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A alcateia dos lobos infernos e o admirável mundo dos gênios da extrema direita

No Paraguai, Flávio Bolsonaro teria recebido 87% dos votos, contra 13% de Lula. O sopro de genialidade da extrema direita realmente elevou a autoestima das antas, capivaras, com ou sem asas. Diante da realidade, uma disputa com outra para saber quem consegue ser mais genial no berrante das excrescências. É um verdadeiro festival de inteligência artificial sem inteligência e sem artificialidade: apenas a estupidez em estado bruto.

Mas existe um traço particularmente curioso nessa confraria de iluminados: Flávio Bolsonaro, Trump, Netanyahu, Milei e Santiago Peña, integrantes dessa espécie de aliança dos infernos, têm em comum a proximidade com os grandes interesses financeiros e a concentração de fortunas. É uma coincidência esteticamente extraordinária. Os supostos salvadores dos povos parecem ter encontrado, antes de qualquer coisa, uma maneira bastante eficiente de salvar a própria riqueza.

Os gênios do neoliberalismo fizeram fortuna vendendo dogmas econômicos a uma multidão de tolos convencidos de que o mercado resolveria todos os problemas da humanidade. Privatização, austeridade, desmonte do Estado e submissão aos grandes capitais foram vendidos como a receita infalível da prosperidade. O resultado, porém, é conhecido: poucos acumulam fortunas enquanto milhões pagam a conta.

No Paraguai, a fantasia da Suíça latino-americana e do eldorado guarani começa a mostrar sua face mais cruel. Brasileiros atraídos pelas promessas de segurança financeira e vantagens econômicas descobriram que o paraíso também pode ter bancos evaporando, dinheiro desaparecendo e uma crise política de proporções consideráveis. O sonho de prosperidade virou pesadelo para quem acreditou na propaganda.

É a velha fórmula neoliberal: quando tudo vai bem, os gênios reivindicam o mérito; quando o sistema desmorona, a conta é entregue ao povo.

E Flávio Bolsonaro, depois de sua derrota, aparece nesse cenário como mais um representante de uma extrema direita que parece não encontrar outro caminho senão o da fuga, do isolamento e da desmoralização política. A mesma cartilha que une esses personagens começa a produzir resultados cada vez mais constrangedores para seus próprios autores.

Trump, Milei, Netanyahu, Peña e os Bolsonaro não são episódios isolados. São expressões de um projeto internacional que transformou o ressentimento popular em mercadoria, a política em negócio e a soberania dos países em balcão de interesses.

O problema dessa alcateia é que seus integrantes passaram tempo demais acreditando na própria propaganda. Confundiram dinheiro com inteligência, poder com legitimidade e manipulação com liderança.

Mas a realidade tem uma inconveniente mania: mais cedo ou mais tarde, cobra a conta.

E quando a conta chega, não há berrante, bilionário ou guru neoliberal capaz de convocar o povo para pagar eternamente a festa dos predadores.

Por isso ou foram massacrados nas urnas ou depostos de seus governos.


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Política

Estudantes que iniciaram onda de atos pró-Lula voltam às ruas: ‘Obstáculo à extrema direita’

“Enquanto existirem estudantes organizados, eles não vão atingir os objetivos deles sem resistência”, diz João Paulo Pimenta

Na noite de segunda-feira, 5 de outubro, quando os brasileiros progressistas ainda estavam perplexos com a vitória de Flávio Bolsonaro no 1º turno das eleições, realizado na véspera, estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), resolveram agir. Alunos de Direito organizaram um ato para mostrar ao candidato do PL e aos congressistas de extrema direita que foram eleitos que pelo menos ali haveria resistência.

“Era para os estudantes de Direito se manifestarem, mostrarem a indignação para quem estava passando na rua, para a gente mostrar que estaríamos ali e continuaríamos independente do resultado”, recorda João Paulo Pimenta, de 22 anos, que cursa o 7º período do curso de Direito e é diretor-executivo do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV). “Quando nós piscamos começou a ter uma adesão enorme dos CAs e DAs da UFF. E no final tinha duas mil pessoas na rua”.

Após o ato em Niterói, as manifestações de estudantes universitários começaram a se multiplicar por todo o país e rapidamente outras categorias e cidadãos comuns se juntaram à massa humana que tomou as ruas de várias cidades.

Esse impulso fundamental para a vitória de 2º turno não se esgotou na eleição. Nesta segunda-feira (26) os estudantes da UFF fazem ato para mostrar ao Congresso de extrema direita que a pauta de supressão de direitos não será algo fácil de levar à frente

“É pra dizer para a extrema direita que nós seremos o obstáculo deles. Que enquanto existir movimento estudantil, enquanto existirem estudantes organizados, eles não vão atingir os objetivos deles sem resistência”, diz Pimenta, que concedeu entrevista ao ICL Notícias:

João Paulo Pimenta Armando, 7º período do curso de Direito da UFF. Estou Diretor Executivo do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV). De camisa branca.

ICL Notícias – Qual a pauta da manifestação de hoje?

João Paulo Pimenta – Nosso objetivo de hoje é reforçar o que a gente fez nos últimos quinze dias de campanha. Quer dizer que os estudantes estiveram presentes na campanha, nós que não desistimos um segundo, que nós estaremos aqui como nós estivemos desde sempre para lutar por uma educação pública e gratuita de qualidade. É pra dizer para a extrema direita que nós seremos o obstáculo deles. Que enquanto existir movimento estudantil, enquanto existirem estudantes organizados, eles não vão atingir os objetivos deles sem resistência. Que nós da Universidade Federal Fluminense, nós da Faculdade de Direito, permanecemos permanecemos vigilantes.

E não é porque o Lula ganhou que nós vamos relaxar. Não, o Lula ganhou. Isso é ótimo. Mas o Congresso continua sob ameaça da extrema direita, sob ameaça do desmonte que eles que fazer no Estado. Então, nós permaneceremos nas ruas, nós permaneceremos nas universidades, dizendo que eles não irão fazer o que eles pretendem fazer sem a nossa resistência.

Por causa das manifestações de rua na campanha do 2º turno, Lula disse que vai repensar sua maneira de governar e vai fazer uma gestão mais próxima ao povo. Como acha que isso pode ser feito?

Eu acho que foi uma fala muito positiva do presidente Lula, porque a percepção de muitas pessoas é de que os governos do PT se afastaram das bases. O que não necessariamente é verdade. Mas me parece ser uma percepção de um número razoável de pessoas Então, é importante que o discurso volte a ser esse. Volte a ser “Nós vamos estar nas ruas”, “Nós vamos estar próximos das bases”. Porque, no final das contas, são as bases que elegem os governos e os mandatos do Partido dos Trabalhadores.

O Lula é uma pessoa que veio da base, então é essencial que esse discurso seja efetivamente transformado em uma prática. E eu acredito, sim, que isso possa ser factível, atendendo de uma maneira mais publicizada e efetiva algumas demandas essenciais da população em geral. A chave é ter mais presença nas redes sociais, divulgando o que o governo faz, escutar as reivindicações da sociedade civil, que não são poucas hoje, muito graças aos governos do Michel Temer e de Jair Bolsonaro.

Que o Lula chame as entidades de representação para Brasília, para conversar, para sentar e ouvir o que essas pessoas querem, pensar como é possível realizar o que essas pessoas quere. Isso é essencial na minha visão.

Vídeo da primeira manifestação na campanha do 2º turno

Vocês esperavam que aquela primeira manifestação em Niterói fosse se tornar o estopim para uma mobilização nacional tão gigantesca?

Não, a gente não esperava. Na verdade, não esperávamos nem que o nosso ato no dia 5 fosse tomar as proporções que tomou. Porque originalmente foi planejado pelo CAEV, que é o Centro Acadêmico Evaristo da Veiga, da Faculdade de Direito da UFF. Era para os estudantes de Direito se manifestarem, mostrarem a indignação para quem estava passando na rua, para a gente mostrar que estaríamos ali e continuaríamos independente do resultado.

E quando nós piscamos começou a ter uma adesão enorme dos CAs e DAs da UFF. E no final tinha duas mil pessoas na rua. Então, nós jamais poderíamos ter esperado por isso. Muito menos que o nosso ato serviria como fagulha para movimentação que aconteceu no Brasil inteiro. E acho que foi muito porque as pessoas não se acovardaram e saíram às ruas depois de olharem o ato que a gente fez lá. Um ato orgânico dos estudantes indignados com o resultado do primeiro turno e que saíram às ruas em defesa da educação pública, da saúde e da República. Acho que isso é o mais importante.

Nos últimos anos, muita gente repetiu que a juventude estava desmobilizada, despolitizada e desencantada com partidos e eleições. Como se explica o tamanho dessas manifestações.

A minha percepção é que a desmobilização das ruas nos últimos anos é justamente uma consequência do pensamento de que não adiantaria nada, de que era anacrônico, de que a batalha agora era exclusivamente nas redes sociais. Acredito que nesse segundo turno percebeu-se que se nós estávamos perdendo nas redes sociais a gente deveria encontrar um outro meio de mostrar que estávamos ali. E de que estávamos todos defendendo uma mesma bandeira, que não estávamos sozinhos nisso.

Não acho que faltava motivo, não acho que nos últimos anos faltaram pautas para que as pessoas fossem às ruas, mas acho que nunca foi considerado essencial vencer uma eleição como foi considerado nessa. Então, as pessoas foram paras ruas para defender a educação de qualidade, gratuita, a saúde gratuita de qualidade, o republicanismo, o Estado democrático de direito, a plenitude democrática. E acho que tudo isso pesou. Porque todo mundo que saiu às ruas sofreu consequências do governo do Jair Bolsonaro ou temia sofrer consequências do governo do Flávio. Quantas pessoas morreram na pandemia? Quantas pessoas foram privadas de direitos básicos? Acho que as pessoas se deram conta disso e saíram as ruas.

*Chico Alves/ICL


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Política

UFPE EM CHAMAS: ameaças de explosão, grupos “Anti-Lula” e suspeitas de ação criminosa colocam extrema direita no radar da investigação

O incêndio que devastou um dos principais prédios de pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, ganhou contornos ainda mais graves diante de uma sequência de ameaças políticas que teria antecedido o fogo. O prédio atingido na noite de quarta-feira (7) concentrava laboratórios de fármacos, genética e informática, além de equipamentos, amostras e pesquisas científicas. O incêndio provocou prejuízos milionários e destruiu materiais que representam anos de trabalho de pesquisadores e estudantes.

Agora, além de descobrir como o fogo começou, as autoridades terão de responder a uma pergunta ainda mais grave: houve uma ação criminosa motivada por extremismo político contra a universidade pública?

A hipótese ainda não foi comprovada, mas os elementos que vieram a público levaram o caso à mira das autoridades federais.

Ameaças de explosão horas antes do incêndio
O deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL-PE) afirmou ter recebido relatos de estudantes da UFPE que teriam sido ameaçados poucas horas antes do incêndio.

Nas mensagens que circulam nas redes sociais, aparecem referências à possibilidade de “explodir o departamento”, além de menções à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

A autoria e a autenticidade dos registros ainda precisam ser confirmadas pela investigação. Mas a coincidência temporal entre as ameaças e a destruição do prédio fez aumentar a preocupação dentro da comunidade acadêmica.

Jones Manoel anunciou que pretende levar os registros à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, além de pedir que estudantes que tenham recebido ameaças semelhantes apresentem as provas às autoridades.

Deputado eleito é apontado como administrador de grupos “Anti-Lula”

A investigação também ganhou outro elemento explosivo.

O vereador do Recife e deputado federal eleito Thiago Medina (PL-PE) foi apontado, em denúncias divulgadas pelo portal Fala News, como um dos administradores de grupos virtuais intitulados “UFPE ANTI-LULA” e “UNINASSAU BV ANTI-LULA”.

Capturas de tela divulgadas publicamente mostram Medina identificado como administrador dos grupos. Em uma das conversas, ele aparece questionando sobre uma manifestação de esquerda na UFPE e propondo uma manifestação do grupo na universidade.

Mais grave: outros registros atribuídos aos grupos reúnem mensagens de conteúdo violento, ataques políticos, além de manifestações racistas e xenofóbicas.

Em uma das mensagens reproduzidas nas denúncias, um integrante identificado como “Micael” teria escrito:

“Tenho bombas na mala do carro.”

A existência dessas mensagens não prova que Medina ou qualquer integrante dos grupos tenha provocado o incêndio. O próprio deputado eleito negou envolvimento nas acusações e classificou as denúncias como “fake news”.

Mas a gravidade dos registros exige que sejam submetidos à perícia e incorporados à investigação, caso confirmados.

A pergunta que precisa ser respondida
O incêndio ocorreu justamente em um espaço dedicado à pesquisa científica, em uma universidade pública que vinha sendo alvo de intensa disputa política, por isso, não basta descobrir onde começou o fogo.

É preciso saber quem ameaçou estudantes, por que ameaçou, quem produziu ou compartilhou as mensagens, se houve planejamento, se existiu algum vínculo entre os autores das ameaças e o incêndio e se grupos políticos foram utilizados para estimular ataques contra a comunidade acadêmica. Qualquer tentativa de destruir uma universidade ou intimidar seus estudantes e pesquisadores por razões políticas representa uma agressão direta à democracia brasileira.

Terceiro incêndio em pouco mais de uma semana
A gravidade aumenta diante de outro dado: o incêndio desta quarta-feira foi o terceiro registrado na UFPE em pouco mais de uma semana.

Em 30 de setembro, um laboratório do Departamento de Física foi atingido por fogo durante a manipulação de uma substância em um equipamento de alta temperatura. No domingo (4), outro incêndio ocorreu no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Agora, o fogo destruiu o prédio que abrigava laboratórios vinculados ao Núcleo de Inovação Terapêutica, além de estruturas de informática e genética. Não houve vítimas, mas o patrimônio científico foi atingido de forma devastadora.

Ciência sob ataque
O que está em jogo vai muito além das paredes destruídas; são pesquisas, equipamentos, amostras, documentos, dados científicos e anos de trabalho acadêmico que podem ter sido perdidos. A universidade pública é responsável por uma parcela decisiva da produção científica brasileira. Seus laboratórios desenvolvem pesquisas que podem resultar em medicamentos, tecnologias e soluções para problemas que afetam milhões de brasileiros.

Destruir esse patrimônio, caso seja comprovada uma ação criminosa, não seria apenas um ataque contra a UFPE, seria um ataque contra a ciência brasileira. E, se a motivação tiver sido política, o episódio assumiria uma dimensão ainda mais grave: significaria a utilização da violência para tentar calar um espaço histórico de produção de conhecimento, debate e pensamento crítico.

PF e MPF precisam investigar até o fim
A Polícia Federal abriu investigação sobre o incêndio e deverá analisar todas as circunstâncias do caso. A Advocacia-Geral da União também determinou o acompanhamento das apurações, enquanto o Ministério da Educação acompanha a situação. Para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), não há espaço para tolerância com ameaças, intimidação ou violência política.

A Central defende uma investigação completa, transparente e independente, com a identificação e responsabilização de todos os envolvidos, seja quem for. Os fatos precisam ser esclarecidos. As mensagens precisam ser periciadas. Os suspeitos precisam ser investigados. E qualquer responsável por ameaças ou ataques contra a universidade pública deve responder perante a Justiça.

Não se pode normalizar a violência política. Não se pode permitir que grupos extremistas transformem universidades em alvos. E não se pode aceitar que laboratórios onde se produz ciência para o povo brasileiro sejam destruídos pela intolerância. O incêndio da UFPE deixa uma mensagem que não pode ser ignorada: quando a ameaça política chega aos laboratórios, a democracia inteira está sob ameaça.

A CTB defende a universidade pública, a ciência, os trabalhadores da educação e a liberdade de pensamento. A resposta à violência deve ser investigação rigorosa, mobilização democrática e defesa intransigente do patrimônio científico brasileiro.

*CTB


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Mundo Política

Extrema direita da América Latina e Trump fecham acordo contra narcoterrorismo: ‘Um espantalho para poder intervir no continente’

Acordo de governos conservadores cita facções brasileiras e busca consolidar a região como zona de influência dos EUA

Os 14 países integrantes do Escudo das Américas, grupo de governantes de extrema direita da América Latina organizado por Donald Trump, assinaram um acordo nesta terça-feira (22) que considera 24 facções narcotraficantes como “ameaças compartilhadas”, tornando-as alvos de sanções conjuntas. Os grupos criminosos brasileiros Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) estão entre os citados.

O acordo é mais uma tentativa de ingerência dos Estados Unidos sobre o continente, além de se configurar como um cerco para o governo brasileiro e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontam os especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato.

“Reconhecendo que uma ameaça imediata e universalmente compartilhada em nosso hemisfério é aquela representada por organizações narcoterroristas transnacionais — as quais põem em risco a paz e a segurança do hemisfério, bem como a segurança e a prosperidade de nossos cidadãos —, anunciamos hoje a primeira ação conjunta no âmbito de nossos pilares recém-anunciados: ação individual e coletiva para enfrentar o flagelo do narcoterrorismo”, diz o documento divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

“É uma maneira de [Trump] criar a polícia continental, que eles nunca tiveram, que os Estados Unidos nunca conseguiram implantar”, aponta o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), Gilberto Maringoni. Em pelo menos três ocasiões, os Estados Unidos criaram mecanismos para garantir o domínio sobre a América Latina. Com a Doutrina Monroe, criada em 1823, que estabelecia uma “aliança” contra a colonização europeia e que foi reeditada como “Corolário Roosevelt” por Theodore Roosevelt, no início do século 20, para proteger o continente da “ameaça comunista”. Em 1947, foi assinado o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), que tinha como base a “doutrina da defesa hemisférica”, mas que nunca foi implantado.

“Lá o inimigo era o comunismo. Agora é o narcoterrorismo. Você inventa um inimigo, você inventa um espantalho para poder intervir em qualquer situação”, explica Maringoni, lembrando que, no seu discurso nesta terça na Organização das Nações Unidas, o presidente Donald Trump chamou o narcoterrorismo de “Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental”.

“Trata-se de mais uma iniciativa de cerco à realidade brasileira, de cerco ao governo do presidente Lula, que iniciou desde a reformulação da política externa dos Estados Unidos, com a volta de Trump”, adverte professor na Universidade Católica de Brasília (UCB) e da Universidade de São Paulo (USP) Gustavo Menon, lembrando que essa medida se soma a outras, como o tarifaço, no qual Trump tenta interferir na política brasileira com aumento de impostos de importação de produtos nacionais.

Nesse sentido, Menon destaca o papel do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, “que se comporta como um verdadeiro xerife hemisférico”, fazendo da América Latina “uma espécie de quintal dos interesses estadunidenses”.

A medida vai de encontro ao discurso do presidente Lula na abertura da Assembleia Geral da ONU, quando ele defendeu que o Brasil “não se subestima o desafio representado pelo crime organizado”, mas que não se pretende “terceirizar a responsabilidade” de proteger os cidadãos. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, completou Lula.

O que diz o acordo
De acordo com o documento assinado pelos países, a intenção é impor “o congelamento de ativos; restrições de imigração e de visto para membros, associados e apoiadores dessas organizações; e a responsabilização criminal de indivíduos que, conscientemente, forneçam apoio material — incluindo apoio logístico — a tais organizações, entre outras medidas”.

O acordo cita 24 organizações. Além do PCC e do Comando Vermelho, estão na lista grupos como Mara Salvatrucha (MS-13), Cartel de Sinaloa, Cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG), Clã do Golfo, Exército de Libertação Nacional (ELN), Sendero Luminoso e Trem de Aragua. Esse último foi o grupo citado para justificar o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que está preso nos Estados Unidos desde janeiro, mesmo após a Justiça do país confirmar que não há provas de ligação de Maduro com o grupo.

A declaração foi divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA em conjunto com os governos de Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.

O Escudo das Américas foi anunciado por Trump em 7 de março, durante uma cúpula realizada em seu campo privado de golfe, em Doral (Flórida), como “uma nova iniciativa de segurança para o Hemisfério Ocidental” para combater cartéis, “gangues” transnacionais e migração irregular.

*BdF


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Política

Governo já monitorava risco apontado por Moraes enquanto extrema direita se mobiliza contra STF

Suspeita envolve manipulação de informações; Eduardo Bolsonaro busca novas sanções e Jason Miller pressiona STF

O governo brasileiro já monitorava o risco de grupos estrangeiros usarem a manipulação de dados, a produção de informes e estruturas públicas ou privadas para interferir no ambiente político do país antes de Alexandre de Moraes apontar a possível participação de agentes externos na produção de um relatório da Polícia Federal. A suspeita surge enquanto atores da extrema direita intensificam a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) no exterior, às vésperas da eleição.

Nas últimas semanas, a “produção de informes” e a manipulação de dados passaram a ser tratadas em setores do governo como potenciais áreas de atuação internacional. A preocupação é que eventuais operações sejam usadas para aprofundar a instabilidade política durante o processo eleitoral.

“A declaração do ministro não surpreendeu ninguém”, afirmou à reportagem um interlocutor em Brasília.

Na área de inteligência, a possibilidade de interferência externa também é considerada crível. A crise política envolvendo o STF é vista como uma vulnerabilidade que pode ser explorada por atores estrangeiros interessados em influenciar o ambiente brasileiro. A avaliação, porém, é de que a suspeita apresentada por Moraes precisa agora ser submetida a uma investigação técnica.

“Tudo é crível”, resumiu um integrante da área de inteligência ouvido pela reportagem.

Moraes fala em relatório produzido fora da PF
A acusação apareceu numa manifestação de 44 páginas enviada por Moraes no domingo (14) ao presidente do STF, Edson Fachin, no âmbito da Petição 16.704. O documento respondeu a um pedido de esclarecimentos da Presidência da Corte em meio à crise provocada pelas investigações do Banco Master.

Moraes questiona a origem de um relatório da Polícia Federal que reuniu informações contra ele e sustenta que os metadados do arquivo mostram que o documento não teria sido produzido integralmente dentro da corporação.

“O relatório não foi produzido integralmente na Polícia Federal, mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro”, escreveu. Na mesma passagem, classificou o episódio como uma “clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026”.

Mais adiante, Moraes afirma que o tempo de elaboração seria incompatível com a complexidade do trabalho e diz que os metadados demonstrariam que o documento “não foi produzido efetivamente pela Polícia Federal, mas sim por agentes externos — pela forma de produção, provavelmente estrangeiros”.

Na versão apresentada pelo ministro, o relatório teria chegado pronto à PF e sido posteriormente inserido nos computadores da instituição. Em outro trecho, Moraes diz que o documento teria sido “‘plantado’ nos computadores da PF” e associa o episódio às pressões internacionais sofridas pelo STF, entre elas cancelamentos de vistos e sanções aplicadas pelos Estados Unidos.

A manifestação não identifica país, agência, organização ou pessoa estrangeira que teria produzido o material. É justamente esse o ponto que, na avaliação da inteligência, transforma a acusação numa questão que precisa ser investigada.

Inteligência vê vulnerabilidade a operações externas
O primeiro passo seria determinar se houve realmente a quebra da cadeia de custódia indicada por Moraes. Isso significa reconstruir por onde passaram os dados e o relatório, quem teve acesso a eles e se houve manipulação fora do ambiente autorizado.

“Houve o metadado? Houve. Houve a quebra de custódia? Essa é a primeira pergunta”, afirmou o integrante da área de inteligência.

Se o documento entrou pronto nos sistemas da PF, como sustenta Moraes, houve necessariamente uma ação humana para colocá-lo ali. A investigação teria então de determinar se isso ocorreu de maneira regular, por erro ou de forma deliberada.

“Se houve isso, houve um erro humano. Esse erro pode ter sido intencional ou não intencional”, afirmou. Se comprovada a quebra, a pergunta seguinte seria direta: “Tem que ver se essa quebra de custódia foi intencional ou não e, se intencional, quem influenciou.”

A suspeita ganha relevância, segundo a análise feita à reportagem, porque ocorre num momento de forte projeção política dos Estados Unidos sobre o Brasil e de confronto aberto de integrantes do governo americano com Moraes.

“Existe claramente uma tendência de projeção de poder dos Estados Unidos dentro da soberania brasileira”, afirmou. A avaliação é de existem elementos concretos no cenário político que tornam uma operação de influência possível, embora não comprovem a participação americana no relatório.

A disputa interna no Supremo aumenta essa vulnerabilidade. Na avaliação apresentada à reportagem, uma operação estrangeira não precisaria criar uma crise: poderia explorar uma divisão já existente.

“É sim possível uma influência, uma operação de inteligência que ajude quem procura influir num ponto que é vulnerável, que é a guerra política dentro do STF”. Segundo fontes na área de inteligência, a crise criada pelo caso master teria deixado a corte vulnerável a interferências externas por atores interessados em influir no processo eleitoral brasileiro.

A área de inteligência também trabalha com a possibilidade de uma interferência não partir diretamente de funcionários de um governo estrangeiro. Entidades privadas, grupos da sociedade civil ou especialistas com capacidade tecnológica podem funcionar como intermediários.

“Para não terem as digitais nesses processos, governos delegam esse trabalho a terceiros”, explicou outro interlocutor do governo que acompanha o mapeamento das ameaças à eleição.

Extrema direita amplia pressão sobre o STF
A suspeita aparece no momento em que integrantes da extrema direita brasileira e aliados nos Estados Unidos aumentam a pressão sobre o STF.

Eduardo Bolsonaro viajou para Washington com o objetivo de buscar uma nova rodada de sanções contra integrantes da Corte. O ex-deputado pretende usar episódios do julgamento como argumento junto a interlocutores americanos.

Jason Miller, ex-conselheiro de Donald Trump e apoiador de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também passou a direcionar publicações ao julgamento. Ele divulgou uma imagem produzida por inteligência artificial mostrando Moraes com uma tornozeleira eletrônica e, em outra postagem, publicou fotografias de Moraes e Daniel Vorcaro acompanhadas da expressão “tick-tock, Xandão”.

Não há elemento apresentado até agora que vincule esses movimentos à suposta participação estrangeira na produção do relatório. Eles compõem, porém, o ambiente de pressão internacional que já vinha sendo acompanhado em Brasília.

Para integrantes do governo, o período eleitoral tende a ampliar os riscos. Operações camufladas e o eventual uso de empresas ou estruturas privadas de tecnologia estão entre os cenários considerados, com atenção especial ao intervalo entre o primeiro e o segundo turno.

“Há uma movimentação real no submundo da tecnologia que não pode ser ignorada”, afirmou um experiente interlocutor do governo.

Uma das avaliações ouvidas pela reportagem dimensiona a preocupação de forma ainda mais contundente: a ingerência externa é considerada a maior ameaça desse tipo enfrentada pelo país desde o período que antecedeu o golpe de 1964.

A acusação de Moraes introduziu um caso concreto nesse cenário. Saber se ele corresponde ou não a uma operação externa depende agora de algo verificável: reconstruir a origem e o percurso do relatório atribuído à Polícia Federal.

*Cleeber Lourenço e Jamil Chade/Uol


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Brasil Mundo

As big techs e seu alinhamento com o discurso de ódio no Brasil

Saltam aos olhos o alinhamento e favorecimento das grandes empresas de tecnologia (big techs) ao discurso de ódio com movimentos de direita e de extrema direita no Brasil, por isso mesmo tem sido objeto de intensos debates políticos e investigações.

São muitos os relatos e análises que indicam uma combinação explosiva de estratégias de lobby, treinamentos e algoritmos que beneficiam os discursos de extremistas ditos conservadores, sobretudo na atual oposição ao governo Lula.

Nada é feito nesse sentido baseado em informações, é ódio cíclico em estado puro por membros de uma suposta corrente conservadora mais radical do fascismo de extrema direita bolsonarista.

Há treinamentos oficiais do Google e Meta, Facebook, Instagram e Whatsapp realizando oficinas para o PL do clã Bolsonaro, focados no uso da Inteligência Artificial e estratégias de comunicação com cunho violento e de ódio para as eleições de 2026.

Lógico que isso gerou incontáveis críticas sobre o papel omercial e político dessas empresas, mas a coisa, como sabemos, não se resume à ofensiva política organizada pelas big techs em prol da extrema direita.

Sem regulação das redes, pelo intenso lobby no Congresso, em nome da liberdade de expressão, essa gente se protege numa carapaça de modelo de negócio que lucra politicamente com conteúdos altamente agressivos e caluniosos.

A dreita não quer debate, porque não pode debater, quer falar o que dá na cruzeta, pois é fácil apanhar de qualquer um que tenha um mínimo de neurônio diante de um rosário de capim.

Por isso, infalivelmente, os tais conservadores, amarrados na própria limitação intelectual, investem pesadamente nas mentiras desde que nunca tenham que provar nada e, assim, seguem exaltando o cinismo como a única coisa capaz de substituir opiniões ou ideias em um debate sério sobre o destino do país.

E É aí nesse ponto que as big techs lucram com conteúdos mais que sensacionalistas, criminisos. Isso piorou e muito com suas relações próximas às lideranças de extema direita nos EUA, como Trump. Seria fatal que respingaria no Brasil.

Que fique bem claro, as gigantes da tecnologia têm lado e ideologia e não é o lado do povo brasileiro, mas numa disputa contra ele.

Claro, isso é um desafio à democracia, porque favorece sobremaneira a extrema direita no mesmo passo em que opera para invisibilizar, principalmente os blogs e cainais de esquerda, como o Antropofagista.

Todos esses espaços progressistas, de alguma forma, são prejudicados por uma combinação macabra entre bolsonarismo e seus milionários patrocinadores da Faria Lima com as big techs.

Por isso, não só pedimos apoio de qualquer valor aos nossos leitores, mas sobretudo que compartilhem os nossos conteúdos para formar uma grande corrente de luta contra o fascismo brejeiro que conta com o apoio estratégico da extrema direta global via big techs.


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Nunca a mídia brasileira se mostrou tão afeita a um candidato de extrema direita


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No Brasil, a mídia industrial trabalha propositadamente no mesmo campo mental da ultradireita bolsonarista.

Não há maiores difiuldades para entender essa técnica, por isso, de forma insuspeita, atestamos essa afirmativa.

Infelizmente, a orientação da mídia sobre o genocídeio em Gaza, pelos EUA e Israel, onde mulheres e crianças são a maioria das vítimas fatais, é a mesmíssima de Bolsonaro, a de aplaudir, de exaltar, assim como os ataques dos mesmos países ao Irã.

O resultado não poderia ser outro, as fontes do bolsonarismo de guerra, de hospícío e da mídia, são as mesmas. A agudeza desse engenho sionista no Brasil, idem. É uma coisa tão deslavada que não há argumentaçao capaz de ser cínica ao extremo para negar a parceria jamais vista  no Brasil entre mídia e extrema direita.

Para completar, a afinidade entre esses umbrais, a exaltação a Trump, no Brasil, pela mídia e pelo bolsonarismo é outro atestado insuspeito dessa liga maligna que enfeita a retórica dessa gente.

Assim também foi aquele surto proposital da Globo com o seu powerpoint contra Lula, amplamente difundifo pelos bolsonaristas, o que eles não esperavam é que o mesmo powerpoint prestasse um desserviço tão grande à Globo, no maior tiro no pé da história, obrigando a Globo a pedir desculpas e tirar Andreia Sadi de cena para tentar salvar o que sobrou da sua imagem depois do bizonho e repudiado quadro.

Mais do que isso, nao foi uma reação que apenas tratorou a Globo, foi uma indicação instintiva de que este deve ser sempre o caminho adotado para contrapor à imundície que, tanto os bolsonaritas quanto a Globo utilizarão para blindar os Bolsonaro e atacar Lula, deixando a caquética forma de destruir reputações de calça arriada em pleno espaço público.

Mas que fique bem claro que a besta do balão nasce do casamento entre grande mídia e bolsonarismo, sob a regência do sionismo e o trumpismo tatuado na alma dessa gente, seja para roubar as terras raras brasileiras, seja para liquidar o Pix em nome dos bancos norte-americanos, controlados pelos sionistas que controlam o próprio governo Trump, como denunciado por gente da alta cúpula do governo americano

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Mundo Política

Se cuida Brasil! Trump começa a promover intromissão em eleições com participação da extrema direita

O presidente Donald Trump decidiu que votações fora de seu país que envolvam a extrema direita são também eleições de seu interesse. Nesta semana, a Casa Branca decidiu despachar o vice-presidente JD Vance para a Hungria, numa operação para tentar salvar o líder ultraconservador e considerado como um modelo para Bolsonaro, Javier Milei, José Antonio Kast e tantos outros.

Orbán, no poder há 16 anos, vive uma encruzilhada. Pela primeira vez, as pesquisas de opinião mostram que ele pode perder a eleição que ocorre no dia 12 de abril.

A visita de Vance, que começa na terça-feira, incluirá encontros com Orbán e um discurso público, justamente na reta final de uma acirrada campanha eleitoral. A cidade será praticamente fechada, inclusive uma ala do aeroporto.

Não é a primeira vez que Trump decide se fazer presente numa eleição. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, agiu para apoiar o presidente Javier Milei antes das eleições de meio de mandato, inclusive com um cheque de US$ 20 bilhões. No Japão, a eleição também revelou um ação direta dos EUA.

Honduras, Polônia, Romênia e vários outros países sentiram o que representa ter seu processo eleitoral no foco de Washington nos últimos meses.

Mas, no caso da Hungria, o que está em jogo é o futuro de um dos principais aliados do movimento MAGA em toda a Europa.

A relação entre a Casa Branca e Orbán, porém, foi marcada por desencontros. Em novembro, tentando repetir o cheque recebido por Milei, o húngaro foi até Washington para ser recebido por Trump. O húngaro chegou a anunciar a aprovação de um pacote financeiro, negado dias depois pela Casa Branca.

Mesmo assim, Budapeste modificou sua narrativa para explicar que, de fato, o pacote estava “disponível” caso o país precisasse.

O mal-estar foi superado com uma viagem de Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, para a Hungria em fevereiro.

A ação não se limita às visitas oficiais. Apesar de todos os institutos de sondagem darem a vitória ao opositor de Orbán, aliados de Trump divulgaram há poucas semanas um resultado diferente. A McLaughlin & Associates, conhecida como a “pesquisa de opinião preferida de Trump”, publicou um levantamento dizendo que Orbán vencerá a eleição com seis pontos de vantagem.

Peter Magyar, o opositor, vem usando a ingerência dos EUA na eleição para alertar sobre o preço que Trump poderá cobrar pelo apoio, insinuando acordos militares não divulgados e sugerindo que Washington pode buscar concessões em troca de seu apoio. “Tanto a ajuda do Leste quanto a do Oeste têm um preço”, disse.

*Jamil Chade/ICL


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Política

Flavio Bolsonaro e a extrema direita fofa

Que tal um azeite extra virgem na ficha corrida de um dos maiores corruptos e bandido do Brasil?

Flavio e seus marketeiros começam a sentir que a panela de pressão já está no fogo. Isso significa que vem chumbo grosso para cima desse Zé Caganeira.

A plataforma nenhuma de Flavio, dita de boca própria pelo produtor de laranjas e fantasmas, de rachas e rachadinhas, peculato e formação de quadrilha, será pesada.

Flavio diz que será um mímico do próprio pai, ou seja, que não tem qualquer projeto para o país e que reproduzira à risca a proposta nenhuma que o papai mostrou quando sentou na cadeira da Presidência da República, a de se beneficiar em tudo.

Enquanto isso, o sujeito viverá de diversionismo, como mostrado num vídeo em que ele aparee dançando como o BolsoDória para uma plateia armada pelo bolsonarismo que ainda resta, no momento em que corria a notícia, martelada, inclusive por ele, de que Jair Bolsonaro estava na UTI.

Nada demais para quem vive de desconexão compulsória, provocada por uma gama de mentiras que acabam se trombando em praça pública.

Seja como for, Flavio já disse a que veio, dizer banalidades confusas para serem confusamente compreendidas pelo pasto do clã.

Em síntese, é preciso dizer com todas as letras que, no Brasil, o bolsonarismo não representa a extrema direita. Na prática, o que o clã representa é um bonde de oportunistas, vigaristas rastaqueras que emburacaram na política na carona desses comprovados inúteis e caros para o Estado, chamados clã Bolsonaro. Eles sempre tiveram um único objetivo, enriquecer o máximo possível no cargo público, enquanto jocosamente fazem discursos anticorrupção e diminuição do tamanho do Estado.

Esses pilantras, que nunca trabalharam na vida, têm que ser mostrados pela esquerda quem de fato são. Os cinco punguistas, que vivem de roubar o país enquanto gritam, pega ladrão!


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Política

Em homenagem a Lula no Rio, PT orienta filiados a driblar armadilhas da extrema direita

O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou na última sexta-feira (13) orientações internas para restringir manifestações políticas de militantes durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (15), na Marquês de Sapucaí. A medida busca evitar questionamentos jurídicos sobre propaganda eleitoral antecipada, após ações apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a apresentação da escola de samba.

Em comunicado, obtido pelo Globo e direcionado a filiados, dirigentes e autoridades, o partido afirmou que a participação deve respeitar o caráter cultural do evento.

“Nada de pedido de voto, nada de número de urna, nada de slogan eleitoral, nada de impulsionamento com caráter eleitoral. A legislação é clara e a gente não pode dar margem para questionamentos ou penalidades”, informou a sigla. Entre as orientações estão a proibição de adereços com referência ao PT, ao número 13 e a mensagens como “Lula 2026”, “Lula outra vez” e “Vamos ganhar”, além de hashtags com tom de campanha.

A direção nacional também determinou que não sejam feitas críticas a adversários políticos nem manifestações que possam ser interpretadas como propaganda. O comunicado estabelece que entrevistas e exposições públicas devem se limitar à “importância cultural do carnaval, trajetória pessoal do homenageado e liberdade artística e criativa da escola de samba”. O partido alertou ainda que o descumprimento das regras pode gerar punições internas e prejudicar a imagem da legenda e do presidente.

A cautela ocorre após o TSE rejeitar pedidos dos partidos Novo e Missão que tentavam barrar o desfile sob alegação de conteúdo eleitoral. Por unanimidade, os ministros entenderam que a proibição configuraria censura prévia, embora tenham ressaltado que eventuais irregularidades poderão ser punidas posteriormente.

A senadora bolsonarista Damares Alves (Republicanos) também apresentou denúncia ao Ministério Público Eleitoral. Durante o julgamento, a presidente do TSE, Cármen Lúcia, alertou para o risco de abusos.

“É um ambiente propício para que haja excessos, abusos e ilícitos. A festa de carnaval não pode ser fresta para ilícitos. Anunciam-se como participantes possíveis candidatos. Há risco concreto e plausível de que venha a acontecer algum ilícito que será objeto com certeza da Justiça Eleitoral, que já foi acionada. Não parece ser um cenário de areias claras de uma praia, parece mais areia movediça. Quem entra, entra sabendo que pode afundar”, afirmou.

No âmbito do governo federal, o Palácio do Planalto decidiu vetar a participação de ministros no desfile para evitar desgaste político. A primeira-dama Janja da Silva é aguardada na avenida, enquanto Lula acompanhará a apresentação do camarote da prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes e aliados. Será apenas a segunda vez que o presidente comparece à Sapucaí durante o mandato.

Com as restrições, o governo tenta reduzir riscos de que a homenagem seja interpretada como ato eleitoral antecipado, preservando a agenda institucional em um ano pré-eleitoral e evitando novos embates judiciais, segundo o DCM.


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