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Ventos fortes espalham destruição no Sudeste, feridos em SP e mais de 400 mil sem luz no Rio

Ventania provoca destruição em São Paulo e deixa mais de 400 mil consumidores sem energia no Rio

A passagem de uma intensa frente fria, acompanhada por rajadas de vento de grande intensidade, provocou um rastro de destruição entre a quarta e a quinta-feira no Sudeste do país. Em São Paulo, a ventania deixou ao menos dez pessoas feridas após a queda de árvores, estruturas e objetos arrastados pelo vento. No Rio de Janeiro, a situação também foi crítica: mais de 400 mil consumidores permaneciam sem energia elétrica horas após o temporal, enquanto equipes das concessionárias trabalhavam para restabelecer o serviço.

Na capital paulista, a força dos ventos derrubou árvores sobre veículos e vias importantes, provocando congestionamentos, interrupções no trânsito e transtornos ao transporte público. A Defesa Civil emitiu alertas para a população evitar deslocamentos durante o pico da tempestade, diante do risco de novos acidentes. Os feridos sofreram, principalmente, lesões provocadas pela queda de galhos e estruturas metálicas.

Entenda por que ventou tanto no Rio nesta terça-feira | G1

No estado do Rio de Janeiro, os ventos também provocaram danos à rede elétrica. A interrupção no fornecimento de energia atingiu centenas de milhares de consumidores em diferentes municípios da Região Metropolitana e da capital, afetando residências, comércios e serviços públicos. Em diversos bairros, moradores relataram longas horas sem luz e dificuldades de comunicação.

Os impactos do mau tempo também atingiram a mobilidade urbana. Houve interrupções e atrasos em diferentes modais de transporte, além de quedas de árvores que bloquearam ruas e avenidas. As concessionárias de energia informaram que reforçaram suas equipes para acelerar os reparos, mas alertaram que a normalização completa poderia levar várias horas, em razão do grande número de ocorrências simultâneas.

Qual foi a velocidade do vento de quarta-feira, em São Paulo? | Exame

Meteorologistas explicam que o episódio foi provocado pela combinação entre uma massa de ar frio e um sistema de baixa pressão, capaz de gerar rajadas intensas e mudanças bruscas nas condições atmosféricas. A previsão indica que o tempo deve permanecer instável em parte do Sudeste, mantendo o risco de novos temporais localizados e ventos fortes nos próximos dias.

O episódio reforça a vulnerabilidade da infraestrutura urbana diante de eventos climáticos extremos, que têm se tornado mais frequentes e provocado impactos crescentes sobre o fornecimento de energia, a mobilidade e a segurança da população nas grandes cidades brasileiras.

Ventos fortes causam cinco mortes em São Paulo e Rio de Janeiro | CNN Brasil

Aeroportos ainda registram cancelamentos após vendaval
O aeroporto de Congonhas tem três voos cancelados na manhã desta quinta-feira (30) por ajuste de malha aérea, segundo a concessionária Aena. Na quarta-feira (29), houve 32 chegadas e 22 partidas canceladas devido às condições meteorológicas.

“Toda a infraestrutura do Aeroporto de Congonhas está disponível para pousos e decolagens, além de todos os serviços para atendimento aos passageiros”, afirmou a concessionária.

A operação segue normal no Aeroporto de Guarulhos, de acordo com a Gru Airport. Ontem, dois voos tiveram de ser alternados.


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Cotidiano

Mercado evangélico: De Cachorro Crente a sex shop gospel

Leandro Lima trabalhava com produção de shows, gente como Jorge Vercillo e Péricles, mas confessa que “já estava desanimado com o ego e a vaidade desse mercado”. Foi aí que ele se voltou à sua fé. “Pedi a Deus que me desse um projeto fora da área.”

Em 2019, saía de um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na zona norte do Rio, quando viu uma barraca de cachorro-quente do outro lado da rua. “Na hora pensei: cachorro crente.” O trocadilho lhe pareceu inevitável: “A palavra ‘crente’ é muito falada na igreja, acaba sendo algo marcante”.

Começou a Cachorro Crente com carrocinhas na rua. Em abril deste ano, inaugurou a 50 metros da igreja a primeira loja do que chama de “fast food cristão”. Sob o lema “gostoso e abençoado”, vende pão com salsicha e variações como cupim e costela, com preços a partir de R$ 17.

A receita em si não é diferente daquela de um cachorro-quente qualquer. O que muda é a atmosfera, como uma fachada que faz referência ao versículo 1 Coríntios 10:31: “Assim, quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”.

A marca faz parte de uma onda de empreendimentos que incorporam referências do universo evangélico para disputar um mercado em expansão. Nos últimos anos, proliferaram negócios como a hamburgueria Gospel Burger, a marca de roupas Senhorita Moda Modesta e o transporte por aplicativo Com Deus (o bordão é “vá Com Deus”).

A aposta é na identificação imediata com um público que cresce em número e relevância econômica: os evangélicos representavam, no Censo 2022, 26,9% dos brasileiros de dez anos ou mais e, segundo estimativas do setor, movimentam mais de R$ 20 bilhões anuais.

Diversificação de empreendimentos
O que antes se concentrava em livrarias, gravadoras e editoras gospel passou a incluir todo tipo de investimento. Em comum, a promessa de um ambiente familiar para consumidores cristãos.

São frentes que filtram interesses seculares para o paladar evangélico. Caso da brasiliense Gospel Drinks, que se diz “o primeiro open bar gospel do Brasil”, uma “diversão zero álcool” com releituras de drinques clássicos — sai a cachaça, por exemplo, e entra refrigerante de limão.

Vale até sex shop. A Bem Amada, de São Paulo, se propõe a ser um “lugar seguro onde ajudamos a acender o fogo no parquinho sem apagar os valores”. Adriana Araujo abriu a partir das dúvidas que surgiram após se converter.

“Eu queria viver minha fé de forma íntegra, mas também entender como Deus enxergava a intimidade no casamento”, afirma. “Estudei bastante e percebi que muitas mulheres cristãs tinham exatamente as mesmas inseguranças que eu havia vivido.”

Ela diz que primeiro só aconselhava as fiéis. Depois, decidiu empreender. O propósito, segundo Adriana, é o mesmo: “Fortalecer casamentos e ajudar mulheres a viver sua sexualidade sem culpa, mas com responsabilidade, amor e respeito aos seus valores, sem vulgaridade e também sem vergonha”.

Lubrificante e gel excitante, os itens mais populares, saem sobretudo nos sabores morango e menta.

Só não pode, diz a dona da Bem Amada, comercializar produtos “que entendemos não estarem alinhados com os princípios que defendemos para o casamento”. Ficam de fora aqueles “voltados ao prazer individual ou que substituam o cônjuge na relação”.

Presidente do Instituto Locomotiva, que pesquisa tendências de mercado e consumo, Renato Meirelles afirma que a multiplicação de grifes evangélicas traduz para a linguagem do varejo contemporâneo um fluxo econômico que já existia informalmente dentro das igrejas.

“Estão dando rótulo de marca a uma coisa que sempre rolou nos fundos do templo: o irmão que vendia churrasco depois do culto, a irmã que fazia bolo para a quermesse, o casal que tinha pizzaria e contratava só gente da congregação. Isso é antigo. O que mudou foi a escala, o canal e a geração que opera.”

A transformação maior, para Meirelles, é estética e geracional. A geração Z crente não tem vergonha de sua identidade, ao contrário dos seus pais, que muitas vezes “escondiam o crachá evangélico no ambiente de trabalho para não sofrer estigma”.

Hoje tem bem menos disso. “O jovem cristão posta o look pro culto, e o pai dele, 20 anos atrás, escondia a bíblia na mochila para não virar piada no escritório. É essa virada de pertencimento sem constrangimento que abre espaço comercial para a marca explícita.”

Fé se transforma em consumo
Levantamento feito pelo instituto em março revela que 47% dos evangélicos transformam afinidade religiosa em consumo, isto é, compram mais de fornecedores que compartilham a mesma crença, enquanto 38% dos católicos fazem o mesmo.

Embute-se aí, também, a ideia de que empresários evangélicos não querem apenas lucrar, mas usar seu negócio como instrumento de evangelização.

Tom Dias encara seu Coletivo de Emaús como uma “ferramenta missionária”. Na Bíblia, Emaús é um povoado próximo a Jerusalém, conhecido por ser o cenário de uma das aparições mais importantes de Jesus após sua ressurreição. No Brasil, dá o nome de uma marca de camisetas com estética moderna.

Um dos modelos, batizado Vila Nazaré Futebol Clube, custa R$ 188 e emula a seleção brasileira, mas é “um time com gente comum, gente simples, gente que talvez ninguém escolheria primeiro, mas que Ele chamaria pelo nome”. O time “que Jesus montaria”.

A antropóloga Livia Reis, do Iser (Instituto de Estudos da Religião), destaca que a segmentação religiosa do mercado não é um fenômeno isolado. Ela compara o movimento a outros direcionados a grupos sociais específicos, como o “black money” (voltado à comunidade negra) e o “pink money” (LGBTQIA+).

Daí a importância de não analisar essa circulação de bens e serviços apenas do ponto de vista moral. “A gente não pode esquecer que, no neoliberalismo, tudo vira produto, e o mercado gospel é muito bem estabelecido.”

Esse nicho hoje abrange do turismo religioso ao condomínio temático — caso do Residencial Clube Manancial da Fé, previsto para Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Meirelles, do Locomotiva, traça o perfil médio desse consumidor: tem carteira assinada na maior parte do tempo da vida adulta, ensino médio completo, às vezes técnico, raramente superior, mas o filho está fazendo faculdade. Renda entre dois e cinco salários mínimos. Casa própria comprada com Minha Casa, Minha Vida ou financiada pelo banco. Moto na garagem, carro às vezes.

O consumo é regrado. “Aqui está um ponto que a Faria Lima e a esquerda acadêmica não enxergam: ele é regrado porque a igreja regulou. Não gasta com cerveja, cigarro, balada, jogo, prostituta, festa de empresa. Esse dinheiro que em outras casas evapora em consumo de impulso, na casa dele fica.”

Sobra renda, portanto, e esse, segundo Meirelles, é “o segredo da força do consumo evangélico”.

*ICL


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Cotidiano

El Niño se torna grande ameaça SP com caos climático ao unir fogo, temporal e seca

Chuva acima da média no início do inverno sinaliza fenômeno, mas período crítico virá a partir de setembro

A chuva acima da média em São Paulo neste início de inverno, contrariando a expectativa de uma estação mais seca e quente, é só uma amostra da diversidade climática que a metrópole deverá encarar com a chegada do El Niño.

Se no contexto nacional as principais características do fenômeno são chuvas mais intensas no Sul e estiagem prolongada no Norte e Nordeste, a posição da capital paulista em uma zona de transição a coloca diante da possibilidade de experimentar os dois cenários.

Os quase cem milímetros de precipitação registrados em 24 horas entre a tarde da última terça (23) e a manhã de quarta (24) –mais da metade do esperado para junho– pode ser observado como uma amostra do que o fenômeno pode fazer ao intensificar os chamados jatos de alto nível.

Essa corrente de vento muito forte em elevadíssimas alturas, ao ganhar ainda mais força, carrega mais chuvas para o Sul e também para o Sudeste, segundo o meteorologista Enver Ramirez, chefe da Divisão de Previsão de Tempo e Clima do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Isso não significa que vai chover mais, pois o El Niño não costuma alterar exageradamente o volume anual médio de precipitações na cidade, que é de aproximadamente 1.400 milímetros. Mas há uma mudança no padrão.

Chuvas mais suaves que se estendem por vários dias tendem a se tornar mais raras, dando lugar a pancadas concentradas em pontos específicos.

Esse padrão de temporais é o que mais contribui para ocorrências de alagamentos e transbordamentos em áreas urbanas densamente ocupadas, diz Michael Pantera, meteorologista do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da Prefeitura de São Paulo.

O período mais crítico é esperado para o final da primavera, quando a infraestrutura urbana será testada por ondas de calor e por temporais que tendem a chegar acompanhados de vendavais.

Diante dessa perspectiva, 13 áreas da prefeitura que atuam em um plano de prevenção de chuvas foram incumbidas de apresentar ainda em agosto –antes do ápice do fenômeno, a partir de setembro– suas estratégias para lidar com o El Niño, segundo a coordenadora do grupo, Isabel Silveira Camargo, que é engenheira florestal da Secretaria de Mudanças Climáticas do município.

A coordenadora do plano contra os efeitos dos temporais destaca que a limpeza de cursos d’água e poda de árvores são consideradas primordiais para mitigar riscos de inundações e acidentes.

Antes de chegar à temporada de vento e chuva, porém, moradores de capital e de outras regiões do estado ainda podem enfrentar dias de calor intenso, baixa umidade e qualidade do ar comprometida pela fumaça de incêndios em florestas e plantações, a exemplo dos ocorridos em 2024 em quase todo o interior paulista também por influência da última ocorrência do El Niño.

Impacto na saúde
Os efeitos da degradação do ar têm consequências diretas para a saúde pública, afirma a médica Evangelina Araújo, diretora do Instituto Ar. Ela diz que as queimadas, mesmo em áreas distantes, Amazônia e Pantanal, produzem poluentes com partículas extremamente pequenas.

O material é capaz de atravessar a barreira respiratória e atingir a corrente sanguínea, aumentando a incidência de infartos e acidentes vasculares cerebrais em idosos.

Gestantes, crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis à poluição extrema, segundo a médica.

Para tentar se antecipar ao espalhamento das queimadas, o Governo do Estado de São Paulo anunciou que usará inteligência artificial para analisar dados meteorológicos, além de utilizar o sistema de câmeras em rodovias para localizar focos em áreas de floresta.

Abastecimento de água
Além de ondas de calor durante o inverno, um dos efeitos possíveis do El Niño é o atraso no início da estação chuvosa, que normalmente tem início em outubro.

Em um cenário pessimista, essa combinação de tempo quente e falta de precipitações pode resultar em redução acentuada dos níveis dos reservatórios que abastecem a metrópole.

Há poucos dias, o governo paulista anunciou que o sistema Cantareira, o mais importante do conjunto de represas da Grande São Paulo, será uma espécie de novo gatilho para que o governo adote medidas mais rigorosas para economizar água.

Caso o nível do Cantareira fique proporcionalmente abaixo dos demais, a redução de pressão do bombeamento noturno poderá durar mais horas. Atualmente a redução de pressão é aplicada por dez horas durante a noite.

Considerando também ações de prevenção a enchentes, como a construção de piscinões e desassoreamentos de rios importantes como o Tietê, o governo de São Paulo também diz ter investido R$ 25 bilhões no seu plano de resiliência hídrica.

Apesar do cenário de alerta, Fernando Dornelles, professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pondera que a magnitude de um El Niño não é uma indicação certeira de que o país enfrentará grandes tragédias, especialmente as provocadas por eventos tão atípicos quanto as grandes cheias que atingiram Porto Alegre e centenas de municípios gaúchos recentemente.

Ele afirma que, embora a probabilidade de inundações aumente durante o fenômeno, a chance de um evento catastrófico ocorrer permanece estatisticamente pequena.

Dornelles defende que o foco das autoridades deve estar no reforço da capacidade de enfrentamento a desastres por meio de treinamentos e simulados, aprimorando as respostas da Defesa Civil.

*ICL


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Daniel Vorcaro mandou ‘moer’ empregada de Monique Alfradique, diz Polícia Federal

Investigação da Polícia Federal mostrou mensagens em que o ex-banqueiro afirma estar sendo ameaçado por ex-funcionária da atriz

Segundo um dos relatórios preliminares divulgados nesta terça-feira (16) pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro mandou “moer” uma empregada da atriz Monique Alfradique em fevereiro de 2025 por suposta ameaça.

O pedido foi feito durante troca de mensagens entre Vorcaro e Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” e responsável pelo grupo A Turma, que coletava informações de pessoas consideradas “desafetos” do ex-banqueiro.

Após encaminhar o nome da funcionária com seu número de telefone, o ex-banqueiro escreveu para o sicário: “Empregada monique (sic) me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda”.

Após as mensagens, Mourão encaminha um arquivo com dados pessoais e uma foto da mulher. Apesar de aparecer na petição, os investigadores não detalham os motivos da ameaça feita pelo ex-dono do Banco Master nem confirmam se ele seguiu em frente com a ameaça.

A ameaça não foi um episódio isolado. A peça também mostra outros registros em que o ex-banqueiro manda cometer violência contra terceiros. O mesmo documento que apresenta a intimidação para a empregada de Monique também mostra outras coações para um chefe de cozinha e um capitão do barco de Vorcaro por exemplo.

O ex-banqueiro tinha um grupo apelidado de “A Turma”, que era responsável pela obtenção ilegal de informações sigilisas a fim de coagir e ameaçar pessoas consideradas prejudiciais para a suposta organização criminosa.

Segundo as investigações, Mourão, citado anteriormente, era o responsável pela “execução de atividades de obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”. Ele costumava ser acionado pelo próprio Daniel Vorcaro para ir atrás de dados e realizar os pedidos do ex-banqueiro, como feito com a empregada.

A CNN entrou em contato com a assessoria da atriz que afirmou que desconhece qualquer ameaça nesse contexto.


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Piloto preso por pedofilia pagava mães e avós para abusar de meninas

Criminoso também pagava às famílias por fotos e vídeos das vítimas

O piloto preso no Aeroporto de Congonhas nesta segunda-feira (9), suspeito da prática de pedofilia, é o líder de uma rede de exploração sexual de menores, segundo afirmou a polícia de São Paulo em entrevista coletiva nesta manhã.

“Esta é uma investigação que começou há três meses e tudo aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de exploração e de pornografia infantil. Ele tinha contato com algumas das vítimas e as levava para motel, com RG de pessoas maiores de idade. Uma delas ele começou a abusar com 8 anos. Hoje ela já está com 12 anos”, contou a delegada Ivalda Aleixo.

Na operação desta segunda, chamada de Apertem os Cintos, também foram presas duas mulheres. Uma delas é uma avó que “vendeu” três netas para o piloto. A outra é uma mãe que também cedeu sua filha ao criminoso. Essa mãe sabia dos abusos e ainda auxiliava o homem, mandando para fotos e vídeos da menina.

“Quando ele tinha contato físico com essas crianças, ele as estuprava. Uma delas está toda machucada. Ele bateu nela semana passada, em um motel”, revelou a delegada.

Para conseguir ter acesso às meninas, o criminoso usava diversos tipos de abordagem e uma delas era entrar em contato direto com as mães e avós das vítimas. Ele afirmava para essas pessoas que gostava de crianças especificamente, embora pudesse se relacionar com as mulheres para chegar às menores. Quando recebia fotos e vídeos de suas futuras vítimas, ele fazia pagamentos às responsáveis de R$ 30, R$ 50 e R$ 100. Ele também comprava medicamentos para a família, pagava aluguéis e chegou a comprar um aparelho de TV.

Até o momento, dez vítimas foram identificadas pela polícia mas, segundo os investigadores, há dezenas de outras que aparecem em fotos e vídeos no celular do piloto. A maior parte delas têm entre 12 e 13 anos.

Prisão no aeroporto
Segundo a polícia, o suspeito foi preso dentro do avião no Aeroporto de Congonhas porque foi a maneira mais rápida de saber onde ele estaria. Devido à rotina de piloto, havia dificuldade de encontrá-lo em sua casa, que fica na cidade de Guararema, na Grande São Paulo. “Optamos por pedir a escala dele para a empresa e aí identificamos que faria um voo hoje. Ele já estava lá, dentro do avião”.

O homem afirmou à delegada que é casado pela segunda vez e tem filhos de seu primeiro casamento. A atual esposa, uma psicóloga, foi até a delegacia onde está o homem e se mostrou horrorizada. Segundo a delegada Ivalda, ela não tinha conhecimento das práticas criminosas do marido.

A polícia continua investigando o caso e vai entrar em contato com as outras vítimas.


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Família de adolescentes que espancaram o cão Orelha até a morte é indiciada por coação de testemunhas

Ataque deixou o cão Orelha gravemente ferido, levando-o à eutanásia

A Polícia Civil de Santa Catarina informou nesta terça-feira (27) que três homens adultos foram indiciados por coação de testemunha no caso da agressão ao cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis (SC).

Quatro adolescentes são suspeitos do ataque a pauladas contra o animal, que precisou passar por eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. Os três indiciados, um advogado e dois empresários, são familiares dos adolescentes. A defesa dos envolvidos não foi localizada pela reportagem.

Orelha tinha aproximadamente 10 anos e era conhecido na comunidade de Praia Brava, área localizada no norte da ilha de Florianópolis que tem alta procura turística e condomínios de alto padrão.

Ele foi encontrado ferido por moradores no dia 16 de janeiro e chegou a ser levado para atendimento veterinário por membros da comunidade. Os moradores já realizaram dois protestos pedindo justiça pela morte do animal.

Na segunda-feira (26), foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos adolescentes suspeitos.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), afirmou nas redes sociais que a coleta de provas, a oitiva de testemunhas e demais trâmites legais foram realizados “sem atropelos”.

“Confesso que custei a acreditar, adolescentes jovens de famílias estruturadas agredindo um cão por pura maldade”, disse Jorginho. “Não importam quem são nem os sobrenomes que carregam, a lei será cumprida. Infelizmente, ainda muito branda, mas será cumprida.”

A delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção ao Animal, disse que testemunhas mencionaram que um dos indiciados usava frases de efeito como “você sabe com quem está falando?” e ameaçou destruir um carro.

O caso chamou a atenção de celebridades que passaram a compartilhar imagens do caso e cobranças de justiça. A ativista de proteção animal Luisa Mell estava presente na coletiva de imprensa, que ocorreu na sede da Polícia Civil catarinense.

Adolescentes viajaram para a Disney
Dois dos adolescentes envolvidos no ataque ao cachorro estão fora do Brasil em uma viagem de formatura para a Disney, que já estava planejada há cerca de um ano.

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, disse que há uma preocupação com a convocação de um protesto no aeroporto de Florianópolis no retorno dos adolescentes.

“São 115 jovens que estarão lá, 113 não tem nenhuma relação com o caso. Então nos preocupa muito a situação de que alguém possa ser machucado por conta de uma situação que envolve duas pessoas”, disse.

Segundo ele, será montada uma estrutura com apoio da polícia e do aeroporto para receber os jovens com segurança.

O delegado disse também que não houve apreensão de passaportes de outros jovens envolvidos no caso que ainda estão no Brasil.

Os adolescentes também são suspeitos de tentar afogar no mar outro cachorro , que conseguiu escapar. De acordo com o ICL, o animal foi adotado pelo próprio delegado-geral e recebeu o nome Caramelo. Essa tentativa de afogamento não teria ocorrido no mesmo dia do ataque ao cão Orelha.

“Nós temos a imagem deles pegando esse animal do colo e a câmera corta, mas temos depoimentos de testemunhas que afirmam que eles arremessaram esse cão ao mar”, disse a delegada Mardjoli.

Polícia investiga outros atos infracionais
A delegada disse que também há uma apuração sobre atos infracionais equivalentes a crimes contra honra praticados pelos adolescentes, como ofensas a seguranças, furtos e depredação de patrimônio.

Os casos teriam acontecido ao longo de um período de tempo, e agora a polícia vai apurar a individualização de comportamentos para entender o possível envolvimento de cada jovem.

“São diversos dias, então não necessariamente um adolescente vai ter praticado todos esses atos infracionais que estão sob investigação”, disse Mardjoli.


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Técnicas agiam como “guardas” para ajudar apontado como assassino a aplicar desinfetantes em pacientes

Segundo a polícia, as duas técnicas atuavam como verdadeiras “guardas”

Presas por suspeita de participação em um esquema criminoso que resultou na morte de três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal, as técnicas de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22, são apontadas pela Polícia Civil do DF (PCDF) como coniventes com as ações do técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos.

As informações foram divulgadas inicialmente pelo Metrópoles. Segundo a polícia, as duas técnicas atuavam como verdadeiras “guardas”, garantindo que Marcos Vinícius realizasse aplicações intravenosas letais sem ser flagrado por outros profissionais de saúde.De acordo com o delegado Wisllei Salomão, responsável pelo caso, Marcos Vinícius era quem aplicava diretamente a substância nas vítimas. Para viabilizar a ação, Amanda e Marcela faziam a vigília dos corredores da UTI e, em alguns casos, se posicionavam à frente do braço do paciente, impedindo que terceiros visualizassem o procedimento no leito.Inicialmente, ambas negaram qualquer participação nos crimes durante interrogatório. No entanto, Marcela Camilly acabou confessando a coautoria após ser confrontada com imagens do circuito interno de câmeras do hospital. Amanda, por sua vez, manteve a versão de que acreditava se tratar de aplicações de medicamentos regulares.

A investigação detalhou a dinâmica do esquema criminoso. Segundo a polícia, Marcos Vinícius acessava o sistema interno do hospital utilizando logins de pelo menos dois médicos. De acordo com o 247, a partir disso, prescrevia de forma irregular uma medicação pura, gerava uma receita falsa e se dirigia à farmácia para retirar a substância. Em seguida, escondia o material no jaleco e se encaminhava até os leitos da UTI, onde encontrava as técnicas para a execução da aplicação.

Marcela afirmou que não sabia qual substância estava sendo aplicada. Amanda declarou que supunha se tratar de medicamentos comuns, mas confirmou que não questionou Marcos Vinícius sobre o fármaco administrado nos pacientes.

Para a diretora do Instituto de Medicina Legal (IML), Márcia Reis, a alegação de desconhecimento não se sustenta diante da formação técnica das envolvidas e do ambiente em que atuavam. Segundo ela, profissionais que trabalham em UTI dominam os protocolos e conhecem os efeitos das substâncias utilizadas.“Eles aplicaram de uma forma irregular e inadequada, não controlada. Então eles com certeza sabiam os efeitos potenciais dessa medicação”, afirmou.

]Os três técnicos de enfermagem estão presos temporariamente por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado ou convertido em prisão preventiva, a depender do avanço das investigações. A Polícia Civil apura, ainda, a motivação dos crimes, que segue sem esclarecimento.

De acordo com a apuração, as vítimas seriam João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb); Marcos Moreira, de 33 anos, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos.O trio poderá ser indiciado por homicídio doloso qualificado, por meio insidioso e com impossibilidade de defesa das vítimas, já que os pacientes estavam inconscientes e intubados no momento em que receberam a substância. A pena prevista pode variar de 12 a 30 anos de prisão para cada morte atribuída ao grupo.


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Cotidiano

“Frieza total”, diz delegado sobre técnicos presos por mortes em UTI

Marcos Vinícius, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva também negaram, inicialmente, qualquer envolvimento nos crimes

Os técnicos de enfermagem presos sob suspeita de matar ao menos três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), demonstraram “frieza total” quando prestaram depoimento após suas prisões.

Segundo o delegado da Polícia Civil (PCDF) Maurício Iacozzilli, Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24, e Marcela Camilly Alves da Silva (todos na foto em destaque), 22, também negaram inicialmente qualquer envolvimento com os crimes.

“O Marcos disse que tinha apenas seguido a receita passada pelo médico. Quando mostramos as filmagens, ele disse que ‘realmente tinha feito aquilo‘, mas não deixou claro qual foi a motivação”, explicou o delegado.

De acordo com o Metrópoles, Marcela procedeu da mesma maneira. No interrogatório, ela disse que não sabia o que estava aplicando e que estaria “arrependida” de não ter avisado a equipe do hospital sobre o que estava acontecendo.

De acordo com o delegado Wisllei Salomão, Marcela estava em seu primeiro emprego e era treinada por Marcos.

Já a técnica Amanda negou a participação. A profissional alegou supor que Marcos aplicava medicamentos normais, mas confirmou que não lhe perguntou qual fármaco ele estava ministrando.

Segundo Iacozzili, imagens do hospital mostram a técnica vigiando a porta no momento da aplicação e ficando na frente do paciente.

Além disso, Amanda não trabalhava na área de UTI do hospital. “Ela não devia nem estar ali junto, ela trabalhava em outro setor. Contudo, ela tinha uma relação de amizade com Marcos, de muitos anos”, contou Salomão.

Já a técnica Amanda negou a participação. A profissional alegou supor que Marcos aplicava medicamentos normais, mas confirmou que não lhe perguntou qual fármaco ele estava ministrando.

Segundo Iacozzili, imagens do hospital mostram a técnica vigiando a porta no momento da aplicação e ficando na frente do paciente.

Além disso, Amanda não trabalhava na área de UTI do hospital. “Ela não devia nem estar ali junto, ela trabalhava em outro setor. Contudo, ela tinha uma relação de amizade com Marcos, de muitos anos”, contou Salomão.
Entenda o caso

A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada na manhã de 11 de janeiro, com o apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE).
Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e

Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal.
Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.

A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e se houve participação de outras pessoas.
As investigações tiveram um novo avanço na última quinta-feira (15/1), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis.
Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

Fraude e parada cardíaca

Salomão detalhou também como o processo das aplicações era feito. Segundo o delegado, o técnico entrava no sistema do hospital utilizando o login de um médico que não trabalhava mais lá. A PCDF investiga como Marcos conseguiu esse acesso.

Dentro do sistema, o suspeito prescrevia uma receita da medicação pura. Ao gerar o documento, ele seguia até a farmácia, pegava o remédio e o escondia em seu jaleco.

Marcos, então, dirigia-se aos leitos, momento em que as técnicas iniciavam a participação na ação.

Enquanto o técnico administrava a droga, as técnicas vigiavam a movimentação nos corredores e na porta dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Ao receberem a substância aplicada na veia, as vítimas sofriam parada cardíaca quase que imediatamente. Para disfarçar o uso da aplicação, Marcos ainda realizava massagens de reanimação nos pacientes enquanto as técnicas apenas observavam de longe.

O Metrópoles apurou que o trio teria matado João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33 anos, servidor dos Correios; Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos. A motivação do crime ainda é investigada.

“Frieza total”, diz delegado sobre técnicos presos por mortes em UTI – destaque galeria

João Clemente Pereira tinha 63 anos

Outra vítima do trio foi a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos

O caso foi denunciado às autoridades pelo próprio hospital, após observar circunstâncias atípicas relacionadas aos três na UTI. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.


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Cotidiano

Megaoperação no Grupo Refit, de Ricardo Magro, o maior devedor de impostos no Brasil

Uma megaoperação deflagrada na manhã desta quinta-feira (27) mirou 190 alvos ligados ao Grupo Refit, atual Grupo Fit, e a dezenas de empresas do setor de combustíveis. A ofensiva, batizada de Poço de Lobato, mobiliza mais de 600 agentes públicos em seis unidades da federação e atinge o maior devedor contumaz do país, acusado de causar um prejuízo estimado em R$ 26 bilhões aos cofres estaduais e federal.

O grupo, comandado pelo empresário Ricardo Magro, é considerado o maior devedor de ICMS de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores da União.

Segundo as investigações, o esquema funcionava há anos “do porto ao posto sem pagar imposto”, combinando fraude aduaneira, sonegação de ICMS, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro por meio de uma complexa rede de holdings, offshores, fintechs, meios de pagamento e fundos de investimento.

A operação, segundo o G1, ocorre em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Distrito Federal. A Refit, antiga refinaria de Manguinhos, havia sido interditada em setembro pela Agência Nacional do Petróleo sob suspeita de irregularidades na importação e venda de combustíveis, inclusive carregamentos provenientes da Rússia, apreendidos pela Receita Federal.

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-SP) coordena a ação com apoio da Receita Federal, Ministério Público de São Paulo, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Secretaria da Fazenda e Planejamento de SP, Secretaria Municipal da Fazenda de SP e polícias Civil e Militar.

Força-tarefa contra 190 companhias e pessoas ligadas a empresa de combustíveis apontada como maior devedora de impostos de São Paulo.

O comitê, uma espécie de força-tarefa permanente, recupera ativos desviados e combate crimes tributários, econômicos e de lavagem de dinheiro.

As autoridades afirmam que o grupo movimentou mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano, utilizando empresas próprias, fundos e offshores, incluindo uma petroleira no exterior, para blindar lucros e simular operações interestaduais. De acordo com o DCM,  Entre 2020 e 2025, mais de R$ 32 bilhões em combustíveis foram importados com declarações adulteradas para redução de tributos.

Também foram identificados mecanismos para dificultar a cobrança do ICMS, com empresas sobrepostas que trocavam de função quando uma operação era desvendada, criando novos obstáculos investigativos.


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Cotidiano

Lula presta solidariedade às vítimas de tornado no Paraná e envia ajuda federal à região destruída; ao menos 6 pessoas morreram

Fenômeno com ventos de até 250 km/h destruiu 80% de Rio Bonito do Iguaçu e deixou mais de 400 feridos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou solidariedade às famílias das vítimas do tornado que devastou cidades do Centro-Sul do Paraná na sexta-feira (7), deixando ao menos seis mortos e mais de 400 feridos. Em nota publicada neste sábado (8), Lula lamentou as mortes e afirmou que o governo federal está mobilizando equipes para prestar socorro à população atingida.

“Quero expressar meu profundo sentimento a todas as famílias que perderam seus entes queridos no tornado em Rio Bonito do Iguaçu e em Guarapuava, no Paraná. E prestar minha solidariedade a todas as pessoas que foram afetadas”, afirmou o presidente.

Lula informou que uma equipe coordenada pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, composta por representantes dos Ministérios da Saúde e da Integração e Desenvolvimento Regional, está a caminho das áreas atingidas. Técnicos da Defesa Civil Nacional e profissionais da Força Nacional do SUS também foram mobilizados para auxiliar nas ações de resgate, atendimento e reconstrução.

O tornado atingiu o índice EF3, com ventos de até 250 km/h, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). A cidade de Rio Bonito do Iguaçu, a mais afetada, teve 80% das construções destruídas, segundo as autoridades locais. Cinco das seis mortes foram registradas no município; a sexta ocorreu em Guarapuava. Mais de mil pessoas estão desabrigadas.

A ministra Gleisi Hoffmann, deputada federal licenciada pelo Paraná, afirmou que este é um momento de “união e soma de esforços entre governos e sociedade para apoiar a população e reconstruir o que foi perdido”. Ela viaja à região acompanhada do ministro interino da Saúde, Adriano Massuda, do diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Armin Braun, e de representantes da Itaipu Binacional.

Equipes do governo estadual, bombeiros, policiais e voluntários seguem atuando nas buscas por sobreviventes e no atendimento aos feridos. Hospitais da região estão sobrecarregados, e o governo do estado disponibilizou leitos em cidades próximas para reforçar o socorro.

O governador Ratinho Junior (PSD) informou que foi montada uma base de comando em Guarapuava para coordenar o atendimento emergencial. A Defesa Civil estadual iniciou o envio de cestas básicas, kits de higiene e dormitórios para os municípios afetados.

O tornado se formou a partir de um ciclone extratropical que também provocou chuvas intensas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, e colocou os estados de São Paulo e Rio de Janeiro em alerta.

Disse Lula:

Quero expressar meu profundo sentimento a todas as famílias que perderam seus entes queridos no tornado em Rio Bonito do Iguaçu e em Guarapuava, no Paraná. E prestar minha solidariedade a todas as pessoas que foram afetadas.

Uma equipe liderada pela ministra Gleisi Hoffmann, composta pelos Ministérios da Saúde e da Integração e Desenvolvimento Regional, está se deslocando para a região. Técnicos da Defesa Civil Nacional especializados em ajuda humanitária e reconstrução já estão a caminho das cidades, e profissionais da Força Nacional do SUS prestarão auxílio à população e às equipes do governo paranaense envolvidas no resgate e no auxílio às vítimas.

Seguiremos apoiando a população paranaense. E prestando todo o auxílio que for necessário.

*BdF


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