Categorias
Política

Delator diz que aportes em fundo feitos para atender pedido de Flávio Bolsonaro viraram fraude

Empresário fez os aportes de U$ 12 mi no fundo para um investimento de Vorcaro. Meses depois, tentou resgatar os valores e não encontrou o dinheiro.

Em seu acordo de colaboração premiada, o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, relatou que fez os aportes de dinheiro no fundo Havengate acreditando que fazia um investimento a pedido de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O empresário diz que não sabia que os valores supostamente iriam financiar “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). Meses depois, porém, quando a crise do banco se instalou, Freixo Junior tentou resgatar os valores investidos e não encontrou mais o dinheiro. Segundo o empresário, o aporte se revelou uma fraude. O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

Freixo Junior firmou acordo de colaboração premiada com a PGR, homologado pelo ministro André Mendonça, do STF, em setembro. O empresário era dono da Entre Investimentos e Participações, de onde partiram os valores enviados ao Havengate Development Fund, fundo sediado no Texas. Uma reportagem da revista piauí revelou que, originalmente, a minuta de suposto acordo de patrocínio previa que o dinheiro destinado ao filme iria para a produtora Go Up, no Brasil. Depois, no entanto, os repasses foram enviados ao Havengate, nos EUA.

O Havengate Development Fund LP aparece como sendo de propriedade de uma empresa do tipo LLC, a Havengate Development Fund GP LLC, registrada no mesmo endereço comercial em Dallas que o escritório de Calixto. Essa LLC tem como membros do quadro societário Paulo Calixto e o corretor de imóveis Altieris Santana.

Uma reportagem do Intercept mostrou que o Havengate havia sido criado originalmente para vender a investidores, inclusive brasileiros, participação em um projeto imobiliário no Texas chamado Havengate Community, empreendimento que não saiu do papel.

No início de setembro, o blog da jornalista Andréia Sadi revelou que Mineiro relatou sete repasses ao fundo entre fevereiro e setembro de 2025. Os repasses foram feitos por meio de “subscrição de cotas” e somaram US$ 12,333 milhões. A piauí também apontou a possibilidade de mais dois repasses. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, nega irregularidades e diz que pediu o dinheiro para o filme. No entanto, prometeu uma prestação de contas dos valores em maio e nunca a apresentou. Além disso, não explica por que o dinheiro foi enviado a um fundo no Texas, e não diretamente à Go Up.

A coluna procurou o advogado Marco Petrelluzzi, que defende Freixo Junior, mas ele disse que não poderia se manifestar. A defesa de Daniel Vorcaro pediu acesso ao expediente e a anulação da homologação do acordo, mas ainda não obteve resposta do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

Na colaboração, Freixo Junior admitiu que sua função junto a Vorcaro era “gerar” dinheiro vivo. Segundo o delator, em cerca de dois anos e meio, ele conseguiu para o banqueiro R$ 1,3 bilhão em espécie, entregue a Vorcaro e à sua equipe em malas de R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão. O dinheiro, de acordo com o relato, servia para pagar pessoas indicadas por Vorcaro.

Como funcionava a “geração” de dinheiro
Os pedidos chegavam por WhatsApp, feitos primeiro por Vorcaro e depois por [Fabiano] Zettel, [cunhado do banqueiro], e por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Mineiro então acionava operadores, também por WhatsApp, e fazia transferências bancárias para empresas indicadas por eles. Uma dessas empresas era uma distribuidora de combustíveis que, segundo o delator, já havia aparecido na Operação Carbono Oculto. Os operadores obtinham as cédulas com contatos no Brás, na região central de São Paulo, e no setor de combustíveis. Depois, levavam o dinheiro à sede da Entre, na rua Iguatemi, no Itaim Bibi.

As entregas eram combinadas para o mesmo dia com Vorcaro, ou com alguém indicado por ele, para evitar guardar o dinheiro. Segundo o relato, elas aconteciam no estacionamento subterrâneo do prédio da Entre ou na garagem do edifício onde Zettel morava, no mesmo bairro. Pelo serviço, os operadores ficavam com 4% dos valores, e Mineiro, com 1%.

*Juliana Dal Piva/ICL


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3

Categorias
Política

Apoie o Antropofagista hoje com qualquer valor

O apoio dos nossos leitores via PIX, é fundamental para manter a independência e a qualidade do jornalismo.

O Antropofagista valoriza a liberdade de expressão e o compromisso com a verdade, sem influências externas que possam comprometer a imparcialidade das notícias.


Apoie com qualquer valor
PIX: 65725972704 e 24981274823
Agradecemos aos nossos leitores


 

Categorias
Política

Vorcaro editava textos do Metrópoles antes de irem ao ar

Polícia Federal encontra mensagens em que Daniel Vorcaro edita reportagens e sugere pautas ao portal Metrópoles

A Polícia Federal (PF) descobriu, no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, mensagens que comprovam que a cúpula do portal Metrópoles submetia reportagens ao empresário antes da publicação, atendia a pedidos de edição nos textos e sugeria pautas de interesse dele. A interlocução direta era feita com a CEO do grupo Metrópoles, Lilian Tahan, e começou em 2024, mesmo ano em que o Master fechou um contrato de publicidade de R$ 20 milhões com o site. Entenda a ligação entre Vorcaro e Metrópoles com a TVT News.

  • Entenda: Lilian Tahan, CEO do Metrópoles, enviava textos a Vorcaro antes da publicação
  • Daniel Vorcaro agia como editor do site Metrópoles: pelo menos 14 textos foram enviados previamente ao ex-banqueiro, e 11 deles sofreram alterações após seus pedidos.
  • Quem é Lilian Tahan: CEO do Grupo Metrópoles desde setembro de 2015, é a interlocutora direta de Vorcaro nas mensagens obtidas pela PF.
  • O que a Polícia Federal descobriu: diálogos mostram Vorcaro determinando como os textos deveriam ser publicados, pedindo para retirar menções a empresas e até vetando a publicação de reportagens.
    Master Jornalismo: as mensagens também revelam a relação de Vorcaro com o diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio do Grupo Globo, Frederic Kachar, que foi demitido após a repercussão das conversas.
    Daniel Vorcaro editava textos e sugeria reportagens do Metrópoles
    As mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal mostram uma relação de interferência editorial direta entre o ex-banqueiro e a CEO do Metrópoles, Lilian Tahan.

Em um dos episódios, no dia 2 de abril de 2025, ao debater rumores de que o BTG teria feito uma proposta de pela compra de ativos do Master, Vorcaro enviou um desmentido oficial e determinou como o texto deveria ser publicado: “Mas tem que ser um jeito que nãp pareça que não tem interesse. So desmentir quem falou que tinha proposta de 1 real”. Tahan respondeu prontamente: “Tiramos”.

Em outra troca, Vorcaro sugeriu alterações para inflar os números do banco em uma reportagem que comparava os balanços do BRB e do Master. “Carteira credito do master é maior. Pois tem que pegar as carteiras dos fundos”, escreveu ele, repassando o número de R$ 52 bilhões. A jornalista acatou a mudança e publicou o texto com a alteração.

lilian-tahan-vorcaro-metropoles-mensagens-pf-policia-federal-banco-masterReprodução de mensagens obtidas por veículos de imprensa que trazem o que seriam as trocas de mensagens entre Lilian Tahan, CEO do Grupo Metrópoles, e Daniel Vorcaro – Imagem: Reprodução

lilian-tahan-vorcaro-metropoles-mensagens-pf-policia-federal-banco-masterReprodução de mensagens obtidas por veículos de imprensa que trazem o que seriam as trocas de mensagens entre Lilian Tahan, CEO do Grupo Metrópoles, e Daniel Vorcaro – Imagem: Reprodução

O poder de veto do ex-banqueiro sobre as matérias também ficou evidente. No dia 27 de maio de 2025, ao receber uma prévia de uma reportagem sobre a compra de ativos bilionários do Master pelo BTG Pactual, Vorcaro ordenou: “Pode retirar hapvida do texto?”. Tahan obedeceu (“Claro”) e a matéria foi publicada sem a menção à empresa.

Quem é Lilian Tahan
Lilian Tahan é CEO do Grupo Metrópoles desde setembro de 2015. Formada em comunicação social pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em jornalismo digital e gestão de empresa de comunicação pela ISE Business School, ela trabalhou por 12 anos no Correio Braziliense e dois anos na revista Veja Brasília antes de assumir o comando do portal.

Segundo as mensagens obtidas pela PF, Tahan era quem se comunicava diretamente com Vorcaro, atendia a seus pedidos, marcava reuniões presenciais e intermediava encontros com o dono do Metrópoles, o ex-senador Luiz Estevão.

O que Lilian Tahan disse sobre as mensagens com Vorcaro
Em nota, Lilian Tahan afirmou que “checar com a fonte se a matéria reflete o contexto passado para o veículo é uma prática que adoto com personalidades empresariais, da política e do Judiciário”. Ela também negou que o contrato de publicidade do Master com o Metrópoles tivesse relação com a cobertura de interesse do banco: “Basta ver a quantidade de matérias publicadas pelo Metrópoles expondo a situação das empresas de Vorcaro, tais como Banco Master, Ambipar, Fictor, Oncoclínicas dentre outras”.

Vorcaro também agia no Grupo Globo
As mensagens extraídas do celular de Vorcaro não se restringem ao Metrópoles. A PF também encontrou conversas entre o ex-banqueiro e o então diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio do Grupo Globo, Frederic Kachar, e com o apresentador Luciano Huck.

mensagens-encontradas-pela-pf-mostram-relacao-comercial-e-pessoal-entre-apresentador-e-ex-dono-do-banco-master-huck-contesta-sociedade-em-aeronave-foto-dados-obtidos-pela-pf-no-celular-de-vorcaro-divulgacao-lilian-tahan-vorcaro-metropoles-mensagens-pf-policia-federal-banco-masterMensagens encontradas pela PF mostram relação comercial e pessoal entre apresentador e ex-dono do Banco Master; Huck contesta sociedade em aeronave. Foto: Dados obtidos pela PF no celular de Vorcaro/DivulgaçãoCom Huck, as mensagens revelam uma relação de amizade e negócios.

O apresentador atuou como conselheiro de Vorcaro e chegou a escrever: “Você merece sair inteiro desta turbulência toda”. A parceria de mídia entre os dois, envolvendo o patrocínio do Will Bank ao programa Domingão com Huck.

*TVTNews


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3

Categorias
Política

Relação com Vorcaro: Globo demite o executivo Fred Kachar após divulgação de conversas com Vorcaro

O Grupo Globo demitiu nesta quinta (15) o diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, Frederic Kachar, após ter acesso a conversas privadas mantidas por ele com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Ele trabalhou 29 anos na empresa e também comandava a Editora Globo e o Sistema Globo de Rádio.

Em nota, a empresa afirmou que as mensagens trocadas entre outubro de 2023 e julho de 2025 revelaram “uma relação inadequada do executivo com um anunciante”. O Grupo Globo disse que divulgará em breve o nome do substituto de Kachar.

A empresa declarou que a cobertura de seus veículos sobre o caso Master mantém caráter “crítico, isento e independente”. Também afirmou que a independência editorial do jornalismo constitui uma premissa de sua atuação.

Veja o comunicado:

Conversas incluíram encontro reservado e evento em Nova York
Mensagens apreendidas pela Polícia Federal apontam convites para encontros privados, comentários sobre figuras públicas e tratativas comerciais entre Kachar e Vorcaro. Os diálogos incluem a articulação de um encontro com “Roberto”, uma referência a Roberto Marinho Neto, integrante da família controladora do Grupo Globo e CEO da Globo Ventures, área de investimentos do conglomerado.

As mensagens também citam um convite feito pelo então banqueiro em 15 de maio de 2024 para uma reunião reservada. Ao justificar a ausência em um evento da revista Forbes, Vorcaro escreveu que havia fechado um local próprio e usou as expressões “sem celular” e “sem risco”.

Kachar aceitou o convite e chamou Vorcaro de “convidado de honra”; os registros indicam que ele entrou no local perto da meia-noite de 16 de maio e agradeceu ao anfitrião no dia seguinte.

As mensagens não detalham o conteúdo da reunião nem esclarecem o sentido da expressão usada por Vorcaro. Em fevereiro de 2024, os dois também conversaram sobre encontros semanais em São Paulo, aos quais Kachar se referiu com os termos “guerra da Ucrânia” e “bomba na Rússia”.

A relação profissional entre eles incluiu o Summit Valor Econômico Brazil-USA, realizado em maio de 2024 no Hotel Plaza, em Nova York. O Banco Master patrocinou o fórum promovido pelo Grupo Globo, e Vorcaro discursou na abertura para apresentar produtos da instituição financeira.

De acordo com o DCM, documentos reunidos pela Polícia Federal na investigação sobre o Banco Master incluem orçamentos de passagens para participantes de viagens a Londres, Nova York e Lisboa. Os registros apontam gastos superiores a R$ 60 milhões com autoridades nesses deslocamentos.

As mensagens também incluem comentários machistas sobre Deborah Secco e Sabrina Sato. Eles chegaram a comentar que a atriz “tava pra jogo” e falar sobre sua “bunda”. Sobre a apresentadora, Kachar disse que ela estava “soltinha”.

Mensagens entre Kachar sobre Deborah Secco e Sabrina Sato; Foto reprodução


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3

Categorias
Política

OpenAI alerta PF sobre ameaças de morte a Lula no ChatGPT

Empresa de inteligência artificial denunciou interações de usuários sinalizando intenção de atacar presidente e classificou diálogos como ‘possível emergência’

A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, alertou a Polícia Federal sobre interações de ao menos dois usuários que sinalizaram, dentro da plataforma, intenção de atacar ou ameaçar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A empresa compartilhou os diálogos com as autoridades e encerrou ao menos uma das contas envolvidas no começo de outubro. Em uma das interações, um usuário diz que pretende usar um “fuzil de precisão” em atentado contra o presidente.

No mesmo período, a PF encaminhou a documentação ao Ministério da Justiça para que o ministro Wellington César Lima e Silva decida sobre a abertura de dois inquéritos. A ação da OpenAI foi tomada após a empresa identificar, nos diálogos, o que classificou como “possível emergência com risco de morte ou lesão física grave”, segundo documentos obtidos pela Folha.

Segundo documentos obtidos pela Folha de S.Paulo, a empresa informou às autoridades que havia “motivos razoáveis para acreditar” que os diálogos envolviam “possível emergência com risco de morte ou lesão física grave”. No começo de outubro, a OpenAI encerrou a conta de um dos usuários e enviou os dados à PF, ressaltando que o material deveria ser avaliado de forma “independente pelas autoridades policiais competentes”.

A notificação foi feita em linha com o que a empresa chamou de plano de conformidade eleitoral. Além da PF, a OpenAI também comunicou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o caso. Em nota, a empresa afirmou que realiza alertas às autoridades quando as conversas indicam risco real de dano a outras pessoas e que compartilha dados para “proteger direitos e bens e combater o uso abusivo dos serviços e sistemas, em conformidade com os Termos de Serviço e a Política de Privacidade”. O Ministério da Justiça e a PF foram procurados, mas não se manifestaram.

Conteúdo das interações e avaliação da PF
Um dos casos, ao qual a Folha de S.Paulo teve acesso, envolve mensagens enviadas ao ChatGPT desde janeiro por um homem. Em setembro, durante a campanha eleitoral, ele relatou ao sistema ter visto o presidente Lula em um palco a cerca de 400 metros do local onde estava.

A partir daí, segundo os documentos obtidos pela Folha, o usuário expressou o desejo de atirar na cabeça do presidente, perguntou “o que acontece se eu matar o presidente” e “quantos anos eu pegaria [de pena]”, e ainda enviou foto de um local com uma torre que, segundo ele, ofereceria bom ângulo para um ataque.

O alerta da OpenAI sobre o trecho, conforme apurado pela Folha, descreve o caso nos seguintes termos: “embora o usuário tenha declarado que não agiria e que não possuía uma arma, expressou o desejo de usar um fuzil de precisão, perguntou o que aconteceria se matasse o presidente ou atirasse na cabeça dele, e fez referência a uma rota de fuga, binóculos e um AR-15 com luneta”.

O mesmo homem havia enviado, em outras datas, fotos de armas brancas, manifestado vontade de agredir parentes, compartilhado símbolos nazistas e declarado que, se tivesse dinheiro, faria um massacre. Os documentos obtidos pela Folha não mostram as respostas dadas pelo ChatGPT às mensagens do usuário. A PF avaliou que o material enviado pela OpenAI contém ameaças de violência a terceiros, incluindo o presidente Lula, comentários sobre armas de fogo e armas brancas, “fantasias violentas” e manifestações favoráveis a regimes autoritários.

Desdobramentos e implicações legais
No começo de outubro, a PF encaminhou a documentação da OpenAI ao Ministério da Justiça para que fosse decidida a abertura de dois inquéritos: um por supostos crimes de ameaça e injúria, e outro especificamente por ameaça contra o presidente Lula. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, enviou o caso ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. O crime de ameaça prevê pena de detenção de um a seis meses, ou multa. Até o momento, nem a PF nem o Ministério da Justiça se manifestaram publicamente sobre o andamento do caso.

O episódio não é o primeiro em que um alerta da OpenAI resulta em ação concreta das autoridades brasileiras. Em junho, a empresa já havia notificado a PF sobre outro usuário, o que levou à prisão de um homem no interior do Espírito Santo suspeito de ter usado o ChatGPT para planejar um assassinato. O precedente reforça a dimensão prática do monitoramento feito pela empresa e coloca em evidência um desafio novo para as forças de segurança: rastrear e avaliar ameaças que surgem dentro de plataformas de inteligência artificial, onde o limite entre intenção declarada e ação concreta nem sempre é imediato, mas pode ser letal.

*Opera Mundi


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3

Categorias
Política

As viagens de Flávio e Eduardo Bolsonaro ao Bahrein após avanço de investigações no STF

A visita mais recente de Eduardo foi na semana passada, no dia 8 de outubro

Levantamento feito pela coluna mostra que Eduardo Bolsonaro esteve ao menos nove vezes no Bahrein desde 2019. A visita mais recente foi na semana passada, no dia 8 de outubro, no Palácio Real de Manama, onde ele foi recebido pelo príncipe herdeiro e primeiro-ministro do país, Salman bin Hamad Al Khalifa.

As fotos foram divulgadas pelo gabinete do príncipe um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandar prender o ex-deputado devido à sua condenação no STF e cancelar seus passaportes brasileiros.

Eduardo fez o mesmo movimento no final do ano passado, quando foi denunciado, e, em maio, esteve lá nos mesmos dias em que o deputado federal Mário Frias (PL-SP), logo depois da revelação do caso Dark Horse.

Quatro das nove viagens de Eduardo ocorreram durante o governo de Jair Bolsonaro. Três das mais recentes coincidem com momentos de pressão judicial sobre Eduardo ou aliados: em outubro de 2025, logo após a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR); em maio de 2026, ao lado do deputado Mário Frias, então alvo de apuração no STF sobre emendas ligadas ao filme Dark Horse; e agora, com a condenação já definitiva.

O Bahrein também aparece no caso das joias recebidas pelo governo Jair Bolsonaro. Segundo a Polícia Federal, um relógio Patek Philippe investigado entre os presentes pode ter sido entregue ao ex-presidente na visita oficial de novembro de 2021, quando ele inaugurou a embaixada brasileira em Manama. Eduardo o acompanhava.

Irmãos Bolsonaro no Bahrein
Em 31 de janeiro de 2026, Eduardo chegou ao Bahrein com o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), então pré-candidato à Presidência. A comitiva incluía os deputados Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), o blogueiro Paulo Figueiredo e Paulo Guedes Landim. O grupo ficou no país até o início de fevereiro.

A agenda incluiu um festival de corridas de cavalos patrocinado pela família real, uma visita ao Parlamento, uma reunião no Ministério do Interior e um encontro com o príncipe herdeiro no palácio. Os brasileiros também foram recebidos no estábulo de Nasser bin Hamad Al Khalifa, filho do rei e conselheiro de Segurança Nacional.

No pedido formal ao Senado, Flávio declarou que a viagem não teria custo para a instituição. No entanto, ele não detalhou a agenda nem informou quem arcaria com as despesas.

De volta ao Brasil, Flávio chegou a conceder entrevista ao jornal bareinita Al Bilad e chegou a prometer que, se eleito, vai acabar com a exigência de visto para portadores de passaporte do Bahrein. Também convidou empresas do país a investir em ferrovias brasileiras, dizendo que “temos alterado a legislação” para permitir concessões a estrangeiros por até 50 anos.

Viagem com Mário Frias

Em maio de 2026, Eduardo viajou ao Bahrein com o deputado federal Mário Frias (PL-SP). A viagem foi divulgada apenas no Instagram de Frias; não há menção pública a ela nas redes de Eduardo.

Naquele momento, Frias já era alvo de apuração no STF sobre a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora do filme Dark Horse. O Supremo tentou notificá-lo em 31 de março e em 7 e 14 de abril. Em 13 de maio, uma nova tentativa de contato com o gabinete teve como resposta que o parlamentar estava em missão internacional.

O ministro Flávio Dino pediu informações à Câmara, que respondeu que o pedido de viagem ainda estava em apreciação. Na comunicação à Casa, Frias informou ter permanecido no Bahrein de 12 a 18 de maio, a pedido do Conselho de Desenvolvimento Econômico do país (EDB, na sigla em inglês).

As fotos publicadas por Frias mostram apenas reuniões com três integrantes do EDB: Noor Ali Alkhulaif, ministro do Desenvolvimento Sustentável e diretor executivo do conselho; Ishaq Abdulla Ishaq, diretor executivo de Manufatura, Transporte e Logística; e Ali Al Mudaifa, diretor de Desenvolvimento de Negócios. Não há registro público da agenda nos demais dias.

*Juliana Dal Piva/ICL


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3

 

Categorias
Política

Apoie o Antropofagista hoje com qualquer valor

O apoio dos nossos leitores via PIX, é fundamental para manter a independência e a qualidade do jornalismo.

O Antropofagista valoriza a liberdade de expressão e o compromisso com a verdade, sem influências externas que possam comprometer a imparcialidade das notícias.


Apoie com qualquer valor
PIX: 65725972704 e 24981274823
Agradecemos aos nossos leitores


 

Categorias
Política

Surto antilulista da Globo parece não ter fim

A Globo parece ter transformado o antilulismo em linha editorial permanente. É Lula acordar, respirar, falar ou governar que lá vem mais uma rodada de ataques, insinuações, críticas seletivas e manchetes carregadas de veneno político.

Não se trata de cobrar coerência, fiscalizar o governo ou fazer jornalismo crítico — tarefas indispensáveis em qualquer democracia. O problema começa quando a crítica perde a medida, os critérios mudam conforme o personagem e a cobertura passa a dar a impressão de que o maior objetivo não é informar o público, mas desgastar Lula politicamente.

Para a velha mídia, parece que Lula nunca tem o direito de acertar. Quando há avanços, relativizam; quando há dificuldades, amplificam. Quando o governo apresenta resultados, procuram o defeito escondido. Quando a oposição tropeça, o tratamento nem sempre parece carregar o mesmo rigor.

O mais revelador é a insistência. Quanto mais a Globo parece empenhada em combater Lula, mais precisa explicar por que sua cobertura soa, tantas vezes, como uma campanha política disfarçada de jornalismo.

Jornalismo não é oposição partidária. E telejornal não deveria funcionar como palanque. Se a Globo quer convencer o público de que está apenas cumprindo seu papel, precisa demonstrar isso com equilíbrio, critérios consistentes e a mesma disposição para cobrar todos os lados.

Porque uma coisa é criticar um presidente. Outra, bem diferente, é transformar a antipatia por ele em obsessão editorial.

O surto antilulista parece não ter fim. Mas a credibilidade da velha mídia não é infinita.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3

Categorias
Política

O último voto em uma lenda merece uma grande virada

Há personagens que atravessam a história política de um país e deixam de ser apenas nomes na urna para se tornarem parte da memória coletiva de um povo. Lula é um desses personagens. Sua trajetória, marcada pela origem operária, pela ascensão à Presidência e pelo retorno ao Palácio do Planalto, está entrelaçada com décadas de disputas sobre democracia, desigualdade social e os rumos do Brasil.

Falar no último voto em uma lenda é falar sobre o peso da história, sobre o tempo que passa e sobre o significado de um legado. Mas também é reconhecer que nenhuma trajetória política pertence exclusivamente ao passado. Cada eleição reabre o debate sobre o que foi construído, o que precisa ser transformado e o que as próximas gerações esperam do país.

A expressão “uma grande virada” carrega, nesse contexto, um sentido que vai além do resultado das urnas. Representa a possibilidade de renovar esperanças, rever caminhos e discutir o futuro de um Brasil que continua dividido por profundas desigualdades e por diferentes visões de sociedade.

A história de Lula não pode ser resumida a uma eleição, assim como o futuro do Brasil não pode depender apenas da trajetória de um único homem. O legado de qualquer liderança também se mede pelas instituições que deixa, pelas oportunidades que ajuda a construir e pela capacidade de uma sociedade de seguir adiante.

Por isso, o último voto em uma lenda não precisa ser apenas o capítulo final de uma história. Pode ser o momento em que o país se pergunta qual história deseja contar daqui para a frente.

Porque o tempo transforma os líderes em memória, mas são as escolhas coletivas que continuam escrevendo a história de uma nação.

LULA, uma lenda.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3

Categorias
Política

Vitória de Lula, vitória do povo: Senado aprova fim da escala 6×1

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) o fim da escala 6×1, de seis dias de trabalho para um dia de repouso. A PEC 221/2019 foi aprovada em dois turnos, com a mesma votação em ambos: 75 votos favoráveis e apenas um contrário. A PEC vai à promulgação.

Com a aprovação, o trabalhador terá direito a repouso semanal remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.

Além disso, o texto reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas. Serão até oito horas diárias de trabalho, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho. Algumas das mudanças serão implementadas de forma progressiva.

— Neste momento, milhões de brasileiros, milhões de trabalhadores e trabalhadoras estão acompanhando esta sessão com esperança. São pessoas que conhecem na própria rotina o valor de um dia a mais de descanso. Tenho certeza absoluta de que vamos cumprir o nosso dever com absoluta responsabilidade, pensando, acima de tudo, no que é melhor para o nosso país — disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao abrir a votação.

A proposta, que tinha como primeiro signatário o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), foi relatada pelo senador Omar Aziz (PSD-AM).

A PEC, que havia sido aprovada em maio pela Câmara e em setembro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, foi aprovada em Plenário com calendário especial, após passar por cinco sessões de discussão em primeiro turno. Requerimento assinado por líderes e aprovado pelo Plenário dispensou as três sessões de discussão em segundo turno.

O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que não se manifestou na sessão.

Discussão
A discussão durou mais de cinco horas. Todos os senadores que se manifestaram, governistas e de oposição, se declararam favoráveis à aprovação da PEC, ainda que com ressalvas e pedidos de mudanças futuras por parte da oposição.

— Eu vi muitos discursos, aqui, preocupados pontualmente com algumas questões, mas muito me alegra que a unanimidade do Senado vai votar a favor da PEC. A gente entra para a história, Câmara e o Senado — disse o relator Omar Aziz.

Paulo Paim (PT-RS), que se manifestou pela aprovação da proposta em diversos pronunciamentos ao longo da tramitação, não escondeu a emoção durante a sessão. Ao longo da carreira, Paim apresentou várias proposições para reduzir a jornada dos trabalhadores para 40 horas.

—  Tenho certeza de que, em cada canto do Brasil, o nosso povo está cantando, está dançando, está chorando de emoção por ver que, depois de 40 anos, nós estamos dando a liberdade a eles de não terem que trabalhar de segunda a sábado — disse o senador, que comemorou a presença de trabalhadores nas galerias.

Paim, que não disputou a reeleição e encerra seu mandato no início de 2027, recebeu homenagens dos colegas.

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) criticou o discurso dos que alegam que a mudança pode quebrar o país. Ela e Fabiano Contarato (PT-ES) citaram exemplos de outras conquistas dos trabalhadores que foram combatidas com esse mesmo discurso, como as férias anuais, o 13º salário e a licença-maternidade.

Vitória do Lula!!, Vitória do povo!!


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3