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Flavio Bolsonaro escolheu os modelos econômicos de Trump e Milei, os mais fracassados e rejeitados no mundo

Flávio Bolsonaro escolhe os modelos econômicos de Trump e Milei: um salto no escuro para o Brasil

Flávio Bolsonaro parece convencido de que o Brasil precisa importar justamente as receitas econômicas que transformam a vida dos trabalhadores num verdadeiro caos para satisfazer o mercado financeiro. Seu horizonte é o trumpismo e o ultraliberalismo de Javier Milei: menos Estado, cortes de gastos, desregulamentação e uma fé quase religiosa de que o mercado resolverá os problemas que ele próprio não se dispõe a enfrentar. Não resolverá e ainda provocará a miséria em que se trasnformou a Argentina de Milei.

O problema é que a propaganda não paga supermercado, não cria empregos por decreto e não garante dignidade a quem vive do próprio trabalho.

Na Argentina de Milei, a pobreza voltou a subir para 32,3% no primeiro semestre de 2026, enquanto o desemprego cresce assustadoramente. São números que colocam em xeque a promessa de que o sacrifício imposto à população produziria prosperidade para todos.

É esse modelo que a equipe econômica de Flávio já apontou como inspiração. Portanto, não se trata de mera especulação: a própria coordenadora econômica da campanha elogiou Milei e defendeu medidas inspiradas em seu governo. Acabar com o Bolsa Família é uma delas, como diz o próprio Flavio Bolsonaro, Bolsa Farelo.

O Brasil não precisa de uma motosserra contra os direitos sociais, nem de uma política econômica subordinada aos interesses de Trump e da especulação financeira. Precisa de crescimento sustentável, indústria forte, salários dignos, investimento público e oportunidades para quem trabalha.

Flávio Bolsonaro quer vender como modernidade uma receita que pode cobrar uma conta brutal dos brasileiros. E a pergunta que sua candidatura precisa responder é simples: quem pagará o preço dessa experiência, os poderosos que a defendem ou a população que terá de sobreviver às suas consequências?


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Flávio, no JN, fugiu da pauta de economia porque os números do Brasil de Lula e da Argentina de Milei desmontam o discurso da extrema direita

A pergunta é inevitável: por que Flávio Bolsonaro fugiu da pauta econômica na entrevista ao Jornal Nacional? Porque falar de economia significa encarar os números, e os números podem se transformar em um constrangimento para quem vende a Argentina de Milei como modelo e tenta desqualificar o Brasil de Lula.

De um lado, Lula e o Brasil, com sua dimensão econômica, seu mercado interno e sua capacidade de atrair investimentos. Do outro, Javier Milei, o ídolo da cartilha ultraliberal bolsonarista, cuja política econômica Flávio teria de defender diante das câmeras, com todos os seus custos e contradições.

A economia não se resolve com bravatas, slogans de campanha ou ataques ao governo. Exige dados, resultados concretos e respostas sobre emprego, renda, inflação, crescimento e condições de vida da população.

E é justamente aí que o discurso ideológico tropeça na realidade.

O contraste ganhou força com a nova projeção do FMI: o Brasil deverá alcançar a oitava maior economia do mundo em 2027, com PIB estimado em US$ 2,8 trilhões.

Quem foge do debate econômico deixa uma pergunta no ar: cadê o projeto para o Brasil? Porque governar não é imitar Milei, posar para a Faria Lima ou repetir a cartilha do mercado financeiro. É mostrar como pretende melhorar a vida dos brasileiros.

E, quando o adversário político tem números para apresentar, que é o caso de Lula, o silêncio pode dizer mais do que qualquer discurso.


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FMI joga a toalha com a política econômica de Milei, ídolo de Flavio Bolsonaro

O recuo do FMI diante da economia argentina é um golpe político para Javier Milei, o presidente ultraliberal que Flávio Bolsonaro transformou em ídolo e modelo para o Brasil. Ou seja, caos.

Segundo as novas projeções divulgadas em 13 de outubro, o Fundo Monetário Internacional reduziu de 3,5% para 2,1% a previsão de crescimento do PIB argentino em 2026. Ao mesmo tempo, elevou a estimativa de inflação média anual de 30,4% para 32,5%. Para 2027, a projeção de crescimento também caiu, de 4% para 3,5%. Está aí o modelo de economia que Flavio Bolsonaro quer para o Brasil.

O que o FMI fez foi reconhecer, por meio de suas projeções, que a economia argentina vai de mal a pior.

E é justamente aí que a propaganda da extrema direita começa a desmoronar. Milei foi vendido como o grande exemplo de que basta cortar gastos, atacar o Estado e entregar a economia à lógica do mercado para fazer um país prosperar. Mas, quando as previsões de crescimento encolhem e a inflação volta a pressionar, a realidade cobra seu preço.

Para Flávio Bolsonaro, que exalta Milei como referência política, o problema é ainda maior. Quem pretende importar o modelo argentino precisa explicar o que pretende importar junto com ele: o ajuste econômico, a perda de dinamismo ou a promessa de prosperidade que vive sendo adiada?

O Brasil não precisa de um presidente disposto a transformar o país em laboratório de experiências ultraliberais. Precisa de um projeto que combine responsabilidade econômica com emprego, renda, investimento e proteção social.

Afinal, governar não é produzir vídeos de motosserra, posar de rebelde contra o Estado ou repetir slogans de campanha. Governar é melhorar a vida da população.

Milei é o ídolo de Flávio Bolsonaro. Mas, quando o ídolo tropeça, o candidato que o usa como exemplo também precisa prestar contas. O Brasil não pode ser empurrado para uma aventura econômica apenas porque a extrema direita decidiu transformar o presidente argentino em garoto-propaganda.


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Além do pedófilo Trump e do ladrão Milei, Flávio agora exibe o apoio do genocida Netanyahu

A candidatura de Flávio Bolsonaro consolida um alinhamento internacional que já não faz questão de esconder. Depois de buscar o respaldo de Donald Trump e de transformar Javier Milei em garoto-propaganda de sua campanha, o senador passou a ostentar também o apoio público de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, ou seja, Flavio montou um Sindicato Mundial do Crime. Netanyahu é aquele cujo genocídio em Gaza, é alvo de duríssimas críticas internacionais e de processos em tribunais internacionais.

O vídeo enviado por Netanyahu para a convenção do PL não foi um gesto protocolar. Foi uma demonstração explícita de afinidade política entre lideranças que compartilham uma visão nacionalista, ultraconservadora e de confronto permanente com adversários internos e externos. O recado foi exibido como um selo de legitimidade internacional para a candidatura de Flávio.

A escolha desses aliados também revela a identidade política que o bolsonarismo pretende apresentar ao eleitor brasileiro. Trump representa a radicalização da direita norte-americana; Milei, a experiência libertária marcada por forte polarização na Argentina; e Netanyahu tornou-se uma das figuras mais contestadas da política mundial em razão da condução da ofensiva militar em Gaza.

Ao reunir esses apoios, Flávio Bolsonaro parece apostar que a radicalização continua sendo seu principal ativo eleitoral. Em vez de buscar ampliar pontes com o centro político ou moderar o discurso, prefere reforçar os laços com lideranças que dividem opiniões e mobilizam sua base ideológica.

No fim das contas, o apoio internacional que a campanha exibe funciona também como um retrato de sua orientação política. Se Trump, Milei e Netanyahu são apresentados como referências, a mensagem transmitida ao eleitor é clara: o projeto defendido por Flávio Bolsonaro pretende inserir o Brasil no mesmo eixo político que essas lideranças representam.


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Cavalo de Troia: Milei usou a convenção de Flávio para se promover

A presença do presidente argentino Javier Milei na convenção do PL foi vendida como uma demonstração de força internacional da candidatura de Flávio Bolsonaro. Na prática, porém, o saldo político parece ter sido outro: quem mais lucrou com o evento foi o próprio Milei.

Em meio ao desgaste de seu governo na Argentina, marcado por dificuldades econômicas, protestos e perda de popularidade, Milei encontrou na política brasileira um palco para reposicionar sua imagem junto à direita internacional. Transformou a convenção em uma vitrine para reafirmar seu discurso ideológico, posar como liderança continental do campo ultraconservador e alimentar sua projeção externa.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, assumiu um papel secundário. O foco da cobertura acabou dividido entre o visitante estrangeiro e a família Bolsonaro, enquanto as propostas do pré-candidato permaneceram em segundo plano. Em vez de fortalecer sua identidade política, a convenção reforçou a impressão de que sua campanha depende da mobilização de personagens externos e do capital político herdado do pai.

A estratégia também traz riscos diplomáticos. A participação ostensiva de um chefe de Estado estrangeiro em um evento de natureza eleitoral inevitavelmente suscita questionamentos sobre os limites da interferência internacional em disputas políticas nacionais. Ainda que cada país tenha suas próprias regras, a imagem transmitida foi a de uma tentativa de importar conflitos ideológicos para o cenário brasileiro.

Sob esse aspecto, a metáfora do “Cavalo de Troia” faz sentido. A promessa era de que Milei chegaria para impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Mas, uma vez aberto o “presente”, quem ocupou o centro do palco foi o argentino. Seu discurso, sua agenda e sua própria projeção passaram a dominar o noticiário, enquanto a campanha brasileira ficou em segundo plano.

No fim, a convenção revelou uma inversão de papéis. Em vez de servir aos interesses eleitorais de Flávio Bolsonaro, o evento ofereceu a Milei uma oportunidade de reconstruir sua imagem perante sua base internacional, ampliar sua visibilidade e reafirmar seu protagonismo político. O convidado acabou se tornando o principal beneficiário da festa.

Se havia a expectativa de um impulso decisivo para a candidatura bolsonarista, o resultado foi ambíguo. Milei saiu com mais exposição; Flávio, com mais uma demonstração de que sua campanha ainda busca um discurso e um protagonismo próprios.

Trocando em miúdos, Milei agiu como amigo da onça do  clã Bolsonaro.


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Política

Milei é denunciado na Argentina por usar dinheiro público em apoio a Flávio Bolsonaro

Presidente argentino é alvo de denúncia e críticas por usar recursos do Estado em ato do PL; liberal inicia agenda para fortalecer articulação da extrema direita na América do Sul

A participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência do Brasil ultrapassou a esfera política e passou a produzir efeitos também na Justiça argentina. Dois advogados protocolaram uma denúncia criminal acusando o mandatário de utilizar recursos públicos para participar de um ato eleitoral em outro país, o que, segundo eles, configuraria desvio de finalidade e malversação de verbas estatais.

A ação foi apresentada pelos advogados José Magioncalda e Juan Martín Fazio. Eles sustentam que Milei empregou o avião presidencial, estrutura de segurança, comitiva oficial e demais recursos do Estado argentino para comparecer a um evento partidário destinado a impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Na avaliação dos denunciantes, bens e recursos públicos não poderiam ser utilizados para favorecer interesses político-eleitorais fora do território argentino.

A denúncia afirma ainda que a viagem extrapolou as atribuições institucionais do presidente argentino e teria provocado desgaste diplomático entre Buenos Aires e Brasília. Durante o evento do PL, Milei fez ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, aprofundando a crise entre os dois governos.

Segundo os autores da ação, cabe à Justiça argentina apurar os custos da viagem, o emprego da aeronave presidencial, das equipes de apoio e dos demais recursos públicos mobilizados para a agenda no Brasil. Eles pedem que seja investigado se houve violação das normas que disciplinam o uso do patrimônio estatal por autoridades públicas.

A presença de Milei na campanha de Flávio Bolsonaro provocou forte repercussão política em ambos os países. No Brasil, o episódio alimentou críticas de adversários do senador, que classificaram a participação do presidente argentino como uma tentativa de interferência nas eleições brasileiras. Na Argentina, opositores acusam Milei de priorizar disputas ideológicas internacionais enquanto o país enfrenta dificuldades econômicas e sociais.

Até o momento, a denúncia representa o início de um procedimento e não implica condenação ou reconhecimento de culpa. Caberá às autoridades judiciais argentinas decidir se a representação reúne elementos suficientes para dar prosseguimento à investigação.


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Explodem casos de suicídio na falida Argentina de Milei

Saúde mental entra em colapso na Argentina sob Milei e casos de suicídio disparam

A crise social provocada pelo duro ajuste econômico implementado pelo governo de Javier Milei começa a revelar um de seus efeitos mais dramáticos: o agravamento da saúde mental da população. Dados oficiais argentinos apontam um aumento expressivo das tentativas e dos casos de suicídio, em meio ao desemprego, à perda do poder de compra, ao fechamento de serviços públicos e ao crescimento da insegurança econômica.

Segundo o Boletim Epidemiológico Nacional da Argentina, somente até 31 de outubro de 2025 foram registradas 11.799 tentativas de suicídio, uma média superior a 33 ocorrências por dia. O próprio boletim classificou o suicídio como um problema prioritário de saúde pública e reforçou que a maioria desses casos poderia ser evitada com políticas adequadas de prevenção e assistência.

Especialistas em saúde mental alertam que crises econômicas prolongadas costumam estar associadas ao aumento de depressão, ansiedade e comportamento suicida, sobretudo quando são acompanhadas pela redução da proteção social. Na Argentina, o ajuste fiscal promovido pelo governo Milei coincidiu com cortes de gastos públicos e um ambiente de forte instabilidade para milhões de famílias.

Profissionais da área afirmam que o contexto de deterioração das condições de vida e de sofrimento psicológico constitui um fator de risco importante. O aumento das notificações levou autoridades sanitárias e organizações sociais a defenderem maior investimento em prevenção, atendimento psicológico e fortalecimento da rede pública de saúde mental.


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Ex-ministro do TSE vê indícios de crime eleitoral em convenção do PL com Milei e IA de Bolsonaro

Convenção do PL com Milei e Bolsonaro por IA entra na mira da Justiça Eleitoral

A participação do presidente argentino Javier Milei e a utilização de uma imagem gerada por inteligência artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a convenção nacional do PL passaram a ser alvo de questionamentos jurídicos. Segundo um ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há indícios de possíveis irregularidades que podem caracterizar crime eleitoral ou abuso de poder político e econômico, dependendo da apuração dos fatos e das circunstâncias em que os episódios ocorreram.

A avaliação é de que a presença de uma autoridade estrangeira em um evento de natureza eminentemente eleitoral, associada ao uso de recursos tecnológicos para inserir virtualmente um líder político impedido de participar presencialmente, levanta dúvidas sobre os limites impostos pela legislação eleitoral brasileira. Especialistas destacam que a Justiça Eleitoral costuma analisar não apenas atos isolados, mas também o contexto, o alcance da divulgação e o eventual benefício obtido por candidaturas.

No caso da inteligência artificial, o uso de imagens sintéticas em campanhas tornou-se um dos principais desafios das eleições contemporâneas. A legislação brasileira exige transparência quanto ao emprego desse tipo de tecnologia, justamente para evitar que o eleitor seja induzido a erro ou que conteúdos artificiais sejam apresentados como autênticos.

Já a participação de Milei reacendeu o debate sobre a influência de agentes estrangeiros no processo político brasileiro. Embora manifestações públicas de líderes internacionais não sejam, por si só, proibidas, sua presença em atos de campanha pode ser analisada à luz das normas que protegem a soberania do processo eleitoral e vedam práticas capazes de desequilibrar a disputa.

As declarações do ex-ministro não representam um julgamento definitivo, mas indicam que os fatos, caso sejam formalmente levados à Justiça Eleitoral, poderão ser examinados para verificar eventual violação da legislação. Caberá ao Ministério Público Eleitoral e, posteriormente, ao TSE, avaliar se há elementos suficientes para a abertura de investigação e eventual responsabilização dos envolvidos.


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Política

Milei veio ao Brasil servir de mata-burro da campanha de Flavio

Milei cruzou a fronteira para servir de escada à campanha de Flávio Bolsonaro

Para quem levou seu povo a comer carne de burro, derrubar mais um como o Flavio, é fácil.

A passagem do presidente argentino Javier Milei pelo Brasil teve um objetivo que extrapolou em muito a agenda diplomática. Ao escolher participar de um evento de caráter eminentemente político, Milei acabou assumindo o papel de “mata-burro” da campanha de Flávio Bolsonaro: uma tentativa de criar impacto midiático e mobilizar a militância, mas que dificilmente amplia o apoio eleitoral para além do núcleo já convencido.

Em vez de fortalecer a candidatura de Flávio, a presença do argentino reforçou a percepção de que o bolsonarismo continua dependente de figuras estrangeiras e de pautas importadas para tentar recuperar protagonismo. Em um momento em que os eleitores brasileiros estão mais preocupados com questões como a que o Brasil siga no compasso de crescimento, estabilidade da economia e pleno emprego, a aposta em um espetáculo ideológico cai no ridículo, sem falar nas ofensas de Milei ao judiciário braileiro, isso dentro do Brasil.

Milei também assumiu um risco político considerável. Ao se envolver diretamente em uma disputa eleitoral brasileira, rompeu com a tradição de prudência esperada nas relações entre chefes de Estado. O gesto inevitavelmente produz desgaste diplomático e alimenta tensões desnecessárias entre dois países que possuem uma das mais importantes relações econômicas da América do Sul.

Para Flávio Bolsonaro, o cálculo parece claro: transformar o apoio de Milei em um símbolo de resistência da direita internacional. O problema é que símbolos não substituem propostas, nem resolvem dificuldades de uma campanha que enfrenta questionamentos políticos e obstáculos para ampliar sua base de apoio.

No fim das contas, a visita serviu mais para produzir imagens e manchetes do que para alterar o cenário eleitoral. Se havia a expectativa de que Milei funcionasse como um grande cabo eleitoral, o efeito pode ter sido o oposto, o de reforçar a narrativa de que a candidatura de Flávio ainda depende mais do prestígio alheio do que da própria capacidade de convencer o eleitor brasileiro.


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Brasil Mundo

Crise diplomática: Itamaraty reage a Milei e convoca embaixador do Brasil na Argentina

Ataques de Milei provocam reação do governo Lula e crise diplomática com a Argentina

O governo brasileiro elevou o tom na relação com a Argentina neste domingo (26) ao convocar para consultas o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, após os ataques do presidente argentino, Javier Milei, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do STF Alexandre de Moraes. A decisão, tomada pelo Itamaraty com o aval do presidente Lula, representa um dos mais duros instrumentos de protesto diplomático entre dois países.

Milei participou da convenção nacional do PL, em São Paulo, onde oficializou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Durante seu discurso, o presidente argentino dirigiu ofensas a Lula, ao governo brasileiro e ao Judiciário, classificando o presidente brasileiro como “presidiário” e fazendo ataques também ao ministro Alexandre de Moraes. As declarações foram interpretadas pelo governo brasileiro como uma afronta às instituições nacionais e à soberania do país.

Na prática diplomática, convocar um embaixador para consultas significa que o governo considera a situação suficientemente grave para reavaliar a condução das relações bilaterais. Embora não represente o rompimento de relações diplomáticas, trata-se de um gesto político de forte reprovação e costuma ser reservado para momentos de elevada tensão entre Estados.

A medida aprofunda o distanciamento entre Brasília e Buenos Aires, cujas relações já vinham marcadas por sucessivos atritos desde a posse de Milei. Segundo fontes do governo, a participação do presidente argentino em um ato de campanha da oposição brasileira, acompanhada de ataques às autoridades nacionais, ultrapassou os limites considerados aceitáveis nas relações entre os dois países.


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