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Trump exigiu que Brasil barrasse China e eliminasse taxas aos EUA

Em troca, Casa Branca prometeria alguma redução nas tarifas aos produtos brasileiros

O governo de Donald Trump exigiu que o Brasil barrasse investimentos chineses no setor de terras raras e minérios, além de abrir de forma plena o mercado nacional para bens americanos, como forma de negociar uma eventual redução nas tarifas que poderiam impor sobre o Brasil.

O ICL Notícias obteve com exclusividade a proposta enviada ao governo brasileiro pela equipe de Trump, apresentada ainda no início de 2026, quando as investigações contra o Brasil estavam em andamento. Nela, a gestão Trump exige uma espécie de capitulação de diversos setores da economia nacional, em troca apenas de uma redução de tarifas que poderiam ser impostas sobre produtos brasileiros.

Os americanos exigiam que políticas digitais consultassem, primeiro, as empresas americanas. Também queriam compromissos radicais do país em setores como plataformas, carros e produtos industriais.

Para observadores, o gesto era uma espécie de chantagem. Ou o Brasil se alinhava aos EUA, ou seria punido. A proposta se choca com as ideias apresentadas nas últimas horas pela Fiesp ou por ex-embaixadores, como Roberto Azevedo, que sugeriam que o Brasil deveria negociar nos termos apresentados pelos EUA.

A proposta americana ainda contrasta com a narrativa de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, que teria sido o governo Lula que não agiu de boa-fé nas negociações.

No texto, o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirma que recebeu a proposta do Brasil sobre comércio – na forma de um rascunho de Declaração Conjunta, no início de novembro de 2025.

Mas rejeitou as ideias e fez questão de exigir uma suspensão praticamente da soberania nacional em diversos temas de interesse dos EUA.

“Estou desapontado que não tenhamos chegado mais perto, a despeito das nossas várias interações. Eu enfatizo que nos falamos múltiplas vezes, incluindo discussões iniciais em março, e outras em outubro e novembro depois dos avanços feitos pelos nossos líderes”, disse o embaixador, em 9 de janeiro de 2026.

“Meu time também discutiu prioridades dos EUA com contrapartes deles ao longo desse período, destacando as tarifas altas do Brasil em etanol e outros produtos, barreiras não-tarifárias, medidas de comércio digital e outras práticas injustas que limitam nossa relação econômica”, explicou.

“Como eu e meu time comunicamos verbalmente nessas várias ocasiões, nossa política não irá mudar sem melhoria significativa de acesso ao mercado e de proteção para os negócios dos EUA”, alertou.

Segundo ele, a proposta do Brasil não endereça especificamente ou substancialmente a gama de preocupações dos EUA levantada ao longo do último ano e vem com condições relativas à imediata suspensão de tarifas.

“Nós avançamos unilateralmente para reduzir taifas sobre certas importações chave do Brasil com Ordem Executiva do Presidente Trump de 20 de novembro de 2025. No contexto de potencial futura negociação, eu convido o Brasil a dar os passos necessários para endereçar as preocupações dos EUA como uma demonstração de boa vontade para recomeçar uma discussão comercial abrangente”, insistiu.

Na carta de três páginas, os EUA sugerem um acordo-quadro interino que contempla a redução de tarifas em troca da eliminação de tarifas e barreiras não-tarifárias especificas que mantêm empresas americanas fora do mercado brasileiro e prejudicam o ambiente no Brasil para comércio digital.

Eis o que os EUA exigiam do Brasil

Agricultura/tarifas

Eliminar tarifas sobre etanol dos EUA

Comprometer-se a não restringir o acesso ao mercado para os EUA em razão do mero uso de certos temos para carne e queijo

Estabelecer, com o USTR, um grupo de trabalho sob o ATEC para discutir estabilidade no comércio global de produtos agrícolas

Comércio digital

Apoiar a adoção multilateral de uma moratória permanente de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas na OMC imediatamente e sem condições

Garantir tratamento justo para empresas dos EUA com relação a medidas relacionadas a concorrência e sua aplicação no setor digital, incluindo consultas aos atores relevantes no desenvolvimento de novas medidas

Garantir que medidas relacionadas a conteúdo de mídias sociais e a aplicação de tais medidas sejam justas para os fornecedores de serviços digitais dos EUA

Industrial

Eliminar tarifas sobre bens industriais dos EUA, incluindo químicos, veículos e autopartes, produtos médicos e frutos do mar.

Aceitar a importação de veículos produzidos nos EUA que sigam as Normas Federais de Segurança de Veículos Motorizados dos EUA

Aceitar certificados eletrônicos e autorização prévia de comercialização do FDA (Food and Drug Administration dos EUA) para dispositivos médicos e produtos farmacêuticos produzidos nos
EUA sem exigências adicionais

Minerais críticos

Adotar medidas que limitem investimentos por atores não-orientados pelo mercado e entidades estrangeiras de preocupação nos setores de mineração, refino e outros setores industriais críticos.

(Atores não orientados pelo mercado é a forma pela qual o governo norte-americano se refere aos chineses, sem cita-los).

Revisar a venda da operação de níquel da Anglo-American e garantir um processo justo para empresas dos EUA investirem no Brasil no setor de minerais críticos

Tecnologia segura

Endereçar riscos de segurança com respeito a tecnologia de comunicações, serviços públicos, infraestrutura e equipamentos de inspeção de segurança

Aeroespacial

Remover todas a tarifas e barreiras não-tarifárias sobre a venda de jatos comerciais dos EUA no Brasil

Trabalho

Propor legislação para proibir a importação de bens produzidos por trabalho forçado ou compulsório.

Ações propostas para os EUA

Reduzir a tarifa aplicada a produtos do Brasil incluidos na Ordem Executiva 14323 de 30 de julho para [XX] porcento ad valorem para os seguintes produtos

*Jamil Chade/ICL

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Donald Trump usa acusações comerciais e tarifas para atacar autonomia do Brasil

A estratégia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de recorrer a tarifas e acusações comerciais contra o Brasil tem sido interpretada por analistas internacionais como uma tentativa de pressionar o país por decisões que extrapolam a esfera econômica. Em editorial publicado nesta semana, o jornal britânico The Guardian afirma que a Casa Branca transformou iniciativas ligadas à soberania brasileira em supostos problemas comerciais, utilizando o comércio exterior como instrumento de pressão política.

Entre os principais alvos da ofensiva americana estão decisões do Supremo Tribunal Federal sobre a responsabilização de plataformas digitais por conteúdos antidemocráticos e o sistema de pagamentos instantâneos Pix, desenvolvido pelo Banco Central. Para o governo Trump, essas medidas afetariam interesses de empresas e redes financeiras dos Estados Unidos, justificando a ameaça de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

O editorial sustenta que o verdadeiro incômodo de Washington não seria um desequilíbrio comercial, mas o fortalecimento da capacidade brasileira de definir suas próprias regras para o ambiente digital e para sua infraestrutura financeira. Nesse contexto, a política tarifária deixa de ser apenas uma ferramenta econômica e passa a funcionar como mecanismo de pressão contra a autonomia institucional e tecnológica do Brasil.

A avaliação também chama atenção para o fato de que o Brasil busca reduzir sua dependência de plataformas e sistemas estrangeiros, movimento semelhante ao adotado por outros países que investem em infraestrutura digital própria. Segundo a análise, iniciativas como o Pix representam um avanço na soberania financeira nacional e desafiam modelos tradicionais dominados por grandes empresas internacionais.

Nesse cenário, a disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos ganha contornos geopolíticos. Mais do que tarifas sobre exportações, o embate envolve a capacidade do Brasil de exercer sua soberania regulatória, tecnológica e econômica sem sofrer retaliações externas por decisões tomadas dentro de seu próprio ordenamento jurídico.


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Império decadente: Rubio convida Brasil para reunião nos EUA sobre suposto “terrorismo de extrema-esquerda”

Encontro convocado pelo governo Trump pretende reunir representantes de mais de 60 países, mas objetivos da iniciativa geram dúvidas entre aliados e autoridades ocidentais

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, convidou ministros e autoridades de alto escalão de mais de 60 países, incluindo o Brasil, para uma reunião dedicada ao que o governo norte-americano chama de “ressurgimento do terrorismo transnacional de extrema-esquerda”. O encontro está previsto para ocorrer em 16 de julho, na sede do Departamento de Estado, em Washington.

As informações foram publicadas originalmente pela Sputnik Brasil, com base em reportagem do jornal norte-americano The Washington Post, documentos oficiais e relatos de autoridades ocidentais. A participação brasileira no grupo de países convidados também foi confirmada pelo portal g1 junto ao Ministério das Relações Exteriores e ao Departamento de Estado dos Estados Unidos.

A reunião foi convocada pela administração do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considera organizações e movimentos classificados como de extrema-esquerda uma ameaça relevante à segurança nacional e internacional. A maior parte dos países europeus, importantes nações da América Latina e governos asiáticos, como Índia, Indonésia e Cingapura, teriam recebido o convite.

Segundo o chamado “documento conceitual” preparado para orientar o encontro, a reunião ministerial discutirá o “ressurgimento do terrorismo político” e formas de ampliar a cooperação internacional nas áreas de inteligência, segurança pública e aplicação da lei.

O documento, citado pelo The Washington Post, afirma que a atenção estará concentrada principalmente em “terroristas de extrema-esquerda” que estariam “cada vez mais recorrendo à violência organizada e letal para promover seus objetivos políticos”.

Brasil está entre os países convidados
De acordo com o g1, o Brasil figura entre os países sul-americanos convidados para a reunião. A informação teria sido confirmada tanto pelo Itamaraty quanto pelo governo norte-americano.

O texto fornecido não informa se o governo brasileiro aceitou o convite nem qual autoridade poderia representar o país no encontro. O prazo solicitado pelos Estados Unidos para que os governos respondessem ao chamado terminou na sexta-feira, 10 de julho.

O convite foi enviado com poucos dias de antecedência, circunstância que provocou críticas e dúvidas entre representantes estrangeiros. Algumas autoridades afirmaram que seria improvável a presença de ministros das Relações Exteriores ou do Interior, devido à agenda diplomática já programada para o período.

Outros governos teriam questionado os motivos da convocação e a prioridade atribuída pelo governo Trump ao chamado terrorismo de esquerda, uma vez que não consideram essa ameaça central em suas próprias políticas de segurança.

Iniciativa desperta preocupação entre aliados
A proposta norte-americana gerou preocupação entre alguns aliados europeus e analistas independentes, que não compartilham necessariamente da avaliação de que exista um avanço coordenado do terrorismo transnacional de extrema-esquerda.

Representantes de países estrangeiros ouvidos pelo The Washington Post descreveram os objetivos do convite como pouco claros. Também houve questionamentos sobre a definição dos grupos que poderiam ser enquadrados como terroristas ou extremistas.

Dentro do próprio governo dos Estados Unidos, algumas autoridades demonstraram receio de que a iniciativa possa fazer parte de um esforço mais amplo para empregar instrumentos antiterrorismo contra ativistas e movimentos políticos domésticos considerados de esquerda.

Uma autoridade da administração Trump afirmou ao jornal norte-americano que alguns funcionários dos Estados Unidos decidiram não comparecer ao encontro. A identidade e os cargos desses servidores não foram informados.

A principal preocupação mencionada é que conceitos associados ao combate ao terrorismo possam ser aplicados de maneira abrangente, atingindo movimentos sociais, organizações políticas ou manifestantes que não estejam envolvidos em atividades violentas.

Governo Trump concentra discurso no Antifa
A reunião deverá abordar especialmente o movimento Antifa, expressão usada para identificar grupos e militantes antifascistas que atuam de maneira descentralizada em diferentes países.

O governo Trump tem associado o Antifa à violência política e ao extremismo de esquerda. Entretanto, autoridades e especialistas divergem sobre a possibilidade de tratar o movimento como uma organização transnacional estruturada, com comando centralizado e atuação coordenada.

A iniciativa do Departamento de Estado ocorre em meio à tentativa do governo norte-americano de construir uma agenda internacional voltada ao combate de grupos classificados pela Casa Branca como extremistas de esquerda.

A convocação de mais de 60 países demonstra que Washington pretende conferir caráter multilateral a essa política, estimulando o intercâmbio de dados de inteligência e a cooperação entre órgãos policiais.

Ao mesmo tempo, as dúvidas manifestadas por governos convidados revelam que não existe consenso internacional sobre a dimensão da ameaça descrita pela administração Trump nem sobre os critérios que serão utilizados para identificar pessoas ou organizações suspeitas.

Reunião anterior ocorreu em Haia
No final de maio, o Departamento de Estado já havia organizado uma reunião sobre o Antifa e o chamado terrorismo de esquerda em Haia, nos Países Baixos.

Segundo duas pessoas familiarizadas com o encontro ouvidas pelo The Washington Post, a reunião reuniu autoridades de segurança pública e de combate ao terrorismo, principalmente de países europeus.

Uma das fontes afirmou que o governo holandês se recusou a coorganizar o evento. Diante da negativa, a reunião foi realizada na Embaixada dos Estados Unidos em Haia.

O episódio reforçou as diferenças de avaliação entre o governo norte-americano e alguns de seus parceiros europeus. Para parte dos aliados, outras formas de extremismo e terrorismo representam ameaças mais imediatas à segurança de seus países.

Cooperação de inteligência está na pauta
Apesar das controvérsias, o documento de preparação do encontro prevê discussões sobre compartilhamento de informações de inteligência, cooperação policial e coordenação entre governos.

O governo norte-americano deverá defender a criação ou o fortalecimento de mecanismos internacionais capazes de rastrear atividades consideradas violentas, identificar redes de financiamento e acompanhar a movimentação de pessoas classificadas como extremistas.

Não está claro, no entanto, se os países convidados serão chamados a assinar algum documento conjunto ou a assumir compromissos formais ao final da reunião.

Também não há informações sobre como o governo dos Estados Unidos pretende distinguir manifestações políticas legítimas, ações de movimentos sociais e crimes enquadrados como terrorismo, segundo o 247.

A reunião convocada por Marco Rubio deverá, portanto, expor não apenas a política do governo Trump contra grupos identificados como de extrema-esquerda, mas também as divergências entre Washington e seus aliados sobre os limites das medidas antiterrorismo e os riscos de sua utilização contra adversários políticos.


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Brasil

Brasil deve liderar expansão do petróleo fora da Opep com “20% do crescimento global”, segundo Goldman Sachs

Relatório aponta impacto sobre exportações, arrecadação e valor das ações da estatal brasileira

Brasil passou a ocupar uma posição mais estratégica na disputa internacional por petróleo, segundo uma análise do Goldman Sachs. O banco americano avalia que o país deve se tornar um dos principais responsáveis pelo aumento da oferta global da commodity nos próximos anos, especialmente entre os produtores que não fazem parte da Opep.

A projeção considera a expansão do pré-sal e o crescimento da produção da Petrobras, que devem elevar a participação brasileira no mercado mundial. A expectativa do banco é que o país responda por cerca de um quinto do crescimento da produção de petróleo fora da Opep em 2027.

O movimento ocorre em um cenário de busca por novos fornecedores de energia, enquanto grandes produtores enfrentam limitações de expansão e países consumidores tentam reduzir riscos de abastecimento.

Segundo o Goldman Sachs, a produção brasileira deve alcançar aproximadamente 4,8 milhões de barris por dia em 2028, contra 3,8 milhões registrados em 2025. Com isso, o Brasil chegaria a cerca de 4% da produção mundial de petróleo.

A projeção também aponta efeitos sobre a entrada de dólares no país. O banco estima que as exportações líquidas brasileiras de petróleo e derivados podem crescer de US$ 28 bilhões para US$ 47 bilhões entre 2025 e 2028, ampliando a importância do setor para a balança comercial.

Outro impacto esperado é sobre a arrecadação pública. As receitas associadas ao petróleo podem alcançar R$ 277 bilhões em 2026, segundo a instituição, embora parte desse resultado seja reduzida por gastos com políticas de subsídio aos combustíveis.

A Petrobras aparece como a principal empresa beneficiada pela expansão projetada. O Goldman Sachs manteve recomendação de compra para as ações da estatal e avalia que a produção pode superar as metas previstas pela companhia nos próximos anos.

Apesar das expectativas positivas para o setor, o relatório também aponta fatores de incerteza. De acordo com a Forum, entre eles estão o cenário político brasileiro após as eleições de 2026 e a possibilidade de valorização do real, que poderia reduzir a receita em moeda local de empresas exportadoras.

A análise do banco reforça uma mudança no papel do Brasil no mercado energético: de produtor relevante regionalmente para um dos países considerados estratégicos na ampliação da oferta mundial de petróleo.


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Política

Flavio reafirma que quer as sanções dos EUA contra o Brasil

O fardo de Flavio Bolsonaro só aumenta.

Em reunião com o baixo clero da Casa Branca, Flavio reafirma, com todas as letras, que quer que os EUA sancionem o Brasil através das empresas brasileiras e que sejam tarifadas pelo trumpismo medieval.

Na verdade, Flavio deixa bem claro que celebra qualquer maldade contra o Brasil e os brasileiros num antinacionalismo nunca antes visto na história do Brasil. Mas quer que tal maldade seja feita após as eleições.

O traidor da pátria revelou não só aos aliados como a essa espécie de subcorte americana, que quer a pior e mais dura punição contra o Brasil, mas dentro de uma data específica, que seria logo após as eleições, não importando quem ganhe.

Na realidade, o aliado dos EUA contra o Brasil não se importa com as tarifas, o que para ele é importante é que elas não aconteçam agora para que o vigarista primogênito de Bolsonaro não seja sancionado nas urnas pelos eleitores brasileiros.

Por isso Paulo Figueiredo foi escanteado por Flavio e anunciou, como se dele fosse, a decisão de não participar nos EUA desse arranjo macabro contra o Brasil para não queimar ainda mais o filme de Flavio, como fez em seu ataque às mulheres brasileiras.

É um cena grosseira a tentativa de transformar Figueiredo em ex-aliado, propondo que, na seleção de calhordas que estão em oferta pública na campanha de Flavio, Paulo Figueiredo foi o primeiro a ser eliminado.

Tudo não passa de uma farsa, até porque Flavio foi hostilizado em Belo Horizonte e chamado de americano justamente pelo mesmo motivo, o de operar nas costas do próprio país em nome de uma tentativa desesperada de ter o apoio de Trump em uma ação qualquer que possa lhe servir de arma contra Lula.

Seja como for, a musculatura política de flavio, que já vem sofrendo uma grave sarcopenia, enfrenta agora um novo e potente contragolpe e o fim do sonho de ser presidente para libertar o pai e ficar trilionário pelo poder, fica cada vez mais distante, mostrando que sua campanha está completamente perdida e não há nada que possa reverter essa realidade contra si.


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Brasil Política

Vai ser submisso assim lá na casa do…: Flavio quer Brasil alinhado com Israel

Em Buenos Aires, senador usou evento de grupos conservadores pró-Israel para atacar Lula e prometer alinhamento ao regime de Benjamin Netanyahu, responsável pelo assassinato de milhares de palestinos

Osenador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou neste domingo (28) na abertura da Conferência de Presidentes da América Latina, em Buenos Aires, evento promovido pela Fundação dos Aliados de Israel (IAF) e pela organização Amigos Americanos dos Acordos de Abraão (Afoia). No palco, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “antissemita”, prometeu transferir a Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém e anunciou adesão do país aos Acordos de Isaac, iniciativa diplomática de Javier Milei e Benjamin Netanyahu, caso seja eleito em outubro.

Flávio Bolsonaro ataca Lula e promete entregar o Brasil Para os EUA/Israel
O discurso de Flávio Bolsonaro em Buenos Aires foi construído sobre dois eixos: o ataque direto ao presidente Lula e uma série de promessas de ruptura na política externa brasileira. Ao chamar Lula de “antissemita”, o senador mentiu que Lula nutre ódio pelo povo judeu, evocando a declaração que o presidente fez em 2024, quando comparou a ação militar genocida de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto nazista. A ofensiva israelense no enclave deixou mais de 70 mil palestinos mortos até então.

A promessa mais concreta do discurso foi a transferência da Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, caso Flávio vença as eleições de outubro. O pré-candidato foi além: afirmou que, já no primeiro dia de governo, receberia as credenciais de um novo embaixador de Israel em Brasília. A mudança de sede de embaixada para Jerusalém é uma questão diplomaticamente sensível: a maioria dos países mantém representações em Tel Aviv justamente para não antecipar posição sobre o status da cidade, disputada entre israelenses e palestinos em qualquer cenário de negociação de paz.

“A partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina mais do que nunca. E será também, com orgulho e sem o menor medo de dizer isso, irmão de Israel”, declarou Flávio Bolsonaro no evento.

O senador elogiou a diplomacia israelense e prometeu que o Brasil aderirá aos Acordos de Isaac, iniciativa patrocinada pelo presidente argentino Javier Milei e pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu com o objetivo de estreitar relações entre Israel e países da América Latina.

Contexto das declarações e alinhamento internacional
As relações diplomáticas entre Brasil e Israel estão tensas desde 2024, quando a ofensiva israelense em Gaza provocou críticas públicas do presidente Lula. A comparação que Lula fez entre a ação militar israelense e o Holocausto gerou reação imediata de Tel Aviv e culminou na retirada dos embaixadores de ambos os países de suas respectivas representações, um gesto diplomático que sinaliza rebaixamento formal das relações. Desde então, o Brasil opera com um encarregado de negócios na embaixada em Tel Aviv, e Israel designou Rasha Athamni para a mesma função em Brasília.

Nesse cenário de ruptura, Flávio Bolsonaro escolheu Buenos Aires para se posicionar como o candidato do realinhamento. Em discurso proferido em espanhol, o senador também defendeu a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, associando as facções ao Irã e ao Hezbollah. Para sustentar o argumento, citou que, segundo a Justiça argentina, o atentado à Embaixada de Israel em Buenos Aires em 1992 foi atribuído ao Hezbollah, financiado pelo Irã. Acrescentou ainda que investigações da Polícia Federal brasileira, com apoio da inteligência israelense e norte-americana, apontam para conexões entre redes do Hezbollah e facções criminosas brasileiras, envolvendo rotas de cocaína e contrabando de armas.

Submissão aos EUA
O discurso em Buenos Aires não é um episódio isolado. Semanas antes, no início de junho, Flávio Bolsonaro enviou carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em papel timbrado do Senado Federal. No texto, além de pedir que Washington não impusesse novas tarifas sobre produtos brasileiros, o senador se comprometeu a colocar sua equipe de transição “à disposição” do governo norte-americano caso eleito, para acelerar um acordo comercial. Rubio respondeu agradecendo a “oferta generosa”, mas manteve integralmente a posição favorável às tarifas contra o Brasil.

O governo Lula, parlamentares de esquerda e setores da diplomacia brasileira classificaram a proposta como incompatível com a tradição de autonomia da política externa brasileira. Para o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), a carta “escancara o tamanho da submissão” de Flávio aos EUA.


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Política

Carta de Flavio Bolsonaro ao Secretário de Estado dos EUA revela que ele, se eleito, colocará seu governo à disposição deles

Frase estarrecedora foi enviada ao secretário de Estado Marco Rubio; nenhum governo brasileiro foi capaz disto, nem os militares

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou, no início de junho, uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Aparentemente, o objetivo principal era pedir que o governo Donald Trump desistisse de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. Por trás disto, no entanto, há no texto uma sabujice sem precedentes, um projeto de submissão política e econômica nunca antes vistos em nenhum governo do Brasil.

No último parágrafo do texto, o filho de Jair Bolsonaro simplesmente se compromete a colocar “à disposição dos EUA” sua equipe de transição. Veja abaixo:

“Como já afirmei, estou confiante de que serei eleito presidente do Brasil em outubro. Caso essa seja a vontade do meu povo, estou preparado para colocar imediatamente minha equipe de transição à disposição de seu governo, para que possamos concluir, o mais rapidamente possível, um amplo acordo de comércio e investimentos benéfico para ambas as nações –baseado em livre mercado, respeito mútuo e na aliança estratégica que nossos povos merecem”, escreveu Flávio.

Submissão
A iniciativa foi recebida com forte reação de integrantes do governo Lula, parlamentares da esquerda e setores da diplomacia brasileira. A oferta foi classificada como incompatível com a tradição de autonomia da política externa brasileira.

Críticos argumentam que a disposição de compartilhar estruturas de transição governamental com uma potência estrangeira antes mesmo da realização das eleições representa uma quebra de protocolo institucional e uma demonstração de subordinação política aos interesses de Washington.

A resposta de Rubio
A resposta de Rubio acabou ampliando o constrangimento político para Flávio Bolsonaro. Embora tenha agradecido o apoio brasileiro à classificação das facções criminosas como organizações terroristas, o secretário reafirmou integralmente a posição da administração Trump favorável às tarifas contra o Brasil.

“O embaixador Jamieson Greer deixou claro que nós permanecemos com diferenças substanciais em relação à solução das irregularidades apontadas nesta investigação”, escreveu Rubio, ao citar divergências relacionadas ao comércio digital, aos sistemas de pagamento eletrônico — incluindo o Pix —, à propriedade intelectual, ao acesso ao mercado de etanol e ao combate ao desmatamento ilegal.

Estratégia política fracassada
A carta foi enviada após uma série de reuniões realizadas por Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, no fim de maio, quando o senador buscava projetar sua imagem internacional e fortalecer sua pré-candidatura presidencial.

A estratégia, no entanto, acabou produzindo o efeito oposto ao esperado. Dias depois da visita, o governo americano anunciou a conclusão das investigações comerciais que propõem novas sanções contra o Brasil. No mesmo dia, Donald Trump publicou uma fotografia ao lado de Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca, ampliando as acusações de interferência eleitoral e associando diretamente o senador à política de pressão econômica contra o país.

Para críticos do parlamentar, o episódio revelou uma contradição política: ao mesmo tempo em que buscava demonstrar proximidade com a Casa Branca, Flávio passou a ser cobrado por não conseguir impedir medidas que podem prejudicar exportadores e setores produtivos brasileiros.

Nem o apoio político garantiu recuo dos EUA
Apesar de elogiar o “otimismo eleitoral” do senador e agradecer sua disposição para construir uma ponte política entre Brasília e Washington, Rubio deixou claro que os Estados Unidos trabalharão com “os líderes escolhidos pelo povo brasileiro”, independentemente do resultado eleitoral.

Na resposta fica claro que, apesar da afinidade ideológica entre o bolsonarismo e o trumpismo, Washington não pretende flexibilizar sua agenda comercial em troca de alinhamentos políticos ou promessas de cooperação futura.

Na prática, a carta que pretendia afastar Flávio Bolsonaro da responsabilidade política pelo tarifaço acabou reforçando o fato. A família tentou, de fato, utilizar sua proximidade com Donald Trump para influenciar disputas internas brasileiras sem obter qualquer resultado concreto para impedir as sanções econômicas contra o país. Forum.


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Política

PCdoB apresenta propostas para o Brasil seguir avançando com Lula

Partido lança contribuição ao programa presidencial em que defende medidas para que o país se desenvolva de maneira soberana, sustentável e com resultados concretos na vida do povo

Aliado de Luiz Inácio Lula da Silva desde 1989, o PCdoB já sinalizou seu apoio ao presidente na busca pelo quarto mandato. E, como forma de colaborar para a construção de uma plataforma transformadora, apresentou, nesta semana, o documento “Rumos Soberanos para uma Nova Arrancada do Desenvolvimento”.

Assinada pela Comissão Política Nacional do partido, a contribuição aborda os avanços obtidos no atual mandato e a necessidade do próximo governo de Lula aprofundá-los, a fim de garantir um desenvolvimento ainda mais sustentável, inclusivo, igualitário, soberano e democrático.

As propostas se inserem no processo de construção participativa do programa de governo que está em andamento e que envolve as fundações ligadas aos partidos da aliança, entre as quais a Maurício Grabois, do PCdoB.

“O PCdoB está apresentando uma contribuição própria ao programa do presidente Lula, na qual a questão da soberania nacional é um ponto central. Em torno dele, produzimos uma proposta de desenvolvimento acelerado do País com sustentabilidade ambiental, tendo como centro a reindustrialização; o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação; a valorização do trabalho e a elevação da qualidade de vida do povo”, explica Nádia Campeão, presidenta em exercício do PCdoB.

Leia também: Lula apresenta balanço do governo e programa para 2027-2030

Ao analisar o contexto político atual, no qual a proposta foi desenvolvida e apresentada, Nádia avalia que a disputa eleitoral se dará em condições favoráveis ao governo, abrindo caminhos para uma fase de maior aprofundamento das mudanças necessárias ao país nos quatro anos seguintes.

“O governo vem fazendo o seu trabalho de forma muito positiva, seja por todo o processo de reconstrução nacional pós-Bolsonaro, seja no enfrentamento dos problemas da atualidade”, destaca.

A dirigente comunista salienta que o governo vem procurando interferir e oferecer soluções para questões-chave para a população, entre as quais o endividamento das famílias, os problemas relativos à segurança pública — inclusive a violência contra a mulher — e a alta dos combustíveis em função da guerra no Oriente Médio.

Ao mesmo tempo, diz, o governo tem obtido realizações importantes como a isenção do Imposto de Renda e a luta travada pelo fim da escala 6×1. “Portanto, é um governo muito proativo na cena nacional, inclusive na defesa da democracia e contra a tentativa de golpe”, reforça.

Além disso, lembra Nádia, o governo “vem defendendo, de forma muito corajosa, a nossa soberania, enfrentando todas as ameaças, chantagens e tarifas aplicadas pelo governo de Donald Trump. Em meio a tudo isso, Lula se consolida como uma liderança internacionalmente reconhecida, uma voz em defesa da paz e da autonomia dos povos”.

Considerando esses e outros elementos, o PCdoB acredita que o Brasil não apenas precisa como tem condições dar passos mais largos e firmes para avançar como nação e, ao mesmo tempo, barrar a volta da extrema direita.

“O que propomos, essencialmente, é uma disputa política maior na sociedade para aprofundar os rumos do atual governo e falar de futuro, de novas esperanças, de outro patamar de conquistas, de soberania nacional, democracia e direitos”, explica Walter Sorrentino, presidente da Fundação Maurício Grabois, um dos responsáveis pela redação do documento elaborado pelos comunistas.

As propostas do partido, acrescenta Sorrentino, “buscam contribuir para a construção de uma rota para um novo mandato de referência, para abrir um novo ciclo histórico de desenvolvimento nacional”.

Vértices para o País avançar

O documento formulado pelo PCdoB procura desenvolver questões centrais para o avanço do Brasil. Por isso, defende o papel estratégico do Estado como “agente de investimento, indução, planejamento e coordenação do desenvolvimento econômico, articulado com o aprofundamento democrático e a valorização do trabalho como motores do progresso”.

Para dar conta desses desafios, os comunistas apontam três vértices. O primeiro é a elaboração de um plano nacional de desenvolvimento a ser formulado nos primeiros meses do novo governo. O segundo diz respeito a uma política sistêmica de reconfiguração produtiva e tecnológica.

O terceiro vértice é o da ciência, tecnologia e inovação, sublinhado como “principal fator de transformação produtiva nas economias contemporâneas”. Nessa área, o PCdoB vem contribuindo diretamente, por meio do Ministério e CT&I, liderado desde 2023 pela presidenta licenciada do partido, Luciana Santos.

Para levar a cabo as transformações de fundo no País, os comunistas defendem, ainda, medidas nos âmbitos financeiro e monetário (entre as quais a queda acentuada da taxa de juros), bem como o aumento e a melhor aplicação dos recursos públicos em áreas de alto impacto social, nas quais o investimento do Estado é imprescindível, como o complexo industrial e de serviços em saúde, mobilidade urbana e adaptação das cidades às mudanças do clima.

Os comunistas também defendem o aprimoramento da alocação do orçamento público. Para isso, destacam que “a medida mais importante é o retorno do valor destinado às emendas parlamentares aos patamares históricos anteriores ao golpe de 2016 e a revogação do caráter impositivo de parte delas”.

O documento propõe, ainda, a elevação da receita pública “por meio da tributação progressiva e proporcional à renda e ao patrimônio dos detentores de grande riqueza”.

Ao mesmo tempo, o partido chama atenção para a necessidade de ações que fortaleçam a defesa do país e de medidas na área da segurança pública para combater o crime organizado e a violência, além de reformas no sistema eleitoral que garantam maior diversidade e mais democracia, e a ampliação de direitos da classe trabalhadora para além da escala 5×2.

Por fim, o PCdoB salienta que o momento atual exige um “novo ciclo histórico de desenvolvimento nacional” e que “com um novo governo Lula, essa possibilidade está posta. “Convertê-la em realidade dependerá de intensas lutas políticas e de ideias que galvanizem a luta unitária de amplas forças sociais e políticas. É uma necessidade que precisamos tornar possível”, enfatiza.

Para ler a íntegra do documento, clique aqui.

*Vermelho


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Falastrão: Trump diz que eleições no Brasil é seu próximo desafio, ‘a potência política da região’

Texto compartilhado por Trump fala em virada à direita no Brasil e mudança no mapa da América Latina

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a citar o Brasil em sua rede social ao compartilhar um artigo que coloca a eleição presidencial de 2026 no país como um dos próximos temas de interesse do republicano. O episódio ocorreu dias após Trump afirmar que o Brasil se tornou “um pouco difícil” e “politicamente perigoso”.

A publicação foi feita na plataforma Truth Social e reproduz um texto do site norte-americano Newsmax, que afirma que as atenções políticas agora se voltam para o Brasil, descrito como “a potência política da região”. Segundo o artigo, a próxima disputa presidencial brasileira pode se tornar a mais relevante do hemisfério ocidental.

O texto também lista o Brasil entre os quatro principais “desafios” que ainda estariam no radar de Trump, ao lado de Cuba, Nicarágua e Venezuela. Na análise, a eleição de 2026 já estaria gerando debates sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e sobre a condução do pleito em termos de liberdade e justiça.

Em outro trecho, o artigo afirma que “Trump está realmente tornando as Américas grandes novamente” e sugere que, caso o Brasil “se junte à crescente lista de países que se movem para a direita”, o mapa político da América Latina seria “drasticamente diferente do que era há apenas uma década”.

Confusão em discurso no G7
As declarações se somam a falas recentes em que Trump classificou o Brasil como um país “um pouco perigoso”, feitas após questionamentos sobre encontros com Lula durante a cúpula do G7, na França. Na ocasião, o republicano mencionou de forma incorreta a suposta prisão de “Bolsonaro Júnior”. O presidente americano confundiu Eduardo Bolsonaro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato ao Planalto, além de fazer referência equivocada a uma suposta prisão do deputado, que não ocorreu.

As declarações provocaram reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que Trump “não conhece o Brasil” e criticou o que classificou como possível interferência em assuntos internos do país. “Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania”, disse Lula.

O presidente brasileiro também saiu em defesa do sistema eleitoral do país e afirmou que os Estados Unidos poderiam “aprender com o Brasil” em termos de organização e tranquilidade nas eleições. “Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil de eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas”, afirmou.

Lula ainda reforçou que o processo eleitoral brasileiro é um tema interno. “Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil”, disse.

*ICL


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França oferece ao Brasil tecnologia para reduzir dependência dos EUA

Em encontro no G7, Macron indicou que quer participar de busca do Brasil por soberania digital

O governo da França se ofereceu para fornecer supercomputadores ao Brasil, num esforço para garantir a soberania digital do país. O tema esteve na agenda entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o francês, Emmanuel Macron. O encontro ocorreu em Evian, às vésperas do início da cúpula do G7.

De acordo com o Palácio do Planalto, a conversa durou cerca de 40 minutos. “O presidente Macron reiterou o interesse da França em participar dos esforços brasileiros para a aquisição de supercomputadores, em reforço à soberania digital do Brasil”, disse.

Há pouco mais de dez anos, o governo adquiriu um primeiro supercomputador da França. Agora, o país está dando um salto em sua capacidade computacional e deve abrir licitação para a compra de novas tecnologias, principalmente para o setor de IA.

Ciente da busca do Brasil por alternativas à tecnologia dos EUA, Macron vem insistindo em oferecer supercomputadores ao país. Para Brasília, a França terá de fazer uma oferta de preços e apresentar uma tecnologia que seja considerada como adequada.

No encontro desta segunda-feira, o presidente brasileiro destacou ainda que este ano marca os 20 anos da criação da UNITAID, organização criada por Lula e Jacques Chirac em 2006, com o objetivo de promover a ampliação do acesso a medicamentos pelos países do Sul Global. A iniciativa foi lembrada como exemplo concreto de combate às desigualdades e de reafirmação da solidariedade internacional.

“Na esfera bilateral, os dois presidentes reiteraram os avanços positivos da cooperação em defesa, em especial o sucesso do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB)”, disse.

“Os mandatários concordaram também em ultimar medidas para o aprofundamento da cooperação transfronteiriça entre a Guiana Francesa e o Amapá”, completou a nota do governo.

*Jamil Chade/ICL


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