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Política

Ex-ministro do TSE vê indícios de crime eleitoral em convenção do PL com Milei e IA de Bolsonaro

Convenção do PL com Milei e Bolsonaro por IA entra na mira da Justiça Eleitoral

A participação do presidente argentino Javier Milei e a utilização de uma imagem gerada por inteligência artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a convenção nacional do PL passaram a ser alvo de questionamentos jurídicos. Segundo um ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há indícios de possíveis irregularidades que podem caracterizar crime eleitoral ou abuso de poder político e econômico, dependendo da apuração dos fatos e das circunstâncias em que os episódios ocorreram.

A avaliação é de que a presença de uma autoridade estrangeira em um evento de natureza eminentemente eleitoral, associada ao uso de recursos tecnológicos para inserir virtualmente um líder político impedido de participar presencialmente, levanta dúvidas sobre os limites impostos pela legislação eleitoral brasileira. Especialistas destacam que a Justiça Eleitoral costuma analisar não apenas atos isolados, mas também o contexto, o alcance da divulgação e o eventual benefício obtido por candidaturas.

No caso da inteligência artificial, o uso de imagens sintéticas em campanhas tornou-se um dos principais desafios das eleições contemporâneas. A legislação brasileira exige transparência quanto ao emprego desse tipo de tecnologia, justamente para evitar que o eleitor seja induzido a erro ou que conteúdos artificiais sejam apresentados como autênticos.

Já a participação de Milei reacendeu o debate sobre a influência de agentes estrangeiros no processo político brasileiro. Embora manifestações públicas de líderes internacionais não sejam, por si só, proibidas, sua presença em atos de campanha pode ser analisada à luz das normas que protegem a soberania do processo eleitoral e vedam práticas capazes de desequilibrar a disputa.

As declarações do ex-ministro não representam um julgamento definitivo, mas indicam que os fatos, caso sejam formalmente levados à Justiça Eleitoral, poderão ser examinados para verificar eventual violação da legislação. Caberá ao Ministério Público Eleitoral e, posteriormente, ao TSE, avaliar se há elementos suficientes para a abertura de investigação e eventual responsabilização dos envolvidos.


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Política

Valdemar expõe fragilidade de Flávio: “Não estava preparado”

Presidente do PL admite despreparo de Flávio Bolsonaro para disputar a Presidência

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu publicamente que Flávio Bolsonaro não estava preparado quando foi escolhido por Jair Bolsonaro para disputar a Presidência da República. A declaração, feita em entrevista à CNN Brasil, expôs uma avaliação incomum vinda do principal dirigente do partido e acabou alimentando questionamentos sobre a capacidade de articulação da pré-candidatura.

Segundo Valdemar, o problema não era apenas a falta de tempo, mas a ausência de uma estrutura política previamente construída para uma disputa nacional. “O Flávio não estava preparado para ser candidato”, afirmou o dirigente, acrescentando que a escolha partiu diretamente de Jair Bolsonaro, quando o senador ainda não havia organizado uma base capaz de sustentar uma campanha presidencial.

A declaração teve forte repercussão porque partiu justamente do presidente do partido responsável por conduzir a campanha. Embora Valdemar tenha buscado transmitir a ideia de que o PL trabalha agora para organizar a candidatura e ampliar alianças, a fala foi interpretada por analistas como um reconhecimento das dificuldades enfrentadas pelo projeto eleitoral do partido.

Diante da repercussão, aliados tentaram minimizar o impacto. O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha, soltou a velha pérola de que a fala de Valdemar havia sido retirada de contexto e sustentou que o dirigente se referia ao fato de Flávio não estar inicialmente preparado porque o candidato natural do grupo seria Jair Bolsonaro. Ainda assim, a declaração de Valdemar permaneceu como um dos principais assuntos do debate político, justamente por representar uma crítica pública à falta de preparação do próprio candidato escolhido na base da carteirada.


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Pesquisa

Quaest: O derretimento de Flavio em setores bolsonaristas; PL admite “naufrágio”

Pesquisa mostra Lula abrindo vantagem enquanto Flávio perde força entre evangélicos, jovens, mulheres e regiões estratégicas para o bolsonarismo

Osenador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, registrou queda em redutos considerados estratégicos para o bolsonarismo, segundo a pesquisa Quaest de junho. O movimento atinge evangélicos, jovens, mulheres e regiões-chave como Sudeste e Centro-Oeste/Norte, justamente após vir à tona o escândalo de seu envolvimento com Daniel Vorcaro, preso no caso do Banco Master.

Em um cenário de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a liderar com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. A vantagem de 6 pontos rompe o empate técnico que vinha sendo registrado desde março e acendeu o alerta no entorno do filho 01 de Jair Bolsonaro.

Lula abre vantagem e muda o clima da disputa
A pesquisa Quaest de junho consolidou uma virada no cenário eleitoral que o campo bolsonarista não esperava tão cedo. Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% do senador.

Desde março, os dois vinham em situação de empate técnico nas simulações da Quaest. A abertura de vantagem foi captada justamente na semana em que as relações de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro vieram à tona.

A reversão do quadro tem peso político concreto. Não se trata apenas de uma oscilação isolada, mas de uma mudança de tendência em segmentos que eram tratados como bases seguras da extrema direita.

Quando os dados são desagregados por região, faixa etária, gênero e religião, o que aparece é um processo de erosão simultânea em múltiplas frentes da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.

Redutos bolsonaristas entram em alerta
Os dados da Quaest mostram que Flávio Bolsonaro perdeu apoio entre evangélicos, mulheres, jovens e nas regiões Sudeste e Centro-Oeste/Norte. O Sudeste concentra dois dos maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas Gerais, e era tratado como peça central da estratégia eleitoral bolsonarista.

Na região, Flávio chegou a ter 12 pontos de vantagem sobre Lula. Agora, aparece em empate técnico com o presidente, que vem em tendência de alta desde abril.

No agregado Centro-Oeste/Norte, o recuo também foi expressivo. Flávio oscilou 8 pontos para baixo: a vantagem de 14 pontos registrada em maio caiu para apenas 2 pontos em junho.

O recorte geracional amplia o problema. Na faixa de 16 a 34 anos, Lula ultrapassou Flávio, que antes liderava entre os jovens. O dado é especialmente sensível porque atinge um eleitorado decisivo para a construção de imagem pública, presença digital e capacidade de mobilização de uma candidatura.

Evangélicos deixam de ser fortaleza inabalável
Os números sobre evangélicos se tornaram o principal sinal de alerta para a campanha de Flávio Bolsonaro dentro da pesquisa. O apoio ao senador nesse segmento caiu de 61% para 52% em apenas um mês.

No mesmo período, Lula subiu de 24% para 31% entre os eleitores evangélicos. Entre os católicos, Flávio manteve os 34% registrados em maio, o que indica que a sangria tem endereço político específico: o eleitorado que o bolsonarismo sempre tratou como sua fortaleza mais sólida.

A queda entre evangélicos é mais grave porque não aparece isolada. Ela se combina com a perda de fôlego entre jovens, mulheres e regiões estratégicas, formando um quadro de desgaste que atinge a base social e eleitoral da pré-candidatura.

Para uma campanha que dependia do voto evangélico como âncora, perder terreno nesse segmento para um governo petista representa um desafio estrutural. Não é um problema que se resolva apenas com presença em cultos, acenos religiosos ou gestos públicos de devoção.

Caso Vorcaro agravou crise de confiança
Entre as pesquisas de maio e junho, dois episódios dominaram o noticiário e ajudam a explicar a movimentação nas intenções de voto. O primeiro foi a exposição da relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero.

O senador teria recebido R$ 61 milhões de Vorcaro, dono do Banco Master, sob o pretexto de financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, Dark Horse. O caso colocou Flávio no centro de uma crise que mistura dinheiro, família e política em um momento no qual ele tentava se consolidar como alternativa eleitoral viável.

Paralelamente, os Estados Unidos anunciaram duas medidas de forte impacto para o Brasil: a classificação das facções criminosas CV e PCC como organizações terroristas e o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros. As duas decisões foram divulgadas após uma visita de Flávio Bolsonaro a Donald Trump e a integrantes do alto escalão do governo americano.

A associação, que poderia ter sido explorada como demonstração de prestígio internacional, acabou gerando questionamentos sobre os resultados concretos da aproximação.

Nos bastidores do PL, clima é de “naufrágio”
Nos bastidores do Partido Liberal, o ambiente mudou de tom. Interlocutores já descrevem reservadamente a situação como “naufrágio” da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.

O principal motor do pânico instalado no comitê bolsonarista é a debandada do eleitorado evangélico, que corrói a principal fortaleza eleitoral da extrema direita antes mesmo de a campanha ganhar corpo.

Líderes evangélicos afirmam que a rejeição a Flávio Bolsonaro se consolidou após ele ter sido “pego na mentira” no escândalo do Banco Master.

A percepção desses líderes encontra respaldo nos números. A aprovação do governo Lula entre evangélicos, segundo a Quaest, subiu de 28% em abril para 35% em junho, enquanto a desaprovação recuou de 68% para 60%.

*Forum


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Política

Carlos Bolsonaro deixa escapar crise na campanha de Flávio

Carlos Bolsonaro atacou publicamente a nova equipe de comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro para o Senado por Santa Catarina. Ele compartilhou um vídeo que critica a estratégia mais profissional e moderada adotada por Flávio, acusando-a de afastar os apoiadores mais radicais (“tias do zap e tios do churrasco”) em favor de uma comunicação mais palatável e corporativa.

Conflito familiar: Carlos, responsável histórico pela comunicação digital da família, interpretou a contratação da nova agência como uma tentativa de afastá-lo do controle da narrativa.

Estratégia em disputa: Flávio busca uma imagem mais moderada para conquistar eleitores em Santa Catarina; Carlos defende a manutenção do tom radical e da mobilização das bases mais extremistas.

Dificuldades no estado: A candidatura de Carlos Bolsonaro enfrenta resistências locais, questionamentos sobre domicílio eleitoral e a tradição catarinense de votar em nomes regionais.

Riscos para 2026: O racha expõe a dificuldade do PL em unificar discurso e evitar vaidades entre os herdeiros de Jair Bolsonaro, aumentando o risco de fragmentação do bolsonarismo.

Silêncio e consequências: Flávio não se manifestou. Eduardo Bolsonaro também manteve silêncio público. O episódio foi visto como mais um caso de autossabotagem familiar.

Esses episódios evidenciam as divisões internas graves que enfraquecem a coesão bolsonarista às vésperas das eleições de 2026.


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Política

O novo slogan bolsonarista, ‘Flavio não presta, mas é nosso’

Quanto mais Flavio Bolsonaro se mexe, mais fede

O 01 é de fato um fenômeno eleitoral, às avessas.

Não é sem motivos que produziu um racha, assunto que ele entende como ninguém, sem hora para acabar, no universo da direita e dentro do próprio PL que, aliás, está carregando com gosto a pecha de Partido de Ladrões, tamanha a quantidade de políticos denunciados e condenados em alguma instância da justiça por envolvimento em corrupção, formação de quadrilha, peculato, tráfico, assissinatos.

Na verdade, nenhuma facção “terrorista” tem um espólio de crimes como os aliados mais próximos de Flavio, assim como os diabos menores do partido e seu entorno. É literalmente o crime na sua forma mais representativa.

Diante dessa realidade e a consequente perda de engajamento, até do bolsonarismo Ypê, a ordem é assumir a bronca e apostar no tudo ou nada com a dissimulação, slogan que, na cabeça do comando do PL, pode virar uma armadura em favor de Flavio, com o singelo e curto refrão, “Flavio não presta, mas é nosso”.

Kim Paim, que compõe a linha de frente de um exército de mercenários de guerra política, largou qualquer argumento plausível para, num podcast bolsonarista, sapecar a filosofia que virou martelete entre os sopradores de apito de cachorro, dizendo, de forma nua e crua, numa clara confissão de derrota diante do inquestionável bantitismo de Flavio com Vorcaro, as revelações que pipocam nas redes e grande mídia sobre o seu candidato, as relações com gente de grosso calibre do Comando Vermelho no Rio, como Rodrigo Bacellar e TH Joias, mandou a fita nova, com um semblante amarelo e um sorriso cinza, Kim Paim sapecou, “Flavio pode ter roubado R$ 100 ou R$ 134 milhões, que eu voto nele assim mesmo”, sem ao menos corar metade da cara.

Sim, a cordial intimidade entre Flavio e gente do Comando Vermelho, mostrado em vídeos, espalhados pelas redes, assim como as próprias confissões de Flavio, em áudio de boca própria, sobre o que havia recebido e o que faltava receber dos R$ 134 milhões de Vorcaro, fora a confissão de sua visita à casa dele, com tornozeleira eletrônica, com tudo, e não tendo como se livrar de tudo isso, o bate-estaca agora é aceitar que Flavio não vale nada, mas assim mesmo votar nele

Se isso vai colar e resultar em alguma coisa objetiva e não em despejo, somente o tempo dirá.

Se até Kim Paim mostrou-se encabulado diante do titular bolsonarista, dono do podcast, que não concorda com esse tipo de campanha, é bem possível que o esvaziamento de aliados em torno de sua candidatura, seja um caminho sem volta.

Detalhe, a rejeição a Flavio Bolsonzro não para de crescer.


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Política

PL estipula prazo para decidir candidatura de Flávio Bolsonaro após visita a Vorcaro

Pressionado pelo PL a explicar sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu que visitou o banqueiro após sua prisão, no fim do ano passado. A revelação aumentou a crise interna em torno da pré-candidatura do filho de Jair Bolsonaro à Presidência e levou parte da cúpula do partido a considerar um prazo de 10 a 15 dias para reavaliar se ele terá condições de seguir na disputa, segundo o Globo.

Vorcaro usava tornozeleira eletrônica e estava impedido de deixar São Paulo quando recebeu a visita de Flávio. O senador já havia sido exposto em áudios nos quais cobra parcelas atrasadas ligadas ao financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente. Segundo o Intercept Brasil, o banqueiro autorizou o repasse de R$ 61 milhões ao filme, transação investigada pela Polícia Federal.

Ao comentar o encontro, Flávio confirmou a ida até Vorcaro. “Fui, sim, até o encontro dele (Vorcaro). Ele estava restrito e não podia sair do estado de São Paulo, então fui até ele”, disse.

Em seguida, afirmou que a visita tinha como objetivo encerrar a negociação sobre o longa: “Eu fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco”.

Nos bastidores, integrantes do PL avaliam que a candidatura de Flávio pode se tornar “inviabilizada” se surgirem fatos que contrariem a versão de que a relação com Vorcaro se limitou ao financiamento do filme.

A revelação da visita se somou a outras turbulências, como o incômodo de uma ala do partido com a escolha de um ex-policial civil para chefiar a comunicação e o desgaste com o Centrão após operação que mirou Ciro Nogueira (PP-PI).

Flávio passou os últimos dias em reuniões reservadas com Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho. Depois, reuniu cerca de 70 deputados e senadores do PL em Brasília, pediu desculpas por não ter explicado antes detalhes da relação com Vorcaro e repetiu que “não há mais nada” além da negociação sobre o filme.

No partido, porém, parlamentares cobraram garantias de que não haverá novas revelações. Caso a candidatura não se sustente, Michelle Bolsonaro, Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN) aparecem entre as opções discutidas internamente. Marinho, no entanto, defendeu o senador: “Não existe nenhuma chance de Flávio ser substituído”.


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Política

Debandada do PL após filiação de Sergio Moro ao partido

48 prefeitos deixam o PL

A decisão de 48 prefeitos do Paraná de deixar o Partido Liberal (PL) foi oficialmente anunciada nesta quinta-feira (26), durante uma coletiva de imprensa em Curitiba. O movimento acontece em resposta à confirmação de apoio da legenda à candidatura de Sérgio Moro ao Governo do Estado, uma decisão que gerou reações entre lideranças municipais.

O evento foi realizado no Hotel San Juan, no Centro Cívico, e contou com a presença de dezenas de autoridades. De acordo com os organizadores, dos 53 prefeitos presentes, 48 confirmaram a desfiliação do partido. Alguns gestores justificaram a ausência, enquanto outros ainda estão indecisos sobre a decisão.

O ex-presidente estadual do PL, deputado Fernando Giacobo, explicou que a desfiliação foi motivada por divergências políticas e pela quebra de compromissos previamente firmados. “Esse acordo foi quebrado. Então, não fui eu que descumpri palavra”, declarou.

Segundo Giacobo, o grupo político que deixou o partido vinha se alinhando com um projeto político diferente do de Moro, e a decisão de apoiar o ex-juiz foi vista como incompatível com os princípios defendidos pelos prefeitos.

Em um discurso sincero, Giacobo falou das dificuldades pessoais envolvidas na decisão. “Vocês não pensam que está sendo fácil para mim sair de um partido que eu estou há seis mandatos”, disse, destacando que a coerência política foi o fator que o levou a romper com a legenda.

Ele também fez críticas à filiação de Moro, mencionando casos passados envolvendo o ex-juiz e ex-ministro.“Eu não posso concordar que o partido filiou um cidadão […] que quis botar Jair Messias Bolsonaro na cadeia”, disse.

Embora o rompimento tenha sido significativo, ele deixou claro que não imporá nenhum destino partidário aos prefeitos, segundo o DCM.

Ele afirmou que cada um poderá escolher sua nova legenda, levando em conta as necessidades políticas e administrativas de seus municípios. Apesar disso, a tendência é que os prefeitos se alinhem com partidos de perfil semelhante ao grupo político atual.

O movimento de desfiliação também foi respaldado pelo prefeito de Assis Chateaubriand, Marcel Micheletto, presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP). Ele afirmou que a decisão foi tomada em unidade, como forma de preservar um projeto político alinhado com o atual governo estadual e destacou que o grupo deve seguir em apoio ao governador Ratinho Junior (PSD), mantendo os avanços conquistados nos municípios.

A adesão de Sérgio Moro ao PL foi confirmada na semana passada e gerou uma série de críticas e divisões dentro do partido. Ele se tornou pré-candidato ao governo do Paraná, e recebeu apoio do pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro. No entanto, a decisão foi vista por muitos como uma tentativa de romper com o atual governo estadual.


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Política

Suspeita de que emendas pagaram filme de Bolsonaro faz Dino cobrar Câmara e PL

Decisão do ministro do STF vem no âmbito da ADP 854 e exige explicações sobre um aparente esquema denunciado pela deputada Tábata Amaral (PSB)

O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a fechar o cerco contra a falta de transparência no uso de verbas parlamentares. Nesta segunda-feira (23), o ministro Flávio Dino determinou que a Câmara dos Deputados e parlamentares do Partido Liberal (PL) prestem esclarecimentos urgentes sobre um suposto desvio de finalidade nas chamadas “emendas Pix”. A suspeita central é de que recursos públicos tenham sido usados, de forma indireta, para financiar a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão foi tomada dentro da ADPF 854, a ação que discute a constitucionalidade do orçamento secreto e exige a rastreabilidade total dos gastos.

“Ecossistema” sob investigação
O despacho de Dino baseia-se em uma petição protocolada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). A parlamentar apresentou indícios de um intrincado “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas”. Segundo a denúncia, associações e empresas que recebem as emendas compartilhariam o mesmo endereço físico, infraestrutura de operação e seriam geridas por um comando unificado.

O ponto mais sensível da representação diz respeito ao filme “Dark Horse”. A produção cinematográfica, encabeçada pelo deputado Mário Frias (PL-SP), pretende narrar a trajetória de Bolsonaro até a chegada ao Palácio do Planalto. Para Tabata, o dinheiro público pode estar “conferindo lastro indireto ao custeio da produção cinematográfica privada”, o que configuraria uma grave irregularidade no uso das emendas.

Parlamentares na mira
A investigação aponta que entidades ligadas a este grupo receberam montantes significativos de emendas destinadas por nomes influentes da ala bolsonarista no Congresso. Entre os deputados citados na petição estão:

Alexandre Ramagem (PL-RJ)

Carla Zambelli (PL-SP)

Bia Kicis (PL-DF)

Marcos Pollon (PL-MS)

Próximos passos
Flávio Dino deu um prazo de cinco dias úteis para que a Câmara dos Deputados se manifeste oficialmente. Além disso, o ministro determinou que os deputados mencionados sejam ouvidos antes de qualquer decisão cautelar, diz Henrique Rodrigues, Forum.antr

Ao fundamentar a medida, o ministro reiterou que o objetivo é assegurar o cumprimento das regras de transparência e rastreabilidade já fixadas pela Corte. “A medida busca garantir que recursos públicos oriundos de emendas parlamentares não sejam pulverizados em estruturas opacas”, destacou o magistrado em sua decisão.


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Política

PL e União Brasil se armam no Congresso para barrar fim da escala 6×1

Presidentes dos partidos disseram a empresários que estratégia é travar PEC na Comissão de Constituição e Justiça

Os presidentes de dois dos maiores partidos do Congresso, Valdemar Costa Neto, do PL, e Antônio Rueda, do União Brasil, disseram a empresários em São Paulo, nesta segunda-feira (23), que vão articular para impedir o avanço da PEC que prevê o fim da escala 6×1 no Congresso. Os dois estiveram em um jantar com empresários promovido pelo Grupo Esfera.

Segundo eles, a estratégia é tentar segurar a tramitação ainda na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, evitando que o texto chegue ao plenário. As falas de Valdemar e Rueda contra a redução da jornada de trabalho foi aplaudida por empresários.

“Difícil um cidadão que é candidato a deputado federal e senador votar contra. Nós temos que trabalhar para não deixar votar de jeito nenhum. O que nós pretendemos fazer? Trabalhar com o presidente da Câmara e segurar isso aí na CCJ, é onde vai ser a guerra”, disse Valdemar Costa Neto, do PL.

O presidente do União Brasil, Antônio Rueda disse ter uma posição pessoal contrária ao projeto e também defendeu segurar a PEC nas comissões. “Isso vai ser um desatino pra economia, é inflação na veia. Eu defendo uma posição junto com o Valdemar de que a gente possa construir uma blindagem dentro das comissões, principalmente na CCJ. Para a poder ir ‘barrigando’ isso”, disse.

As declarações ocorreram em meio à movimentação de partidos e frentes parlamentares ligadas ao empresariado para pressionar contra mudanças na jornada semanal.

Fim da escala 6×1
A escala 6×1 é um regime de trabalho no qual o funcionário trabalha seis dias consecutivos e possui apenas um dia de descanso na semana. O governo quer que sejam dois dias de folga. A proposta enfrenta resistência de deputados que, na prática, têm mais dias de intervalo na semana entre atividades legislativas na Câmara dos Deputados do que o descanso previsto para trabalhadores nesse regime.

O fim da escala 6x1: entre a resistência empresarial e os exemplos  internacionais - CONTRATUH

O vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), também se reuniu com empresários em São Paulo na noite desta segunda-feira, mas na sede da Fiesp. Ele citou um ‘movimento global’ que discute o assunto.

“Há uma tendência mundial, você ter uma redução. E isso já vem acontecendo. Esse é um debate que não deve fazer correria. Porque você tem situações muito distintas dentro do próprio setor produtivo. Mas é uma tendência”, disse Alckmin.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos -PB), disse que o relator da proposta na CCJ será indicado ainda nesta semana. A ideia é reunir os textos apresentados pela deputada Érika Hilton, do PSOL-SP, e pelo deputado Reginaldo Lopes, do PT-MG. Ambos defendem a redução da jornada semanal de trabalho.

*ICL


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Política

PL confirma, é o Partido Ladrão

O PL é um suco de corrupção. Todo santo dia enfrenta com a PF uma nova operação.

Não é sem razão que a população já o define como Partido Ladrão. Começa com o cacique da corrupção que comanda o partido e chega nos comédias do PL, que dizem não serem corruptos, quando, na verdade, no PL, corrupção é sinônimo de religião.

A legião de bandidos, flagrada com muito dinheiro na mão, com rachadinha, peculato, chocolate e mansão, jorra como um vulcão. Se fossem pobres, seria o partido do safanão., do enquadro e do esculacho. Mas como é um partido do “cidadão de bem”, os congressistas do PL, nada fazem pelo país, mas para roubar, fazem até  plantão.

Na verdade, nesse país, nunca se viu um partido como o PL. Cínico, larápio, moralista e, consequentemente, ladrão. Todos, sem exceção, ou é ladrão ou filho de ladrão.

Até os adoradores de pneu, de ETs e terra plana, sabem disso;

Com a queda do mito cagão, que faz da prisão a sua nova mansão, não poderia ser comandante de outro batalhão que não fosse formado só  por ladrões, com todo tipo de corrupção, Sóstenes e Jordy, que hoje ocupam as manchetes do jornalismo mundo cão, são somente mais dois espertos desse mar de corrupção.

Na realidade, são somente a ponta de um iceberg que mostra que o fundo do poço está dois andares acima desse partido de ladrões.


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