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Política

Candidatura de Flavio vive seus momentos finais

O troço desandou de vez. Os “criadores do bolsonarismo” estão de frente para um problema intransponível.

Os anjos bêbados, sobreviventes dessa hecatombe fascista, estão sob choque, não há retoques possíveis, tal a limpidez do rolo de corrupção envolvendo Flavio, Eduardo e o próprio Bolsonaro com o Banco Master, já que tudo começou no governo do Jair, e o resto da tropa dos Bolsonaro, não titubeou em puro jogo de interesses que, como diziam os filósofos gregos “uma mão lava a outra”.

Ninguém sabe mais que rumo tomar, o que falar, o que berrar, pior, não sabe sequer o que odiar. Está faltando um mínimo de algo que nunca houve no mundo bolsonarista, criatividade, do contrário, não viveriam do antipetismo e do antilulismo.

A fase agora é outra, o inimigo mora ao lado, a culpa é do aliado tal, que deu declarações críticas tanto à esbórnia de Flavio com o Banco Master, o filme trash de Bolsonaro e a produtora, que entornou ainda mais o caldo nessa meleca toda.

Para tentar se limpar diante dessa pocilga, Flavio resolveu se borrar da merda do Trump, oferecendo até as cuecas do Brasil para o patrocinador do genocídio de Israel em Gaza.

Esse é um ponto interessante, porque, na Marcha para Jesus, no palanque não tinha um santo, e Flavio, referendando o genocídio de Isael, sobretudo os assassinatos de crianças e bebês palestinos, mandou um, viva Israel!

O sujeito está naquela de, se ficar parado, afunda, se se mover, afunda ainda mais. Não há corda possível que o tire da areia movediça, enquanto seu partido, entre trairagens e patetices, consegue transformar a tragédia em divertimento para quem detesta essa sopa de espertos e seus interesses miúdos.

Não há saída para Jair, Flavio, Eduardo, Carluxo e cia,, vão todos para o buraco, já que o inferno político dessa falange, está dois andares acima. Eles se encontram numa cova muito mais profunda.


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Mundo

Vídeo: Paraguai manda retirar painéis após montagem com Bolsonaro causar confusão

Telões mostravam Bolsonaro agredindo o jogador Gustavo Gómez em meio a provocações contra o Paraguai

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou, na noite desta sexta-feira (29), que ordenou a retirada de painéis de LED em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil, após a exibição de uma montagem com o ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado de provocações políticas e futebolísticas que provocou confusão.

As imagens incluíam uma cena em que Bolsonaro aparece agredindo o jogador Gustavo Gómez, convocado pela seleção paraguaia para a Copa do Mundo, com a frase “Paraguai derrotado”. O conteúdo foi exibido em pelo menos três painéis eletrônicos da cidade. Moradores destruíram um dos telões.

A montagem dizia que o “Brasil mandou e desmandou no campo e na política”. A imagem era acompanhada da imagem de Bolsonaro sentado nas costas do jogador, puxando-o pelos cabelos. No canto inferior da montagem, havia a provocação “o Hexa é nosso”.

Nas redes sociais, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, lamentou o episódio e anunciou a retirada de todos os painéis na cidade. “Ordenei ao Ministério de Obras Públicas e Comunicações a remoção de todas essas estruturas, bem como de quaisquer outras instalações não autorizadas que ocupem espaços públicos, dentro do âmbito das competências legais que a instituição vem exercendo em diversas partes do país”, publicou.

Empresas afimam que painéis foram alvo de invasão hacker
As empresas responsáveis pelos espaços publicitários, Fast Print e Publimix, afirmaram que os sistemas foram alvo de invasão hacker. As empresas afirmaram que o conteúdo foi divulgado por meio de “manipulação não autorizada” das telas publicitárias.

“As informações preliminares apontam para atos ilícitos de invasão hacker da estrutura publicitária”, informaram. As empresas disseram ainda que uma denúncia criminal está sendo formalizada junto à Promotoria de Crimes Cibernéticos no Paraguai.

As imagens também foram exibidas em um outdoor ligado à loja New Zone, que informou que não teve participação na divulgação do conteúdo e que solicitou esclarecimentos imediatos à empresa responsável pelos anúncios, além da retirada das imagens.

O Departamento de Segurança Turística do Paraguai afirmou que equipes policiais acompanharam a confusão para evitar confrontos e preservar a segurança no local.

A prefeitura de Cidade do Leste afirmou que abriu uma investigação administrativa para apurar o caso e identificar os responsáveis pela divulgação das imagens. A administração municipal repudiou os anúncios e informou que irá analisar possíveis sanções e multas contra as empresas responsáveis pelas estruturas publicitárias.

*ICL


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Bolsonaro deveria responder por crime contra a humanidade na pandemia, diz Lula

O presidente sancionou a lei que institui o 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19; a data faz referência ao registro da primeira morte no Brasil, em 2020

Ao sancionar nesta segunda-feira (11), no Palácio do Planalto, a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que os responsáveis pelas mortes no Brasil durante a pandemia da Covid-19 não podem ser esquecidos.

A data escolhida simbolicamente é o dia 12 de março, referência ao registro da primeira morte no Brasil, em 2020.

Lula afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus ex-ministros da Saúde deveriam ser denunciados por crime contra a humanidade, pois, se tivessem agido conforme as orientações médicas e científicas, poderiam ter evitado, no mínimo, 400 mil das 700 mil vidas perdidas em decorrência do coronavírus no país.

Leia também: STF prorroga investigação de Bolsonaro com base na CPI da Covid-19

“Muitas vezes a fala dele na televisão era a demonstração de uma ignorância absoluta sobre o assunto, pelo menos teria de ouvir quem sabe. E o que reivindicava-se naquela época? Que ele montasse um comitê de especialistas, que ouvisse os principais cientistas brasileiros para que o Estado pudesse ter uma orientação no trato com a sociedade brasileira”, lembra o presidente, referindo-se a Bolsonaro.

Ele questionou por que as entidades médicas não abriram processos contra o presidente, os ministros e os médicos que foram para a imprensa defender o uso do medicamento cloroquina contra a doença.

Também resgatou fala do ex-presidente no dia 9 de dezembro de 2020: “A pandemia está chegando ao fim e um pequeno repique pode acontecer, mas a vacina não se justifica, você vai inocular algo em você”.

“Essa frase foi publicada no canal do seu filho, aquele fujão que está nos EUA tentando pregar um golpe no Brasil”, diz Lula.

Segundo ele, a iniciativa da lei reforça a importância da memória coletiva. “Reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a defesa da vida, da ciência e do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Ressalta a necessidade da escuta atenta aos especialistas. Uma escuta que, se fosse adotada naquele período, poderia ter evitado milhares de mortes”, afirma.

Por isso, diz o presidente, o governo valoriza e incentiva a vacinação. “Ampliamos o acesso à imunização. Intensificamos o combate à desinformação, com impacto direto na recuperação da confiança nas vacinas no país. Como resultado, nos últimos três anos, revertemos a queda nas coberturas vacinais. Em 2025, o Brasil registrou aumento no número de crianças vacinadas e interrompeu a sequência de quedas observada até 2022”, explica. Vermelho.


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Política

O maior estímulo para se cometer crimes no Brasil é a dosimetria para Bolsonaro. É certeza de impunidade

Aquele arregão de Bolsonaro, convidando Moraes para ser seu vice numa suposta chapa, é confissão de seus crimes em estado puro.

Claro, para bolsonarista que está tomando detergente Ypê no lugar de cloroquina, e diz que Bolsonaro nem corrupto é, com 107 imóveis, sendo a metade deles comprada com dinheiro vivo, prática comum no mundo do crime, é absolutamente normal que essa manada de toupeiras ache que o sujeito realmente não é um golpista dos mais vigaristas.

Não só ele, mas aquela imagem da velhinha com a faca na mão, passando manteiga no pão no dia 8 de janeiro de 2023, na Praça dos Três Poderes só é possível na cabeça oca de quem crê que Bolsonaro vale alguma coisa.

A PL da dosimetria que, na verdade, é um grande estímulo à criminalidade e tentativa de golpe de Estado, nada mais é que a PEC da  Bandidagem 2.0 para livrar a cara do criminoso mor desse país.

Se isso realmente ocorrer, passará uma mensagem para todo tipo de criminoso, que o crime compensa, porque a impunidade está garantida por uma série de argumentos e jurisprudências que serão proporcionados pela tal dosimentria.

Essa mudança, que pode reduzir significativamente a condenação a 27 anos de prisão de Bolsonaro, permitindo a progressão para regimes mais brandos, até a prisão domiciliar, não é questionável, é absurda e custará caro para a sociedade brasileira, até porque a defesa de Bolsonaro, no embalo dessa balbúrida, já protocolou um pedido de anulação da codenação do genocida golpista, alegando incompetência do juízo e buscando a absolvição total.

O resto é conversa fiada, conversa de bandido que pode fazer explodir a delinquência num país marcado por altos índices de violência.


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Flavio quer anistia para seu pai, mas também quer reduzir a maior idade penal para crianças de 14 anos

Mesmo preso em uma de suas mais de 51 mansões, fora as que estão em nomes de parentes, Flavio quer uma prisão light para o papai, melhor dizendo, anistia ampla geral e irrestrita, mas só para o papai. Afinal, ele é um bandido diferenciado, com aposentadoria de anos de seriços prestados à marginalidade, que começou quando ainda pertencia às Forças Armadas e praticava garimpo ilegal com outros subordinados.

Bolsonaro foi preso e expulso do Exército por ameaçar de terrorismo os próprios quartéis com bombas, da mesma forma, a barragem do Guandu no Rio de Janeiro, porque lhe foi negado o aumento do soldo.

Já no mundo civil, ainda como vereador e, depois, deputado federal, além de sua inutilidade sem qualquer projeto aprovado em 27 anos de carreira, montou um esquema de formação de quadrilha e peculato, mimosamente chamado de rachadinha, com Queiroz, com tudo.

Durante o percurso foi fazendo filhos para herdar as sesmarias públicas de ficar com 90% dos salários pagos a laranjas e fantasmas, incluindo milicianos e parentes.

Ou seja, Bolsonaro já operava no intestino grosso dos seus bezerros, montando uma rede de imóveis pagos em dinheito vivo e outras formas góticas de acumular uma verdadeira fortuna, e os bolsonaristas ainda dizem que Bolsonaro não é corrupto.

Na verdade, gerenciado por Queiroz, fez com que cada filho adotasse como dialeto a rachadinha. Desse modo, a família sempre via o céu azul e o sol brilhando em suas vidas.

Mas além dessa renca de crimes, seu governo foi o nascedouro do Banco Master sob a direção de seu indicado para o Banco Central, Campos Neto. Daí dá para imaginar como essa gente operou para produzir a maior fábrica de chocolate do planeta, a mesma que, junto com o dinheiro que Flavio pegou do BRB, comandado por Ibaneis Rocha, comparsa de Bolsonaro e ligado a Vorcaro, comprou com preço subfaturado, aquela mansão cinematográfica de fazer inveja a qualquer estrela de Hollywood. Detalhe, na cara de todos, por ter certeza absoluta de sua impunidade.

Claro, Flavio contava com a eternidade de seu pai no poder, pelo voto ou pelo golpe, para que a justiça não lhe tocasse.

Agora, aparece Flavio, parsa político de Romeu Zema, que quer a volta da esravidão infantil, roncando valentia contra crianças de 14 anos que ele propõe que sejam presas numa redução da maior idade penal.

Já os condenados, por qualquer forma de crime, Flavio quer muito mais do que o rigor da lei, quer aumentar e muito a pena sem qualquer benefício para que o infrator apodreça na cadeia.

Grosso modo, esse é o projeto de Flavio Bolsonaro, livrar a cara do pai, que, no golpe, tramou a morte de Lula, Alckmin e Moraes, comandou a tentativa de explosão de uma caminhão de combustível no aeroporto de Brasília e, à distância, maneteou a tentativa frustrada de golpe de 8 de janeiro de 2023 por não aceitar a derrota nas urnas.

Fica apenas a pergunta, será mesmo que algum brasileiro depositará seu voto para um delinquente, irmão de delinquente, filho de delinquente, tornar-se um prseidente da Repúnlica com todo o seu histórico de ligação com o que existe de mais podre e criminoso na política carioca e fluminense? É difícil de acreditar até para os padrões de um gado totalmente acéfalo.


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Política

água no chopp da bolsonarada

Moraes suspende a aplicação da Lei da Dosimetria que reduz pena de Bolsonaro.

Bolsonaro, embalado pela PL da Bandidagem, havia pedido ao STF a anulação da sua condenação a 27 anos de prisão, quando recebeu u torpedo de Moraes suspendendo a aplicação de uma lei malandra dos bolsonaristas do Congresso para livrar a cara do maior bandido do país.

A Lei da Dosimentria, alé, de outros absurdos, prevê a redução da pena de Bolsonaro de 27 anos a pó.

A Lei da Dosimetria altera critérios de cálculo de penas e regras de execução penal, especialmente para crimes contra o Estado Democrático de Direito. Ela foi aprovada pelo Congresso após derrubada de veto de Lula e pode reduzir penas de condenados pelo 8/1, incluindo potencial benefício a Jair Bolsonaro e aliados.

Num claro atentado à democracia, o golpista se animou com esse borralho jurídico que o Congresso inventou, mas Moraes, cortando as asas dos espertos, suspendeu a aplicação da jogada até o julgamento do STF.

Agora é aguardar para ver o resultado do julgamento, se o STF se comportará como o guardião da democracia, refugando essa lei malandra dos golpistas

Moraes não esperou passar o fim de semana para dar uma voadora na jugular do mandante de seu assassinato, mostrando que está vacinado contra pressão da grande mídia cadqa dia mais bolsonarista.


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Política

A cinco meses da eleição, o único projeto da direita unificada é ódio, privatização, cortes de benefícios e a volta da escravidão

Entra ano, sai ano, entra década, sai década, e a direita não tem um mísero projeto para melhorar a vida dos brasileiros. É poder pelo poder.

Na agenda da direita, não podem faltar as famigeradas políticas de cortes de investimentos em áreas sociais que beneficiem a população. Privatização é mantra sagrado e cortes de direitos dos trabalhadores, e trabalho escravo para crianças está no DNA dessa gente desde as Capitanias Hereditárias.

Não é por acaso que eles se classificam como conservadores. Detalhe, quando assumem o poder e implementam essas pautas, jamais visitam e muito menos debatem o resultado da lambança.

Assim, essa gente se defende com ódio. As questões que afligem os brasileiros são colocadas de lado, porque as redações da grande mídia fazem parte desse ilusionismo porque servem aos patrões e aos patrocinadores que têm interesse numa política de redução do Estaeo para obter redução de impostos e maximizar seus luros.

Em síntese, essa é a gênese da direita no Brasil. Quando eles falam das privatizações, fazem questão de esquecer a privataria de FHC, porque depois de entregar todo o patrimônio em nome da estabilidade econômica, a inflação voltou a crescer, com cobrança de juros reais acima de 40%, penico na mão para o FMI e zero de reservas internacionais. Aliás, foi assim que FHC entregou o Brasil a Lula que, além de pagar o FMI, reduzir a inflação, acumulou reservas internacionais nunca vistas antes no Brasil.

Por isso o Brasil nunca mais teve uma crise econômica grave como ocorreu com os governos militares até a chegada de Lula ao poder, mesmo passando por governos trágicos dos golpistas, Temer e Bolsonaro, que fizeram muito esforço para detonar a economia brasileira. A coisa só não desandou em função das reservas internacionais que deram garantias a investidores estrangeiros no Brasil.

Agora vem a mesma direita, vendo que a taxa de desemprego é a menor da história, a valorização do salário mínimo, passa a atacar o Bolsa Família e, junto, a proposta da volta da escravidão infantil para reduzir o custo da mão de obra.

É louco isso? É, assim como é uma sandice querer privatizar a Petrobras para tirar do Brasil a autonomia do petróleo. Por isso a direita tem raiva da palavra soberania e assistimos Flavio Bolsonaro oferer as terras raras brasileiras para Trump, virando as costas para o próprio país.

Trocando em miúdos, a direita está paenas sendo a direita que não tem um olhar para a economia doméstica ou alcance para entender aq sua importância.

Os que se julgam proprietários do Brasil e seus representantes, sobretudo no Congresso, querem um Brasil exclusivo para os ricos, um Brasil importador não um país fa bricante, autônome, dono de seu próprio juízo e demanda, eliminando qualque4r possibilidade de busca por autonomia e independência.

Parece mentira, mas em plenp 2026, a direita segue a mesma cartilha neoliberal de Whasington 60 anos atrás.


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Política

Globo tentou blindar “golpe” de Bolsonaro e Bonner cobrou de Ali Kamel: “é correto fazer de conta que não está percebendo?”

“Eu fui à sala dele e disse que nós todos sabíamos que o Jair Bolsonaro estava planejando um golpe, ele queria um golpe”, relatou Bonner em entrevista ao colega Ernesto Rodrigues, ex-editor do JN e autor de trilogia sobre a Globo.

Ex-editor-chefe do Jornal Nacional, Willian Bonner relatou em entrevista ao jornalista Ernesto Rodrigues, que trabalhou na emissora e é autor de uma trilogia sobre o grupo de comunicação da família Marinho, que a Globo tentou blindar o “golpe” de Jair Bolsonaro (PL) em 2021 em sua cobertura jornalista, diante das declarações que sinalizavam desde antes as intenções do ex-presidente no poder.

Em “A Globo Vol 3 (Metamorfose)”, terceiro livro da trilogia sobre a atuação da emissora entre 1999 e 2025, Rodrigues narra o período de forte tensão em junho de 2021 e usa declaração de Bonner, que relata que cobrou um posicionamento do então diretor de jornalismo, Ali Kamel, sobre os arroubos autoritários de Bolsonaro durante a pandemia, sinalizando o planejamento de um golpe.

“O Ali reagiu a uma provocação. Eu fui à sala dele e disse que nós todos sabíamos que o Jair Bolsonaro estava planejando um golpe, ele queria um golpe. E não é que nós fôssemos muito espertos, é porque eles estavam dizendo isso: ele já tinha anunciado no 7 de Setembro, já tinha feito a pirotecnia dele, já tinha se referido ao ‘meu Exército’”, contou Bonner ao colega, que trabalhou por 15 anos como editor de telejornais como Jornal Nacional e Jornal da Globo, a partir de 1986 – antes, ele já havia tido passagem, no início dos anos 1980, no jornal O Globo.

Em seguida, Bonner conta que cobrou posicionamento de Kamel, todo-poderoso do jornalismo da emissora e porta-voz dos irmãos Marinho.

“E aí eu disse ao Ali: Nós não fazemos campanha, está certo. Princípios editoriais. No entanto, diante de todos os sinais que o Jair Bolsonaro está dando, é correto a gente fazer de conta que não está percebendo?”, disparou o então editor do JN ao chefe, em trecho divulgado pelo também ex-Globo Guilherme Amado em seu site Amado Mundo e confirmado pela Fórum.

Dias depois da conversa, em 19 de junho de 2021, quando o Brasil registrou 500 mil mortes na pandemia da Covid-19, Bonner e Renata Vasconcelos leram um editorial com o tímido recado de que “quando o assunto é saúde e democracia, não existem dois lados”.

O livro de Ernesto Rodrigues, com a entrevista com Bonner, foi lançado no mês passado pela editora Autêntica e completa a trilogia em que o autor diz fazer “uma imersão profunda e independente nos bastidores e na história da maior emissora de televisão do Brasil”.

“O livro mostra ainda como a Globo, sem concorrentes nas grandes coberturas jornalísticas nacionais e internacionais do século 21, mergulhou fundo com a grande imprensa em uma cobertura estridente e enviesada do Mensalão e da Lava Jato, pagando um preço alto de credibilidade, atacada ora pela extrema direita de Jair Bolsonaro, ora pela esquerda, à medida que a gritaria ideológica polarizada das redes sociais e o fenômeno das fake news tomaram conta da internet”, diz a editora sobre a obra, diz a Forum.


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Política

PL da Dosimetria, posta em votação por Alcolumbre, pode livrar Bolsonaro da prisão até as eleições de 2030; entenda

A derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, pelo Congresso, pode antecipar a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro da prisão para o regime semiaberto, com possibilidade de liberdade em pouco mais de dois anos, antes das eleições presidenciais de 2030. De acordo com o DCM, a proposta, que foi restabelecida no dia 30 de abril, reduz as penas de todos os envolvidos na tentativa de golpe de estado, abrangendo tanto os organizadores quanto os executores da trama. As informações são da VEJA.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração do patrimônio público, delitos igualmente atribuídos aos outros envolvidos no movimento golpista. Com a aprovação do PL da Dosimetria, as penas para esses crimes podem ser reduzidas, e a progressão de regime pode acontecer mais rapidamente.

O PL da Dosimetria introduz mudanças significativas no sistema penal. A principal alteração é a unificação das penas de golpe de estado e abolição violenta do estado democrático de direito, que atualmente são somadas, passando a ser computadas como uma só. Além disso, a proposta estabelece novas regras para a progressão de regime, permitindo que, em certos casos, o condenado cumpra apenas 20% de sua pena antes de poder passar para o regime semiaberto. Nesse novo cenário, o ex-presidente teria que cumprir, no mínimo, três anos e cinco meses em regime fechado antes de avançar de regime.

Esse pacote de medidas foi aprovado com o objetivo de facilitar a reintegração de pessoas condenadas por crimes considerados de alta gravidade, como os que envolvem a tentativa de golpe de estado. Para os especialistas, isso representa uma mudança no tratamento das penas e pode beneficiar outros condenados que se enquadram nesse tipo de delito. No caso de Bolsonaro, isso abre a possibilidade de sua saída do sistema fechado mais rapidamente, o que foi motivo de debate político em Brasília.


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Liderado por Alcolumbre, o traíra, Congresso derruba veto da Dosimetria e reduz pena de Bolsonaro

Presidente do Senado operou malabarismo de legalidade duvidosa para evitar que benefício se estendesse a autores de crimes hediondos. Clima no plenário é de triunfo bolsonarista total

Praça dos Três Poderes sequer pode assimilar a ressaca da noite anterior, quando o nome de Jorge Messias foi rejeitado para o Supremo Tribunal Federal, e já amanheceu nesta quinta-feira tendo que ter estômago para um novo absurdo, que se confirmou ao final do dia. Em uma sessão com falatório generalizado, o Congresso Nacional impôs ao Palácio do Planalto mais uma dolorosa, embora previsível, derrota deste terceiro mandato do presidente Lula. Sob o comando implacável do senador Davi Alcolumbre (União-AP), deputados e senadores derrubaram o veto presidencial ao bizarro Projeto de Lei da Dosimetria, uma manobra legislativa desenhada sob medida para aliviar a situação jurídica de Jair Bolsonaro (PL) e dos demais condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O placar, um acachapante 318 a 144, foi recebido com gritos de euforia pelas bancadas da oposição, que transformaram o plenário em uma extensão das manifestações de extrema direita da Av. Paulista. A queda do veto não é apenas um revés administrativo para o governo Lula, é a consolidação de uma nova correlação de forças em Brasília, onde o poder Legislativo, agindo como um tribunal revisor, decidiu reescrever as regras do jogo penal para beneficiar aliados políticos de primeira grandeza. No Senado Federal, foram 49 votos para a derrubada e outros 24 votos contra.

A manobra“malandra” de Alcolumbre: Desmembramento incomum e sem sentido

O protagonista absoluto da jornada foi, de fato, de Alcolumbre. O senador, que parece ter convertido sua atuação parlamentar em uma cruzada movida por um ódio intestinal contra o atual governo, operou nos bastidores com uma agilidade que assustou até os veteranos da Casa. Para garantir a derrubada do veto sem o desgaste político de libertar criminosos comuns, Alcolumbre recorreu a uma “malandragem” regimental de legalidade duvidosa: o desmembramento de um veto integral.

Na prática, o presidente do Congresso fatiou a decisão de Lula. Ele excluiu da votação os trechos que facilitariam a progressão de regime para condenados por feminicídio, milícias e crimes hediondos, dispositivos que colidiam frontalmente com a recém-aprovada Lei Antifacção (Lei nº 15.358/2026). Ao declarar a “prejudicialidade” desses artigos específicos, Alcolumbre limpou o trilho para a oposição.

O objetivo foi cirúrgico: permitir a redução das penas de Bolsonaro e dos golpistas de 8 de janeiro, sem abrir as portas das cadeias para faccionados, o que seria um suicídio de imagem para o parlamento.

Manobra sob a lente técnica: O “prejulgamento” como escudo
A manobra, embora revestida de um verniz técnico, é considerada altamente incomum. Como o veto do presidente Lula foi sobre a totalidade do projeto, o rito padrão exigiria uma votação em bloco. No entanto, Alcolumbre justificou a exclusão dos incisos 4 a 10 do art. 112 da Lei de Execução Penal alegando uma questão de temporalidade e finalidade.

“Em virtude do prejulgamento da matéria pela aprovação do PL Antifacção, esta Presidência declara a prejudicialidade dos vetos”, sentenciou Alcolumbre do alto da mesa. Segundo sua tese, como o Congresso endureceu as penas contra o crime organizado em março de 2026, restabelecer as regras brandas da Dosimetria para esses crimes seria um contrassenso. Na realidade, o “malabarismo” serviu para isolar o benefício político, blindando-o de contestações sobre segurança pública e focando apenas na “limpeza” jurídica da cúpula golpista bolsonarista.

Caminho da aberração: Entenda o PL da Dosimetria
O PL da Dosimetria, classificado por juristas como uma “aberração jurídica”, altera as balizas para a aplicação de penas em crimes políticos e de atentado contra o Estado Democrático de Direito. A aplicação direta ao caso de Jair Bolsonaro é o cerne da proposta. Com a nova regra, as penas projetadas para o ex-presidente perdem sua força coercitiva, abrindo caminho para que ele se livre do regime fechado e recupere, em tempo recorde, seus direitos políticos.

Lula havia vetado o projeto integralmente, alertando que a medida desidratava o poder de punição do Estado contra quem tenta subverter a ordem democrática. No entanto, o veto serviu apenas como combustível para a oposição, que viu na manobra de Alcolumbre a chance de ouro para entregar a “anistia parcial” que o bolsonarismo tanto ansiava, sob a justificativa de corrigir supostos excessos judiciais.

Metido a “presidente em exercício” no plenário
Enquanto os votos eram computados, a figura central nas galerias e no “cafezinho” do Senado era o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Pré-candidato à Presidência da República e herdeiro político direto do espólio do pai, Flávio estava visivelmente esfuziante. Circulando pelo plenário com um sorriso de quem já se sente vitorioso no pleito que ainda está por vir, o filho mais velho do ex-presidente agia e falava como se o Palácio do Planalto já fosse seu gabinete de direito.

Ao redor de Flávio, o que se via era uma cena de vassalagem explícita. Os sabujos de sempre, parlamentares de menor expressão e aspirantes a cargos em algum futuro governo, o paparicavam o tempo todo, disputando um espaço em selfies e cochichando estratégias em seu ouvido. A atmosfera alimentada por Alcolumbre permitiu que Flávio se tornasse o mestre de cerimônias de um velório institucional, onde a democracia era ferida sob os aplausos de quem a atacou há três anos.

Rescaldo de uma noite para se esquecer
O clima de triunfo hoje é o prolongamento direto da “noite trágica” vivida na quarta (29), quando o nome de Jorge Messias, indicado por Lula para o STF, foi rejeitado de forma humilhante. O episódio quebrou um jejum de 132 anos e foi um recado político sangrento enviado diretamente da mesa de Alcolumbre. Ao barrar o nome de confiança de Lula e, poucas horas depois, liderar a derrubada do veto da Dosimetria, Alcolumbre se posiciona como o verdadeiro “primeiro-ministro” de uma oposição que decidiu paralisar o país.

Instituições em rota de colisão
A derrubada do veto coloca o Brasil em uma encruzilhada perigosa. Se de um lado o Congresso afirma sua autonomia, de outro, sinaliza que crimes contra a democracia são passíveis de perdão político, desde que haja maioria parlamentar. De acordo com a Forum, o foco agora se volta inteiramente para o STF. A Corte terá o desafio hercúleo de decidir se aceita essa nova regra de dosimetria ou se a declara inconstitucional por vício de finalidade e desvio de poder.

A matéria agora segue para promulgação imediata por Alcolumbre. Para o Planalto, resta o gosto amargo de uma derrota dupla e a constatação de que o diálogo com o Legislativo, sob a batuta rancorosa do senador amapaense, tornou-se uma via de mão única rumo ao confronto direto. A vitória de hoje é a largada antecipada de uma campanha eleitoral belicosa, onde a oposição descobriu que pode reescrever o Código Penal ao sabor de suas conveniências.


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