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Política Saúde

Governo cobra de bets R$ 2,6 bilhões por prejuízo ao SUS e devolução a apostadores

Ação contra 17 empresas que concentram cerca de 80% do mercado também pede R$ 1 bilhão por danos coletivos e restituição em dobro em casos de ludopatia

A Advocacia-Geral da União (AGU) foi à Justiça nesta segunda-feira (28) para cobrar das maiores empresas de apostas do país o ressarcimento dos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) associados aos danos provocados pelo jogo. Estudos preliminares do Ministério da Saúde citados na ação estimam esse prejuízo em pelo menos R$ 2,6 bilhões.

A ação vai além da conta do SUS. A União também pede que as bets paguem ao menos R$ 1 bilhão por danos morais coletivos e devolvam em dobro, em determinadas situações, valores apostados por pessoas diagnosticadas com transtorno do jogo, conhecido como ludopatia.

O processo foi apresentado à Justiça Federal em Pernambuco contra 17 operadoras que, segundo a AGU, representam cerca de 80% do mercado nacional de apostas de quota fixa. Entre as marcas atingidas estão Betano, Bet365, Superbet, Sportingbet, Esportes da Sorte, Blaze, Betnacional, Estrelabet, Vaidebet, Pixbet, Betfair e KTO.

Na prática, a União tenta estabelecer na Justiça que as empresas também devem arcar com parte dos custos sanitários e sociais associados ao negócio que exploram.

União estima prejuízo de R$ 2,6 bilhões
Um dos principais argumentos apresentados pela AGU é a distância entre o dinheiro destinado pelas empresas à saúde pública e o custo que, segundo o governo, acabou absorvido pelo SUS.

Atualmente, apenas 0,12% da arrecadação destinada pelas operadoras vai para o Ministério da Saúde. No último exercício fiscal, segundo a ação, foram aproximadamente R$ 50 milhões.

O valor é uma fração dos R$ 2,6 bilhões que estudos preliminares do Ministério da Saúde estimam como prejuízo mínimo ao SUS relacionado às apostas. A conta apresentada pela União é 52 vezes maior que o montante repassado à Saúde.

Isso não significa que as empresas já tenham sido condenadas a pagar R$ 2,6 bilhões. A AGU quer primeiro que a Justiça reconheça a obrigação de ressarcir o SUS. Se isso acontecer, o valor definitivo será calculado posteriormente, durante a execução da decisão.

A União sustenta que o modelo atual permite que as empresas fiquem com os resultados econômicos da atividade enquanto parte de suas consequências recai sobre o orçamento público.

Na ação, a AGU afirma que as operadoras “privatizam proveitos expressivos decorrentes da exploração econômica das apostas”, ao mesmo tempo em que transferem ao SUS e à sociedade os custos relacionados ao adoecimento associado ao jogo.

Segundo os dados apresentados no processo, cerca de 28 milhões de brasileiros apostam atualmente e aproximadamente 10,9 milhões apresentam padrões de jogo considerados de risco ou problemáticos.

A AGU também cita dados do Ministério da Saúde que mostram crescimento de cerca de 140% nos atendimentos do SUS relacionados ao jogo patológico e ao jogo excessivo entre janeiro de 2018 e dezembro de 2025.

Apostadores com ludopatia podem receber dinheiro de volta
Outro pedido da AGU pode atingir diretamente a relação entre as plataformas e seus clientes.

A União quer que sejam consideradas nulas apostas feitas por pessoas diagnosticadas com transtorno do jogo em duas situações: quando a empresa continuou permitindo depósitos e apostas mesmo depois de ser formalmente informada sobre o diagnóstico; ou quando deixou de agir diante de sinais de comportamento de risco que poderiam ser identificados pelos próprios sistemas da plataforma.

Nesses casos, a AGU pede que o dinheiro seja devolvido em dobro, com correção monetária. Eventuais prêmios recebidos pelo apostador no mesmo período seriam descontados do valor da restituição.

A medida, porém, não significaria uma devolução automática para todas as pessoas diagnosticadas com ludopatia.

Primeiro, a Justiça precisa aceitar a tese da União. Se houver uma decisão favorável, serão estabelecidos critérios gerais. Depois, cada consumidor terá de demonstrar individualmente que se enquadra nessas condições e comprovar quanto teria direito a receber.

A AGU também pede que sejam consideradas sem efeito cláusulas contratuais usadas pelas plataformas para transferir integralmente o risco financeiro ao apostador ou impedir a restituição nessas situações.

Bets tiraram R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias em 2025
Para sustentar que o problema ultrapassa os gastos do sistema de saúde, a AGU levou à Justiça dados sobre os efeitos das apostas no orçamento das famílias.

Estimativa do Ministério da Fazenda citada na ação aponta que as bets retiraram cerca de R$ 62,5 bilhões do orçamento familiar brasileiro somente em 2025. São recursos que, segundo a União, deixaram de estar disponíveis para despesas como alimentação, moradia, educação e saúde, além de consumo e formação de poupança.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, outro levantamento apresentado no processo aponta uma redução de aproximadamente 43% na variação mensal do saldo bancário depois que uma pessoa começa a apostar, indicativo usado pela AGU para sustentar que as apostas diminuem a capacidade das famílias de manter reservas e bancar despesas emergenciais.

A ação cita ainda estimativas de impacto entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões sobre a atividade econômica nacional e de aproximadamente R$ 143 bilhões em efeitos da inadimplência sobre o comércio varejista.

Na área da saúde, estudo apresentado pelo Ministério da Saúde estima que os problemas relacionados ao jogo atingem, em média, seis pessoas próximas de cada apostador, com consequências que incluem endividamento, deterioração da saúde mental e violência familiar.

Ação atinge empresas que concentram 80% do mercado
As 17 empresas acionadas são responsáveis por algumas das maiores plataformas em operação no país: Betano, Bet365, Superbet, Sportingbet, Esportes da Sorte, Onabet, Blaze, Betnacional, Estrelabet, 7K, Cassino, 7Games, Betão, Vaidebet, H2 Bet, Pixbet, Novibet, Bullsbet, Betfair e KTO.

Segundo os estudos citados pela AGU, juntas elas concentram aproximadamente 80% do mercado brasileiro de apostas de quota fixa.

A União defende que eventual indenização seja dividida entre as empresas de acordo com a participação de cada uma no mercado. Como alternativa, pede que a Justiça reconheça a responsabilidade solidária, permitindo que o ressarcimento seja cobrado conjuntamente das operadoras.

O processo foi apresentado em Pernambuco porque, segundo dados do Ministério da Saúde citados pela AGU, o Nordeste concentra a maior proporção de pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica que apresentam padrões de jogo considerados de risco.

Agora, caberá à Justiça Federal decidir se aceita as teses apresentadas pela União. Além dos R$ 2,6 bilhões estimados como prejuízo mínimo ao SUS, estão em jogo o pedido de R$ 1 bilhão por danos morais coletivos e a possibilidade de restituição em dobro a consumidores que comprovem as condições estabelecidas na ação.

As empresas acionadas terão direito de apresentar suas defesas no processo.


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Política Saúde

Vídeo: Dra. Margareth Dalcolmo afirma que mais de 2 milhões de brasileiros morreram em consequência da Covid

Essa súbita volta do negacionismo contra as vacinas de Covid, tem um motivo macabro. Tentar esconder os dados de uma revelação oficial de um estudo que mostra que Bolsonaro não matou 700 mil por falta de vacina, e sim, o número real passa de dois milhões de vítimas fatais por falta de vacina no governo Bolsonaro.

O relatório de estatísticas mundiais de saúde, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), atualizou os números da Covid no mundo: 22,1 milhões de pessoas morreram em decorrência da doença entre 2020 e 2023.

É como se duas cidades de São Paulo tivessem desaparecido nos quatro anos da pandemia. E esse número é três vezes maior do que a estatística oficial, levando em consideração não apenas as vítimas diretas da doença, mas também as mortes por causa da interrupção no atendimento médico e a sobrecarga nos hospitais.

O quadro Extraordinários, do J10, no dia 16 de maio, foi ao vivo com a médica Margareth Dalcolmo, uma das principais vozes da ciência para garantir informação de qualidade à população, principalmente durante a pandemia.

Margareth é pesquisadora da Fiocruz, foi criadora e coordenadora do Centro de Referência Professor Hélio Fraga para o tratamento de tuberculose e é membro titular da Academia Nacional de Medicina.

O governo Lula instituiu o 12 de março como o Dia Nacional em memória às vítimas da Covid-19 – no Brasil, a pandemia matou, desde 2020, mais de 721 mil pessoas, e as mortes não cessaram com o fim da emergência sanitária. Desde o começo deste ano, foram 271, média de quase duas mortes por dia.


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Saúde

Sobe para 65 o número de mortes suspeitas após uso de canetas emagrecedoras, diz Anvisa

As mortes, segundo o órgão, ocorreram no período entre dezembro de 2018 e o mesmo mês de 2025

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) investiga 65 mortes suspeitas após o uso de canetas emagrecedoras. A informação foi revelada pela Agência Pública e confirmada pela Folha de S.Paulo.

As mortes, segundo o órgão, ocorreram no período entre dezembro de 2018 e o mesmo mês de 2025. Esse número supera um balanço anterior, divulgado pela própria Anvisa. Conforme noticiou a Folha, seis mortes eram investigadas até o começo deste mês, além de 225 eventos adversos, número agora atualizado para 2.436.

Segundo a agência, os óbitos ocorreram após o uso de remédios à base de semaglutida (princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, ambos da Novo Nordisk), da liraglutida e da tirzepatida, esta última princípio ativo do Mounjaro.

Anvisa aprova uso de Mounjaro para tratamento contra obesidade

“A Anvisa não investiga óbitos de forma individual. O que faz é a análise das notificações de suspeitas de eventos adversos recebidas como parte do monitoramento de farmacovigilância. O valor das notificações como evidência está no conjunto de dados que, somados e analisados de forma global, podem indicar mudanças no perfil de segurança e eficácia de medicamentos”, disse a agência em nota.

Os casos também resultam de canetas produzidas por farmácias de manipulação e por laboratórios não autorizados. Há canetas que chegam no Brasil por contrabando de outros países da América do Sul e são comercializadas clandestinamente.

As investigações passam por um longo processo clínico e científico, segundo a Anvisa. Isso porque a despeito do uso desses remédios pelos usuários que morreram, não é possível dizer se eles são a causa direta dos óbitos, que podem também estar relacionados à combinação com outros medicamentos e comorbidades.

No dia 9 de fevereiro, a Anvisa emitiu um alerta para os riscos de pancreatite decorrentes do uso de canetas emagrecedoras.

A Eli Lilly disse, na ocasião, que a bula do Mounjaro (tirzepatida) aponta a inflamação do pâncreas (pancreatite aguda) como uma reação adversa incomum. A empresa orienta que os pacientes conversem com um médico para saber mais sobre os sintomas e, em caso de suspeita de pancreatite durante o tratamento, informem o profissional de saúde e interrompam o uso do medicamento.

A Novo Nordisk, que comercializa os medicamentos Ozempic, Wegovy e Saxenda, afirmou em comunicado que “embora o risco já conste nas bulas aprovadas no Brasil, as notificações têm aumentado no cenário internacional e nacional, o que exige reforço das orientações de segurança”.

*ICL


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Saúde

Anvisa aprova cultivo de cannabis medicinal no Brasil; veja o que muda

Decisão também prevê mudanças sobre venda em farmácias e amplia formas de uso de medicamentos

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (28), o cultivo de cannabis para fins medicinais e de pesquisa no país. A decisão foi aprovada de forma unânime e atendeu a um pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, em novembro de 2024, determinou que a Anvisa regulamentasse o cultivo da planta, desde que exclusivamente para fins medicinais e farmacológicos.

Com a nova regra, a Cannabis sativa poderá ser cultivada por empresas, universidades e associações de pacientes para o uso em medicamentos. Até então, o Brasil não permitia o cultivo, o que fazia com que as empresas importassem a planta ou seus extratos.

A decisão prevê que será permitido o cultivo do cânhamo industrial com uma variação da Cannabis sativa com teor de tetrahidrocanabinol (THC), o principal componente psicoativo da planta, inferior a 0,3%. Essa concentração não causa efeitos psicotrópicos, mas ao mesmo tempo possui alto teor de canabidiol (CBD), substância terapêutica utilizada em medicamentos. Entre os distúrbios tratados com o canabidiol, estão ansiedade, dor crônica, epilepsia, distúrbios do sono, Parkinson, Alzheimer e outras condições neurológicas.

De acordo com a nova regra, a produção de cannabis será limitada de acordo com a demanda farmacêutica e estará sujeita a justificativas apresentadas pelas empresas responsáveis.

A Anvisa também impôs regras para o cultivo de cannabis com THC acima de 0,3%. Nesse caso, o cultivo será exclusivamente para fins de pesquisa e para ambientes regulatórios experimentais autorizados pelo órgão.

Abaixo, entenda o que muda com as novas decisões da Anvisa

Venda em farmácias
Com as novas regras, a Anvisa passa a permitir a venda de canabidiol em farmácias de manipulação. O diretor do órgão, Thiago Campos, ressaltou que o avanço representa uma alternativa “relevante” de acesso para associações de pacientes.

Expansão das formas de uso
Antes, fármacos contendo cannabis só podiam ser registrados nos formatos oral e inalatório. Com a nova regra, também estão permitidos medicamentos via bucal, sublingual e dermatológica.

Ampliação do acesso
Outra mudança se refere ao público que poderá utilizar os medicamentos à base da canabidiol. Atualmente, somente pacientes em cuidados paliativos ou com condições clínicas irreversíveis ou terminais podem fazer uso da substância. Com a nova decisão, pacientes com doenças debilitantes graves também poderão usar os medicamentos.

Produção em centros e projetos de pesquisa
As novas regras da Anvisa também ampliaram os locais de produção e estudo sobre a cannabis. A partir da decisão, instituições de ensino e pesquisa reconhecidas pelo MEC, ICTs públicos, indústrias farmacêuticas e Órgãos de Defesa do Estado também poderão realizar pesquisas sobre a substância.

Nesses casos, no entanto, não está permitida a comercialização ou doação para pacientes.

A expectativa com as novas decisões da Anvisa é que o país avance não só na produção da substância, mas principalmente no tratamento de doenças e distúrbios tratados a partir da cannabis.


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Brasil Saúde

Intoxicação por Metanol já somam 113 notificações em diversos estados e no Distrito Federal

O Brasil registrou 113 notificações de intoxicação por metanol associadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, distribuídas em cinco estados, São Paulo, Pernambuco, Bahia, Paraná, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, conforme balanço do Ministério da Saúde divulgado em 3 de outubro de 2025.

Desses, 11 casos foram confirmados em laboratório e 102 estão em investigação, com São Paulo concentrando mais de 90%, 101 notificações, sendo 11 confirmados e 90 em análise.

Há 12 óbitos notificados: um confirmado em São Paulo e 11 em investigação (oito em SP, um em PE, um na BA e um no MS).

O Ministério da Saúde atribui o aumento a possíveis adulterações em bebidas, o que é atípico, pois o país registra em média cerca de 20 casos por ano, geralmente ligados a suicídios ou consumo de combustíveis por pessoas vulneráveis.

O governo federal montou uma sala de situação para monitoramento, adquiriu antídotos como etanol farmacêutico, 4,3 mil ampolas já compradas, mais 150 mil em processo e busca fomepizol via importação e doações internacionais.

Sintomas da intoxicação incluem dor de cabeça, náuseas e visão embaçada, aparecendo 12-24 horas após ingestão, podendo levar a cegueira, coma ou morte. Recomenda-se evitar bebidas destiladas suspeitas e notificar autoridades sanitárias imediatamente em casos suspeitos.


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Saúde

Bolsonaro foi diagnosticado com câncer de pele

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por um procedimento para remover células ligadas a um câncer de pele, de acordo com informações do médico Claudio Birolini. Terá que passar por acompanhamento clínico e avaliação periódica.

De acordo com o médico Cláudio Birolini, trata-se de uma condição intermediária, que não é a mais leve e nem a mais grave entre os tipos de câncer de pele.

Informação foi divulgada hoje no começo da tarde. Desde ontem, o ex-presidente se encontrava internado no hospital DF Star, em Brasília (DF).

Bolsonaro só foi informado sobre a situação hoje. Foram encontradas lesões com células cancerígenas no braço e no tórax.

Bolsonaro passou por uma crise de soluços, vômito, queda de pressão e anemia. No hospital, ele fez uma série de exames que identificaram persistência de anemia e mudanças na função renal. O ex-presidente também fez ressonância magnética para tentar identificar os motivos por trás de sintoma de tontura, mas o exame não identificou alterações graves.


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Política Saúde

Pacientes do SUS também poderão ser atendidos por planos de saúde a partir de agosto

Cada serviço prestado será convertido em um Certificado de Obrigação de Ressarcimento (COR)

Pacientes da rede pública de saúde, a partir de agosto, poderão contar com atendimento também por meio de planos de saúde. A medida integra o programa Agora Tem Especialistas e prevê a conversão de até R$ 750 milhões em dívidas de ressarcimento ao SUS, acumuladas por operadoras de saúde, em serviços especializados, como consultas, exames e cirurgias.

O principal objetivo ampliar o acesso à atenção especializada e reduzir o tempo de espera na rede pública. O programa foi apresentad na segunda-feira (28) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e a presidente da ANS, Carla de Figueiredo Soares.

Com a medida, o governo federal autoriza operadoras de saúde a quitarem suas dívidas com o SUS por meio da oferta de serviços à população, sem qualquer custo ao paciente. As dívidas são provenientes de atendimentos realizados pela rede pública que deveriam ter sido cobertos pelos planos.

“Estamos implementando pela primeira vez na história do SUS um modelo que transforma dívidas em ações concretas para reduzir filas e garantir dignidade a quem mais precisa”, destacou o ministro Alexandre Padilha.

Segundo a presidente da ANS, a inovação vem acompanhada de mecanismos rigorosos de fiscalização. “Não há espaço para que operadoras deixem de atender seus clientes. Pelo contrário: o programa incentiva que ampliem sua capacidade, beneficiando tanto usuários de planos quanto pacientes do SUS”, ressaltou Carla Soares.

Com a nova regra, os planos de saúde poderão oferecer assistência ao SUS em seis especialidades prioritárias: oncologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, cardiologia e ginecologia. A participação será voluntária e deverá atender às necessidades apontadas por estados e municípios.

Para aderir ao programa, as operadoras devem comprovar capacidade técnica e apresentar uma matriz de oferta de serviços. Entre as vantagens da adesão estão a regularização fiscal, o melhor aproveitamento da estrutura hospitalar já contratada e a redução de disputas judiciais e administrativas.

Operadoras devem oferecer serviços de acordo com demanda local do SUS
O processo começa com a manifestação de interesse via plataforma InvestSUS. O Ministério da Saúde avaliará a situação da operadora e a compatibilidade dos serviços oferecidos com as demandas locais do SUS. Se aprovados, os serviços entram em uma espécie de “prateleira” acessível a estados e municípios, que poderão selecionar os atendimentos conforme suas necessidades. A prestação dos serviços começa imediatamente após a aprovação.

Os valores convertidos em serviços serão negociados com a ANS ou com a Procuradoria-Geral Federal, no caso de dívidas já inscritas.

A prestação dos serviços será distribuída por região, de acordo com critérios de equidade e prioridade clínica. Para evitar pulverização e garantir escala, os planos deverão realizar, no mínimo, 100 mil atendimentos mensais. Em casos excepcionais, planos de menor porte poderão participar com um mínimo de 50 mil atendimentos mensais, desde que atendam a áreas com alta demanda e pouca oferta. O monitoramento será feito por estados, Distrito Federal e municípios, com apoio técnico do Ministério da Saúde.

Uma das grandes inovações do programa está no modelo de pagamento: as operadoras serão remuneradas apenas após a conclusão dos chamados Combos de Cuidados Integrados (OCIs), pacotes que incluem consultas, exames e tratamentos, como cirurgias, dentro de prazos previamente definidos. As especialidades contempladas nos OCIs são ginecologia, cardiologia, oncologia, ortopedia, otorrinolaringologia e oftalmologia

Cada serviço prestado será convertido em um Certificado de Obrigação de Ressarcimento (COR), documento necessário para que a dívida com o SUS seja abatida.

*ICL


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Mundo Saúde

Avanço histórico na luta contra o câncer: Reino Unido inicia aplicação de vacina inédita contra até 15 tipos de câncer

🇬🇧💉
O Reino Unido acaba de iniciar a aplicação de um tratamento inédito e revolucionário contra o câncer: uma injeção subcutânea de imunoterapia com nivolumabe (Opdivo).

Essa nova abordagem tem o potencial de combater até 15 tipos diferentes da doença, oferecendo mais agilidade e conforto aos pacientes.

Diferente da versão tradicional aplicada via intravenosa, essa nova forma reduz significativamente o tempo de administração, otimizando o trabalho dos profissionais da saúde e melhorando a experiência dos pacientes.

🧬 O tratamento está sendo disponibilizado gratuitamente pelo sistema público de saúde britânico (NHS), graças a um acordo com a farmacêutica Bristol Myers Squibb.

A iniciativa faz parte dos esforços do Reino Unido para ampliar o acesso a terapias inovadoras e salvar mais vidas até 2030.

🌍 Um passo gigantesco na medicina — e um exemplo de como políticas públicas podem transformar o futuro da saúde!


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Saúde

Chico Buarque passou hoje por cirurgia no crânio

Cantor foi operado pelo neurocirurgião Paulo Niemeyer para aliviar pressão intracraniana e já se recupera bem no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro.

O cantor e compositor Chico Buarque, de 80 anos, foi submetido a uma cirurgia no crânio na manhã desta terça-feira (3). O procedimento, realizado no Hospital Copa Star, em Copacabana, teve como objetivo reduzir a pressão intracraniana e já estava previamente agendado. A informação foi divulgada inicialmente pelo colunista Ancelmo Gois, de O Globo.

A operação, de acordo com o jornal, foi conduzida pelo neurocirurgião Paulo Niemeyer e durou cerca de uma hora. De acordo com a reportagem, o músico já retornou ao quarto, encontra-se lúcido, falando normalmente e com previsão de alta nos próximos dois ou três dias. Ao seu lado, permanece a companheira, a jurista Carol Proner. O artista também está sendo acompanhado pelo clínico geral Antonio José Carneiro.

A necessidade da intervenção cirúrgica foi identificada durante um check-up de rotina realizado recentemente, que apontou um acúmulo de líquido na cabeça. O diagnóstico precoce evitou complicações mais graves, já que, caso não tratado, o quadro poderia comprometer a fala e locomoção do artista.

No domingo (1), Chico protagonizou um momento marcante ao fazer uma participação especial no show “Tempo rei”, de Gilberto Gil, realizado na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. Emocionado e visivelmente nervoso, ele subiu ao palco para cantar “Cálice” ao lado do amigo e chegou às lágrimas. Entrou e saiu com passos lentos, demonstrando certa dificuldade de locomoção.

Embora a apresentação tenha chamado atenção pelo estado físico do artista, o episódio pode estar relacionado não apenas ao problema diagnosticado recentemente, mas também a outros procedimentos pelos quais ele passou nos últimos anos. Em 2021, Chico foi operado da coluna para tratar uma estenose do canal vertebral e, em 2023, submeteu-se a uma artroscopia no joelho direito, devido ao desgaste da articulação, diz o 247.

Apesar das recentes intervenções médicas, o artista manteve sua rotina ativa. Na quinta-feira anterior à internação (29), Chico jogou sua tradicional pelada com o time Politheama. Ele completa 81 anos no próximo dia 19.

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Saúde

SUS passa a oferecer transplante de intestino delgado e multivisceral

Os novos métodos oferecidos pelo SUS pode ajudar pessoas com falência intestinal.

Transplante de intestino delgado e multivisceral ao SUS e passa a ofertar alternativa de tratamento definitivo, que traz maior qualidade de vida para pessoas com falência intestinal ou com outras condições raras relacionadas à insuficiência do intestino. O anunciou foi feito em fevereiro pelo Ministério da Saúde e já tem surtido impactos para os brasileiros.

Entenda os novos tratamentos do SUS
Esses transplantes são indicados para casos de falência intestinal, quando o intestino não consegue mais digerir ou absorver os nutrientes essenciais para o corpo, além de ser útil no tratamento de tumores abdominais e outras complicações graves. Tais condições raras não tinham tratamento definitivo disponível no Brasil.

Na avaliação do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics), Carlos Gadelha, ao oferecer esse tipo de transplante, o SUS reforça seu compromisso em atender de forma equitativa e eficaz, proporcionando a essas pessoas uma chance real de recuperação e melhor qualidade de vida.

“Essa inclusão no SUS representa mais uma ação importante do sistema de saúde brasileiro para garantir o acesso a tratamentos de alta complexidade e que tragam qualidade de vida para a população, especialmente para pacientes com condições raras e graves”, afirma Gadelha.

Pessoas com falência intestinal contavam, até então, com tratamentos paliativos no SUS, que envolvem, entre alternativas, a nutrição parenteral – quando os nutrientes são administrados diretamente na corrente sanguínea, geralmente por meio de uma veia. Embora seja considerada fundamental para o cuidado de pacientes com essas condições, a nutrição pode trazer consequências para a saúde de pacientes, o que muitas vezes impossibilita a continuidade do tratamento.

Os dois procedimentos estavam disponíveis pelo SUS em alguns hospitais, devido a convênios estabelecidos pelo Ministério da Saúde com hospitais de excelência, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). A iniciativa possibilitou que a incorporação fosse realizada em um cenário de capacidade técnica já instalada no país, o que permitiu a ampliação.

A demanda para incorporação dos dois procedimentos é do próprio ministério e foi recomendada pela Conitec.

Mais qualidade de vida
Estudos mostram que, atualmente, cerca de 15 pacientes por ano precisam desses transplantes. Embora o processo seja complexo e a recuperação longa, ele oferece uma melhora significativa, permitindo uma rotina mais próxima da normalidade.

Além do custo do transplante em si, também foram levados em conta os gastos com a manutenção da saúde dos pacientes, que muitas vezes enfrentam complicações durante o tratamento. Um fator importante para a decisão de incluir tais procedimentos no SUS foi a necessidade de integrá-los ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT), um dos maiores e mais eficientes do mundo.

Diferenças
Confira as principais diferenças entre os dois tipos de procedimento:

Transplante de intestino delgado (TID)
Procedimento cirúrgico que envolve a substituição do intestino delgado doente por um intestino saudável de um doador;

Indicado, principalmente, em casos de com falência intestinal grave ou complicação da nutrição parenteral total (NPT).

Transplante Multivisceral (TMV)
Procedimento cirúrgico em que dois ou mais órgãos abdominais (estômago, pâncreas, intestino delgado, fígado e, às vezes, o cólon) são transplantados ao mesmo tempo;

Indicado em casos em que múltiplos órgãos do sistema digestivo estão comprometidos e não podem ser tratados de forma eficaz com terapias convencionais ou transplantes de órgãos isolados.

*Por Ministério da Saúde