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Política

Bolsonaro trai Flavio

A defesa de Bolsonaro foi taxativa. Bolsonaro não escreveu carta para Flavio usar em sua campanha, esta foi uma decisão dele, que Bolsonaro nega ter escrito com tal propósito.

O nome disso é traição com o próprio filho. Entre deixar o dele na reta e o do Flavio, Bolsonaro colocou a corda no pescoço do primogênito.

É ridícula essa afirmação de Bolsonaro? Põe ridícula nisso. A começar pelo título, “Carta aos Brasileiros”.

Ou seja, a coisa foi feita em comum acordo, mas se desse merda, só daria para Bolsonaro, como deu. Bolsonaro não titubeou, se alguém tem que pagar o pato, que não seja ele, nem que para isso tenha que sacrificar o próprio filho, mostrando que essa turma do Deus, Pátria e Família, não é confiável nem para a família.

Por isso essa gente tem comportamentos variantes, de acordo com o tom e do prejudicado, nesse caso, Bolsonaro tirou o pepino do seu colo e colocou no de Flavio, o que passa um recado para o gado, o de que o mito não está tão fechado assim com a candidatura do filho, do contrário, se colocaria na linha de frente para enfrentar Moraes.

Diante do ministro do STF, Bolsonaro, mais uma vez, pipocou e mandou aquele famoso, me inclui fora dessa. Para se libertar do suplício, pai não pensou duas vezes para jogar o filho aos leões no momento em que a terra cede debaixo dos pés de Flavio por conta do TariFlavio e da foto de Flavio, bonachão, sem camisa, ao lado do amigo íntimo, sicário de Vorcaro.


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Política

Qual o espanto da foto de Flavio com o sicário de Vorcaro se o senador condecorou Adriano da Nóbrega na cadeia?

Escândalo não é Flavio posar em foto ao lado do sicário de Daniel Vorcaro, mas por ser um peão da entrada do crime organizado na política carioca e poder disputar a cadeira da Presidência da República.

Flavio Bolsonaro herdou de seu pai todo o sistema de peculato e formação de quadrilha, tendo, inclusive, Queiroz como gerente, assim como seu pai. O histórico de Queiroz está aí em qualquer Google da vida.

Não foi esse mesmo Flavio que, como deputado estadual, não só empregou a mãe e a ex-mulher de Adriano da Nóbrega, mas também deu a ele a Medalha Tiradentes, a maior honraria do estado do Rio de Janeiro. Detalhe, dentro da cadeia, por ser um matador de aluguel.

Há inúmeras fotos de Flavio com os irmãos Brazão, mandantes do assassinato de Marielle Franco, pelo vizinho de Bolsonaro, Ronnie Lessa, colega de Bope de Adriano da Nóbrega e seu comparsa no escritório do crime.

Mas issso está longe de estabelecer o perfil do sujeito. Sua relação com Rodrigo Bacellar e TH Joias, que se encontram presos por relação com o crime organizado, fato amplamente divulgado.

Sem falar que Flavio mandava e desmandava na cúpula governamental e no próprio Claudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro. Quantos da cúpula do governo Claudio Castro estão na cadeia e quando o próprio terá o mesmo destino?

Flavio nunca se importou em fazer fotos ao lado de bandidos, até porque ao seu redor está repleto deles, coisa que Brasil todo sabe. Assim como assumiu o papel de corrupto osentação, exibindo mansões que compra como quem compra um picolé através de seus esquemas milionários de corrupção.

Sejamos francos, essa foto só complementa a percepção da gravidade de um sujeito, com esse porfolio, candidatar-se ao cargo mais importante do país.


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Cotidiano

Daniel Vorcaro mandou ‘moer’ empregada de Monique Alfradique, diz Polícia Federal

Investigação da Polícia Federal mostrou mensagens em que o ex-banqueiro afirma estar sendo ameaçado por ex-funcionária da atriz

Segundo um dos relatórios preliminares divulgados nesta terça-feira (16) pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro mandou “moer” uma empregada da atriz Monique Alfradique em fevereiro de 2025 por suposta ameaça.

O pedido foi feito durante troca de mensagens entre Vorcaro e Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” e responsável pelo grupo A Turma, que coletava informações de pessoas consideradas “desafetos” do ex-banqueiro.

Após encaminhar o nome da funcionária com seu número de telefone, o ex-banqueiro escreveu para o sicário: “Empregada monique (sic) me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda”.

Após as mensagens, Mourão encaminha um arquivo com dados pessoais e uma foto da mulher. Apesar de aparecer na petição, os investigadores não detalham os motivos da ameaça feita pelo ex-dono do Banco Master nem confirmam se ele seguiu em frente com a ameaça.

A ameaça não foi um episódio isolado. A peça também mostra outros registros em que o ex-banqueiro manda cometer violência contra terceiros. O mesmo documento que apresenta a intimidação para a empregada de Monique também mostra outras coações para um chefe de cozinha e um capitão do barco de Vorcaro por exemplo.

O ex-banqueiro tinha um grupo apelidado de “A Turma”, que era responsável pela obtenção ilegal de informações sigilisas a fim de coagir e ameaçar pessoas consideradas prejudiciais para a suposta organização criminosa.

Segundo as investigações, Mourão, citado anteriormente, era o responsável pela “execução de atividades de obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”. Ele costumava ser acionado pelo próprio Daniel Vorcaro para ir atrás de dados e realizar os pedidos do ex-banqueiro, como feito com a empregada.

A CNN entrou em contato com a assessoria da atriz que afirmou que desconhece qualquer ameaça nesse contexto.


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Política

Por que a grande mídia tratou de forma banal o suicídio do sicário de Vorcaro?

Estou falando da mulambada que escreve nos jornalões e que desapareceu, da noite para o dia, com o none de Moraes dos noticiários, numa espécie de campanha da Lava Jato.

Neste sábado, o assunto fervilhava nas principais manchetes do baronato e, hoje, a fauna rasa de escribas por encomenda, não deu as caras, não fareja mais o sangue do mininstro do STF. Parece que a carapaça realmente caiu e devem estar pensativos e remoendo planos para surpreender seu público com uma nova presa, com outros absurdos editorializados, como vimos, por exemplo, com Lulinha e Moraes que caíram no vazio.

Mas o que chama mais atenção, é como um suposto suicida, que é parte central de um alegião inumerável de guardas-costas de Vorcaro, simplesmente, desapaeceu do noticiário ralé da grande mídia. Nem nos arredores dos periódicos o nome de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o sicário, aparece, nem uma linha, nem uma palavra, nada.

Os carniceiros, da noite para o dia, desapareceram com o nome de uma peça central que envolve Vorcaro. Um sujeito que, segundo o reino da fofoca, era peçonhento, contagioso e estampava a imagem das mandíbulas que trituravam os adversários do patrão.

Para surpreender ainda mais, a veracidade dessa trama, que terminou no suposto suicídio capcioso, não despertou qualquer curiosidade ou desejo de descobrir a verdade no meio do jornalismo industrial.

As sensações que nos vêm é a de que não há na mídia brasileira ninguém interessado em saber a verdade sobre o assunto, nem viva, nem morta. Removeram seu nome, sua imagem, seu suicídio das págimas sangrentas das cortes midiáticas. Todas se encontram hoje com as portas fechadas para esse assunto.


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Política

“Sicário”, parceiro de Vorcaro, morre em Belo Horizonte

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão estava sob custódia na Superintendência Regional da PF quando atentou contra a própria vida

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e preso na Operação Compliance Zero, morreu na noite desta quarta-feira (4) em Belo Horizonte (MG). Ele estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal no estado quando atentou contra a própria vida.

Fontes da Polícia Federal informaram que o investigado apresentou morte encefálica após o ocorrido. Mourão era um dos presos na operação conduzida pela corporação, segundo o DCM.

De acordo com informações divulgadas pela PF, o preso foi socorrido por policiais federais que estavam no local no momento da ocorrência. Ele recebeu procedimentos de reanimação ainda na sede da instituição.

Superintendência Regional da Polícia Federal

Em seguida, o investigado foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital João XXIII, localizado no centro de Belo Horizonte. A unidade hospitalar realizou o atendimento médico após a chegada do paciente.

A Polícia Federal informou que o caso foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo relacionado à operação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a corporação, todos os registros em vídeo que mostram a dinâmica do ocorrido serão encaminhados às autoridades competentes. A PF também informou que abrirá procedimento para apurar as circunstâncias do fato.


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Mundo

Milei: o sicário do imperialismo estadunidense na América Latina

Javier Milei se posiciona hoje como o governante mais nocivo para os povos latino-americanos em toda a nossa história, principalmente se conseguir cumprir a missão que lhe foi confiada.

Em novembro do ano passado, a revista The Economist deu início a uma operação propagandística com o objetivo de apresentar Javier Milei ao mundo – em especial aos latinos e sul-americanos – como um herói do povo argentino. Foram uma entrevista especial, um artigo de opinião do punho do presidente argentino e três podcasts em seu site louvando o “milagre econômico” causado por sua terapia neoliberal.

Pouco depois, a publicação dos banqueiros britânicos inseriu a Argentina no top 5 de “países do ano”, entre os que supostamente mais melhoraram. “Pode ganhar nosso prêmio pela reforma econômica” – anunciou a revista –, que “deu resultado: a inflação e os custos dos empréstimos caíram, e a economia começou a crescer novamente no terceiro semestre”.

Pobreza, desemprego, carestia
Mas a revista não disse nada sobre o aumento assombroso da pobreza, da miséria e da fome. Em seis meses de governo Milei, 53% dos argentinos já eram considerados pobres (o pior índice em mais de 20 anos). Para fins de comparação, em meados de 2022 esse índice era de 36,5% e em meados de 2023 era de 40%. Dois terços dos menores de 14 anos são pobres, enquanto 18% da população vive hoje na indigência.

Os aposentados na pobreza passaram de 17,2% para 30,8% nos primeiros seis meses de gestão Milei, de acordo com pesquisadores acadêmicos – que afirmam ainda que a pobreza afeta até mesmo os trabalhadores plenamente empregados, em 38%. Antes os aposentados e os empregados formais “gozavam de certo tipo de proteção diante da pobreza”, dizem os pesquisadores. “Agora estão vendo piorar suas condições de vida e se veem atingidos pela pobreza.”

Todos os dias, centenas de argentinos enfrentam filas enormes para cruzar a fronteira com o Brasil para poder comprar produtos básicos à metade do preço. “Somos de classe média e sempre vivemos bem, mas agora ficou complicado”, disse uma senhora à reportagem do canal C5N, nos limites com Foz do Iguaçu. “Na Argentina está impossível, não dá nem para comprar bife”, afirmou um homem. As pessoas vêm ao Brasil comprar frutas, verduras, frango, carne bovina e até mesmo arroz e feijão. “Um quilo de arroz na Argentina vale o mesmo que três quilos de arroz no Brasil”, declarou outra mulher. Quando o repórter perguntou desde quando ela enfrenta essa situação, seu marido respondeu: “desde que Milei entrou.”

Trata-se de uma política de terra arrasada. Segundo o INDEC, o índice de produção industrial manufatureira é negativo e caiu mais de 10% entre janeiro e novembro de 2024 comparado com o mesmo período de 2023. A área da construção teve uma redução ainda mais assustadora: 23,6% em um ano, enquanto o setor metalúrgico diminuiu 12% entre meados de 2023 e meados de 2024 – com uma queda de 17% na produção de maquinário e outros 17% na fundição. Em um evento com industriais, o governador de Buenos Aires, Axel Kiciloff, disse que a capacidade instalada da indústria “está na metade”.

Submissão ao imperialismo
Milei está entregando a economia argentina para o capital estrangeiro – particularmente o imperialismo. Na semana passada, ele privatizou a Impsa, uma das mais importantes companhias do país, com quase 700 funcionários que participam em projetos-chave nos setores hidrelétrico, nuclear, petrolífero, gasífero e eólico. Quem comprou a empresa foi a estadunidense ARC Energy, de propriedade de financiadores da campanha de Donald Trump.

O novo ocupante da Casa Branca, por sua parte, é um defensor do protecionismo da indústria norte-americana e quer os Estados Unidos “grandes novamente”. Milei também tem se mostrado um protetor das empresas dos EUA e que quer ver os EUA tão grandes que ocupem a Argentina, ao que parece. Outro exemplo é a concessão da Hidrovía Paraná-Paraguay, administrada em conjunto por uma empresa belga e outra argentina até 2021, quando passou para as mãos do Estado. Milei abriu uma nova concessão no final do ano e retirou a possibilidade dos chineses vencerem a licitação (sendo os favoritos para tal) ao impedir que ela fique em mãos de empresas estatais. A rota é responsável por 80% das exportações da Argentina e um ativo geopolítico estratégico para os Estados Unidos, que já está bem posicionado naquela zona através da DEA – e também no Ushuaia, graças ao estabelecimento de uma “base naval conjunta” anunciada por Milei após reunião com o Comando Sul dos EUA na Patagônia em abril.

*Arte: diodotus / DeviantArt

*Diálogos do Sul