Categorias
Política

O bolsonarismo não é só fanatismo, é um culto de zumbis fiscais que transformou a “honestidade” em piada de bar e a família em máquina de nota fria

A CHAVE DE ACESSO existe pra provar que uma nota fiscal é legítima. Serve pra qualquer cidadão comum verificar se o documento não é papel higiênico carimbado. Só que no escritório do senador Flávio Bolsonaro essa chave virou enfeite de Natal. Três notas, R$ 1,5 milhão no total, emitidas para empresas de fachada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o mesmo que está no centro da Operação Compliance Zero. Duas de R$ 500 mil pra Copenhagen Consultoria (empresa aberta com capital social de R$ 40, que movimentou R$ 58 milhões de fundos ligados ao Banco Master) foram canceladas rapidinho. A terceira, também de R$ 500 mil, foi “paga” pela Contábil Correa sob a desculpa genérica de “consultoria jurídica”. As duas empresas compartilham o mesmo contador. Coincidência? No Brasil do Bolsonaro, coincidência é o nome que se dá pra esquema.

O responsável por essas empresas já foi investigado pela Polícia Federal por uso de notas falsas. Os próprios documentos da PF e áudios mostram que Vorcaro negociava com os filhos de Jair o financiamento de um “filme” sobre a família. Flávio, em público, chegou a admitir que a Copenhagen “é supostamente usada por Vorcaro para fazer pagamentos para algumas pessoas”. “Algumas pessoas”. Que fofo.

O modus operandi é clássico e sujo:
• Empresas com capital de ficha de bar pra receber dezenas de milhões
• Notas simuladas pra justificar saída de dinheiro
• “Consultorias jurídicas” que ninguém consegue provar que existiram
• Fundos e DTVM pra distanciar o nome de Vorcaro
• Evasão, sonegação, ocultação de patrimônio e distribuição de grana pra quem interessa

Enquanto isso, a tropa digital continua no piloto automático: “Michele está sendo chantageada”, “é o sistema querendo prender o Bolsonaro de novo”, “Flávio presidente no primeiro turno”, “Lula ditador comunista censurador”. Qualquer evidência de nota fria, empresa de R$ 40 movimentando R$ 58 milhões, ou senador admitindo que a firma serve pra pagar “algumas pessoas” é automaticamente descartada como “perseguição”. A honestidade só vale quando o cheque não chega na conta deles.

A direita e a extrema direita (Por aqui atendendo com o nome de batismo de Centrão) descobriram agora que, para a familícia Bolsonaro, em 1° lugar os Bolsonaro, em 2° lugar os Bolsonaro, em 3° lugar os Bolsonaro e em 4° lugar “podemos negociar”.

O bolsonarismo não defende o Brasil. Defende a impunidade dos seus. E quanto mais as provas aparecem, mais agressivo e delirante fica o discurso. Isso já passou do suportável há muito tempo. Agora é só a decadência diária de um movimento que trocou a narrativa da luta anticorrupção pela defesa descarada de nota cancelada e empresa de fachada.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Com a campanha cada vez mais esvaziada, o catálogo de absurdos em torno de Flavio Bolsonaro, só aumenta

Para quem sabe ler, pingo é letra.

Não foi por acaso que Michelle, nesta segunda-feira, compartilhou e com uma larga difusão, um vídeo de Antony Garotinho denunciando a tal Festa das Astronautas, de Vorcaro, com mulheres nuas, usando capacetes, em que várias figuras públicas como senadores, governadores, secretários de direita participaram da esbórnia.

Esse acervo, que entrou para a lista de Michelle em suas redes sociais, tem o objetivo claro de atingir Flavio Bolsonaro.

Para piorar ainda mais, a ex-primeira-dama do clã Bolsonaro abdicou da presidência do PL Mulher.

Essa notícia, que veio hoje a público, foi facilitada pela variedade de lambanças que os assessores mais próximos de Flavio, como Paulo Figueiredo, tiraram da cartola para atacar justamente Michelle, sugerindo que mulher brasileira não sabe votar, sobretudo as mulheres solteiras, porque as casadas aceitam ser subjugadas pelos maridos bolsonaristas. Ele ainda mandou uma frase impublicável, tamanho o nível de baixaria.

Na verdade, era para a campanha de Flavio ter sido extinta há muito tempo, mas o bolsonarismo se impõe não pelo antipetismo, isso é mais que uma vertigem, é uma balela. O que motiva essa gente é ódio ao Brasil real, principalmente o rancor racista das cotas e do Bolsa Família que atende às camadas mais pobres da população.

O bolsonarismo é isso, justificado como antipetismo, mas é uma gente que está cada dia mais despudoramente fascista, reacionária, intelectualmente nula e socialmente distante da sociedade brasileira.

Os argumentos centrais não são unificados, porque não há debate sobre absolutamente nada no bolsonarismo, é ira contra o resto do país, raiva de ser brasileiro, porque eles sempre sonharam se transformar em norte-americanos e, claro, apoiam as tarifas de Trump contra eles próprios, além da submissão total aos EUA.

Se fosse somente uma disputa eleitoral sem o arco de aliança do inferno, Flavio nem voltaria mais ao Brasil, mas mesmo o feitiço virando contra o feiticeiro, essa horda de sabujos americanizados exige que o bolsonarismo inimigo da população tenha um representante na disputa presidencial.

Essa gente pratica o ódio em quarto grau. E a tendência é produzir a própria pobreza eleitoral da campanha de Flavio até 4 de outubro, quando Lula tem possibilidade de liquidar o pleito logo no primeiro turno. É isso que mostram as pesquisas com votos válidos.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos em X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Estamos assistindo ao vivo e a cores o fim da grotesca mentira chamada bolsonarismo

Jamais se esqueçam que Michelle era a primeira-dama da rachadinha do clã.

Até hoje, nada disse dos depósitos de Queiroz em sua conta.

Não me venham falar que ela não sabe medir as consequências de sua fala. Por isso mesmo ela está esperando sua expulsão do PL, como querem muitos do partido larápio de Bolsonaro por alta traição à pátria da milícia.

Michelle sabe exatamente por que testemunhou, in loco, o próprio esquema da cúpula bolsonarista para chegar ao poder, e dele, formar uma verdadeira comissão de caça ao tesouro, assim foi feito.

A santa está amarrada nessa história até a medula e será arrastada até o buraco que o clã que, nem com oferta na bacia das almas, terá espaço para qualquer voo solo.

Na verdade, o que Michelle está deixando claro é que o bolsonarismo já deu o que tinha que dar e o próprio Bolsonaro está, assim como Michel Temer, com valor de mercado negativo.

Sem poder e, consequentemente, sem aquela montanha de dinheiro que esquematizou com uma falange de oportunistas, nunca antes vista na história do Brasil, o “mito” volta à condição de aspirante de baixo clero.

É o que está escancarado no sincericídio da ex-primeira-dama para provocar uma crise que, praticamente, degola a candidatura à presidência do seu enteado.

É uma crise familiar? Sim, afinal ela é casada com o líder máximo da facção terrorista chamada clã Bolsonaro, mas isso não é causa, é consequência de uma realidade estabelecida com o debacle de Flavio nas pesquisas que, na verdade, coloca Lula a 1,2% de vencer a eleição já no primeiro turno, isso antes da mais recente crise michellina.

Na verdade, segundo O Globo, Bolsonaro sabia que Michelle daria essa declaração pública.

Trocando em miúdos, Michelle não está pulando fora do barco por conta do furdunço armado por ela no Ceará contra Ciro Gomes, aliadão de Flavio, a quem ele de fato chamou de corrupto. Mas Moro não fez o mesmo, não saiu do governo Bolsonaro atirando, dizendo que são todos corruptos?

Por que Michelle não se indignou com a recente aliança de Flavio com o juiz vigarista?

Na realidade, a esperta só está vendo os últimos suspiros do moribundo bolsonarismo, criado e sustentado por um número incontável de mentiras, inclusive, sobre  sua suposta força, que já havia sido desmascarada com a derrota de Bolsonaro para Lula, mesmo comprando mais de uma dezena de milhões de votos.

Só para refrescar a memória do que está acontecendo e mostrar que não tem santo nesse pardieiro. Mauro Cid, em troca de mensagens com Fabio Wejngarten, disse que “Michelle tem um passado podre”.

Em delação premiada, o mesmo Mauro Cid disse que Michelle e Eduardo Bolsonaro comandavam o núcleo mais duro da tentativa de golpe.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos em X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Travou: O esgoto digital do bolsonarismo não funciona mais

Os números das pesquisas mostram que os ataques vindos do esgoto digital da campanha de Flavio, bateu biela, e a máquina parece emperrada. Daí a comfusão mental de Flavio desdizendo tudo o que disse sobre privatizações, Bolsa Família, fim da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, e por aí vai.

Flavio não está somente perdendo musculatura eleitoral, é um processo sarcopênico de um discurso esgotado. A tal guerra cultural, que nada mais era do que a tradução de um sistema de massificação digital, que atacava adversários como inimigos que deveriam ser banidos da vida nacional, faliu, morreu, e não segura nem os votos prometidos que Flavio tinha até o escândalo do Banco Master grudar na sola do seu sapato com a lavagem de dinheiro justificada com a aura de um filme do pangaré do seu pai, deixando claro que Vorcaro teve muitos benefícios públicoa durante o governo Bolsonaro, a partir do clã.

Flavio, como bem disse Valdemar da Costa Neto, estava no áudio cobrando de Voraro o cumprimento do acordo em espécie um dia antes do irmãozão camarada ser preso e ficar impossibilitado de pagar a outra parte da fatura.

Se antes, durante o governo Bolsonaro, a máquina de assassinatos de reputação funcionava com a lubrificação de Carluxo e seu gabinete do ófio, patrocinado pela Secom, o bolsonarismo não consegue superar a limitação de operar sem os milhões de verba pública.

Para piorar, Flavio, como opositor, tem que apresentar propostas alternativas ao governo Lula, mas elas não apareceram, pior, Flavio resolve xerocar o discurso social de Lula e deu uma cruzeta como um nó na cabeça dos bolsonaristas renitentes.

O fato é que, sem ter grana para bancar a sujeira e dar estabilidade ao esgoto bolsonarista, todos os tiros de balas de prata que Flavio usou contra Lula, mascaram miseravelmente. Pior para o clã.

Lula, macaco velho, campeão de eleição presidencial, usou o limão para fazer limonada, trazendo para si o inverso do que a campanha de Flavio previa.

Na verdade, Flavio está totalmente perdido, seu cálculo eleitoral foi feito por algum analfabeto e o tal estilismo estratégico afunda amais rápido a sua canoa.

Não há algoritmo possivel sem dinheiro e, vendo a geladeira do bolsonarismo vazia, os algoritmos acharam melhor dormir para passar a fome.

Claro que isso deixa o militante fascista, órfão, totalmente sem rumo por conta do discurso enviesado de Flavio em “defesa do social”, o que por si só, é uma gigantesca piada. Mas não deixa de ser extremamente revelador, já que suas intenções de voto deram uma recuada pesada na mesma proporção em que Lula avança sobre parte considetável do chamado eleitor indeciso ou independente.

Flavio está ansioso, suando frio com risco de repetir a caganeira que protagonizou num debate para a prefeitura do Rio de Janeiro.

Não pode ficar em silêncio, pois seria confessar que não tem nem pedra para jogar na vitrine de Lula.

A campanha do 01 não é só insuficiente para conduzir o corrupitaço Flavio ao topo da disputa, o embrulho de bosta, que vinha sendo tratado como o novo filé mignon da Faria Lima, não foi suficiente para suprir o odor que exala seu passado recente, somado ao perfil de suas rachadinhas, foramção de quadrilha e peculato, sem falar na traição ao Brasil em pleno EUA de Trump.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos em X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Eduardo Bolsonaro será julgado no STF, dia 16, por tentar coagir instituições

Deputado cassado do PL-SP procurou chantagear autoridades brasileiras com sanções dos EUA para livrar Jair Bolsonaro de julgamento por tentativa de golpe

O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o próximo dia 16 o julgamento de ação penal contra o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Trata-se de processo relativo à atuação do ex-parlamentar nos EUA, visando interferir no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe.

O crime que lhe é imputado é o de coação no curso do processo, cuja pena pode variar de um a quatro anos de prisão, tempo que pode ser aumentado conforme análise eventuais agravantes. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes.

No ano passado, Eduardo foi para os Estados Unidos pleitear, junto a integrantes do governo de Donald Trump, ações contra o Brasil e autoridades em virtude do julgamento de Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado. O objetivo era chantagear as instituições brasileiras para que a ação fosse suspensa e o ex-presidente saísse impune, o que não ocorreu.

Leia também: Diretor da PF defende inquérito sobre envio de recursos de Vorcaro aos EUA

A articulação do então parlamentar, juntamente com o jornalista Paulo Figueiredo, configurou grave afronta tanto ao Poder Judiciário quanto à soberania nacional. Na esteira de sua atuação, foram aplicadas sanções ao Brasil como o tarifaço — que causou prejuízos econômicos — e a Lei Magnitsky sobre magistrados, como Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.

“O inconformismo do réu materializou-se em atos concretos de hostilidade e promessas (efetivadas) de retaliação internacional, com o objetivo claro de paralisar as persecuções penais em curso, o que preenche integralmente os requisitos do tipo penal imputado”, assinalou a Procuradoria-Geral da República (PGR) em sua denúncia, apresentada em setembro, após relatório da Polícia Federal encaminhado ao órgão em agosto.

As alegações foram aceitas por unanimidade pela Primeira Turma em novembro. Na ocasião, Moraes destacou que “o elemento subjetivo específico evidencia-se, em tese, pelo fato do denunciado pretender criar ambiente de intimidação sobre as autoridades responsáveis pelo julgamento de Jair Messias Bolsonaro”.

Além disso, sustentou que “a grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entrada de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este Ministro Relator”. Vermelho.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs

Categorias
Política

Como o bolsonarismo instrumentalizou a política externa de Trump contra a soberania brasileira

Para o Planalto, a manobra não é apenas um ato de política de segurança, mas uma interferência direta no processo eleitoral brasileiro, articulada pelo bolsonarismo.

Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (28) a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, decisão que ocorreu um dia após reunião do senador Flávio Bolsonaro com Donald Trump no Salão Oval e que pegou o governo brasileiro de surpresa, sem aviso prévio.

A medida entra em vigor de forma escalonada: a designação como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) tem efeito imediato, enquanto a classificação como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) passa a valer em 5 de junho. Para o Planalto, a manobra não é apenas um ato de política de segurança, mas uma interferência direta no processo eleitoral brasileiro, articulada pelo bolsonarismo para criar um trunfo de campanha e, possivelmente, desviar o foco de investigações em curso da Polícia Federal.

O anúncio e o impacto imediato
O comunicado do secretário de Estado Marco Rubio descreveu PCC e CV como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”, afirmando que seus membros “orquestraram ataques brutais contra policiais, funcionários públicos e civis brasileiros” e que sua influência se estende além das fronteiras do país.

A nota formalizou duas categorias distintas de designação com consequências jurídicas diferentes. A classificação como SDGT bloqueia automaticamente qualquer propriedade dos grupos localizada em território americano e proíbe cidadãos dos EUA de realizar transações com essas organizações. Já a designação como FTO, que entra em vigor em 5 de junho, torna ilegal fornecer qualquer apoio material ou recursos às facções, e obriga instituições financeiras americanas a reter fundos vinculados a elas e reportá-los ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro.

Na prática, a mudança de enquadramento jurídico altera profundamente a arquitetura da cooperação policial entre os dois países. O promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo e uma das maiores referências no enfrentamento às facções desde 2005, classificou a decisão como “muito grave” e afirmou não ver “nenhum benefício prático” na medida.

Em entrevista ao podcast O Assunto, Gakiya explicou que, ao sair da esfera policial, as investigações deixam de ser conduzidas pelo FBI e pela DEA para passar à CIA e às forças militares americanas. “Quando passa a ser classificado e tratado pela CIA e pelos militares, há o sigilo dessas informações, que passam a ser classificadas como secretos e ultrassecretos ou confidenciais. Então, provavelmente nós vamos ter um decréscimo, um prejuízo na troca de informações”, afirmou.

O promotor também alertou para o risco de contaminação do sistema financeiro brasileiro. A Operação Carbono Oculto já havia revelado que o PCC utiliza postos de combustíveis e contas em fintechs para lavagem de dinheiro, em uma cadeia que alcança bancos regulares. “Se a gente for levar ao pé da letra essa classificação de terrorismo, você poderia sancionar bancos que não tiveram diretamente nenhum contato com nenhum integrante do PCC”, disse Gakiya, apontando que instituições financeiras sem qualquer envolvimento direto com as facções poderiam ser atingidas por vínculos indiretos na cadeia de recursos.

A articulação política
A sequência de eventos não deixa margem para dúvida sobre a cadeia de influência. A decisão do Departamento de Estado foi anunciada um dia após reunião de Flávio Bolsonaro com Donald Trump no Salão Oval, onde o senador apresentou a classificação das facções como prioridade do grupo político brasileiro. Segundo relatos do encontro, Trump perguntou a Flávio quais seriam as principais questões de interesse, e o senador respondeu elencando a designação terrorista como item central.

Na mesma semana, Flávio também se reuniu com Marco Rubio, que assinou o comunicado oficial. Ao voltar ao Brasil, o senador publicou vídeo nas redes sociais atribuindo a si a decisão e afirmando ter “trabalhado para que eles fossem tratados como terroristas”.

Durante a reunião na Casa Branca, os participantes apresentaram a Trump estimativas de que cerca de um quarto do território brasileiro estaria sob influência de organizações criminosas. O presidente americano teria reagido com surpresa, questionando se o Brasil ainda mantinha controle sobre seu próprio território, o que reforçou a narrativa, cultivada pelo bolsonarismo, de um suposto “Estado terrorista” em colapso sob o governo Lula. Flávio também alegou, segundo relatos do encontro, que o governo brasileiro seria conivente com o crime organizado e que as facções manteriam conexões com grupos terroristas internacionais.

A imprensa internacional tratou o episódio sem eufemismos. O New York Times afirmou que a decisão ocorreu “após nova pressão dos Bolsonaros” e citou um “lobby agressivo” dos filhos do ex-presidente. O Financial Times avaliou que “o momento da decisão deve fortalecer politicamente” a candidatura de Flávio à presidência.

A agência Associated Press, em publicação no Washington Post, lembrou que Lula havia afirmado repetidamente, em outras ocasiões, que interpretaria tal ação dos EUA como interferência eleitoral a seu favor. O que era leitura política do Planalto tornou-se, com o anúncio, fato consumado.

Risco à soberania e economia
O governo Lula não foi avisado previamente da decisão, segundo fonte ouvida pela GloboNews. A ausência de notificação diplomática prévia é, por si só, um indicador do nível de tensão na relação bilateral. O principal temor do Planalto é que a classificação sirva de pretexto jurídico para ações militares unilaterais dos EUA em território brasileiro, seguindo o padrão já adotado pela administração Trump em relação ao México e à Venezuela. O assessor presidencial Celso Amorim foi o primeiro a sinalizar publicamente o tom da resposta, afirmando que criar um “pretexto para intervenção é inaceitável”.

No campo econômico, o risco mais imediato envolve o sistema financeiro. O governo Trump já havia apontado o PIX, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, como potencial facilitador do fluxo de recursos ilícitos para as facções. Embora não haja, até o momento, documento oficial dos EUA que formalize sanções específicas ao PIX, o Planalto monitora a ameaça com atenção, sobretudo porque qualquer banco brasileiro com operações nos EUA pode ser afetado por vínculos indiretos com as facções, conforme o alerta do promotor Gakiya. A possibilidade de sanções a empresas e instituições financeiras brasileiras por conexões indiretas com o crime organizado é tratada internamente como cenário concreto, não hipotético.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), foi um dos primeiros a se manifestar publicamente, criticando a medida como violação da soberania nacional. “Cooperação internacional no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas sim, intervenção na política interna de outro país, não”, afirmou. Rodrigues também condenou o que chamou de “ato de traição” da família Bolsonaro e alertou para danos potenciais nas relações diplomáticas, na economia, no turismo e no comércio internacional. O governador reforçou o argumento técnico do governo federal de que as facções operam por motivação financeira, diferentemente de grupos terroristas com base ideológica ou política, o que torna a classificação juridicamente questionável à luz da legislação brasileira.

O pano de fundo: investigações da PF
A decisão de Washington não ocorre no vácuo. Ela coincide com um momento de pressão crescente da Polícia Federal sobre o entorno bolsonarista. Em maio, a PF realizou duas operações, nos dias 15 e 26, que tiveram impacto direto sobre aliados próximos do grupo: o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) desistiu de sua candidatura ao Senado após ser atingido pelas investigações dos casos Refit e Banco Master. O caso Refit envolve Ricardo Magro, apontado como megasonegador e recém-incluído na lista vermelha da Interpol.

É nesse contexto que ganham relevância as informações levantadas sobre offshores em Delaware. Segundo o Fórum, Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro, e Altieris Santana abriram em 12 de fevereiro a empresa MCC-4 Equity Fund GP LLC, uma offshore no estado americano de Delaware, conhecido paraíso fiscal onde estão listadas ao menos 15 outras offshores pertencentes ao Grupo Refit, de Ricardo Magro. Calixto e Santana são também controladores do fundo Havengate, que teria recebido aportes estimados em US$ 24 milhões a título de “patrocínio” de Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, de Flávio Bolsonaro, dos quais US$ 10 milhões teriam sido efetivamente pagos.

A conexão entre a decisão de Trump e as investigações em curso não passou despercebida. Segundo análise da reportagem que originou essas informações, a medida pode blindar o grupo político ao desviar o foco da cooperação internacional necessária para investigar os paraísos fiscais de Delaware: ao transferir as operações do FBI e da DEA para a CIA e os militares, a classificação terrorista reduz a transparência e dificulta exatamente o tipo de cooperação policial que a PF precisaria para avançar nas investigações sobre offshores e fluxos financeiros no exterior.

Reações e desdobramentos
O Planalto trabalhou ao longo da sexta-feira (29) para fechar uma nota oficial que equilibre dois objetivos difíceis de conciliar: defender a soberania nacional sem parecer condescendente com o crime organizado, e reagir à manobra bolsonarista sem provocar um confronto aberto com Trump que possa custar caro na arena econômica. A estratégia, segundo interlocutores do governo ouvidos pela BBC News Brasil, é modular a resposta para evitar desgaste junto ao público interno a poucos meses das eleições. A nota deve reforçar as medidas recentes do governo contra o crime organizado e afirmar a disposição do Brasil para cooperação internacional técnica no combate às facções.

O modelo adotado é o mesmo da crise do “tarifaço” de 2025, quando Trump impôs taxas de 50% sobre produtos brasileiros e o Planalto respondeu com diplomacia presidencial direta, culminando em um encontro entre Lula e Trump na Malásia e na posterior redução das tarifas. Desta vez, a aposta é evocar os riscos ao PIX e ao sistema financeiro para criar pressão sobre Washington e reposicionar Flávio Bolsonaro como responsável pelos eventuais danos econômicos. Lula avalia um contato direto com Trump e não quer, segundo seus auxiliares, um enfrentamento público com o presidente americano.

Do lado da oposição, a medida foi celebrada como vitória política. Flávio Bolsonaro atribuiu a si o resultado, atacou Lula e agradeceu publicamente a Trump e Rubio. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também se manifestou nas redes sociais em apoio à classificação. O governo Lula, por sua vez, avalia internamente que a decisão configura interferência direta no processo eleitoral brasileiro, leitura que já havia sido antecipada por assessores do presidente antes mesmo do anúncio e que agora orienta a resposta diplomática em construção.

*Forum


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs

Categorias
Brasil Mundo

O antipetismo biliar está mudo com o encontro de Lula com Trump

O bolsonarismo cedeu ao apelo da biografia de estadista do presidente Lula e preferiu se ausentar de qualquer julgamento antecipado para não quebrar a cara. Todos olhando o encontro pela trinca da porta sem conseguir respirar tamanha a convulsão intestina que lhes acomete.

Essa gente é desprovida de referências e propósitos fora do círculo de ódio que não os de condenar e execrar Lula.

Longe de ser uma nova forma de lidar com a realidade, a “opinião pública” de bolsonaristas vale tanto quanto a tribuna de Bolsonaro na prisão.

Por isso a sofreguidão da direita não é pouca, mas não se declara incomodada com o encontro para náo entornar ainda mais o caldo.

Nunca a direita foi tão ofensiva para tntar subjugar Lula a seu juízo, mas neste caso. uma manifestação errática dos reacionários pode reforçar ainda mais a imagem de estadista de Lula.

Por ora, o melhor é não bancar o advogado geral de Bolsonaro e esperar no que de verdade dará esse encontro, torcendo que dê tudo errado para Lula, porque ninguém é de ferro no inferno bolsonarista.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs

Categorias
Política

A morte súbita do bolsonarismo

O ataque de Nikolas a Jair Renan Bolsonaro não é algo isolado. Na verdade, é apenas uma bactéria captadora do azoto atmosférico que paira sobre a campanha de Flavio.

Isso nos faz crer que esses ratos tenham dados muito fortes para pular fora do barco para tal guinada no leme. Ou seja, Bolsonaro não mais dispõe dos braços do mercado que contingenciou sua ascensão que o levou ao poder, somado a uma fraude eleitoral armada com Sergio Moro, mas que, agora, mostra-se uma terra cansada pelo cultivo de ódio de quatro anos de poder que se encontra num estado de esgotamento fatal,

Não há como restaurar, nem às custas do dinheiro grosso, um arco de alianças capaz de juntar no mesmo ninho, ratos, ratazanas e camundongos que Bolsonaro reuniu em determinado momento da vida nacional.

Essa gente, assim como Nikolas Ferreira, funciona em bando , é uma rataria que se desloca não para construir alguma coisa, mas para fazer parte de um abundante espaço na seara mais reacionária do país e que, vendo que os frutos do oportunismo secaram, e não há expectativa de retorno, desaparece de forma natural.

O adubo do discurso fascista, é caro. A eliminação do outro, através de uma adubagem virtual, depende de um adicional extremamente alto. Por isso, o esvaziamento do bolsonarismo sem qualquer aquisição nova, resultado da condenação e prisão de Bolsonaro e a pasmacenta liderança de Flavio que não tem qualquer ideia que indique um rumo para o país que não seja a reprodução trágica do governo do seu pai, em que a filharada da casa deitou e rolou.

Não há como conservar uma estrutura dessa dimensão, o que se vê é a justa medida de uma derrocada e não o “amor imortal” dos bolsonaristas.

Na realidade, o desparecimento de apoiadores de Flavio na balada de sua campanha é a de quem já tomou consciência de que o encalhe do Titanic miliciano já se deu e o esplendorosao naufrágio é absolutamente inevitável.

O desespero impotente de Eduardo atacando Nikolas é apenas um dos sinos de alerta existente, um sentimento em volta do bolsonarismo profissional de que Bolsonaro foi de mito a uma poesia trágica e com um pressentimento de que a coisa só vai piorar, a excomuhnão do ex-todo poderoso Jair foi lançada por várias ratazanas dentro do próprio ninho. E Nikolas é somente mais uma.

O bolsonarismo hoje se encontra no vale dos escuros, sem sinos de misericórdia.

É o fato.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Categorias
Política

O velório do bolsonarismo: Atos da extrema direita na Paulista e Rio fracassaram

Na Paulista, apenas 20 mil pessoas e No Rio de Janeiro, a USP contabilizou 4,7 mil participantes em Copacabana

A manifestação organizada por lideranças da direita neste domingo (1º), na avenida Paulista, reuniu somente cerca de 20,4 mil pessoas, de acordo com estimativa do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP/Cebrap) em parceria com a ONG More in Common. Ato semelhante realizado em setembro do ano passado reuniu 42 mil pessoas.

O levantamento tem margem de erro de 12%, o que indica um público entre 18 mil e 22,9 mil pessoas no momento de maior concentração, registrado às 15h53.

Um sistema de Inteligência Artificial identifica e contabiliza automaticamente as pessoas presentes na área analisada.

Ao final do ato na Paulista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliou a participação como positiva. “Achei que foi um bom número. Como sempre, os brasileiros aqui dando a cara a tapa, vindo pra rua, mostrando que não têm medo de perseguição”, declarou.

No Rio de Janeiro, a contagem realizada pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e pela More in Common estimou 4,7 mil participantes na praia de Copacabana.

Considerando a margem de erro de 12%, o público teria variado entre 4,1 mil e 5,3 mil pessoas, com pico às 11h20. Não houve estimativas divulgadas para outras capitais do país.

*ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-osno Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Categorias
Brasil Mundo

Chavismo segue no poder, bolsonarismo comemora só as bombas dos EUA

Nicolás Maduro foi sequestrado em uma invasão do território venezuelano pelos Estados Unidos, mas o regime chavista não caiu. A vice transformada em presidente interina, Delcy Rodríguez, mandou uma mensagem clara aos EUA, de que quer trabalhar em conjunto, o que inclui a exploração de petróleo, enquanto garante apoio interno criticando o ataque dos EUA.

Se as empresas norte-americanas tiverem acesso ilimitado aos hidrocarbonetos e Washington trouxer Caracas para a sua esfera de influência, decidindo quem pode comprar ou não o petróleo venezuelano, ordenando o aumento e a produção de barris (o que afeta o preço internacional) de acordo com suas necessidades e reduzindo a presença da China e da Rússia, o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio podem se dar por satisfeitos, pelo menos neste momento.

O chavismo terá que fazer uma correção de rumo para sobreviver, abandonando a polarização com os EUA. Mas a sua estrutura, seus protagonistas, a presença dos militares controlando várias camadas da economia e da vida cotidiana e, provavelmente, violações de direitos, continuam.

É sobre petróleo e geopolítica. Drogas e democracia são apenas a purpurina jogada em cima para brilhar aos olhos do público interno e da extrema direita global.

Aqui, no Brasil, de presidenciáveis, passando por líderes políticos e religiosos até chegar a cidadãos comuns, não são poucos os que saudaram a queda do regime chavista. Mas que queda?

Os EUA apresentam seu storytelling para justificar que são os picas das galáxias e, por isso, abduziram o autocrata facilmente. Mas foi tão fácil que tudo isso tem cheiro de acordão, do tipo: entregou-se o anel do Maduro, que está sendo exposto de forma humilhante como troféu, para manter os dedos.

Na prática, Delcy Rodríguez, que é vice desde 2018 e faz parte da chapa presidencial que fraudou as últimas eleições, segue no poder. E, principalmente, continuam o general Vladimir Padrino López, ministro da Defesa, e Diosdado Cabello, ministro do Interior e Justiça. O primeiro continua comandando as tropas e o segundo, as forças de segurança. Não é que os EUA desmantelaram o poderio militar da Venezuela; ele não foi devidamente acionado neste final de semana.

Maria Corina Machado, que ganhou o Nobel da Paz apesar de ser uma das principais defensoras de uma invasão norte-americana na Venezuela, foi descartada, pelo menos por enquanto, por Trump. Ele falou, com todas as palavras, que ela é gente boa, mas não impõe respeito do seu próprio povo. O que é um lembrete: cuidado em tentar ser vassalo, você pode conseguir. Nesse sentido, as chances de Edmundo González, aliado de Corina que disputou as eleições com Maduro, são baixas.

Rodríguez foi fundamental nas negociações para que a Chevron operasse em seu país e sabe mesclar pragmatismo geopolítico e econômico e manter excitada sua base com a retórica do chavismo.

Ainda é muito cedo para entender o que virá pela frente, até porque estamos falando de Trump. Mas corre risco, por enquanto, de a extrema direita brasileira estar celebrando apenas o bombardeio da América do Sul por uma potência estrangeira, não o retorno da democracia na Venezuela.

*Sakamoto/Uol


Queridos leitores,

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista

Siga-no no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1OD