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Atlas/Intel: Lula 9 pontos à Frente de Flavio em Minas Gerais

Levantamento AtlasIntel ouviu 1.804 eleitores no Estado; margem de erro é de 2 pontos percentuais

1º TURNO

O levantamento também mediu as intenções de voto em um cenário de 1º turno da disputa presidencial.

Eis os resultados:

  • Lula (PT) – 44,3%;
  • Flávio Bolsonaro (PL) – 35,4%;
  • Augusto Cury (Avante) – 8,9%;
  • Renan Santos (Missão) – 6,2%;
  • Romeu Zema (Novo) – 1,9%;
  • Ronaldo Caiado (PSD) – 1,4%;
  • Samara (UP) – 0,6%;
  • Edmilson Costa (PCB) – 0,1%;
  • branco/nulo – 0,7%;
  • não sabe – 0,4%

No cenário de 2º turno, Lula também aparece à frente de Flávio, com 48,7% contra 42,1%, uma diferença de 6,6 pontos percentuais. Em votos válidos, o presidente teria 53,7%, contra 46,3% do senador. Lula também lidera os confrontos contra Ronaldo Caiado (PSD), por 48,4% a 41,5%, e Renan Santos, por 48,6% a 30,5%. O cenário mais equilibrado é contra Romeu Zema (Novo): 47,6% para Lula e 46,4% para o ex-governador, uma diferença de 1,2 ponto percentual.


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Mansões, carros de luxo, viagens: a vida de Eduardo Bolsonaro e Figueiredo nos EUA

Por Alice Maciel (ICL Notícias) e Natalia Viana (Agência Pública)

Mansões, carros de luxo, viagens: a vida de Eduardo Bolsonaro e Figueiredo nos EUAEduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo foram centrais na articulação para impor tarifas contra o Brasil e retaliações contra ministros do Supremo. Desde 2025, eles participaram de dezenas de reuniões com deputados republicanos e membros do governo dos EUA pedindo intervenções em resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.

Em maio de 2025, três meses após se mudar para o Texas e anunciar que viveria uma espécie de “autoexílio”, Eduardo Bolsonaro comprou um carro novo. Não exatamente um modelo econômico para atravessar tempos difíceis. Ele adquiriu um GMC Acadia Elevation 2025 preto, um SUV de três fileiras de assentos, avaliado em cerca de 43,8 mil dólares nos EUA, o que equivale a aproximadamente R$ 226 mil.

Os registros de gastos associados à família Bolsonaro nos EUA mostram que, desde a mudança para o país, em fevereiro do ano passado, o padrão de vida não parece ter encolhido, nem mesmo após o STF determinar o bloqueio dos bens de Eduardo Bolsonaro e de sua esposa, Heloísa Bolsonaro, em julho de 2025. Eduardo ainda perdeu o salário que recebia como deputado federal em dezembro, quando seu mandato foi cassado por faltas, e, desde 2015, não recebe salário como escrivão da PF, de onde a corporação recomendou sua demissão por abandono do cargo.

Ao chegar aos EUA, o ex-deputado escolheu Arlington, no Texas, onde já havia mantido uma empresa entre 2023 e 2024. A residência alugada estava longe de ter as dimensões de um refúgio improvisado. Tinha pouco mais de 300 metros quadrados, quatro quartos e quatro banheiros, com valor de mercado estimado em 707,7 mil dólares (cerca de R$ 3,6 milhões). O valor da locação anunciado em sites imobiliários, quando eles alugaram a casa, era de 4,5 mil dólares, aproximadamente R$ 23,3 mil na cotação atual.

Em maio de 2025, Jair Bolsonaro chegou a transferir R$ 2 milhões ao filho. “Botei dinheiro na mão dele, dinheiro limpo, legal, Pix”, afirmou o ex-presidente.

Dias dep

ois, Eduardo chegou a reclamar para o pai, em mensagens trocadas por Whatsapp, que estava “se fodendo” nos EUA. Ao reclamar de uma entrevista em que Jair dizia que o filho era imaturo, Eduardo reclamou que, ao jogar ele para baixo, o ex-presidente o estaria condenando a passar o “resto da vida nessa porra aqui”. “VTNC seu ingrato do caralho!”, escreveu.

A situação parece ter melhorado desde então. Pouco mais de um ano depois, em maio de 2026, a família trocou Arlington por um endereço ainda mais valorizado, em Southlake, uma das cidades mais ricas do Texas, onde a renda familiar média é de 250 mil dólares – três vezes maior do que em Arlington, por exemplo. Eduardo, a esposa e os dois filhos moram atualmente em uma casa que oferece “uma vida de resort”, conforme revelou o The Intercept Brasil.

Avaliada em 1,22 milhão de dólares, cerca de R$ 6 milhões, a mansão foi anunciada para aluguel por aproximadamente 5,9 mil dólares (em torno de R$ 30 mil mensais), segundo anúncios imobiliários que permaneceram ativos até fevereiro deste ano. O imóvel tem 424 metros quadrados de área construída, em um terreno de 1.366 metros quadrados, quatro quartos e piscina, além de acesso a um clube com quadras de tênis e a uma lagoa.

Fotos da casa de Eduardo Bolsonaro

A filha mais velha do casal Bolsonaro, de cinco anos, foi matriculada numa escola cristã a cerca de 15 minutos de casa, com custo anual de 18 mil dólares (R$ 93,4 mil), conforme divulgado no site da escola.

Eduardo nega ter usado parte da verba do filme Dark Horse para custear sua vida nos EUA. O filme foi financiado com cerca de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, por meio do Fundo Havengate. O negócio veio à tona após reportagem do Intercept Brasil. Conforme revelou o portal, Flávio Bolsonaro chegou a pedir o dobro desse valor ao banqueiro, hoje preso por gestão fraudulenta e estelionato, lavagem de dinheiro, corrupção de servidores públicos, organização criminosa e obstrução da Justiça.

“A história de que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca”, afirmou Eduardo em suas redes sociais. “No meu processo migratório, expliquei às autoridades americanas toda a origem dos meus recursos e não tive qualquer problema”, disse.

Procurado pela reportagem, Eduardo não respondeu como financia seu padrão de vida nos Estados Unidos.

Em outras ocasiões, ele afirmou que se mantém com “renda passiva” e já disse também que recebe dinheiro por meio de cursos que ministra – os cerca de 50 mil dólares que ele disse ter investido no filme Dark Horse, por exemplo, teriam esta origem.

20 viagens em 18 meses
Chama a atenção o volume de dinheiro que Eduardo Bolsonaro vem gastando com viagens dentro e fora dos EUA. Desde fevereiro do ano passado, o ex-deputado federal viajou ao menos 20 vezes, entre compromissos políticos e passeios turísticos.

Para comemorar o primeiro aniversário de Heloísa Bolsonaro após a mudança para os EUA, a família foi para a Disney em junho de 2025. Cinco meses depois, em dezembro, Eduardo Bolsonaro esteve na cidade de Park City, em Utah, destino nas montanhas conhecido internacionalmente por suas estações de esqui. A passagem ocorreu justamente no início da alta temporada de neve na região.

Já em fevereiro deste ano, Eduardo viajou para West Palm Beach, na Flórida, onde o custo diário de acomodação pode ser superior a R$ 1.000.

Durante a Copa do Mundo, ele foi a Miami assistir à partida entre Brasil e Escócia, que ocorreu no dia 24 de junho. Ficou hospedado em um hotel de luxo, que cobra diárias de R$ 16 mil e chega a oferecer pacotes de experiência avaliados em um milhão de dólares, conforme revelou a Revista Fórum.

Mas a maior parte dos deslocamentos do ex-deputado desde que se mudou para os EUA está ligada à sua atuação política. Ao lado de Paulo Figueiredo, Eduardo tem se mobilizado para pressionar o governo norte-americano a impor sanções ao Brasil e a ministros do STF. Juntos, os dois estiveram pelo menos sete vezes em Washington e fizeram outras três viagens a Mar-a-Lago, na Flórida. Paulo frequenta o resort desde 2019 e parece manter sua primeira impressão: “simplesmente lindo!”

Em meados de maio, Eduardo hospedou-se, junto com Paulo, no histórico hotel Willard Intercontinental Washington, quando se reuniram com Trump na Casa Branca. Eduardo e sua turma alugaram os quartos, que têm preço a partir de R$ 1,5 mil por noite, mas podem chegar a custar R$ 50 mil por diária. Eles chegaram a receber, no hotel, a visita de Darren Beattie, assessor sênior de política para o Brasil no Departamento de Estado.

Eduardo Bolsonaro no Willard Hotel, em maio de 2026. Foto: Ken Silverstein / Agência Pública

Eduardo Bolsonaro no Willard Hotel, em maio de 2026. Foto: Ken Silverstein / Agência Pública

A agenda de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo também cruzou as fronteiras norte-americanas, com pelo menos três viagens ao Oriente Médio.

“Pra quem surfa, sabe que isso aqui é o que há de melhor no mundo.” Com uma prancha debaixo do braço, Eduardo Bolsonaro aparece diante da maior piscina de ondas artificiais do mundo, em Abu Dhabi. No vídeo, publicado em 8 de fevereiro, ele também demonstra suas habilidades ao longo de uma sequência de manobras. As imagens foram gravadas no Surf Abu Dhabi, na ilha de Hudayriyat, onde uma sessão de 45 minutos para surfistas de nível intermediário e avançado custa 1,8 mil dirhams dos Emirados Árabes Unidos (AED) US$ 953 — cerca de R$ 2,5 milhões.

Eduardo Bolsonaro com prancha de surfe em Abu Dhabi

Eduardo no Surf Abu Dhabi, na ilha de Hudayriyat

Na ocasião, Eduardo viajava pelo Oriente Médio ao lado do irmão, o senador e então pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, e de Paulo Figueiredo. O trio divulgou encontros com autoridades no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos como parte de sua agenda política na região. Mas, entre um compromisso e outro, as redes sociais também registraram momentos de lazer.Figueiredo, por exemplo, compartilhou avaliações de restaurantes em Dubai, como o CZN Burak Dubai, especializado em culinária turca, onde comeu um dos melhores kebabs da sua vida, além de um ensopado de camarão apimentado. “Divino”, “sobremesa perfeita” estão entre os elogios feitos à casa, cujo preço estimado por pessoa é de R$ 140 a R$ 210. Ele também visitou o Clay Dubai, na marina da cidade, onde se paga entre R$ 560 e R$ 630 por pessoa. “Este lugar não é apenas LINDO, mas tudo o que comemos estava delicioso”, escreveu . Em um restaurante de comida japonesa, reclamou de ter comido um sushi de abacate com salmão por 45 dólares. “ATENÇÃO! Este lugar é uma armadilha para turistas!”, escreveu .


Procurado pela reportagem, Paulo Figueiredo dirigiu ironias e agressões contra a Agência Pública antes de afirmar “Eu me financio através das minhas empresas e não devo satisfação a ninguém”.Em intervalo de 6 meses, Figueiredo comprou mansão de R$ 6,1 milhões e Cybertruck da TeslaOs registros levantados pela reportagem indicam que Paulo Figueiredo também elevou seu padrão de vida no último ano. Em novembro de 2025, conforme revelaram a Agência Pública e o ICL Notícias, o influenciador comprou por 1,2 milhão de dólares — cerca de R$ 6,1 milhões — uma mansão em Clermont, na Flórida. Para fechar o negócio, contratou um financiamento imobiliário de 1 milhão de dólares.

Fotos da casa de Paulo Figueiredo

A propriedade fica em um terreno de 17,5 mil metros quadrados, o equivalente a cerca de dois campos e meio de futebol, e tem 515 metros quadrados de área construída. São dois andares, seis quartos e cinco banheiros, além de salas de estar e de jantar, cozinha gourmet e sala de jogos. Do lado de fora, há piscina de água salgada, jacuzzi para 12 pessoas, varanda, lareira e até uma casa na árvore.

Seis meses depois, em maio de 2026, Figueiredo ampliou a garagem com um Cybertruck 2026, da Tesla, montadora de Elon Musk. O veículo tem valor de mercado estimado em 83 mil dólares, o que equivale a R$ 427,9 mil. O influenciador também possui, desde 2024, uma BMW Série 6 de 2004, hoje avaliada em cerca de 9 mil dólares (aproximadamente R$ 51 mil).

Tesla Cybertruck 2026

A compra da mansão ocorreu apenas um mês depois de Figueiredo informar à Justiça dos Estados Unidos que não tinha recursos para contratar um advogado para representar sua empresa, a International Treasure Group, condenada à revelia. A ação contra a companhia faz parte de um processo de falência que visa recuperar transferências supostamente vinculadas ao esquema de fraude atribuído ao magnata chinês Miles Guo.

A International Treasure Group entrou no processo após receber 140 mil dólares— cerca de R$ 670 mil — por serviços prestados à rede social Gettr entre agosto de 2021 e abril de 2022, segundo a defesa de Figueiredo. Fundada pelo ex-assessor de Donald Trump, Jason Miller, a plataforma tinha Guo como financiador oculto.

A mansão em Clermont não é o único imóvel de Figueiredo na Flórida. Ele também possui uma casa em Weston, colocada à venda em junho deste ano por 1,09 milhão de dólares — cerca de R$ 5,5 milhões —, segundo sites imobiliários americanos. Desde 2016, a propriedade estava registrada em nome da Olive-Fig Tree Real Properties LLC, empresa que também pertence ao influenciador.

Em outubro de 2025, porém, o imóvel de Weston foi transferido para o nome de Figueiredo, segundo documentos do estado da Flórida. No mês seguinte, ele adquiriu a mansão de Clermont.

As movimentações contrastam com declarações feitas pelo próprio Figueiredo sobre sua situação financeira. Em 2024, quando já articulava, nos Estados Unidos, possíveis retaliações contra autoridades brasileiras, ele fez deu seu testemunho em uma audiência no Congresso norte-americano afirmando ser vítima de perseguição do STF e que estava “desempregado, sem minhas redes sociais e suas respectivas monetizações, responsável por sustentar minhas duas filhas americanas de 7 e 8 anos”.

Paulo é cidadão americano, assim como suas filhas, e usa este fato para alardear que tem sido censurado pelo STF – o que embasou diversas ações de aliados no governo e no legislativo norte-americano, como a lei “No Censors in Our shores”, proposto pela deputada republicana Maria Elvira Salazar um mês depois dela ter recebido uma doação de campanha de Paulo no maior valor possível na época (R$ 57 mil), conforme revelou a Pública.

Na Flórida, Paulo frequenta restaurantes renomados e costuma ser bastante crítico quanto à gastronomia. Frequenta estabelecimentos com estrelas Michelin, mas nem sempre sai satisfeito. Por exemplo, em abril, ele foi ao restaurante de culinária asiática fusion Nami, no hotel Lake Nona Wave, em Orlando, onde também se paga, por pessoa, cerca de 500 reais por refeição. “Fiquei muito decepcionado, ainda mais por se tratar de um restaurante com estrela Michelin. As porções são ridiculamente pequenas, não condizendo com o preço cobrado. Pra ser sincero, este é o primeiro lugar com estrela Michelin onde definitivamente não pretendo voltar”.

Em outros restaurantes, ele reclama dos valores pagos por porções pequenas, o que ele diz ser regra em Miami, “restaurantes muito caros com comida mediana”.

Não que ele não tope pagar caro. Há cerca de um ano ele foi com a esposa ao Restaurante MAASS, em Fort Lauderdale, onde pagou “quase 400 dólares” – R$ 2 mil reais – em um menu degustação para duas pessoas. “Mesmo experimentando o menu degustação, nada do que comi foi memorável e me fez querer voltar”, escreveu.


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Atlas/Intel: Pesquisa mostra Lula 10 pontos à frente de Flavio Bolsonaro no 1º turno

Pesquisa AtlasIntel divulgada hoje mostra o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 43,4% das intenções de voto do primeiro turno da eleição presidencial, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 33,7%. Augusto Cury passou de 1,6% para 7,8%.

A pesquisa ouviu 5.014 eleitores, por recrutamento digital aleatório, entre os dias 25 e 30 de agosto. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-07972/2026.

No levantamento anterior, em 29 de julho, Lula aparecia com 44,9%, e Flávio Bolsonaro, 35,8%.

1º turno – estimulada (quando é apresentada lista com nomes dos candidatos)

  • Lula (PT): 43,4%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 33,7%
  • Augusto Cury (Avante): 7,8%
  • Renan Santos (Missão): 7,6%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3,3%
  • Pablo Marçal (PRTB): 1,9%
  • Romeu Zema (Novo): 1%
  • Samara Martins (UP): 0,9%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1%
  • Wilton Grassi (Democrata): 0,1%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 0,1%
  • Não sabe/Não respondeu: 0,2%

2º turno

Lula x Flávio Bolsonaro

  • Lula (PT): 47,1% (era 49,2% em 28/7)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 42,6% (era 42,9%)
  • Branco/Nulo/Não sei: 10,3% (era 7,9%)

Lula x Ronaldo Caiado

  • Lula (PT): 46,6% (era 48,2% em 28/7)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 41% (era 38,9%)
  • Branco/Nulo/Não sei: 12,3% (era 12,9%)

Lula x Romeu Zema

  • Lula (PT): 47% (era 48,6% em 28/7)
  • Romeu Zema (Novo): 40,7% (era 39,6%)
  • Branco/Nulo/Não sei: 12,3% (era 11,8%)

Lula x Renan Santos

  • Lula (PT): 47.5% (era 47,6% em 28/7)
  • Renan Santos (Missão): 26% (era 30,2%)
  • Branco/Nulo/Não sei: 26,6% (er 22,2%)

Evolução das intenções de voto no 2º turno
Lula (PT)

  1. Fevereiro – 46,2%
  2. Março – 46,6%
  3. Abril – 47,5%
  4. Junho – 48,8%
  5. Julho – 49,2%
  6. Agosto – 47,1%

Flávio Bolsonaro (PL)

  • Fevereiro – 46,3%
  • Março – 47,6%
  • Abril – 47,8%
  • Junho – 42,3%
  • Julho – 42,9%
  • Agosto – 42,6%

Branco/Nulo/Não sabe

  • Fevereiro – 7,5%
  • Março – 5,8%
  • Abril – 4,7%
  • Junho – 8,9%
  • Julho – 7,9%
  • Agosto – 10,3%

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BTG/Nexus: Lula beira 50% dos válidos na espontânea e vence em todos os cenários

Lula tem vantagem de 14 pontos sobre Flávio Bolsonaro entre as mulheres. Pesquisa BTG/Nexus traz alerta sobre os que se classificam como “não polarizados”.

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17), um dia após o início oficial da campanha, mostra que Lula com metade dos votos válidos na pesquisa espontânea, quando não são revelados os nomes dos candidatos. O presidente vence também todas as simulações de segundo turno contra os candidatos da direita e Flávio Bolsonaro (PL), seu principal oponente na ultradireita.

Na pesquisa espontânea, Lula é citado por 38%, 9 pontos a mais que Flávio Bolsonaro, lembrado por 29%. Renan Santos (Missão) tem 3%; Ronaldo Caiado (Missão) 2%; e Romeu Zema 1%. Todos os outros somados têm 3%.

Excluindo os 6% que declaram voto nulo ou branco e 17% que não sabem ou não responderam à pesquisa, Lula chega a 49,35% dos votos válidos.

No segundo turno, Lula segue vencendo todos os adversários: 47% a 44% contra Flávio Bolsonaro; 45% a 42% contra Caiado; 46% a 41% contra Zema; e 47% a 36% contra Renan Santos.

Mulheres e não polarizados
Na pesquisa estimulada, quando são mostrados os nomes dos candidatos, Lula têm 41% das intenções de votos e Flávio 36%. Em seguida aparecem: Ronaldo Caiado (PSD) com 5% e Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) com 4% cada. Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) marcam 1%. Os demais não chegam a 1%. Brancos e nulos são 5% e 2% não responderam.

O detalhamento mostra o presidente 14 pontos à frente do filho “01” de Jair Bolsonaro (PL), com Lula com 46% das intenções de votos femininos e Flávio com 32%. Entre os homens, o senador lidera por 41% a 36% no primeiro turno.

No recorte religioso, Lula segue com 12 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro, liderando por 46% a 34%. Flávio está à frente entre os evangélicos, superando o presidente por 49% a 34%.

A BTG/Nexus, no entanto, traz um alerta para a campanha petista entre os eleitores que se classificam como “não polarizados”, que dizem não se alinhar a Lula ou ao bolsonarismo.

Nesse nicho eleitoral há uma situação de empate técnico, com Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula por 32% a 31%. O dado reflete, em parte, a tentativa de Flávio Bolsonaro se desvincular das crises, como o envolvimento com Daniel Vorcaro no escândalo do Master, e o adesão da mídia liberal, que tem promovido ataques contra o presidente.

A Nexus ouviu 2.003 eleitores por telefone entre os dias 14 e 16 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Leia a íntegra da pesquisa BTG/Nexus de 17 de agosto de 2026

*Forum


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CNT/DMA: Lula está a menos de 1%, de vencer no primeiro turno

Nova pesquisa CNT/MDA mostra o presidente à beira de uma marca histórica e inédita nas urnas

Lula está a menos de 1% para ganhar a eleição presidencial logo no primeiro turno. A afirmação pode soar surpreendente à primeira vista, mas é exatamente o que aponta o mais recente levantamento da CNT/MDA, um dos institutos com maior tradição em pesquisas eleitorais no país.

Os números da pesquisa mostram Lula com 42% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 29%. Todos os outros candidatos somam juntos 14,7%, enquanto os brancos e nulos registram 6,8% e os indecisos somam 7,2%.

Quando excluímos os brancos, nulos e indecisos para calcular os votos válidos, o cenário se estreita de forma impressionante. Lula chega a 49,4%. Faltam apenas 0,6% para atingir a marca de 50% mais um voto, o índice necessário para liquidar a fatura logo na primeira etapa do pleito.

Se isso se confirmar, será uma vitória inédita na trajetória política do atual presidente. Nas três ocasiões em que venceu a corrida presidencial ao longo de sua história, Lula precisou disputar o segundo turno — assim como ocorreu na eleição que elegeu sua sucessora, Dilma Rousseff.

O levantamento da MDA também testou um eventual segundo turno, apontando uma vitória relativamente tranquila de Lula, com nove pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro. Embora haja variações entre institutos — com algumas pesquisas projetando margens menores —, a tendência central parece evidente.

O fator decisivo para essa consolidação no primeiro turno será o desempenho de candidaturas como as de Romeu Zema, Ronaldo Caiado e outros nomes que tentam se viabilizar. Se esses palanques não vingarem e os votos se polarizarem ainda mais, o caminho de Lula rumo a uma vitória histórica no primeiro turno deixa de ser apenas uma hipótese de laboratório e passa a ser uma realidade política palpável. Forum.


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Milei pode fazer por Lula o que nenhum cabo eleitoral conseguiria: tirar votos de Flávio Bolsonaro

O apoio de Javier Milei à candidatura de Flávio Bolsonaro pode estar produzindo um efeito político bastante diferente daquele imaginado pelo bolsonarismo. Em vez de fortalecer o filho de Jair Bolsonaro, a associação com o presidente argentino pode estar empurrando parte do eleitorado brasileiro justamente na direção de Luiz Inácio Lula da Silva.

O apoio do presidente argentino Javier Milei à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) eleva para 34% a parcela de brasileiros que diz ter maior chance de votar no presidente Lula (PT), aponta um recorte da pesquisa Genial/Quaest divulgado na semana passada.

Outros 27% dos entrevistados afirmaram que o endosso de Milei aumenta a possibilidade de voto em Flávio Bolsonaro. Para 17%, a manifestação do argentino amplia a chance de escolher um terceiro candidato, fora Lula e o senador do PL.

A informação de que 34% dos brasileiros estariam inclinados a votar em Lula em razão do apoio de Milei a Flávio Bolsonaro, caso confirmada pela pesquisa original, seria um dado politicamente relevante — e revelador. Não porque o eleitor brasileiro esteja necessariamente transformando Lula em uma espécie de candidato “anti-Milei”, mas porque a presença do argentino na disputa pode funcionar como um poderoso fator de rejeição.

Milei não é uma figura neutra no imaginário político brasileiro. Seu governo se tornou símbolo de uma experiência econômica e social que divide opiniões e provoca forte reação fora da Argentina. Ao transformar seu apoio a Flávio Bolsonaro em ativo eleitoral, o candidato do PL corre o risco de importar para a campanha brasileira não apenas o prestígio que Milei conserva entre setores da direita, mas também toda a rejeição que seu nome provoca entre os demais eleitores.

E aí está a contradição.

Flávio Bolsonaro tenta apresentar o apoio de Milei como demonstração de força internacional. Mas, eleitoralmente, apoio estrangeiro não se converte automaticamente em voto. Pelo contrário: dependendo de quem oferece o apoio, pode produzir exatamente o efeito inverso.

As pesquisas eleitorais recentes mostram que a disputa entre Lula e Flávio permanece competitiva, mas com vantagem do atual presidente em diferentes levantamentos. No cenário de primeiro turno da BTG/Nexus, por exemplo, Lula apareceu com 42%, contra 33% de Flávio Bolsonaro; em um eventual segundo turno, o petista marcou 47%, ante 43% do senador.

O dado mais importante, portanto, não é simplesmente saber se Milei apoia Flávio. É saber o que esse apoio produz entre os eleitores que não são bolsonaristas.

Porque o problema de Flávio continua sendo justamente esse: sua dificuldade de ampliar a candidatura para além do núcleo mais fiel ao sobrenome Bolsonaro.

Na convenção nacional do PL, Flávio chegou a afirmar que poderia ser “mais calmo e moderado” que o pai, mas fez questão de reafirmar que carregava o “sangue de Bolsonaro”. A declaração expõe uma contradição central de sua candidatura: ao mesmo tempo em que tenta se apresentar como uma alternativa eleitoralmente mais palatável, continua dependendo da identidade política construída pelo pai.

Agora, ao receber o apoio de Milei, Flávio acrescenta outra camada à sua imagem: a de candidato identificado com uma direita internacional mais radicalizada.

Isso pode agradar a uma parcela do eleitorado. Mas também pode assustar outra parcela.

E é justamente aí que Lula pode se beneficiar.

Se o apoio de Milei efetivamente estiver levando eleitores a declarar voto em Lula, o fenômeno merece ser analisado com atenção. Não seria necessariamente uma adesão entusiasmada ao lulismo, mas uma reação à alternativa apresentada pelo outro lado.

Em eleições polarizadas, isso pode ser decisivo.

O eleitor nem sempre escolhe apenas aquele de quem mais gosta. Muitas vezes, escolhe aquele que considera capaz de impedir a vitória de quem rejeita.

E, nesse cenário, Milei pode estar prestando a Lula um serviço eleitoral involuntário: transformando a candidatura de Flávio Bolsonaro em algo ainda mais associado a um modelo político que parte significativa do eleitorado brasileiro não quer importar.

A ironia é evidente.

O bolsonarismo buscou em Milei uma espécie de selo internacional de legitimidade para Flávio. Mas, se os números realmente confirmarem que esse apoio está levando eleitores para Lula, o argentino poderá acabar funcionando como um dos mais eficientes cabos eleitorais involuntários do adversário.

Em política, símbolos importam.

E talvez o maior erro de Flávio seja imaginar que todo símbolo que fortalece sua base também amplia seu eleitorado.

Não necessariamente. Às vezes, o símbolo que entusiasma os já convertidos é exatamente o que assusta quem ainda precisa ser convencido.


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Pesquisa TMC/Alfa mostra Lula 14 pontos à frente de Flávio Bolsonaro

Pesquisa TMC/Instituto Alfa: Lula tem 43% contra 29% de Flávio no 1º turno e venceria todos no 2º turno

Pesquisa do Instituto Alfa Inteligência encomendado pela TMC (Transamérica Media Company), divulgado nesta sexta-feira (31), mostra o presidente Lula (PT) com 43% das intenções de voto no primeiro turno, contra 29% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de 14 pontos percentuais entre os dois principais candidatos coloca Lula em vantagem, mas a soma dos adversários (47%) ainda supera os números do presidente, o que mantém, em aberto, a chance de vitória logo no primeiro turno.

Nos cenários de segundo turno, o presidente venceria todos os adversários testados: contra Flávio Bolsonaro, tem 48% contra 41% do senador. A pesquisa ouviu 2.700 eleitores entre 23 e 28 de julho, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04488/2026

  • Principais números da pesquisa TMC/Instituto Alfa
    1º turno (estimulado): Lula (PT) 43%, Flávio Bolsonaro (PL) 29%, Ronaldo Caiado (PSD) 7%, Romeu Zema (Novo) 6%, Renan Santos (Missão) 3%, Augusto Cury (Avante) 1%. Brancos/nulos somam 8% e não sabem/não responderam, 2%.
  • Evolução em relação a junho: Lula avançou três pontos percentuais (de 40% para 43%), enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 31% para 29%.
  • 2º turno: Lula venceria Flávio Bolsonaro por 48% a 41%; Ronaldo Caiado por 45% a 40%; Romeu Zema por 46% a 37%; e Renan Santos por 46% a 32%.
  • Aprovação do governo: 47% aprovam a forma de administrar do presidente, contra 51% que desaprovam. Em relação a junho, a aprovação subiu de 42% para 47%, enquanto a desaprovação recuou de 56% para 51%.
  • Cenário de primeiro turno: Lula lidera, mas vitória no 1º turno não está descartada
  • No primeiro turno, Lula aparece com 43% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 29%. O terceiro colocado, Ronaldo Caiado (PSD), tem 7%, e Romeu Zema (Novo) aparece com 6%. Os demais candidatos não alcançam 3% das intenções de voto.

Depois de devassa contra Lula, Lava Jato diz não ter provas contra ele -  Vermelho

O jornalista Fernando Molica, colunista da TMC, destacou que a soma dos adversários de Lula chega a 47%, contra 43% do petista — uma diferença de 4 pontos percentuais que, considerando a margem de erro de 1,8 ponto (3,6 pontos no total), coloca a possibilidade de vitória no primeiro turno dentro do limite estatístico. “A vitória no 1º turno não é uma possibilidade completamente descartada”, afirmou Molica.

Segundo turno: Lula venceria todos os adversários
Nos cenários de segundo turno, o presidente Lula aparece à frente em todas as simulações. Contra Flávio Bolsonaro, o placar é de 48% a 41%. Em uma eventual disputa contra Ronaldo Caiado, Lula venceria por 45% a 40%; contra Romeu Zema, por 46% a 37%; e contra Renan Santos, por 46% a 32%.

Aprovação do governo e recortes regionais
A avaliação do governo Lula apresenta um equilíbrio com leve vantagem da percepção negativa: 47% aprovam a forma de administrar do presidente, enquanto 51% desaprovam. Em relação à pesquisa anterior, houve melhora: a aprovação subiu de 42% para 47%, e a desaprovação caiu de 56% para 51%.

O levantamento revela uma divisão regional acentuada. No Nordeste, 60% aprovam a gestão de Lula, contra 36% de desaprovação. No Norte, a aprovação é de 51%, contra 47% de desaprovação. Já no Centro-Oeste, a desaprovação chega a 64%; no Sul, 60% desaprovam; e no Sudeste, a rejeição também supera a aprovação.

A pesquisa também aponta que 48% dos brasileiros acreditam que a vida das pessoas melhorou nos últimos anos, enquanto 44% avaliam que piorou.

*TVTNews


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Atlas/Intel: Lula amplia vantagem e chega mais forte ao segundo turno contra Flávio Bolsonaro

A mais recente pesquisa AtlasIntel/Bloomberg reforça uma tendência que vem se consolidando ao longo da corrida presidencial: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma vantagem consistente sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Segundo o levantamento divulgado nesta terça-feira, Lula aparece com 49,2% das intenções de voto, contra 42,9% de Flávio Bolsonaro, ampliando ligeiramente a diferença em relação à pesquisa anterior.

Os números mostram que, apesar da forte polarização da disputa, Flávio ainda encontra dificuldades para romper o teto eleitoral e conquistar segmentos decisivos do eleitorado. A vantagem de Lula permanece acima da margem de erro do levantamento, indicando um cenário favorável ao atual presidente neste momento da campanha.

O resultado também sugere que a estratégia de nacionalizar a campanha em torno do legado do bolsonarismo ainda não foi suficiente para reduzir a distância. Nas últimas semanas, Flávio buscou reforçar sua candidatura com apoios internacionais e intensificou o discurso voltado ao eleitorado conservador. Ainda assim, a pesquisa indica que esse movimento não se traduziu em crescimento capaz de ameaçar a liderança de Lula.

Em comparação com levantamentos anteriores da própria AtlasIntel, observa-se estabilidade na intenção de voto de Lula e um crescimento insuficiente de Flávio para alterar o quadro geral. O cenário confirma uma tendência observada desde julho: o presidente preserva uma vantagem confortável na simulação de segundo turno.

Embora a campanha ainda tenha espaço para mudanças, especialmente diante da intensificação da propaganda eleitoral e dos debates, o levantamento reforça que Lula inicia a fase decisiva da disputa em posição mais favorável. Para Flávio Bolsonaro, o desafio passa a ser ampliar seu alcance para além do eleitorado já identificado com o bolsonarismo e reduzir sua rejeição entre os eleitores moderados, condição considerada fundamental para tornar a disputa mais competitiva.

  • Lula (PT): 49,2%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 42,9%
  • Voto nulo/branco/não sei: 7,9%

De acordo com a sondagem, o petista tem vantagem de 6,3 pontos percentuais sobre Flávio. Na pesquisa anterior, realizada no fim de junho, o presidente brasileiro tinha 48,8%, enquanto Flávio pontuava 42,3% — a diferença era de 6,5 pontos percentuais.

O levantamento foi feito entre os dias 22 e 27 de julho, com 5 mil entrevistados. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.


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Lula lidera em 12 estados e Flávio em 7

Cinco estados seguem indefinidos

Levantamentos estaduais mostram maior alcance territorial do presidente, enquanto o Datafolha aponta vantagem de dez pontos para Lula entre as mulheres em eventual segundo turno. Entre os homens, os dois aparecem empatados dentro da margem de erro.

A corrida pela Presidência da República entra em uma fase decisiva com um cenário marcado pela divisão regional e por diferenças importantes entre os segmentos do eleitorado. Levantamento realizado pelo Poder360 a partir das pesquisas mais recentes de cada Unidade da Federação mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, à frente em 12 estados. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, lidera em sete.

Os estados em que Lula aparece na primeira posição concentram aproximadamente 67,13 milhões de eleitores, o equivalente a 42,29% do eleitorado brasileiro. Já as unidades lideradas por Flávio Bolsonaro reúnem 29,42 milhões de votantes, correspondentes a 18,53% do total nacional.

Lula lidera no Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. O resultado evidencia a força do presidente no Nordeste, onde aparece à frente em oito dos nove estados, além de sua vantagem em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, lidera em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Acre. O desempenho mostra maior presença do candidato do PL no Sul, no Centro-Oeste e em parte da Região Norte.

Ronaldo Caiado, do PSD, aparece na liderança apenas em Goiás. O estado reúne cerca de 5,08 milhões de eleitores e representa 3,2% do eleitorado nacional. É a única Unidade da Federação em que um nome fora da polarização entre PT e PL ocupa isoladamente a primeira posição nas pesquisas analisadas.

Cinco estados permanecem sem favorito definido
Espírito Santo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins apresentam empate técnico entre os dois candidatos numericamente mais bem colocados. A indefinição em São Paulo e no Rio de Janeiro ganha especial importância devido ao peso eleitoral desses estados e à necessidade de os candidatos ampliarem suas votações fora de seus redutos tradicionais.

Alagoas e Roraima ficaram fora do levantamento porque não havia pesquisas recentes com íntegra e metodologia disponíveis para consulta no banco de dados da Justiça Eleitoral.

Em dez estados, o candidato que ocupa a liderança aparece com mais de 50% dos votos válidos no cenário local. O dado, porém, não significa que a eleição esteja definida. A escolha do presidente é feita pela soma nacional dos votos válidos, e não pela quantidade de estados conquistados. Para vencer no primeiro turno, uma candidatura precisa alcançar mais da metade dos votos válidos em todo o país.

Datafolha aponta vantagem nacional de Lula
No levantamento nacional mais recente do Datafolha, Lula aparece com 48% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registra 43%. Outros 9% afirmaram que votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos dois, enquanto 1% não soube responder.

No cenário de primeiro turno, Lula tem 40% e Flávio aparece com 32%. Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos, os percentuais ficam em 45% para o presidente e 36% para o senador. Os demais candidatos aparecem com 4% ou menos.

Os números mostram que Lula mantém vantagem nacional, mas ainda abaixo do patamar necessário para encerrar a disputa no primeiro turno. A existência de cinco estados em empate técnico também indica que a distribuição regional dos votos poderá sofrer alterações durante a campanha.

Eleitorado feminino amplia diferença
O principal desequilíbrio entre Lula e Flávio aparece no recorte por gênero. Em um eventual segundo turno, 50% das mulheres dizem que votariam em Lula, enquanto 40% escolheriam Flávio Bolsonaro. A diferença é de dez pontos percentuais.

Entre os homens, o cenário é diferente. Flávio aparece com 46%, enquanto Lula registra 45%. Como a margem de erro desse recorte é de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados no eleitorado masculino.

A resistência também aparece nos índices de rejeição. Metade das mulheres entrevistadas afirmou que não votaria em Flávio de maneira alguma no primeiro turno. A rejeição feminina a Lula é de 44%. No conjunto do eleitorado, Flávio tem rejeição de 48% e Lula, de 46%, diferença que representa empate técnico.

Apesar da desvantagem, Flávio reduziu parte da distância nesse segmento. Em junho, Lula tinha uma vantagem de 15 pontos entre as mulheres no cenário de segundo turno. No levantamento de julho, a diferença caiu para dez pontos. A distância na rejeição feminina também diminuiu de 13 para seis pontos.

Campanhas disputam aproximação com as mulheres
Diante dos números, a campanha de Flávio Bolsonaro passou a priorizar a possibilidade de escolher uma mulher como candidata a vice-presidente. O senador também apresentou o programa Brasil por Elas, com propostas voltadas a creches, conectividade e empreendedorismo feminino, além de ampliar a presença de sua mulher, Fernanda Bolsonaro, em eventos públicos.

Lula também intensificou ações destinadas ao eleitorado feminino, com discursos sobre o combate ao feminicídio, aumento de punições e medidas de proteção às vítimas. Ronaldo Caiado adotou estratégia semelhante ao apresentar propostas direcionadas às mulheres durante a convenção do PSD.

O movimento das campanhas mostra que o voto feminino deverá ocupar uma posição central na disputa. Como as diferenças nacionais permanecem relativamente estreitas, alterações de poucos pontos nesse segmento podem provocar impacto relevante no resultado final.

Pesquisas exigem leitura cuidadosa
O levantamento estadual do Poder360 não é uma única pesquisa nacional. Trata-se de uma compilação dos estudos mais recentes disponíveis em cada estado, realizados por institutos diferentes, em períodos distintos e com metodologias próprias. Por esse motivo, o mapa deve ser interpretado como um retrato da distribuição geográfica das forças políticas, e não como uma projeção direta do resultado nacional.

Já o Datafolha entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em 139 municípios, nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Nos recortes entre homens e mulheres, a margem sobe para três pontos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01166/2026. Diário de SP.


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O estado que humilha Flávio Bolsonaro e Lula vence de lavada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com ampla vantagem a disputa presidencial em Pernambuco, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (28). Lula aparece com 55% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 21%. A diferença entre os dois chega a 34 pontos percentuais no estado natal do presidente.

Na sequência aparecem Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), ambos com 2%. Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 1% cada. Outros candidatos não pontuaram. Os indecisos representam 8% dos entrevistados, enquanto 10% afirmam que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer.

A vantagem de Lula aumenta nas simulações de segundo turno. Contra Flávio Bolsonaro, o petista marca 58%, ante 24% do senador. Em um confronto com Ronaldo Caiado, Lula também aparece com 58%, enquanto o governador de Goiás fica com 16%. Contra Romeu Zema, o presidente alcança 60% e o mineiro, 15%. Já diante de Renan Santos, o placar é de 59% a 15%.

O levantamento mostra ainda que o voto presidencial está bastante consolidado no estado. Para 69% dos pernambucanos entrevistados, a escolha para presidente já é definitiva. Outros 30% afirmam que ainda podem mudar de candidato. Em abril, 44% diziam admitir uma mudança de voto.

A rejeição também evidencia a dificuldade enfrentada por Flávio Bolsonaro em Pernambuco. Segundo a Quaest, 67% dos entrevistados afirmam conhecer o senador e não votar nele, ante 63% na pesquisa anterior. Lula tem rejeição de 37%. Ao mesmo tempo, 61% dos eleitores pernambucanos aprovam o governo federal, enquanto 34% desaprovam.

O cenário presidencial ocorre em meio a uma disputa estadual acirrada. Raquel Lyra (PSD) aparece com 43% das intenções de voto para o governo de Pernambuco e João Campos (PSB), com 37%. Embora o PSD tenha Ronaldo Caiado como candidato ao Planalto, Raquel mantém uma relação próxima com o governo federal e procura destacar parcerias administrativas com Lula. DCM.


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