedimento não envolvia contato direto dos parlamentares com as prefeituras. “O Tiririca não tem contato com o prefeito… e ele fazia isso direitinho”, reforçou Valdemar em outro trecho da entrevista.

A investigação da PF segue em curso, e os bloqueios determinados pelo STF têm caráter cautelar. Valdemar Costa Neto afirmou que recorrerá das decisões e que todas as ações estão dentro do que ele considera a prática política habitual dentro dos partidos. DCM.


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Política

Dino manda bloquear até R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por indicação de emendas

Ministro do STF afirma que foram identificadas pelo menos 21 emendas empenhadas e pagas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG), por suspeita de desvio de emendas parlamentares. A decisão é de 6 de julho e tornou-se pública neste domingo (12).

O ex-presidente da Câmara é alvo da mesma investigação que bloqueou R$ 119 milhões do presidente do PL, o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto por indicação irregular de emendas.

A indicação de emendas é uma prerrogativa de deputados e senadores em exercício. Mas a Polícia Federal identificou que Eduardo Cunha, que é ex-deputado, “dispõe dos serviços de MARIANGELA FIALEK e da liberalidade política para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato”.

De acordo com o ICL, as medidas ocorrem após uma representação da PF que é desdobramento da chamada “Operação Transparência”, realizada em dezembro do ano passado e que teve a funcionária da Câmara Mariângela Fialek, a Tuca, como alvo.

“Como dito, se na primeira etapa da Operação Transparência já se tinha por muito delineada ausência de controle na distribuição desses valores em emendas, o aprofundamento das investigações passou a delimitar situações claras de desvio desses valores a partir da figura de TUCA. A extração e análise de dados do aparelho de MARIÂNGELA FIALEK indica a existência de um arranjo decisório paralelo para a destinação de verbas públicas, no qual EDUARDO COSENTINO DA CUNHA, desprovido de mandato, aparece como vetor relevante de definição e remanejamento de emendas”, diz trecho da decisão de Dino.

A decisão do ministro Dino afirma ainda que, “das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação.”


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Política

Não se esqueçam, Michelle e Eduardo Bolsonaro lideraram a ala mais radical da tentativa de golpe do 8 janeiro

Não se esqueçam de um fato que muitos tentam apagar da memória coletiva: Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro foram apontados pelo tenente-coronel Mauro Cid como integrantes da ala mais radical do entorno bolsonarista após a derrota eleitoral de 2022. Segundo seu relato às autoridades, eles estariam entre os que mais pressionavam Jair Bolsonaro a rejeitar o resultado das urnas e a adotar medidas de exceção para impedir a posse do presidente eleito.

Enquanto o país assistia à transição democrática prevista pela Constituição, setores do bolsonarismo alimentavam teorias conspiratórias sobre fraude eleitoral, desacreditavam as instituições e incentivavam a mobilização de grupos que não aceitavam o resultado das eleições. O ambiente político criado por essa radicalização não surgiu do nada: foi construído por meses de ataques ao sistema eleitoral, ao Supremo Tribunal Federal e às regras básicas da democracia.

Por isso, quando se fala nos acontecimentos que culminaram nos atos de 8 de janeiro, é impossível ignorar o papel desempenhado por figuras que ajudaram a insuflar a narrativa de que a eleição deveria ser contestada a qualquer custo. A tentativa de reescrever essa história, apresentando alguns de seus protagonistas como meros espectadores dos acontecimentos, não resiste aos fatos já conhecidos.

Potanto, não permitam que a conveniência política reescreva a história. Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro passaram anos alimentando a ala mais radical do bolsonarismo, difundindo discursos de confronto contra as instituições, desacreditando o sistema eleitoral e estimulando a narrativa de que uma derrota nas urnas só poderia ser resultado de fraude.

Após as eleições de 2022, quando a maioria dos brasileiros esperava uma transição pacífica e democrática, o núcleo mais extremista do bolsonarismo intensificou a pressão por medidas de ruptura institucional. Segundo o relato de Mauro Cid às autoridades, Michelle e Eduardo, figuravam entre os mais alinhados com essa estratégia de enfrentamento. Não se tratava de simples divergência política ou de contestação jurídica de resultados eleitorais. O que estava em jogo era a tentativa de manter vivo um movimento que se recusava a aceitar a soberania do voto popular.

O ataque às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, não nasceu espontaneamente. Foi o desfecho de uma campanha sistemática de desinformação, radicalização e hostilidade contra a democracia. Durante anos, lideranças bolsonaristas trabalharam para convencer seus seguidores de que as instituições eram inimigas do povo, que as eleições eram suspeitas e que apenas uma intervenção de força poderia “salvar” o país. O resultado dessa semeadura foi colhido naquele domingo vergonhoso que entrou para a história como uma das maiores agressões à ordem democrática brasileira.

Agora, diante do desgaste político e jurídico que cerca aquele episódio, alguns tentam reconstruir suas biografias públicas como se fossem personagens periféricos ou meros espectadores dos acontecimentos. Não eram. Estavam no centro do movimento político que insuflou a desconfiança nas urnas, atacou adversários, desacreditou instituições e criou o ambiente que tornou possível a tentativa de ruptura.

A memória é um obstáculo para os que apostam no esquecimento. Por isso é importante recordar, sempre que necessário, quem ajudou a construir a narrativa golpista, quem incentivou a radicalização e quem apostou no caos quando a democracia exigia responsabilidade. O Brasil tem o dever de seguir em frente, mas não tem a obrigação de esquecer. E muito menos de absolver politicamente aqueles que contribuíram para levar o país à beira do abismo institucional.


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Política

Empresários usam anúncios para sustentar Alcolumbre após engavetamento da PEC 6×1

A reação do empresariado à paralisação da PEC que põe fim à escala 6×1 revela que a disputa sobre a jornada de trabalho está longe de ser apenas um debate técnico. Entidades empresariais passaram a financiar campanhas publicitárias nas redes sociais para defender o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após as críticas recebidas por manter a proposta longe da pauta de votação.

A iniciativa expõe uma realidade conhecida da política brasileira: quando interesses econômicos relevantes se sentem ameaçados, a pressão não se limita aos corredores do Congresso. Ela se espalha pelas redes sociais, pelos anúncios patrocinados e pelas campanhas de convencimento cuidadosamente planejadas para moldar a opinião pública.

A PEC do fim da escala 6×1 ganhou apoio popular justamente por tocar numa das questões mais sensíveis da vida do trabalhador brasileiro: o direito ao descanso, à convivência familiar e a uma rotina menos sacrificante. Em vez de responder a essa demanda social com debate transparente e votação aberta, setores empresariais parecem ter optado por investir recursos na construção de uma narrativa destinada a justificar o adiamento indefinido da proposta.

Não há irregularidade em defender posições políticas ou econômicas. O problema surge quando o poder financeiro passa a exercer influência desproporcional sobre um debate que afeta milhões de trabalhadores. Enquanto empregados enfrentam jornadas exaustivas e têm pouca capacidade de pressionar o sistema político, grupos econômicos dispõem de recursos para impulsionar campanhas, contratar publicidade e amplificar suas vozes em escala nacional.

A movimentação também reforça a percepção de que o engavetamento da PEC atende mais aos interesses de determinados setores empresariais do que ao interesse público. Se a proposta é ruim, que seja derrotada pelo voto e pelo debate. Se possui falhas, que seja aperfeiçoada. O que não parece razoável é mantê-la indefinidamente na gaveta enquanto campanhas financiadas por empresários trabalham para transformar a obstrução legislativa em ato de responsabilidade.

Quando o dinheiro entra em campo para defender quem impede o avanço de uma pauta trabalhista de amplo apelo popular, a pergunta inevitável é: quem está sendo representado nesse debate — os milhões de trabalhadores afetados pela escala 6×1 ou os setores econômicos que lucram com sua manutenção?


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