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Da denúncia à blindagem: o que mudou na mídia quando o alvo passou a ser Lulinha?

A mesma mídia que, durante anos, ocupou manchetes, editoriais e horas de televisão denunciando — muitas vezes com enorme estardalhaço — os inúmeros escândalos envolvendo o clã Bolsonaro parece ter mudado radicalmente de comportamento. Agora, diante de fatos que atingem diretamente Flávio Bolsonaro, parte dessa imprensa prefere deslocar o foco, alimentar suspeitas contra Lulinha e transformar especulações em combustível para uma ofensiva política.

A pergunta é inevitável: o que mudou?

Não mudou o histórico dos personagens. Não mudaram os fatos que já foram amplamente noticiados. Não mudou a obrigação jornalística de investigar, cobrar explicações e confrontar políticos com suas próprias promessas. O que parece ter mudado é o tratamento dado aos protagonistas.

Quando o alvo era o governo Lula ou alguém ligado ao campo progressista, bastava uma suspeita para que o assunto ganhasse destaque, manchetes e intermináveis desdobramentos. Quando surgem fatos potencialmente comprometedores envolvendo figuras da direita, entretanto, o rigor parece desaparecer — e a cobertura passa a operar por outro método: menos cobrança sobre quem precisa explicar e mais ataques contra quem pode servir de distração.

É justamente aí que entra Lulinha.

Em vez de concentrar a atenção sobre as acusações, relações, documentos e explicações que envolvem Flávio Bolsonaro, a imprensa transforma Lulinha em uma espécie de cortina de fumaça. A estratégia é conhecida: criar uma associação permanente entre Lula e qualquer episódio envolvendo seu filho, mesmo quando ele não ocupa cargo público, não é candidato a nada e não pode ser responsabilizado automaticamente por suspeitas que eventualmente atinjam seu entorno.

Enquanto isso, perguntas objetivas continuam sem respostas satisfatórias.

Por que determinadas promessas feitas por Flávio Bolsonaro deixaram de ser cobradas com a mesma intensidade? Por que documentos anunciados publicamente não recebem a mesma pressão jornalística? Por que fatos envolvendo personagens do clã Bolsonaro são tratados com cautela seletiva, enquanto suspeitas contra adversários são transformadas em manchetes garrafais?

Isso não é jornalismo de investigação. É, no mínimo, uma mudança de prioridade editorial que precisa ser explicada.

A imprensa tem todo o direito — e o dever — de investigar Lulinha. Mas tem exatamente o mesmo dever de investigar Flávio Bolsonaro. Um não pode ser utilizado como álibi para deixar o outro em segundo plano.

O problema não é a imprensa investigar. O problema é investigar uns com lupa e outros com luvas.

Durante anos, o jornalismo brasileiro ensinou ao público que o poder precisava ser fiscalizado. E estava certo. Mas fiscalização só merece esse nome quando vale para todos. Quando a régua muda conforme o sobrenome, o partido ou a conveniência política, a credibilidade começa a desmoronar.

A pergunta que fica, portanto, é ainda mais incômoda: por que essa súbita mudança de comportamento justamente quando Flávio Bolsonaro enfrenta uma crise política e precisa explicar fatos que o atingem diretamente?

Se a imprensa realmente acredita que Lulinha deve explicações, que investigue, publique documentos, confronte versões e apresente provas. Mas que faça exatamente o mesmo com Flávio Bolsonaro.

O público não é obrigado a aceitar uma operação em que um filho serve de escudo para o outro.

Se antes a mídia dizia que nada deveria ser escondido quando o assunto era o clã Bolsonaro, agora ela precisa explicar por que parece tão empenhada em esconder o debate sobre o próprio clã atrás de manchetes contra Lulinha.

Afinal, jornalismo não pode ser escolhido conforme o personagem que convém proteger.

A pergunta não é apenas o que mudou. É quem ganhou com a mudança — e por que parte da imprensa parece disposta a pagar o preço de sua própria credibilidade para fazê-lo.


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Brasil Mundo

ONU denuncia projeto bolsonarista contra meninas

Documento obtido pelo ICL Notícias revela preocupação de relatores da ONU com o impacto do PL da Pedofilia, defendido por bolsonaristas

Numa carta sigilosa enviada ao governo brasileiro, relatores e órgãos da ONU denunciaram a aprovação de um projeto que dificulta a realização de abortos em crianças e adolescentes vítimas de estupro. Chamado de PDL da Pedofilia e do Estupro por movimentos sociais, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL 3/2025), cancela a Resolução 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e foi liderado por parlamentares bolsonaristas.

Para os relatores da ONU, o ato liderado por bolsonaristas vai abalar o direito de meninas e mulheres, principalmente as mais vulneráveis. A carta, de 27 de julho e obtida com exclusividade pelo ICL Notícias, desmonta a narrativa da campanha de Flávio Bolsonaro de que o candidato à presidência privilegia a defesa dos interesses das mulheres. O tom usado pela extrema direita vem num momento em que o voto das milhões de brasileiras será estratégico para a eleição de outubro.

O PDL 3/2025 é de autoria da deputada Chris Tonietto (PL/RJ) e foi aprovado na Câmara de Deputados em novembro do ano passado. Mais recentemente, em votação relâmpago e esvaziada, o Senado aprovou a proposta em um procedimento que durou dois minutos.

Na carta, as autoridades estrangeiras expressam “profunda preocupação” com o fato de que a aprovação “possa representar um retrocesso na proteção dos direitos à saúde sexual e reprodutiva, enfraquecer mecanismos de coordenação e proteção voltados especificamente para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade acentuada e eliminar salvaguardas já estabelecidas sem oferecer medidas compensatórias ou alternativas equivalentes”.

O documento é assinado por Claudia Flores, Presidente-Relatora do Grupo de Trabalho sobre a discriminação contra mulheres e meninas; Isabelle Mamadou, Presidente-Relatora do Grupo de Trabalho de Especialistas sobre Afrodescendentes; Morris Tidball-Binz, Relator Especial sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias; Tlaleng Mofokeng, Relatora Especial sobre o direito de todas as pessoas ao mais alto padrão possível de saúde física e mental; Ashwini K.P., Relatora Especial sobre formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata; Alice Jill Edwards, Relatora Especial sobre tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes.

A lei avança apesar de números reveladores sobre a dimensão da violência contra meninas no Brasil. Segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero, 64 meninas em média foram vítimas de violência sexual, por dia, no país. Somente no ano de 2024 foram registrados 45.435 casos de violência contra meninas com menos de 17 anos, uma média de 3,78 mil notificações por mês.

“Preocupa-nos que isso possa resultar em lacunas significativas na prestação de serviços, incoerência, incerteza institucional e fragmentação nas respostas a casos de violência sexual, agravando, assim, desigualdades regionais, territoriais e raciais”, alertam.

“Tal medida também pode impedir o acesso oportuno ao atendimento para as vítimas e levar à vitimização secundária decorrente de barreiras burocráticas no acesso aos serviços”, destacam.

“Por fim, manifestamos preocupação com o fato de que o processo legislativo que culminou na aprovação do PDL nº 3/2025 teria sido marcado pela ausência de devido processo legal, transparência e amplo debate público”, disseram.

Segundo eles, a aprovação do PDL nº 3/2025 pode violar princípios como o do melhor interesse da criança, da não discriminação, da autonomia progressiva e da proibição de medidas de retrocesso no campo dos direitos humanos, bem como padrões internacionalmente acordados relativos à dignidade e aos direitos de mulheres e meninas, incluindo o direito a viver livre de violência e de não ser submetida à tortura ou a tratamento cruel, desumano ou degradante.

De acordo com a carta, esses direitos são protegidos por acordos internacionais assinados e ratificados pelo Brasil.

A ONU desta que a resolução nº 258/2024, que foi abolida, não criou novas hipóteses de aborto legal. “Em vez disso, estabeleceu diretrizes para garantir que crianças e adolescentes pudessem acessar a proteção assegurada pelo ordenamento jurídico brasileiro”, explicaram os relatores.

“A norma contribuiu para o planejamento, a gestão e a organização dos serviços e redes que atuam na proteção de crianças e adolescentes, fortalecendo a articulação institucional entre estados e municípios e apoiando uma resposta mais eficaz à violência sexual contra esse público. Entre os principais avanços trazidos pela Resolução está o respeito ao princípio das capacidades em evolução, ao reconhecer o direito de crianças e adolescentes de participarem de decisões sobre seus direitos reprodutivos, conforme estabelecido pela Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança”, disseram.

A denúncia da ONU ainda aponta para a manobra que foi usada por parte de parlamentares bolsonaristas para que o projeto fosse aprovado, sem espaço para debates.

“Em 2 de junho de 2026, o PDL foi incluído na pauta da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania do Senado, a única comissão temática encarregada de analisar a proposta naquela Casa”, disse a carta, numa referência à comissão liderada por Damares Alves.

“Não houve, segundo relatos, a realização de audiência pública com ampla representação de organizações especializadas na proteção dos direitos da criança, associações médicas, especialistas em saúde pública, representantes de sistemas de proteção à infância ou sobreviventes de violência sexual antes da deliberação final sobre a matéria”, afirmou.

“Também não foram consultadas, segundo informações, as organizações que participaram da elaboração da Resolução nº 258/2024 nem as instituições responsáveis ​​por sua implementação”, insistiu a carta.

“O PDL foi aprovado por unanimidade pela Comissão naquela mesma manhã. À tarde, o projeto foi incluído na pauta do Plenário do Senado, com apenas sete senadores presentes fisicamente e a maioria participando remotamente. A matéria foi aprovada em menos de dois minutos, sem votação nominal que registrasse individualmente a posição de cada parlamentar. O PDL não dependia de sanção presidencial e, portanto, tornou-se definitivo, revogando a Resolução nº 258/2024”, constatou.

Para a ONU, o Brasil tem a “obrigação” de “respeitar, proteger e efetivar o direito das mulheres à não discriminação, bem como a assegurar o desenvolvimento e o avanço das mulheres e a implementar o seu direito à igualdade de jure e de facto em relação aos homens”.

Por isso, na carta, os relatores manifestam “preocupação de que a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 3/2025 deixaria, entre outras consequências, as vítimas de violência sexual sujeitas às decisões de seus responsáveis ​​legais, mesmo quando estas conflitassem com o melhor interesse da criança ou, nos piores casos, quando os próprios responsáveis ​​estivessem envolvidos na violência sexual”.

“Como resultado, uma criança poderia ser forçada a levar a termo uma gravidez decorrente de estupro, caso esse fosse o desejo de seus responsáveis ​​legais”, alertam.

Na avaliação da ONU, a aprovação do projeto “pode enfraquecer as proteções a crianças e adolescentes e afetar desproporcionalmente meninas e jovens mulheres negras, indígenas e quilombolas em situação de vulnerabilidade social, bem como aquelas que vivem em periferias urbanas e áreas rurais”.

“Além disso, pode prejudicar os esforços para acabar com a discriminação e a violência contra elas, devido a desigualdades estruturais preexistentes no acesso a cuidados de saúde, à justiça e a políticas de proteção”, insistem.

Por fim, os relatores falam da “preocupação de que a revogação da Resolução nº 258/2024 possa comprometer a proteção do direito à vida de crianças e adolescentes, ao eliminar diretrizes de âmbito nacional destinadas a facilitar o acesso oportuno e eficaz a cuidados de saúde em circunstâncias já reconhecidas pela legislação brasileira, incluindo casos em que a gravidez representa risco de vida para a criança ou adolescente gestante”.

*Matéria publicada com exclusividade por Jamil Chade no ICL


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Política

Moraes decide avançar com denúncia contra Eduardo Bolsonaro por notificação em edital

Ministro diz que filho de Bolsonaro dificulta comunicação oficial para evitar processo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu nesta segunda-feira (29) dar seguimento ao processo criminal contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sem notificação pessoal.

O deputado está nos Estados Unidos e, segundo Moraes, tem criado dificuldades para ser notificado pela Justiça brasileira sobre a denúncia por coação apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

“Além de declarar, expressamente, que se encontra em território estrangeiro para se furtar à aplicação da lei penal, também é inequívoca a ciência, por parte do denunciado Eduardo Nantes Bolsonaro, acerca das condutas que lhe são imputadas na denúncia oferecida nestes autos, sobre a qual também se manifestou por meio de nota divulgada na rede social X (antigo Twitter)”, diz Moraes na decisão.

“Não resta dúvidas de que o denunciado, mesmo mantendo seu domicílio em território nacional, está criando dificuldades para ser notificado”, completou.

A notificação de Eduardo será feita por edital, com a comunicação oficial da denúncia publicada em algum veículo de comunicação público. O deputado terá 15 dias para apresentar sua defesa prévia no caso.

O jornalista Paulo Figueiredo também foi acusado pela PGR pela atuação nos Estados Unidos em busca de sanções contra autoridades brasileiras pelo avanço dos processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No caso dele, que mora há dez anos no exterior, Moraes decidiu enviar uma carta rogatória por meio de cooperação jurídica internacional para sua notificação.

Moraes

Processo de Moraes contra a dupla
O ministro determinou que o processo contra a dupla seja desmembrado, para garantir que a denúncia contra Eduardo Bolsonaro seja analisada antes pelo Supremo enquanto os trâmites para a cooperação internacional sejam realizados para a análise da acusação contra Paulo Figueiredo.

Eduardo e Figueiredo foram denunciados pela PGR em 22 de setembro sob acusação de articularem ações junto ao governo dos Estados Unidos com o objetivo de intervir nos processos do ex-presidente Jair Bolsonaro no Brasil.

O procurador-geral Paulo Gonet acusa os dois de crime de coação, que “consiste em usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral”.

A PGR destaca que a dupla tem atuado nos Estados Unidos em busca por sanções do governo Donald Trump contra autoridades brasileiras como retaliação ao avanço do processo contra Bolsonaro pela trama golpista.

*ICL


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Política

Após PGR denunciar Bolsonaro, Carluxo chora e diz que “não vive em uma democracia”

PGR apresentou a denúncia contra Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas por suposta tentativa de golpe de Estado.

Carlos Bolsonaro (PL), vereador no Rio de Janeiro, fez uma declaração em meio a lágrimas nesta sexta-feira (21), dizendo que o Brasil não vive mais uma democracia. A fala ocorreu dias após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar o pai do vereador, o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL), e outras 33 pessoas por suposta tentativa de golpe de Estado.

“Vivemos um momento delicado no país. Eu acredito que a gente não vive mais numa democracia, e a gente tem que se adaptar aos novos tempos. Mas jamais nos calar”, afirmou Carlos durante evento do Partido Liberal. Na ocasião, o vereador precisou interromper o discurso por estar chorando.

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Política

Denúncia da PGR contra Bolsonaro não está ancorada apenas nas palavras de Cid, diz advogado

Segundo Bruno Salles, a denúncia da PGR contra o ex-presidente “está ancorada em uma profunda e minuciosa investigação”

Em sua participação no podcast Três por Quarto desta quinta-feira (20), o advogado criminalista, mestre em direito pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Grupo Prerrogativas, Bruno Salles Ribeiro, lembrou que, diferente do que aconteceu em 2018, quando a condenação do presidente Luiz Inácio da Silva (PT) foi baseada apenas na delação de Léo Pinheiro, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro “está ancorada em uma profunda e minuciosa investigação”.

Segundo ele, as palavras do delator Mauro Cid são apenas uma comprovação das provas já reunidas pela Polícia Federal (PF).

No episódio desta semana, transmitido ao vivo pelo canal do Brasil de Fato no YouTube, os jornalistas José Eduardo Bernardes e Nara Lacerda também conversaram com Salles sobre os próximos passos do processo, agora que a Procuradoria-Geral da República encaminhou a denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Denúncia da PGR contra Bolsonaro não está ancorada nas palavras de Mauro Cid, diz advogado
Após a acusação, o ministro Alexandre de Moraes derrubou o sigilo da delação premiada do ex-ajudante de ordens do então presidente

Em sua participação no podcast Três por Quarto desta quinta-feira (20), o advogado criminalista, mestre em direito pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Grupo Prerrogativas, Bruno Salles Ribeiro, lembrou que, diferente do que aconteceu em 2018, quando a condenação do presidente Luiz Inácio da Silva (PT) foi baseada apenas na delação de Léo Pinheiro, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro “está ancorada em uma profunda e minuciosa investigação”.

Segundo ele, as palavras do delator Mauro Cid são apenas uma comprovação das provas já reunidas pela Polícia Federal (PF).

No episódio desta semana, transmitido ao vivo pelo canal do Brasil de Fato no YouTube, os jornalistas José Eduardo Bernardes e Nara Lacerda também conversaram com Salles sobre os próximos passos do processo, agora que a Procuradoria-Geral da República encaminhou a denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O advogado fez um cronograma das próximas ações e uma estimativa sobre o tempo desse processo. “Só essa fase de instrução e de defesa, a gente pode estimar que pode levar de seis meses a um ano, então, vai começar o julgamento. Para começar o julgamento, o revisor precisa pautar isso, não é o relator. Então, o revisor pode pautar isso quando ele achar que o processo está maduro, não tem prazo para isso. O normal é que demore entre uma semana e 15 dias. Então, eu estimo algo entre oito meses a um ano e meio”, explica.

Assista ao episódio:

Salles também diz que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro vai questionar a competência do ministro Alexandre de Moraes para julgar o caso. “Pode ter um questionamento em relação à imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, do ponto de vista da suspeição, eles podem dizer que ele é vítima. Mas, na verdade, quem é vítima aqui é o Estado Democrático de Direito. O ministro Alexandre de Moraes não é atacado pessoalmente, mas enquanto representante da Suprema Corte do Brasil.”

Bolsonaro e mais 33 pessoas são indiciadas por diferentes crimes envolvendo as ações do 8 de janeiro, como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa armada, por exemplo. No entanto, Salles destaca que diversos fatores podem interferir na pena aplicada: “A gente não sabe se vão ser condenados por todos os crimes, a gente não sabe qual vai ser a pena, provavelmente não deve ser a pena máxima de todos os crimes. É difícil a gente presumir, mas o máximo são 39 anos e quatro meses”, analisa.

O advogado ainda complementa que “a pena mínima provavelmente passará de oito anos”. “Mesmo que seja na pena mínima de todos os crimes, é muito provável que o cumprimento de pena seja em regime fechado.”

Prisão preventiva

Quando questionado se existe alguma possibilidade do ex-presidente ser preso preventivamente, Salles explica que esse recurso só é utilizado em último caso. “Antes de uma prisão preventiva, a gente precisa saber se não é adequada uma medida cautelar diferente da prisão, como, por exemplo, a apreensão do passaporte, a proibição de contato entre as partes”, o que também foi decretado pelo ministro Alexandre de Moraes, durante as investigações”, conta.

O advogado ainda lembra que Bolsonaro já foi alvo de duas medidas cautelares nesse processo. “Ele tem uma cautelar impedindo que ele converse com outros indiciados, inclusive, há aquela proibição deleconversar com Valdemar da Costa Neto, no entanto, um parlamentar diz que eles conversam o tempo inteiro. Ele também tem uma cautelar para assegurar a aplicação da lei penal, que é a apreensão do seu passaporte”, finaliza.

Novos episódios do Três por Quatro são lançados toda sexta-feira pela manhã, discutindo os principais acontecimentos e a conjuntura política do país e do mundo.

O advogado fez um cronograma das próximas ações e uma estimativa sobre o tempo desse processo. “Só essa fase de instrução e de defesa, a gente pode estimar que pode levar de seis meses a um ano, então, vai começar o julgamento. Para começar o julgamento, o revisor precisa pautar isso, não é o relator. Então, o revisor pode pautar isso quando ele achar que o processo está maduro, não tem prazo para isso. O normal é que demore entre uma semana e 15 dias. Então, eu estimo algo entre oito meses a um ano e meio”, explica.

*BdF

 

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BICHADO! Líderes da direita criticam insistência de Bolsonaro na eleição de 2026

Não há a mínima chance de Bolsonaro restaurar sua liderança depois que seu chão ficou mole com a denúncia da PGR.

Se tem gente que sabe bem sobre os intermúndios do golpe, comandado por Bolsonaro e sabe Deus lá mais o quê, é sua ex-tropa no Ca ongresso.

O mundo de Bolsonaro ficou caótico. Essa escumalha cheira carniça de longe e Bolsonaro, politicamente, virou uma.

O pior ainda está por vir

Bolsonaro está politicamente bichado e ninguém quer saber de se contaminar com sua toxidade letal.

Nos bastidores da direita ex-bolsonarista, diz-se abertamente da inconveniente presença de Bolsonaro na foto oficial dos reaças.

O limbo é seu lugar de conquista. Bolsonaro é hoje considerado maçã podre na própria cúpula.

Ruim sem ele, pior com ele.

Bolsonaro virou galho fraco na disputa política. Está sarcopênico e fora de combate.

Ninguém quer carregar o poltrão.

Bolsonaro é um perdedor e ninguém de sua falange quer saber de se queimar com um Indivíduo medroso, covarde, sem coragem; frouxo, fraco.

No mundo do crime é assim que funciona e Bolsonaro, hoje, não é nem sombra do “mestre” que foi até sua derrota para Lula e, agora, bichado e deteriorado com a denúncia da PGR

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Bolsonaro interrompe silêncio para nada dizer. Está morto

Bolsonaro assinou embaixo a denúncia feita pela PGR contra ele.

Não disse pio sobre a montanha de acusações que lhe pesam no lombo.

Ficou no cerca Lourenço, no ora veja, mas, como um cão magro, fugiu das acusações concretas.

O sujeito se reúne com seus mais íntimos rapapés do Congresso, com um bonde de advogados e, na hora do vamos ver, de rebater as denúncias da PGR, pediu para ir no banheiro e foi embora.

Convenhamos, qual bandido velhaco não faria o mesmo?

Balança a mão, sacode-se todo, mas foge do assunto como qualquer camundongo assustado.

Para Bolsonaro, a previsão do tempo é de dilúvio de granizo e calorão com bafo quente na nuca.

Tem saída não.

Quem disse foi o próprio com seu silencio obsequioso sobre as infinitas 272 páginas de denúncias de Paulo Gonet contra ele e seus 33 cangaceiros.

O sujeito não rebateu uma acusação sequer.

Ficou atordoado, berrando frases desconexas da Venezuela, Cuba e o raio que o parta!

Não tem saída, está morto!

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Política

PGR denuncia Bolsonaro ao STF, além de outros 33, por tentativa de golpe

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou Bolsonaro, que foi indiciado pela PF. STF vai analisar se o torna réu.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, nesta terça-feira (18/2), o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa armada. Eles ainda foram denunciados por dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.

A denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) ocorre após uma força-tarefa da PGR analisar inquérito da Polícia Federal com mais de 884 páginas sobre as investigações que levaram ao indiciamento de 40 pessoas no total.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerou que o ex-presidente da República seria o líder de uma organização criminosa que atuou para planejar um golpe de Estado, que o manteria no poder mesmo após derrota para Lula (PT) nas eleições de 2022.

“A organização tinha por líderes o próprio Presidente da República e o seu candidato a Vice-Presidente, o General Braga Neto. Ambos aceitaram, estimularam, e realizaram atos tipificados na legislação penal de atentado contra o bem jurídico da existência e independência dos poderes e do Estado de Direito democrático”, disse Gonet na denúncia.

A PF, no documento, concluiu que o golpe liderado por Bolsonaro só não se concretizou por “circunstâncias alheias à sua vontade”. Entre elas, estaria a resistência dos comandantes da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Baptista Junior, e do Exército, general Freire Gomes, em aderir ao plano, segundo Manoela Alcântara, Metrópoles.

Ataques às urnas
De acordo com as investigações, o plano teve início em 2021, com os ataques sistemáticos ao sistema eletrônico de votação, por meio de declarações públicas e na internet. Em julho do ano seguinte, o então presidente da República se reuniu com embaixadores e representantes diplomáticos acreditados no país para verbalizar as conhecidas e desmentidas acusações sobre fraudes nas urnas, na tentativa de preparar a comunidade internacional para o desrespeito à vontade popular nas eleições.

Durante o segundo turno, foram mobilizados aparatos de órgãos de segurança para mapear e impedir eleitores de votar no candidato da oposição. E as pessoas envolvidas, que atuavam em órgãos públicos, facilitaram os atos de violência e depredação, em 8 de janeiro de 2023.

Ao não encontrarem falhas no sistema eleitoral, os envolvidos mantiveram o discurso de fraude e mantiveram a militância com os acampamentos montados em frente a quartéis do Exército em várias capitais do país.

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Denúncia da PGR sobre trama golpista envolvendo Bolsonaro seja apresentada nesta semana, é o que espera a PF

Polícia Federal espera que o procurador-geral, Paulo Gonet, admita todos os crimes relacionados à intentona golpista, que somam 28 anos de prisão.

A Polícia Federal acredita que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá apresentar a primeira denúncia sobre a trama golpista ainda nesta semana. A interlocutores, o procurador-geral Paulo Gonet Branco teria admitido que a decisão já está pronta. A denúncia deverá incluir Jair Bolsonaro (PL) e o ex-ministro e general Walter Braga Netto,

Bolsonaro está indiciado por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. Segundo a coluna da jornalista Tainá Facão, da CNN Brasil, A Polícia Federal espera que o procurador-geral admita todos os crimes, que somam 28 anos de prisão. O ex-mandatário foi indiciado em novembro de 2024, junto com 39 pessoas, incluindo ex-ministros, aliados e militares de alta patente, como os generais Braga Netto e Augusto Heleno.

Para evitar que o caso impacte o cenário eleitoral de 2026, ministros do STF apostam na conclusão do julgamento ainda em 2025. Caso as denúncias sejam aceitas, os investigados se tornarão réus, e o Supremo Tribunal Federal precisará agendar o julgamento de mérito das acusações.

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Professor denuncia alunos imigrantes nos EUA

Professor disse que “tem alunos que nem falam inglês”

Um professor substituto foi afastado de seu cargo após pedir que agentes do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos), órgão responsável pelas deportações de imigrantes, fossem à escola onde ele trabalha.

Professor disse que “tem alunos que nem falam inglês”. O pedido foi em resposta a uma publicação do ICE que informava sobre a quantidade de imigrantes presos na última quinta-feira (23).

“Vocês deviam vir a Fort Worth, Texas, ao Northside High School. Tenho vários alunos que nem falam inglês e estão na 10ª – 11ª série [equivalente a segundo e terceiro ano do ensino médio]. Eles têm que se comunicar através do tradutor do iPhone comigo. O Departamento de Educação deveria inspecionar totalmente nosso sistema escolar no Texas também”, disse professor da Northside High School, em resposta ao ICE.

Cerca de 65% dos estudantes se identificam como latinos e/ou hispânicos, segundo documento publicado pelo distrito escolar em 2023. Mais de 70 mil estudantes estudam no distrito.

Distrito escolar está investigando o caso. A administradora do distrito de Fort Worth, Roxanne Martinez, afirmou estar ciente da publicação do professor. Em publicação no Facebook, afirmou que estão “conduzindo uma investigação completa para entender as circunstâncias e garantir que as ações apropriadas sejam tomadas”.

Professor foi afastado e fechou conta do X (antigo Twitter). No comunicado, Martinez apontou que as investigações serão realizadas sem que o professor esteja no campus da escola. Depois da retaliação nas redes, o professor fechou sua conta no X.

Agência prendeu 1.179 pessoas somente ontem (27). O número é muito superior à média sob Joe Biden, de cerca de 310 pessoas por dia, no último ano fiscal, encerrado em 30 de setembro de 2024. Na última quinta, sexta e sábado, foram realizadas um total de 1.417 prisões de imigrantes, segundo o ICE.

Governo Trump permitiu prisões de imigrantes em escolas e igrejas. Na semana passada, as autoridades foram autorizadas a prender imigrantes em locais sensíveis, como escolas, templos religiosos, hospitais e outras unidades de saúde. O secretário interino de Segurança Interna, Benjamine Huffman disse que “[o governo Trump] não amarrará as mãos de nossos corajosos agentes da lei e, em vez disso, confia que eles usarão o bom senso”. Com Notícias ao Minuto.