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Salta aos olhos que os bolsonaristas não querem que Vorcaro faça delação

Há algo que salta aos olhos no caso Daniel Vorcaro: quanto mais a possibilidade de uma delação volta ao horizonte, maior parece ser o desconforto no campo bolsonarista. E não é difícil entender por quê.

Vorcaro não é um personagem periférico. O ex-dono do Banco Master aparece no centro de uma investigação que envolve dinheiro, relações políticas e o financiamento de projetos ligados ao universo bolsonarista. As próprias informações divulgadas sobre o caso apontam que o banqueiro voltou a tentar um acordo de colaboração, agora com uma nova equipe de advogados.

O ponto politicamente explosivo é que uma delação não escolhe previamente quem será atingido. Se houver fatos, documentos, mensagens, transferências e outros elementos capazes de corroborá-los, eles podem alcançar diferentes personagens e grupos. É justamente essa possibilidade que transforma Vorcaro em uma espécie de caixa-preta que muita gente parece preferir manter fechada.

E há um detalhe especialmente incômodo para o bolsonarismo: o caso já produziu informações sobre a relação de Vorcaro com o filme Dark Horse. Mensagens obtidas pela imprensa mostraram sua atuação em decisões relacionadas à divulgação da produção, enquanto o financiamento de R$ 61 milhões passou a ser objeto de investigação.

Por isso, o silêncio sobre Vorcaro é tão eloquente quanto o barulho produzido em torno de outros personagens. Quando uma investigação ameaça atingir adversários, o discurso é de “tolerância zero”, “cadeia para todos” e “ninguém está acima da lei”. Quando a investigação começa a se aproximar do próprio campo político, surgem as explicações, as relativizações, as tentativas de mudar o foco e, sobretudo, a necessidade de desqualificar aquilo que ainda nem foi plenamente revelado.

É a velha lógica da seletividade: a delação é maravilhosa quando pode ser usada contra o inimigo e aterrorizante quando pode iluminar os bastidores dos aliados.

E talvez seja exatamente por isso que a possibilidade de Vorcaro falar incomode tanto. Porque uma colaboração premiada, se aceita e acompanhada de provas, pode transformar aquilo que hoje aparece como suspeita, versão ou disputa política em uma sequência documentada de fatos. E, nesse cenário, ninguém deveria ter o direito de escolher previamente quais nomes podem ou não aparecer.

Se não há nada a temer, por que tanto interesse em que Vorcaro não fale?

A pergunta é simples. E, justamente por ser simples, é difícil de esconder atrás de cortinas de fumaça.


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Nem os vazamentos contra Lulinha na mídia, nem a blindagem de Flávio Bolsonaro por um ministro do STF, empolgam os bolsonaristas

Há algo de revelador no momento político vivido pelo bolsonarismo: nem mesmo a munição que, em tese, deveria produzir uma explosão eleitoral está conseguindo incendiar sua militância. Os vazamentos envolvendo Lulinha ocupam manchetes, alimentam debates e já foram incorporados à disputa presidencial. Ainda assim, o entusiasmo esperado entre os bolsonaristas parece não aparecer na mesma proporção.

As mensagens atribuídas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, estão sendo investigadas pela Polícia Federal e pelo STF, e a divulgação do material provocou forte disputa política. A própria defesa questiona a divulgação parcial das conversas e afirma que os fatos precisam ser analisados dentro do devido processo.

O problema para a oposição é que transformar um episódio investigativo em combustível eleitoral exige muito mais do que manchetes. É preciso convencer o eleitor de que existe ali uma alternativa política capaz de representar mudança. E é justamente nesse ponto que a estratégia parece encontrar dificuldades.

Mais sintomático ainda é o caso de Flávio Bolsonaro. Mesmo diante de uma sucessão de episódios que poderiam, em tese, mobilizar sua base, sua candidatura continua enfrentando dificuldades para transformar exposição em entusiasmo. A própria imprensa tem registrado que a campanha enfrenta problemas políticos e que o caso Lulinha, embora possa desgastar Lula, não necessariamente produz uma transferência automática de votos para Flávio.

Isso desmonta uma fantasia recorrente do bolsonarismo: a de que qualquer desgaste de Lula representa automaticamente uma vitória de Flávio Bolsonaro.

Não representa.

O eleitor não é uma planilha em que cada denúncia contra um adversário se converte mecanicamente em um voto para o outro lado. O eleitor compara, desconfia, observa contradições e, sobretudo, pode rejeitar simultaneamente os dois polos quando percebe que a política está sendo reduzida a uma guerra permanente de acusações.

E há outro elemento que merece atenção: a tentativa de transformar o STF em personagem central da campanha. A narrativa de que Flávio estaria sendo “perseguido” ou, ao contrário, “blindado” por setores do Judiciário pode mobilizar a militância mais fiel, mas não necessariamente convence o eleitorado que decide a eleição.

É justamente aí que aparece a fragilidade da estratégia: muita guerra política, muito ruído e pouca capacidade de produzir esperança.

Enquanto os grupos políticos apostam em vazamentos, acusações, escândalos e disputas institucionais, uma parcela do eleitorado parece procurar respostas muito mais concretas: emprego, renda, segurança, saúde, educação, inflação e perspectiva de futuro.

O bolsonarismo pode continuar comemorando cada manchete negativa contra Lula. Pode continuar tratando cada decisão judicial como prova de perseguição ou proteção. Pode continuar tentando transformar Lulinha no centro da eleição. Mas existe uma diferença enorme entre produzir barulho nas redes e produzir entusiasmo eleitoral.

E essa diferença pode ser decisiva.

Se nem os ataques contra Lulinha conseguem incendiar a militância e nem as controvérsias envolvendo Flávio Bolsonaro conseguem consolidar sua candidatura, talvez o problema não esteja na falta de munição. Talvez esteja na falta de projeto, de credibilidade e de capacidade de convencer além da própria bolha.

No fim das contas, uma eleição presidencial não se ganha apenas derrotando o adversário no discurso. Ganha-se convencendo o eleitor de que existe um caminho melhor.

E, até aqui, o bolsonarismo parece ter muitas denúncias para explorar, muitos inimigos para atacar e muito pouco entusiasmo novo para oferecer.

A impressão que se tem é a de que a falta de empolgação dos bolsonaristas com Flavio vai muito além do seu modorrento bate-estaca que não apresenta qualquer projeto para o país.

A blindagem do assunto Dark Horse e o vazamento seletivo contra Lulinha que, até então, não configura crime, parece que criou um grande constrangimento até mesmo oara os bolsonaristas mais fabáticos.


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Bolsonaro não é corrupto como dizem os bolsonaristas? Pelo que se sabe, mansões não dão em árvore

Bolsonaro não é corrupto, dizem os bolsonaristas. A frase é repetida como um mantra, como se a repetição pudesse apagar fatos, investigações, movimentações patrimoniais e perguntas que permanecem sem respostas convincentes. Mas há uma questão elementar que continua de pé: dinheiro não nasce em árvore — e mansões, muito menos.

O patrimônio do clã Bolsonaro acumulou, ao longo de décadas, uma quantidade impressionante de imóveis. Levantamento do UOL apontou que Jair Bolsonaro e familiares negociaram 107 imóveis e que pelo menos 51 deles foram adquiridos total ou parcialmente com dinheiro em espécie, em transações que somaram R$ 13,5 milhões à época — cerca de R$ 25,6 milhões em valores corrigidos. Pelo menos 25 desses imóveis chegaram a ser objeto de investigações.

Isso, por si só, não autoriza afirmar que cada imóvel tenha origem criminosa. Mas também não permite tratar o assunto como uma simples fofoca política. Quando uma família de políticos acumula patrimônio imobiliário dessa dimensão e utiliza dinheiro vivo em tantas operações, a sociedade tem todo o direito de perguntar de onde veio o dinheiro.

E a pergunta permanece ainda mais atual. Flávio Bolsonaro declarou ao TSE, em 2026, patrimônio de R$ 8,18 milhões, incluindo uma casa de R$ 6,2 milhões em um condomínio de luxo no Lago Sul, em Brasília. Em 2018, havia declarado R$ 1,74 milhão; considerando a série patrimonial corrigida pela inflação utilizada pela Folha, o crescimento desde sua eleição para o Senado foi de 211%.

A resposta bolsonarista costuma ser previsível: tudo é perseguição, tudo é invenção, tudo é “narrativa”. Só há um problema: patrimônio não é narrativa. Escritura não é narrativa. Declaração ao TSE não é narrativa. Registro de imóvel não é narrativa. Dinheiro vivo em transações imobiliárias também não é narrativa.

Se os recursos são absolutamente legítimos, ótimo. Que sejam apresentados os documentos, as fontes de renda, os contratos, os comprovantes e a origem de cada centavo. É assim que funciona uma democracia minimamente séria.

O que não é aceitável é transformar qualquer questionamento sobre enriquecimento patrimonial em perseguição política e, ao mesmo tempo, exigir que os brasileiros acreditem simplesmente na palavra dos envolvidos.

A ironia é que o bolsonarismo construiu sua identidade política justamente sobre o discurso da “moralidade”, da “família” e do combate à corrupção. Durante anos, seus líderes apontaram o dedo para adversários e fizeram da corrupção uma arma eleitoral. Agora, quando as perguntas chegam ao próprio campo, querem substituir investigação por fé.

Não basta dizer “não sou corrupto”. É preciso explicar o patrimônio.

Porque mansões não dão em árvore. Milhões não brotam do chão. E, quando há patrimônio milionário, dinheiro vivo e uma sucessão de negócios imobiliários cercados de questionamentos, a pergunta mais honesta não é “quem está perseguindo Bolsonaro?”.

É outra:

de onde veio o dinheiro?


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Para os bolsonaristas, Michelle foi de carola a herege

Tanto Paulo Figueiredo quanto Allan dos Santos sugeriram que Michelle traiu Bolsonaro, literalmente dizendo que meteu-lhe um par de chifres digno de um viking norueguês de Copa do Mundo.

Assim eles tocaram o berrante para o gado ter mais praticidade na hora de atacar Michelle por conta do seu furdunço público, em vídeo, com Flavio, Eduardo e os dois pela-sacos profissionais do clã Bolsonaro.

Foi nesse  momento que a santa, a rainha do lar bolsonarista virou a megera e, horas depois do berrante buzinado, ela já estava literalmente na boca maldita e na língua de trapo do bolsonarismo mais casca grossa. Não faltam adjetivos para agredir Michelle nas redes.

Michelle parece não se importar com tais agressões, o que circula é que tinha todo um plano traçado para sair da condição de coadjuvante para assumir o controle de um acidente que ela provocou dento da teia bolsonarista, ameaçando uma temporada de denúncias ainda mais pesadas contra Flavio. Ou seja, em 24 horas, Michelle virou a Geni do Zempelim.

O que azedou ainda mais o caldo foi Michelle elogiar publicamente um programa educacional lançado pelo governo Lula. A ex-primeira-dama celebrou a implantação da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, justificando que era uma pauta defendida por ela através da linguagem de libras.

A reação negativa dos apoiadores intensigficou ainda mais a crise interna que já escalava na família Bolsonaro desde quando ela disse que Moraes e ela eram irmãos em Cristo. Michelle não só elogou o programa de Lula, mas destacou o projeto voltado para a comunidade surda, sancionado na gestão do presidente Lula.

Para os amalucados, essa foi a maior traição de Michelle, deixando claro que, os cabeças ocas que se alimentam de ódio e fel, são muito mais antilulistas do que bolsonaristas.

Assim, mesmo ela rebatendo os ataques, dizendo que seu pensamento estava acima de qualquer ideologia, a nação de idiotas regidos pelo jornalismo promocional de Bolsonaro, não quis saber de suas explicações.

Em função disso, Michelle anunciou sua saída do PL Mulher e, junto, desistiu de concorrer ao Senado pelo Distrito Federal.

Mas está longe o fim do pega para capar entre Michelle e clã Bolsonaro, a tensão entre essa gente só aumenta, sobretudo para Flavio que, além de estar com o carimbo na testa de traidor da pátria em troca do apoio de Trump, seu áudio com o irmãozão Vorcaro e sua visita à casa dele para pegar o resto do dinheiro, como afirmou Valdemar da Costa Neto, é nitroglicerina pura.

Nesse balaio de gato, uma coisa é certa, tudo isso resume perfeitamente a atual situação nao só de Michelle, mas de toda a família Bolsonaro, porque a coisa se transformou em um pega para capar generalizado em que acima do pescoço, tudo é canela.

O final disso, se é que terá, é de cenário de caos envolvendo múltiplos lados com múltiplas fraturas e hostilidades, principalmente na chamada base radiclal.

Não há como Jair intervir nisso. As divisões internas na família e no partido, provocadas por Michelle, não serão resolvidas e o ambiente eleitoral para a candidatura de Flavio em 2026, vai abrindo um buraco cada vez mais próximo do inferno e, consequentemente, para a situação de Jair Bolsonaro que sonhava ser libertado pelo primogênito que cumpre a escrita de papel carbono do pai.


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Política

Bolsonaristas, evangélicos, traficantes, estupradores: Uni-vos!

É isso que o bolsonarismo se transformou: um grande clube de proteção mútua para criminosos.

Enquanto o Brasil inteiro sofre com a violência, Jair Bolsonaro e seus aliados no Congresso trabalham descaradamente para afrouxar as leis e abrir as portas da cadeia mais cedo. Prova concreta é o PL da Dosimetria, lei que o próprio Bolsonaro apoiou e cuja derrubada do veto foi comemorada pela sua base. O resultado? Redução de pena e progressão de regime mais rápida para condenados por tráfico pesado, estupro e feminicídio.

Bolsonaro, que sempre se vendeu como o “homem da lei e da ordem”, agora ajuda a dar atalho para estupradores e feminicidas saírem mais cedo da prisão. O que começou como uma manobra para proteger os envolvidos no 8 de janeiro virou uma farra geral para beneficiar bandidos violentos.

A bancada evangélica, fiel de carteirinha de Bolsonaro, entra de cabeça nessa vergonha. Em vez de pregar a Bíblia, muitos pastores e deputados transformaram igreja em quartel-general político. Tentam criminalizar até mulher vítima de estupro que precisa abortar, enquanto defendem leis que aliviam a pena de estupradores e feminicidas. Para eles, o que vale não é a fé, é a lealdade cega: “nós, evangélicos” contra “eles”. Crime de aliado? Vira detalhe que se resolve.

E o cinismo não para. No Senado, bolsonaristas deram o recado direto durante a sabatina de Jorge Messias: “Nós aprovamos os ministros do STF, mas também podemos tirar”. Ameaça aberta, autoritária e cara de pau.

É o pacote podre completo:
• Bolsonaro apoiando lei que beneficia estuprador e feminicida;
• Igreja usada como escudo de impunidade e rede de proteção, e
• Ameaça explícita ao Supremo para mostrar quem manda de verdade.

Enquanto mães choram filhas assassinadas, famílias enterram filhos vítimas do tráfico e o povo vive apavorado nas ruas, Bolsonaro e sua tropa priorizam proteger “os seus” em vez de proteger o Brasil. Isso não é conservadorismo. Isso é uma aliança nojenta entre política, religião e impunidade.

Chega de hipocrisia! Chega de usar a Bíblia como salvo-conduto para bandido! Chega de Bolsonaro e seus aliados afrouxando a lei para proteger estuprador, feminicida e traficante enquanto posam de salvadores da pátria.

O Brasil não suporta mais essa palhaçada. Ou não devia mais suportar!!!

Lei tem que ser dura, igual para todos. Sem “nós” e “eles”. Sem proteção especial para aliado. Sem atalho para quem comete crime grave.

Quem atentou contra a democracia, quem estuprou, matou ou traficou tem que apodrecer na cadeia. Ponto final.

*Formado em Ciências Contábeis pela UFRJ, Aposentado pelo INSS, tendo trabalhado como Supervisor no Banco da Amazônia e também como Diretor Regional do SESC e do SENAC nos Estados do Acre e de Rondônia.

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Nikolas Ferreira vota contra o Gás do Povo: vai para o raio que o parta!

Vai nessa equação uma mistura de vingança contra o povo pobre, por ser pobre e pela grande maioria votar em Lula. Portanto, é guerra.

Essa é a glória da direita, o orgulho de se vingar do povo e as delícias de produzir maldades, o que, certamente, deixa cada vez mais frágil e nu o político mais canalha do Congresso. E olha que estamos falando da ala podre, que é a de Nikolas, onde tem deputados comprovadamente corruptos, até acusados de assassinato e, lógico, aqueles que não têm a menor dificuldade de votar contra o povo, quem, no final das contas, paga as contas.

O interssante é que o mesmo Nikolas, assim como os bolsonaristas do Congresso que votaram contra o Gás do Povo e perderam, são os mesmos que atacam o STF, sobretudo Moraes, segundo eles, por prender pessoas pobres, desvalidas de qualquer garantia como camelôs, manicures e, na hora de votar um projeto social, levam a cabo a prática de segregar os já segregados.

É exatamente assim que agem os ratos como ele, mas o que é dele está guardado. E não demora para cair em desgraça pública como um Pablo Marçal da vida, que se vendia como a grandiloquente novidade política no Brasil. A diferença é que Nikolas está vivendo essa derrocada de uma maneira muito mais rápida que, com certeza, o jogará no chão.

A conferir.


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O que mais encanta os bolsonaristas é a falta de escrúpulos de Bolsonaro

O bolsonarismo em si é uma vertigem que não sabe o que quer, sabe bem o que não quer e o racismo é o ponto central que move uma corrente de ódio que inclui, homofobia, preconceito com as religiões de matriz africana, com pobres, antipetismo, anticomunismo, misoginia, e por aí vai.

É um complexo colonialista, uma visão de mundo de submissão, a lei do mais forte que, inapelavelmente, curva-se àqueles que têm poder de fato.

Bolsonaro é um saco de gatos e, como tal, fez sua imagem numa colcha de retalhos que, além de todas essas mazelas, das mais variadas formas, que os bolsonaristas carregam, a tortura, a ditadura, o roubo do erário nas mais variadas escalas, mas sobretudo o comportamento inescrupuloso como ser desumano é o que mais atrai e o populariza nessa parcela da sociedade, que tem sempre um olhar mais objetivo para a barbárie do que para a civilidade.

Quando se olha o todo desse troço mal-ajambrado chamado bolsonarismo, a sensação que se tem é a de que todas essas chagas morais têm sua origem no psique. São pessoas amarguradas, muitas vezes escanteadas ou esquecidas pelos seus, que produzem frustrações existenciais e que não interagem sequer com o meio social, com a mesma formação, renda, habitação, que têm padrão de vida comum.

É essa gente que se encanta com a total falta de escrúpulos de Bolsonaro, que não respeita nada e ninguém, além de seus próprios interesses mesquinhos, porque é totalmente desprovido de capacidade intelectual.

Por isso Bolsonaro não aceita regras comuns de sociabilização ou mesmo leis, hierarquias, mas sobretudo, a constitucionalidade, zero traço de cidadania. Esse é o conto em que essa gente marca encontro e que se autointitula bolsonarista.

Gente que não tem qualquer relação com o país, nem geográfica, cultural, mas principalmente racial.

Isso, em um país de maioria negra e uma gigantesca parcela mestiça, o choque é inevitável, o que, ao contrário do que muitos dizem, não divide o Brasil. Essa parcela reacionária chega, no máximo, a 15% da população, ela se forma num combo das mesmas mazelas de Bolsonaro e faz ligação direta entre mito e devotos.

Isso não morrerá tão cedo, porque existe no Brasil mesmo antes de Bolsonaro nascer, é uma xepa civilizatória, herdeira do colonialismo mais rudimentar, mais provinciano, antinacional que muitas vezes entende conhecimento como forma de promoção social, sobretudo associado a uma determinada profissão, mas absolutamente descolada do próprio ser.

É desse filão de aspectos de pouca ou nenhuma luz, sem qualquer palavra que remeta a uma filosofia de comunhão cultural, social e humanitária, é que habita essa cognição deformada da vida onde vivem esses reacionários que, nos tempos atuais, são classificados pelos próprios como bolsonaristas, mas que, na realidade, são a banda podre da sociedade brasileira.


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O fim da era do ‘Sou burro, mas tô na moda’

Quando Olavo de Carvalho despertou o orgulho da estupidez brejeira, foi uma festa no mundo animal.

A regra era simples, não sabe responder nada que os “comunistas” perguntam? Manda tomar no c…!

Mas tinha que ser de maneira afirmativa. Até as beatas de camisola gostaram da moda e vestiram a carapuça. Não precisava de uma imaginação lúdica, muito menos lúcida.

A opinião do tarólogo trapaceiro virou epidemia. Seus ensinamentos viraram mantra, sobretudo aquele que dizia, economize tempo e melhore o resultado xingando de esquerdista qualquer um que pergunte o que vc não sabe responder porque não tem a mínima ideia do que foi perguntado.

Fuja das opiniões. Vida longa à estupidez exaltada!

Lógico, a burrice não morreu. Essa é a conclusão de todos.

A burrice não está morta, mas perdeu musculatura que teve na era Bolsonaro e, agora, vive um misto de medo e desmoralização pública.

O elefante dourado da paspalhice nacional, está aos cacos, e tão cedo se verá uma versão daquela histeria política com todas as cenas patéticas a que os bolsonaristas tiveram direito.

Na verdade, a própria sociedade deu descarga nessa merda toda.


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Por que Bolsonaro não acabou com a Lei Rouanet?

Adicionar ignorância na caixola mole do bolsonarista parece ser a principal diversão do clã Bolsonaro.

Nada é mais patético, ridículo e tosco do que um bronco, que não tem a mínima ideia do que fala, resolver atacar a Lei Rouanet achando que está atacando o PT.

Comecemos pelo começo.
A Lei Rouanet é um excremento neoliberal.
Sua criação se deu no governo Collor, aliado de Bolsonaro.
Sim, a Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991) foi criada durante o governo de Fernando Collor de Mello, em dezembro de 1991.

Ela surgiu em um contexto de neoliberalização econômica e redução do papel do Estado, características do governo Collor.

A Rouanet é um instrumento que favorece interesses privados, especialmente de grandes empresas, em detrimento de um financiamento público direto à cultura.

O grupo Itaú é o exemplo disso, como maior “mecenas” dessa lei espúria.

Mas não só isso, a Fundação Roberto Marinho é a proponente que mais capta recursos publicos das grandes empresas via renúncia fiscal.

Sim, a grana é pública, usada por grandes empresas, sobretudo para lavar dinheiro ou cobrir despesas de corporações.

A Lei Rouanet não cai porque tem um óbvio lobby dentro do Congresso, principalmente de parlamentares bolsonaristas.

Bolsonaro, que usa a lei para atacar retoricamente artistas que se colocam contra seu fascismo, jamais quis acabar com ela, em obediência aos interesses das grandes corporações como Vale, entre outras.

As empresas decidem quais projetos financiar, uma espécie de privatização da política cultural, priorizando iniciativas com apelo comercial ou alinhadas aos interesses dos patrocinadores, sem que essas empresas usem um mísero centavo delas para financiar suas escolhas.

A grana é pública em estado puro.

Grosso modo, isso explica por que Bolsonaro, como presidente, não buliu na Lei Rouanet que tanto “critica”.


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A quantas anda o projeto da Anistia

O relator Paulinho da Força quer a votação nesta semana com foco em redução de penas (não anistia total).

Governo Lula e Senado afirmam que “Anistia ampla é impossível”; busca “pacificar o país” sem afrentar o Judiciário. Para tanto, haverá reuniões com bancadasnesta segunda (22) e terça (23) para esboçar texto.

Bolsonaristas (PL e aliados) querem anistia ampla, geral e irrestrita, incluindo Bolsonaro e rejeitam pacto com STF. Acusam o relator de ser “posto por Moraes para enterrar a anistia”.

Eduardo Bolsonaro chamou a proposta de “cínica”. Bolsonaristas insistem em emendas no plenário para ampliar o perdão.

Esquerda, PT e aliados buscam atrasar a votação e são contra qualquer anistia ou redução.

As manifestações nacionais contra o projeto de anistia e a PEC da Blindagem, “Democracia não é barganha” rvidenciaram a opinião do povo brasileiro, contra a anistia e a PEC, chamada de PEC da Bandidagem.

A redução de penas é prerrogativa do Judiciário. diz o líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), que faz críticas e afirma ser um risco à democracia.

O centrão e a presidência da Câmara, Hugo Motta, apoiam um texto moderado, priorizando a redução de penas para evitar polarização. Motta evita pauta imediata para focar em outras prioridades, mas sinaliza acordo possível na próxima semana.

Já Paulinho da Força planeja votar o texto até o final desta semana (até 26/09), mas impasses podem atrasar para a próxima terça (30/09). O projeto, apresentado inicialmente pelo deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), exclui explicitamente Bolsonaro e sete aliados condenados, mas bolsonaristas buscam alterar isso via emendas.

Reações nas Ruas e Redes neste domingo (21/09) através de manifestações robustas contra a anistia e a PEC da Blindagem, que blindaria parlamentares de investigações mobilizaram milhares, quiçá milhões de pessoas em várias cidades, principalmente nas capitais, com alvos como Hugo Motta.

O STF, sob relatoria de Alexandre de Moraes, rejeita anistia ampla. O governo Lula vê a proposta como “presentinho para Trump”, mas abre espaço para redução de penas. Especialistas preveem que o texto final dependerá de negociações no colégio de líderes e pressão pública.

O projeto enfrenta resistência em múltiplas frentes. bolsonaristas ameaçam travar pautas se não houver anistia total, enquanto a esquerda usa protestos para ganhar tempo. Analistas indicam que uma versão intermediária (redução de penas) tem mais chances de aprovação, mas pode ser alterada no plenário.

O Senado, presidido por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também sinaliza apoio restrito. Fique atento às reuniões de bancada nesta semana, que podem definir o rumo.

Aguardemos o desfecho.


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