Tarcísio está para São Paulo como Cláudio Castro está para o Rio de Janeiro
Há uma tentativa permanente de apresentar Tarcísio de Freitas como um gestor técnico, moderado e distante dos excessos do bolsonarismo. Mas basta observar sua trajetória política e a forma como governa São Paulo para perceber que essa narrativa não resiste aos fatos. Tarcísio está para São Paulo assim como Cláudio Castro está para o Rio de Janeiro: ambos são produtos políticos de Jair Bolsonaro e governam sob a mesma lógica de subordinação ao projeto bolsonarista.
Os dois chegaram ao poder impulsionados pelo capital político do ex-presidente, construíram suas carreiras ancorados na mesma base eleitoral e compartilham prioridades semelhantes. Em vez de representar uma ruptura com o bolsonarismo, funcionam como suas principais vitrines administrativas nos dois estados mais relevantes do país.
No Rio de Janeiro, Cláudio Castro acumulou crises políticas, denúncias envolvendo aliados, dificuldades na segurança pública e uma gestão frequentemente marcada por investigações sobre contratos e pelo desgaste institucional. Ainda assim, manteve sua fidelidade ao núcleo bolsonarista, transformando o Palácio Guanabara em uma extensão do projeto político da extrema direita.
Em São Paulo, Tarcísio procura cultivar uma imagem mais sofisticada, mas suas decisões revelam a mesma orientação ideológica. O governador confronta políticas ambientais, flexibiliza mecanismos de proteção, adota um discurso de enfrentamento contra adversários políticos e frequentemente se alinha às pautas defendidas por Bolsonaro. Mesmo quando busca dialogar com setores do mercado ou do empresariado, evita romper com a base que o elegeu.
A principal diferença entre ambos está na embalagem, não no conteúdo. Castro tem um forma de governar mais explícita, enquanto Tarcísio investe na construção de uma aparência de moderação. Um prefere o confronto direto; o outro administra a própria imagem com maior cuidado. Mas, no momento das decisões políticas relevantes, ambos convergem para o mesmo campo.
Essa estratégia de distinguir Tarcísio do bolsonarismo interessa tanto aos seus apoiadores quanto a setores que desejam apresentá-lo como uma alternativa eleitoral mais palatável. Entretanto, separar o governador paulista de Bolsonaro exige ignorar sua origem política, suas alianças e a coerência de suas escolhas desde que assumiu o governo.
Em essência, Tarcísio e Cláudio Castro representam duas versões de um mesmo projeto: um bolsonarismo adaptado às características de cada estado, mas comprometido com os mesmos valores, os mesmos aliados e a mesma visão de poder. A diferença entre eles está menos na direção que seguem do que na forma como se apresentam ao eleitorado.
Ou seja, Tarcísio representa o efeito orloff de São Paulo em relação ao Rio de Janeiro, eu sou você amanhã.
Isso significa dizer que toda a bandalha que virou a política no Rio de Janeiro com crime organizado, milícia, misturados com a Alerj e governo Claudio Castro, já se repete em São Paulo com o escândalo do envolvimento dos coronéis que comandam a Segurança Pública de Tarcísio.
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Estadão expõe infiltração do PCC na PM e amplia pressão sobre Tarcísio
A revelação publicada pelo Estadão de que investigações apontam a atuação de núcleos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro da Polícia Militar de São Paulo coloca o governo Tarcísio de Freitas diante de uma das mais graves crises de segurança pública de sua gestão. Segundo as apurações, policiais militares são suspeitos de integrar uma estrutura que prestava serviços à facção criminosa, incluindo vazamento de informações, proteção de interesses do grupo e participação em execuções.
O caso reforça o alerta de que o principal desafio da segurança pública paulista deixou de ser apenas o enfrentamento do crime organizado nas ruas. A suspeita de infiltração em setores da própria corporação indica que o PCC pode ter encontrado espaço para operar a partir de agentes encarregados justamente de combatê-lo.
As investigações ganharam força após o assassinato do empresário e delator Antônio Vinicius Gritzbach, morto no Aeroporto de Guarulhos, episódio que desencadeou uma série de operações contra policiais suspeitos de manter vínculos com a organização criminosa. As apurações apontam a existência de grupos especializados em fornecer informações privilegiadas ao PCC e em executar ações de interesse da facção.
A repercussão do caso aumenta a pressão sobre o governador Tarcísio de Freitas e sua política de segurança. O episódio alimenta questionamentos sobre os mecanismos de controle interno da corporação e sobre a capacidade do Estado de impedir que organizações criminosas se infiltrem em instituições responsáveis por garantir a ordem pública.
Embora as investigações estejam em andamento e as responsabilidades individuais ainda dependam de conclusão judicial, a gravidade das suspeitas evidencia um problema institucional que desafia diretamente o governo paulista e exige respostas consistentes para restaurar a confiança na Polícia Militar.
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A expressão “relações nada celestiais” ganhou força após a Polícia Federal deflagrar a Operação Miragem, que revelou uma profunda teia político-institucional e financeira entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o império do bispo Edir Macedo.
O elo central envolve favorecimentos e graves suspeitas envolvendo o Banco Digimais. Os principais pontos que escancaram essa simbiose incluem:
O Resgate do Banco: Em crise e sob suspeita de inflar balanços com “créditos podres” e fraudes, o Banco Digimais encontrou sua boia de salvação no governo paulista. A gestão Tarcísio abriu espaço para a instituição explorar o crédito consignado da Polícia Militar, gerando forte oposição política.Influência Institucional:
Filiado ao Republicanos — sigla umbilicalmente ligada à Igreja Universal —, Tarcísio expandiu a presença da denominação em áreas sensíveis do Estado. A IURD assumiu a qualificação profissional de detentos no sistema prisional e mantém forte influência na segurança pública, com concessão de diversas honrarias aos líderes religiosos.
Operação Policial: Investigações da Polícia Federal culminaram no bloqueio de R$ 670 milhões do banco de Edir Macedo, escancarando o que críticos e autoridades compararam a contabilidades fraudulentas e esquemas de maquiagem financeira.
O cruzamento entre a administração pública paulista e a instituição financeira do bispo é alvo de críticas por misturar agenda política, religião e interesses privados.
A própria Polícia Federal e analistas econômicos apontam que o escândalo do Banco Digimais é um espelho do modus operandi do Banco Master, controlado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
As semelhanças entre os dois casos e o envolvimento da gestão de Tarcísio de Freitas revelam conexões profundas:
1. O “Método Master” de maquiagem financeira: A PF constatou que o banco de Edir Macedo replicou o modelo que levou o Banco Master à liquidação. Ambos os bancos utilizaram manobras contábeis para esconder a insolvência, inflaram ativos com créditos podres e captaram recursos oferecendo taxas de CDB muito acima do mercado para simular solidez. Para completar, o Digimais chegou a comprar carteiras de crédito originadas justamente pelo Master.
2. O elo político com Tarcísio de Freitas: O governo de São Paulo aparece cruzando o caminho de ambos os esquemas:No caso Digimais: Tarcísio deu oxigênio ao banco em crise ao autorizá-lo a operar o crédito consignado da Polícia Militar, garantindo uma fonte bilionária de arrecadação.
No caso Master: A conexão é de financiamento de campanha. O maior doador individual da campanha de Tarcísio ao governo paulista em 2022 foi o advogado Fabiano Zettel, cunhado e apontado como operador de Daniel Vorcaro.
3. A teia com o Ecossistema Religioso: Se Daniel Vorcaro usava uma capilaridade lateral com igrejas (como o caso sob investigação do banco digital Clava Fort, ligado a lideranças da Igreja Batista da Lagoinha), no caso do Banco Digimais a Universal é a própria engrenagem central do negócio.
Enquanto Daniel Vorcaro foi preso e transferido para o presídio da Papudinha, em Brasília, após falhar em fechar uma delação premiada, a Operação Miragem avança sobre o império de Edir Macedo mostrando que a fórmula de misturar finanças agressivas, influência política e apelo institucional seguiu rigorosamente a mesma cartilha.
A afinidade ideológica e o pragmatismo político com o bolsonarismo são, de fato, o cimento que une os projetos de Tarcísio de Freitas e Edir Macedo. Essa aliança não é ideológica por acaso; ela cumpre papéis estratégicos cruciais de sobrevivência e expansão para ambos:
O Papel do Bolsonarismo nessa RelaçãoTarcísio como Herdeiro: O governador de São Paulo foi alçado à política nacional por Jair Bolsonaro. Ele precisa manter o apoio da base bolsonarista e dos setores evangélicos para pavimentar suas ambições presidenciais.
Macedo como Aliado de Primeira Hora: O líder da Igreja Universal e dono da Record TV foi um dos esteios de sustentação midiática e religiosa do governo Bolsonaro. Essa proximidade garantiu à sua denominação trânsito livre no poder federal.
O Republicanos como Elo: O partido controlado pela Universal serve de abrigo político para o próprio Tarcísio e para importantes quadros do bolsonarismo, funcionando como o braço institucional dessa união.
O Pragmatismo Além da Fé: Para além das pautas de costumes e do discurso conservador, a conexão bolsonarista funciona como uma rede de proteção e negócios.
O alinhamento político garante blindagem institucional, acesso a verbas publicitárias estatais e, como visto nos desdobramentos das operações financeiras, a abertura de mercados públicos valiosos para os negócios privados do grupo religioso..
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Governo de SP autorizou credenciamento em julho de 2025, quando o banco já era alvo de suspeitas durante crise financeira
O banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, recebeu autorização do governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), para oferecer crédito consignado aos policiais militares do estado mesmo quando já enfrentava dificuldades financeiras. A informação foi revelada pelo portal UOL. Nesta terça-feira (23) o Digimais se tornou alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraude financeira.
O credenciamento do Digimais para atuar com empréstimos consignados ao funcionalismo público paulista foi publicado em julho de 2025 pela Diretoria de Folha de Pagamento (DFP), órgão vinculado à Secretaria de Gestão e Governo Digital do Estado. O contrato para operações com a Polícia Militar foi firmado em agosto daquele ano e tem validade até fevereiro de 2030.
A autorização permitiu ao banco acessar um mercado potencial de cerca de 80 mil policiais militares da ativa em São Paulo. O crédito consignado se tornou uma das principais frentes de atuação da instituição financeira. Segundo o balanço mais recente citado pela reportagem, a modalidade representava 33% da carteira de crédito do banco, equivalente a R$ 630,1 milhões.
Crise financeira antecedeu autorização O credenciamento ocorreu em um momento em que o Digimais já enfrentava desafios financeiros. Conforme mostrou o UOL, Edir Macedo precisou realizar um aporte de R$ 250 milhões na instituição em dezembro do ano passado para atender exigências do Banco Central relacionadas à solidez financeira do banco.
Os números mais recentes apontam deterioração dos resultados. No primeiro trimestre deste ano, o Digimais registrou prejuízo de R$ 108,7 milhões. O desempenho contrasta com o lucro líquido de R$ 31,3 milhões divulgado para 2025. Ainda assim, a própria instituição afirmou em seu balanço que os resultados estavam “consistentes e alinhados à nova diretriz estratégica” adotada pelo banco.
Além do aporte para reforçar o caixa, Macedo também desembolsou R$ 741,3 milhões em uma operação envolvendo a compra de cotas do fundo de investimento Hermon por meio da B.A. Empreendimentos e Participações, empresa que controla o Grupo Record e o próprio Digimais.
Operação Miragem investiga supostas fraudes A transação envolvendo o fundo Hermon está entre os fatos analisados pela Polícia Federal. Segundo as investigações, a operação teria sido utilizada para inflar artificialmente os ativos da instituição financeira.
Nesta terça-feira, a PF deflagrou a Operação Miragem, que apura suspeitas de fraude na administração do banco. Mais de 50 agentes federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal em São Paulo.
A decisão judicial também determinou o bloqueio e sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 670,3 milhões, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.
Ligações políticas e partidárias O movimento envplve a relação histórica entre o Republicanos, partido do governador Tarcísio de Freitas, e a Igreja Universal do Reino de Deus. A legenda teve origem em grupos ligados à denominação fundada por Edir Macedo e é presidida nacionalmente por Marcos Pereira, bispo licenciado da igreja.
Prefeitura de São Paulo também autorizou consignado Além do governo estadual, a Prefeitura de São Paulo também credenciou o Digimais para operações de crédito consignado junto aos servidores municipais.
Segundo o UOL, a autorização foi formalizada em outubro de 2023 por meio de um termo de adesão publicado pela Secretaria Municipal de Gestão, com validade de dois anos. Não há informação sobre eventual renovação após o encerramento desse prazo.
Em dezembro do mesmo ano, o Hospital do Servidor Público Municipal também credenciou o banco para atuar com cartão consignado, cartão de benefícios e empréstimo pessoal com desconto em folha.
Volume de operações despencou Apesar das autorizações obtidas junto ao governo estadual e à prefeitura paulistana, o desempenho do crédito consignado no Digimais apresentou forte retração nos últimos meses.
De acordo com informações obtidas pelo UOL junto a executivos envolvidos nas negociações para uma eventual venda da instituição, o volume de operações caiu significativamente após o surgimento de notícias sobre a possível alienação do banco. Fontes ouvidas pela reportagem afirmaram que a demanda por empréstimos entre policiais militares e servidores municipais se tornou “baixíssima”, mesmo após a formalização dos convênios com os órgãos públicos. 247.
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Uma aliança política pode se romper por vários motivos e ser desfeita por divergências estratégicas, disputa de espaço ou, como é nitidamente o caso de Tarcísio, mudanças no cenário político.
Nada descreve melhor o debacle do clã Bolsonaro, sobretudo a campanha de Flavio do que a desistência de Tarcísio com seu compromisso firmado diretamente com o chefe dessa falange multicriminosa.
Não é nada ligado à ética, mas sim à movimentação de bastidores da política que envolve complexas teias de interesses e o rompimento se dá rigorosamente na prática.
Na verdade, as revelações envolvendo o filme trash, Dark Horse, que abarca quatro personagens centrais, juntos e misturados, Flavio Bolsonaro, Mario Frias, Vorcaro e Karina da Gama, já é algo suficientemente pesado como fardo para ser carregado em praça pública.
Mas a coisa não para ai. tem um puchadinho de R$ 120 milhões que liga Karina a Ricardo Nunes que faz com que a coisa se torne nitroglicerina pura, principalmente porque a Polícia, comandada por Tarcísio, está indo direto na jugular do prefeito bolsonarista de São Paulo e, por osmose, chegando a Flavio e Mario Frias.
Claro, Tarcísio deve saber de coisas que explodirão que ainda não se sabe, o que se sabe é que, a reclamação de perseguição política alegada por Flavio Bolsonaro e Ricardo Nunes é direcionada a Tarcísio, porque os dois sabem que ele é o maestro dessa orquestra, não o governo federal.
A coisa então pode ter um desenho mais trágico do que se imagina, porque Tarcísio, que também recebeu um qualquer de R$ 2 milhões de Vorcaro, não dá um passo sequer para ir ao banheiro sem a autorização expressa e carimbada pelos caciques da Faria Lima.
As declarações de Tarcísio, de que Flavio tinha muito o que explicar sobre a relação promíscua com o dono do Banco Master e a que deu nesta terça (2), após o anúncio do governo Trump com mais tarifas contra o Brasil, merece nota e acende um alerta sobre os esgarçamento do bolsonarismo diante dos novos fatos.
Tarcísio foi enfático em se posicionar, de forma diametralmente oposta, ao que disse na época das primeiras sanções impostas por Trump com seu tarifaço contra o Brasil, em 2025.
Tarcísio, agora, pontuou críticas, dizendo ser completamente contraditório à nota do governo Trump em retaliação ao Brasil por fatos que os Estados Unidos é quem pratica.
Seja como for, está escancarado o rompimento de Tarcísio com o clã, buscando um afastamento gradual para evitar contaminação da sua imagem pelos escândalos financeiros que envolvem Flavio Bolsonaro.
Logicamente, Tarcísio diz que segue apoiando os Bolsonaro de olho no espólio de Jair.
Afinal, Tarcísio não tem votos, não tem vida própria, depende dos votos bolsonaristas. Em compensação, Flavio precisa do palanque paulista para manter alguma relevânvia na disputa nacional.
Tudo isso, junto, misturado e explodindo publicamente, pode ser uma boa notícia tanto para Lula quanto para Haddad, que disputa com Tarcísio o governo do estado de São Paulo.
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) está analisando uma representação protocolada pelo deputado estadual Antônio Donato (PT-SP) que questiona possíveis conexões entre o escândalo do Banco Master (envolvendo Daniel Vorcaro e Nelson Tanure) e as privatizações da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) e da Sabesp conduzidas pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2024.
Contexto principal da representaçãoDoação de campanha: Fabiano Zettel (cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e pastor ligado à Igreja Lagoinha) doou R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio em 2022 (além de contribuições para Jair Bolsonaro). A representação sugere possível influência nas privatizações posteriores
Privatização da EMAE (abril/2024): Leiloada por cerca de R$ 1,04 bilhão para o Fundo Phoenix (ligado a Nelson Tanure, apontado como sócio oculto do Banco Master). O fundo usou ações da Ambipar (inflacionadas artificialmente segundo apurações da CVM) como lastro.
O Banco Master e estruturas ligadas (como Trustee DTVM) participaram do financiamento. Depois, a ex-líder de fusões e aquisições do Banco Master, Karla Maciel, assumiu como CEO da EMAE.
Privatização da Sabesp (julho/2024): Vendida com Equatorial Energia como principal compradora (leilão com baixa concorrência). Carlos Piani (ex-presidente do conselho da Ambipar e da Equatorial) tornou-se presidente da Sabesp privatizada. Posteriormente, a Sabesp recomprou a EMAE da XP (após execução de dívida do Fundo Phoenix/Tanure). Há relatos de que a EMAE direcionou recursos (ex.: R$ 160 milhões em CDBs do grupo Master/Letsbank)
A denúncia levanta suspeitas de conflito de interesses, possível lesão ao erário (venda abaixo do valor de mercado, manipulação de ativos), improbidade administrativa, crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. O MP remeteu o caso à Promotoria de Patrimônio Público para análise de semelhança com outros procedimentos (sem foro privilegiado para os citados). Até o momento, está em fase inicial de análise, sem decisões ou denúncias formais divulgadas.
Resposta das partes envolvidas, Sabesp e governo de SP:
Afirmam que os processos seguiram regras de transparência, com aprovações de órgãos como Cade e Aneel. Negam conflitos de interesse diretos de Piani (que renunciou à Ambipar antes de assumir a Sabesp) e destacam auditorias independentes. A EMAE também nega irregularidades em decisões judiciais anteriores. brasildefato.com.br
As investigações sobre o Banco Master (Operações Carbono Oculto, Compliance etc.) envolvem fraudes, lavagem de dinheiro (inclusive supostas ligações com PCC) e estão em andamento na PF, MPF, BC e CVM.
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Em resposta, governo de Tarcísio de Freitas desmente as acusações, mas familiares de presos confirmam péssimas condições
Geladeira de remédios sem medicamentos, presos feridos sem tratamento, comida armazenada em locais sem refrigeração, celas superlotadas, comida feita em ambiente insalubre e um cadeirante entregue aos cuidados dos próprios presos. Esse foi o cenário encontrado por agentes do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) em visita à Penitenciária Estadual Joaquim Fonseca Lopes, de Parelheiros, no extremo sul de São Paulo, administrada pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
As fotos, cedidas ao Brasil de Fato com exclusividade, mostram presos com roupas imundas cozinhando as refeições que serão servidas nas unidades. Nas fotos feitas pelo Condepe é possível ver, também, comida armazenada em áreas sem refrigeração. Quilos de linguiça aparecem empilhados em um espaço sem qualquer ventilação.
O presidente do Condepe, Adilson Santiago, que conduziu a visita técnica ao local, afirma que havia vestígio de que parte dos alimentos poderia estar estragada. “Quando chegamos, a situação era aquelas registradas nas imagens. Um local insalubre e péssimo armazenamento da comida, um cheiro horrível. Era terrível, insuportável. É ali que são alimentados os presos.”
Nas imagens, vemos celas precárias, com presos amontoados, com fios que servem para prender duas pias fixas na parede e camas improvisadas no alto das instalações. Em uma das imagens, um homem paraplégico está sendo carregado por outro custodiado, enquanto sua cadeira de rodas estava em outra cela, trancada e isolada.
“Era um cadeirante, a ele faltava fralda, pomada para assadura e estava dentro de uma cela superlotada, que cabiam dez, mas tinha 30 custodiados. Obviamente, você não coloca um cadeirante numa cela comum, ele precisaria ter um tratamento diferente. Eram os presos que cuidavam desse preso”, alerta Santiago.
Nas dependências da Penitenciária Joaquim Fonseca Lopes há uma geladeira na enfermaria. Na porta, um aviso: Medicamentos. Porém, quando os agentes do Condepe abriram a porta, não havia remédios.
“Os medicamentos que vimos eram ínfimos para a população carcerária. Não tem remédio. Nada. Se tiver algo, é um remédio para dor de cabeça, mas os presos não conseguem acessar, são privados”, encerra Santiago, o presidente do Condepe.
Geladeira que deveria armazenar medicamos estava vazia no momento da visita do Condepe. | Crédito: Condepe
Mortes e insalubridade
A visita técnica do Condepe Penitenciária ASP Joaquim Fonseca Lopes, ocasião em que foram feitas as fotos, aconteceu em junho de 2025. As imagens foram liberadas agora, por ocasião do lançamento do relatório produzido pela entidade para a audiência pública que tratou da precariedade do sistema carcerário paulista, que ocorreu no dia 9 de março de 2026, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo.
O relatório escancara um cenário de “insalubridade” no sistema carcerário, como classifica o Condepe. O documento mostra que um preso morre a cada 19 horas dentro das penitenciárias paulistas. São 4.189 pessoas que morreram sob custódia do Estado nos presídios de São Paulo, entre 2015 e 2023.
O cenário de abandono se confirma principalmente na área da Saúde. Ao todo, 22.814 atendimentos de emergência não foram feitos por falta de escolta policial para acompanhar os presos até a unidade hospitalar.
O relatório foi encaminhado à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) pelo Condepe e o órgão pediu uma audiência com a secretaria para falar sobre a precariedade dos presídios paulistas. Adilson Santiago afirma que o governo de São Paulo tem ignorado todas as tentativas de contato do órgão.
Cadeira de rodas do preso com deficiência física estava trancada em outro espaço da unidade prisional. | Crédito: Condepe
Confirmação
O Brasil de Fato procurou parentes de pessoas que estão presas na Penitenciária Joaquim Fonseca Lopes para confirmar as informações. Adelaide, que terá seu nome verdadeiro ocultado por receio de que seu filho sofra represálias dentro da unidade, afirma que as condições dentro do presídio seguem as mesmas.
Seu filho está preso desde meados de 2024 e tem sofrido com problemas de saúde, mas ainda não há um diagnóstico. Adelaide afirma que tem sido comum encontrar o filho com febre nas visitas que faz aos finais de semana.
“Os policiais o levavam para a enfermaria, mas lá só tem uma ajudante de enfermagem que media a pressão e o mandava de volta para a cela. A unidade agendou uma consulta por vídeo com um especialista que ele espera desde que entrou no sistema em 2024 e que até hoje não aconteceu”, afirmou Adelaide.
Ainda de acordo com a mãe, há outros casos de negligência, como dois jovens que estão com tuberculose, dividindo a mesma cela com outros presos. “Vi um rapaz que teve um furúnculo no joelho que virou infecção com bicho por negligência e ele acabou perdendo a perna. Outro que colocou pinos e eles estão para fora. Um senhor com câncer na bexiga usando bolsa de colostomia que não é trocada.”
Para tentar driblar a segurança e falta de remédios na unidade, Adelaide afirma tem colocado “antibiótico em uma garrafinha com óleo para tempero de salada, deixo desmanchar e acrescento dipirona para ele ir tomando durante a semana e cessar a febre”.
Um outro familiar, que será chamado de Arnaldo, disse que seu irmão tem tido crises de intoxicação alimentar. “Ele diz que a comida lá sempre cheira muito mal e tem gosto azedo.”
Arnaldo também confirmou que, quando pede remédios, o irmão não tem sucesso. “Eles dizem que vão mandar, mas nunca chega o medicamento que ele precisa e fica dias passando mal na cela. Os guardas dizem que não tem remédio pra ele, que é ‘só Deus na causa dele’.”
Preso com deficiência física é carregado dentro da cela. | Crédito: Foto: Condepe
Outro lado
Ao Brasil de Fato, a SAP afirmou que “as imagens foram registradas há quase um ano e não condizem com o contexto atual da Penitenciária de Parelheiros, que passa por reformas. É improcedente a alegação de que presos com deficiência estariam sem acesso a cadeiras de rodas, uma vez que o presídio conta com cela específica adaptada, cadeiras de rodas e outros meios auxiliares necessários”.
Ainda de acordo com a secretaria, “a cozinha da penitenciária passa por reforma para aprimoramento do espaço, com previsão para conclusão em 90 dias. O presídio dispõe de câmaras frias em funcionamento, assegurando a adequada conservação dos alimentos estocados”.
Sobre as condições das roupas dos presos que trabalham na cozinha, a SAP disse que os presos recebem um kit extra de uniforme. Mas a secretaria se isenta de responsabilidade sobre a manutenção da cozinha. “As limpezas da roupa e do local são de responsabilidade do custodiado”, explica a pasta.
Por fim, sobre os alimentos armazenados, a SAP justificou. “A foto que, supostamente, retrata alimentos sem refrigeração é de comidas que chegaram e seriam consumidas no preparo das refeições do dia. Tendo em vista que, na época, a cozinha da unidade preparava a alimentação para três presídios diferentes.
Linguiça e demais alimentos estocados em sala sem ventilação e refrigeração, segundo o Condepe. Presidente do órgão relatou um cheiro “insuportável” no local. | Crédito: Condepe
Preso mostra as condições de sua roupa. Ele integra a equipe que cozinha as refeições servidas na unidade. | Crédito: Condepe
*Brasil de Fato
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Na 17ª Caravana Federativa, presidente criticou Tarcísio por não reconhecer ações do governo federal em São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ao comentar os impactos da guerra contra o Irã sobre a economia brasileira. Ao participar nesta quinta-feira (19) da abertura da 17ª Caravana Federativa, no Expo Center Norte, em São Paulo, ao lado de uma comitiva de ministros e diante de dezenas de prefeitos, Lula condenou quem “acha que é dono do mundo e levanta de manhã decidindo tomar um país”, citando explicitamente a Groenlândia, o Canal do Panamá, Cuba e a Venezuela.
Sem mencionar o nome de Trump, o presidente brasileiro associou os ataques ao Irã à disparada internacional do preço do petróleo e à decisão mais conservadora do Banco Central, que reduziu a Selic em apenas 0,25 ponto percentual. No discurso, Lula assumiu o compromisso de proteger o poder de compra da população frente à instabilidade internacional e garantiu que o governo federal atuará para impedir que a guerra de Trump contra o Irã reflita no preço dos alimentos e combustíveis no Brasil.
O presidente cobrou dos governadores a redução de impostos sobre combustíveis para enfrentar o momento de pressão internacional sobre o preço do petróleo, oferecendo, inclusive, como contrapartida, a devolução de metade do valor da isenção do ICMS que vierem a conceder. A fala ocorre em um momento de resistência dos secretários estaduais de Fazenda, que alegam riscos fiscais para não reduzir a alíquota.
O presidente criticou os empresários que se aproveitam da desgraça para subir os preços e alertou que órgãos como a Polícia Federal e a Receita Federal já estão mobilizados para fiscalizar aumentos abusivos.
A paternidade federal dos programas paulistas
Um dos destaques da fala de Lula foi a crítica de que o governo paulista recebe investimentos federais, sem reconhecer a paternidade do financiamento. O presidente afirmou que a maioria das unidades habitacionais entregues no estado pelo programa “Casa Paulista” é, na verdade, financiada pelo Minha Casa Minha Vida. “Nem nome ele criou, só plagiou”, disparou Lula, citando o vice-presidente Geraldo Alckmin como o criador do programa estadual quando foi governador de São Paulo.
Lula também criticou a relação do Palácio dos Bandeirantes com os municípios, afirmando que poucos prefeitos paulistas são recebidos pela gestão estadual. Ele chegou a sugerir que os gestores municipais organizem, também, marchas de cobrança aos governos estaduais, da mesma forma que fazem em Brasília, para exigir o que é de direito das cidades.
Sucessão na Fazenda e o horizonte de 2026
O evento marcou o início de uma transição planejada na economia. Lula teceu elogios históricos a Fernando Haddad, classificando-o como o ministro da Fazenda mais exitoso da história do país. No mesmo palco, apresentou Dario Durigan, atual secretário-executivo da pasta, como o sucessor de Haddad. Ao pedir que os prefeitos “olhem bem para a cara” de Durigan, Lula sinalizou a continuidade da política econômica e liberou Haddad para a construção de seu palanque em São Paulo.
O presidente definiu a Caravana Federativa como um “Poupatempo” da gestão pública, onde as demandas locais são resolvidas em tempo real pela estrutura federal, contrastando essa agilidade com a burocracia estadual.
Pacto contra o feminicídio e defesa democrática
Para além da economia e da disputa eleitoral, o presidente fez um apelo humanitário ao anunciar o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio. Relatando casos de violência extrema, Lula convocou líderes religiosos, sindicais e comunitários a pautarem o tema diariamente, pedindo uma mudança de comportamento dos homens para que sejam “mais amáveis e compreensivos”.
Ao encerrar, Lula conectou a eficácia do pacto federativo à sobrevivência do sistema democrático. Ele enfatizou que a manutenção da democracia no Brasil depende da responsabilidade cotidiana dos gestores locais, reforçando o compromisso do governo com a reconstrução da democracia iniciada em 2023, segundo o Vermelho.
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Levantamento aponta 112 mortes autoprovocadas de policiais penais ativos entre 2020 e 2024; só em São Paulo foram 30 casos
No dia 15 de novembro de 2025, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, publicou nas redes sociais uma homenagem à esposa. Entre centenas de comentários, um deles deveria ter chamado sua atenção. O policial Luiz Henrique Ribeiro, que completava 23 anos na Polícia Penal, em profunda depressão, pediu ajuda para conseguir tratar sua doença. Com três filhos, um deles com apenas 7 anos, Luiz Henrique apelou ao governador como último recurso:
“Vi o quanto o Sr. fala da sua família, então ajuda a minha, sou funcionário público há 23 anos e estou precisando de ajuda urgente para tratamento de duas doenças que têm cura. Estou numa depressão profunda, mal saio do quarto, ajuda por amor de Deus. Mandei mensagem desde 2023 no início das doenças e nada foi respondido. É por isso que há tantas tentativas contra a própria vida de tantos servidores, pois mesmo com vergonha e que se humilham a ajuda não vem!”
Seu comentário nunca foi respondido. Nenhuma ação foi tomada. Menos de três meses depois, no dia 9 de fevereiro de 2026, Ribeiro morreu após uma tentativa contra a própria vida. Ele estava afastado da Penitenciária de Marília e tentava tratar uma doença que o mantinha acordado por noites inteiras. Medicações não faziam efeito. Mudanças de médicos não traziam alívio. O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE) estava sucateado demais para oferecer o tratamento que ele desesperadamente procurava.
O caso de Luiz está longe de ser único. O Boletim do Instituto de Pesquisa, Prevenção e Estudos em Suicídio (IPPES) 2025 mapeou 112 mortes autoprovocadas de policiais penais ativos entre 2020 e 2024 em todo o Brasil. São Paulo concentra 30 desses casos. Na comparação entre 2023 e 2024, todas as demais instituições de segurança pública registraram queda no número de suicídios; apenas a Polícia Penal teve aumento.
O Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (Sinppenal) contabilizou pelo menos cinco casos em 2025. A morte de Ribeiro é o primeiro confirmado em 2026, sinal de que a epidemia acelera.
“Depressão, ansiedade e outros problemas psiquiátricos são comuns no sistema prisional de São Paulo. O adoecimento é provocado pelas condições insalubres dos presídios, o risco permanente à vida e pelo excesso de trabalho”, relata Fábio Jabá, presidente do Sindicato.
Assistência de saúde em colapso Servidores públicos paulistas que procuram o IAMSPE encontram longas filas, demoras e não conseguem a ajuda necessária. O estado mais rico da federação não oferece assistência psicológica e psiquiátrica de qualidade para seus servidores. Os números de afastamento entre policiais penais revelam a gravidade: aproximadamente 10% do efetivo total está afastado. Desses, metade é motivada por problemas de saúde mental. Policiais que deveriam estar em funções estão em casa, lutando contra depressão, ansiedade e transtornos que o sistema causa, mas não consegue tratar.
Jabá é direto ao diagnosticar o problema. “Os policiais penais sofrem na pele o sucateamento do sistema prisional e a desvalorização profissional. Eles vivem em constante tensão, trabalhando com defasagem de servidores, em presídios insalubres e recebendo ameaças constantes de facções criminosas. É urgente implementar medidas eficazes para cuidar da saúde mental desses servidores.”
Profissão Perigo A profissão de policial penal é a segunda mais perigosa do mundo e a mais perigosa entre as carreiras de segurança pública. Segundo estudo do Instituto de Psicologia da USP, publicado em 2010, a expectativa de vida de um trabalhador do sistema prisional é de apenas 45 anos, quase três décadas a menos que a média da população. Isso se deve a péssimas condições de infraestrutura, extensa jornada sem compensação adequada e estresse amplificado pela falta de suporte psicológico. Quinze anos depois, a situação piorou.
Em São Paulo, que abriga a maior população carcerária do país — 224.795 detentos em 18 de fevereiro, a falta de servidores é um problema crônico agravado nos últimos anos pelo excesso de afastamentos e falta de contratações. O Estado possui 23.500 servidores ativos na Polícia Penal. Com base no total de presos, o número deveria ser de, pelo menos, 44,9 mil. O cálculo segue a recomendação da ONU e do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), que indica um policial penal para cada cinco presos.
Hoje, os presídios paulistas têm um policial para cada quase 10 detentos (9,5). “Cada policial penal faz o serviço de dois. A conta não fecha e o problema tende a se agravar, uma vez que o Estado não faz reposição das vagas perdidas por aposentadoria, desistência e afastamento por doenças, e o concurso previsto foi suspenso pela Justiça”, denuncia Jabá.
Na avaliação do sindicalista, implementar um programa de atenção plena à saúde dos policiais penais é tarefa urgente. “Não é um luxo. Não é um benefício corporativista. É uma questão de sobrevivência. Enquanto policiais penais morrem, o governo segue em silêncio. O apelo de Luiz Henrique Ribeiro ao governador Tarcísio de Freitas nunca foi respondido. Não há programa estruturado de saúde mental. Não há investimento em psicólogos e psiquiatras. Não há plano de contingência para uma crise que já custou dezenas de vidas.”
São Paulo tem recursos e capacidade técnica. Mas falta vontade política para reconhecer que seus policiais penais estão morrendo pela falta de cuidado básico com saúde mental. Cada suicídio é um fracasso do Estado. Cada apelo ignorado é uma oportunidade perdida de salvar uma vida. Luiz Henrique Ribeiro pediu ajuda. Ninguém respondeu. Agora, ele virou uma estatística. A pergunta que fica é: quantas mortes ainda serão necessárias para que Tarcísio finalmente aja?
Posicionamento oficial do governo A Secretaria de Administração Penitenciária apresentou, por meio de nota, solidariedade aos familiares e informou que tentou contato com o servidor sem resposta. A secretaria lista serviços de saúde mental oferecidos: atendimentos presenciais e online desde 2006, novo programa psicológico online com 1.139 atendimentos em 2024, palestras sobre prevenção de suicídio e visitas domiciliares.
A nota esclarece que delega ao IAMSPE a responsabilidade pela saúde mental dos servidores e diz que foram feitos 621.968 teleatendimentos de saúde mental e afirma que o instituto disponibilizará um novo edital de contratação de consultas ambulatoriais com especialista para a primeira quinzena de março.
A reportagem questionou sobre o déficit de servidores, mas a SAP não respondeu.
Confira a íntegra da nota enviada ao ICL A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) se solidariza com a dor dos familiares e colegas do Policial Penal mencionado. Foram feitas diversas tentativas de agendamento de visita ao servidor, em razão de sua licença saúde psiquiátrica, intermediadas pela Comissão Interna de Prevenção de Acidente (Cipa) da unidade prisional, sem que houvesse resposta desse servidor.
Desde 2006, oferece atendimentos presenciais e online em seus Serviços Regionais de Qualidade de Vida, por meio da Coordenadoria de Saúde do Sistema Penitenciário, sendo realizados 732 atendimentos em 2025.
No ano passado, foi criado o Programa de Atendimentos Psicológicos na modalidade online disponível a todos os servidores desta Pasta, com a finalidade de ampliar o alcance e cuidado. Foram realizados 1.139 atendimentos de servidores.
A SAP desenvolve ações com funcionários, como palestras temáticas e gravação de vídeos sobre prevenção de suicídio, além de distribuir material informativo e promover visitas técnicas domiciliares sob demanda.
O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo oferece teleatendimento de saúde mental com psicólogos e psiquiatras altamente especializados. Já foram realizados 621.968 atendimentos. O Iamspe também disponibilizará um novo edital de contratação de consultas ambulatoriais com especialista para a primeira quinzena de março.
O Iamspe oferece atendimento presencial em 78 hospitais gerais em São Paulo, que podem transferir pacientes em emergências psiquiátricas ao serviço especializado, além de teleatendimento on-line de saúde mental com 685 psicólogos e 11 psiquiatras. A primeira avaliação ocorre em até 24h.
É possível ser atendido no Hospital Geral conveniado e eles transferem para o especializado ou para o HSPE. Porém, é oferecido teleatendimento on-line com psicólogos e psiquiatrias.
*Ricardo Mello/ICL
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Os antigos bolsonaristas, a maioria do Centrão, está usando antialérgicos contra a associação de suas imagens à de Bolsonaro., já que o nome do covarde tem provocado coceira, urticários, espirros e corisa na vida real da política brasileira pela direita fisiologista, que sempre viveu de oportunismos.
Associar-se hoje a Bolsonaro, ainda tem um efeito positivo que age por 24 horas, a partir daí, é só lenha.
No Brasil, qualquer adulto acima de 12 anos, sabe que o nome de Bolsonaro se transformou em laxante. Ou seja, seu uso oral é contraindicado, por ser diarréico e trazer o maior risco possível de detonar a campanha de quem se associa a ele.
Pois bem, Tarcísio de Freitas, que não tem vida própria, vem procurando socorro nas barras da saia de um Bolsonaro em estado acelerado de putrefação após sua prisão.
Isso é um sintoma de quem não tem conteúdo para apresentar como plataforma política e, por isso, busca na imagem de Bolsonaro uma embalagem desgastada, reusada, que liga Tarcísio imediatamente ao fundo do poço.
É necessário lembrar que existem duas medidas diametralmente opostas sobre o capital político de Bolsonaro, a que mantinha quando ele detinha o poder em que construiu um grupo profissional nas redes e na mídia para produzir uma espécie de indústria do bolsonarismo, com bilhões de recursos estatais, mas também de quem, sobretudo dentro do agronegócio, obteve vantagens absolutamente ilegais em seu governo..
Atualizada, hoje, essa bula de Bolsonaro está em branco e, conforme o passar dos dias, sua condenaçao e prsão definitiva, menos reações se vê no mundo virtual ou real a seu favor.
Em outas palavras, Bolsonaro sumiu da boca dos bolsonaristas, fazendo desaparecer com ele da vida nacional.
Então, vem a pergunta, quanto tempo o clã Bolsonaro pode tentar vender esse bucho como filé mignon político?
Não pode. Estão blefando no rótulo um conteúdo que eles não têm.
Associar-se a Bolsnaro, como insiste Tarcísio de Freitas, não há remédio para nenhum candidato, pricipalmente para quem almeja ser presidente dq República.
A palavra Bolsonaro, hoje, é um entulho volumoso como uma barricada intransponível.
O Bolsonaro, que Eduardo e os irmãos estão vendendo, não vencerina nem o macaco Tião, em quem Eduardo disse que votaria contra qualquer candidato que não seja seu pai, inclusive o Tarcísio.
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