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Lula gabaritou na PEC da Segurança

Hoje (03/11) o Senado aprovou em 2 turnos — 73 e 75 votos, zero contra.

O que é:

  • SUSP vira regra constitucional. União coordena, estados e municípios executam.
  • PF e PRF ganham mais poderes. Fundo nacional passa a repassar 50% obrigatório pros estados. Fim de regime brando pra chefe de facção.
  • Abre caminho pro *Ministério da Segurança Pública*.

Como gabaritou:
Oposição tentou colar redução da maioridade (14 e 16 anos) na PEC. Governo articulou o *fatiamento*: aprovou a PEC limpa e mandou a maioridade pra outra PEC separada. Evitou voltar pra Câmara e garantiu a promulgação.

Lema novo: “Para o povo trabalhador, proteção; para o bandido, prisão”.


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Vídeo: A diferença entre o palpite de Tarcísio de Freitas e a precisão de Rafael Fonteles sobre o resultado da eleição

Tarcísio de Freitas, governador de SP (Republicanos) que chegou a afirmar que diploma não vale nada, resolveu colocar sua conta de comédia a serviço de uma aposta eleitoral com um cálculo estapafúrdio em que Flávio Bolsonaro venceria Lula por 53% a 47%. Uma previsão que revela muito sobre o ambiente político em que se movimentava e sobre a distância entre a bolha bolsonarista e a realidade brasileira.

Do outro lado, Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí (PT) com a maior votação do Brasil, um matemático,  com menos de 2% das urnas apuradas, cravou que Lula estava eleito. Não era uma aposta baseada em torcida ou em bravatas de ocasião, mas uma leitura política e matemática do cenário que se desenhava nas urnas.

O contraste é emblemático: de um lado, a confiança performática de quem transforma desejo em prognóstico; do outro, um grande matemático e a percepção de quem acompanhava o movimento real da eleição.

Tarcísio apostou nos números que gostaria de ver. Fonteles enxergou o que estava acontecendo.

No fim, a urna não se curva a bravatas, pesquisas de conveniência ou apostas de ocasião. A realidade eleitoral tem uma característica implacável: não aceita ser substituída pela fantasia de quem acredita na própria propaganda.


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Lula impôs duas derrotas consecutivas ao fascismo paratatá

Ao fim e ao cabo, Lula impôs duas derrotas consecutivas ao fascismo paratatá. Bolsonaro perdeu duas eleições seguidas para Lula e assistiu, impotente, ao projeto político que construiu em torno do ódio, da mentira e da perseguição ser derrotado nas urnas.

A história reservou a Bolsonaro uma ironia difícil de engolir: depois de transformar Lula em seu principal adversário, passou a vida política tentando derrotá-lo e terminou acumulando duas derrotas consecutivas para o mesmo homem. Não conseguiu dar o troco, não conseguiu reverter o resultado e tampouco conseguiu impedir que Lula seguisse ocupando o centro da política brasileira.

O bolsonarismo apostou na intimidação, no ressentimento, na desinformação e na destruição dos adversários. Acreditou que o ódio seria uma força eleitoral inesgotável. Mas encontrou um limite nas urnas.

Bolsonaro queria entrar para a história como o homem que derrotou Lula. Acabou marcado como aquele que perdeu duas vezes para ele. E, dessa vez, não haverá revanche eleitoral. A conta chegou, e a história não costuma oferecer prorrogação para quem se recusa a aprender com as próprias derrotas.

Dois fatos inéditos nas duas vitórias de Lula sobre Bolsonaro: Bolsonaro é o primeiro presidente da Repúbica a não se reeleger ao perder para Lula. Lula, por sua vez, inaugurou uma virada histórica no segundo turno.


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A direita perdeu a eleição porque acreditou nas próprias mentiras

A direita perdeu a eleição para a Presidência da República por inúmeros motivos. Mas o principal deles foi acreditar nas próprias mentiras, a começar pelo candidato.

De tanto fabricar narrativas, distorcer fatos e alimentar uma realidade paralela, acabou prisioneira do próprio discurso. Passou a confundir propaganda com realidade, barulho nas redes sociais com apoio popular e ataques sistemáticos a Lula com capacidade de apresentar alguma alternativa concreta ao país.

Acreditou que bastava demonizar Lula, transformar o PT em inimigo permanente, espalhar desinformação e apostar no desgaste das instituições para conquistar o poder. Imaginou que o eleitorado brasileiro continuaria refém do medo, do ressentimento e do ódio. Não percebeu que a política não se resume ao universo fechado das redes sociais, nem que repetir uma mentira milhares de vezes a transforma em verdade.

O problema da direita foi também a incapacidade de olhar para o Brasil real. Enquanto se dedicava a alimentar guerras ideológicas, esqueceu-se de discutir o país, suas desigualdades, seus desafios e as necessidades concretas da população. Apostou na força dos algoritmos, na proteção de setores da mídia, no poder econômico e na repetição de velhos slogans, como se tudo isso pudesse substituir um projeto nacional.

Foi uma sucessão de erros políticos, mas havia um erro maior por trás de todos eles: a convicção de que sua própria versão dos acontecimentos era a única realidade possível. Cercada por bajuladores, comentaristas que reproduziam suas certezas e militantes incapazes de questionar a própria bolha, a direita perdeu a capacidade de perceber o que acontecia fora dela.

E quando a realidade bateu à porta, não havia narrativa capaz de salvá-la.

A direita não pode culpar apenas seus adversários pelo resultado. Foi derrotada também pela arrogância, pela desconexão com o país e pela incapacidade de distinguir seus desejos dos fatos. Acreditou tanto nas próprias mentiras que deixou de enxergar a realidade. E a realidade, como se viu, não costuma perdoar quem insiste em ignorá-la.

No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho.


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Trump recua diante da dimensão internacional da vitória de Lula e abandona o golpismo bolsonarista

Percebendo que, no cenário internacional, ficou pequeno diante da dimensão política alcançada por Lula, Trump parece ter entendido que alimentar o golpismo de Flávio Bolsonaro seria apostar em uma aventura de alto custo e retorno incerto. Diante de uma força política que ultrapassou as fronteiras brasileiras, o presidente norte-americano teria preferido não atiçar as pulgas magras do bolsonarismo, cada vez mais confrontadas com a dimensão internacional que a vitória de Lula representa.

O que está em jogo vai muito além de uma disputa eleitoral brasileira. É o significado político de uma vitória conquistada em meio à pressão de adversários nacionais e internacionais, de setores da extrema direita e de poderosos interesses econômicos e midiáticos. Uma vitória que, na interpretação de seus apoiadores, reafirma a capacidade de Lula de ocupar um lugar central no debate mundial, contrariando aqueles que apostaram no isolamento de seu governo e na força de seus adversários.

No futuro, a documentação histórica permitirá dimensionar melhor o impacto desse confronto sobre a imagem internacional de Lula. Será possível investigar como se articularam os interesses, as pressões e as estratégias de seus adversários e até que ponto o resultado eleitoral alterou o cálculo político de lideranças estrangeiras que apostaram no fortalecimento da direita brasileira.

Para compreender a dimensão desse embate, é preciso colocar no mesmo balaio político, ainda que com responsabilidades e atuações distintas, Donald Trump, Benjamin Netanyahu, Jair Bolsonaro, Javier Milei, Marco Rubio, a Meta, as grandes empresas de tecnologia, as bets e os setores econômicos e midiáticos que se opõem ao projeto político de Lula.

Não se trata de afirmar que todos atuaram de maneira coordenada, mas de reconhecer que a disputa brasileira está inserida em um cenário internacional marcado pelo avanço de movimentos de extrema direita, pela influência das plataformas digitais e pelo poder dos grandes interesses econômicos sobre o debate público.

É justamente nesse contexto que a vitória de Lula ganha significado para seus apoiadores: ela representa a sobrevivência de um projeto político que enfrentou adversários poderosos e manteve capacidade de mobilização dentro e fora do Brasil.

A euforia internacional em torno desse resultado, onde efetivamente se manifestou, merece ser compreendida para além da celebração imediata. O tempo, os documentos e os fatos revelarão o alcance dessa disputa e o lugar que ela ocupará na história política contemporânea.

Porque uma eleição não termina na apuração das urnas. Seus efeitos continuam nas relações internacionais, nos cálculos dos governos, nas estratégias dos grupos econômicos e na disputa pela interpretação da história.


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Política

Lula bate próprio recorde e se torna o presidente mais votado da história

A marca anterior pertencia ao próprio presidente, quando recebeu 60,3 milhões votos nas eleições de segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL), em 2022

Reeleito neste domingo (25) para seu quarto mandato com 64,25 milhões de votos (51,79%), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) supera as suas próprias marcas e se consagra como o presidente mais votado da história da República brasileira.

A marca histórica anterior pertencia ao próprio Lula, quando recebeu 60,34 milhões votos nas eleições de segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL), em 2022.

Em relação a essa última eleição, o presidente recebeu mais de 3,9 milhões de votos diante da expansão do eleitorado brasileiro, que subiu de 156,4 milhões para 158 milhões de eleitores aptos a votar em 2026.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) obteve 56,10 milhões votos (47,03%) contra 53,87 milhões de votos (45,16%) de Lula.

Na votação final, o presidente somou mais de 10,3 milhões de votos adicionais, o que reverteu a vantagem do adversário.

Também foi a primeira vez, desde a instituição do sistema de dois turnos (1989), que um candidato que terminou o turno em segundo lugar conquistou a Presidência.

Na comparação entre as duas eleições, o presidente também dobrou sua margem de vitória.

Em 2022, venceu Bolsonaro por diferença de 2,13 milhões de votos (1,8 ponto percentual), ao passo que, em 2026, a diferença sobre o filho 01 do ex-presidente superou os 4,5 milhões de votos (3,5 pontos percentuais).

Em termos percentuais, o maior desempenho de Lula permanece sendo o de 2002 (61,27% contra José Serra) e o de 2006 (60,83% contra Geraldo Alckmin, seu atual vice).

Lista das votações presidenciais:

2026 — Lula (PT): 64,2 milhões de votos
2022 — Lula (PT): 60,3 milhões de votos
2006 — Lula (PT): 58,3 milhões de votos
2018 — Jair Bolsonaro (PL): 57,8 milhões de votos
2010 — Dilma Rousseff (PT): 55,7 milhões de votos
2014 — Dilma Rousseff (PT): 54,5 milhões de votos


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Lula e o mutirão do amor contra o fascismo

É assim que a vitória de Lula está sendo celebrada por um planeta encantado com a mobilização do povo brasileiro, que mais uma vez mostrou ao mundo que o amor, a esperança e a solidariedade são forças capazes de enfrentar o ódio e derrotar o fascismo pela raiz.

O Brasil que abraça a democracia, que estende a mão aos mais pobres, que não aceita a naturalização da intolerância e que acredita na convivência entre diferentes voltou a mostrar sua força. A mobilização popular que cerca essa vitória é também um recado para o mundo: não há projeto autoritário que seja invencível quando a sociedade se levanta para defender a liberdade, a dignidade humana e o direito de sonhar com um futuro melhor.

O fascismo se alimenta do medo, da violência, da mentira e da divisão. O amor, ao contrário, constrói pontes, aproxima pessoas, desperta consciências e transforma a indignação em força coletiva. É justamente por isso que cada gesto de solidariedade, cada voz que se ergue contra a intolerância e cada pessoa que se mobiliza em defesa da democracia fazem parte de uma luta muito maior do que qualquer disputa eleitoral.

A vitória de Lula, celebrada por tantos brasileiros como uma vitória da esperança, reafirma a importância de um país que não abandona os seus, que não aceita a fome como destino e que não se curva àqueles que tentam transformar o ódio em instrumento permanente de poder.

Que essa onda de amor atravesse fronteiras, inspire outros povos e alimente a resistência democrática em todos os lugares onde a intolerância tenta sufocar a liberdade. Porque derrotar o fascismo não é apenas impedir que ele conquiste o poder: é arrancar suas raízes da sociedade, combater o preconceito, enfrentar as desigualdades e construir, todos os dias, uma cultura de paz, justiça e solidariedade.

Que o amor seja nossa bandeira, a democracia seja nosso compromisso e o povo seja sempre o protagonista da própria história!

Que nunca faltem palavras para celebrar a esperança, a democracia e a força do povo brasileiro!

VIVA LULA! VIVA O POVO BRASILEIRO! VIVA A DEMOCRACIA!


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Por que Flávio Bolsonaro, mesmo 1,87 ponto à frente de Lula, perdeu o primeiro turno — e perderá o segundo

Matéria publicada originalmente aqui no Blog Antropofagista no dia 05 de outubro, um dia depois de Lula perder para Flavio Bolsonaro o primeiro turno, mas dada a grande virada de Lula, vale para o momento.

Flávio Bolsonaro pode até ter terminado o primeiro turno com 1,87 ponto percentual de vantagem sobre Lula, mas há uma verdade política que esse número não consegue esconder: ele ganhou a apuração, mas não ganhou a eleição.

E essa diferença é fundamental.

Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Foram cerca de 2,2 milhões de votos de diferença. Só que, para vencer no primeiro turno, era necessário ultrapassar a barreira de 50%. Não ultrapassou. Portanto, a suposta “vitória histórica” que seus aliados tentam vender terminou exatamente onde começa a verdadeira disputa: no segundo turno.

Flávio Bolsonaro não derrotou Lula. Flávio apenas chegou à frente de Lula na primeira etapa de uma eleição que continua aberta.

E há algo ainda mais importante: o segundo turno não será disputado entre Flávio e Lula contra os outros candidatos. Será disputado entre Flávio e Lula diante de todo o eleitorado brasileiro.

É aí que começa o problema para o candidato do PL.

Os votos de Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Zema e dos demais candidatos agora entram em uma disputa completamente diferente. Somados, os candidatos que ficaram fora do segundo turno receberam milhões de votos. Esses eleitores não pertencem a Flávio — e tampouco pertencem automaticamente a Lula. Serão disputados.

Mas existe uma diferença brutal entre os dois projetos.

Lula tem uma trajetória política própria. Flávio carrega o peso inteiro do sobrenome Bolsonaro.

E o sobrenome que o levou a 47% também pode ser exatamente o que o impede de chegar aos 50% mais um.

Flávio não está disputando apenas contra Lula. Está disputando contra a memória política do bolsonarismo, contra a rejeição acumulada pela família Bolsonaro e contra a necessidade de convencer uma parcela do eleitorado que votou em outros candidatos de que ele seria capaz de governar o país para além da guerra permanente contra o PT.

No primeiro turno, o voto antipetista funcionou como uma gigantesca âncora eleitoral. No segundo turno, porém, o eleitor precisa escolher quem quer colocar no Palácio do Planalto.

E aí aparece a fragilidade de Flávio.

Porque uma coisa é votar em Flávio para impedir Lula de vencer no primeiro turno. Outra, muito diferente, é entregar a ele quatro anos de Presidência da República.

É exatamente por isso que o resultado do primeiro turno pode ser enganoso.

Flávio conseguiu ampliar o desempenho do bolsonarismo em relação a Jair Bolsonaro em 2022. Mas Lula também continua com uma base eleitoral gigantesca: mais de 53,8 milhões de votos no primeiro turno.

E existe outro dado politicamente devastador para a narrativa de uma suposta “onda Flávio”: a diferença entre os dois foi de apenas 1,87 ponto — a menor distância entre primeiro e segundo colocados em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização.

Isso não é uma avalanche.

É uma eleição absolutamente aberta.

E, quando a eleição chega ao segundo turno, a lógica muda.

Flávio terá de ampliar sua votação. Lula também. Só que Flávio precisa transformar um voto essencialmente bolsonarista e antipetista em uma maioria nacional. Precisa conquistar eleitores que não votaram nele. Precisa reduzir sua rejeição. Precisa convencer o centro. Precisa falar com quem não quer mais viver em permanente estado de guerra política.

E é justamente aí que o candidato Bolsonaro encontra seu maior obstáculo: para vencer, ele precisa deixar de ser apenas Bolsonaro.

Mas como fazer isso carregando Bolsonaro no sobrenome, Bolsonaro na campanha, Bolsonaro na identidade política e Bolsonaro como principal referência eleitoral?

É a contradição central da candidatura.

Lula, por outro lado, entra no segundo turno podendo apresentar uma narrativa muito mais simples: governar versus radicalizar; reconstrução versus conflito; experiência versus aventura.

Não se trata de dizer que a vitória de Lula está matematicamente garantida — não está. O resultado do primeiro turno prova justamente que a disputa será dura.

Mas há uma diferença fundamental entre estar na frente por 1,87 ponto e ter uma maioria consolidada capaz de vencer o segundo turno.

Flávio não tem essa maioria.

E é por isso que sua “vitória” no primeiro turno pode acabar sendo lembrada como aquilo que realmente foi: uma vitória de etapa, não uma vitória de projeto.

O primeiro turno mostrou que o bolsonarismo continua forte.

O segundo turno terá de mostrar se ele é forte o suficiente para governar o Brasil.

E essa é uma pergunta muito mais difícil de responder.

Flávio pode ter chegado em primeiro.

Mas, politicamente, a eleição começou de verdade agora.


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Vídeos – A força do povo: Virada histórica de Lula leva multidões às ruas do Rio e de São Paulo

Cinelândia, no Rio, e Avenida Paulista, em São Paulo, concentraram as principais celebrações após vitória do petista sobre Flávio Bolsonaro

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou milhares de apoiadores às ruas do Rio de Janeiro e de São Paulo na noite deste domingo (25). Após uma virada histórica sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, eleitores ocuparam a Cinelândia, no Centro do Rio, e a Avenida Paulista, na capital paulista, para celebrar a vitória do petista, que conquistou seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.

Em São Paulo, milhares de pessoas tomaram a Avenida Paulista, especialmente nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp). A multidão entoou gritos de “é tetra”, “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” e “a Paulista é nossa”. Também foram ouvidas palavras de ordem contra Flávio Bolsonaro e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de pedidos de “sem anistia”.

Durante o pronunciamento, Lula destacou a mobilização popular e prometeu ampliar políticas educacionais, incluindo a universalização do Pé-de-Meia no ensino médio, a criação do Pé-de-Meia Universitário e a expansão do ensino em tempo integral. O presidente também elogiou a participação do deputado federal André Janones (Rede-MG) na campanha.

Lula, em discurso na festa da vitória na Avenida Paulista, também pediu que os presentes cantassem o Hino da Independência do Brasil. “Eu devo essa vitória a cada um e a cada uma de vocês. Por isso, ontem [em manifestação no mesmo local] fiquei emocionado e quero pedir para, outra vez, cantarem o Hino da Independência para eles saberem que nós não cabemos no quintal de ninguém”, disse.

*ICL


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LULA TETRA! As imagens falam por si

O povo, lindamente, reelege Lula.


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