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Polícia Federal faz busca e apreensão na casa de Bolsonaro por divergência em registro de arma apreendida

A Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro após identificar divergências relacionadas ao registro de uma arma de fogo apreendida durante investigações em andamento. A medida foi autorizada pela Justiça no âmbito de apurações que buscam esclarecer a origem, a regularidade documental e a situação cadastral do armamento.

Segundo informações da investigação, os registros encontrados apresentariam inconsistências que levantaram dúvidas sobre a documentação vinculada à arma. Os agentes federais procuraram documentos, mídias digitais e outros elementos que possam auxiliar na reconstituição dos fatos e na verificação das informações prestadas aos órgãos de controle.

A operação amplia a lista de procedimentos investigativos envolvendo Bolsonaro após o término de seu mandato. Embora a defesa do ex-presidente sustente que todas as armas sob sua posse estariam devidamente regularizadas e que não houve qualquer irregularidade, os investigadores consideram necessário confrontar dados constantes nos sistemas oficiais com os documentos apresentados.

Especialistas em direito penal observam que divergências cadastrais nem sempre configuram crime, mas podem justificar diligências quando há indícios de inconsistências relevantes ou informações contraditórias. O objetivo da apuração é determinar se houve erro administrativo, falha documental ou eventual irregularidade mais grave relacionada ao registro do armamento.

A defesa de Bolsonaro afirmou que colaborará com as autoridades e classificou a medida como parte de um processo que deverá esclarecer definitivamente os fatos. Já a Polícia Federal não divulgou detalhes adicionais sobre o conteúdo recolhido durante a operação, alegando sigilo das investigações.

O caso segue sob análise das autoridades competentes e poderá resultar em novos desdobramentos à medida que os materiais apreendidos forem examinados pelos peritos e confrontados com os registros oficiais.

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Calúnia contra Lula: PGR pede para Flávio Bolsonaro ser ouvido pela PF

Segundo Paulo Gonet, senador deve ser ouvido antes da manifestação final da PGR sobre investigação por calúnia contra Lula

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao ministro Alexandre de Moraes que devolva à Polícia Federal (PF) o inquérito que investiga o senador Flávio Bolsonaro (PL) por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O objetivo é que o parlamentar seja ouvido antes da conclusão da investigação.

Gonet avalia que a necessidade de a PF realizar a oitiva com Flávio se dá “sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentá-lo de pena”.

A manifestação foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta segunda-feira (6/7). Segundo Gonet, a defesa de Flávio solicitou uma série de diligências à PF e pediu que o senador fosse ouvido apenas após o cumprimento dessas medidas. Os requerimentos, no entanto, foram indeferidos pela corporação.

O procurador-geral acrescentou que, embora a PF já tenha concluído o relatório final da investigação, ainda é necessário ouvir Flávio Bolsonaro, especialmente diante da possibilidade de retratação prevista no Código Penal para o crime de calúnia, hipótese que pode isentar o investigado de pena, segundo Pablo Giovanni, Metrópoles.

“A manifestação é, assim, pelo retorno dos autos à Polícia Federal a fim de que seja realizada a oitiva do investigado. Após, requer nova concessão de vistas para manifestação sobre o relatório conclusivo das investigações”, explicou Gonet.

A manifestação foi encaminhada a Moraes, que ainda não decidiu sobre o pedido.

Inquérito
Em relatório encaminhado ao STF em 26 de junho, a Polícia Federal concluiu que Flávio cometeu o crime de calúnia contra o presidente Lula.

Segundo os investigadores, o senador atribuiu ao presidente os crimes de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.


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Política

Nome de Ramagem aparece em lista de políticos na cabeceira do contraventor Adilsinho

Lista encontrada pela PF reúne contabilidade vinculada à lavagem de dinheiro e nomes de agentes políticos do Rio de Janeiro

A Polícia Federal (PF) encontrou uma lista com nomes de pelo menos 25 políticos em um dos endereços do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, apontado como chefe da máfia do cigarro no Rio. O nome do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) constava na lista apreendida durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na última quinta-feira (02).

Os documentos foram encontrados em uma mala na cabeceira da cama do contraventor, durante buscas em operações passadas nos imóvel ligados a ele. A lista reúne supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de dinheiro e nomes de agentes políticos do Rio. As investigações iniciais indicam que os políticos listados recebiam uma espécie de “mesada” de Adilsinho — alvo de um mandado de prisão na operação, ainda que já esteja preso.

Apesar da citação nos materiais apreendidos, o ex-deputado não foi alvo da ação realizada pela PF, mas é investigado, junto com outros nomes que aparecem na lista.

Políticos com nome na lista de Adilsinho recebiam uma espécie de ‘mesada’
De acordo com as primeiras informações da PF, no arquivo nomeador como “planilha 2” aparecem quatro depósitos para o “cliente” identificado na lista pelo nome “DEP RAMAGEM” e “DEP ALEXANDRE RAMAGEM”.

Nas planilhas não há menção ao ano dos depósitos, mas há o registro de mês e dia dos pagamentos, além dos valores:

  • 02/09: DEP RAMAGEM – R$ 39.708,00
  • 06/09: DEP RAMAGEM – R$ 30.000,00
  • 21/09: DEP ALEXANDRE RAGEM – R$ 18.100,00
  • 29/09: DEP ALEXANDRE RAMAGEM – R$ 22.080,00

O ex-deputado foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo de Jair Bolsonaro (PL) e depois foi eleito deputado federal pelo Rio, mas perdeu o mandato e foi demitido do posto de delegado da PF após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Ele fugiu para os EUA no mês em que foi condenado e é alvo de um pedido de extradição encaminhado pelo governo brasileiro. Ele entrou com pedido de asilo político, que está sendo analisado pelo governo norte-americano.

Nome do ex-governador Cláudio Castro constava na lista
Na lista de Adilsinho, com nomes de pelo menos 25 políticos, também constava o do ex-governador Cláudio Castro (PL).

A PF ainda apura a relação entre os políticos e a máfia dos cigarros. A instituição não identificou oficialmente os nomes encontrados; o nome de Castro foi confirmado pelo portal “G1”, mas ele não foi alvo de mandados na operação da última quinta.

Além de um novo mandado de prisão contra Adilsinho — que já está preso desde fevereiro —, a ação mirou o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, também preso, e o empresário do ramo do tabaco, pastor Márcio Poncio, pai da deputada Sarah Poncio (SDD). Ele foi detido num apart-hotel da Barra da Tijuca sob suspeita de ligação com o grupo criminoso.

*Com informações de Octavio Guedes, colunista do portal “G1”/ICL


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Política

Flavio Bolsonaro e o celular bomba de Claudio Castro que a PF destravou

A triangulação entre Vorcaro, do Banco Master, Claudio Castro e Flavio Bolsonaro é uma coisa só, disso todos sabem.

O desbloqueio do celular de Claudio Castro pela Polícia Federal acendeu um alerta mais que vermelho na sua campanha pré-eleitoral para a presidência, sobretudo no seu grupo político. A conexão entre essas três cabeças que estão como personagens centrais desse emaranhado de corrupção, é um aparelho de alta tensão para os planos eleitorais do 01 do clã Bolsonaro.

Por isso o avanço das investigações da PF gerou forte desespero por três fatores principais: seu elo com Daniel Vorcaro e o Banco Master, a desestruturação de sua prinncipal base eleitoral, Rio de Janeiro, e o principal, o risco de mensagens e agendas diretas que colocam Flavio no centro de uma bomba atômica.

O nome disso é efeito tóxico, melhor dizendo, radioativo de todo o seu entorno, de todos os candidatos à Câmara e ao Senado que orbitam em torno de Flavio.

Trocando em miúdos, muita gente pagará um custo como criminoso sim, mas outro tanto, que não é pequeno, pagará o custo por osmose, por ser parte de uma estrutura sabidamente miliciana que envolve um número incontável de gente que está na disputa e que será atingida  no peito. Mais que isso, qualquer associação a Flavio a essa altura dos fatos, em todo o terrirório nacional, sofrerá um tranco, já que ele é a figura mais importante em atividade na direita hoje no Brasil.

Ou seja, como se diz na linguagem mega popular, “o bagulho é doido”.

Soma-se a sso a própria figura de Claudio Castro, que está muito além de ser um mero subserviente do clã Bolsonaro no Rio de Janeiro, Claudio Castro tem sua própria demanda de crimes contra os cofres públicos em toda a estrutura de altarquias de todo o estado. E isso se transforma num carrapicho no paletó já todo cagado de Flavio Bolsonaro.

Ninguém pode afirmar que um impacto como esse nas pretensões do PL será grande, não, ele será devastador, provocando um esvaziamento político na legenda, tanto que Cladio Castro abdicou, ou melhor, desistiu de concorrer ao Senado que já, de antemão, desarticulou a principal chapa do PL fluminense.

Os riscos de mensagens e agendas cotidianas diretas do celular de Claudio Castro são nitroglicerina pura, porque ali contém o histórico completo de agendas privadas e registros de jantares, inclusive, com Vorcaro no exterior, além de outras com figuras investigadas.

Os investigadores buscam mensagens em aplicativos que possam comprovar o que já sabem, principalmente sobre a refinaria Refit, que contaram com interferência direta de Flavio Bolsonaro.

A avaliação dentro do PL carioca, portanto, é a de que estão diante de um verdadeiro desastre político para os planos do clã Bolsonaro e todas as suas ramificações no estado mais bolsonarista do Brasil, do ponto de vista institucional.


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Política

“Dark Horse”: PF pede quebra de sigilo de produtora responsável por filme sobre Bolsonaro

Polícia Federal investiga suspeitas de superfaturamento e desvio de recursos públicos em contrato firmado com a Prefeitura de São Paulo

Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça acesso a dados financeiros sigilosos de Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. O pedido também atinge o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina. As informações são da Folha de S. Paulo.

A solicitação faz parte de uma investigação sobre suspeitas de superfaturamento e desvio de recursos públicos em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre o Instituto Conhecer Brasil e a Prefeitura de São Paulo para fornecimento de internet wi-fi na capital paulista.

Polícia mira dados financeiros
O delegado Antonio Carlos Manuera Silveira requisitou à Justiça relatórios de inteligência financeira produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). De acordo com a Forum, o objetivo é identificar eventuais “movimentações atípicas e comunicações de operações suspeitas” relacionadas ao CPF de Karina e ao CNPJ do Instituto Conhecer Brasil.

O pedido também inclui a decretação de sigilo sobre essa fase da apuração. A investigação busca rastrear o caminho do dinheiro público repassado ao instituto no âmbito do programa WiFi Livre SP, da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Suspeita de desvio para financiar “Dark Horse”
De acordo com o ofício encaminhado à Justiça, os investigadores suspeitam que recursos públicos do programa WiFi Livre SP tenham sido desviados para custear a produção de “Dark Horse”.

No documento, a Polícia Civil aponta “consistentes suspeitas de confusão patrimonial” entre o Instituto Conhecer Brasil e a produtora cinematográfica responsável pelo longa sobre Bolsonaro.

“Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial [entre o instituto e a produtora] e de que os recursos públicos do programa ‘WiFi Livre SP’ tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme”, afirma o delegado no pedido enviado ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

Contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura
A apuração envolve um contrato de R$ 108 milhões firmado pelo Instituto Conhecer Brasil com a Prefeitura de São Paulo para a prestação de serviços de internet wi-fi em pontos da capital.

Segundo os investigadores, empresas subcontratadas e organizações sociais administradas por Karina teriam sido usadas para movimentar parte dos recursos. A Polícia Civil também afirma haver “indícios materiais contundentes” de irregularidades na execução do contrato.

Outro ponto apontado no pedido é a suposta falta de capacidade técnica do Instituto Conhecer Brasil para operar o serviço contratado pela prefeitura. O delegado afirma que o valor cobrado pelo instituto, de R$ 1.800 por ponto de conexão, estaria acima do praticado no mercado.

Pagamento antecipado de R$ 26 milhões
A investigação também considera suspeito o pagamento antecipado de R$ 26 milhões por serviços que ainda não haviam sido executados. Para a Polícia Civil, a antecipação “pode evidenciar o desvio de finalidade na aplicação do dinheiro público municipal”.

Diante dessas suspeitas, os investigadores defendem que a quebra de sigilo financeiro é necessária para rastrear a destinação final dos recursos recebidos pelo Instituto Conhecer Brasil.

“Diante disso, o rastreamento do fluxo financeiro é o único meio capaz de descortinar a destinação final das verbas recebidas pelo Instituto Conhecer Brasil e repassadas de forma suspeita a empresas subcontratadas e às contas pessoais da investigada Karina Ferreira da Gama”, diz outro trecho do documento policial.


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Política

O bolsonarista, Cláudio Castro, é alvo da PF por aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Master

Estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF por ordem de André Mendonça (STF)

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (26) uma operação que tem como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no âmbito de uma investigação sobre investimentos bilionários do estado em fundos ligados ao Banco Master. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e inclui o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

Segundo a PF, durante a gestão de Castro, cerca de R$ 3 bilhões teriam sido direcionados ao conglomerado financeiro controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Os recursos saíram principalmente do Rioprevidência — fundo responsável pelos pagamentos de aposentados e pensionistas do estado — e da Cedae, companhia estadual de abastecimento de água.

O advogado Carlo Luchione, responsável pela defesa de Cláudio Castro, informou que acompanharia as buscas realizadas na residência do ex-governador, na Barra da Tijuca.

O caso também repercute na Assembleia Legislativa do Rio. Neste mês, o deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou ter conseguido assinaturas para instalar uma CPI na Alerj com o objetivo de investigar os investimentos do estado no Banco Master. A comissão, porém, ainda não foi oficialmente instalada.

Dados apresentados pelos parlamentares apontam que o Rioprevidência aplicou aproximadamente R$ 1 bilhão diretamente no banco, além de cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição. Parte desses aportes, segundo os deputados, ocorreu mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que havia recomendado a suspensão de novos investimentos no banco.

A Cedae também realizou aplicações financeiras no Banco Master, em valores que somam aproximadamente R$ 200 milhões.

*ICL


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Política

Por que Nikolas Ferreira não deu pio em defesa de Flavio Bolsonaro gravando videozinho com fundo preto?

Acabou o amor?

Nem de algumas migalhas, há notícias. Porque não há condenscendênia do silêncio de Nikolas sobre o peso demolidor que Flavio está sentindo nas costas.

A propósito, peso esse que, a cada dia, está imobilizando sua campanha. Na verdade, esse silêncio de Nikolas sobre o chão que se abriu nos pés de Flavio Bolsonaro em plena campanha pré-eleitoral para a Presidência da República, é um grito que diz muito mais do que se imagina, ativa ou passivamente, não importa.

Escrúpulo nunca foi o forte do camarada. Pode-se descrever isso, e com razão, se disser que Nikolas também está até o talo envovlido nas tramoias de Vorcaro. Aliás, os dois são irmãos de fé desde a igreja da Lagoinha, de André Valadão, assim como o cunhado Vorcaro, Zetel, todos vêm do mesmo ninho de ratos que utilizam a religião como forma nada sublime de mentir em nome de Deus, como é aquele porre insuportável, quando o vigaristinha, Nikolas Ferreira, usa desse expediente para abarcar e até criar dependência emocional em muitos de seus seguidores.

A questão é mesmo complexa, porque, mesmo que Flavio perca a eleição e, claro, Lula vença, Bolsonaro ganha mantendo-se como a principal liderança da direita, que está nitidamente esvaziada, e o desempenho dos candidatos de direita, como Zema, Caiado, mostra que Bolsonaro joga com as peças certas no seu próprio campo para manter a hegemonia do clã no universo da direita.

Nikolas tem olho grande nesse universo e, lógico, sempre usou Bolsonaro como referência. Primeiro, como parlamentar que nunca aprovou nenhum projeto em 28 anos, e Nikolas, no primeiro mandato, segue essa pegada, zero casamento com as necessidades do povo brasileiro, zero projeto aprovado. Vive de emendas Pix, um tipo de fisiologismo eleitoreiro de quinta categoria.

No caso específico de Flavio, é nítido que ele se transformou numa figura tóxica dentro do seu próprio círculo e ninguém, com um mínimo de juízo, quer se associar à sua imagem.

No caso de Nikolas, com suas viagens em jatinho de Vorcaro, a coisa acrescenta algo um tanto mais dramático, assim como o seu nome no celular do banqueiro e sabe-se lá o que pode ainda estar a caminho das apurações da PF em outros celulares do mega bandido.

O que mais parece é que o furdunço entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas por este não se empenhar na campanha de Flavio, é um motivo realmente forte, somando a todos os outros contratempos que, independemente, aparece Nikolas beijando o próprio “patrocinador” do filme do chefe da gangue.

Seja como for, Nikolas não quer se queimar mais do que está queimado, mostrando que, mesmo no universo da direita, não há político mais desgastado, torrado, pronto par avirar carvão, do que Flavio. E ninguém quer ser tragado por esse alto-forno, menos ainda o vigaristinha Nikolas Ferreira.

Afinal, são dois cagados que, agora, veem-se como patos de Vorcaro, com possibilidade do troço piorar ainda mais com novas revelações da Polícia Federal.


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Política

Vereador diz que ONG ligada ao filme Dark Horse atuava como ‘laranja’ de recursos

Segundo Nabil Bonduki, contrato de R$ 108 milhões da Prefeitura de SP pode ter alimentado estrutura política ligada ao bolsonarismo

O vereador Nabil Bonduki (PT-SP) afirmou ao ICL Notícias que a ONG ligada à produtora do filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, teria funcionado como uma “espécie de organização laranja” dentro do contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de Wi‑Fi em comunidades da capital.

Segundo Bonduki, a principal suspeita é de que a entidade tenha servido como intermediária para distribuição de recursos públicos a terceiros, sem possuir capacidade técnica real para executar o serviço contratado. O vereador afirma que a estrutura do contrato, somada à ausência de concorrência e à cadeia de subcontratações, levanta suspeitas graves sobre o modelo adotado pela gestão Ricardo Nunes.

Durante a entrevista, Bonduki também disse que parte dos pontos declarados como instalados não existiam nos endereços informados e que, em alguns casos, havia concentração de equipamentos a poucos metros de distância entre si. Segundo ele, a Prefeitura realizou pagamentos antecipados antes da efetiva prestação dos serviços.

O parlamentar também defendeu uma investigação mais ampla envolvendo o Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF), o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e o Banco Central para rastrear o destino final dos recursos públicos. Para ele, o caso pode revelar um modelo de financiamento político sustentado por contratos públicos e pulverização de recursos por meio de organizações da sociedade civil.

Bonduki ainda afirmou que o chamamento público teria sido estruturado de maneira que empresas privadas do setor não pudessem participar diretamente da contratação. Segundo ele, o formato adotado acabou restringindo a disputa a organizações da sociedade civil (OSCs), o que favoreceu a entidade contratada.

Entrevista
ICL Notícias — Quando o senhor começou a analisar esse contrato, qual foi o primeiro elemento que fez soar o alerta de que poderia existir algo muito fora do normal?

Nabil Bonduki — “Em primeiro lugar, o fato de se fazer um chamamento público para uma organização da sociedade civil num tema que normalmente não é o tema que este tipo de organização trabalha. Em geral, as OSCs trabalham com temas mais ligados à área social, assistência social, cultura, meio ambiente. No caso, era um contrato de tecnologia, onde normalmente quem atua são empresas privadas e tem muitas qualificadas para esse tipo de função, inclusive empresas que já tinham trabalhado com a própria Prefeitura em gestões anteriores.”

“Em segundo lugar, só apareceu uma organização. Essa foi a única OSC que apresentou proposta e nem ela mesma tinha expertise ou capacidade técnica para executar esse serviço.”

ICL Notícias — Na sua avaliação, é cabível que uma entidade vença um contrato público de R$ 108 milhões alegando capacidade técnica para executar o serviço e, depois de receber os recursos, terceirize praticamente toda a operação para empresas privadas?

Nabil Bonduki — “Essa organização funciona como uma espécie de organização laranja. Ela funciona simplesmente para receber recursos, distribuir esses recursos para outras organizações e apenas uma parte vai para prestação de serviço, que inclusive não existe comprovação que tenha sido feita de maneira correta e completa.”

“Embora seja responsável pelo contrato, ela não tem condição de executá‑lo. E a execução é feita por terceiros, por valores muito inferiores àqueles que ela recebeu.”

“Essas empresas não participaram diretamente porque o chamamento público foi destinado exclusivamente para organizações da sociedade civil. Essa foi a jogada. Se outras empresas pudessem participar, certamente elas teriam entrado e poderiam ganhar tanto por preço quanto por qualificação.”

“Essa intermediação não respeita o interesse público e não deveria ter sido feita.”

ICL Notícias — O senhor encontrou indícios de que a Prefeitura flexibilizou exigências técnicas ou ignorou alertas internos para viabilizar esse contrato?

Nabil Bonduki — “Com toda certeza a Prefeitura flexibilizou exigências porque contratou uma organização que não tinha nenhuma experiência nesse tema. O normal seria a Prefeitura cancelar esse chamamento e mudar o procedimento.”

“Não fazia sentido fazer um chamamento público para OSCs num tema de tecnologia onde normalmente atuam empresas privadas especializadas.”

“Também havia vários adiantamentos anteriores que antecipavam pagamentos em relação aos serviços não prestados.”

ICL Notícias — O senhor verificou problemas na execução do projeto?

Nabil Bonduki — “De fato existem pontos instalados, mas nós verificamos alguns endereços e não havia ponto nenhum. Também havia situações contraditórias, mudança de endereço e casos de três pontos colocados numa distância de dez ou quinze metros uns dos outros, o que obviamente não faz sentido.”

“Então houve situações em que se declarou que tinha sido instalado e não existia.”

ICL Notícias — O senhor acredita que esse caso pode revelar uma estrutura política maior financiada com recursos públicos?

Nabil Bonduki — “Uma das questões principais que precisa ser investigada são as fontes de financiamento do bolsonarismo e da extrema direita. É óbvio que, para manter essa estrutura, são necessários muitos recursos.”

“Esse contrato foi uma identificação que nós conseguimos mostrar de um contrato suspeito da Prefeitura de São Paulo com o financiamento dessa estrutura bolsonarista. E provavelmente existem coisas semelhantes em outros níveis de governo e até em outros órgãos da própria Prefeitura.”

“É uma máquina que está sendo alimentada por recursos públicos. Podem ser emendas também. Muito provavelmente existem esquemas semelhantes funcionando em vários lugares.”

“Talvez merecesse um encaminhamento para o Ministério Público Federal (MPF) e, a partir daí, buscar a colaboração do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), da Polícia Federal (PF), do Banco Central e de outros órgãos federais que possam rastrear o dinheiro.”

“É preciso quebrar o sigilo bancário dos atores envolvidos para entender para onde esses recursos foram.”

ICL Notícias — O senhor acredita que houve uso eleitoral ou político dessa estrutura nas periferias?

Nabil Bonduki — “Eu não acredito que tenha sido diretamente uma ferramenta política nas periferias porque o Ricardo Nunes fez muitas outras obras maiores nesse período. Mas o que pode ter acontecido é outra coisa.”

“Um dos repasses foi para uma entidade chamada Periferia Conectada. Foram R$ 12 milhões. E essa organização é ligada a uma pessoa bastante suspeita e que certamente tem algum tipo de relação com o crime organizado em favelas.”

“O que pode ter acontecido é, por exemplo, repassar recursos para essa entidade e isso acabar ajudando campanhas politicamente. Eu não saberia dizer se isso teve uma relação direta com a eleição.”

ICL Notícias — O senhor vê resistência da Prefeitura em abrir informações sobre esse contrato?

Nabil Bonduki — “Estranhamente, esse contrato está aberto no site da Prefeitura. Muitos outros contratos acabam entrando em sigilo quando começam a ser questionados, mas esse não.”

“Então eu não vejo exatamente resistência da Prefeitura nesse caso específico. O problema é que não existe transparência sobre o que aconteceu depois que o dinheiro saiu da OSC para as subcontratadas.”

“Os contratos entre a organização e as empresas são bastante precários e não há detalhamento adequado sobre os serviços efetivamente prestados. A partir dali o rastreamento do dinheiro fica muito mais difícil.”

O ICL Notícias pediu esclarecimentos ao Instituto Conhecer Brasil através de e-mail e também tentou via ligação telefônica. O número informado no site da ONG está fora de serviço e até o fechamento desta matéria não tivemos retorno.

*Cleber Lourenço]


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Política

PF apura emenda de Flávio para ONG suspeita de integrar esquema de desvios de irmãos Brazão

A Polícia Federal (PF) investiga uma emenda parlamentar de R$ 199 mil enviada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em novembro de 2023 para o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), uma ONG sediada na Zona Oeste do Rio de Janeiro (bairro Taquara, área de influência dos Brazão).

Os irmãos Brazão (Chiquinho e Domingos) foram condenados pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Eles são investigados por um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares via ONGs, incluindo a “Contato” (ou CPASC) e entidades ligadas.

A PF apura se esse repasse específico integrou o esquema comandado pelo grupo dos Brazão. A transferência ocorreu cerca de um mês após o gabinete de Flávio ser procurado por um assessor de Domingos Brazão no TCE-RJ.

Intermediário: Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe” (policial militar da reserva, ex-assessor ligado aos Brazão e também condenado no caso Marielle). Ele teria intermediado o envio da emenda.

Sobre a ONG (Ifop): O Ifop recebeu a emenda para o projeto “Jogadores do Futuro” (futebol/inclusão social). TVTNews.

A mesma ONG também recebeu recursos de Chiquinho Brazão (R$ 1,5 milhão para outro projeto) e já apareceu em apurações anteriores da PF relacionadas aos Brazão.

Há investigações paralelas (incluindo da CGU e relatórios anteriores do UOL) sobre possíveis irregularidades em prestações de contas dessa e de outras ONGs cariocas ligadas ao grupo (superfaturamento, entrega incompleta de materiais etc.), mas isso não é exclusivo dessa emenda.


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Política

PF faz operação e associa Cláudio Castro à fraude de R$ 52 bilhões de Ricardo Magro

Operação Sem Refino investiga ocultação patrimonial no setor de combustíveis; dono da Refit tem nova prisão decretada e entra na lista da Interpol

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (15) a Operação Sem Refino, uma nova e contundente fase das investigações sobre crimes financeiros e corrupção no setor de combustíveis. A ofensiva, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou em mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e na decretação de uma nova prisão preventiva contra o empresário Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit. A operação marca um recorde histórico com o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros.

A ação de hoje é um desdobramento direto da Operação Poço de Lobato, realizada em 27 de novembro do ano passado, que já havia identificado o conglomerado como o maior devedor contumaz do país. Naquela ocasião, a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) buscavam recuperar R$ 26 bilhões em tributos sonegados. Com o avanço das apurações, a PF identificou que a estrutura de lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial era mais vasta do que se supunha, envolvendo agora indícios de conivência de agentes públicos, o que motivou as medidas contra Castro em sua residência na Barra da Tijuca.

Novo mandado e histórico jurídico

Para Ricardo Magro, a decisão desta sexta-feira representa o segundo mandado de prisão federal em sua trajetória, mas por fatos distintos. O primeiro pedido de prisão ocorreu há dez anos, em 24 de junho de 2016, no âmbito da Operação Recomeço, que investigava desvios nos fundos de pensão Postalis e Petros. Na época, Magro entregou-se à PF após retornar de Miami. Desta vez, o mandado expedido pelo STF é de natureza preventiva e fundamenta a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, uma vez que o empresário reside atualmente nos Estados Unidos.

O governo brasileiro já sinalizou que buscará a extradição de Magro. O tema foi tratado em diálogos recentes entre os presidentes Lula e Donald Trump, no contexto de cooperação internacional contra o crime organizado.

A defesa do ex-governador Cláudio Castro, por sua vez, declarou que ainda aguarda o acesso integral aos autos para se manifestar sobre as buscas realizadas nesta manhã.

O esquema do combustível importado

No centro da investigação está um sofisticado mecanismo de sonegação fiscal estruturado em torno da importação de combustíveis. Segundo fontes da Polícia Federal e da Receita Federal, o esquema utilizava empresas de fachada e “noteiras” para simular operações comerciais e ocultar o real beneficiário das cargas que chegavam aos portos brasileiros. De acordo com o Vermelho, o grupo aproveitava brechas regulatórias e liminares judiciais para internalizar derivados de petróleo sem o recolhimento integral de impostos como o ICMS e as contribuições federais.

A engenharia financeira permitia que o combustível importado fosse comercializado a preços predatórios, asfixiando a concorrência legal e gerando um passivo tributário bilionário que nunca era quitado. Para garantir a impunidade, o conglomerado utilizava uma rede de testas de ferro e empresas em paraísos fiscais, o que a PF classifica como “evasão de recursos e dissimulação de bens”. A Operação Sem Refino busca agora cortar o fluxo financeiro que sustenta essa rede, suspendendo as atividades econômicas de todas as empresas ligadas ao grupo.

Encerramento e registros

A Polícia Federal informou que as investigações seguem em sigilo para identificar outros possíveis beneficiários do esquema. Foram mobilizados mais de uma centena de agentes para o cumprimento das ordens judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.


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