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Política

O carro de R$ 9 mil por mês e o moralismo seletivo de Rosângela Moro

Valor pago pelo aluguel de um veículo usado pelo gabinete da parlamentar é duas vezes e meia superior ao de um carro médio. No entanto, a deputada diz que Lula é que gasta mal o dinheiro do contribuinte

A deputada federal Rosângela Moro (PL-PR) tem sido uma crítica frequente das despesas do governo Lula e, particularmente, dos gastos relacionados às viagens internacionais do presidente e da primeira-dama, Janja da Silva.

Em uma publicação nas redes sociais, ao comentar a viagem de Lula e Janja a Paris, Rosângela foi especialmente contundente:

“Só com aluguel de carros de luxo, o governo torrou R$974 mil.”

Na mesma publicação, acrescentou: “Tudo isso pago com o dinheiro do contribuinte.”

E encerrou com uma frase que dá a dimensão do tom de sua crítica: “O Brasil não aguenta mais bancar a ostentação do presidente.”

O problema é que o mesmo princípio utilizado pela deputada para cobrar o governo federal precisa valer também para os gastos realizados por ela própria com dinheiro público.

E, nesse caso, os números chamam atenção.

Segundo os registros da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, a deputada destinou aproximadamente R$ 306 mil ao aluguel de veículos entre 2023 e maio de 2026.

A distribuição informada é a seguinte:

2023: aproximadamente R$ 75 mil;
2024: aproximadamente R$ 84,5 mil;
2025: aproximadamente R$ 104,5 mil;
janeiro a maio de 2026: aproximadamente R$ 42 mil.
No total, são cerca de R$ 306 mil.

Considerando os 41 meses do período, a média é de aproximadamente R$ 7,46 mil por mês.

Mas o dado mais significativo está na evolução recente. Em 2025, a média ficou em aproximadamente R$ 8,7 mil mensais. Nos primeiros cinco meses de 2026, chegou a aproximadamente R$ 8,4 mil por mês.

Ou seja, o padrão recente de despesa está próximo de R$ 8,5 mil mensais para manter o veículo alugado.

É justamente aí que surge a pergunta que a própria Rosângela costuma fazer ao governo: isso é razoável para o contribuinte?

Não há, por si só, irregularidade em uma deputada utilizar a Cota Parlamentar para locação de veículo quando a despesa atende às regras da Câmara.

Da mesma forma, também não é correto afirmar que todo gasto elevado com uma viagem presidencial seja automaticamente desperdício. Eu entendo que não. Viagens internacionais de um chefe de Estado envolvem reuniões diplomáticas, negociações comerciais, encontros multilaterais e atividades destinadas a ampliar a presença e os interesses do Brasil no exterior.

Quando se trata de Lula, Rosângela parece adotar uma régua bastante severa.

Quando se trata de sua própria despesa parlamentar, entretanto, a pergunta sobre a razoabilidade dos valores também precisa ser feita.

E ela não é uma pergunta abstrata.

Uma despesa na faixa de R$ 8 mil a R$ 9 mil todos os meses não é pequena.

Ao longo de um mandato, esse valor se transforma rapidamente em centenas de milhares de reais. No caso de Rosângela Moro, a soma já alcança aproximadamente R$ 306 mil desde 2023.

Além disso, há referências no próprio setor público que permitem questionar se os preços praticados são competitivos.

Em 2025, por exemplo, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) contratou um veículo executivo tipo sedan, sem motorista e sem combustível, por R$ 141.839 pelo período de 36 meses. Isso corresponde a aproximadamente R$ 3.940 por mês.

A comparação não é suficiente para afirmar que a deputada tenha pago preço indevido. Os contratos podem ter características diferentes: modelo do veículo, idade, seguro, manutenção, franquia, quilometragem, disponibilidade, serviços incluídos e outras condições podem alterar o preço.

Mas ela é suficiente para levantar uma questão legítima: o que exatamente justifica uma despesa mensal de quase R$ 9 mil?

Se existem serviços adicionais, é preciso identificá-los. Se o veículo possui características especiais, elas devem ser conhecidas. Se o contrato oferece condições diferenciadas, elas podem ser apresentadas.

Transparência funciona assim.

É justamente por causa do discurso da deputada que seus gastos merecem ser analisados com a mesma severidade que ela aplica às despesas do governo.

Rosângela não se limitou a perguntar quanto Lula gastou.

Ela utilizou expressões como “carros de luxo”, afirmou que o governo “torrou” quase R$ 1 milhão e classificou os gastos como “ostentação do presidente”.

Esse vocabulário é importante porque estabelece uma régua moral para avaliar despesas públicas.

Quando alguém afirma que o governo está promovendo “ostentação” porque utiliza recursos públicos para determinadas despesas, é legítimo perguntar se essa mesma pessoa considera razoável gastar, individualmente, centenas de milhares de reais em aluguel de veículo executivo utilizando recursos da Cota Parlamentar.

A pergunta não é partidária.

É simplesmente uma questão de coerência.

É nesse ponto que aparece o que pode ser chamado de moralismo seletivo.

Não é necessário defender todas as despesas do governo Lula para questionar a postura da deputada. Tampouco é necessário considerar automaticamente justificável o gasto de R$ 306 mil com veículos.

É possível, ao mesmo tempo, defender a fiscalização dos gastos presidenciais e exigir fiscalização dos gastos parlamentares.

O problema começa quando uma autoridade pública trata como escandalosa uma determinada despesa do adversário político, mas não demonstra o mesmo rigor ao explicar despesas próprias de natureza semelhante.

Se R$ 974 mil em aluguel de carros durante uma viagem oficial são apresentados como prova de “ostentação”, o eleitor também pode perguntar por que aproximadamente R$ 306 mil em aluguel de veículos para um único mandato parlamentar não deveriam ser submetidos à mesma análise.

A comparação não significa que as duas despesas sejam idênticas. Não são.

Uma refere-se a uma viagem internacional de uma comitiva presidencial; a outra, a despesas de uma parlamentar.

Mas o dinheiro, nos dois casos, é público.

E é exatamente esse o princípio invocado pela deputada quando critica Lula: “Tudo isso pago com o dinheiro do contribuinte.”

O mesmo contribuinte paga a Cota Parlamentar.

.x.x.x.x.

Para garantir o direito de resposta e permitir que a parlamentar apresentasse sua versão sobre os gastos, procurei o gabinete da deputada Rosângela Moro e expliquei à assessoria de imprensa qual era o objeto da matéria e quais questões seriam abordadas.

A assessoria informou que encaminharia a demanda à deputada.

Até o fechamento desta matéria, porém, não havia sido recebido retorno.

Caso a deputada ou sua assessoria encaminhe esclarecimentos posteriormente, as informações poderão ser incorporadas à reportagem.

É nesse ponto que aparece o que pode ser chamado de moralismo seletivo.

*Joaquim de Carvalho/247


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Cultura Política

Lula barra participação de ministros no desfile de Carnaval em sua homenagem

Primeira-dama Janja será um dos destaques do último carro alegórico da escola, seguido da ala Amigos de Lula

O presidente Lula (PT) determinou que ministros e auxiliares não participem do desfile de Carnaval em sua homenagem, neste domingo (15), no Sambódromo do Rio de Janeiro. Integrantes do governo deverão arcar com custos de passagem e hospedagem caso queiram assistir à apresentação da escola de samba Acadêmicos de Niterói.

A ordem não se aplica à participação da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, que será um dos destaques do último carro alegórico da escola, seguido da ala Amigos de Lula. Janja não ocupa cargo no governo.

Lula barra participação de ministros no desfile de Carnaval em sua homenagem

Aos ministros não será admitida a programação de agendas oficiais que, artificialmente, coincidam com o Carnaval do Rio. A orientação foi repassada à equipe do governo nesta quinta-feira (12), mesmo após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitar, em decisão unânime, dois pedidos de representação por propaganda eleitoral antecipada contra o presidente, o PT e a Acadêmicos de Niterói.

A relatora do caso, Estela Aranha, que foi indicada à corte eleitoral por Lula, rejeitou ordenar a suspensão sob o argumento de que restringir manifestações artísticas e culturais previamente “por se ter notícias de ter manifestações políticas” configuraria “censura prévia, indireta e restrição desproporcional ao debate democrático”.

Por sugestão do governo, o PT deve fazer a mesma recomendação a ocupantes de cargos eletivos. A participação de ministros foi tema de reuniões no Palácio do Planalto. A conclusão é que, apesar de não haver impedimento legal para a realização do desfile, não se deve dar margem a questionamentos futuros.

Por isso, apenas parentes e amigos deverão compor a ala, formada em sua maioria por integrantes do grupo de advogados Prerrogativas. Coordenador do grupo, Marco Aurélio Carvalho afirma que não há caráter eleitoral no desfile.

Lembrando que Lula tem 60 anos de vida pública, estando no imaginário popular, Marco Aurélio afirma ser inconcebível a tentativa de criminalização da homenagem ao presidente, o que configuraria uma censura prévia à escola de samba.

Sobre a destinação de R$ 12 milhões da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) à Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), ele ressalta que o dinheiro foi dividido entre as escolas do Grupo Especial, sendo R$ 1 milhão para cada.

*ICL


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Cultura Política

Vídeo: Ao festejar o cinema nacional, Lula chora ao falar do extermínio de crianças em Gaza

“Agora chegaram à cretinice de distribuir água e alimento para as crianças e de matá-las antes que peguem a comida”, disse o presidente

O presidente Lula já chorou muitas vezes em público, seja ao relembrar sua trajetória de vida ou ao se comover com a dor alheia. Mas, mesmo nos momentos mais difíceis, sempre conteve as lágrimas e seguiu falando, com a voz embargada. Ontem, no entanto, ao receber a equipe do filme O agente secreto no Palácio da Alvorada, ao mencionar a fome no mundo e o assassinato de crianças em Gaza, Lula não conseguiu conter o choro. Desabou num pranto que lhe tirou a voz e arrancou soluços.

Políticos geralmente não choram — não por serem fortes, mas por muitas vezes terem perdido a sensibilidade e a empatia. Lula, depois de se engasgar, concluiu sua fala:

— Agora chegaram à cretinice de distribuir água e alimento para as crianças e de matá-las antes que peguem a comida. Então, a cultura é temida porque ela traz consciência política, não nos deixa ser submissos, nos faz revolucionários. Não para pegar em armas, mas revolucionários no comportamento e nas ideias.

Estreia nacional no Alvorada
O agente secreto, longa-metragem que conquistou o prêmio de melhor filme na mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes, para o diretor Kleber Mendonça Filho, e o de melhor ator para Wagner Moura, foi exibido pela primeira vez no Brasil no chamado “cineminha do Alvorada”.

Festejando o cinema nacional, Lula chora e soluça ao falar do extermínio de crianças em Gaza | Brasil 247

Antes da sessão, Lula, Janja e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, recepcionaram no jardim do palácio, em um tapete vermelho sob as colunas iluminadas, o diretor Kleber, o ator Wagner Moura e toda a equipe do filme. Jornalistas e convidados acompanharam a apresentação da Orquestra Popular do Recife, que também se exibiu em Cannes, diz Tereza Cruvinel, 247.

— Esse filme de vocês é uma lição de dignidade, para que nós, brasileiros, aprendamos mais uma vez que a gente não é menor do que ninguém. A gente não é menos sabido do que ninguém, nem é mais feio que ninguém. Somos gente — e gostamos de gente.

Cultura como presença do Estado

Kleber Mendonça celebrou o fato de a primeira exibição nacional do filme acontecer justamente na residência oficial do presidente da República, que também é um marco da história e da arquitetura brasileira:

— Estou ansioso para que ele seja visto por todo o povo brasileiro.
Wagner Moura destacou a importância de viver em um país onde o presidente valoriza e respeita a cultura. Ressaltou ainda o quanto é significativo, para artistas e produtores, sentir a presença do Estado — na figura do presidente — apoiando a criação nacional:

— É fundamental saber que temos um presidente que torce pelos artistas, liga para quem é premiado, valoriza a cultura e reconhece sua relevância para o país.


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Política

A verdade sobre os ataques bolsonaristas a Janja

Janja, primeira-dama do Brasil, não desperdiçou a rara oportunidade de apontar, diante do poder chinês, um fato incômodo que todos gostariam de esclarecer: o TikTok, embora oriundo de um país que muitos rotulam como “comunista”, vem sendo paradoxalmente usado como ferramenta da extrema-direita global – assim como o Instagram, o X (ex-Twitter) e outras redes, nascidas do capitalismo mais selvagem.

Essas plataformas alavancaram figuras sinistras da extrema-direita. Jair, o ex-mito, hoje réu no STF, acusado de múltiplos crimes, surfou nos algoritmos e, apesar de sua figura grotesca, foi eleito e quase reeleito. Donald Trump, que tentou um golpe e escapou da justiça, tuitou ódio até voltar para a Casa Branca. E Elon Musk, que transformou o X num espaço onde reacionários se divertem, já atacou abertamente a soberania brasileira.

Até aí, nenhuma surpresa.

Então, por que a fala de Janja virou alvo de tanto furor?

A surpresa está aqui.

O problema não foi o que ela disse, mas a resposta que provocou. Xi Jinping, com sua serenidade oriental, lembrou que o Brasil é soberano e pode regular empresas que ameacem sua democracia ou desrespeitem suas leis. Declarou, assim – em outras palavras – que corporações, sejam chinesas como o TikTok ou pertencentes a magnatas como Musk e Zuckerberg, valem menos do que a liberdade civil dos povos e devem se submeter às constituições das nações onde operam. Uma verdade tão clara quanto a fala de Janja, mas que, como Xi ensinou, precisa ser reafirmada em tempos obscuros.

Para nossa mídia corporativa, no entanto, Janja cometeu o pecado de falar como cidadã lúcida e curiosa. E, quando a lucidez não é bem-vinda, esse aparelho da ideologia neoliberal recorre, sem pudores, ao poder da misoginia, ainda reinante, para desviar o foco. Em vez de debater o ensinamento respeitoso implícito na resposta de Xi Jinping, a narrativa foi recortada, distorcida e rebaixada, para pintar Janja como uma primeira-dama que “se intromete” em assuntos de Estado – um ataque pessoal que, aliás, contrasta com o silêncio complacente dessa mesma mídia diante das condutas escandalosas da ex-primeira-dama que o país teve de engolir junto com todo o pacote nauseabundo pós-2018.

E não é segredo que essa mídia sonha com um Brasil curvado ao “mercado”, seja através dos algoritmos, dos templos ou dos quartéis. E, para proteger seu sonho, é capaz de soterrar verdades como a de Xi Jinping – cuja postura de respeito à soberania brasileira contrasta, por exemplo, com a do governo dos EUA, ou com a de figuras como Musk ou Jair.

Nessa guerra ideológica que lutamos desde o golpe neoliberal contra Dilma, falas como a de Xi serão sempre obscurecidas para que as bravatas dos que preferem o Brasil de joelhos sigam ecoando.
P.S.: E a suposta indignação da esposa de Xi Jinping, alardeada pela fofoca? Alguém perguntou à Sra. Xi o que ela achava do TikTok, ou a história foi inflada apenas para alimentar o sensacionalismo? Algo tão nonsense que espanta ver tanta gente boa não perceber o falso problema – tão ridículo quanto óbvio.

*Do Facebook de Sergio Alarcon
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Vídeo: Lula e Janja alfinetam Bolsonaro ao divulgar foto e vídeo de nova ninhada de emas no Alvorada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alfinetou nesta sexta-feira (6) seu antecessor, Jair Bolsonaro, ao postar nesta sexta-feira (6) a foto da nova ninhada de emas que nasceu no Palácio do Alvorada. Lula segue em repouso após cirurgias de quadril e nas pálpebras na semana passada.

Com foto do fotografo oficial do presidente, Ricardo Stuckert, Lula lembrou o episódio em que Bolsonaro ofereceu aos animais uma caixa de cloroquina, medicamento sem eficácia comprovada contra covid-19, em meio à pandemia, em 2020.

“A sexta-feira começou com novas moradoras aqui no Alvorada! Doze filhotinhos de ema nasceram e, nos próximos dias, vão ganhar uma área especial pra crescerem bem e saudáveis. Hoje de manhã elas comeram couve e passearam pelo jardim, já estão se sentindo em casa. Sejam bem-vindas!”, escreveu Janja ao divulgar um vídeo em que aparece alimentando as aves.

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Política

Gleisi enquadra Folha após reportagem machista com Janja: “primeira-dama incomoda muito!”

Sem citar diretamente o jornal Folha de S.Paulo, que publicou uma reportagem intitulada “Jaja despacha sem cargo, vira algoritmo de Lula e gera incômodo de aliados”, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, enquadrou setores da imprensa comercial que insistem na narrativa machista contra a primeira-dama, diz o 247.

“Filme da Barbie que vem sendo criticado por conservadores por conta do feminismo mostra como a luta pelo protagonismo das mulheres e a ocupação de espaços de poder ainda é longa”, iniciou Gleisi em postagem feita no Twitter neste sábado (22).

“A nomeação de mulheres em cargos importantes pelo governo e a ressignificação do papel da primeira dama, que vem sendo colocada por @JanjaLula, contribuem para combater o machismo na mídia, na política e na sociedade”, acrescentou.

Gleisi ainda indicou que o comportamento de Janja “incomoda muito”. “É uma jornada que precisamos perseguir dia a dia, aliada ao enfrentamento à violência de gênero”, ressaltou.

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Opinião

A notícia do século, por Lauro Jardim: O Brasil tem um presidente que almoça, Mais que isso, almoça com a primeira dama

Quando você acha que já leu de tudo na mídia nativa, o inacreditável Lauro Jardim, O Globo, com suas informações exclusivas sobre política, economia, negócios e cultura, trouxe um furo que passará a ser referência na literatura jornalística do país.

Lauro Jardim sapecou a seguinte manchete: “Horário nobre da agenda presidencial e almoço de Lula são monopólio de Janja”.

Na capa do verbete folclórico de Lauro Jardim, Lula aparece com a barriga no fogão com uma colher de pau, mexendo a gororoba que vai comer junto com a Janja.

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Política

A gravata que Janja comprou para Lula foi paga com cartão pessoal, não o corporativo

A assessoria da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, afirmou, no começo da noite desta sexta-feira (2/4), que a compra realizada por ela em uma loja de luxo em Lisboa não foi realizada com uso do cartão corporativo, mas sim com o cartão pessoal.

A primeira-dama foi até uma loja de luxo na capital portuguesa durante viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela realizou a compra de uma gravata para o chefe do Executivo. A escolha da loja se deu por conta da proximidade do hotel em que a comitiva brasileira está hospedada.

Lula se encontra neste sábado (22) com o presidente português. É a primeira viagem dela à Europa desde que assumiu o cargo, em janeiro. A viagem do presidente ocorre em um momento de grande repercussão das declarações dele sobre a guerra na Ucrânia. Lula chegou a dizer que os Estados Unidos precisam parar de incitar o confronto com a Rússia e passar a pensar em acordo de paz. Ao mesmo tempo, indicou que o presidente ucraniano Volodymyr Zelenski também tem responsabilidade no conflito.

Durante a viagem, Lula pretende firmar pelo menos 13 acordos que envolvem áreas de aeronáutica, educação, turismo e energia. Dados do Ministério do Desenvolvimento revelam que o comércio bilateral Brasil-Portugal em 2022 atingiu a marca de US$ 5,3 bilhões, o que representa crescimento de 50,8% em relação a 2021.

*Com informações do Correio Braziliense

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Política

Janja aceitou escolta pedida por Lula após arma apontada por bêbado em bar, revela livro

Janja resistia aos pedidos de Lula para que andasse escoltada quando o petista estava preso. Do cárcere, temendo um possível atentado, o hoje presidente orientava seus seguranças a acompanhá-la aonde fosse. Mas ela os driblava ao sair com amigos.

Segundo Lauro Jardim, O Globo, até que certa vez, num bar de Curitiba, foi surpreendida por um bêbado empunhando uma arma. O homem apontou para o então advogado de Lula, Manoel Caetano, que escondeu Janja com seu corpo. A situação foi controlada, e a partir daí que a primeira-dama acatou a escolta.

O episódio é narrado em “Janja – a militante que se tornou primeira-dama” (Editora Máquina de Livros) pelos jornalistas Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Melo. Também é de autoria da dupla “Todas as mulheres dos presidentes”, que conta a história de 34 primeiras-damas brasileiras.

O lançamento será em maio, criteriosamente numa noite de lua cheia — uma das fixações de Janja.

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Política e Poder

Lula e Janja encontraram cofre de armas em vez de cama no quarto presidencial; veja foto

No início de janeiro, quando Lula e Janja fizeram uma visita ao Palácio da Alvorada para conferir a situação da residência oficial antes de se mudarem para lá, se depararam com um… grande vazio no quarto presidencial.

Segundo coluna  de Lauro Jardim, além de não ter nenhum móvel no aposento — não havia cama, nem mesas, nem tapetes — foram encontrados apenas um cofre para guardar armas de fogo, um cilindro de oxigênio e algumas poltronas (veja no fim da página).

Cofre para armas no quarto presidencial — Foto: Ag. O Globo

Cilindro de oxigênio no quarto presidencial — Foto: Ag. O Globo

Mas aonde foram parar os móveis? No momento, são tratados como “extraviados” até que a curadoria dos palácios presidenciais localize o paradeiro deles.

A propósito, o órgão abriu diálogo com o Iphan para tombar os móveis dos palácios do Planalto e da Alvorada, que ainda não estão classificados como patrimônio histórico.

Até segunda ordem, portanto, Lula e Janja não têm onde dormir.

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