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Moraes coloca Kássio Nunes Marques no centro da crise do vídeo de IA da campanha de Flávio

Bolsonaro tenta se desvincular de vídeo de IA e transfere crise para Flávio no TSE

A estratégia adotada pela defesa de Jair Bolsonaro no caso do vídeo produzido por Inteligência Artificial exibido durante a convenção que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro pode produzir um efeito político e institucional que vai muito além da situação jurídica do ex-presidente. Ao sustentar que Bolsonaro não teve conhecimento prévio da peça e que a responsabilidade pela sua produção e divulgação caberia à campanha do filho, a defesa deslocou o foco da investigação para o núcleo eleitoral da candidatura.

Com as explicações apresentadas, a tendência é que o ministro Alexandre de Moraes conclua a etapa de apuração relativa à conduta do ex-presidente e encaminhe ao Tribunal Superior Eleitoral os elementos referentes aos possíveis desdobramentos eleitorais do episódio. Caso isso ocorra, o processo chegará justamente à Corte presidida por Kássio Nunes Marques, ministro que, segundo críticos, tem adotado decisões favoráveis aos interesses de Flávio Bolsonaro em temas eleitorais.

É nesse ponto que a questão deixa de ser apenas jurídica e passa a adquirir um forte componente político. Ao remeter o caso ao TSE, Moraes transfere ao tribunal eleitoral a responsabilidade de decidir se a utilização de Inteligência Artificial durante a campanha configura abuso, propaganda irregular ou outra infração prevista na legislação eleitoral. Na prática, o ministro do STF coloca Kássio Nunes Marques diante de um teste de grande repercussão pública.

Como presidente do TSE, Kássio dificilmente conseguirá escapar do escrutínio. Uma eventual decisão pelo arquivamento poderá reforçar as críticas de que a Corte estaria adotando tratamento distinto para candidatos ligados ao bolsonarismo. Por outro lado, o avanço das investigações representaria um desgaste político para a candidatura de Flávio Bolsonaro em pleno processo eleitoral.

A defesa de Jair Bolsonaro, ao tentar afastar o ex-presidente da responsabilidade pelo vídeo, acabou produzindo um efeito colateral relevante: concentrou a atenção sobre a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Em outras palavras, para preservar o pai, a estratégia jurídica expôs o filho.

O episódio também amplia a pressão institucional sobre Kássio Nunes Marques. Indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro e hoje presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro será observado não apenas pelo conteúdo de suas decisões, mas também pela capacidade de demonstrar independência diante de um caso que envolve diretamente o grupo político responsável por sua indicação ao STF.

Independentemente do desfecho jurídico, o caso tende a transformar-se em mais um capítulo da disputa entre o Supremo Tribunal Federal e o bolsonarismo, agora com um novo elemento: a responsabilidade eleitoral pelo uso de conteúdos produzidos por Inteligência Artificial em campanhas políticas. A forma como o TSE conduzirá essa discussão poderá influenciar não apenas o futuro da candidatura de Flávio Bolsonaro, mas também estabelecer parâmetros para o uso dessa tecnologia nas eleições brasileiras.


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Moraes nega pedido de visita de Milei a Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (18) o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para autorizar a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, durante o período em que o ex-presidente está submetido às novas restrições impostas pela Corte.

A defesa havia solicitado uma autorização excepcional para que Milei visitasse Bolsonaro no próximo dia 25 de julho. No entanto, Moraes manteve integralmente as medidas cautelares, que proíbem Bolsonaro de receber visitas por 30 dias, com exceção de advogados, médicos e fisioterapeutas.

Na decisão, o ministro entendeu que não havia justificativa para abrir uma exceção às restrições já determinadas, preservando a proibição de encontros que possam ter caráter político durante o período de cumprimento das medidas cautelares.

A negativa impede o encontro entre Bolsonaro e Milei, que era tratado como um gesto de apoio político do presidente argentino ao ex-presidente brasileiro.

Bolsonaro permanece impedido de receber visitantes durante o prazo fixado pelo STF, conforme a decisão citada no caso.

Milei, presidente da Argentina, foi o nome indicado no pedido apresentado pelos advogados do ex-presidente para a agenda de 25 de julho.


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Afundado em escândalos diários e descrença de aliados, Flavio Bolsonaro usa a proibição de Moraes de visitar o pai para produzir catarse da censura da cartinha

Flavio não está atolado numa areia movediça, o problema de atolamento não é a areia, é que a cada escândalo novo, é um balde de cimento que joga sobre si e sua campanha.

Aliado que vê cimento vindo, e virá muito mais, corre para não respingar nele.

É fato que, quanto mais o sujeito se rebate para explicar, mais afunda. Flavio é uma caixa de escândalos, e não de hoje, muitos deles como a rachadinha, têm nomes mimosos, mas suas mansões, as explicações não dadas, que havia prometido da parceria com o irmãozão Vorcaro de R$ 134 milhões, seguem mudas quase 40 dias além da data estabelecida pelo próprio para explicar o inexplicável.

Sem falar de viver como um político no modo, deixa eu explicar, desde sempre, Flavio tenta gritar junto com seus críticos, utilizando a proibição por Moraes das visitas a seu pai em função de sua campanha  antecipada via cartinha, fazendo com que o papai golpista asrrumasse um jeito de furar a ordem do STF de não estabelecer qualquer tipo de comunicação de dentro de sua invejável mansão luxuosa na sua suposta prisão do,iciliar..

Será que ninguém avisa a Flavio que ele está num buraco sem colete salva-vidas e não tem como sair?

Usando o clássico, me proibem, logo existo, e a portaria da casa vira palanque com edição de, não posso visitar meu pai.

Flavio segue a condição que muda seu status de senador para candidato genérico à Presidência da República, que depende da cartinha do papai para fazer campanha antencipada, e a proibição de Moraes vira combustível na esperança de produzir engajamento como o “não pode”, com argumento jurídico emocional e de marketing.

Na vitimização, Flavio tenta usar o não judicial em sim eleitoral. O que ele quer é transformar a decisão técnica de Moraes em novela trash.

Lógico, a comparação do pai com Lula não sai do roteiro, tentando criar um duelo de narrativas em que Lula, preso, sem qualquer prova de crime, tinha regalias dentro da prisão na PF em curitiba. Já o papai, com planos de golpe de Estado, assassinatos de Moraes, Lula e Alckmin e atos terroristas como o caminhão de combustível com bomba no aeroporto de Brasília, são coisas de pouca monta, do ponto de vista criminal.

Detalhe, tudo absolutamente comprovado, que desembocou no 8 de janeiro de 2023.

O fato é que Flavio está cada dia mais asfixiado pella quantidade de cimento que jogou sobre si e muitos, inclusive aliados, dizem que isso é apenas um aterro de concreto e que o pior sobre os escândalos de Flavio que ainda virão, dão conta de material para erguer um arranha-céu.

Assim, sua pífia interpretação de filho sensível contra a censura do pai imposta pelo StF, Flavio jura que essa charanga melodramática pode ser o ponto da sua virada de chave.


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Política

Moraes suspende visitas de Flávio e exige explicações de Bolsonaro

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender as visitas de Flávio Bolsonaro e exigir explicações do ex-presidente Jair Bolsonaro amplia a pressão judicial sobre o núcleo político e familiar do bolsonarismo. A medida sinaliza que o Supremo Tribunal Federal pretende acompanhar com rigor o cumprimento das determinações impostas aos investigados e não tolerará possíveis tentativas de contornar restrições estabelecidas pela Justiça.

Ao cobrar esclarecimentos de Bolsonaro, Moraes demonstra preocupação com eventuais condutas que possam interferir no andamento das investigações ou descumprir medidas cautelares. O episódio reforça a percepção de que o ex-presidente continua no centro das atenções das autoridades responsáveis por apurar fatos relacionados às diversas frentes de investigação que envolvem seu entorno político.

A suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro também possui forte peso simbólico. Como um dos principais articuladores políticos da família, o senador exerce papel relevante na defesa pública do pai e na mobilização de aliados. Qualquer restrição a esse contato é vista como uma tentativa de preservar a integridade das apurações e evitar a circulação de informações que possam comprometer a eficácia das medidas determinadas pelo Judiciário.

Politicamente, o episódio ocorre em um momento de crescente desgaste para o grupo bolsonarista. Enquanto aliados tentam construir uma narrativa de perseguição política, as decisões judiciais indicam que as autoridades seguem encontrando elementos considerados suficientes para manter o monitoramento e a adoção de medidas cautelares. A cada nova determinação, torna-se mais difícil para o ex-presidente afastar-se do foco das investigações e sustentar a imagem de vítima de uma suposta ofensiva institucional.

A decisão de Moraes reforça, sobretudo, que o cumprimento das ordens judiciais não é facultativo. Em um Estado Democrático de Direito, a condição de ex-presidente, senador ou liderança partidária não confere privilégios diante da lei. O recado do Supremo é claro: qualquer indício de descumprimento ou tentativa de driblar determinações judiciais poderá resultar em novas restrições e em consequências ainda mais severas.


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Política

PGR pede que Moraes mantenha Bolsonaro em prisão domiciliar

A Procuradoria-Geral da República defendeu que Jair Bolsonaro seja mantido em prisão domiciliar no caso da pistola Glock 9mm apreendida em uma blitz no Distrito Federal. O parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, acompanha a conclusão da Polícia Civil do DF, que não indiciou o ex-presidente no episódio.

Segundo a manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal, a apuração policial tem “bom suporte” ao afastar, no caso de Jair Bolsonaro, a configuração de falta grave. Para Gonet, o episódio da arma não deve levar à revogação da prisão domiciliar.

“Não há imputar ao sentenciado falta disciplinar que impacte negativamente sobre o atual regime em que cumpre pena”, afirmou o procurador-geral no documento. A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal no STF.

Apesar de defender a manutenção da domiciliar, a PGR pediu que a pistola apreendida não seja devolvida a Bolsonaro. “A manifestação é, assim, pelo regular prosseguimento da execução no regime em que se encontra, mantendo-se a pistola apreendida”, escreveu Gonet.

A Glock 9mm estava no carro de Estácio Leite da Silva Filho, militar do Exército que atua na segurança do ex-presidente. Ele foi indiciado pela Polícia Civil por porte ilegal de arma de fogo, com agravante por ser sargento do Exército. A corporação concluiu que o porte funcional não autorizava o transporte de arma registrada em nome de terceiro.

No caso de Jair Bolsonaro, a Polícia Civil entendeu que não havia crime porque a arma tinha registro válido em nome dele. Em depoimento, o ex-presidente admitiu que a pistola era sua e disse que ela estava em sua residência durante o período de prisão domiciliar. Ao delegado, afirmou que “tinha três mulheres em casa” e que “não podia ficar desarmado”.

Moraes havia pedido manifestação da PGR depois de levantar a possibilidade de o caso configurar falta grave na execução penal. O ministro citou trecho da Lei de Execução Penal que trata da posse indevida, por condenado, de instrumento capaz de ofender a integridade física de outra pessoa.

Com o parecer, a defesa de Jair Bolsonaro terá 48 horas para se manifestar. Depois disso, Moraes decidirá se mantém a prisão domiciliar ou se adota outra medida contra o ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022. DCM.


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Política

Moraes envia à PGR caso de porte de arma de Bolsonaro após conclusão sem responsabilização pela Polícia Civil do DF

Investigação não apontou crime, mas PGR fará análise sobre eventual responsabilização

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu o inquérito sobre a arma de fogo do ex-presidente Jair Bolsonaro, apreendida durante uma blitz da Lei Seca, sem apontar responsabilização criminal. A investigação entendeu que o ex-chefe do Executivo possuía registro válido da pistola e que não havia restrições que impedissem a manutenção da arma em sua residência.

“Não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de ilegal de arma de fogo de uso restrito”, escreveu o delegado Thiago Boeing da Silva no relatório final da investigação. Segundo ele, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro, mas a arma não foi recolhida e também não foi registrada qualquer restrição em seu cadastro, levando a Polícia Civil a encerrar o caso sem indiciamento.

Apesar da conclusão da Polícia Civil, segundo apurou o Brasil de Fato, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o envio do inquérito à Procuradoria-Geral da República (PGR), que agora deverá analisar o caso e decidir se acompanha o entendimento da investigação ou se identifica elementos para a adoção de outras medidas no âmbito criminal.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por participar da tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023 e obteve o direito de cumprir a pena em casa devido às suas condições de saúde.

Ao prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito aberto para apurar o caso da arma de fogo apreendida com um de seus seguranças, Bolsonaro disse que em momento algum houve intenção de descumprir a lei.

Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o depoimento realizado na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, Bolsonaro confirmou que pediu ao militar ajuda para consertar a arma após constatar que ela não funcionava.


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Política

Moraes cobra PGR e defesa sobre prisão domiciliar de Bolsonaro após identificação de porte de arma

STF deu 48 horas à PGR e à defesa após episódio envolvendo arma do ex-presidente

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de Jair Bolsonaro (PL) se manifestem, no prazo de 48 horas, sobre a possibilidade de prisão domiciliar temporária do ex-presidente.

A medida ocorre em meio ao acompanhamento do cumprimento das cautelares impostas a Bolsonaro e leva em conta novos elementos relacionados ao caso. No despacho, Moraes cita o episódio da pistola registrada em nome do ex-presidente e encontrada no carro de um militar que integrava sua segurança, caso que amplia a pressão judicial sobre o dirigente da extrema direita.

O ministro também ressalta que o regime de cumprimento de pena pode ser endurecido caso haja descumprimento das medidas cautelares, inclusive com retorno ao regime fechado. A sinalização reforça o cerco judicial sobre Bolsonaro, que acumula investigações e se vê cada vez mais acuado diante do avanço das apurações.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por participar da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 e obteve o direito de cumprir a pena em casa devido às suas condições de saúde.

Ao prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito aberto para apurar o caso da arma de fogo apreendida com um de seus seguranças, Bolsonaro disse que em momento algum houve intenção de descumprir a lei.

Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o depoimento realizado na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, Bolsonaro confirmou que pediu ao militar ajuda para consertar a arma, após constatar que ela não funcionava.

*BdF


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Política

Moraes pede manifestação da PGR, antes de mandar Bolsonaro de volta à prisão

O caso é sobre a arma registrada em nome do ex-presidente estava no carro de um militar responsável por sua segurança

Na decisão, Moraes citou a Lei de Execuções Penais. O trecho mencionado prevê que comete falta grave o condenado que possui, de forma indevida, instrumento capaz de colocar em risco a integridade física de terceiros. Com isso, o ministro quer saber se a presença da arma durante o cumprimento da medida cautelar pode gerar consequências para Bolsonaro.

A apreensão da pistola
O caso ganhou repercussão após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 mm durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, realizada na última segunda-feira (15). A arma, registrada em nome do ex-presidente, estava no carro de um militar responsável por sua segurança. Ela foi recolhida por não estar acompanhada do certificado de registro.

Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, Bolsonaro reconheceu ser o proprietário da pistola. Segundo documento enviado ao STF, ele afirmou que a arma permanecia em sua residência enquanto cumpre prisão domiciliar. Também teria dito que não poderia ficar desarmado porque havia “três mulheres em casa”.

Depoimento sob sigilo
A oitiva foi conduzida pelo delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia. O policial permaneceu por cerca de 40 minutos no condomínio onde Bolsonaro mora. Em nota, a Polícia Civil informou que o ex-presidente respondeu a todas as perguntas, mas destacou que o conteúdo do depoimento está sob sigilo.

O advogado Paulo Cunha Bueno acompanhou a oitiva. Segundo ele, Bolsonaro repetiu a versão já apresentada ao Supremo. A defesa sustenta que o ex-presidente apenas pediu a um militar da equipe de segurança que verificasse o funcionamento da arma, após suspeitar de uma falha. Também nega que tenha determinado a retirada da pistola para conserto.

Paulo Bueno afirmou ainda que as medidas impostas a Bolsonaro não incluíam a entrega das armas registradas em seu nome. Por isso, considera improvável que o episódio influencie uma eventual decisão de Moraes sobre a manutenção da prisão domiciliar.

Pistola com militar da GSI
A pistola apreendida estava em poder de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), atualmente vinculado à Casa Civil. O órgão é responsável pela segurança dos ex-presidentes da República. O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal e acompanhado pelo STF.

Especialistas apontam que o episódio pode resultar em sanções administrativas. Também avaliam a possibilidade de questionamentos com base no Estatuto do Desarmamento, a depender das conclusões das investigações.


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Brasil Mundo

Rumble e Trump Media pedem à Justiça dos EUA julgamento à revelia de Moraes

Empresas sustentam que Moraes ‘não compareceu, respondeu, solicitou prazo adicional ou apresentou qualquer defesa’

A Rumble e a Trump Media, empresa ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediram nesta quinta-feira (18) que a Justiça da Flórida reconheça formalmente que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), não apresentou defesa dentro do prazo previsto em uma ação movida pelas companhias contra ele.

A medida representa um passo preliminar para um eventual julgamento à revelia. As empresas afirmam que Moraes foi citado por email em maio, por meio de um procedimento alternativo autorizado pela própria corte, e que o prazo para resposta terminou em 15 de junho sem manifestação do ministro.

Segundo os advogados da Rumble e da Trump Media, os documentos da ação foram enviados por meio de dois emails. Embora uma das mensagens tenha retornado com aviso de que a caixa não estava habilitada para receber emails, os autores afirmam ter recebido confirmação de entrega da mensagem enviada ao endereço vinculado ao gabinete do ministro.

Na petição, as empresas sustentam que Moraes “não compareceu, respondeu, solicitou prazo adicional ou apresentou qualquer defesa” após a citação. Com base nisso, pedem que a secretaria da corte registre formalmente o descumprimento do prazo processual pelo réu.

O pedido foi apresentado três dias após a AGU (Advocacia-Geral da União) ingressar no processo. A Rumble argumenta que a iniciativa do governo brasileiro não impede o reconhecimento de que Moraes deixou transcorrer o prazo sem apresentar defesa.

Ao anunciar a medida, a AGU afirmou que a ação representa uma tentativa de submeter atos praticados por um integrante da Suprema Corte brasileira à jurisdição de um tribunal estrangeiro, o que configuraria afronta à soberania nacional e à independência do Judiciário.

Na manifestação protocolada nesta quinta, porém, os advogados da Rumble afirmam que a atuação do governo brasileiro não substitui uma resposta de Moraes. Segundo eles, a República Federativa do Brasil não representa o ministro individualmente no processo e não possui autoridade para responder em seu nome.

Os autores destacam ainda que, embora o governo brasileiro tenha pedido para intervir na ação e solicitado seu arquivamento, Moraes não apresentou defesa própria nem pediu prorrogação do prazo para se manifestar.

A medida solicitada pelas empresas não encerra o processo nem representa uma vitória automática dos autores. Caso o pedido seja aceito, a ação seguirá para uma nova fase processual, na qual a Rumble e a Trump Media poderão buscar uma decisão favorável com base na ausência de defesa apresentada pelo réu.

A disputa judicial teve início após a Rumble e a Trump Media contestarem decisões de Moraes relacionadas à moderação de conteúdo e ao bloqueio de contas em plataformas digitais.

Em 22 de maio, a Justiça dos EUA autorizou a citação do magistrado por email. Segundo a decisão, foram frustradas as tentativas de notificação formal por meio de cooperação internacional entre os dois países. Com a citação efetivada, passa a correr prazo de 21 dias para apresentação de resposta, sob pena de decretação de revelia.

As empresas alegam que as determinações do ministro produzem efeitos nos Estados Unidos e violam garantias previstas na Constituição americana.

*ICL


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Política

Arma de Bolsonaro apreendida reduz chance de Moraes prorrogar prisão domiciliar

Ministro avaliava renovar benefício devido ao bom comportamento do ex-presidente, mas entrou em alerta

A apreensão de uma arma registrada no nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma blitz em Brasília, na noite de segunda-feira (15), reduz as chances de que a sua prisão domiciliar possa ser prorrogada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O prazo da domiciliar temporária vence no próximo dia 25. O magistrado vinha cogitando a hipótese de renová-la por mais 90 dias, por considerar que a custódia estava sendo cumprida sem intercorrências ou indícios de descumprimento, mesmo em meio ao avanço das articulações para a campanha eleitoral.

Contudo, a pistola localizada com o militar Estácio Leite da Silva Filho, segurança de Bolsonaro, acendeu um alerta no ministro, que deu 24 horas para a defesa do ex-presidente se explicar. Estácio relatou à PM (Polícia Militar) que levava a arma para um conserto devido a uma pane, e que pretendia devolvê-la nesta terça (16).

Moraes determinou aos advogados que esclareçam “por que, às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedido a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento”. Segundo um interlocutor do ministro, a menção explícita ao fim do prazo é um mau sinal para Bolsonaro.

Além disso, o magistrado sugere que ordens judiciais podem estar sendo descumpridas, uma vez que são obrigatórios procedimentos de revista nos carros que saem da casa de Bolsonaro, e a arma do presidente foi flagrada com um terceiro a 33 quilômetros de distância do condomínio.

A PM respondeu a Moraes que faz a varredura em habitáculos e porta-malas dos veículos que deixam a residência de Bolsonaro, mas que os carros usados pelos seguranças ficam estacionados em via pública e não adentram a garagem, “razão pela qual não são submetidos a vistorias”.

A violação de medidas cautelares é um argumento utilizado com frequência por Moraes para revogar benefícios, como ocorreu nas ocasiões em que Bolsonaro apareceu nas redes sociais dos filhos ou quando o ex-presidente tentou romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, em novembro passado.

A desconfiança de Moraes também aumentou devido à postura do segurança durante a abordagem na blitz. O policial militar Davi Evangelista Alves afirma que a pistola estava no assoalho do carro e que, quando a percebeu, “o motorista, de forma repentina, fechou o vidro”.

Estácio também teria dito inicialmente que a arma “constava em sua funcional”, mas o policial diz que não encontrou esse registro na documentação do militar. Foi apenas ao ser indagado novamente que ele respondeu que a pistola era de Bolsonaro e que o equipamento costumava ficar dentro do carro.

Auxiliares de dois ministros alinhados a Moraes afirmam que a prorrogação da domiciliar era estudada pelo relator como forma de fazer um aceno ao bom comportamento de Bolsonaro desde o fim de março, quando a medida foi concedida para que o ex-presidente se recuperasse de um quadro de broncopneumonia, após um período de internação.

Isso permitiria que o ministro renovasse o prazo mesmo que Bolsonaro tenha melhorado da condição aguda de saúde. Nos últimos três meses, o ex-presidente não teve complicações que exigissem intervenções de urgência. Ele só voltou ao hospital uma vez, para operar o ombro, em um problema não relacionado à questão respiratória.

A avaliação do entorno de Moraes é a de que, se a explicação da defesa não convencer, Bolsonaro pode ser mandado de volta à Papudinha. O ministro já deixou claro, em manifestações anteriores, que o local tem condições de oferecer ao ex-presidente todos os cuidados médicos necessários, inclusive para casos de emergência, se preciso.

O relatório médico mais recente, enviado ao STF na sexta-feira (12), aponta que Bolsonaro segue tendo crises de soluço, com uma “piora considerável” observada entre os dias 9 e 10 de junho, quando foi necessária a administração de doses extras de medicamentos, “no limite terapêutico de segurança”.

A equipe médica recomenda exames para investigar esofagite crônica, o que a defesa já pediu a Moraes, que ainda não despachou. O relatório diz que Bolsonaro tem condição cardiológica estável, com pressão arterial sob controle, mas apresenta oscilações de equilíbrio e se queixa de “fadiga aos médios esforços”.

*ICL


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