O presidente Lula lidera em todos os cenários da disputa presidencial de 2026 traçados pela pesquisa Ipsos-Ipec, divulgada nesta terça-feira (9). Este é o primeiro levantamento após o anúncio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à presidência, sendo que ele se equipara aos números do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), outro possível pré-candidato. No entanto, quem tem os melhores resultados contra Lula é Michelle Bolsonaro (PL).
Foram apurados quatro cenários de primeiro turno, em que outros nomes da extrema direita também competem. Lula alcançou 38% das intenções de voto em todos.
Contra o senador, Lula marca os 38% e Flávio 19%. Já Ratinho Júnior (PSD) ficou com 9%; Ronaldo Caiado (União Brasil) 7%; Romeu Zema (Novo) 5%; branco/nulo 17%; não sabem/não responderam 6%.
Na pesquisa em que a disputa é contra o governador de São Paulo, Lula tem 38%; Tarcísio de Freitas (Republicanos) 17%; Ratinho Júnior (PSD) 9%; Ronaldo Caiado (União Brasil) 5%; Romeu Zema (Novo) 5%; além de branco/nulo 19% e não sabem/não responderam 8%.
Estes dois cenários demonstram que o ‘filho 01’ iguala dentro da margem de erro com o resultado de Tarcísio, que é preferido do mercado financeiro. Flávio já deu seu preço para abandonar a candidatura (anistia para Bolsonaro), e a Câmara dos Deputados, por meio do ‘centrão’, adotou a demanda do mercado para evitar que o senador leve a candidatura para frente e já sinalizou com a aprovação do PL da Dosimetria.
Quando o principal adversário de Lula é o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), Lula fica 38% contra 18% do ‘filho 03’. Os demais alcançaram: Ratinho Júnior (PSD) 9%; Ronaldo Caiado (União Brasil) 7%; Romeu Zema (Novo) 5%; branco/nulo 17%; não sabem/não responderam 6%.
Eduardo está nos Estados Unidos, onde tenta impor sanções contra o Brasil por meio do governo dos Estados Unidos. Suas intenções já se mostraram frustradas e agora está sob o risco de ter o mandato cassado por excesso de faltas às sessões da Câmara.
Já o melhor desempenho contra Lula vem da ex-primeira-dama. Lula tem 38%, Michelle 23%, Ratinho Júnior (PSD) 8%; Ronaldo Caiado (União Brasil) 5%; Romeu Zema (Novo) 4%; branco/nulo 16%; não sabem/não responderam 5%.
Entre outros pontos, a pesquisa ainda avaliou se Lula deveria ser reeleito. Embora a maioria indique que ‘não’, este percentual caiu em relação a setembro, enquanto o percentual dos que entendem que Lula deveria ir para um quarto mandato subiu.
Na pesquisa de setembro, 36% indicaram que gostariam que Lula fosse reeleito, valor que agora subiu para 40%. Antes, 62% não queriam a reeleição, valor que agora é de 57%. Os que não sabem ou não responderam eram 3% nas duas avaliações.
O levantamento Ipsos-Ipec foi feito entre 4 e 8 de dezembro em 131 municípios com 2 mil pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
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Desde a privataria, promovida por FHC, a direita jamais voltou ao poder, não de forma democrática. Foi preciso os donos do dinheiro grosso, especuladores, que hoje se confundem com o crime organizado como o PCC, tomarem o poder de assalto, com o luxuoso apoio total da mídia industrial.
O primeiro golpe foi dado em Dilma, com a farsa da pedalada fiscal e, logo em seguida a condenação e prisão de Lula, porcamente arquitetada por Sergio Moro e Bolsonaro para tirá-lo da eleição, como tiraram. O resto, todos sabem.
Com Lula livre, em 2022, deu o de sempre, a parcela mais manipulada, retrógrada ou reacionária da sociedade se mostra inferior à parcela progressista.
Então, se há nisso resiliência, ela se dá no campo progressista, porque do outro lado, o que vem perdendo, está a papa fina da Faria Lima e, consequentemente toda a mídia industrial, enquanto essa fusão de esquerda segura o touro à unha, por motivos óbvios.
Um dado novo, segundo Sakamoto, dentro do universo reacionário, o centrão, que jamais teve força para eleger um presidente da República, mesmo sendo a principal força do Congresso, sequer tem capacidade de enfrentar o próprio Bolsonaro, a quem hoje renegam.
Salkamoto alega que isso deixou a Faria Lima brocha, porque Tarcísio de Freitas não tem sangue próprio, depende da transfusão direta de Bolsonaro na sua corrente sanguínea.
Ainda assim, a coisa seguia o mesmo padrão, considerado tradicional no quadro contemporâneo.
Ou seja, há um claro racha na direita, por isso as bolsas despencaram com a notícia de que Flávio Bolsonaro seria candidado à presidência. Nada ainda foi confirmado, a não ser que, independente do candidato, tudo leva a crer que dará a escrita, que já dura 24 anos com a esquerda vencendo as eleições presidenciais e, desta vez, com Lula, num quarto mandato.
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Claro que tudo ainda está nuito nebuloso, mas Flavio anunciou que é o candidato do seu pai e que, portanto, é o remédio capaz de tirar Bolsonaro da cadeia e ficar elegível em 2030, que oferece a cabeça do filho à forca.
Seria uma espécie de implante de Bolsonaro responsável por um crescimento capaz de superar Lula.
Um troço como esse, não funcionará, mas há um recado claro do próprio Bolsonaro que, além de não ter a genética do filho escolhido, Tarcísio não goza da confiança do Seu Jair da casa 58, do Vivendas da Barra.
Por isso o mercado reagiu tão mal. Tudo indica que há um sincronusmo perfeito entre Tarcísio e a Faria Lima, assim como a Faria Lima está umbilicalmente ligada ao PCC.
Resultado, para os Faria Limers, Bolsonaro está tentando um truque para reduzir a aposta em Tarcísio, usando unm suposto espólio que garante ao candidato de Bolsonaro uma vitória eleitoral sobre Lula em 2026.
Isso é uma loucura, porque Lula atropelou Bolsonaro, mesmo com toda a sua canalhice de usar criminosamente a máquina pública na tentativa desesperada de se reeleger em 2022.
Na verdade, vale para Flavio o que vale para Tarcísio, assim como vale para Bolsonaro, Se o próprio perdeu para Lula, mesmo estando com a máquina pública na mão, imagina agora, numa posição inversa, quando Lula está com a máquina e obtendo resultados excelentes para a economia, sem falar da transferência de renda para os mais pobres, além da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ mil, entre tantas ações que beneficiam o povo brasileiro.
Na realidade, a Faria Lima tinha esperança de Tarcísio vencer e estancar os desdobramentos da Operação Carbono Oculto.
Tudo não passa de especulação. Com o PT e Lula, há uma expansão não só do emprego com o mercado de trabalho muito mais aquecido, a valorização real do salário mínimo, motivo de mais fomento ao consumo com novas contratações tanto da indústria quanto do comércio.
O fato é que o mercado está misturando realidade com desejo, seja com Flavio, seja com Tarcisio, o candidato da direita perderá para Lula.
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Presidente mantém popularidade estável, segundo novo levantamento
Nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (5), aponta que a aprovação ao trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu para 49%, ante 48% no levantamento anterior. A desaprovação segue em 48%, dentro da margem de erro, indicando estabilidade na avaliação pessoal do presidente.
Gestão mantém quadro estável Na avaliação do governo, 32% classificam a gestão como ótima ou boa, 30% a consideram regular e 37% a avaliam como ruim ou péssima — índices praticamente idênticos aos registrados em setembro. Segundo Forum, os números confirmam a estabilidade apontada pelo Datafolha, mas também mostram que a queda observada no início do ano foi superada, com o governo mantendo um patamar mais confortável.
A pesquisa revela ainda que Lula continua apresentando desempenho acima da média entre idosos, pessoas com menor escolaridade, nordestinos e católicos. Entre trabalhadores que ganham entre dois e cinco salários mínimos, houve leve avanço — associado, segundo o instituto, a medidas recentes como a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.
Mesmo sem grandes oscilações no cenário político recente, Lula mantém aprovação pessoal numericamente superior à reprovação e encerra o período com uma base sólida de apoio em setores importantes do eleitorado.
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A divulgação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como o escolhido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para disputar a Presidência em 2026 encontrou um cenário adverso já medido pelo Datafolha. Segundo o levantamento mais recente, realizado entre terça (2) e quinta-feira (4), o primogênito do golpista seria derrotado por Lula (PT) por 51% a 36% em um eventual segundo turno se a eleição ocorresse hoje. O anúncio de sua candidatura só veio na sexta (5), portanto após as entrevistas feitas pelo instituto, publicada pelo DCM.
Outros nomes da direita apresentam desempenho mais competitivo. Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) perderia por 47% a 42%, enquanto Ratinho Jr. (PSD-PR) marcaria 41% contra 47% de Lula, números próximos aos registrados no levantamento anterior, de julho.
Já outros integrantes da família Bolsonaro têm desempenhos semelhantes: Eduardo Bolsonaro passou de 37% para 35% e Michelle Bolsonaro aparece com 39%, frente a 50% de Lula no segundo turno testado.
O Datafolha também simulou um cenário com Jair Bolsonaro, embora sua candidatura seja improvável devido à condenação que o tornou inelegível. Sua desvantagem cresceu: de 47% a 43%, passou a 49% a 40%. O instituto ouviu 2.002 pessoas em 113 municípios, com margem de erro de dois pontos.
No primeiro turno, Lula mantém a dianteira em todos os cenários. Contra Flávio, o petista registra 41%, seguido pelo senador com 18%, Ratinho Jr. com 12%, Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) com 7% e Romeu Zema (Novo-MG) com 6%.
Substituído por Eduardo, o resultado praticamente se repete. Com Michelle como candidata, a direita melhora levemente: 41% para Lula e 24% para a ex-primeira-dama.
A presença de Tarcísio altera mais o panorama: o governador paulista aparece com 23%, ainda distante dos 41% do presidente, mas acima dos demais nomes da direita. As simulações pressupõem múltiplas candidaturas conservadoras e, portanto, grande dispersão de votos, cenário considerado realista por analistas, já que acordos costumam se acertar apenas no segundo turno.
Os índices de rejeição reforçam a dificuldade de candidatos ligados ao bolsonarismo. Jair Bolsonaro aparece com 45%, empatado tecnicamente com Lula, que tem 44%. Flávio registra 38%, Eduardo 37% e Michelle 35%, apesar de nenhum dos três ter disputado a Presidência. Já os governadores têm taxas muito menores: Tarcísio tem 20%, Caiado 18%, Ratinho Jr. e Zema 21%.
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Venezuela sob ataque, Brasil sob ameaça: a escalada de Trump no Caribe é um risco para toda a região
perspectiva de uma desestabilização da Venezuela, já concretamente posta no horizonte pelo ensaio de bloqueio naval que o governo Donald Trump impõe ao país, com navios de guerra e submarinos nas proximidades da costa venezuelana, além de milhares de soldados de prontidão, não é uma questão que diz respeito só à natureza do regime venezuelano, nem unicamente ao futuro dos venezuelanos – ela diz respeito ao futuro de toda a região, e assim deveria ser tratada pelos líderes latino-americanos.
As ações criminosas do governo norte-americano, que até aqui mataram quase uma centena de pessoas no Mar do Caribe, já têm impacto regional, na medida em que servem de ameaça e intimidação não só contra a Venezuela, mas contra todos os países da região, incluindo o Brasil. A atual campanha de desestabilização contra o país se sustenta em dois vetores retóricos: por um lado, a mentirosa tese de que o país seria um “narcoestado”; por outro, o de que seria uma ditadura.
Como demonstram diversos relatórios, inclusive da ONU e do próprio Departamento de Estado dos EUA, a Venezuela não só não é um corredor relevante do narcotráfico – a principal rota de tráfico para os EUA passa pelo Pacífico, não pelo Caribe – como também conseguiu, nos últimos quinze anos, se consolidar como um território livre do cultivo de folha de coca, maconha e processamento de cocaína.
Por outro lado, o uso do manto da “guerra contra as drogas” para encobrir ações militares criminosas e unilaterais por parte dos EUA deveria preocupar os brasileiros: ao contrário de nosso vizinho, o Brasil é uma das principais rotas de tráfico de drogas da América do Sul para a Europa, África e Ásia, e suas organizações criminosas, como o PCC e o CV, têm relações importantes com cartéis internacionais que operam ao menos parcialmente nos EUA.
De fato, cresce a pressão por parte dos EUA para que o Brasil classifique suas organizações criminosas como organizações terroristas, e há um projeto de lei (PL 1283/2025) no Congresso para expandir a conceituação de “terrorismo” na lei brasileira, incluindo nela a atuação de organizações criminosas e milícias privadas – o que ampliaria o espaço para o intervencionismo norte-americano em nosso país. Se a Venezuela, um país de pouca relevância no narcotráfico global, pode ser atacada sob a desculpa do combate ao narcotráfico, por que não poderia também o Brasil, que tem organizações criminosas muito mais relevantes a nível global que seu vizinho?
Além disso, os últimos meses demonstraram aos brasileiros, de forma inédita desde o golpe de 1964, tanto como o imperialismo utiliza a “democracia” para seus impulsos intervencionistas como o quanto a extrema-direita está disposta a aliar-se objetivamente aos interesses imperialistas nas suas disputas pelo poder interno – mesmo quando isso signifique tomar postura abertamente antinacional. Nesse sentido, sim, descobrimos que o Brasil “se tornou uma Venezuela” – não pela natureza do governo, mas pela natureza de sua oposição.
A atuação bolsonarista nos Estados Unidos por sanções e tarifas contra o Brasil e a adoção dessas medidas pelo governo norte-americano, buscando pressionar o governo brasileiro e o STF, foram uma constante por parte da oposição venezuelana nos últimos anos. Assim como os bolsonaristas atuaram nos últimos meses, junto ao governo Trump, pela aplicação de tarifas contra o Brasil, também fez a Assembleia Nacional opositora na Venezuela em 2016: em 23 de outubro daquele ano, declarando-se “em rebelião” contra o governo, o Poder Legislativo do país oficialmente fez um pedido a todos os organismos internacionais para que aplicassem sanções contra o próprio país.
É como se a infame campanha por tarifas contra o Brasil por parte de Eduardo Bolsonaro nos EUA não fosse uma campanha de um deputado, mas do Congresso brasileiro inteiro. Nunca é demais recordar que os efeitos das sanções não são focalizados nos líderes que elas em tese buscam atingir: um estudo da respeitada revista acadêmica The Lancet calculou em 38 milhões o número de mortos por sanções norte-americanas e europeias entre 1970 e 2021; também publicado na The Lancet, um outro estudo aponta que as sanções matam aproximadamente 564 mil pessoas por ano no mundo todo; e na Venezuela, somente entre 2017 e 2018, elas podem ter matado 40 mil pessoas. É dizer: Venezuela e Brasil têm em comum o fato de se enfrentarem com uma extrema-direita disposta a aliar-se ao imperialismo para matar seu povo.
Chama à atenção também como a crise de poderes na Venezuela em 2016, com a disputa entre Executivo, Judiciário e a Assembleia Nacional, é semelhante à recente crise de poderes no Brasil em torno do tema da anistia: como escrevia Monica Yanakiew então, “a nova Assembleia Nacional, de maioria opositora, aprovou uma lei de anistia e reconciliação nacional para libertar mais de 100 de seus líderes acusados de conspirar contra o governo ou incentivar a violência.
Maduro não só vetou a lei, como afirmou que o Parlamento carece de legitimidade porque desacatou uma ordem do Supremo Tribunal. O conflito de Poderes se deu quando três deputados oposicionistas, cuja eleição foi questionada pela Justiça, tomaram posse – apesar de a Justiça ter decidido o contrário. A oposição acusa o Judiciário de estar a serviço de Maduro e considera que a suspensão do referendo revogatório foi uma manobra para adiar a sua realização.” Hoje, os Estados Unidos, citando “preocupações com a democracia e a liberdade”, impõem tarifas ao Brasil, em conluio com a extrema-direita nativa, que as solicita. Se Trump pode movimentar navios de guerra e autorizar operações da CIA contra a Venezuela sob a fachada da defesa da democracia, porque não poderia fazê-lo também contra o Brasil? Mais importante do que dizer que os EUA mentem, seja sob a desculpa de “combater o narcotráfico e o terrorismo”, seja sob a fachada da defesa da democracia, é reconhecer que podem mentir sobre qualquer um.
Mas há mais razões pelas quais um ataque de Trump contra a Venezuela afetaria o Brasil. Qualquer ação militar contra a Venezuela imediatamente tensionaria os 2,2 mil km de fronteiras de nossos países, nos estados de Roraima e Amazonas – para que se tenha dimensão, trata-se de uma fronteira maior que a que separa Rússia e Ucrânia, de 1,9 mil km. A possibilidade de eventuais combates na proximidade das fronteiras dos países e especialmente o quase certo aumento do fluxo migratório obrigariam um reforço da presença militar brasileira na região – imaginar uma eventual operação de Garantia da Lei e da Ordem em tal cenário, e um fortalecimento da tutela dos militares frente ao governo, sempre auxiliada pelo atual ministro da Defesa, José Múcio, não é absurdo.
Na medida em que a guerra se instaurasse no país vizinho e a importância e peso das Forças Armadas aumentasse repentinamente na cena política brasileira, estaria desfeito todo o esforço do governo Lula, desde que tomou posse, para cozinhar a questão militar em banho-maria; ao mesmo tempo, o fato de não ter avançado nenhuma reforma relevante nas Forças Armadas restringiria, neste cenário, as opções estratégicas do próprio governo quanto a como atuar frente à agressão americana. Ou por acaso é lícito supor que os militares brasileiros aceitariam tranquilamente, por exemplo, reforçar as linhas logísticas de uma Venezuela sob ataque norte-americano, se esta fosse a decisão do presidente?
É provável ainda que uma agressão à Venezuela levasse a um cenário de guerra prolongada ou de guerra civil no país, tornando a necessidade de reforçar a presença militar do lado brasileiro mais perene.
O elemento mais importante da Defesa venezuelana do ponto de vista estratégico é a Milícia Nacional Bolivariana (MNB), braço de reserva e não-convencional integrado aos outros componentes da Força Armada Nacional Bolivariana, mas relativamente autônomo. Formada por voluntários, reservistas e civis, a MNB é voltada para o combate irregular num cenário de agressão ao país; é o componente responsável por tornar cada cidadão um possível combatente.
Como escreveu Euclides Vasconcelos nesta Revista Opera, “são grupos pequenos e destinados a funções concentradas, como a defesa de uma fábrica ou estrada de importância estratégica ou ainda, se necessário for, a destruição desta mesma fábrica ou estrada para evitar que caiam em mãos inimigas. Esse caráter concentrado equivale à noção de ‘vespeiro’ onde a população em armas é a responsável por importunar as forças inimigas onde quer que elas estejam. Assim, mesmo que as forças armadas do país sejam derrotadas, o processo de ocupação inimiga será por demais custoso.”
Em agosto, o presidente venezuelano Nicolás Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de tropas na MNB. O site venezuelano TalCual estimou o contingente em 700 mil; a CIA, entre 200 e 225 mil. Independentemente de qual seja a cifra real, estamos falando de centenas de milhares de venezuelanos comuns, dispostos e com preparo prévio para atuar no apoio às forças convencionais, como forças guerrilheiras ou clandestinamente em ações de sabotagem, assassinatos, atentados, etc.:
Significa dizer que qualquer um que busque ocupar militarmente o terreno venezuelano haverá de supor que sua retaguarda virtualmente está sempre prejudicada; que o inimigo pode ser qualquer um; o taxista, a aposentada, a camponesa, o indígena. Em resumo, a Milícia Nacional Bolivariana é quase uma garantia de que uma agressão em terra seria confrontada por uma guerra irregular de caráter prolongado. E mesmo que alcançasse o objetivo de implodir rapidamente o centro de poder do país, a perspectiva de uma guerra civil, possivelmente envolvendo grupos militares diversos, não seria tampouco descartável.
A probabilidade da instauração de um desses cenários impõe, a partir do campo militar, um provável esgotamento dos objetivos políticos de uma agressão à Venezuela – isto é, a exploração de suas reservas de petróleo, as maiores do mundo, estimadas em cerca de 303 bilhões de barris –, na medida em que a estabilidade da produção e especialmente do escoamento da commodity estaria ameaçada. O Cinturão de Orinoco, onde o grosso da reserva de petróleo venezuelano está localizada, cobre uma área de 55 mil quilômetros quadrados, se estendendo por quatro estados venezuelanos, com uma área produtiva disposta em 11,5 mil quilômetros quadrados. Por sua vez, a menor distância entre o campo e a costa caribenha em linha reta se estende por cerca de 140-160 quilômetros, oferecendo amplas oportunidades para ações de sabotagem.
Mapa do Norte da Venezuela, mostrando a Faixa Petrolífera do Orinoco (em vermelho) e suas quatro principais áreas: Machete, Zuata, Hamaca e Cerro Negro. (Fonte: Definition of a 3D Integrated Geological Model in a Complex and Extensive Heavy Oil Field, Oficina Formation, Faja de Orinoco, Venezuela – Jean-Paul Bellorini, Jhonny E. Casas, Patrick Gilly, Philippe Jannes, Paul Matthews, David Soubeyrand e Juan Carlos Ustariz)
O Brasil como mediador Não parece casuístico que a “química” entre Trump e Lula tenha surgido no mesmo momento em que as operações norte-americanas no Caribe avançavam, nem que Trump tenha reduzido as tarifas contra o Brasil ao mesmo tempo em que desloca o maior porta-aviões do mundo para o Caribe: a irresistível “química” parece ter outro nome; Venezuela. O ataque tarifário ao Brasil e o ensaio de cerco naval à Venezuela se coadunam em dois sentidos: num deles, os ataques ao vizinho relembram ao Brasil tarifado até onde os EUA podem ir, estimulando que o governo Lula se disponha à negociação; no outro, as tarifas servem de alavanca para que o Brasil adote uma postura mais amigável a Washington na questão venezuelana, com a retirada das tarifas servindo como estímulo.
Durante os governos Bush (2001-2009) e os dois primeiros mandatos de Lula (2002-2010), o Brasil se posicionou como um mediador nas relações entre EUA e Venezuela, buscando – e em boa medida conseguindo – restringir as tensões entre os países. Efetivamente, a diplomacia brasileira usava as posições antiimperialistas venezuelanas e seu ensejo integracionista, que avançava na forma de parceria com países latino-americanos, especialmente no Caribe e na América Central, como forma de se credenciar com os EUA como um parceiro alternativo na região – o que incluiu algum nível de coordenação do Brasil com os EUA sobre a Venezuela, com o Brasil atuando por vezes como garoto de recados de Washington. Lula manteve boas relações comerciais e diplomáticas com Chávez, mas buscou também se diferenciar e superar a influência do líder bolivariano na região, e houve episódios de tensão entre os países: como nas críticas venezuelanas às parcerias Brasil-EUA em torno do etanol e a convocação do embaixador venezuelano após Chávez criticar o Congresso brasileiro.
Hoje, o espaço para a mediação é muito menor. Não só pelas “tensões” já envolverem ações militares e a promessa de uma intervenção direta, mas também porque o Brasil, no terceiro mandato de Lula, vem fustigando a Venezuela com recorrência, como se viu na posição adotada pelo governo após as eleições venezuelanas e no veto à entrada do país no BRICS. Assim, qualquer mediação brasileira deverá ser vista pela Venezuela com um pé atrás, e com razão: o Brasil adotou tais posições, afinal, sem as pressões de Trump; que estaria disposto a fazer sob elas?
Ao fim, seja qual forma ele termine por tomar, o ataque à Venezuela é um ataque ao Brasil, não só na medida em que é uma demonstração do que o império poderia fazer contra nós, mas também na medida em que nos influencia direta e gravemente – inclusive com efeitos na cena política interna do Brasil.
O governo Lula até pode buscar agir como mediador, mas mesmo isso exige tomar uma postura clara de solidariedade prática com a Venezuela – o país agredido unilateralmente por Trump, não o agressor – e contra o intervencionismo que, afinal, também atinge o Brasil. Qualquer afabilidade com uma agressão imperialista a qualquer país da região, além de ser vista como a traição que efetivamente seria por todos os outros países, na prática estimulará o intervencionismo trumpista também contra o Brasil, quando o momento lhe convir.
*Pedro Marin/Opera Mundi
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O relatório “Desafios de Inteligência – Edição 2026”, produzido pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência), alerta que o avanço do crime organizado transnacional, combinado as fragilidades institucionais e interferência externa, ameaça a autonomia política da América Latina. O documento afirma que essas vulnerabilidades podem ser usadas como justificativa para intervenções sob o argumento de combater o “narcoterrorismo”.
A agência aponta que sua função é assessorar o presidente com informações estratégicas em áreas como fronteiras, terrorismo e narcotráfico. “A região enfrenta pressões por alinhamentos e está exposta à interferência de potências estrangeiras, que exploram fragilidades internas — como dissidências políticas e o avanço do crime organizado — sob pretextos securitários (como o ‘narcoterrorismo’) para minar a soberania e a autodeterminação política”.
Segundo a coluna de Paulo Cappelli no Metrópoles, embora o texto não cite Venezuela ou Estados Unidos, a Abin manifestou ao Planalto preocupação com movimentos de Washington. A Polícia Federal compartilhou avaliação semelhante com o presidente Lula.
Para integrantes da cúpula da PF, há supostos interesses financeiros dos EUA por trás de ofensivas militares recentes na região. A Abin relaciona esse cenário a episódios em que tensões internas se sobrepõem a disputas por recursos estratégicos e ao aumento de pressões políticas, econômicas e militares de potências estrangeiras sobre governos que buscam autonomia.
Nos últimos meses, os EUA realizaram bombardeios no Caribe contra embarcações atribuídas ao narcotráfico e elevaram o tom contra a Venezuela. O presidente Donald Trump afirmou que ataques terrestres podem ocorrer “muito em breve”, citando críticas ao regime de Nicolás Maduro e ao que chama de “narcoterrorismo”.
A Abin acredita que maior integração regional ajudaria a reduzir vulnerabilidades e equilibrar forças diante de potências externas.
O relatório alerta ainda para o risco de militarização indireta da Amazônia. De acordo com o DCM, a agência aponta que argumentos ambientais podem ser usados como pretexto para intervenções, sobretudo em áreas sensíveis e ricas em recursos naturais. Esse movimento, segundo o documento, amplia preocupações sobre soberania territorial.
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Presidentes discutiram taxação, sanções e cooperação no combate ao crime organizado; segundo o republicano, ‘muita coisa boa resultará da parceria recém-formada’
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quarta-feira (03/12) que espera “boas notícias” sobre o tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros, um dia depois que realizou uma conversa telefônica com seu homólogo norte-americano Donald Trump. A posição foi dada em entrevista à TV Verdes Mares, de Fortaleza, onde cumpre uma visita oficial.
“Eu conversei seriamente com o presidente Trump sobre a necessidade do fortalecimento das duas maiores democracias do Ocidente, Brasil e Estados Unidos”, disse o mandatário, acrescentando otimismo quanto ao possível fim da medida. “Não tem sentido essa taxação, e eu disse para ele que é importante rever isso”.
Em relação à possibilidade de novos anúncios sobre eliminação de produtos taxados, Lula disse que “muita coisa vai acontecer”. “Você está vendo o meu sorriso de Mona Lisa, é porque estou convencido de que vão acontecer boas novidades”, afirmou.
Na terça-feira (02/12), Lula conversou com o republicano por cerca de 40 minutos, conforme o comunicado emitido pelo Planalto, no contexto da reaproximação entre os dois países após o tarifaço anunciado em julho por Washington.
“Da mesma forma que o povo brasileiro teve uma notícia ruim quando o presidente Trump anunciou a taxação, eu acho que está perto de a gente ouvir uma notícia boa, além de tirar alguns produtos nossos da taxação, o que ele fez”, apontou.
*Opera Mundi
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A primeira pergunta a ser feita é, quem é Alcolumbre na fila do pão diante da magnitude política de Lula, que teve mais de 60 milhões de votos para presidente da República com um senador, que teve míseros 196 mil votos e foi eleito presidente do Senado com 73 votos para tentar colocar a faca na nuca de Lula e sequestrar o governo federal?
Alcolumbre trata a presidência do Snado como uma empresa privada, onde tenta utiizar o cargo para fazer negócios vis, puerís, indecentes. Ou seja, a cadeira da presidência do Senado, para Alcolumbre, é multiuso.
Assim, vai tentando mastigar nacos de poder dentro do executivo para formar seu próprio exército de interesses que, ao fim e ao cabo, usa contra a sociedade brasileira.
Essa é a fórmula de “sucesso” com a qual Alcolumbre resolveu tocar sua presidência no Senado, para aumentar seu peso político e sucessivamente alçar mais degraus de poder.
Não há qualquer vestígio de interesse público nisso, basta ele botar na mesa todos os espaços dentro do Estado que conquistou para seus aiados e a ampliação do seu leque de poder. Nada tem a ver com interesse público, com a vida de um mísero brasileiro que não seja exclusivamente seu apadrinhado.
O Brasil não melhora milímetro com esse fisiologismo tóxico, brutalmente criado para alterar o peso político do presidente de uma das casas do Congresso que se acha maior do que ele próprio.
Não há qualquer conteúdo democrático nessa prática criminosa de uso da presidência do Senado para fins privados desse tipo de política baixa, digna de ratos que se movem no escuro do esgoto.
Porém, há nisso uma grande vantagem, a exposição do esperto que, por si só, delata o tipo de prática que já lhe rendeu muitos frutos
Hoje, Alcolumbre está bem mais despido de sua “roupa de rei” do que antes de tentar impor a Lula limites para o direito constitucional do presidente da República de escolher ministros para o STF.
Esse tipo de bolsonarismo tardio de Alcolubre só tem revelado à sociedade quem de fato é o senador por trás da figura da presidência do Senado.
Junto a essa revelação, vem um cheiro de podre que costuma acompanhar os piores crápulas da história do Brasil.
E é bom que se diga que ninguém precisa fazer propaganda negativa de Alcolumbre, sua autodestruição, avalisada por sua arrogância e prepotência, não o deixa enxergar o que o povo brasileiro enxerga sobre o seu caráter.
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Em cadeia de rádio e TV, o presidente disse que há pessoas que ganham 10, 20, 100 vezes mais do que 99% do povo brasileiro, e que vai contribuir com 10% do imposto sobre a renda para dar um alívio às famílias
Em pronunciamento na cadeia nacional de rádio e TV neste domingo (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que isenção do Imposto de Renda para os trabalhadores que ganham até R$ 5 mil vai atacar os “privilégios de uma pequena elite financeira” e ajudará o Brasil a avançar na justiça tributária.
Com zero do IR, o presidente disse que uma pessoa com salário de R$ 4,8 mil pode fazer uma economia de R$ 4 mil em um ano, ou seja, quase 14º salário.
“E o mais importante: a compensação não virá de cortes na educação ou na saúde, mas da taxação dos super-ricos, que ganham mais de R$ 1 milhão por ano e hoje não pagam nada ou quase nada de imposto. Estamos falando de 0,1% da população”, disse
Lula lembra que há pessoas no Brasil que ganham 10, 20, 100 vezes mais do que 99% do povo brasileiro, e que vai contribuir com 10% do imposto sobre a renda para dar um alívio às famílias que trabalham, lutam e movem este país
Leia mais: Lula destacará isenção do IR em cadeia de rádio e tevê neste domingo
“140 mil super-ricos pagando um pouco mais para que muitos milhões de brasileiros e brasileiras deixem de pagar”, justifica.
O presidente observa ainda que mais do que uma correção da tabela do imposto de renda, a nova lei ataca a principal causa da desigualdade no Brasil, a chamada injustiça tributária.
“Ao longo de 500 anos de história, a elite brasileira acumulou mais e mais privilégios, que foram passados de geração em geração, até chegar aos dias de hoje. Entre os muitos privilégios, talvez o mais vergonhoso seja o de pagar menos Imposto de Renda do que a classe média e os trabalhadores”, diz.
Lula ainda deu exemplo: “Quem mora em mansão, tem dinheiro no exterior, coleciona carros importados, jato particulares e jet-sky paga dez vezes menos do que uma professora, um policial ou uma enfermeira. Imagina uma pessoa lutar para ter uma moradia digna, andar de ônibus, se esforçar para comprar um carro e pagar dez vezes
De acordo com ele, a Receita Federal calcula que, no próximo ano, o dinheiro extra nas mãos do povo brasileiro deve injetar R$ 28 bilhões na economia. “Um estímulo extraordinário para o comércio, para a indústria, o setor de serviços e o empreendedorismo, que vai gerar mais empregos, mais oportunidades e mais renda. O país inteiro vai ser beneficiado”, revela.
Programas sociais
Lula ainda destacou os avanços dos programas sociais. “Fortalecemos o Bolsa Família. Criamos o Pé-de-Meia. Reajustamos o valor da alimentação escolar. Abrimos as portas das universidades para a juventude negra, indígena e das periferias. Aumentamos o Plano Safra e os recursos para a agricultura familiar. Criamos o programa Luz do Povo, que zera ou reduz a conta de luz das famílias mais necessitadas. E lançamos o Gás do Povo, porque não é justo que as famílias que mais precisam paguem até 10% do salário mínimo por um botijão de gás”.
Desse modo, o presidente diz que o Brasil vem reduzindo as desigualdades socias. “Graças a essas e outras políticas, a desigualdade no Brasil é hoje a menor da história. Mesmo assim, o Brasil continua a ser um dos países mais desiguais do mundo. O,1% mais rico acumula 63% da riqueza do país. Enquanto a metade mais pobre da população detém apenas 2% da riqueza. É riqueza demais concentrada nas mãos de uma pequena parcela de super-ricos”, critica.
Por fim, considera a mudança no Imposto de Renda um passo decisivo para transformar essa realidade, mas é apenas o primeiro. “Podem ter certeza de que não vamos parar por aí. O que nós queremos é que a população brasileira tenha direito à riqueza que produz com o suor do seu trabalho”. Vermelho.
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