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Atlas/Intel: Lula amplia vantagem e chega mais forte ao segundo turno contra Flávio Bolsonaro

A mais recente pesquisa AtlasIntel/Bloomberg reforça uma tendência que vem se consolidando ao longo da corrida presidencial: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma vantagem consistente sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Segundo o levantamento divulgado nesta terça-feira, Lula aparece com 49,2% das intenções de voto, contra 42,9% de Flávio Bolsonaro, ampliando ligeiramente a diferença em relação à pesquisa anterior.

Os números mostram que, apesar da forte polarização da disputa, Flávio ainda encontra dificuldades para romper o teto eleitoral e conquistar segmentos decisivos do eleitorado. A vantagem de Lula permanece acima da margem de erro do levantamento, indicando um cenário favorável ao atual presidente neste momento da campanha.

O resultado também sugere que a estratégia de nacionalizar a campanha em torno do legado do bolsonarismo ainda não foi suficiente para reduzir a distância. Nas últimas semanas, Flávio buscou reforçar sua candidatura com apoios internacionais e intensificou o discurso voltado ao eleitorado conservador. Ainda assim, a pesquisa indica que esse movimento não se traduziu em crescimento capaz de ameaçar a liderança de Lula.

Em comparação com levantamentos anteriores da própria AtlasIntel, observa-se estabilidade na intenção de voto de Lula e um crescimento insuficiente de Flávio para alterar o quadro geral. O cenário confirma uma tendência observada desde julho: o presidente preserva uma vantagem confortável na simulação de segundo turno.

Embora a campanha ainda tenha espaço para mudanças, especialmente diante da intensificação da propaganda eleitoral e dos debates, o levantamento reforça que Lula inicia a fase decisiva da disputa em posição mais favorável. Para Flávio Bolsonaro, o desafio passa a ser ampliar seu alcance para além do eleitorado já identificado com o bolsonarismo e reduzir sua rejeição entre os eleitores moderados, condição considerada fundamental para tornar a disputa mais competitiva.

  • Lula (PT): 49,2%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 42,9%
  • Voto nulo/branco/não sei: 7,9%

De acordo com a sondagem, o petista tem vantagem de 6,3 pontos percentuais sobre Flávio. Na pesquisa anterior, realizada no fim de junho, o presidente brasileiro tinha 48,8%, enquanto Flávio pontuava 42,3% — a diferença era de 6,5 pontos percentuais.

O levantamento foi feito entre os dias 22 e 27 de julho, com 5 mil entrevistados. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.


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Pesquisa

Lula lidera em 12 estados e Flávio em 7

Cinco estados seguem indefinidos

Levantamentos estaduais mostram maior alcance territorial do presidente, enquanto o Datafolha aponta vantagem de dez pontos para Lula entre as mulheres em eventual segundo turno. Entre os homens, os dois aparecem empatados dentro da margem de erro.

A corrida pela Presidência da República entra em uma fase decisiva com um cenário marcado pela divisão regional e por diferenças importantes entre os segmentos do eleitorado. Levantamento realizado pelo Poder360 a partir das pesquisas mais recentes de cada Unidade da Federação mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, à frente em 12 estados. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, lidera em sete.

Os estados em que Lula aparece na primeira posição concentram aproximadamente 67,13 milhões de eleitores, o equivalente a 42,29% do eleitorado brasileiro. Já as unidades lideradas por Flávio Bolsonaro reúnem 29,42 milhões de votantes, correspondentes a 18,53% do total nacional.

Lula lidera no Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. O resultado evidencia a força do presidente no Nordeste, onde aparece à frente em oito dos nove estados, além de sua vantagem em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, lidera em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Acre. O desempenho mostra maior presença do candidato do PL no Sul, no Centro-Oeste e em parte da Região Norte.

Ronaldo Caiado, do PSD, aparece na liderança apenas em Goiás. O estado reúne cerca de 5,08 milhões de eleitores e representa 3,2% do eleitorado nacional. É a única Unidade da Federação em que um nome fora da polarização entre PT e PL ocupa isoladamente a primeira posição nas pesquisas analisadas.

Cinco estados permanecem sem favorito definido
Espírito Santo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins apresentam empate técnico entre os dois candidatos numericamente mais bem colocados. A indefinição em São Paulo e no Rio de Janeiro ganha especial importância devido ao peso eleitoral desses estados e à necessidade de os candidatos ampliarem suas votações fora de seus redutos tradicionais.

Alagoas e Roraima ficaram fora do levantamento porque não havia pesquisas recentes com íntegra e metodologia disponíveis para consulta no banco de dados da Justiça Eleitoral.

Em dez estados, o candidato que ocupa a liderança aparece com mais de 50% dos votos válidos no cenário local. O dado, porém, não significa que a eleição esteja definida. A escolha do presidente é feita pela soma nacional dos votos válidos, e não pela quantidade de estados conquistados. Para vencer no primeiro turno, uma candidatura precisa alcançar mais da metade dos votos válidos em todo o país.

Datafolha aponta vantagem nacional de Lula
No levantamento nacional mais recente do Datafolha, Lula aparece com 48% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registra 43%. Outros 9% afirmaram que votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos dois, enquanto 1% não soube responder.

No cenário de primeiro turno, Lula tem 40% e Flávio aparece com 32%. Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos, os percentuais ficam em 45% para o presidente e 36% para o senador. Os demais candidatos aparecem com 4% ou menos.

Os números mostram que Lula mantém vantagem nacional, mas ainda abaixo do patamar necessário para encerrar a disputa no primeiro turno. A existência de cinco estados em empate técnico também indica que a distribuição regional dos votos poderá sofrer alterações durante a campanha.

Eleitorado feminino amplia diferença
O principal desequilíbrio entre Lula e Flávio aparece no recorte por gênero. Em um eventual segundo turno, 50% das mulheres dizem que votariam em Lula, enquanto 40% escolheriam Flávio Bolsonaro. A diferença é de dez pontos percentuais.

Entre os homens, o cenário é diferente. Flávio aparece com 46%, enquanto Lula registra 45%. Como a margem de erro desse recorte é de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados no eleitorado masculino.

A resistência também aparece nos índices de rejeição. Metade das mulheres entrevistadas afirmou que não votaria em Flávio de maneira alguma no primeiro turno. A rejeição feminina a Lula é de 44%. No conjunto do eleitorado, Flávio tem rejeição de 48% e Lula, de 46%, diferença que representa empate técnico.

Apesar da desvantagem, Flávio reduziu parte da distância nesse segmento. Em junho, Lula tinha uma vantagem de 15 pontos entre as mulheres no cenário de segundo turno. No levantamento de julho, a diferença caiu para dez pontos. A distância na rejeição feminina também diminuiu de 13 para seis pontos.

Campanhas disputam aproximação com as mulheres
Diante dos números, a campanha de Flávio Bolsonaro passou a priorizar a possibilidade de escolher uma mulher como candidata a vice-presidente. O senador também apresentou o programa Brasil por Elas, com propostas voltadas a creches, conectividade e empreendedorismo feminino, além de ampliar a presença de sua mulher, Fernanda Bolsonaro, em eventos públicos.

Lula também intensificou ações destinadas ao eleitorado feminino, com discursos sobre o combate ao feminicídio, aumento de punições e medidas de proteção às vítimas. Ronaldo Caiado adotou estratégia semelhante ao apresentar propostas direcionadas às mulheres durante a convenção do PSD.

O movimento das campanhas mostra que o voto feminino deverá ocupar uma posição central na disputa. Como as diferenças nacionais permanecem relativamente estreitas, alterações de poucos pontos nesse segmento podem provocar impacto relevante no resultado final.

Pesquisas exigem leitura cuidadosa
O levantamento estadual do Poder360 não é uma única pesquisa nacional. Trata-se de uma compilação dos estudos mais recentes disponíveis em cada estado, realizados por institutos diferentes, em períodos distintos e com metodologias próprias. Por esse motivo, o mapa deve ser interpretado como um retrato da distribuição geográfica das forças políticas, e não como uma projeção direta do resultado nacional.

Já o Datafolha entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em 139 municípios, nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Nos recortes entre homens e mulheres, a margem sobe para três pontos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01166/2026. Diário de SP.


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Política

Curtiu: Flávio Bolsonaro repostou vídeo de visita do presidente da Coreia do Sul a Lula

Os dois faziam o sinal das mãos, unindo as pontas do polegar com o dedo indicador, formando um coração, o gesto chamado “finger heart”

O candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, repostou em sua conta no Instagram um vídeo do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, no Palácio da Alvorada, posando com o presidente Lula (PT).

Os dois faziam uniam as pontas do polegar com o dedo indicador, formando um coração, no gesto chamado “finger heart”, que viralizou no mundo devido à influência do k-pop, gênero musical vindo da Coréia do Sul.

A coluna viu a repostagem do vídeo postado pelo presidente sul-coreano no perfil oficial de Flávio . No entanto, alguns minutos depois, o vídeo desapareceu de sua lista.

O presidente da Coreia do Sul fez uma visita de Estado voltada ao aprofundamento das relações bilaterais entre os dois países. A programação começou às 10h, com cerimônia oficial de chegada e assinatura de atos, seguida de reunião bilateral e declaração conjunta à imprensa a partir das 13h20. À tarde, os chefes de Estado se encontram novamente em recepção no Palácio do Itamaraty.

Lula chegou a mencionar doramas e o filme “Guerreiras do K-Pop” durante a declaração ao lado de Lee Jae-myung. Os doramas são séries de TV do leste asiático. Já a animação “Guerreiras do K-Pop” explora a cultura pop e o folclore da Coreia do Sul. No Brasil, ambas as produções conquistaram um amplo público.

*Juliana Dal Pica/ICL


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O estado que humilha Flávio Bolsonaro e Lula vence de lavada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com ampla vantagem a disputa presidencial em Pernambuco, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (28). Lula aparece com 55% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 21%. A diferença entre os dois chega a 34 pontos percentuais no estado natal do presidente.

Na sequência aparecem Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), ambos com 2%. Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 1% cada. Outros candidatos não pontuaram. Os indecisos representam 8% dos entrevistados, enquanto 10% afirmam que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer.

A vantagem de Lula aumenta nas simulações de segundo turno. Contra Flávio Bolsonaro, o petista marca 58%, ante 24% do senador. Em um confronto com Ronaldo Caiado, Lula também aparece com 58%, enquanto o governador de Goiás fica com 16%. Contra Romeu Zema, o presidente alcança 60% e o mineiro, 15%. Já diante de Renan Santos, o placar é de 59% a 15%.

O levantamento mostra ainda que o voto presidencial está bastante consolidado no estado. Para 69% dos pernambucanos entrevistados, a escolha para presidente já é definitiva. Outros 30% afirmam que ainda podem mudar de candidato. Em abril, 44% diziam admitir uma mudança de voto.

A rejeição também evidencia a dificuldade enfrentada por Flávio Bolsonaro em Pernambuco. Segundo a Quaest, 67% dos entrevistados afirmam conhecer o senador e não votar nele, ante 63% na pesquisa anterior. Lula tem rejeição de 37%. Ao mesmo tempo, 61% dos eleitores pernambucanos aprovam o governo federal, enquanto 34% desaprovam.

O cenário presidencial ocorre em meio a uma disputa estadual acirrada. Raquel Lyra (PSD) aparece com 43% das intenções de voto para o governo de Pernambuco e João Campos (PSB), com 37%. Embora o PSD tenha Ronaldo Caiado como candidato ao Planalto, Raquel mantém uma relação próxima com o governo federal e procura destacar parcerias administrativas com Lula. DCM.


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Pesquisa

Pesquisa Nexus/BTG: Lula amplia vantagem para 9 pontos no 1º turno

Presidente lidera entre mulheres, nordestinos e mais pobres; Flávio Bolsonaro mantém rejeição de 50%, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira

A nova rodada da pesquisa Nexus/BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira (27), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua liderança na disputa pelo primeiro turno das eleições de 2026. No cenário estimulado, o petista alcançou 42% das intenções de voto, frente a 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Com esse resultado, a diferença entre os dois principais concorrentes, que era de seis pontos percentuais no levantamento anterior realizado em 13 de julho, subiu para nove pontos.

O levantamento estatístico entrevistou 2.004 eleitores por telefone entre os dias 24 e 26 de julho. A pesquisa apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está devidamente cadastrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o registro BR-01489/2026.

Na comparação em um intervalo de 15 dias, a evolução das intenções de voto mostra que Lula cresceu de 40% para 42%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou negativamente de 34% para 33%. Os demais pré-candidatos testados mantiveram pontuações em patamares reduzidos: Ronaldo Caiado (PSD) registrou 6%, seguido por Renan Santos (Missão) com 5%, Romeu Zema (Novo) com 3%, Augusto Cury (Avante) com 2% e Cabo Daciolo (Mobiliza) acumulando 1%.

Rejeição dos pré-candidatos

Além do cenário de intenção de voto, os dados sobre a rejeição aos nomes apresentados permanecem como um dos recortes mais relevantes do levantamento. Exatamente metade dos entrevistados, somando 50%, declarou que não votaria de jeito nenhum no senador Flávio Bolsonaro, mantendo o mesmo patamar apurado na rodada anterior da pesquisa. Por outro lado, a taxa de rejeição ao presidente Lula passou de 46% para 48%. Apesar da leve variação dentro da margem de erro, o chefe do Executivo permanece com índice de rejeição inferior ao do principal pré-candidato do bloco da extrema direita.

Leia mais: Datafolha: Lula mantém boa vantagem sobre Flávio Bolsonaro nos dois turnos

Bases de sustentação e aspectos regionais

A análise dos dados por recortes sociodemográficos detalha onde se concentram os principais apoios do eleitorado. A liderança do presidente Lula é sustentada por vantagem expressiva entre o eleitorado feminino (47% a 28%), na parcela da população com renda familiar de até um salário mínimo (58% a 24%) e entre as pessoas com ensino fundamental completo ou incompleto (53% a 29%). O petista também apresenta desempenho superior no segmento de eleitores com mais de 60 anos (54% a 29%) e entre os católicos (49% a 27%).

Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro apresenta melhores percentuais de preferência entre o eleitorado masculino (39% a 37%), entre cidadãos com ensino médio (39% a 35%) e, de maneira destacada, junto ao público evangélico, onde marca 50% contra 28% atribuídos a Lula.

A divisão geográfica das intenções de voto expõe o quadro de polarização regional no país. Na região Nordeste, Lula mantém larga vantagem ao somar 57% das preferências ante 24% atribuídos a Flávio Bolsonaro. No Sudeste, o presidente lidera com 41% contra 32% do senador. Já na região Sul, o parlamentar do PL aparece na frente com 47% das intenções de voto contra 31% do petista, enquanto no agrupamento Norte e Centro-Oeste o senador registra 39% frente a 33% de Lula.

Simulações para o segundo turno

Em um eventual cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa indica Lula registrando 47% das intenções de voto e o senador somando 43%. Na comparação com o levantamento de 13 de julho, quando o placar marcava 47% a 44%, Flávio caiu um ponto para baixo.

O detalhamento do segundo turno reproduz dinâmicas semelhantes às observadas no primeiro turno. Lula vence com folga entre as mulheres (54% a 36%), no Nordeste (62% a 30%) e no segmento de menor renda, onde chega a 62% contra 28% de Flávio na faixa de até um salário mínimo. Já o senador do PL lidera entre homens (50% a 41%), no Sul (57% a 36%) e entre os eleitores evangélicos (62% a 30%). Nas outras hipóteses de segundo turno testadas, Lula figura numericamente à frente de Ronaldo Caiado (45% a 43%), Romeu Zema (46% a 42%) e Renan Santos (47% a 39%).

Avaliação da gestão federal

O levantamento mensurou ainda a percepção pública sobre a atuação do governo federal. A aprovação da gestão Lula registrou 47%, enquanto a desaprovação ficou em 49%. Na avaliação qualitativa do governo, 36% dos entrevistados classificam a administração como ótima ou boa, 20% a avaliam como regular e 43% a consideram ruim ou péssima. A aprovação é mais expressiva no Nordeste e na faixa de renda de até um salário mínimo, ambas com 62%, ao passo que a desaprovação atinge seus maiores índices na região Sul, com 64%, e nas parcelas de maior poder aquisitivo.

A captação desses dados ocorreu poucos dias após o anúncio do novo tarifaço promovido pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Mesmo diante desse contexto internacional, o levantamento indica consolidação da vantagem de Lula na corrida presencial, ancorada nos segmentos populares e regionais que compõem sua base histórica de apoio. Vermelho.


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Brasil Mundo

Flavio é apoiado por Trump? Lula tem apoio de Xi Jinping

Xi Jinping reafirma apoio ao Brasil e endurece discurso contra ingerência dos EUA e destaca a soberania brasileira

A China elevou o tom em defesa do Brasil diante das recentes tensões com os Estados Unidos. Em conversa telefônica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que Pequim apoia o Brasil na defesa de sua soberania e independência e se opõe a qualquer forma de “interferência externa”, em uma declaração amplamente interpretada como um recado direto a Washington.

Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, Xi destacou que a China considera o Brasil um parceiro estratégico de peso e está disposta a ampliar a coordenação política entre os dois países em temas bilaterais e multilaterais. O líder chinês também manifestou apoio ao papel brasileiro na promoção da paz e da estabilidade regional e global.

Do lado brasileiro, Lula informou que a conversa, que durou mais de uma hora, tratou do fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países, da ampliação da cooperação em áreas como inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes, além da aceleração das negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e a China.

A manifestação de Xi ocorre em um contexto de crescente atrito entre Brasília e Washington, marcado por disputas comerciais e diplomáticas. Ao reiterar seu apoio à soberania brasileira e condenar “interferências externas”, Pequim reforça sua aproximação com o governo Lula e sinaliza disposição para aprofundar a parceria com o Brasil em um cenário internacional cada vez mais polarizado.

A disputa política brasileira passou a refletir, cada vez mais, alinhamentos internacionais. De um lado, Flávio Bolsonaro procura associar sua imagem ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apostando na afinidade ideológica construída pelo bolsonarismo com o movimento trumpista. De outro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforça a relação estratégica com a China diante das pressões dos EUA.


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Política

Lula desafia oposição: “Não tem biografia, nem proposta para o Brasil”

Lula eleva o tom e afirma que adversários “não têm tamanho nem projeto”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que seus adversários políticos não apresentam densidade política nem um projeto consistente para disputar os rumos do país. Em discurso realizado neste domingo, Lula declarou que a oposição “não tem tamanho, nem biografia, nem proposta”, ao defender que o debate eleitoral deve ser centrado em realizações concretas e em projetos para o futuro do Brasil.

A declaração ocorre em um momento de intensificação da disputa política e de articulações visando as eleições de 2026. Sem citar nominalmente seus possíveis adversários, o presidente contrastou sua trajetória política com a daqueles que pretendem enfrentá-lo, ressaltando sua experiência administrativa, sua história de vida e os programas implementados durante seus governos.

Segundo Lula, o eleitorado saberá diferenciar candidatos que apresentam um projeto nacional daqueles que, em sua avaliação, se apoiam apenas em ataques, campanhas nas redes sociais ou discursos de confronto. O presidente também afirmou que o governo continuará concentrado em entregar resultados na economia, na geração de empregos, na ampliação de programas sociais e na retomada de investimentos públicos.

A fala reforça a estratégia do Palácio do Planalto de antecipar o embate político, buscando consolidar a narrativa de que o governo possui um projeto estruturado para o país, enquanto a oposição ainda enfrenta dificuldades para unificar um discurso e apresentar uma plataforma de governo capaz de mobilizar amplos setores da sociedade.

A declaração de Lula deve repercutir entre lideranças da oposição, que têm intensificado críticas ao governo e procuram construir uma alternativa competitiva para a sucessão presidencial. Ao elevar o tom do discurso, o presidente sinaliza que pretende transformar a comparação entre trajetórias, propostas e resultados de governo em um dos principais eixos da disputa política nos próximos meses.


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Brasil Mundo

Lula endurece o discurso e avisa Trump: “Não meta o dedo nas eleições brasileiras”

Lula confronta Trump e afirma que o Brasil não aceitará ingerência eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom ao responder às recentes movimentações do governo de Donald Trump relacionadas ao processo eleitoral brasileiro. Em declaração firme, Lula deixou claro que o Brasil não aceitará qualquer tipo de interferência externa em suas instituições democráticas, resumindo sua posição em um recado direto: “Não venha meter o dedo nas nossas eleições.”

A manifestação ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington, após notícias de que integrantes do governo norte-americano estariam articulando iniciativas para questionar a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. Para o Palácio do Planalto, qualquer tentativa de influenciar o debate interno representa uma afronta à soberania nacional.

Lula afirmou que o Brasil é uma democracia consolidada, com instituições capazes de conduzir o processo eleitoral de forma independente e segura. O presidente também ressaltou que as regras eleitorais brasileiras são definidas pelas autoridades nacionais e que nenhum governo estrangeiro tem legitimidade para interferir em decisões que dizem respeito exclusivamente ao povo brasileiro.

Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que declarações e gestos vindos dos Estados Unidos podem alimentar narrativas de desconfiança sobre as urnas eletrônicas, tema que já provocou forte polarização política no país nos últimos anos. A avaliação é que esse tipo de discurso pode gerar instabilidade institucional e comprometer o ambiente democrático.

Ao reforçar a defesa da soberania nacional, Lula procurou enviar uma mensagem não apenas à Casa Branca, mas também à comunidade internacional: o Brasil manterá relações diplomáticas com qualquer governo estrangeiro, desde que sejam pautadas pelo respeito mútuo e pela não intervenção em assuntos internos.

A resposta do presidente também sinaliza que o governo brasileiro pretende reagir de forma contundente a qualquer tentativa de pressão externa sobre o processo eleitoral de 2026, reafirmando que a escolha dos governantes cabe exclusivamente aos eleitores brasileiros.


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Política

Lula reage a apoio de Rubio a Flávio e desafia: “Venha fazer campanha no Brasil”

“Que monte um comitê”, diz Lula ao provocar Rubio após manifestação em favor de Flávio.

Lula reagiu com ironia às manifestações de apoio do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, à candidatura de Flávio Bolsonaro, afirmando que qualquer tentativa de interferência externa na política brasileira será recebida com firmeza. Durante um evento público, o presidente afirmou que Rubio tem todo o direito de expressar sua opinião, mas ressaltou que as decisões sobre o futuro do Brasil cabem exclusivamente ao povo brasileiro.

Ao comentar as declarações do chefe da diplomacia norte-americana, Lula disparou: “Se ele quiser apoiar o Flávio, que monte um comitê e venha fazer campanha”. A frase foi recebida com aplausos por apoiadores e interpretada como uma resposta direta às críticas e manifestações de integrantes do governo dos Estados Unidos favoráveis ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente aproveitou a ocasião para reforçar o discurso de defesa da soberania nacional. Segundo Lula, o Brasil mantém relações diplomáticas com diversos países, mas não aceita pressões ou tentativas de influência sobre suas instituições democráticas e processos eleitorais. Ele destacou que divergências políticas devem ser resolvidas internamente, por meio do voto e do debate democrático.

A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington, alimentadas por críticas de autoridades americanas a decisões do Judiciário brasileiro e por manifestações de apoio a lideranças da oposição. Integrantes do governo avaliam que a estratégia é transformar eventuais interferências externas em um argumento favorável ao discurso de defesa da autonomia nacional.

Aliados de Lula afirmam que a reação do presidente busca demonstrar confiança política e evitar que o tema ganhe maior relevância eleitoral. Para o Palácio do Planalto, a participação de autoridades estrangeiras no debate político brasileiro tende a produzir efeito contrário ao desejado, fortalecendo a percepção de que o país deve conduzir seus assuntos sem tutela externa.

Com a ironia dirigida a Rubio, Lula procurou transmitir a mensagem de que apoios vindos do exterior não substituem a vontade popular e que a disputa eleitoral será decidida pelos eleitores brasileiros, e não por autoridades de outros países.


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Quaest: Maioria dos brasileiros acredita que Lula será reeleito, diz dado inédito

Evangélicos e eleitores independentes acreditam na reeleição de Lula. Derretimento da confiança em Flávio Bolsonaro acontece até entre eleitores que votam nele. Campanha vê riscos em novos vídeos de Michelle e em festas de Vorcaro.

Um dado inédito da última pesquisa Quaest, divulgado pelo jornalista Thomas Traumann no jorna O Globo nesta segunda-feira (20), revela que 55% dos eleitores acreditam que Lula será reeleito para seu quarto mandato em outubro. Apenas 25% apostam em uma vitória do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Entre os chamados independentes, que não se colocam como bolsonarista ou lulista, 52% acreditam na reeleição do presidente e 14% na vitória do senador.

Segundo a pesquisa, mesmo entre evangélicos, que ainda votam majoritariamente no filho de Jair Bolsonaro, 45% afirmam que Lula será o vencedor das eleições, diante de 36% que acham que o senador vai ganhar a disputa.

Os dados comprovam ainda o derretimento da confiança entre os eleitores que se classificam como direita não bolsonarista entre abril, quando 67% acreditavam em uma vitória da oposição, e os atuais 46% que seguem achando possível a vitória de Flávio Bolsonaro, segundo a Forum.

Até mesmo os bolsonaristas estão perdendo a confiança em Flávio Bolsonaro: eram 80% e agora são 72%.

Medos
Segundo o jornalista, três caciques do PL teriam afirmado que “o risco da campanha bolsonarista é virar uma profecia autorrealizável: se a maioria acha que Flávio vai perder, ele acaba perdendo”.

Traumann aponta, então, três medos dentro da campanha de Flávio que podem abater o presidenciável do clã Bolsonaro de vez:

Um vídeo comprometedor de Flávio Bolsonaro nas festas de Daniel Vorcaro;

A investigação sobre o governo Cláudio Castro, que era comandado em grande parte pelo senador e;

Um novo vídeo de Michelle Bolsonaro, com a madrasta revelando ainda mais sobre o enteado.

Um outro temor é que Flávio Bolsonaro seja abandonado por aliados próximos, como Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), por se tornar uma pessoa tóxica, que pode ameaçar eleições consideradas praticamente ganhas dentro da ultradireita.


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